San Diego, CA: paisagens lindas, diversão e história no extremo sul da Califórnia

Depois de um longo dia de compras em Camarillo, acordamos cedo e pegamos a estrada rumo a San Diego. Essa foi uma das maiores distâncias que percorremos de uma só vez durante toda a viagem: quase 300 quilômetros, em cerca de três horas e meia.

A caminho de San Diego

É claro que, enxergando o roteiro superficialmente, faria mais sentido que nosso próximo ponto de parada fosse na região de Los Angeles/Anaheim. Mas, como falamos um pouco nesse post, o nosso voo de volta para o Brasil partia do Aeroporto John Wayne, em Orange County, pertinho de Anaheim, então seria interessante estarmos lá perto no último dia da viagem. Além disso, observando o calendário de jogos dos times que queríamos assistir no estádio, percebemos que rolariam uns jogos bem legais nos últimos dias da nossa estada na Califórnia e os jogos eram em Anaheim (Ducks – hockey no gelo) e Los Angeles (Lakers – basquete). Assim, ir primeiro a San Diego, no extremo sul do estado (descendo no mapa) e depois voltar para a região LA/Anaheim fazia total sentido.

Um detalhe importante sobre esse trecho Camarillo – San Diego é o trânsito. Esse foi o primeiro momento, desde que saímos de San Francisco, que pegamos um tráfego mais pesado. Isso porque nessa ocasião, estamos cruzando toda a região metropolitana de Los Angeles, que costuma ter engarrafamentos, principalmente em horários de pico. Sem querer assustar, às vezes lembra muito São Paulo. Assim, ficam duas dicas:

  • Não programe o GPS para decidir o caminho exclusivamente pela menor distância percorrida. Inclua as condições de tráfego nos critérios.
  • Nessa região da Califórnia serão muito comuns as Carpool Lanes, faixas especiais onde só podem trafegar veículos com uma determinada quantidade de pessoas. Acho que todas as que vimos podiam ser usadas para veículos com duas pessoas ou mais. Essa é uma iniciativa muito bacana que estimula as pessoas a darem carona, diminuindo o número de veículos nas vias e melhorando o trânsito. O bacana é que o fluxo nessas faixas é bem mais rápido. Como muita (MUITA!) gente por lá anda sozinha no carro, ficam todos parados lá no congestionamento, enquanto você segue tranquilo com a sua família pela carpool lane. Mas cuidado! Não ouse usar essa faixa se estiver dirigindo sozinho, pois a multa para quem infringe a regra é alta.

Car pool lane

Multa para quem infringir a regra do carpool

Há quem faça a costa oeste dos Estados Unidos percorrendo o trecho de San Francisco a Los Angeles, deixando San Diego de fora. Pra gente, isso não era uma possibilidade. Eu queria, de todo jeito, ir a San Diego. E como eu estava certa!

A cidade é belíssima. Tem praias maravilhosas, clima gostoso (às vezes até quente demais, mas à noite costuma dar uma esfriada, então tenha sempre um agasalho por perto), parques temáticos, áreas verdes muito bem planejadas e cuidadas, um dos zoológicos mais famosos do mundo, riquezas históricas e culturais.

Só ficamos dois dias lá, mas confesso que achei pouco. Ficou muita coisa para fazermos em uma próxima oportunidade. Acho que, no nosso caso e para os nossos interesses, pelo menos uns 4 dias seria bem legal.

Hospedagem

Ficamos hospedados no Holiday Inn Express San Diego South National City. Fechamos a reserva pelo Hotwire, no esquema de compra às cegas (para saber mais, clique aqui) e conseguimos um bom preço. Em San Diego, assim como nas demais cidades turísticas na costa da Califórnia, os preços da hospedagem não costumam ser baixos.

Gostamos muito do hotel. Estacionamento, wi-fi e café da manhã grátis. Quarto novinho, amplo, limpo, com micro-ondas, frigobar e cama confortável. Os funcionários são amigáveis e solícitos. Possui acesso fácil aos pontos turísticos da cidade e há muitas opções de restaurantes e lojas nas proximidades.

Chegamos ao hotel em torno de meio-dia, fizemos check-in, deixamos a bagagem e começamos a curtir a cidade. Primeira coisa a fazer: almoçar!

Phil’s BBQ

Não sei se vocês conhecem a série de tv a cabo Man v. Food, na qual o apresentador super carismático Adam Richman visita restaurantes americanos famosos, apresenta seus pratos carro-chefe e tenta vencer alguns desafios de devorar quantidades exorbitantes de comida. Pois bem, nos divertimos muito assistindo esse programa. Somos fãs do Adam e sempre ficamos morrendo de vontade de comer aquelas delícias que ele prova no show.

Vimos que em San Diego, tem uma churrascaria chamada Phil’s BBQ, aclamada pelo Adam como um dos melhores churrascos que já comeu na vida. Não podíamos perder essa oportunidade e fomos até lá conhecer a casa.

A longa fila para entrar no restaurante já diz tudo: é um lugar que vale a pena! Eleito pelo público do TripAdvisor um dos 10 melhores restaurantes de San Diego e vencedor de melhor BBQ (churrasco) da cidade pelo 2014 Union Tribune Readers Poll, o Phil’s vale a visita e, como não é de rede, você tem que aproveitar que está em San Diego para conhecê-lo.

Phil’s BBQ

Phil’s BBQ

Chegando lá, deixe o carro no amplo estacionamento e siga para a fila. Mesmo encontrando mesas vazias, não pode sentar e “guardar o lugar” (as diversas placas espalhadas no lugar deixam isso claro). Tem que ir para a fila, fazer o pedido no balcão e só então procurar uma mesa (eles falam que fazendo assim, sempre terá mesa para todo mundo). Após o pagamento, você receberá uma plaquinha e alguém levará o seu pedido até a mesa. O refrigerante, como em grande parte dos restaurantes americanos, tem refil grátis.

Percebemos que é um lugar muito tradicional, pois havia mesas longas com famílias inteiras se confraternizando, mesas com “locais” comemorando aniversário, uma atmosfera bem familiar e receptiva.

Pedimos as tradicionais costelas com molho barbecue, batatas, onion rings e, para a Bela, milho e frango. Escolhemos tamanhos exagerados para os acompanhamentos e a atendente do balcão foi muito gentil e nos alertou que seria comida demais para os três, explicando quais seriam as porções mais adequadas para nosso time (AMO quando as pessoas são honestas), o que nos economizou uma grana e permitiu que não sobrasse tanta comida na mesa.

Estava tudo muito gostoso e bem preparado. Gostamos tanto, que na noite seguinte voltamos lá para jantar e provar os sanduíches premiadíssimos. Mais uma vez, tudo muito saboroso e atendimento impecável.

Eles não têm menu infantil, mas dá para montar um prato para as crianças facilmente com os acompanhamentos que são oferecidos (variam de US$ 1,50 a US$ 2,50): batata assada, feijão (daquele doce), coleslaw, milho no sabugo (a Bela ama), vegetais no vapor, saladas. Um ou dois acompanhamentos somados às carnes pedidas para a mesa e todos estarão satisfeitos.

La Jolla

Saindo do Phil’s, fomos direto para a praia de La Jolla (leia “la róia”), uma das praias mais bonitas que já tivemos o prazer de visitar. Falésias, areia branca, água clara, gaivotas, pelicanos, leões marinhos, gramado amplo, lojas, hotéis, galerias e restaurantes… Dá vontade de ficar uma temporada inteira por lá.

Água azulzinha em La Jolla

Leões marinhos em La Jolla

Passarela para observação dos leões marinhos, em La Jolla

La Jolla

La Jolla

Conforme vai chegando o horário do pôr-do-sol, mais e mais pessoas vão chegando e ocupando um lugarzinho no gramado, na areia e ao longo da orla. Cenário perfeito, atmosfera maravilhosa, nos sentimos abençoados por estar ali.

Turminha do Pezinho na Estrada com os pezinhos no pacífico

La Jolla

La Jolla

La Jolla

La Jolla

Mesmo que o dia pareça quente, não deixe de levar alguns casacos, pois, conforme o sol vai desaparecendo, vai surgindo um ventinho gelado que pode te expulsar de lá, se você não estiver preparado.

Para quem pretende fazer compras nas lojinhas de lá, aqui nesse link tem alguns cupons de desconto: http://www.lajollabythesea.com/coupons .

In-n-Out Burguer

Depois do lindo pôr-do-sol em La Jolla, fomos descansar no hotel e só saímos mais tarde para comer alguma coisinha rápida. Fomos ao In-n-Out, uma rede de lanchonetes do sul da Califórnia que tem um hambúrguer delicioso!

Não se engane com o aspecto meio “Mc Donalds” do restaurante. A carne do In-n-Out é muito saborosa, nunca antes congelada e 100% bovina. Os ingredientes são todos frescos, sem conservantes e sem aditivos. Do pão às batatas e saladas. Eles se orgulham de dizer que tudo vem diretamente da fazenda para a loja e que nem possuem aparelhos de micro-ondas e freezer.

Chegando lá, no menu que fica na parede, você verá que as opções são hambúrguer, cheeseburguer, fritas, milk-shake e as bebidas. Mas há um menu “secreto” (http://www.in-n-out.com/menu/not-so-secret-menu.aspx), o que faz com que as pessoas possam brincar um pouco mais com os ingredientes que eles usam. E qualquer coisa que você peça, pode ser transformada em um prato “Animal Style”, ganhando alface, tomate, molho especial e cebolas grelhadas. Fica uma delícia! Até a batata pode vir em animal style.

Na hora de pagar, uma adorável surpresa: o preço! Gastamos em torno de 11 dólares na nossa refeição com hambúrgueres, fritas e bebidas. Tudo animal style! Comer no In-n-Out é uma coisa que não dá para não fazer se você for à Califórnia! Anote aí nas suas prioridades 😉

San Diego Zoo

Nosso segundo dia em San Diego foi dia de zoológico!

O San Diego Zoo, localizado dentro do Balboa Park, acaba de ser eleito o segundo melhor zoológico do mundo pelo TripAdvisor (Travellers’ Choice 2014). Prêmio merecidíssimo, diga-se. O zoológico é imenso, bem planejado, com ambientes integrados e bem cuidados, uma variedade enorme de espécies e muitas iniciativas voltadas para a educação ambiental dos visitantes.

Para quem vai com crianças, além de o zoológico inteiro ser um encanto e haver muitas áreas voltadas para a interação com os visitantes, há uma área do zoológico especialmente pensada para os bem pequenos. Lá eles podem interagir com animais de fazenda, como pôneis e cabras e brincar no playground. A Bela se divertiu muito e aproveitou cada segundo que passou lá.

Em alguns lugares do zoológico, é necessário deixar o carrinho estacionado

Passeando toda independente pelo zoológico

Playground no zoo de San Diego

Em todos os pontos é possível encontrar informações sobre as espécies existentes, bem como sobre pesquisas que são desenvolvidas sobre elas, sobre as instituições e pessoas físicas que fazem doações para a manutenção daquele espaço e para as pesquisas. Os ambientes simulam os ambientes naturais dos animais e, pelo aspecto deles, dá a entender que são bem tratados. Em alguns momentos, chegamos a determinado recinto e vimos uma plaquinha com os dizeres “Volte mais tarde. Estou passeando com o meu cuidador”. Achei bem interessante.

Quanto você pesa na escala “urso polar”?

San Diego Zoo

San Diego Zoo

San Diego Zoo

Informações para o visitante: quanto come um humano e quanto come um urso polar?

Sei que zoológico é um assunto bastante polêmico. Muita gente é contra, acha que os animais não devem viver presos e tal. Acontece que o San Diego Zoo Global é comprometido com a preservação das espécies animais de todo o mundo, unindo a expertise adquirida com o cuidado animal às pesquisas científicas, com o objetivo de proteger e preservar as espécies ameaçadas em seus habitats naturais. Ao longo da visita, é possível perceber que eles tentam inspirar uma paixão pela natureza e pelo cuidado com o meio ambiente. O San Diego Zoo Institute for Conservation Research, fundado em 1975, é um dos maiores centros de pesquisa com base em zoológicos no mundo. Sua equipe desenvolve, reúne e incrementa conhecimento vital para a constituição de populações selvagens alto-sustentáveis.

Dica 1: assim que chegar ao zoológico, compre refrigerantes nos copos-souvenir do Zoo. Você terá direito a refil grátis em todos os pontos de venda do zoológico. No dia da nossa visita, o calor estava quase insuportável e esse recurso foi super útil.

Copos que dão direito a refil grátis em todo o zoológico

Dica 2: como o zoológico é imenso, há alternativas de transporte para a hora que bater “aquele” cansaço. Ônibus fazem passeios guiados e há algumas escadas e esteiras rolantes e elevadores. Se tem filhos pequenos, levar o carrinho é absolutamente indispensável! Ele vai salvar a sua vida! Também há um teleférico que corta o parque de um lado a outro e permite que você poupe tempo de deslocamento e tenha uma vista incrível do espaço.

Teleférico do zoo

San Diego é mais, muito mais!

Como falei no início do texto, dois dias foram pouco para conhecer o que a cidade de San Diego tem a oferecer. Sendo assim, vou colocar aqui algumas das coisas que não fizemos, mas que queremos fazer em uma próxima visita:

Balboa Park – embora tenhamos visitado a principal atração do Balboa Park, que é o zoológico de San Diego, há muito mais o que fazer nesse parque incrível. Para ter uma ideia, você encontrará lá nada menos que 17 museus, entre muitas outras atrações e áreas recreativas! O blog Vambora falou sobre a sua visita aqui.

Gaslamp Quarter – bairro histórico com muitas opções culturais, gastronômicas e de compras e vida noturna agitada.

Coronado – na categoria praia linda, vista esplêndida, e estrutura de dar inveja.

Mission Bay – passamos por lá, mas não tivemos tempo para descer do carro, alugar uma bike e curtir o clima do local. É uma grande área recreativa, no entorno da baía, onde se pode fazer desde um passeio de jet-ski ou de barco até brincar em um dos playgrounds de ótima estrutura espalhados pela área. O Sea World fica lá.

USS Midway – um porta-aviões que se transformou em museu.

Tijuana, México – para os mais “dispostos”, ainda dá pra dar uma esticada até o México, que está bem ali ao lado. Não topamos essa mini aventura, pois já tínhamos pouco tempo para aproveitar San Diego, imagina se ainda acrescentássemos outro país e uma longa fila de veículos na imigração quando tivéssemos que retornar para terras norte-americanas. Além disso, o destino do outro lado da fronteira é Tijuana, mais apropriada para jovens que querem “beber, cair e levantar” do que para uma família com uma criança de aproximadamente dois anos. Falam que a cidade é como um playground para os jovens americanos, que cruzam a fronteira para encontrar bebidas baratas e strip clubs. Para quem tem interesse, o Guilherme Tetamanti, do blog Viajando com Eles, contou a sua experiência em Tijuana aqui.

No próximo post, falaremos sobre o último ponto de parada da nossa aventura californiana: Los Angeles e Anaheim. Disneyland, jogo dos Lakers, Hollywood, Santa Monica e muito mais. Não percam!

Esse relato faz parte de um roteiro maior, de 15 dias, pela costa oeste americana. Para ver o relato completo da viagem, clique aqui.

 

Camarillo Premium Outlets: uma parada para compras na Califórnia

O objetivo principal da nossa viagem à Califórnia (que vocês acompanham nesse link), não era fazer compras e sim turismo. Mas é claro que não podíamos ir aos Estados Unidos e deixar de comprar produtos de qualidade com preços imbatíveis.

Passamos o ano inteiro economizando, nos segurando para não gastar à toa pelos shoppings do Brasil, porque infelizmente a carga tributária aqui é absurda e as coisas custam os olhos da cara. Quando entramos em uma loja aqui e perguntamos o preço de uma calça jeans, ficamos com peso na consciência quando pensamos que com aquele dinheiro dá para comprar três calças nos Estados Unidos e de uma marca bem superior. Sendo assim, fazemos uma boa contenção de despesas por aqui para poder aproveitar bem as viagens. Vale muito a pena.

Para comprar coisas para crianças, então, não dá para perder a oportunidade. Como vocês puderam ver aqui nesse post, fizemos o enxoval da Bela em Miami. Nesse outro, falamos sobre as compras das coisas para ela usar entre 1 e 2 anos em Nova York. As compras de 2 a 3 anos ficaram para a Califórnia. Compramos a maior parte das coisas dela no site da Carter’s e OshKosh B’Gosh e mandamos entregar no nosso hotel em San Francisco, como contamos nesse post. Assim, no dia de compras no outlet focaríamos mais nos adultos e em uma ou outra coisinha para a Bela.

Decidimos que o dia especial voltado para as compras seria o dia do Camarillo Premium Outlets. Ele estava bem no nosso caminho e já tínhamos conhecido a rede de outlets Premium na nossa viagem a Nova York e gostamos bastante. Veja aqui em que lugares dos Estados Unidos você pode encontrar um outlet da rede Premium.

O Camarillo Premium fica na US 101, no meio do caminho entre Santa Barbara e Los Angeles (a 45 minutos de SB e a 1 hora de LA). Então, para quem preferir, também dá para fazer bate-volta, embora eu ache que fica um pouco puxado.

Camarillo Premium Outlets, localizado em Camarillo, entre Santa Barbara e Los Angeles (clique para ampliar). Printscreen do Google Maps.

Hospedagem

Optamos por dormir pertinho do outlet, pois imaginamos que estaríamos bem cansados depois de um dia de compras e não seria legal ainda ter que pegar estrada. Além disso, os hotéis em Camarillo são mais baratos que em Santa Barbara ou Los Angeles, então, pra gente, não fazia sentido pagar uma hospedagem cara para um dia que não seria aproveitado em uma dessas cidades.

Sendo assim, decidimos ficar no Best Western Camarillo Inn, pertinho do outlet. O hotel segue o padrão da rede, já nossa velha conhecida, e tem 4 estrelinhas no TripAdvisor. Quarto amplo e limpo com duas camas queen, wi-fi e estacionamento grátis, café da manhã incluído na diária com umas três opções de frutas, iogurtes, sucos, um prato quente (se não me falha a memória, no nosso dia era ovo cozido), waffles, pães, bolinhos, cereais… Enfim, tudo aquilo que estamos acostumados a ver em hotéis americanos. Nada de outro mundo, mas bom o suficiente.

Best Western Camarillo Inn. Créditos: Best Western

Os quartos ficam todos voltados para a área externa do hotel, então, para quem não gosta desse estilo “motel americano” ou acha esse tipo de acomodação pouco seguro, esse hotel não é indicado. Para nós, foi muito tranquilo. Fizemos check-in, paramos o carro em uma vaga bem em frente ao quarto. Cogitamos deixar as compras e as malas no carro (muito loucos!), mas ficamos com medo de perder tudo e subimos a bagagem toda para o quarto, o que nos permitiu dormir tranquilamente. No dia seguinte tomaríamos café da manhã cedo e seguiríamos para San Diego.

Cidade de Camarillo, Califórnia. Créditos: Frantik, CC BY 3.0, http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

Pertinho do hotel há várias opções de restaurantes de rede, inclusive um Souplantation, para fazer um “detox” de fastfood. Também tem Target, Ross, The Home Depot, Walmart, Gamestop e muitas outras lojas.

Durante a fase de planejamento da viagem, tinha visto que bem ao lado do hotel há um lugar chamado Marie Callender’s Restaurant and Bakery, um restaurante de rede presente em 5 estados americanos.  Vi que quando estivéssemos lá, estaria rolando uma promoção de uma refeição infantil grátis para crianças com menos de doze anos a cada prato adulto que for pedido. Pensei: “Perfeito! Chegaremos cansados e jantaremos lá. Qualquer coisa, se estiver lotado, também tem a Coco’s Bakery bem ao lado do Best Western”. A Coco’s Bakery tem uma grande variedade de pratos infantis por US$ 5,29, com muitas opções saudáveis de grelhados e legumes. Pensei que qualquer dos dois restaurantes seria uma ótima opção, pois eu sabia que estaríamos cansados e o fato de serem “grudados” no hotel nos daria forças para irmos até um deles.

Infelizmente, depois da maratona no outlet, estávamos tão cansados que não encontramos os tais restaurantes. Teria o Google Maps me traído? Em meio ao cansaço, à fome e ao fato de eu não conseguir encontrar o papel com os nomes dos restaurantes para pedir orientações a alguém, um Taco Bell pulou na nossa frente, meu marido desceu, comprou o jantar para viagem e fomos comer no hotel. Então não conhecemos nem o Marie Callender’s, nem o Coco’s, mas fica a dica para quem se hospedar no Best Western ou ali perto. Já chequei de novo e eles existem de verdade, não foi pegadinha do Google não! 😉

Camarillo Premium Outlets

O outlet de Camarillo é imenso e segue aquele estilo aberto e horizontal com estacionamento ao redor das lojas. Chegando lá, paramos o carro em frente ao bloco do Customer Service / balcão de informações e pedimos o nosso livrinho de descontos. Dica importante: o livrinho é grátis se você imprimir um voucher do clube VIP no site do outlet. Na hora, eu não tinha voucher nenhum, pois fazia muito tempo que tinha feito o cadastro no site, mas entrei com o celular no meu e-mail, provei que sou cadastrada e acabei ganhando o livrinho. O cadastro é grátis e pode ser feito nesse link: https://www.premiumoutlets.com/vip/ .

Quanto aos descontos, vale ficar atento, pois muitas lojas dão voucher de desconto para compras em lojas parceiras. Então sempre olhe no seu recibo se há algum cupom junto. Daí compare com o desconto que é dado no livrinho do outlet e veja qual desconto vale mais a pena ou se os descontos são cumulativos.

São muitas as lojas e, se estiver com crianças pequenas, o carrinho de bebê vai ser indispensável. Tanto para a criança descansar, como para ir pendurando as sacolas nele.

A Bela costuma ser uma boa companheirinha, então, quando vou às compras, ela é super colaborativa. Dorme no carrinho ou fica acordada e me ajuda a escolher as roupas, vai comigo ao provador e sempre acha que tudo ficou lindo (deixa a nossa auto-estima lá em cima). Por incrível que pareça, ela não reclama e de um jeito ou de outro consegue se divertir. Claro que não é diversão “nível playground”, mas pelo menos ela não fica entediada. No Camarillo, vez ou outra as lojas eram bem interessantes para ela. Em uma delas, compramos um guarda-chuva de joaninha que ela amou e queria ir para todos os lados com ele aberto. Na Toys R Us, compramos uma caixa que vinha com cinco Equestria Girls e custava o mesmo valor que uma só dessas bonecas no Brasil! Essa coleção era uma exclusividade da loja, mas da marca original da série My Little Pony. Compramos também outros brinquedos com preços bem convidativos. Ela adorou! A partir daí, passou a circular em seu carrinho e se distrair com as novas aquisições. Isso quando não queria sair arrastando a sacola grandona cheia de compras pelas calçadas do outlet. E não havia quem tirasse a sacola da mão dela. Quem via de longe, podia até achar que éramos pais malvados que obrigavam a pequena a carregar suas próprias coisas. Mas ela fazia questão de carregar e seguia numa alegria só.

Eu e o meu marido temos uma dinâmica muito boa nas compras. Gostamos de várias lojas em comum e juntos somamos os gastos para ganhar mais descontos. Às vezes, quando uma loja interessa só a um, o outro fica ajudando a escolher as peças ou entra na próxima e assim seguimos. Sempre nos viramos muito bem nesses outlets, mesmo com criança pequena.

O que mais gostei no Camarillo foi que ele estava praticamente vazio, principalmente se compararmos com os outlets da Flórida (não sei isso se devia ao fato de que era uma segunda-feira). Tivemos um dia muito sossegado e fomos muito bem atendidos em todas as lojas que entramos. Mais um ponto positivo: as pessoas não ficam nos abordando em português oferecendo mil e um perfumes e produtos como acontece em Miami. Confesso que aquela história de “Brasileiro! Brasileiro! Venha aqui!” que rola pela Flórida me incomoda um pouco. Quanto aos preços, não vi muito diferença entre os praticados na Califórnia, em Nova York ou na Flórida. Achei que na média, é tudo muito parecido.

A praça de alimentação não é imensa, nem pequena, mas achei melhor que a do Woodbury de Nova York. No almoço, comemos massa com molho de tomate, almôndegas e salada em um dos restaurantes e a comida estava boa.

Para saber a lista de lojas do Camarillo Outlet, clique aqui: http://www.premiumoutlets.com/outlets/store_listing.asp?id=20

A Bela matando a sede ao lado das sacolas: resultado do nosso dia no Camarillo Premium

Depois de um bom dia de compras, dormimos sossegados em Camarillo e no dia seguinte partimos para San Diego, que é o assunto do nosso próximo post.

Esse relato faz parte de um roteiro maior, de 15 dias, pela costa oeste americana. Para ver o relato completo da viagem, clique aqui.

 

Santa Barbara, CA: uma cidade que vale a parada (com bate-volta em Solvang e Santa Ynez Valley)

Continuando a nossa viagem pela costa da Califórnia, depois de percorrer o trecho do Big Sur, viemos para a nossa próxima parada: Santa Barbara.

Muita gente que faz essa viagem da costa oeste americana passa reto por Santa Barbara ou faz só uma parada rápida por lá. Não sei se isso acontece porque as pessoas nunca ouviram falar da cidade, se é por falta de tempo ou se é porque não se interessam por ela mesmo (o que acho difícil). Acontece que, para mim, ela é uma cidade que vale a parada. Diria até que, pra gente, Santa Barbara é fundamental e cada vez mais gente vem descobrindo essa pequena joia californiana.

Santa Barbara. Foto: Eugene Zelenko, CC BY-SA 3.0, http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/

Escolhemos dormir dois dias lá e não nos arrependemos nem um segundo de termos tomado essa decisão. A cidade é linda, não tem prédios altos, é cheia de casas com um estilo arquitetônico espanhol, com telhados vermelho-alaranjados, que conferem um ar meio mediterrâneo à região. Há até quem a chame de “Riviera Americana”. Foi fundada por uma missão espanhola e as influências hispânicas podem ser vistas, assim como em quase toda a California, nos nomes das ruas e lugares, na comida e nas construções.

Santa Barbara é uma cidade pequena, com pouco mais de 90 mil habitantes (se contarmos com as cidades contíguas, a região tem aproximadamente 220 mil pessoas), boa parte deles estudantes, por causa da University of California, Santa Barbara (UCSB). Então o clima é super alto astral, com um estilo de vida bem “a Califórnia que todos imaginamos”: jovens bronzeados, praia, surfistas, pessoas praticando esportes na orla… Para ter uma ideia, Katy Perry (aquela que canta “California gurls”) nasceu lá. Jack Johnson, que canta aquelas músicas com uma pegada bem praia/surf, estudou na UCSB. E, por qual motivo, se não porque a cidade é mesmo incrível, essas pessoas que vou citar tiveram ou têm uma casa lá? Jennifer Aniston, Marc Anthony, Jeff Bridges, Charlie Chaplin, Julia Child, Kevin Costner, Tom Cruise, Ellen DeGeneres, Kirk Douglas, Jane Fonda, Whoopi Goldberg, Avril Lavigne, Christopher Lloyd, Jennifer Lopez, Brad Pitt, Ronald Reagan, Ryan Reynolds, Kelly Slater, Steven Spielberg, Paul Walker, Oprah Winfrey, entre muitos outros.

Santa Barbara

Ainda não consegui te convencer de que Santa Barbara merece a visita? Pois bem, então some ao charme do ar espanhol/México chique/americano/praieiro um entorno repleto de serras/colinas belíssimas, uma rua bem comercial cheia de shoppings e lojas de grife e pertinho da praia (State Street), uma região produtora de vinho (Vale de Santa Ynez) e uma cidadezinha construída por dinamarqueses que te faz sentir na Europa (Solvang). Acho que agora deu pra entender que vale a visita, né? 😉

Para quem vai até lá saindo de Los Angeles, o tempo de viagem é de pouco menos de duas horas (varia, pois depende do trânsito). Há quem faça Santa Barbara em um bate-volta, tendo LA como local de hospedagem. Se a sua única chance de conhecer Santa Barbara for assim, sugiro que saia de Los Angeles bem cedo e só volte depois do anoitecer, para tentar aproveitar o máximo possível. Ainda assim, será um pouco cansativo.

No nosso caso, estávamos descendo a Highway 1, no sentido norte à sul e chegamos do Big Sur à noite, para fazer check-in no hotel.

Hospedagem

Ficamos hospedados no Brisas del Mar Inn at the Beach, um dos poucos hotéis que não reservamos pelo Hotwire, pois eu não queria correr o risco de pegar um hotel que não tivesse telhadinho laranja e charme espanhol. Fechamos a reserva diretamente no site do hotel, pois eles tinham garantia de melhor preço.

O check-in foi muito tranquilo e os funcionários foram super simpáticos conosco o tempo todo. Ligamos dois dias antes para o hotel para perguntar se receberiam um pacote de uma compra de última hora e eles falaram que o fariam, sem problema algum. Na diária estavam incluídos café da manhã e um lanchinho no final da tarde com direito a queijos e vinho. Também nos presentearam com uma garrafa de vinho produzido na região de Santa Barbara.

Brisas del Mar Inn at the Beach

Brisas del Mar Inn at the Beach

Brisas del Mar Inn at the Beach

Chegamos e o quarto já estava prontinho, com o berço da Bela montado. No banheiro, shampoos, creminhos, sabonetes (em formato de conchinhas) e até removedor de maquiagem. Tudo top.

Como o nosso dia tinha sido muito cansativo, chegamos, subimos a bagagem, tomamos banho e pedimos pizza e uma massa em um delivery para entregar no hotel mesmo. O bacana é que lá, o entregador vai até a porta do quarto, o que é muito conveniente para quem está exausto.

O Brisas del Mar fica bem localizado, pertinho da praia e da State Street, o que significa que deixamos o carro em casa e exploramos a cidade a pé. Uma delícia! Outra boa forma de conhecer a região, seria alugando uma bicicleta. Não fizemos, mas fica a dica.

Santa Ynez Valley e Solvang

No dia seguinte, acordamos cedo após uma revigorante noite de sono, tomamos café da manhã no hotel e seguimos rumo ao Santa Ynez Valley (Vale de Santa Inês), que fica pertinho de Santa Barbara. Levamos uns 40 minutos para chegar de carro até a região, mais conhecida pela produção de vinhos. É lá também que fica a cidade de Solvang, construída por americanos e dinamarqueses que foram parar na Califórnia porque estavam fugindo do clima frio dos países nórdicos.

Solvang

Solvang

Solvang

Solvang

A cidadezinha de Solvang é uma graça. Por um segundo, parece mesmo que você não está mais nos Estados Unidos e sim na Europa. Por esse motivo, a cidade é beeeem turística. Tem muitas opções de hospedagem, restaurantes, cafés e lojinhas. Uma loja bem famosa é a Jule Hus, que vende produtos natalinos o ano inteiro. Sou apaixonada por coisinhas de Natal, então tive que dar uma passada lá para comprar umas coisinhas. Eles falam que seguem o estilo europeu de decoração, com ênfase na cultura escandinava.

Jule Hus, artigos natalinos o ano inteiro – Solvang

Solvang

Solvang

Solvang

Saindo de Solvang, partimos para o tema “vinho”. De acordo com o bureau de viagens do Santa Ynez Valley, existem mais de 120 vinícolas naquela região, a maior parte opera em pequena escala e/ou tem organização de base familiar. Isso é muito bacana!

 

O filme Sideways (Entre umas e outras), vencedor de Oscar e Globo de Ouro, acontece na região das vinícolas do Vale de Santa Ynez, onde dois amigos apreciadores de vinho foram celebrar a despedida de solteiro de um deles. Como não somos entendedores de vinho, ficamos um pouco perdidos na hora de escolher vinícolas para fazer a visita e a degustação. Já de cinema, nós gostamos! Então decidimos visitar uma vinícola que tivesse sido locação para o filme. A eleita foi a Kalyra Winery, uma vinícola bem agradável, localizada a apenas cinco minutinhos de Solvang.

A Bela fazendo amigos na Kalyra Winery

As uvas da Kalyra Winery

Kalyra Winery

Kalyra Winery

Enquanto degustávamos, as funcionárias da vinícola ficaram interagindo com a Bela e ofereceram um copo para ela brindar com a gente (com água) e crackers. Depois de um tempo, chegaram dois “au-aus” lindos lá e a Bela ficou distraída brincando com eles, enquanto a mamãe e o papai degustavam.

Kalyra Winery

Kalyra Winery

Kalyra Winery

Depois demos uma voltinha pela área onde ficam as uvas, pegamos o carro e partimos para procurar um restaurante que tinha sido indicado pelo Ricardo Freire, do Blog Viaje na Viagem, o The Hitching Post, que também aparece no filme Sideways. Quando chegamos lá, demos de cara com a porta. Infelizmente estava fechado e só abria após as 17h. Nunca imaginamos que uma churrascaria estaria fechada em pleno horário de almoço, mas o horário de funcionamento deles é esse mesmo: eles só servem jantar e das 5PM às 9:30PM. A culpa foi nossa de não termos olhado o horário de funcionamento antes. Terminamos voltando para almoçar em Santa Barbara, mas tinha várias opções de restaurantes ali mesmo, na região das vinícolas.

Anota aí: na próxima vez que viermos a Santa Barbara, não podemos esquecer de JANTAR no The Hitching Post.

State Street, Stearns Wharf

Chegando a Santa Barbara, deixamos o carro no hotel e fomos caminhando com a Bela e o carrinho pelo calçadão da praia. Cogitamos comer no Stearns Wharf, o belíssimo píer da cidade, mas, àquela altura, ainda estávamos na pegada de comer carne e, por algum motivos, decidimos subir para a State Street, que lembra muito a Lincoln Road de Miami. É cheia de lojas de grife, shoppings, restaurantes, bares e cafés. Tem todas as lojas que amamos nos Estados Unidos: de Gamestop a Marshalls, de Apple Store a CVs. Para ter uma noção melhor de tudo o que pode ser encontrado na State Street e entorno, clique nesse link: http://www.downtownsb.org/shop .

Pezinho na estrada e olhos atentos no mapa. Bela pelas ruas de Santa Barbara

Pezinho na estrada e olhos atentos no mapa. Bela pelas ruas de Santa Barbara

State Street, Santa Barbara

Stearns Wharf – Santa Barbara

Área sujeita a terremotos e tsunamis – Santa Barbara

Santa Barbara

Almoçamos na Santa Barbara Brewing Company porque o nome nos pareceu mais local. Comemos asinhas e hambúrguer e pedimos uma massa do menu infantil para a Bela.

Depois perambulamos mais um pouco pelas lojas e voltamos para a pousada caminhando. Dessa vez, não mais pela orla, mas por dentro das ruas com casas. Foi intencional. Queríamos ficar admirando as casas brancas com telhados laranjas e palmeiras nas calçadas. Sério: como é linda essa cidade!

Tivemos o prazer de dormir mais uma noite no nosso mui amado Brisas del Mar Inn. No dia seguinte tínhamos que fazer check-out e partir para o nosso dia de compras no outlet de Camarillo. Mas vou deixar essa parte para o próximo post.

Veja aqui mais informações sobre Santa Barbara e região: http://www.santabarbaraca.com/

Esse post faz parte de um roteiro maior, de 15 dias, pela costa oeste americana. Para ver o relato completo da viagem, clique aqui.

 

Monterey, Carmel e Big Sur: paisagens exuberantes e lugares inesquecíveis ao longo da California 1

Depois da nossa passagem por San Francisco, que vocês puderam conferir nesse post, seguimos com destino a Monterey, onde dormimos e no dia seguinte fomos ao aquário, 17 Mile Drive, Carmel e Big Sur.

Esse deve ser, talvez, o trecho mais belo do nosso roteiro de 15 dias. Mas, ao mesmo tempo, sinto que dizendo isso, estou negligenciando as belezas de San Francisco e Santa Barbara e a incrivelmente encantadora La Jolla, em San Diego. Ok, retiro o que disse, mas sintam o drama: o trecho de Monterey/Carmel/Big Sur deve estar, sem dúvida, entre os lugares mais bonitos do mundo e isso inclui tanto as paisagens naturais como aquelas construídas pelo homem. Chego a me emocionar quando lembro o que já vimos e vivemos na costa da Califórnia. Por mais que eu já tivesse visto muitas fotos e vídeos com as belezas da costa oeste, nada me preparou para o quão extraordinária ela é de verdade. Sem exageros! É apaixonante!

Monterey

Hospedagem

Chegamos à cidade no fim da tarde, dirigindo ao longo da costa, passando pelo Fisherman’s Wharf de Monterey e pela baía. Fizemos check-in na Pacific Inn Monterey, que foi reservada por meio de compra às cegas, no Hotwire (clique aqui para saber mais sobre esse site). A região de Monterey e Carmel tem hotéis caros, então a diária por US$ 66,14, já com as taxas, foi um achado.

O hotel já foi um Best Western e hoje é de administração independente. Segue o padrão da maioria das inns americanas. O nosso quarto era grande, limpo, com duas camas queen size e ainda colocaram um berço para a Bela. Tinha micro-ondas, frigobar, máquina de café, secador de cabelo, tábua e ferro de passar. O estacionamento é grátis e a localização é boa. Fica em região comercial e a poucos minutos de carro da Cannery Row e do Fisherman’s Wharf.

Entradinha do restaurante onde jantamos no dia anterior, na Cannery Row, Monterey

Monterey Bay

Cannery Row, Monterey

Cannery Row, Monterey

Cannery Row, Monterey

Cannery Row

Após o check-in, subimos as malas para o quarto, tomamos banho e fomos passear na Cannery Row, que é a rua mais turística da cidade, de frente para o mar. Ela recebe esse nome porque antigamente funcionavam ali fábricas onde as sardinhas eram enlatadas. Hoje é uma rua repleta de restaurantes, cafés e lojinhas. É no finalzinho dela que fica o Monterey Bay Aquarium, que visitaríamos no dia seguinte.

Estacionamos o carro na rua mesmo, na própria Cannery Row, e fomos dar uma volta. A atmosfera da região é uma delícia. Já estava escuro e friozinho, mas, mesmo assim, alguns adolescentes mergulhavam no mar sem sequer usar roupa de borracha. Gritavam por causa do frio e davam risadas, pareciam estar se divertindo na água congelante. Atmosfera vibrante.

Decidimos jantar no The Fish Hopper Seafood and Steaks, que fica praticamente dentro do mar e tem uma vista linda. O atendimento, a comida, a decoração, a iluminação, a atenção que deram para a Bela… Tudo maravilhoso. Vale muito à pena.

Depois do jantar, fomos direto para o hotel e praticamente desmaiamos na cama. Aquele tinha sido um dia muito intenso e cheio de atividades.

Monterey Bay Aquarium

No dia seguinte, acordamos cedo e tomamos café no hotel. Café da manhã típico de hotel americano, talvez um pouco melhor que a média, pois tinha máquina de waffles e uma variedade maior de cereais matinais. Comemos, fizemos check-out e partimos para o Monterey Bay Aquarium, que foi recentemente eleito o melhor aquário do mundo pelo TripAdvisor Travellers’ Choice 2014. Como o nosso carro estava cheio de malas, paramos em um estacionamento pago, quase em frente ao aquário.

Tínhamos comprado as entradas do Monterey Bay Aquarium com antecedência, no próprio site do atrativo, o que nos livrou de uma enorme fila para compra de ingressos. Entramos direto, sem nenhuma fila.

O aquário é uma coisa linda de se ver e encanta adultos e crianças com suas atrações. São vários andares, divididos em dois gigantescos blocos com as mais variadas espécies dos ecossistemas aquáticos e com muitas atividades de educação ambiental. Dá para passar fácil o dia inteiro passeando por lá, mas só tínhamos a manhã para fazer essa atividade, então tentamos aproveitar da melhor maneira possível.

Monterey Bay Aquarium

Monterey Bay Aquarium

Monterey Bay Aquarium

Monterey Bay Aquarium

Monterey Bay Aquarium

Pinguins no Monterey Bay Aquarium

Mergulhadores limpam o aquário, no Monterey Bay Aquarium

Pinguins no Monterey Bay Aquarium

Olha a Dory!!! – Monterey Bay Aquarium

Tubarões, Monterey Bay Aquarium

Tubarões, Monterey Bay Aquarium

Logo na entrada, os funcionários entregam um mapa e dão uma explicação geral sobre o local e os horários das atividades e apresentações agendadas.

Bela “recebe explicações” sobre essa espécie de caranguejo, no Monterey Bay Aquarium. É uma pena ela ainda não entender inglês. rsrsrsrsrs

Em alguns tanques é possível tocar nos animais, sentir a textura e interagir com o ambiente, enquanto os monitores explicam sobre aquela espécie, sua importância no equilíbrio ecossistêmico e seus hábitos. Muito bacana! Em outro espaço, os pássaros de ecossistemas costeiros ficam soltos no espaço onde estão os visitantes.

Nessa parte do aquário, é possível tocar em algumas espécies

Para quem está com crianças, a Splash Zone é imperdível. A Bela curtiu bastante e tinha uma área reservada só para os bebês bem pequenos. Foi difícil conseguir puxar ela de um atrativo para o outro. Ela estava encantada com tudo!

Área reservada para crianças bem pequeninas, no Monterey Bay Aquarium

Nas áreas externas do aquário, os mirantes proporcionam uma vista incrível do oceano e da baía de Monterey.

Um dos mirantes do Monterey Bay Aquarium

Monterey Bay Aquarium

Saímos do aquário um pouco antes do horário do almoço. Foi uma pena termos ficado tão pouco tempo em Monterey. A cidade é apaixonante e acho que, para quem pode, vale reservar pelo menos uns dois ou três dias inteiros para desfrutar daquele lugar sem pressa.

17 Mile Drive

Saindo do aquário, colocamos no GPS o endereço do portão de entrada da 17 Mile Drive, que fica pertinho de Monterey. Chegando ao destino, demos de cara com uma espécie de portão de um condomínio de luxo. Falamos com o funcionário que estava na portaria, pagamos os US$ 10 (preço cobrado por veículo) e recebemos o mapinha do tour pela região de Pebble Beach.

A comunidade de Pebble Beach, como eles se autodenominam, é uma espécie de grande condomínio de luxo, fechado, repleto de campos de golfe, mansões, jardins bem cuidados, mirantes e vistas estonteantes para o mar. No mapinha estão indicados os pontos estratégicos de parada e o caminho é muito bem sinalizado. Os visitantes só podem seguir o caminho do traçado da 17 Mile Drive, pois as demais áreas são privativas e exclusivas para os moradores. Lá dentro também tem hotel, restaurante, área para eventos, spa, lojas e campos de golfe abertos para não-moradores.

Pebble Beach, 17 Mile Drive

Pebble Beach, 17 Mile Drive

Pebble Beach, 17 Mile Drive

Acho que é a 17 Mile Drive

Acho que é a 17 Mile Drive

Acho que é a 17 Mile Drive

Pebble Beach, 17 Mile Drive

Embora possa soar como algo meio esnobe, para ricaços, ou turístico demais, é um passeio rápido e que vale muito a pena, pois o visual é de tirar o fôlego. É aquele tipo de lugar em que rola o papo: “Imagina, amor, ter uma casa bem aqui?” ou “Quanto será que custa uma casa dessas?” ou ainda “Qual será o emprego das pessoas que têm casa por aqui?”.

O final da 17 Mile já te deixa de cara com Carmel e sua não menos bela Scenic Road.

Carmel

Carmel-by-the-sea ou simplesmente Carmel é assim, uma cidade linda, charmosa, graciosa, repleta de casas bonitas com jardins bem cuidados. Parece cenário de um filme. Nem mesmo uma margarida fora do lugar. Os pássaros voam de forma coreografada e muito bem ensaiada, proporcionando uma atmosfera perfeita. E tudo isso montado em frente às belíssimas águas do Pacífico.

O relógio grande no centrinho (da marca Rolex!) entrega o jogo: esse lugar é para ricaços. Mas não se intimide. Entre no clima e curta a cidade.

Carmel

Carmel

Carmel

Quando chegamos lá, começamos com um passeio de carro, percorrendo a Scenic Drive (primeira rua de frente para o mar) inteira e depois subindo para o centrinho. Deixamos o carro em um amplo estacionamento no cruzamento da 8th Avenue com a San Carlos Street e saímos batendo perna rumo ao centro. Difícil é escolher onde parar para comer, pois a cidade é repleta de cafés e restaurantes cheios de charme. Enfim, decidimos almoçar no Nico, um restaurante italiano delicioso, onde fomos muito bem atendidos.

Restaurante Nico, em Carmel

Restaurante Nico, em Carmel

Em Carmel, a vida parece tão surreal que até vimos um consultório de psicólogo para cachorros. Clint Eastwood foi prefeito da cidade! Falam que algumas celebridades como Brad Pitt e Jennifer Aniston têm casas lá.

Terapeuta para cachorros, em Carmel

Estávamos nos divertindo em Carmel e, por esse motivo, o tempo passou voando. Era hora de voltar rapidinho para o carro e seguir em direção ao sul, pelo trecho conhecido como Big Sur.

Papai e Bela tristes porque já temos que deixar Carmel

Big Sur

Esse é o momento auge em termos de belezas naturais de toda a California 1. É o trecho que vai de Carmel a meados de San Luis Obispo. Áreas preservadas (que aqui no Brasil chamamos de Unidades de Conservação), penhascos, vistas estonteantes do oceano…

O Big Sur é uma região onde se deve viajar sem pressa. Primeiro, porque a estrada é cheia de curvas e abismos (algumas quinas até sem guard rail), o que aumenta a chance de acidentes. Então, juízo! Siga devagar. Segundo, porque a graça de pegar a California Route 1 e não a U.S. Route 101 (bem mais reta, duplicada e rápida) é justamente ir curtindo a paisagem, parando nos mirantes, contemplando a paisagem, fazendo fotos pelo caminho (e que fotos!), curtindo cada recanto escondido de uma das estradas cênicas mais belas do mundo.

Big Sur

Big Sur

Passando pela linda Bixby Bridge, Big Sur

Passando pela linda Bixby Bridge, Big Sur

Big Sur

Big Sur

Big Sur

Vale, antes de ir, dar uma pesquisada sobre as paradas que pretende fazer na viagem. Mas chegando lá, na hora, você verá o aglomerado de carros parando ao longo do caminho e sempre que desejar e surgirem mirantes e áreas para estacionar, pare e aproveite que está ali! Seu celular não funcionará na maior parte do caminho, então dificilmente conseguirá fazer alguma pesquisa na hora. Se permita descobrir os recantos desse lugar lindo, independente do que as revistas e blogs te aconselham. Descubra o seu próprio Big Sur!

É dirigindo nesse trecho que você perceberá porque a maioria das pessoas faz essa viagem partindo no sentido norte-sul, ou seja, de San Francisco a Los Angeles/San Diego, “descendo” no mapa. É que a maior parte das áreas para parar o carro ao longo da estrada fica no lado direito da pista, na mão para quem está descendo. Além disso, você segue “mais pertinho” do mar e as pessoas que não estão dirigindo podem seguir fazendo fotos sem que nenhum carro passe na faixa oposta, atrapalhando a vista e o clique. Mas isso é só um detalhe. Se você só tiver como fazer a viagem subindo, faça mesmo assim! Já vi relatos de quem subiu e falam que valeu a pena do mesmo jeito.

Dormindo no colo do papai em pleno Big Sur

McWay Falls, Julia Pfeiffer Burns State Park

Parada para ver a cachoeira, no Julia Pfeiffer Burns State Park, Big Sur

Parada para ver a cachoeira, no Julia Pfeiffer Burns State Park, Big Sur

Big Sur

Nosso carro, em uma das paradas no Big Sur

Uma dica importante: não esqueça de se certificar que o tanque de combustível do carro está cheio. No trecho do Big Sur aparecerão poucos postos de gasolina e os preços são mais altos que nas cidades grandes.

Alguns pontos de interesse ao longo do Big Sur: Point Lobos State Natural Reserve, Whaler’s Cove, Bixby Creek Bridge, Julia Pfeiffer Burns State Park – McWay Falls (imperdível, é aquela cachoeira que deságua na areia da praia), Point Sur Lighthouse, restaurante Nepenthe e Simon Creek Falls.

Depois de percorrer o trecho do Big Sur, muita gente opta por visitar o Hearst Castle, a mansão do magnata americano William Randolph Hearst, localizada na cidade de San Simeon. O “castelo”, com suas coleções de arte, tapetes persas, estátuas, esculturas e mix de estilos arquitetônicos que revelam o gosto duvidoso excêntrico do seu antigo dono, atrai muitos visitantes. Há quem ame o passeio e há quem odeie. Não fizemos esse tour porque o nosso tempo era limitado e demos preferência para passeios que fossem mais a nossa cara. Mas se tivéssemos mais tempo, sem dúvida toparíamos passar por essa experiência para tirarmos nossas próprias conclusões. Li vários posts sobre o castelo, mas achei esse da Maryanne, do Hotel California Blog, bem bacana.

Finalizando o trecho do Big Sur, algumas pessoas optam por pernoitar em San Luis Obispo, onde fica a Mission San Luis Obispo de Tolosa. No nosso caso, preferimos pernoitar em Santa Barbara, então seguimos mais uns 180 quilômetros de estrada até chegarmos a essa cidade linda, que é o assunto do nosso próximo post.

 

Esse post faz parte de um roteiro maior, de 15 dias, pela costa oeste americana. Para ver o relato completo da viagem, clique aqui.

San Francisco, CA: roteiro de 5 dias na cidade que vai muito além da Golden Gate Bridge

San Francisco é simplesmente um sonho! Todo mundo que conhece, fala bem da cidade, o que me deixou ainda mais ansiosa para conhecê-la.

Para entrar no clima, durante a fase de planejamento do roteiro, sempre deixava o Scott McKenzie embalar minhas pesquisas: “If you’re going to San Francisco… Be sure to wear some flowers in your hair…”, e ficava emocionada por pensar que em breve estaríamos lá. E não é que a cidade é tudo isso mesmo? Até foi eleita recentemente um dos 25 melhores destinos turísticos do mundo e terceiro melhor dos Estados Unidos (Prêmio Travelers’ Choice, do TripAdvisor).

Ah! Já vou avisando: esse post é um exagero de fotos porque a cidade é um exagero de linda!

Vamos começar com algumas dicas básicas:

(1) O sistema de transporte público da cidade é muito eficiente, quase nenhum hotel tem estacionamento próprio/grátis e os estacionamentos na cidade custam os olhos da cara. Concluindo: você não precisará de carro lá. Deixamos para pegar um carro alugado no nosso último dia na cidade, quando começaríamos a nossa roadtrip pela costa oeste americana. Nos dias em que estivemos em San Francisco, usamos:

  • Táxi (para ir do aeroporto ao hotel com bagagens e criança pequena, mas se preferir, dá para ir de BART, por US$ 8,25 – clique aqui para saber mais). Acredito que o táxi saiu por algo em torno de US$ 38 (já com tip), do aeroporto até o hotel, que ficava na região da Union Square.
  • Ônibus (se achar que vai andar bastante de ônibus, dá para comprar o Visitor Passport, que dá direito a transporte público ilimitado, mas não vale para o BART nem para o cable car).
  • Cable car (US$ 6 dólares por pessoa, por trecho). Adoramos o cable car. A Powell Station, estação de onde eles saem, ficava a poucos passos do nosso hotel, então terminamos usando esse meio de transporte super charmoso algumas vezes para descer até a área turística da baía (Fisherman’s Wharf).
  • Bicicleta (alugamos na Blazing Saddles, mas tem várias outras empresas de aluguel de bicicleta – algumas em downtown e Union Saqure e várias outras no Fisherman’s Wharf).
  • Ferry (para voltar com as bikes de Sausalito a San Francisco).
  • A pé – apesar das ladeiras, caminhamos bastante. Nosso hotel estava super bem localizado e dava para passear pela região da Union Square (Market Street e arredores), Chinatown, tudo a pé… Em um dos dias, o nosso cable car quebrou ainda perto do Fisherman’s Wharf, daí o condutor devolveu o dinheiro dos turistas e descemos ali e voltamos a pé também. É bom subir uma ladeirinha para queimar as calorias da comilança por lá.

(2) Mesmo que o dia esteja bonito e ensolarado, a cidade pode ficar bem fria, então esteja sempre equipado com bons agasalhos. Compramos lá mesmo, na Uniqlo, pertinho do nosso hotel, casacos que são super bacanas para famílias que viajam muito. As parcas da linha Ultra Light Down são super leves, compactas e podem ser guardadas em uma bolsinha que não ocupa muito espaço na mochila. Compramos para a família inteira e elas cumpriram super bem o papel de nos manter quentinhos durante toda a viagem. Vale a pena aproveitar para comprar lá, pois a Uniqlo é uma marca japonesa que ainda tem poucas lojas nos Estados Unidos e San Francisco é uma das poucas cidades que tem. Além de tudo, as jaquetas são impermeáveis e fáceis de limpar. Seu filho se sujou todo no restaurante? Nada que alguns lenços umedecidos não resolvam. Recomendo demais!

Bela no Muir Woods National Monument, com a parca da Uniqlo.

Bela no Muir Woods National Monument, com a parca da Uniqlo.

(3) Se deixe levar pelo clima paz e amor e pela atmosfera pró-meio ambiente e sustentabilidade da cidade. Sentimos muito disso na Califórnia, mas principalmente em San Francisco. Muita gente andando de bicicleta, usando transporte público (na frente dos ônibus tem suporte para as bikes!), se importando com reciclagem e uso de materiais mais sustentáveis, opções de alimentos orgânicos em todos os lugares, gente vivendo a vida com uma pegada mais leve… The Mamas and the Papas tinham razão: “For those who come to San Francisco / Summertime will be a love-in there / In the streets of San Francisco / Gentle people with flowers in their hair”.

Golden Gate Park

Golden Gate Park

(4) Na minha opinião, os melhores lugares para se hospedar com crianças seriam: a região da Union Square e a região do Fisherman’s Wharf. Escolhemos a Union Square e logo mais, nesse post, explico os motivos

(5) San Francisco merece alguns dias no seu roteiro californiano. Se separar uns 3 dias, vai ter que correr um pouco para fazer o básico. 4 dias, já melhora. Se tiver 5 dias, ideal! Pode reservar, sem medo de ser feliz. A cidade é uma delícia e você vai querer ficar ainda mais. Ah! E se tiver mais tempo que isso para ficar na cidade, que sorte a sua! Eu moraria fácil naquele lugar. Destaquei isso aqui porque muita gente separa vários dias para Los Angeles e deixa San Francisco às margens e, embora eu tenha gostado bastante de LA, acho que San Francisco é ainda mais bacana.

(6) Como já falamos em outro post, o nosso estilo de viagem tem uma pegada mais leve, principalmente agora que a Bela chegou para completar o nosso time. Não sentimos necessidade de “ver tudo” eu poucos dias. Às vezes preferimos tirar um tempo para relaxar, voltar um pouco mais cedo para o hotel e recuperar as forças para o dia seguinte, tirar uma tarde inteira para só brincar com a Bela em algum lugar agradável… Sendo assim, você perceberá que o nosso roteiro raramente é preenchido com atividades programadas manhã, tarde e noite. Na nossa opinião, às vezes essa “obrigação” de passar por todos os pontos turísticos da cidade faz com que se aproveite menos cada momento, seja por causa do cansaço ou da pressa para sair logo de um ponto e ir para outro. É claro que temos que aproveitar a oportunidade da viagem para conhecer o máximo que pudermos, afinal, não sabemos quando retornaremos àquele lugar, mas muitas vezes cortamos alguns programas para investir em tempo de qualidade em família.

Golden Gate Park

Golden Gate Park

Dia 1

Nosso hotel

Fechamos pelo Hotwire (já falamos sobre esse site aqui) a reserva no Hotel Fusion, pertinho da Union Square e da Powell Station, ponto de onde sai o cable car rumo ao Fisherman’s Wharf. Além disso, a poucos passos do hotel, na Market Street, há pontos de ônibus com linhas que cobrem praticamente todos os principais pontos de interesse da cidade. A estação do BART também fica ali pertinho.

É uma área bem comercial, com todas as lojas que amamos por perto. Já no primeiro dia, resolvemos um monte de coisa por ali mesmo e a pé. Walgreens, Uniqlo, Gamestop, Ross, Forever 21 e mais uma enxurrada de lojas (todas aquelas que estamos acostumados a ver nas cidades grandes americanas), bem pertinho do hotel. Resolvemos o chip americano para o celular, compramos os casacos apropriados para famílias viajantes, os passes de ônibus, o bendito PS4 que estava em falta no mundo inteiro + acessórios e jogos, a mala nova (já que, como falei nesse post, a nossa velha companheira de viagens foi abandonada em San Francisco), fizemos aquela “feira” na Walgreens… Alegres como criança em loja de doce…

Os funcionários do hotel eram simpáticos e atenciosos. Receberam todas as encomendas das compras antecipadas que fizemos pela internet. Tudo direitinho, sem problema. Obaaa!!!

O quarto era bem pequeno e ficamos apertadinhos com a Bela dividindo a cama de casal com a gente. Mas, nesse caso, a culpa foi nossa, pois a pesquisa que fizemos no Hotwire foi para um quarto para duas pessoas, já que nos Estados Unidos, na maior parte das vezes, criança da idade da Bela não paga. Simulamos a pesquisa incluindo a Bela e muitos hotéis mais baratos não apareciam, então adotamos a prática de pesquisar para um casal e tentar a sorte na hora do check-in para ver se nos colocavam em quarto maior, com duas camas ou pedíamos o berço. Deu certo em todos os outros lugares que ficamos, menos em San Francisco, pois o hotel estava lotado e não tinham um quarto maior disponível. Já estamos acostumados a vez ou outra dividir a cama com a Bela, então, nada que atrapalhe a viagem.

O café da manhã era grátis e servido em um quarto que eles adaptaram e transformaram em copa. O espaço era bem pequeno, sem mesas para sentar. Eram servidas algumas frutas, pães, bagels, bolinhos, geleias, cream cheese, sucos e café. Nada de outro mundo, mas dava para passar. O esquema é pegar tudo o que quiser comer e beber, colocar uma bandeja e fazer a refeição no seu quarto. Como não tinha mesa no quarto, todos os dias fazíamos um piquenique sentados no chão mesmo.

No nosso primeiro dia em San Francisco, fora as comprinhas que fizemos e que precisavam ser feitas no primeiro dia de viagem, passeamos pela região da Market Street e Union Square e comemos no restaurante indiano Little Delhi, na Eddy Street. Preço bom, comida deliciosa, bom atendimento e mango lassi de primeira. A Bela aprovou!

Restaurante indiano, pertinho da Union Square

Restaurante indiano, pertinho da Union Square

Dia 2

Cable car, Lombard Street, Fisherman’s Wharf e Pier 39

Seguindo as sugestões da Maryanne, do Hotel California Blog, pegamos o cable car na Powell Station e seguimos rumo ao Fisherman’s Wharf. Descemos um pouco antes de chegar lá, quando o condutor anunciou: “Lombard Street!”. Do ponto de descida até a parte “sensação” da Lombard Street, é uma subida puxada.

A Lombard Street deve ser uma das ruas mais charmosas e famosas do mundo. É super íngreme e repleta de jardins bem cuidados. Os carros descem em ziguezague, devagarzinho, e os turistas ficam ali, observando aquele movimento. Muito bacana e vale a pena ir até lá.

Da Lombard Street, descemos até o Fisherman’s Wharf caminhando. Haja ladeira! Mas para descer, todo santo ajuda, né? Aos poucos, percorrendo aquelas ruas que parecem ter saído do filme “Uma babá quase perfeita”, começam a surgir outros cenários familiares. “Olha, amor, Alcatraz!”, “A Golden Gate Bridge! Acho que vou chorar…”. E seguimos descendo, fotografando e curtindo cada momento daquela experiência.

O Fisherman’s Wharf é uma área bem turisticona. Restaurantes, lojas de souvenir, píeres, muito turista passando para todos os lados, pedestres, bicicletas, gaivotas… É lindo. A paisagem da baía de San Francisco é fantástica.

Almoçamos na Boudin Bakery, que tem mesas indoor e outdoor e um bistrô mais chique no andar de cima. Ficamos na parte de baixo mesmo. Meu marido foi para a fila fazer os pedidos e eu e a Bela fomos procurar uma mesa. Falam que nem sempre é fácil encontrar uma, mas achamos rapidinho.

Comemos Clam Chowder servida no pão Sourdough (super clássico, tem que provar de qualquer forma!), Rustic Tomato Soup, também servida no pão e um Shrimp Salad Sandwich. Tudo muito saboroso. Ao nosso redor, por trás das paredes de vidro, observamos o funcionamento da padaria, o pessoal preparando pães em formatos de animais, o vai e vem de pães, tudo um espetáculo à parte. As crianças adoram!

De lá, vale continuar a caminhada até o Pier 39, onde o show fica por conta dos leões marinhos, que lotam as plataformas e encantam adultos e crianças.

Há quem continue a caminhada (ou pegue algum meio de transporte) até o Pier 1, onde fica o Ferry Building, mas como começou a chover e passaríamos por lá de bike no dia seguinte, encerramos ali o passeio e voltamos para a região do hotel, onde passeamos pela Macy’s e outros shoppings cobertos. Fizemos um lanche lá por perto e voltamos para descansar no hotel.

Dia 3

Cruzando a Golden gate Bridge de bike, Sausalito e baía de San Francisco

O nosso terceiro dia em San Francisco amanheceu lindo. Obaaa!!! Perfeito para cruzar a Golden Gate Bridge de bicicleta e ir até Sausalito. Pegamos mais uma vez o cable car (estávamos apaixonados por ele) e fomos até o Fisherman’s Wharf. De lá, fomos até a Blazing Saddles alugar as bikes. Usamos esse cupom aqui e tivemos 20% de desconto.

Lá, recebemos as bikes, uma cadeirinha para a Bela, capacetes para os três, mapas e instruções sobre o caminho e algumas dicas. Tudo muito rápido. O cara falava sem parar. Um texto decorado, sem muita emoção. Ficamos um pouco confusos, mas, como ele não era muito simpático, decidimos não fazer muitas perguntas, afinal, não devia ter muito como errar. E não tinha mesmo. É só usar o mapa e seguir a sinalização no caminho. No mais, tem um monte de gente fazendo o mesmo trajeto. Na dúvida sobre alguma curva, siga a massa. O cara da locadora também nos deu duas passagens de volta para o ferryboat que faz o trajeto Sausalito – San Francisco e falou que a gente pode usá-los para voltar de ferry ou devolvê-los na loja, caso decidíssemos voltar de bike. Os bilhetes só seriam cobrados se fossem usados.

A bicicleta tem uma bolsinha na frente para guardar os pertences e corrente para prendê-la quando for passear a pé pela cidade.

Apesar de gostarmos muito de pedalar, não somos atletas. Temos o preparo físico de uma pessoa normal. Achamos o trajeto relativamente tranquilo, com uma subida mais cansativa na ida e uma ladeirona que deve ser descida com cuidado um pouco antes da entrada de Sausalito. Desde que se tome o cuidado normal que se toma quando se está pedalando com uma criança, dá para fazer o trajeto tranquilamente. A cadeirinha da bike que pegamos era bem confortável e a Bela até dormiu durante uma parte do trajeto.

Não tenho palavras para descrever a sensação de cruzar de bicicleta aquela ponte, ícone do turismo, cenário de tantos filmes que amamos. Foi bem emocionante e um dos pontos altos da nossa viagem. E o prêmio pelo seu esforço físico está lá do outro lado da baía: a linda e charmosa Sausalito. A cidadezinha é repleta de casinhas bonitas, restaurantes, cafés, galerias, lojinhas de coisas fofas e descoladas.

Comemos no Scoma’s, um restaurante que fica praticamente dentro d’água. Comida deliciosa, atendimento impecável. Giz de cera, cadeirão e trocador para as crianças. Também deram atendimento prioritário pra gente na espera pela mesa e rapidinho nos passaram do bar para uma mesa em um cantinho aconchegante da casa. Não era barato, mas, comparando com o que a gente está acostumado a pagar aqui em São Paulo, também não é caro. Pagamos um preço justo para comer lagosta, caranguejo e outras delícias.

De lá, fomos para a fila do ferry. Muita gente com bikes, mas embarcamos rapidamente. Dentro do ferry, uns funcionários ficam organizando o “estacionamento” das bikes. Eles ficam gritando enlouquecidamente com as pessoas, mas não é nada pessoal. É para agilizar o serviço mesmo. Deixamos as bikes embaixo e somos obrigados a subir para seguir a viagem.

Lá em cima, mais uma vez a vista linda da baía, da ponte, de Alcatraz e de San Francisco, dessa vez, de dentro do mar. Um pouco antes do desembarque, todo mundo tem que descer as escadas, fila por fila e ficar de pé ao lado da sua respectiva bike. Mais uma vez, ao som dos gritos dos funcionários, obedecemos as ordens e saímos disciplinados do ferry. É nessa hora, já em San Francisco, que precisamos entregar a passagem para funcionária que fica na saída.

Pronto. Estamos de volta, já em San Francisco, no Ferry Building. Agora é hora de voltar alguns quilômetros pedalando para devolver as bikes no Fisherman’s Wharf.

Dia 4

Chinatown, The Haight e Golden Gate Park

Dia de Chinatown! E a Chinatown de San Francisco é a maior fora da Ásia. Quando vimos onde ela estava localizada no mapa, percebemos que não fazia sentido nenhum ir até lá sem ser caminhando. É que o portão principal de entrada nela ficava a poucas quadras do nosso hotel.

Para guiar o nosso passeio por lá, usamos um roteiro sugerido no nosso guia Fodor’s (estávamos como ele e o Lonely Planet). Na rota sugerida havia um mapinha e explicações sobre cada ponto de interesse. O guia orientava sobre umas ruelas e uns detalhes que teriam passado despercebidos se não estivéssemos com o livro. Uma vez dentro de Chinatown, a sensação que se tem é que se está em outro país. As pessoas, o idioma falado por elas, o alfabeto… A atmosfera é bem diferente e vale a visita.

Pra gente, uma manhã lá foi suficiente, encerrando com um almoço no estilo “festival” de comida chinesa. Vários pratinhos eram servidos na mesa, finalizando com um delicioso sorvete de chá verde. A Bela amou! Tomou o dela e ainda partiu para os nossos.

De lá, partimos de ônibus para o Golden Gate Park, passando pelo bairro “hippie”, ícone da contracultura, Haight Ashbury (The Haight). Observamos o colorido das lojas, a atmosfera “flowers in your hair”, as lojinhas… No final do bairro, está o Golden Gate Park. Imenso, colossal, se estende de The Haight até a Ocean Beach.

Vista aérea do Golden Gate Park, que é 20% maior que o Central Park de Nova York. Foto: Hispalois, http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en

Vista aérea do Golden Gate Park, que é 20% maior que o Central Park de Nova York. Foto: Hispalois, http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en

O Golden Gate Park é maravilhoso. Embora visto do alto ele lembre bastante o Central Park, de Nova York, com seu formato retangular em meio à cidade, o Golden Gate é 20% maior. Atrações por lá não faltam. É lá que ficam a California Academy of Sciences e o de Young Museum. Tem alguns playgrounds bacanérrimos, um deles até com um Carrossel, Jardim Botânico (San Francisco Botanical Garden), estufa (Conservatory of Flowers), área para eventos e shows, jardim japonês (Japanese Tea Garden), campos de golf, lago, cachoeira, trilhas, entre muitos outros atrativos.

Como o parque é muito grande, o ideal é, antes de ir, tentar se familiarizar um pouco com o mapa de lá e escolher os atrativos prioritários para a sua visita. Como estávamos com a Bela, que na época tinha pouco menos de dois anos, demos prioridade aos playgrounds, lago, campos floridos, curtindo bastante o dia com ela.

Dica 1: no “topo do parque”, que fica voltado para o bairro The Haight, tem um Whole Foods Market, onde você pode comprar um monte de comida saudável e orgânica para fazer um piquenique no parque. O ônibus que vem da região da Union Square para o parque tem uma parada na calçada do mercado. Você pode descer nesse ponto, fazer as comprinhas e ir curtir o dia no parque. Já falamos antes sobre a rede Whole Foods Market aqui nesse post: https://pezinhonaestrada.com/2014/08/16/nova-york-com-bebe-de-um-ano-parte-6-onde-comer-o-que-comer-e-dicas-especiais-sobre-comidinhas-para-bebes-nos-eua/

O Whole Foods Market fica onde está a gotinha vermelha e a grande área verde é um pedacinho do Golden Gate Park. Foto: Print do Google Maps

O Whole Foods Market fica onde está a gotinha vermelha e a grande área verde é um pedacinho do Golden Gate Park. Foto: Print do Google Maps

Dica 2: se pretende ir ao carrossel, não deixe para ir no fim da tarde, pois fecha cedo. Nós fomos brincar um pouco no playground que fica bem ao lado e, quando voltamos para o carrossel, estava fechado. Que tristeza…

Dica 3: Infelizmente essa dica nós só descobrimos depois que voltamos para o Brasil, no site do próprio parque. Para ser mais específica, quando estava preparando esse post. O parque oferece um serviço grátis de transporte, o “Free Golden Gate Park Shuttle”. Como o parque é imeeeenso, deve valer a pena pegar o ônibus, pois ele faz paradas em vários pontos estratégicos do parque (clique aqui para saber onde são as paradas). No nosso dia lá, percorremos vários trechos do parque a pé mesmo. Tudo fica bem distante, o que torna o passeio um pouco cansativo se não pegar o ônibus.

Dia 5

Muir Woods National Monument

No nosso ultimo dia em San Francisco fomos buscar o carro que havíamos reservado na Hertz, que ficava na mesma rua do hotel onde estávamos hospedados. Fiz o relato sobre a escolha do carro e da locadora aqui.

Já com o carro, passamos no hotel, fizemos o check-out e guardamos toda a bagagem no porta-malas.

Então, colocamos no GPS o endereço do Muir Woods National Monument. Já tínhamos visto previamente que a rota do hotel à unidade de conservação passava pela Golden Gate Bridge, então, pela segunda vez, cruzaríamos a ponte, mas agora dirigindo. Que maravilha cruzar essa ponte mais uma vez!

Cruzando a Golden Gate Bridge de carro

Cruzando a Golden Gate Bridge de carro

Chegando à Muir Woods (chamaremos de parque, ok?), há vários bolsões de estacionamento. Se chegar um pouco tarde, terá que parar o carro bem longe e voltar andando até a entrada do parque. Não tiramos o carrinho do carro e seguimos com a Bela caminhando, mas, pelo que vimos depois, daria para ter levado o carrinho tranquilamente, pois a trilha principal do parque é completamente adaptada e tem o piso lisinho de madeira. No final do percurso, a Bela estava cansadinha e ficou pedindo colo. Um carrinho, naquela hora, teria sido uma maravilha. Então fica a dica: se decidir levar o carrinho, pare o carro ao lado da entrada, uma parte do pessoal desce com o carrinho e alguém vai estacionar em um dos bolsões, pois, o caminho entre os bolsões e o estacionamento seria o trecho mais difícil para circular com o carrinho.

O Muir Woods National Monument faz parte do National Park Service e é uma unidade de conservação onde predomina o ecossistema formado pelas old growth Coast Redwood  (Sequoia sempervirens), uma espécie de prima da sequoia, que é geralmente um pouco mais estreita e mais alta. Para quem assistiu ao filme “O Planeta dos Macacos: A Origem”, é exatamente a floresta onde o James Franco levava o macaco para passear.

As árvores são imensas, a paisagem é linda e organização do parque é bem de primeiro mundo. A entrada custa 7 dólares por pessoa e crianças abaixo de 15 anos não pagam. Logo na entrada, você receberá um mapa com as orientações para as trilhas. Fizemos a trilha principal até o final e ficamos deslumbrados com a experiência. É o tipo de programa que curtimos muito fazer! Almoçamos no próprio parque, que tem uma infra ótima, inclusive para famílias com crianças pequenas.

De lá, pegamos a estrada e seguimos rumo a Monterey, pela California 1 (também conhecida como Highway 1/Pacific Highway). Como já estava tarde e estávamos cansados, não paramos na Santa Cruz Beach Boarwalk, que fica em Santa Cruz,  no meio do caminho entre San Francisco e Monterey. Falam que é super bacana. No dia em que estávamos fechando esse post, por exemplo, a atração tinha 4 estrelinhas no TripAdvisor.

A caminho de Monterey

A caminho de Monterey

Chegando a Monterey, fizemos o check-in na Pacific Inn Monterey e jantamos na Cannery Row, mas isso já é assunto para o próximo post.

 

Esse post faz parte de um roteiro maior, de 15 dias, pela costa oeste americana. Para ver o relato completo da viagem, clique aqui.