Roadtrip na I-90: onde parar na estrada de Idaho a Washington State, a caminho de Seattle

No nosso 9º dia de viagem, saímos de Coeur d’Alene, no estado do Idaho, rumo a Seattle, em Washington State. Eram 500 quilômetros de estrada a serem percorridos de motorhome pela rodovia interestadual 90 (I-90). Como íamos cruzar quase todo o estado de Washington, de leste a oeste, levantamos alguns pontos interessantes e que não saíssem muito das proximidades da rodovia principal, assim podíamos parar, dar uma esticada nas pernas e conhecer ainda mais lugares lindos pelo caminho. Nesse post, damos as dicas de alguns lugares legais, que valem a parada a caminho de Seattle.

Sinalizamos os locais de parada no mapa abaixo.

Uma dica que damos é colocar no GPS sempre o endereço do próximo ponto de parada, para não passar batido por nenhum desses lugares.

Sprague Lake

O Sprague Lake fica a pouco mais de uma hora de Coeur d’Alene e é um lago muito bacana para quem curte pescar. Aliás, para quem viaja com este intuito, talvez possa até valer a pena pernoitar na região para aproveitar o lago.

Na nossa viagem, nós não paramos no Sprague Lake, pois saímos mais tarde do Idaho, encantados com o lago do camping e tínhamos outras prioridades de paradas ao longo da rodovia.

John Wayne Pioneer Trail

Para quem curte caminhar, pedalar ou cavalgar, a John Wayne Pionner Trail é uma rail trail (trilha que fica sobre uma ferrovia desativada), que abrange Washington State desde as encostas ocidentais das montanhas Cascade até a fronteira com o estado do Idaho. Possui 285 milhas de extensão (mais de 458 quilômetros). Também não chegamos a percorrer a trilha, mas se você ficou interessado,  pode encontrar mais informações neste link.

John Wayne Pioneer Trail no trecho do Keechelus Lake. Foto de: Gene Bisbee, CC BY 2.0
John Wayne Pioneer Trail no trecho do Keechelus Lake. Foto de: Gene Bisbee, CC BY 2.0

Parque Estadual da Floresta Petrificada Gingko, Wanapum Vista Point e Rio Columbia

Uma das paradas que consideramos imperdíveis ao longo dessa estrada é essa, pois os atrativos estão bem ao lado da rodovia e a vista que se tem nesse lugar é de tirar o fôlego. O Gingko Petrified Forest State Park fica na Wanapum Recreation Area, na cidadezinha de Vantage. Do Wanapum Vista Point, se consegue uma vista incrível do Rio Columbia.

Wanapum Vista Point
Wanapum Vista Point

O nome do parque se deve ao fato de terem descoberto madeira petrificada na região, na década de 1930. A floresta petrificada Ginkgo é um marco natural nacional registrado e é considerada uma das florestas fossilizadas mais incomuns do mundo.

Ginkgo Petrified Forest State Park
Carros estacionados em frente ao Wanapum Vista Point. Olha lá no nosso motorhome à esquerda.
Ginkgo Petrified Forest State Park

Para quem pretende pernoitar, o local conta com acampamento para tendas e motorhomes.

Ellensburg

Para quem gosta de cidadezinhas pequenas e charmosas, Ellensburg fica logo após a floresta petrificada e tem muitos antiquários e lojinhas de arte e artesanato. Não chegamos a parar nela, pois estávamos ansiosos para chegar às Snoqualmie Falls e depois a Seattle.

Davidson Building, Ellensburg. Foto: Bobak Ha'Eri, CC-By-SA-3.0
Davidson Building, Ellensburg. Foto: Bobak Ha’Eri, CC-By-SA-3.0

Snoqualmie Falls

As Snoqualmie Falls são uma das atrações mais populares do estado de Washington. Por ano, mais de 1 milhão e meio de pessoas visitam a cacheira, que é mais famosa por aparecer na série de TV norte-americana Twin Peaks. A queda d’água tem 82 metros de altura e fica em um parque localizado entre as cidadezinhas de Snoqualmie e Falls City.

Snoqualmie Falls
Snoqualmie Falls
Snoqualmie Falls

No parque há deck de observação, loja de presentes, placas informativas sobre o atrativo, estacionamento e entrada gratuitos.

No dia em que visitamos o parque, as cores do outono deixavam a caminhada do estacionamento até a cachoeira ainda mais encantadora.

A caminho das Snoqualmie Falls
Passarela para cruzar a rodovia até as Snoqualmie Falls

Fizemos almo-janta na cidadezinha de Snoqualmie, em um restaurante mexicano chamado Caadxi Oaxaca. A comida estava muito saborosa e o Felipe e a Isabela comeram super bem. O tempero lembrava muito o da comida brasileira. Até pedimos para eles prepararem um pratinho extra de arroz e feijão para eles comerem no motorhome, caso sentissem fome mais tarde.

Motorhome estacionado em frente ao restaurante mexicano.

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Idaho, EUA, de motorhome

Dando continuidade ao nosso roteiro pelos Estados Unidos e Canadá de motorhome, com duas crianças, no post de hoje vou falar sobre a nossa passagem pelo estado do Idaho, na região noroeste dos Estados Unidos.

O Idaho é mais um daqueles estados norte-americanos pouco conhecidos e fora das rotas tradicionais dos turistas brasileiros. Mas assim como Montana, estado sobre o qual falamos no post anterior, o Idaho tem paisagens belíssimas e que valem a viagem. Escolhemos fazer um dos nossos pernoites na cidade de Coeur d’Alene, por ela ser considerada uma das cidades mais bonitas e com melhor infraestrutura turística no norte do estado.

Coeur d’Alene, Idaho

Trata-se de uma cidade com pouco mais de 50 mil habitantes, que é rodeada por dezenas de lagos formados por água de degelo. O site do Convention and Visitor Bureau de Coeur d’Alene afirma que há pelo menos 55 lagos fáceis de acessar de carro, partindo da cidade, mas que nenhum deles é mais bonito que o próprio Lago Coeur d’Alene, que fica rodeado pela cidade.

Chegamos em Coeur d’Alene à noite e não tínhamos reserva em nenhum camping. Procuramos ali na hora, no Google, um camping com espaço para motorhomes e encontramos o Blackwell Island RV Park, um camping que fica em uma ilha com marina, bem dentro do Lago Coeur d’Alene.

Blackwell Island RV Resort
Blackwell Island RV Resort

Blackwell Island RV Park

Nossa vaguinha no camping Blackwell Island RV Park é uma delícia e tem vistas incríveis. Conta com wi-fi grátis e 16 canais de TV a cabo (caso tenha a sorte de ter um motorhome com TV). O camping tem uma boa praia às margens do lago, onde se pode nadar e pescar, área para piquenique em frente à água, uma pequena marina, aluguel de canoas, barcos, pedalinhos e outros equipamentos/brinquedos para curtir na água.

Blackwell Island RV Park
Blackwell Island RV Park
Blackwell Island RV Park
Blackwell Island RV Park
Família curtindo a vista do lago, no Blackwell Island RV Park
Família curtindo a vista do lago, no Blackwell Island RV Park

O Felipe e a Isabela amaram os gansos que ficavam passeando pela praia e pelo lago do camping. Passamos uma manhã deliciosa admirando o lago e curtindo aquele lugar delicioso. A energia do ambiente ali é fantástica. Tomamos café da manhã no motorhome, apreciando aquela vista encantadora.

Blackwell Island RV Park
As crianças se divertindo com os gansos no Blackwell Island RV Park

Uma coisa que nos chamou a atenção em Coeur d’Alene foi a quantidade e variedade de hoteis. Tem hotel para todos os gostosos e bolsos. Desde resorts mais luxuosos em frente ao lago até hoteis de rede e bed & breakfasts mais econômicos.

Lake Coeur d'Alene, Idaho
Lake Coeur d’Alene, Idaho

Entre as atividades para se fazer na cidade, muita coisa gira em torno do lago. O pôr-do-sol e nascer-da-lua perto da água são considerados espetaculares. Praticar alguma atividade ou esporte aquático, jogar golfe (inclusive com um campo flutuante super famoso), passear de barco, correr, caminhar, pedalar e curtir as praias nas margens do lago… Observar as águias (bald eagles) que se alimentam de kokanees (uma espécie endêmica de salmão) no lago é uma das atividades favoritas dos moradores locais.

Gustavo e Felipe tomando um solzinho em frente ao Coeur d’Alene Lake

O centro da cidade é charmoso e tem bons restaurantes, cafés, lojinhas e antiquários. Infelizmente não tivemos tempo para curtir muito essa parte da cidade. Este site é dedicado aos atrativos de Downtown Coeur d’Alene: http://www.cdadowntown.com/.

É uma pena que o Idaho tenha sido apenas um ponto de descanso e de passagem no nosso roteiro. Sem dúvida alguma, gostaríamos de ter ficado ali mais alguns dias, curtindo o estado, a cidade de Coeur d’Alene, o lago, em uma pegada mais slow travel. Sem dúvida, vai para a lista dos lugares que queremos voltar.

 

Depois de curtirmos uma manhã deliciosa às margens do lago Coeur d’Alene, pegamos estrada rumo a Seattle. Até chegar lá, ainda teríamos mais 500 quilômetros de estrada, com direito a alguns pontos de parada pelo caminho.

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Créditos da imagem em destaque, no topo do texto: Sol nascendo em Coeur D’Alene, Idaho. Foto: D.Taylor in Idaho, https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/

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Montana de motorhome

Nossa passagem pelo estado de Montana, nos Estados Unidos, foi breve e deixou uma certeza: vamos voltar lá um dia! Esse foi o oitavo dia da nossa viagem. O roteiro completo você confere neste link.

Montana entrou no nosso roteiro porque depois de visitarmos as Montanhas Rochosas Canadenses, queríamos voltar para a região de Vancouver e Seattle por um caminho diferente do que usamos par ir até os parques de Alberta. Então decidimos voltar fazendo um trajeto circular, passando pelos Estados Unidos e não mais pelo Canadá. Veja abaixo o mapa do nosso trajeto.

 

Montana é um estado remoto e um pouco fora dos roteiros tradicionais dos brasileiros nos Estados Unidos. Por outro lado, é um estado belíssimo. Dois dos parques norte-americanos mais bonitos estão localizados lá: boa parte do Yellowstone National Park e o Glacier National Park. A área rural também é encantadora. Muitos ranchos, cidades pequeninas e charmosas, estradas beirando lagos…

Montana, Estados Unidos
Montana, Estados Unidos

Nesse post vou contar como foi cruzar a fronteira Canadá – Estados Unidos de madrugada de motorhome, o motivo de não termos conseguido fazer a Going to the Sun Road (estrada que corta o Glacier National Park) e o que decidimos fazer ao invés da visita ao parque. De brinde, ainda conto do nosso perrengue quando fomos esvaziar a fossa do motorhome em um posto de gasolina e a mangueira toda ressecada simplesmente estourou e nem preciso dizer que foi número um e número dois para todo lado, né?

Cruzando a fronteira Canadá – Estados Unidos de motorhome

Quem viu o nosso post anterior, sabe que quando saímos de Banff (Canadá) com destino aos Estados Unidos, decidimos dirigir até onde conseguíssemos. Quando estivéssemos cansados, pararíamos o motorhome em algum lugar para dormir.

O Gustavo dirige super bem e gosta de dirigir. Então seguimos conversando, olhando a lua subir por trás das montanhas… Quando nos demos conta, estávamos chegando à fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá.

Eu nem tinha percebido, mas já passava de meia-noite! No entanto, estava tudo bem, eu já tinha checado o horário de funcionamento da fronteira no Roosville Border Crossing (Grasmere – Eureka) e no site constava que ela funcionava todos os dias da semana, 24 horas por dia (Dica: sempre confira informações atualizadas sobre os horários de funcionamento, endereços, regras e valores dos serviços que vai utilizar, pois tudo isso é sujeito a alteração).

Só que àquela altura da madrugada, não tinha nenhum carro circulando pela estrada. Só o nosso motorhome. Quando chegamos à froteira, todos os displays luminosos das filas de veículos estavam com um “x” vermelho bem grande, como se estivessem fechados. Diminuímos a velocidade e fomos nos aproximando. Não havia ninguém por ali para dar alguma informação pra gente. Do nada, um dos displays trocou o x vermelho por uma setinha verde e nós seguimos para aquele local e paramos o motorhome.

Um oficial da fronteira se aproximou e começou com o interrogatório. As perguntas eram similares às que são feitas quando entramos no país por via aérea, com exceção de uma: “Por que vocês estão cruzando a fronteira dos Estados Unidos tão tarde da noite?”. Ele falava de maneira muito ríspida. Não sei se estava bravo por ter que atender alguém naquele horário, se o acordamos e ele ficou de mau humor ou se aquela é a postura que ele tem que assumir e faz parte do trabalho dele.

Ele pediu os nossos passaportes e eu rapidamente os entreguei, mas esqueci que o do Felipe não estava junto com os demais, pois eu tinha tirado o dele no dia que o levamos ao hospital em Vancouver. Fui procurar o passaporte na outra bolsa, enquanto o Gustavo se encarregava de responder às perguntas do oficial. Em determinado momento, não sei o que deu no Gustavo, que se enrolou no inglês e não soube se expressar direito com relação a alguma coisa que ele perguntou. Eu fui ajudar na resposta e o oficial-mais-bravo-do-planeta-Terra me cortou: “ELE RESPONDE! A senhora trate de continuar com o trabalho de encontrar o passaporte que está faltando!”. Meu Deus, que homem grosso!

Achei o passaporte e entreguei para o oficial. Ele olhou os passaportes, olhou pra gente e falou: “Todo mundo desce do carro e me acompanha, inclusive as crianças”. Falei que elas estavam dormindo e ele me falou para acordar todo mundo e levar lá para dentro da salinha. Pensei: “Pra que isso, meu Deus?”. Por um lado, estava tranquila, porque sabia que todos os nossos documentos estavam certinhos e não tínhamos nada a temer. Por outro, vinha uma insegurança por não saber se aquele procedimento era padrão e também não entender por que aquele homem era tão irritado.

Acordamos a Isabela e levamos o Felipe dormindo no bebê-conforto. Entramos no escritório. Quando o oficial viu o Felipe bebezinho dentro do bebê-conforto e a cara de sono da Bela, ele ficou super constrangido. Do nada, o bad cop virou o good cop. “É um bebê! Me desculpem. Não sabia que ele era tão pequeno (detalhe… eu já tinha falado as idades dos dois). Por favor, pode levá-lo para dormir de novo no carro”. Olhou para a Isabela e perguntou: “Você quer colorir?”. E entregou um kit infantil “Crossing Borders” com livro para colorir e giz de cera. Então ele fez a cobrança de uma taxinha que precisamos pagar para cruzar a fronteira (confesso que não lembro quanto foi, quando eu descobrir, atualizo aqui) e que é válida por seis meses.

Para ganhar o prêmio de good cop de vez, ele perguntou se já tínhamos um lugar certo para dormir e falamos que íamos procurar algum lugar em Eureka. Daí ele sugeriu um posto de gasolina no segundo cruzamento da cidade, em frente a um Subway. Falou que lá era seguro e que ninguém nos perturbaria. Perfeito! Saímos da fronteira direto para o posto e pernoitamos ali. Então fica aqui a nossa dica de free camping em Eureka.

Eureka

Para quem não conhece, Eureka é uma cidadezinha de 1.086 habitantes, que fica grudada na fronteira Estados Unidos – Canadá. O lugar onde pernoitamos (free camping), que foi dica do oficial da fronteira, está sinalizado no mapa abaixo:

Como o oficial explicou, é em frente ao Subway que fica no posto de gasolina do segundo cruzamento da cidade. Lá dá para fazer free camping, mas infelizmente não tem dumping (estrutura para esvaziarmos o esgoto do motorhome e completarmos o tanque com água limpa).

Prefeitura de Eureka, Montana

Então, fizemos dumping em um outro posto de gasolina na mesma cidade. Nesse posto, quem compra alguma coisa na loja de conveniência não precisa pagar pelo dumping. E não é que quando o Gustavo estava esvaziando justo o tanque do banheiro, a mangueira do nosso motorhome decidiu estourar? Sim! Foi aquela lambança. Number one and number two pra todo lado. Que desespero para nós, meros viajantes de motorhome de primeira viagem. O funcionário que estava no posto, limpando as bombas de combustível, observava tudo de longe e ria. Ah, danado! Nem para ajudar a gente…

Esse é o posto onde fizemos o dumping:

Mas parece que esse é um problema bem comum para quem viaja de motorhome, pois no vídeo da Cruise Canada eles já deixam claro que se algo assim acontecer na estrada, é só comprar uma mangueira nova e manter o recibo, que eles reembolsam. Por sorte, praticamente ao lado do posto de gasolina tinha uma loja que vendia a tal mangueira específica para fazer dumping de motorhome? Isso às 7 horas da manhã! Só nos Estados Unidos mesmo… O Gustavo comprou, manteve o recibo e foi reembolsado muito tranquilamente no momento em que devolvemos o carro no fim da viagem.

E essa é a loja onde ele comprou a mangueira nova para o motorhome, bem ao lado do posto:

Quanto à sujeira que ficou espalhada pelo chão do posto, pusemos as nossas luvinhas descartáveis de procedimento e limpamos tudo ali, com ajuda da mangueira de água limpa. É… Foi trampo… Mas nunca esqueceremos do dia em que “cag*mos a cidade de Eureka”. Depois de tudo resolvido, não conseguíamos parar de rir da situação. A gente se mete em cada uma…

Outra coisa engraçada dessa experiência é que eu não vi o Gustavo saindo para comprar a mangueira, pois estava com as crianças dentro do motorhome. Quando saí do carro e ele não estava lá fora, perguntei ao tal funcionário que limpava as bombas se ele tinha visto o meu marido e ele respondeu: “Deve ter ido ao cassino”. Hahahahahahahahah. O posto de gasolina tinha um cassino e o cara achava que o Gustavo estava lá, jogando, relaxando depois de ter espalhado aquela melequeira lá pelo chão. Poucos minutos depois, aparece o meu herói com uma mangueira novinha em folha. Cena que fica para a nossa história…

A cara do Gustavo quando saímos do posto, depois de resolvida toda a lambança

Whitefish

Depois de resolvido o problema do dumping, estávamos morrendo de fome e decidimos partir rumo à cidadezinha de Whitefish, para tomarmos café da manhã. A cidade fica a menos de uma hora de Eureka e é um pouco maior (tem pouco mais de 7 mil habitantes). Seguimos na estrada, margeando o Dickey Lake. Cenário lindo de morrer.

A caminho de Whitefish, Montana.
A caminho de Whitefish, Montana.

Whitefish é uma cidadezinha linda! Super charmosa. E que céu azul é aquele? É lindo demais o céu de Montana. Talvez por isso o estado seja conhecido como “Big Sky Country”?

Whitefish, Montana
Whitefish, Montana
Whitefish, Montana
Whitefish, Montana
Whitefish, Montana
Whitefish, Montana

Tomamos café em uma das diners mais gostosas que já tivemos o prazer de visitar nos Estados Unidos. O lugar se chama Swift Creek Cafe. Recomendamos muito um café da manhã nesse lugar. O Glacier Scramble com pimentões, cogumelos e presunto é uma delícia!

Café da manhã no Swift Creek Cafe
Café da manhã no Swift Creek Cafe
Café da manhã no Swift Creek Cafe
Café da manhã no Swift Creek Cafe
Café da manhã no Swift Creek Cafe
Café da manhã no Swift Creek Cafe
Tem cadeirão no Swift Creek Cafe
Tem cadeirão no Swift Creek Cafe

Going to the Sun Road

Quando pesquisava os atrativos de Montana, descobri uma estrada incrível, que cruza o Glacier National Park: a lendária Going to the Sun Road. Decidi que precisava conhecê-la. Quanto mais eu lia sobre a estrada, mais percebia que esse seria um dos pontos altos do nosso roteiro.

Trata-se de uma rodovia que passa a maior parte do ano bloqueada, debaixo de neve. Até as máquinas mais potentes levam meses para remover toda a neve que se acumula em cima dela. O processo de remoção da neve só é finalizado em pleno verão, quando ela é reaberta para os visitantes.

Às vezes, em decorrência dos incêndios (wild fires), a estrada fecha novamente no período do outono. Foi justamente isso que aconteceu conosco. Nossos planos de conhecer a Going to the Sun Road foram por água abaixo quando, ainda no Brasil, recebemos um e-mail da agência de turismo que ia nos levar a um passeio, informando que o parque estava passando por um incêndio há alguns meses e todos os tours da temporada estavam cancelados. Só para vocês terem uma ideia, o incêndio começou em 10 de agosto de 2017 e em outubro, quando passamos por lá, ainda não tinha sido controlado. Saiba mais aqui: https://en.wikipedia.org/wiki/Sprague_Fire . Foi uma pena… Não conseguimos conhecer a estrada dessa vez, mas sabemos que um dia voltaremos lá. De qualquer forma, fica aqui a dica para quem tiver a oportunidade de conhecer esse parque incrível e percorrer a Going to the Sun Road.

Para os fãs de Forest Gump, o Lake McDonald, que fica ao longo dessa estrada, aparece nessa cena super emocionante do filme: https://www.youtube.com/watch?v=ISJ0VsnCvDo .

Kalispell

Sem termos como ir à Going to the Sun Road, seguimos dirigindo e descobrindo Montana. Um conjunto de “atrativos” chamou a nossa atenção. Um grupo de lojas que mexe com o coração de muito brasileiro: Target, TJMaxx, Ross, Best Buy, Bed Bath and Beyond, Dollar Tree, tudo junto em um só lugar. Vamos de compra-terapia, então. Afogaremos as mágoas por não podermos ir ao Glacier National Park. E fomos…

Nosso motorhome estacionado em frente às lojas do comércio de Kalispell, Montana
Nosso motorhome estacionado em frente às lojas do comércio de Kalispell, Montana

O comércio ali na cidadezinha de Kalispell é bem animado. E conforme você vai ampliando o seu raio, mais lojas vão surgindo. As lojas estavam uma graça. Todas decoradas e com bastante coisa de outono e do Halloween. Enquanto fiquei garimpando junto com as crianças na TJMaxx, o Gustavo cruzou a rua e foi bater perna na Cabela’s, uma loja de equipamentos para esportes e vida ao ar livre, que vende inclusive equipamentos para caça (leia armas).

O carrinho de compras que você respeita... Com espaço para guardar seu carrinho de bebê dobrado, cadeiras com cinto de segurança para as crianças e bastante espaço para colocar as compras
O carrinho de compras que você respeita… Com espaço para guardar seu carrinho de bebê dobrado, cadeiras com cinto de segurança para as crianças e bastante espaço para colocar as compras
Lojas com produtos outonais
Lojas com produtos outonais

Muitas fantasias para o Halloween

Depois da sessão compras, almoçamos no outro lado da rua, no Famous Dave’s. Esse restaurante é uma churrascaria de rede bem kid friendly, com menu infantil, material para colorir e giz de cera, cadeirão… Do jeitinho que a gente gosta. Pedimos uma Feast for Two, que dá conta de alimentar muito bem a família inteira e vem com opções variadas de carnes e acompanhamentos.

Almoço no Famous Dave's
Almoço no Famous Dave’s
Almoço no Famous Dave's
Almoço no Famous Dave’s
Menu infantil no Famous Dave's
Menu infantil no Famous Dave’s
Cardápio do Famous Dave's
Cardápio do Famous Dave’s
Detalhe na decoração do Famous Dave’s
Almoço no Famous Dave’s

Flathead Lake

Saindo de Kalispell, devíamos começar uma jornada rumo ao oeste, a caminho de Seattle. Decidimos que íamos dirigir até o estado do Idaho, pois queríamos dormir em uma cidadezinha chamada Coeur d’Alene. Escolhemos percorrer um caminho com maior apelo cênico, que definimos ali na hora, pelo Google Maps. Colocamos o GPS para nos levar primeiro até a cidade de Elmo, beirando o Flathead Lake, no estado de Montana.

Esse lago é uma coisa linda de se ver… Vale muito a pena fazer um caminho um pouquinho mais longo e seguir a estrada que margeia o lago.

Dirigindo ao longo do Flathead Lake
Flathead Lake
Flathead Lake
Flathead Lake

O Flathead Lake é o maior lago natural do oeste dos Estados Unidos. Tem uma área de mais de 500 quilômetros quadrados.

Dali, seguimos rumo a Coeur d’Alene, no Idaho. Jantamos no motorhome, no camping Blackwell Island RV Park, onde pernoitamos.

Na estrada, a caminho de Coeur d'Alene, Idaho.
Na estrada, a caminho de Coeur d’Alene, Idaho.
Chegando ao estado do Idaho.

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