Kennedy Space Center / NASA: passeio fascinante e absolutamente imperdível na Flórida

Sem exageros, o Kennedy Space Center deve ser um dos lugares mais legais que já visitamos. Ele está localizado em Merritt Island, no estado da Flórida, pertinho de Orlando (50 minutos) e ao lado do Cabo Canaveral. É um daqueles passeios que não dá para deixar de fazer MESMO.

O Kennedy Space Center (KSC) é o local de onde são lançados os veículos espaciais da NASA (se você der sorte, dá até para assistir a um lançamento ao vivo). O complexo para visitantes do KSC é muito bem organizado e as exposições são de tirar o fôlego.

Foguetes, ônibus espaciais, sondas, satélites, roupas de astronautas, anotações, fotografias, réplicas de cabines de naves espaciais, equipamentos de diversos tipos e épocas… Tudo ali, na nossa frente, testemunhando o quanto que já conseguimos avançar enquanto espécie humana na busca pelo saber espacial (e como isso ainda é tão pouco diante do que há para ser descoberto). A forma como as coisas estão expostas e como as informações são passadas é muito legal.

O espaço é imenso e há muito para ser visto, então se programe para chegar cedinho e aproveitar ao máximo o tempo disponível.

Chegando ao complexo, o primeiro impacto já é grande, na área conhecida como Rocket Garden. Para nós, aquela “foguetada” toda  já foi tão bacana, que estava valendo pelo passeio. Mal sabíamos o que nos esperava lá dentro. Aquele comecinho é só para dar uma animada.

 

Embora todas as experiências sejam bem legais, nós temos uma favorita: a Space Shuttle Atlantis. É bem emocionante – confesso que até chorei com uma surpresinha que rola na apresentação, mas não vou contar para não perder a graça pra vocês.

 

No mesmo prédio do Atlantis, é possível passar pelo Shuttle Launch Experience, que é uma simulação de lançamento de foguete. Há uma altura mínima para participar dessa experiência (44’’ – aproximadamente 111 centímetros). Como estávamos com a nossa filha de 2 anos, obviamente mais baixinha que isso, nos revezamos para curtir o simulador. Eles têm um esquema bem organizado e, enquanto um adulto vai para o lançamento, o outro fica com a criança em uma salinha bem ao lado, assistindo tudo o que acontece em um vídeo. Depois, eles trocam de posição e ambos têm a oportunidade de ir na atração. Os que estão esperando, recebem crachás. No da Bela, estava escrito “VIP”. Expliquei a ela o que significa e ela amou ficar com ele no pescoço. No meu, tinha “Crew Family” (Família da Tripulação). Os funcionários que organizam o esquema são muito educados e uma delas até deu um adesivo do KSC de presente para a Bela. Achei fofo!

Também nesse prédio, há alguns brinquedos para entreter as crianças. Umas tubulações que simulam espaços internos da Atlantis e um escorregador inflável gigante. Os pequenos também adoram sentar na cabine de comando, mexer em todos os botões, alavancas, luzinhas piscantes… A Bela ficou encantada e falava que era “astonauta” o tempo todo.

Outra área imperdível é o Apollo / Saturn Center, que nos leva de volta à época em que o homem pisou na lua. Para chegar até lá, há um ônibus que faz um tour guiado pelo Kennedy Space Center, passando por galpões onde os foguetes são montados e plataformas de lançamento. É tudo tão imenso, tão impressionante! No caminho, é até possível ver jacarés (alligators).

Só fique atento para não sair muito tarde para o tour. Informe-se sobre os horários dos ônibus e certifique-se de que terá tempo suficiente para conhecer essa área, que também é bem grande.

Nesse espaço, não perca a oportunidade de tocar em um pedacinho da lua que está lá exposto!

As outras áreas, um pouco menores que essas duas primeiras, mas que merecem MUITO a visita são as seguintes:

History of Space Exploration – exposição de artefatos espaciais autênticos que ajudam a entender como a NASA trabalhava antes da era dos super computadores.

Journey to Mars: Explorers Wanted – apresentação que dura em torno de 30 minutos, abordando o futuro da exploração espacial. O apresentador envolve o público e até chega a sugerir que talvez alguém ali possa ser o futuro da NASA. Achei bem legal, principalmente para crianças / adolescentes mais velhos que entendam inglês e possam se sentir estimulados a entender mais sobre carreira da NASA.

Astronaut Encounter – encontro com um dos aproximadamente 500 homens / mulheres que já foram para o espaço. A experiência dura entre 30 e 40 minutos e acontece diversas vezes ao dia. Veja aqui o calendário dos encontros.

Há ainda um memorial aos astronautas, cinema I-Max (filmes em 3D), playground e lojas de souvenir. Não sou muito de comprar nesses lugares super turísticos, mas amei essa lojinha! Dá vontade de comprar tanta coisa… Macacões de astronauta, miniaturas de naves espaciais… Não resisti às luvas de cozinha de astronauta!

Alimentação

Nós almoçamos no Moon Rock Cafe, que fica no Apollo / Saturn Center. Não há um motivo especial para a escolha desse restaurante. Foi esse porque era lá que estávamos no horário do almoço. A comida não é lá essas coisas, mas passa. Tem saladas, sanduíches e pizzas em um esquema dinâmico estilo “grab and go”.

Veja aqui as opções de restaurantes dentro do KSC e seus respectivos menus.

Também é possível almoçar com um astronauta. Custa US$ 29,99 para maiores de 12 anos e US$ 15,99 para crianças de 3 a 11 anos. A experiência dura em torno de 90 minutos. Durante o almoço, o astronauta compartilhará experiências vividas por ele e há um momento em que é possível fazer perguntas e tirar fotos. É necessário fazer reserva antecipada.

Ingressos

Os ingressos para o KSC custam US$ 50 para adultos e US$ 40 para crianças de 3 a 11 anos e nele estão incluídas quase todas as atrações do complexo. Pessoas com mais de 55 anos pagam US$ 46. Esses ingressos também dão direito a visitar 2 vezes (dentro de 7 dias) o U.S. Astronaut Hall of Fame, que fica em um prédio separado do complexo de visitantes, mas localizado na mesma via que dá acesso ao KSC. Infelizmente não tivemos tempo para fazer essa visita. Ficou para uma próxima oportunidade, pois, certamente, voltaremos lá.

Encontre aqui mais informações sobre ingressos. Dica: vale a pena comprar antecipadamente pela internet e evitar possíveis filas.

Fique sabendo:

  • Já vi algumas pessoas e até alguns blogs chamarem o KSC de parque. Gente, ele NÃO é um parque temático. É um centro de visitantes da NASA. Está mais para museu moderno cheio de atividades interativas do que para parque. Talvez as pessoas chamem de parque por força do hábito, já que vêm do embalo dos parques em Orlando.

Eu acho importante deixar isso claro, principalmente para as crianças, para que não cheguem esperando montanhas russas e coisas do gênero. Além do mais, se os pais souberem explicar bem a importância daquele lugar, da história viva e rica da exploração espacial, talvez eles gostem ainda mais do KSC do que de visitar mais um entre inúmeros parques temáticos. O KSC é especial <3

  • O complexo para visitantes do centro da NASA tem tudo o que é preciso para encantar visitantes de todas as idades. É certo que, quanto mais velhas forem as crianças, mais conseguirão entender o que está ali exposto, mas mesmo os pequenos conseguem aproveitar, se os pais souberem envolvê-los na visita.

Fomos com uma criança de 2 anos e ela se divertiu bastante. Até hoje fazemos referência às coisas que vimos lá.

  • Para quem curte muito esse assunto, vale saber que é possível fazer um “treinamento de astronauta”. Podem participar da Astronaut Trainning Experience (ATX)® crianças acima de 7 anos e adultos . Custa US$ 175 para adultos e US$ 165 para crianças de 7 a 11 anos. Veja aqui mais informações.
  • Se vai com crianças pequenas, leve o seu carrinho de bebê. O espaço é enorme e, depois de um tempo, as crianças cansam. Enquanto a criança não estiver no carrinho, você terá um lugar para deixar bolsas, sacolas, mochilas, casacos e ficar com as mãos livres.
  • Há cadeiras de rodas e carrinhos de bebê disponíveis para alugar no KSC. Quando fizemos o tour pelo complexo e fomos até o Apollo / Saturn Center de ônibus, deixamos o carrinho da Bela em um estacionamento de carrinhos. Chegando lá, ela estava dormindo e pegamos um carrinho emprestado, de graça. Havia inúmeros carrinhos disponíveis para uso gratuito naquela parte do complexo, já que as pessoas deixam os próprios carrinhos a quilômetros de distância dali.

Carrinho emprestado pelo KSC no Apollo / Saturn Center, já que precisamos deixar o da Bela no estacionamento próximo ao ônibus do tour. Era pequenininho, mas melhor que ficar carregando uma criança de 14 kg (dormindo!) no colo. Ela parece imprensadinha, mas estava muito tranquilinha nele.

  • Fique de olho no site do KSC e saiba quando será o próximo lançamento de foguete. Geralmente eles colocam uma contagem regressiva já na página principal. Quem sabe não coincide com o dia da sua viagem? [UPDATE: Nesse link você encontra mais informações sobre lançamentos].
  • Vai viajar com seu bichinho de estimação? O centro de visitantes oferece um serviço de canil gratuito, que abre às 9 horas e funciona até o complexo fechar. Saiba mais neste link.
  • O estacionamento é pago e custa US$ 10 para carros de tamanho normal e US$ 15 para motor homes / RVs.
  • Quando for digitar o nome do KSC no GPS, digite Kennedy Space Center Visitor Complex. Digitamos assim e chegamos lá tranquilamente. Não use só Kennedy Space Center, pois isso te levará para o lugar errado. Essa dica está bem clara lá no site deles. Se preferir, pode usar as coordenadas 28o31’34.10″N e 80o40’45.12″W. Para saber mais sobre como chegar lá, clique aqui.

No próximo post, você embarca com a gente no cruzeiro Disney Dream! Obaaaa!!!

Como é voar para a Flórida com a Azul?

Como falei no post anterior, a compra das passagens para viajar para a Flórida foi motivada por uma promoção da Azul.

Na época em que compramos as passagens, a Azul ainda nem tinha começado com os voos internacionais, que só seriam iniciados em dezembro de 2014 (acho que compramos as passagens em meados de novembro). Assim, não sabíamos bem o que esperar de tudo.

É fato que quando e empresa anunciou que passaria a voar para os Estados Unidos, foi gerada grande expectativa. Eles criaram anúncios fantásticos, com imagens lindas das aeronaves, das comissárias, do serviço… Parecia anúncio da Emirates, um luxo só. Enfim, ficamos mega empolgados com a ideia de passar a contar com aquele voo direto a preços competitivos e passagens parceladas em 10 vezes.

Chegando ao aeroporto

Uma das primeiras coisas que precisamos destacar é que o voo da Azul sai de Campinas, do Aeroporto de Viracopos. Como moramos na capital, precisávamos decidir como chegar até lá.

Existem algumas opções para fazer o deslocamento São Paulo – Viracopos. Uma delas é usando o ônibus da própria Azul, que é grátis e parte de diferentes pontos da capital e da Grande São Paulo, e também de Sorocaba, no interior. Para saber mais informações e horários do ônibus da Azul, clique aqui.

Também dá para ir de táxi, mas vale ter em mente que o taxista provavelmente cobrará 50% em cima do valor final da corrida, o que é de praxe nas corridas intermunicipais. Particularmente, acho que fica muito caro.

Na nossa opinião, a opção mais vantajosa é realmente o ônibus gratuito da Azul. O problema é que, na volta, precisaríamos sair bem cedo de Campinas e ir direto ao trabalho, com muita bagagem e uma criança de dois anos. Assim, achamos mais cômodo (embora não necessariamente mais barato), ir no nosso carro e deixá-lo em um dos estacionamentos no entorno do aeroporto.

Se fizer uma busca pelo Google, encontrará diversas opções de estacionamento, com preços variados. Em uma viagem de média a longa duração ficaria uma verdadeira fortuna estacionar no próprio aeroporto. Assim sendo, escolhemos o ViraPark, que tem diárias a partir de R$ 17. Eles têm uma parceria com a Azul e oferecem preços especiais para clientes Tudo Azul.

O ViraPark é fácil de encontrar. Fica no km 64 da Rodovia Santos Dumont. Eles têm traslado gratuito para o aeroporto, vagas cobertas, seguro, modelo self park (você fica com a chave do carro), totem de check-in da Azul dentro do estacionamento (não disponível para voos internacionais), acesso gratuito a rede wi-fi.

Sala de espera do ViraPark

ViraPark – terminal de espera pelo transfer

ViraPark, que também conta com vagas cobertas (não encontramos nenhuma livre =()

A caminho do aeroporto

 

O que não gostamos sobre o ViraPark

No site, eles falam que têm “pedido de traslado dentro do desembarque” (entendi que deveriam ter um funcionário na área do desembarque para solicitar que o ônibus viesse nos buscar ou algo similar) e que a periodicidade do ônibus entre o estacionamento e o terminal é de 10 em 10 minutos.

Na volta, chegamos carregados de bagagem e não encontramos ninguém no desembarque para fornecer informações (a nossa chegada foi pela manhã, cedinho). Perguntamos a diversos funcionários do aeroporto onde parava o ônibus do ViraPark e as informações que foram repassadas divergiam bastante. Um falava que era na fila central, outro que era onde desembarcamos no traslado de ida, outro que era na primeira pista. Ficamos rodando feito tontos, tentando descobrir como funcionava. Não tinha uma placa sequer para informar. Tipo… a gente ficava em pé, em um ponto sem nenhuma sinalização e nenhum funcionário, esperando um ônibus que nunca chegava. Outros passageiros foram se juntando a nós. Ninguém sabia direito o que estava fazendo por ali. Até que chegou alguém e perguntou: “Vocês já ligaram pra lá pra pedir que eles enviem um ônibus?”. A verdade é que ninguém sabia que era necessário ligar.

Ligamos para o número do site e só dava mensagem de “Este número de telefone não existe…”. Inclusive, até hoje, 15/04/2015, o número errado continua no site deles. O printscreen abaixo comprova. Basta tentar ligar para esse número aí para ver o que acontece.

ViraPark – site com o número errado / incompleto. Fonte: print da tela do site do ViraPark, em 15/04/2015.

Como somos de São Paulo, sabemos que um tempo atrás alguns números de telefone ganharam um dígito “9” na frente. Tentamos com o 9 e conseguimos. O número correto deles é (0xx19) 98801 3420 (fiquei imaginando como pessoas de outros estados ou mesmo de outros países conseguiriam adivinhar isso e ligar para o número correto). Eles falaram que o ônibus chegaria em 10 minutos. Demorou um pouco mais que isso, mas pelo menos chegou.

Essa coisa de precisar ligar para solicitar o ônibus também põe abaixo o que está prometido no site: “a periodicidade do ônibus entre o estacionamento e o terminal é de 10 em 10 minutos”. Em momento algum foi mencionado que precisaríamos ligar para lá e solicitar um ônibus.

Não sei se a forma de trabalho deles já mudou ou se já tem algum funcionário lá no aeroporto para orientar os clientes, mas a nossa experiência no desembarque com o ViraPark foi essa.

Usaríamos o serviço de novo, mas já sabendo como ele verdadeiramente funciona.

O terminal internacional do Aeroporto de Viracopos

Se por um lado foi bem gostoso chegar a um terminal novinho, super moderno, recém-construído, por outro, foi meio ruim a sensação de estar em uma espécie de “obra inacabada”. A sensação era de que tudo era bastante novo e nos sentimos meio que como “cobaias”. Ainda havia muitos tapumes, pouca gente e nenhuma (eu disse NENHUMA) opção de alimentação no saguão do aeroporto. Só havia umas máquinas de refrigerante e salgadinho estilo “Ruffles”, que funcionavam com notas de 5 reais. Se não tiver dinheiro trocado, também não encontrará um lugar para trocá-lo. Também havia uma farmácia (FECHADA).

Novo terminal do Aeroporto de Viracopos

Como chegamos muito cedo ao aeroporto (ficamos com medo de pegar trânsito e perder o voo, então saímos bem cedo de São Paulo), tivemos que esperar algumas horas no saguão. Ficamos ali sentados em algumas das poucas cadeiras disponíveis, com um carrinho cheio de bagagem e completamente entediados. Só podíamos fazer check-in mais tarde (acho que faltando 3 ou 4 horas para o voo) e aí, sim, entrar na sala de embarque e desfrutar de uma das 3 opções de lanchonete / restaurante disponíveis (se não me engano, uma McDonalds, um Franz Café e uma Starbucks). Fomos de McDonalds.

Papai e Bela recarregando seus respectivos eletrônicos e passando tempo na sala de embarque do Aeroporto de Viracopos (sim, eles têm tomadas!)

A freeshop é da rede Duty Free Dufry, mas é pequena. Vimos que será ampliada, pois havia uns tapumes com algo anunciando o novo espaço.

Outra coisa que não curti muito foi o salão onde recuperamos a bagagem. As malas vêm por uma esteira e os outros tipos de bagagem (carrinho, caixas, mochilas, bolsas de lona) vêm por outra, que fica mais afastada e separada da esteira principal por um lance de escada. Um adulto sozinho ficaria em uma situação meio complicada, tendo que ficar de olho em duas esteiras que são distantes uma da outra.

Ou seja, no geral, dá para perceber que tudo ainda funciona de forma improvisada / provisória. A falta de sinalização e de funcionários no desembarque / área de transfer foi o que mais me chateou.

O atendimento Azul, o voo e a aeronave

Os detalhes sobre os voos que pegamos estão na imagem abaixo:

 

Fomos muito bem atendidos por todos os funcionários da Azul – check-in, funcionários da sala de embarque e comissários. Todos são brasileiros e, obviamente, falam português fluentemente. Inclusive, ao chegarmos ao aeroporto em Fort Lauderdale, uma funcionária nos orientava em português até a fila da imigração.

A aeronave era antiga, com sistema de entretenimento a bordo bem capenga. Para ter uma ideia, viajamos ocupando 4 poltronas (que sorte!) e, das 4 telinhas, só 2 funcionavam perfeitamente. Das duas quebradas, uma tinha mau-contato e a outra ficava com a imagem péssima (subindo listrinhas na tela o tempo todo, como nas tvs de antigamente). Cerca de 10 a 15 filmes disponíveis para assistir, mas não eram on-demand, ou seja, para ver um filme desde o início, precisávamos ficar esperando ele começar de novo ou ter a sorte de zapear e cair naquele canal na hora certa. Para quem está “mal-acostumado” e espera chegar no avião e ter uma infinidade de lançamentos do cinema, séries, documentários e games na telinha, será meio decepcionante. Vale destacar que desde o início a Azul já tinha admitido que esse sistema é bem antiguinho e prometeu que trocará tudo ainda em 2015. Vamos esperar para ver!

A Bela tentando se entender com o sistema de entretenimento a bordo do avião da Azul

Foram distribuídos cobertores e travesseiros em saquinhos, fones de ouvido e umas bolsinhas estilo ziploc (só que com plástico mais durinho) com máscaras para dormir e espuminhas para os ouvidos.

A minha poltrona tinha a mesinha quebrada. Para que ela ficasse reta na hora da refeição, eu tinha que levantar um pouco a perna direita. No ato da compra, escolhemos previamente os mesmos assentos para ida e volta. E, embora tenhamos dado sorte de viajar sozinhos nos dois trechos (sobrando uma poltrona extra para a Bela dormir deitadinha), tudo o que estava quebrado na ida (tvs e mesinha) continuava quebrado na volta.

O serviço de bordo foi muito bom e a comida estava saborosa. Entre os pratos que provamos: escondidinho de purê de batata com carne moída, frango com arroz e legumes, massa ao molho pesto. Tudo sempre acompanhado por uma saladinha de folhas com tomate, um potinho com pedaços de queijo e azeitonas, pão e sobremesa (inclusive uma delas foi um bolo de chocolate delicioso). Entre as bebidas: refrigerantes, suco, água, café, vinho e cerveja. O café da manhã, igualmente gostoso, seguia o padrão de quase todas as companhias aéreas que já usamos: pão, manteiga, cereais estilo sucrilhos, saladinha de frutas e uma tostada de queijo e presunto (ou seria peito de peru?).

Aeroporto de Fort Lauderdale

A chegada a Fort Lauderdale foi tranquila e, como já falei, havia funcionários brasileiros orientando em português sobre o caminho até a fila da imigração.

Como despachamos o carrinho na porta da aeronave, o pessoal da tripulação pediu que ficássemos lá aguardando, pois ele seria devolvido também na porta. Nesse meio tempo, um montão de gente acabou chegando antes da gente na fila da imigração e deu no que deu: passamos quase duas horas esperando para ser atendidos. Pra quem não sabe, lá nos Estados Unidos não existe fila preferencial para idosos, gestantes, deficientes, pessoas com criança de colo… O máximo que eles fazem é providenciar um lugar para o pessoal muito cansado e que estiver em alguma dessas condições sentar e aguardar a sua vez chegar.

Fila interminável, um monte de gente com bebê de colo, senhoras de idade… Todos cansados por uma noite mal dormida no avião e aguardando ansiosamente para finalmente entrar nos Estados Unidos. Não sei se era o horário (esse voo chega lá de manhã, bem cedinho), mas havia poucos oficiais nos guichês de atendimento. A grande maioria dos guichês permanecia fechada. A Bela brincou bastante na fila com a sua Melissa & Doug Trunki. Corria tanto de um lado para o outro, que em determinado momento correu demais e “quase entrava sozinha ilegalmente nos Estados Unidos” =)

Mas o pior mesmo dessa espera no aeroporto foi o tal do banheiro que fica ao lado da fila da imigração. Em determinado momento, a Bela pediu para fazer xixi e eu tive o desprazer de conhecer um dos banheiros mais sujos que já vi em um aeroporto (o mais sujo que já vi nos Estados Unidos, com certeza). Quando senti o cheiro e vi o aspecto da coisa, me apavorei e já comecei a alertar, assumindo um lado meio mãe neurótica: “Não toque em absolutamente nada, Isabela!”. E repetia isso a cada 5 segundos. Então usamos aquela tática de fazer xixi “flutuando” sobre o vaso (não que ela sente no vaso dos demais banheiros públicos, mas esse estava excepcionalmente assustador).

Buscando o carro alugado

Depois de passar pela imigração, pegamos nossas bagagens e seguimos as placas até o ponto de onde saem os ônibus gratuitos para o Rental Car Center. Havia uma funcionária organizando a fila e auxiliando os passageiros. Não esperamos nem um minuto, o ônibus chegou e nos deixou na porta do prédio das locadoras. Descemos por uma escada rolante e chegamos à Alamo, onde fomos bem atendidos (sem fila alguma) e encaminhados até o nosso veículo.

O que concluímos

Após analisar cada detalhe da experiência, concluímos que viajaríamos outra vez pela Azul, partindo de Campinas até Fort Lauderdale (ou mesmo até Orlando), SE E SOMENTE SE o preço estiver bem abaixo do preço das companhias que partem de Guarulhos. Se a diferença não for tão grande, principalmente para quem mora na capital paulista, vale a pena pagar um pouco mais para partir de um aeroporto mais bem estruturado e não ter o “mini-trampo” de ir até Campinas. O Terminal 3 de Guarulhos tem inúmeras lojas e excelentes restaurantes, além de ter uma Duty Free muito maior e mais bacana que a do aeroporto de Campinas. Acho que lá, não há chances de ficarmos entediados como ficamos enquanto esperávamos no saguão do Viracopos.

Claro que o terminal internacional de Campinas ainda melhorará bastante e, talvez, quando estiver funcionando a todo vapor, nossa opinião a respeito disso, mas, por enquanto, é isso.

Esperamos que esse relato seja útil de alguma forma e convidamos você para continuar acompanhando o relato da nossa viagem pela Flórida e Bahamas. Quer saber o que vem por aí? Confere aqui.