Victoria, Canadá: o que fazer e onde ficar na capital da British Columbia

Esse post dá continuidade ao roteiro da nossa viagem de motorhome pelo Canadá e Estados Unidos. Hoje vamos falar sobre Victoria, a capital da British Columbia, no Canadá. Vamos dar dicas do que fazer lá e do camping super gracinha onde ficamos hospedados no motorhome.

Pipo e Bela se divertindo com a estátua de Emily Carr, pintora e escritora canadense, natural de Victoria
Pipo e Bela se divertindo com a estátua de Emily Carr, pintora e escritora canadense, natural de Victoria

Victoria é uma cidade linda, super graciosa, que fica localizada em Vancouver Island (Ilha de Vancouver), pertinho de Vancouver. Aqui vale destacar que Vancouver não fica na Ilha de Vancouver. É estranho mas é assim mesmo.  Vancouver fica na parte continental do Canadá. Para chegar em Victoria partindo de Vancouver ou de Seattle, é preciso pegar um ferry e atravessar ou o estreito da Georgia (pra quem vem de Vancouver), ou o estreito de Juan de Fuca (pra quem vem dos Estados Unidos). Nesse post nós contamos direitinho como é a travessia de ferry dos Estados Unidos (Port Angeles) para Victoria.

Victoria é uma cidade pequena (quase 86 mil habitantes), mas é linda de morrer (aliás, amamos cidades pequenas)! Super charmosa, com prédios históricos lindos, paisagens belíssimas, um dos jardins mais bonitos do mundo (os Butchart Gardens) e um dos Fisherman’s Wharfs mais charmosos que já vimos. Se for a Seattle ou Vancouver, vale muito a pena esticar até Victoria. Além de tudo o que a cidade tem a oferecer, a travessia de ferry também é super linda!

O que fazer em Victoria

The Butchart Gardens

The Butchart Gardens são uma das atrações mais famosas da cidade. Eles não ficam exatamente dentro de Victoria, mas ficam ali do ladinho, em Brentwood Bay. O atrativo existe há mais de cem anos e é muito famoso internacionalmente, atraindo centenas de milhares de visitantes todos os anos.

Família Pezinho na Estrada na entrada dos jardins de Butchart
Família Pezinho na Estrada na entrada dos jardins de Butchart

Há muito tempo eu sonhava em conhecer esses jardins. Desde que vi fotos de uma amiga neles, fiquei apaixonada por aquele lugar. Me emocionei bastante na nossa visita e fiquei maravilhada com tanta beleza. Parece um lugar mágico, quase surreal. Nem preciso dizer que cheguei a chorar de emoção lá, né? Sou dessas…

Tivemos a oportunidade de fazer o passeio acompanhados por Laura, uma funcionária do lugar, que explicou que a paisagem muda bastante no jardim ao longo do ano. As plantas vão sendo substituídas de acordo com a época do ano e, em cada período, o visitante tem a oportunidade de ver o jardim de um jeito diferente. No outono, as cores mudam, no inverno é possível até ver o jardim com neve… A cada época, novas cores e formatos proporcionam uma experiência nova e diferente para os visitantes. Na época de Natal, por exemplo, eles iluminam o jardim inteiro e o que já era incrível fica ainda mais mágico. Eles colocam até pista de patinação no gelo e realizam jantares festivos especiais. Dá só uma olhada nessas fotos para ver que coisa mais incrível

O local conta com espaços especiais para realização de eventos, inclusive festas de aniversário. Recentemente, uma das filhas do criador dos jardins instalou um carrossel indoor cheio de charme, que é um atrativo a mais para quem deseja realizar festas infantis por lá.

Lá eles têm algumas opções diferentes para quem quer comer: um restaurante mais formal, um informal com atmosfera bem familiar e uma cafeteria. Em temporadas especiais, outras atrações gastronômicas são acrescidas às opções de alimentação, tais como venda de cestas de piquenique gourmet, carrinhos de sorvete, de café, de pipoca e de churrasco.

O tempo de visita ao jardim varia bastante de acordo com o interesse de cada um, mas eles recomendam que você reserve pelo menos duas horas para o passeio. Particularmente, acho duas horas pouco tempo. Eu diria que os jardins merecem pelo menos um turno (manhã ou tarde) para serem bem desfrutados. Se for na época do Natal, vá à tarde e fique até a noite para poder ver os jardins iluminados.

Eles têm cinco grandes jardins temáticos: o Sunken Garden (que é o mais famoso, que geralmente aparece nas fotos promocionais do jardim), o Japanese Garden, o Italian Garden, o Rose Garden e o Mediterranean Garden. Além destes, outros atrativos como fontes, carrossel e cantinhos cheios de charme, banquinhos posicionados estrategicamente tomarão boa parte do seu tempo.

Os jardins são acessíveis para cadeiras de rodas e carrinhos de bebê (inclusive eles possuem alguns carrinhos para emprestar para os visitantes). Tudo é muito limpo, bonito e organizado. Eles têm até guarda-chuva para emprestar, caso o tempo feche. O estacionamento é gratuito e tem vagas enormes para quem está viajando de motorhome. O atendimento no Centro de Visitantes é super amigável e o atrativo é pet friendly (eles dispõem de um espaço para deixar os pets enquanto as pessoas fazem a visita).

Outra coisa que achei bem legal para os visitantes é que os jardins abrem o ano inteiro, inclusive em feriados. Para saber os horários de funcionamento, visite este link: https://www.butchartgardens.com/hours/ .

Royal British Columbia Museum

O Royal BC Museum fica bem ao lado do porto de Victoria, em uma região deliciosa de passear. Além das exposições itinerantes, o museu conta com galerias permanentes de história natural, história humana e história das primeiras nações.

Nos surpreendemos muito positivamente com o museu. Seus artefatos e ambientes remontam a história da British Columbia, desde seus primeiros habitantes, com muitos artefatos de nativos americanos, abordando em seguida as transformações da região com a chegada dos britânicos, chegando até os dias atuais.

Aspectos naturais, geográficos e geológicos da região da Columbia Britânica são abordados de forma interativa e muito bem esquematizada.

O museu conta com cinema IMAX, cafés, food trucks, loja de souvenir e até uma loja da National Geographic.

Para visitar o museu, estacionamos o motorhome nas proximidades do Miniature Museum (com parquímetro) e fomos caminhando até lá.

É um programa interessantíssimo, super educativo e imperdível em Victoria.

Miniature World

O Miniature World é uma espécie de mini-mundo indoor com mais de 85 exibições de cenários em miniatura. Chegamos lá achando que ia ser uma coisa divertida para os pequenos, mas até nós adultos curtimos bastante. Os pequenos então, nem se fala. Foi difícil conseguir tirá-los de lá. 

Muitas das maquetes são interativas e, por meio de botões, o visitante consegue apagar e acender luzes, “anoitecer” ou “amanhecer” um cenário, ativar trens, roda gigante, fazer o cenário se mover… É muuuito divertido. O Felipe e a Isabela ficavam correndo de um display para o outro para apertar os botões e descobrir o que ia acontecer.

Os temas dos displays variam bastante e vão desde cenários históricos, como guerras e reproduções de cidades antigas, até reproduções da “terra da fantasia”, como João e o Pé de Feijão e Camelot.

As crianças saíram de lá encantadas. Acho que é um passeio rápido, com ingressos relativamente baratos e que vale muito a pena. 

Fisherman’s Wharf

O Fisherman’s Wharf de Victoria é pequenininho e super charmoso, com várias casinhas coloridas e muito bem cuidadas. Aproveitamos o passeio até lá para jantar e descansar um pouco do dia puxado que tivemos. Só fique atento aos horários de funcionamento, pois fomos até lá na primeira noite e, quando chegamos, estava fechado. Tivemos que voltar no dia seguinte. 

Comemos em um restaurante mexicano, porque é sempre mais fácil de as crianças toparem um bom prato de feijão com arroz.

Pôr-do-sol e nascer da lua no Clover Point

Esse foi um daqueles lugares que descobrimos por acaso quando estávamos dando a nossa última volta de despedida de Victoria. A orla nessa região é super bonita e tem bastante gente caminhando, correndo, passeando com o cachorro… No ponto exato que eles chamam de Clover Point, os carros vão parando na hora do pôr-do-sol e as pessoas vão descendo para curtir o cenário. Tivemos a sorte de ser brindados com pôr-do-sol + nascer da lua ali, Belíssimo e inesquecível. Venta muito lá, então não esqueça de levar uma boa jaqueta.

Onde ficar em Victoria

Chegamos em Victoria sem ter reservado nenhum camping, então partimos em busca de um lugar para ficar por uma noite. Encontramos pelo Google o Salish Seaside RV Heaven, que tem vagas full hookup, banheiros com chuveiro, lavanderia, wi-fi grátis. 

Como chegamos à noite, fizemos um esquema de auto-check-in no camping. Isso basicamente consiste no seguinte: chegamos lá e não tinha ninguém para atender a gente, então entramos no camping, escolhemos alguma vaga livre, estacionamos o motorhome, pegamos um envelope que fica disponível em um display na recepção e ali dentro colocamos o dinheiro para pagar pela vaga (cerca de 40 dólares por uma vaga com full hookup, ou seja, com eletricidade, água e esgoto), escrevendo no envelope o número da vaga que escolhemos e a placa do motorhome. Depois, só precisamos deixar o envelope em uma caixinha da recepção. Mais fácil, impossível.

Quando acordamos no dia seguinte, pudemos ver melhor como o camping é lindo. De frente para a água, com uma vista linda direto da janela do motorhome.

Resumindo… 

Só para os leitores entenderem melhor como distribuímos o tempo em Victoria, vou fazer um resuminho desse um dia e meio que ficamos lá.

Quando chegamos em Victoria de ferry, o dia ainda estava claro, mas já era noite. Fomos direto para o Fisherman’s Wharf, mas já estava fechado, então demos uma volta de motorhome pela cidade e fomos procurar um camping para pernoitar.

No dia seguinte, fizemos assim: tomamos café da manhã no motorhome, passamos a manhã no Butchart Gardens (almoçamos lá), depois fomos ao Miniature World, British Columbia Museum, jantamos no Fisherman’s Wharf e vimos o pôr-do-sol + nascer na lua no Clover Point. Dali, partimos para a fila do ferry, onde pretendíamos passar a noite e pegar o primeiro ferry do dia seguinte para Vancouver (muita gente fala que faz free camping na fila do ferry), mas quando chegamos lá, vimos que o último ferry da noite para Vancouver estava saindo, então pegamos ele. Foi muito bom termos ido já à noite (mesmo perdendo a vista linda da viagem de ferry, já que estava tudo escuro), pois ficamos com mais tempo em Vancouver para fazer uma faxina geral no motorhome e organizar toda a nossa bagagem antes de devolver o motorhome na Cuise Canada. Em Vancouver (na verdade, uma cidade próxima chamada Delta), dormimos em frente ao Walmart que fica perto do Tsawwassen Mills (free camping).

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Na nossa viagem, nós ficamos o tempo todo conectados na internet porque usamos o chip Easysim4u, que tem internet ilimitada nos Estados Unidos, Canadá e mais de 140 outros países. O chip é enviado para a sua residência no Brasil antes da viagem e, quando você chega ao destino, basta colocar o chip no celular e começar a usar. Você já sai do aeroporto conectado e usando o Waze e a internet à vontade.

Agradecemos pela gentileza da Easysim4u, parceira da RBBV, por ter nos enviado como cortesia o chip e o plano (USA + Canadá) para que pudéssemos permanecer conectados, compartilhando todos os momentos desta roadtrip com os leitores do  nosso blog.

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Agradecemos ao The Butchart Gardens, ao Royal BC Museum e ao Miniature World por terem gentilmente cedido os ingressos para que pudéssemos conhecer esses atrativos de Victoria.

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Dos Estados Unidos para o Canadá de ferry e de motorhome: como é a travessia de Port Angeles a Victoria

Depois de 4 dias incríveis em Seattle, era hora de voltar para o Canadá, onde ficaríamos mais uns dias em Victoria, depois em Vancouver e enfim voltaríamos para o Brasil, com uma paradinha em Toronto para conhecer as Cataratas. Saiba mais sobre o nosso roteiro completo pelos Estados Unidos e Canadá de motorhome neste link: https://pezinhonaestrada.com/2017/12/12/roteiro-pelo-canada-e-estados-unidos-de-motorhome-british-columbia-alberta-montana-idaho-e-washington-state/ .
Para voltar de Seattle para o Canadá, decidimos pegar o ferry que leva de Port Angeles, cidade que fica a umas três horas de Seattle, no estado de Washington, até Victoria, capital da British Columbia.
Essa linha do ferry é operada pela Black Ball Ferry Line e as tarifas para veículos estão detalhadas neste link: https://www.cohoferry.com/Fares .
A travessia dura 90 minutos e a quantidade de horários disponíveis por dia depende da época do ano. No verão, há pelo menos três horários disponíveis. No inverno, são dois horários.
No dia em que fizemos a travessia, nós perdemos o horário do ferry no qual tínhamos feito a reserva (12h45), então tivemos que esperar o ferry seguinte, que só partiria de Port Angeles às 17h15.

Se você for fazer esta travessia em alta estação, é recomendável fazer uma reserva antecipada para o seu veículo no site da Black Ball Ferry Line.

Se você estiver com tempo de sobra, no caminho de Seattle até Port Angeles há alguns locais interessantes para parada. Passamos por uma região indígena bem interessante e também nas proximidades de fazendas com campos de lavanda e da cidade de Forks (quem é fã da saga Crepúsculo, sabe bem o que isso significa).
Como perdemos o ferry, tivemos um tempinho para curtir Port Angeles.

Jamestown S'Klallam Tribe, em Washington State

Jamestown S’Klallam Tribe, em Washington State

Jamestown S'Klallam Tribe, em Washington State

Jamestown S’Klallam Tribe, em Washington State

Almoçamos na cidade e depois as crianças foram brincar em um playground na praia. Para os fãs de Crepúsculo, Port Angeles é a cidade maiorzinha onde Bella foi comprar vestido para o baile.

Local onde almoçamos, em Port Angeles.

Local onde almoçamos, em Port Angeles.

Tinha giz de cera e material para as crianças colorirem

Tinha giz de cera e material para as crianças colorirem

Cardápio do restaurante em Port Angeles

Cardápio do restaurante em Port Angeles

Cardápio do restaurante em Port Angeles

Curtindo Port Angeles, enquanto aguardávamos o horário do nosso ferry

Curtindo Port Angeles, enquanto aguardávamos o horário do nosso ferry

Curtindo Port Angeles, enquanto aguardávamos o horário do nosso ferry

Curtindo Port Angeles, enquanto aguardávamos o horário do nosso ferry

Curtindo Port Angeles, enquanto aguardávamos o horário do nosso ferry

Curtindo Port Angeles, enquanto aguardávamos o horário do nosso ferry

Curtindo Port Angeles, enquanto aguardávamos o horário do nosso ferry

Curtindo Port Angeles, enquanto aguardávamos o horário do nosso ferry

Curtindo Port Angeles, enquanto aguardávamos o horário do nosso ferry

Curtindo Port Angeles, enquanto aguardávamos o horário do nosso ferry

Curtindo Port Angeles, enquanto aguardávamos o horário do nosso ferry

Curtindo Port Angeles, enquanto aguardávamos o horário do nosso ferry

Curtindo Port Angeles, enquanto aguardávamos o horário do nosso ferry

Curtindo Port Angeles, enquanto aguardávamos o horário do nosso ferry

Curtindo Port Angeles, enquanto aguardávamos o horário do nosso ferry

Curtindo Port Angeles, enquanto aguardávamos o horário do nosso ferry

O ferry que conecta os Estados Unidos ao Canadá é muito limpo e organizado. Durante o percurso, quem está com veículo tem que sair do carro e subir para a área de passageiros. Tem restaurante e café a bordo e muitas áreas para sentar e apreciar a vista. A travessia é belíssima.

Motorhome devidamente estacionado no ferry

Motorhome devidamente estacionado no ferry

Ferry que faz a travessia Port Angeles (Estados Unidos) - Victoria (Canadá).

Ferry que faz a travessia Port Angeles (Estados Unidos) – Victoria (Canadá).

A Bela fazendo amigos no ferry

A Bela fazendo amigos no ferry

A travessia é linda

A travessia é linda

No ferry

No ferry

No ferry

Pôr-do-sol

Um pouquinho antes de chegar a Victoria, as pessoas que estão com carro precisam descer para o estacionamento dos veículos e esperar dentro do carro enquanto o ferry atraca, pois logo em seguida, os veículos já vão saindo, de forma bem dinâmica. O procedimento de imigração é realizado na saída do terminal de ferry, onde o oficial canadense da imigração pede os passaportes e vistos e faz aquelas perguntas de sempre nas fronteiras (para onde vamos, quantos somos, o que estamos trazendo no carro, quantos dias vamos ficar, esse tipo de informação)… Nem precisamos descer do motorhome.
O lado super positivo de termos perdido o ferry de meio-dia é que fomos brindados com um pôr-do-sol sensacional, apreciado de dentro do ferry. Momento inesquecível!
Enfim, estávamos em Victoria, capital da British Columbia, mas isso já é assunto para o próximo post.
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Banff, Alberta, Canadá: Montanhas Rochosas de motorhome, com crianças (onde dormir, o que fazer, onde comer) – parte 1

Neste post, coloquei algumas dicas de Banff. Mas como tinha bastante coisa para escrever sobre a cidade, dividi o material em dois posts. Assim sendo, chamarei este aqui de Parte 1.

No sexto dia de viagem, acordamos em Banff, no camping Tunnel Mountain Trailer Court. Quando chegamos lá no dia anterior, já era noite, estava escuro e mal conseguíamos enxergar o nosso entorno. Só conseguíamos ver dezenas de elks (uapitis), que estavam em época de cio e ocupavam todo o espaço do camping. Mas sobre os elks, vou voltar a falar mais tarde.

O que não esperávamos era a vista incrível quando acordamos pela manhã. Foi emocionante puxar a cortina da janela e dar de cara com aquela montanha maravilhosa. Foi ali que passamos a noite?!? Que privilégio! Uma das vantagens de viajar de motorhome é essa. Dormir e acordar em localizações estratégicas, com vista esplêndida. Tem hotel de 5 estrelas, caro, que não proporciona vistas assim.

Vista da janela do motorhome, estacionado na nossa vaga do camping Tunnel Mountain Trailer Court.

A vaga que escolhemos no camping foi a número 224, com full hookup (eletricidade, água encanada e rede de esgoto). Tem essa vista linda e fica relativamente perto de um banheiro com chuveiros. O banheiro é limpinho e vale a pena tomar banho lá. É que no motorhome os banhos precisam ser rápidos ou a água esfria, às vezes acaba. No banheiro do camping, dá para tomar um banho mais relaxante, sem dar cotoveladas nas paredes o tempo todo (risos).

Depois do banho, fomos tomar café da manhã na cidade de Banff, no Tim Hortons. Encontramos um estacionamento super bacaninha e grátis onde dá para parar os motorhomes. Pontinho estratégico inclusive para estacionar e bater perna pela cidade. Paramos ali porque precisávamos dar uma passada na Brewster, que fica do outro lado da rua, e pegar os vouchers para os passeios que íamos fazer em seguida. O estacionamento é o parking lot da Wolf Street, bem ao lado do Banff – Mineral Springs Hospital.

Estacionamento grátis em Banff.

O escritório da Brewster, hoje conhecida como Pursuit e que organiza diversos passeios pelas Rochosas Canadenses, fica grudado em uma Tim Hortons. Para falar a verdade, tem uma passagem por dentro da Tim Hortons que já leva direto para dentro da Brewster. Lá nós conseguimos pegar nossos vouchers para os tours que faríamos mais tarde, pois por um problema de sistema, a operadora não estava conseguindo enviar nossos vouchers por e-mail.

Como falei no post anterior, a Pursuit vende um combo com ingressos para os principais atrativos pagos de Jasper e Banff. Comprando todos os ingressos juntos, você consegue economizar um pouco. O que escolhemos foi o Ultimate Explorer, que dá direito aos dois principais passeios da Icefields Parkway (Glacier Skywalk e Glacier Adventure, sobre os quais falamos no post anterior), ao Banff Lake Cruise (passeio de barco no lago) e à Banff Gondolahttps://www.banffjaspercollection.com/attractions/attraction-combo-packages/ (Agradecemos à Pursuit / Brewster Canada por ter fornecido ingressos de cortesia para a nossa família).

Banff Gondola

O primeiro passeio que fizemos nesse sexto dia de viagem foi o Banff Gondola. O início do passeio é na estação da gôndola, que fica localizada a cinco minutinhos de carro do centro de Banff. O teleférico leva os visitantes até o topo da Sulphur Mountain, que fica 2.451 metros acima do nível do mar. A subida até o alto da montanha é de 698 metros e leva em torno de 8 minutos.

Chegando à estação de onde sai o teleférico

Não, o ingresso não é muito barato, mas sim, trata-se de um passeio imperdível. Simplesmente não dá para chegar até ali e abrir mão de fazer esse tour. É emocionante demais, a vista é linda demais, a estrutura é boa demais e você viverá momentos inesquecíveis demais. Isso é fato.

Nossa família subindo a Sulphur Mountain no teleférico

Dentro do teleférico

Subida de teleférico

Subida de teleférico

Subindo a montanha

A subida, dentro do teleférico, já proporciona visuais de tirar o fôlego, mas chegando lá no alto da montanha, o visual panorâmico das rochosas é algo que realmente impressiona. Principalmente se você der a sorte de pegar os topos das montanhas nevados, como nós pegamos.

Gustavo e o Felipe, chegando ao alto da montanha

Gustavo e o Felipe, chegando ao alto da montanha

Eita Canadá bonito!

Partindo da estação que fica no topo, passarelas de madeira, escadarias e muitos mirantes te guiam em uma caminhada que liga um cume a outro da montanha. É bonito demais. Dá para passar o dia inteiro zanzando por ali. Fique atento à vida selvagem que pode se exibir ao redor. Aves, esquilos, ou quem sabe até mamíferos de maior porte podem aparecer pelo entorno.

A Bela e o Pipo não cola do esquilo

A Bela e o Pipo não cola do esquilo

O visual desse lugar é incrível

O visual desse lugar é incrível

Muitos mirantes e muita escada

Muitos mirantes e muita escada

O centro de visitantes é bem estruturado e tem exposições educativas com muita informação para os turistas. Conta também com restaurante com vista panorâmica, lanchonete / café, lojinha de souvenires, banheiros. O estacionamento é enorme, o que é bom para quem está carregando a casa na cabeça, em um motorhome.

Dicas

  • Prefira um dia com céu azul e aberto para curtir o visual do entorno. A grande graça desse passeio é o visual panorâmico das montanhas.

Panorâmica feita de um dos pontos da passarela. O céu azul ajuda bastante

Panorâmica feita de um dos pontos da passarela. O céu azul ajuda bastante

Como não amar esse lugar?

Como não amar esse lugar?

  • Aqui vale a mesma dica que demos para o teleférico de Jasper e o passeio da geleira. Mesmo que o dia esteja ensolarado, leve roupa apropriada para o clima mais frio. No topo da montanha, as temperaturas são bem mais baixas, venta bastante e o clima nas Rochosas vira muito rápido, então, esteja sempre preparado.

Dia ensolarado, mas todo mundo bem agasalhado. Sim, faz frio lá em cima!

Dia ensolarado, mas todo mundo bem agasalhado. Sim, faz frio lá em cima!

Lugar incrível!

  • Não dá para levar o carrinho de bebê para o topo da montanha. Ele ficará guardado na estação de baixo. Siga para o topo com todos os pertences do bebe que você possa precisar (fraldas, trocas de roupa, mamadeiras) e esteja preparado para carregar a criança no colo ao longo do caminho lá em cima. São muitos degraus e o passeio fica cansativo para os pais que estão com criança de colo. Haja braço e haja coluna! Mas não tenha dúvida. Mesmo com esse esforço extra, é um passeio que vale super a pena.

Como o Pipo ainda não andava tão bem, haja braço para carregar no colo ao longo do passeio.

Como o Pipo ainda não andava tão bem, haja braço para carregar no colo ao longo do passeio.

A caminhada fica longa quando você está carregando uma criança no colo.

Mamãe e papai se revezam no carregamento de bebê

 

Lake Banff Cruise

O segundo passeio que fizemos neste dia foi o cruzeiro no Lago Banff (Banff Lake Cruise), que é um passeio de barco no Lago Minnewanka. O tour dura em média uma hora e é uma ótima oportunidade para curtir a paisagem e aprender um pouco mais sobre as Montanhas Rochosas. Durante o verão, falam que é possível ver ursos nas margens do lago. Infelizmente não vimos nenhum urso e os guias que encontramos falaram que na época do ano em que fomos (setembro/outubro), é bem difícil conseguir avistá-los, pois eles já se alimentaram bem e estão subindo as montanhas para hibernar. Mas a gente sempre fica na esperança de encontrar um atrasadinho, né?

Banff Lake Cruise

Banff Lake Cruise

Banff Lake Cruise

Banff Lake Cruise

O passeio é lindo, lindo e é uma boa oportunidade para dar uma parada e relaxar. Em determinado momento do nosso tour, a nossa condutora e o nosso guia perguntaram se algum turista queria conduzir o barco e a Bela foi lá ser a nossa capitã. Não preciso dizer que ela amou muito, né?

Nosso guia era um francês super divertido

Nosso guia era um francês super divertido

A Bela amando ser a capitã do nosso barco

A Bela amando ser a capitã do nosso barco

Uma voltinha por Banff

Voltamos do passeio do lago com muita fome. Paramos no Tim Hortons e fizemos um lanche-janta. Eles vendem umas sopas e chilli que caíram super bem naquele horário, finzinho de tarde. Mais tarde, jantaríamos pra valer no motorhome.

Igreja super fofa no centro de Banff

Igreja super fofa no centro de Banff

Esse tal de Tim Hortons vicia

Esse tal de Tim Hortons vicia

Depois do Tim Hortons, fomos fazer um  passeio pela cidade de Banff. Paramos o motorhome em frente ao Banff Canoe Club e ficamos observando as pessoas passearem de bicicleta ao lado do Bow River. De lá, fomos procurar alguma lavanderia aberta, pois tínhamos roupa de cama e toalhas para lavar, mas infelizmente não encontramos nada aberto à noite.

Passeio por Banff no fim da tarde

Passeio por Banff no fim da tarde

Bow River

Bow River

Tempo de reprodução dos uapitis (elks)

Não conseguimos ver ursos na nossa viagem porque em setembro e outubro já se torna bem mais difícil avistá-los do que durante o verão. É possível ver, sim. Mas é beeeem difícil. A grande maioria já está subindo a montanha para hibernar. Já os uapitis (elks), vimos muitos. Principalmente no nosso camping. Quando chegávamos com o motorhome na nossa vaga, tínhamos que dirigir devagar para eles irem aos poucos abrindo espaço para podermos estacionar.

Acontece que essa espécie de mamífero de grande porte entra no cio nesta época do outono (elk rutting season). Então fica muito mais fácil de avistá-los pelos lugares. Em setembro e outubro, eles perdem mesmo a timidez e invadem os campings. Na entrada do parque de Banff, funcionários entregavam panfletos orientando como os visitantes devem agir com os elks, pois eles são animais que podem ser bem agressivos, se se sentirem ameaçados. E uma coisa bem legal é que nessa época eles aparecem em bandos e emitem um som bem característico.

Infelizmente não temos uma foto que preste desses bichos, pois nas duas noites que dormimos em Banff, voltamos tarde para o camping e já estava escuro. Também não íamos arriscar tacar uma foto com flash na cara do bicho e esperar para ver a reação dele. Então ficamos só apreciando mesmo. Além disso, na chegada ao camping, começava uma maratona para alimentar as crianças, colocar todo mundo na cama, colocar os aparelhos eletrônicos para carregar, fazer dumping, conectar o motorhome na água encanada, esse tipo de coisa. E óbvio, todo mundo exausto. Mas para quem não conhece esse animal lindo, joga elk, uapiti ou Cervus canadensis no Google Imagens e vê quanta foto linda que aparece.

Saiba mais sobre os elks no Banff National Park: https://www.pc.gc.ca/en/pn-np/ab/banff/decouvrir-discover/faune-wildlife/wapiti.

 

Nesta sexta noite, jantamos no motorhome e dormimos mais uma vez no camping Tunnel Mountain Trailer Court, na nossa vaguinha número 224.

No próximo post vou falar sobre alguns outros passeios para fazer em Banff. Será a parte 2 desse parque nacional incrível.

 

 

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Agradecemos a Pursuit (Brewster Canada) pela gentileza de nos ceder os ingressos para que pudéssemos conhecer a Banff Gondola e o Banff Lake Cruise e compartilhar a experiência com vocês aqui no blog.

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