Banff, Alberta, Canadá: Montanhas Rochosas de motorhome, com crianças (onde dormir, o que fazer, onde comer) – parte 1

Neste post, coloquei algumas dicas de Banff. Mas como tinha bastante coisa para escrever sobre a cidade, dividi o material em dois posts. Assim sendo, chamarei este aqui de Parte 1.

No sexto dia de viagem, acordamos em Banff, no camping Tunnel Mountain Trailer Court. Quando chegamos lá no dia anterior, já era noite, estava escuro e mal conseguíamos enxergar o nosso entorno. Só conseguíamos ver dezenas de elks (uapitis), que estavam em época de cio e ocupavam todo o espaço do camping. Mas sobre os elks, vou voltar a falar mais tarde.

O que não esperávamos era a vista incrível quando acordamos pela manhã. Foi emocionante puxar a cortina da janela e dar de cara com aquela montanha maravilhosa. Foi ali que passamos a noite?!? Que privilégio! Uma das vantagens de viajar de motorhome é essa. Dormir e acordar em localizações estratégicas, com vista esplêndida. Tem hotel de 5 estrelas, caro, que não proporciona vistas assim.

Vista da janela do motorhome, estacionado na nossa vaga do camping Tunnel Mountain Trailer Court.

A vaga que escolhemos no camping foi a número 224, com full hookup (eletricidade, água encanada e rede de esgoto). Tem essa vista linda e fica relativamente perto de um banheiro com chuveiros. O banheiro é limpinho e vale a pena tomar banho lá. É que no motorhome os banhos precisam ser rápidos ou a água esfria, às vezes acaba. No banheiro do camping, dá para tomar um banho mais relaxante, sem dar cotoveladas nas paredes o tempo todo (risos).

Depois do banho, fomos tomar café da manhã na cidade de Banff, no Tim Hortons. Encontramos um estacionamento super bacaninha e grátis onde dá para parar os motorhomes. Pontinho estratégico inclusive para estacionar e bater perna pela cidade. Paramos ali porque precisávamos dar uma passada na Brewster, que fica do outro lado da rua, e pegar os vouchers para os passeios que íamos fazer em seguida. O estacionamento é o parking lot da Wolf Street, bem ao lado do Banff – Mineral Springs Hospital.

Estacionamento grátis em Banff.

O escritório da Brewster, hoje conhecida como Pursuit e que organiza diversos passeios pelas Rochosas Canadenses, fica grudado em uma Tim Hortons. Para falar a verdade, tem uma passagem por dentro da Tim Hortons que já leva direto para dentro da Brewster. Lá nós conseguimos pegar nossos vouchers para os tours que faríamos mais tarde, pois por um problema de sistema, a operadora não estava conseguindo enviar nossos vouchers por e-mail.

Como falei no post anterior, a Pursuit vende um combo com ingressos para os principais atrativos pagos de Jasper e Banff. Comprando todos os ingressos juntos, você consegue economizar um pouco. O que escolhemos foi o Ultimate Explorer, que dá direito aos dois principais passeios da Icefields Parkway (Glacier Skywalk e Glacier Adventure, sobre os quais falamos no post anterior), ao Banff Lake Cruise (passeio de barco no lago) e à Banff Gondolahttps://www.banffjaspercollection.com/attractions/attraction-combo-packages/ (Agradecemos à Pursuit / Brewster Canada por ter fornecido ingressos de cortesia para a nossa família).

Banff Gondola

O primeiro passeio que fizemos nesse sexto dia de viagem foi o Banff Gondola. O início do passeio é na estação da gôndola, que fica localizada a cinco minutinhos de carro do centro de Banff. O teleférico leva os visitantes até o topo da Sulphur Mountain, que fica 2.451 metros acima do nível do mar. A subida até o alto da montanha é de 698 metros e leva em torno de 8 minutos.

Chegando à estação de onde sai o teleférico

Não, o ingresso não é muito barato, mas sim, trata-se de um passeio imperdível. Simplesmente não dá para chegar até ali e abrir mão de fazer esse tour. É emocionante demais, a vista é linda demais, a estrutura é boa demais e você viverá momentos inesquecíveis demais. Isso é fato.

Nossa família subindo a Sulphur Mountain no teleférico
Dentro do teleférico
Subida de teleférico
Subida de teleférico
Subindo a montanha

A subida, dentro do teleférico, já proporciona visuais de tirar o fôlego, mas chegando lá no alto da montanha, o visual panorâmico das rochosas é algo que realmente impressiona. Principalmente se você der a sorte de pegar os topos das montanhas nevados, como nós pegamos.

Gustavo e o Felipe, chegando ao alto da montanha
Gustavo e o Felipe, chegando ao alto da montanha
Eita Canadá bonito!

Partindo da estação que fica no topo, passarelas de madeira, escadarias e muitos mirantes te guiam em uma caminhada que liga um cume a outro da montanha. É bonito demais. Dá para passar o dia inteiro zanzando por ali. Fique atento à vida selvagem que pode se exibir ao redor. Aves, esquilos, ou quem sabe até mamíferos de maior porte podem aparecer pelo entorno.

A Bela e o Pipo não cola do esquilo
A Bela e o Pipo não cola do esquilo
O visual desse lugar é incrível
O visual desse lugar é incrível
Muitos mirantes e muita escada
Muitos mirantes e muita escada

O centro de visitantes é bem estruturado e tem exposições educativas com muita informação para os turistas. Conta também com restaurante com vista panorâmica, lanchonete / café, lojinha de souvenires, banheiros. O estacionamento é enorme, o que é bom para quem está carregando a casa na cabeça, em um motorhome.

Dicas

  • Prefira um dia com céu azul e aberto para curtir o visual do entorno. A grande graça desse passeio é o visual panorâmico das montanhas.
Panorâmica feita de um dos pontos da passarela. O céu azul ajuda bastante
Panorâmica feita de um dos pontos da passarela. O céu azul ajuda bastante
Como não amar esse lugar?
Como não amar esse lugar?
  • Aqui vale a mesma dica que demos para o teleférico de Jasper e o passeio da geleira. Mesmo que o dia esteja ensolarado, leve roupa apropriada para o clima mais frio. No topo da montanha, as temperaturas são bem mais baixas, venta bastante e o clima nas Rochosas vira muito rápido, então, esteja sempre preparado.
Dia ensolarado, mas todo mundo bem agasalhado. Sim, faz frio lá em cima!
Dia ensolarado, mas todo mundo bem agasalhado. Sim, faz frio lá em cima!
Lugar incrível!
  • Não dá para levar o carrinho de bebê para o topo da montanha. Ele ficará guardado na estação de baixo. Siga para o topo com todos os pertences do bebe que você possa precisar (fraldas, trocas de roupa, mamadeiras) e esteja preparado para carregar a criança no colo ao longo do caminho lá em cima. São muitos degraus e o passeio fica cansativo para os pais que estão com criança de colo. Haja braço e haja coluna! Mas não tenha dúvida. Mesmo com esse esforço extra, é um passeio que vale super a pena.
Como o Pipo ainda não andava tão bem, haja braço para carregar no colo ao longo do passeio.
Como o Pipo ainda não andava tão bem, haja braço para carregar no colo ao longo do passeio.
A caminhada fica longa quando você está carregando uma criança no colo.
Mamãe e papai se revezam no carregamento de bebê

 

Lake Banff Cruise

O segundo passeio que fizemos neste dia foi o cruzeiro no Lago Banff (Banff Lake Cruise), que é um passeio de barco no Lago Minnewanka. O tour dura em média uma hora e é uma ótima oportunidade para curtir a paisagem e aprender um pouco mais sobre as Montanhas Rochosas. Durante o verão, falam que é possível ver ursos nas margens do lago. Infelizmente não vimos nenhum urso e os guias que encontramos falaram que na época do ano em que fomos (setembro/outubro), é bem difícil conseguir avistá-los, pois eles já se alimentaram bem e estão subindo as montanhas para hibernar. Mas a gente sempre fica na esperança de encontrar um atrasadinho, né?

Banff Lake Cruise
Banff Lake Cruise
Banff Lake Cruise
Banff Lake Cruise

O passeio é lindo, lindo e é uma boa oportunidade para dar uma parada e relaxar. Em determinado momento do nosso tour, a nossa condutora e o nosso guia perguntaram se algum turista queria conduzir o barco e a Bela foi lá ser a nossa capitã. Não preciso dizer que ela amou muito, né?

Nosso guia era um francês super divertido
Nosso guia era um francês super divertido
A Bela amando ser a capitã do nosso barco
A Bela amando ser a capitã do nosso barco

Uma voltinha por Banff

Voltamos do passeio do lago com muita fome. Paramos no Tim Hortons e fizemos um lanche-janta. Eles vendem umas sopas e chilli que caíram super bem naquele horário, finzinho de tarde. Mais tarde, jantaríamos pra valer no motorhome.

Igreja super fofa no centro de Banff
Igreja super fofa no centro de Banff
Esse tal de Tim Hortons vicia
Esse tal de Tim Hortons vicia

Depois do Tim Hortons, fomos fazer um  passeio pela cidade de Banff. Paramos o motorhome em frente ao Banff Canoe Club e ficamos observando as pessoas passearem de bicicleta ao lado do Bow River. De lá, fomos procurar alguma lavanderia aberta, pois tínhamos roupa de cama e toalhas para lavar, mas infelizmente não encontramos nada aberto à noite.

Passeio por Banff no fim da tarde
Passeio por Banff no fim da tarde
Bow River
Bow River

Tempo de reprodução dos uapitis (elks)

Não conseguimos ver ursos na nossa viagem porque em setembro e outubro já se torna bem mais difícil avistá-los do que durante o verão. É possível ver, sim. Mas é beeeem difícil. A grande maioria já está subindo a montanha para hibernar. Já os uapitis (elks), vimos muitos. Principalmente no nosso camping. Quando chegávamos com o motorhome na nossa vaga, tínhamos que dirigir devagar para eles irem aos poucos abrindo espaço para podermos estacionar.

Acontece que essa espécie de mamífero de grande porte entra no cio nesta época do outono (elk rutting season). Então fica muito mais fácil de avistá-los pelos lugares. Em setembro e outubro, eles perdem mesmo a timidez e invadem os campings. Na entrada do parque de Banff, funcionários entregavam panfletos orientando como os visitantes devem agir com os elks, pois eles são animais que podem ser bem agressivos, se se sentirem ameaçados. E uma coisa bem legal é que nessa época eles aparecem em bandos e emitem um som bem característico.

Infelizmente não temos uma foto que preste desses bichos, pois nas duas noites que dormimos em Banff, voltamos tarde para o camping e já estava escuro. Também não íamos arriscar tacar uma foto com flash na cara do bicho e esperar para ver a reação dele. Então ficamos só apreciando mesmo. Além disso, na chegada ao camping, começava uma maratona para alimentar as crianças, colocar todo mundo na cama, colocar os aparelhos eletrônicos para carregar, fazer dumping, conectar o motorhome na água encanada, esse tipo de coisa. E óbvio, todo mundo exausto. Mas para quem não conhece esse animal lindo, joga elk, uapiti ou Cervus canadensis no Google Imagens e vê quanta foto linda que aparece.

Saiba mais sobre os elks no Banff National Park: https://www.pc.gc.ca/en/pn-np/ab/banff/decouvrir-discover/faune-wildlife/wapiti.

 

Nesta sexta noite, jantamos no motorhome e dormimos mais uma vez no camping Tunnel Mountain Trailer Court, na nossa vaguinha número 224.

No próximo post vou falar sobre alguns outros passeios para fazer em Banff. Será a parte 2 desse parque nacional incrível.

 

 

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Agradecemos a Pursuit (Brewster Canada) pela gentileza de nos ceder os ingressos para que pudéssemos conhecer a Banff Gondola e o Banff Lake Cruise e compartilhar a experiência com vocês aqui no blog.

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Nesta viagem, nós ficamos o tempo todo conectados na internet porque usamos o chip Easysim4u, que tem internet ilimitada nos Estados Unidos, Canadá e mais de 140 outros países. O chip é enviado para a sua residência no Brasil antes da viagem e, quando você chega ao destino, basta colocar o chip no celular e começar a usar. Você já sai do aeroporto conectado e usando o Waze e a internet à vontade.

Agradecemos pela gentileza da Easysim4u, parceira da RBBV, por ter nos enviado como cortesia o chip e o plano (USA + Canadá) para que pudéssemos permanecer conectados, compartilhando todos os momentos desta roadtrip com os leitores do  nosso blog.

 

Jasper, Alberta, Canadá: Montanhas Rochosas de motorhome, com crianças (onde dormir, o que fazer, onde comer)

No quarto dia da nossa viagem, acordamos no posto de gasolina em Kamloops, tomamos café da manhã no Denny’s que fica no próprio posto, abastecemos o carro e partimos rumo a Jasper, no estado de Alberta, coração das montanhas rochosas canadenses.

Ao longo do caminho, muita coisa linda para ser vista. A cada quilômetro percorrido, a paisagem vai ficando mais deslumbrante. Vale a pena ir curtindo a o visual, sem pressa. No caminho, para quem está com um roteiro menos apertado, Clearwater, Blue River e os Parques Estaduais (que são chamados Provinciais, no Canadá) Wells Gray e Mt Robinson, ambos da British Columbia, são super bonitos. Se estiver com o tempo mais contado, como nós, faça as paradas nos locais que considerar mais irresistíveis ao longo da estrada (e são muitos) e parta para Jasper.

Paisagem linda no caminho para Jasper.
Paisagem linda no caminho para Jasper.
Uma das paradinhas no caminho até Jasper.
Uma das paradinhas no caminho até Jasper.

Jasper e Parque Nacional Jasper

O Parque Nacional Jasper (Jasper National Park) é o maior parque das montanhas rochosas canadenses e fica localizado na província de Alberta, no Canadá. Entre os seus habitantes, destacam-se ursos pardos norte americanos (Grizzly bears), alces (mooses), uapitis (elks) e caribus/renas (caribous).

Vale deixar claro que para circular dentro dos parques nacionais, é preciso ter o Discovery Pass, que é válido por um ano para os mais de 80 parques nacionais canadenses. É possível comprar um ingresso que vale só para um dia, mas se você pretende visitar os parques mais de um dia (o que é muitíssimo provável em qualquer roteiro pelas Rochosas), vale a pena comprar o passe anual. Atualmente, o valor do anual para uma família de até 7 pessoas dentro do mesmo carro é de CAD 136,40. Em 2017, quando estivemos lá, o passe era gratuito em comemoração aos 150 anos de independência do Canadá. O passe é um cartãozinho, que você deixa o tempo todo pendurado no espelho retrovisor do seu veículo.

Chegando em Alberta, uma das províncias mais belas do Canadá.
Chegando em Alberta, uma das províncias mais belas do Canadá.
Jasper National Park, Alberta, Canadá.
Jasper National Park, Alberta, Canadá.

Só para ter uma noção do quanto vale incluir Jasper no seu roteiro nas Rochosas Canadenses, veja como o guia Lonely Planet descreve Jasper em seu site: “Pegue Banff, divida pela metade o número anual de visitantes, aumente a área total em 40% e multiplique o número de ursos, uapitis, alces e renas por três. O resultado: Jasper, uma versão maior, menos tramada, mais rica em vida selvagem dos demais parques das Montanhas Rochosas”.

Dentro do Parque Nacional, a cidadezinha de Jasper, com menos de 5 mil habitantes, é o principal ponto de apoio, em termos de comércio, restaurantes e infraestrutura turística. A cidade é toda pequenininha e cheia de charme, rodeada por montanhas.

Onde ficar

Jasper tem muitas opções de hotéis, mas se você estiver viajando na alta estação, melhor fazer reserva bem antecipada, pois a cidade recebe muitos turistas no verão (de junho a agosto).

Como estávamos com motorhome, ficamos no Whistler’s Campground, camping que pertence ao serviço canadense de parques. Ficamos em uma vaga com hook-up para esgoto, água encanada e eletricidade.

A vaga para a nossa casinha, no Whistler's Campgroung, Jasper.
A vaga para a nossa casinha, no Whistler’s Campgroung, Jasper.

 

O Gustavo conectando o motorhome à rede elétrica, à água encanada e ao esgoto.
O Gustavo conectando o motorhome à rede elétrica, à água encanada e ao esgoto. Todas as vagas desse acampamento têm uma mesinha externa exclusiva, como esta que aparece à direita.

O que fazer

Não falta o que fazer em Jasper. São muitas trilhas, lagos (Patricia, Pyramid, Maligne…), as Athabasca Falls, o cânion Maligne, a observação da vida selvagem… A própria cidade de Jasper é uma graça e um importante atrativo dentro do parque. A linha de trem que passa ao lado da cidade, confere certo charme à paisagem e pode render boas fotos em diferentes pontos do parque. Tem até um trem de 6 km de extensão que usa essa linha. De acordo com as informações de um morador local, o trem só não é mais longo porque é essa a distância máxima que o rádio alcança para o maquinista do primeiro vagão se comunicar com o do último vagão.

Jasper, Alberta.
Jasper, Alberta.
Jasper, Alberta.
Jasper, Alberta.
As lojinhas vendem bastante coisa para temperaturas frias.
As lojinhas vendem bastante coisa para temperaturas frias.

Outro atrativo imperdível é a própria estrada de mais de 200 km que liga os parques nacionais de Jasper e Banff, a Icefields Parkway (Promenade des Glaciers, em francês). Essa é considerada uma das estradas mais bonitas do mundo e a verdade é que às vezes a gente precisa se beliscar para acreditar que aquilo tudo existe de verdade e não é só sonho. No próximo post vou falar um pouco mais sobre ela.

Jasper Skytram

Um passeio pago que consideramos imperdível é o Jasper SkyTram, o bonde que te leva para ver as montanhas das alturas.

Na subida, que dura cerca de sete minutos, um guia explica sobre a região, aponta os principais pontos de interesse, fala sobre o parque. Ele falou que demos muita, muita sorte, pois 4 dias atrás a região montanhosa estava toda verde, e os topos das montanhas sem nenhuma neve. Acontece que nevou bastante nos dias que antecederam nossa chegada e nós pegamos um visual perfeito. Montanhas cobertas de neve, mescladas com o verdinho das árvores, o cinza das rochosas… Um visual absolutamente incrível. O guia não parava de repetir o quanto que aquele era um “gorgeous day” para subir no tram.

Entrada da estação do Jasper SkyTram.
Entrada da estação do Jasper SkyTram.
Ingressos para a atração.
Ingressos para a atração.

E nada, nada mesmo podia ter nos preparado para o visual impactante que tivemos quando chegamos ao topo. Era muito mais do que esperávamos. A neve acrescentou muuuuito à nossa experiência. Ainda estava fresquinha, fofinha, não estava muito compacta, nem escorregadia (com exceção da parte de trilha onde todos caminhavam). Só precisávamos tomar muito cuidado com onde pisávamos, pois em alguns trechos, nossa perna afundava inteira na neve. As crianças curtiram muito, principalmente a Bela. Fizemos guerrinha de bola de neve, tiramos fotos até cansar.

Um bondinho vem chegando.
Um bondinho vem chegando.
Dentro do bonde.
Dentro do bonde.

A Bela levou uma câmera compacta nossa, antiga, e fez os próprios registros dela. Ela queria fotografar tudo para mostrar para os amigos da escola. Foi uma experiência inesquecível. Uma experiência que vale cada centavo pago no ingresso.

No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
Pezinho na Estrada, pezinhos em Alberta.
Pezinho na Estrada, pezinhos em Alberta.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.

 

No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.

Tanto na estação do térreo, como na estação que fica no topo da montanha, há uma boa infra para os visitantes. Lanchonete, café, restaurante, banheiro, lojinha de souvenires.

Mesmo que a temperatura lá embaixo esteja agradável, não deixe de levar casacos para o topo, pois a temperatura em cima é bem mais baixa e, na montanha, a virada de clima pode ser repentina.

Lojinha de souvenires no topo da montanha.
Lojinha de souvenires no topo da montanha.
O bonde.
O bonde.
Nosso motorhome parado no estacionamento enorme do Jasper SkyTram.
Nosso motorhome parado no estacionamento enorme do Jasper SkyTram.

Outros programas que não chegamos a fazer, mas que o pessoal do blog Felipe, o Pequeno Viajante fez e recomenda são o rafting pelo rio Athabasca e as piscinas de águas termais Miette Hot Springs (vejam aqui o relato deles). O primeiro não fizemos porque o Felipe ainda era muito bebê e o segundo não fizemos porque não deu tempo mesmo. Como alguns sabem (e em breve relataremos em detalhes), tivemos uma pequena emergência médica com o Felipe, que terminou deixando a nossa viagem um pouco mais lenta, o que comprometeu um pouco a programação.

Onde comer

Jasper tem uma boa quantidade e variedade de restaurantes para uma cidade tão pequenina. Só para ter uma ideia das opções, dê uma olhada na listinha do Tripadvisor: https://www.tripadvisor.ca/Restaurants-g154918-Jasper_Jasper_National_Park_Alberta.html .

Jantamos em um restaurante indiano chamado Jasper Curry Place, que serve diversos pratos indianos em um buffet. Você paga uma taxa e se serve à vontade. A comida estava deliciosa e o atendimento foi muito bom.

Double-double no Tim Hortons.
Double-double no Tim Hortons.
Tim Hortons.
Tim Hortons.
Tim Hortons.
Tim Hortons.
Tim Hortons.
Tim Hortons.

Nossas outras refeições foram no motorhome e no bom e velho Tim Hortons, o restaurante de rede que é a cara do Canadá. No café da manhã, o double-double é um dos café que já tomei na América do Norte que mais se assemelham ao café com leite brasileiro (quem conhece, sabe que o café nos Estados Unidos, por exemplo, é bem aguado). Sanduíches, wraps, donuts e até chilli integram o cardápio do restaurante. O Gustavo ficou viciado no roll de canela deles e em todo lugar que via uma Tim Hortons, já pensava em comer um. Simplesmente não tem como ir até o Canadá e não comer no Tim Hortons. É programa obrigatório.

No próximo post, pegaremos a Icefields Parkway, rumo a Banff e contaremos para vocês como é passar por uma das estradas mais lindas do mundo.

 

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Agradecemos ao Jasper SkyTram por ter gentilmente nos concedido um desconto especial nos ingressos da atração.

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Pegando o motorhome em Vancouver e iniciando a rota rumo às montanhas rochosas canadenses (de Vancouver a Kamloops)

Para quem está acompanhando o roteiro completo da nossa viagem pelo Canadá e Estados Unidos de motorhome, esse post é referente ao terceiro dia de viagem. Neste dia, nós acordamos em Vancouver, no Century Plaza Hotel & Spa. Tomamos café da manhã na Breka Bakery, na Davie Street, pertinho do hotel. [Falei sobre o hotel e o café no post anterior.] Em seguida, levamos o Felipe ao pronto-socorro do hospital que ficava ao lado do nosso hotel (mas esse assunto merece um post à parte). De lá, seguimos para o hotel, fizemos check-out e partimos para Delta, uma cidade que fica na região metropolitana de Vancouver, para buscar o nosso motorhome na Cruise Canada.

Só para dar uma noção da distância, a Cruise Canada fica a mais ou menos 30 km do hotel onde estávamos, em Downtown Vancouver.

Quando chegamos à Cruise Canada, descobrimos que precisávamos ter agendado horário para fazer a retirada do motorhome. Mas o dia estava tranquilo lá e eles nos atenderam mesmo sem agendamento e quase de imediato. O atendimento lá foi frio, mas eficiente.

Cruise Canada
Fomos buscar o motorhome com a nossa mini-van alugada

Preenchemos a papelada, recebemos diversas orientações, assistimos a um vídeo que explica como funciona tudo dentro do motorhome (vídeo disponível em inglês, holandês, alemão, francês, espanhol e dinamarquês) e fomos, enfim, levados ao nosso veículo. Inclusive, quem quiser assistir ao vídeo antes no Youtube, pode assistir em casa e lá, na hora, “economizar tempo” e falar que já viu o vídeo. Nós já tínhamos assistido em casa, mas preferimos ver lá na salinha deles mais uma vez para relembrar como as coisas funcionam.

Gustavo vendo o filme da Cruise Canada

No motorhome, um funcionário fez um “tour”, explicou como tudo funciona, tirou nossas dúvidas e enfim recebemos a chave do que seria nosso carro e casa pelos próximos dias.

É bom sempre dar uma conferida em tudo no veículo antes de sair. Quando estávamos colocando as crianças nas cadeirinhas, por exemplo, fomos desmontar a mesa para o bebê conforto do Felipe encaixar no sofá e a peça metálica que segura a perna da mesa estava enferrujada. Quando puxamos a mesa para cima, veio um pedaço da peça na nossa mão. Por sorte, ainda estávamos dentro da Cruise Canada e eles fizeram rapidinho o reparo, trocando a peça enferrujada por uma novinha.

Uma coisa que descobrimos lá e que achamos super bacana sobre esse mundo dos alugueis de motorhome foi o esquema de doações de coisas que sobram da viagem. Basicamente, as pessoas que estão devolvendo o motorhome na agência costumam deixar tudo o que sobrou da viagem (detergente, papel higiênico, água, sabão em pó, comida…) para as pessoas que estão iniciando uma nova viagem. Conhecemos um casal de holandeses ali que nos presenteou com uma bacia enorme cheia de coisas e uns 15 rolos de papel higiênico em um pacotão fechado (eles calcularam muito errado a quantidade de papel higiênico que iam precisar hahahahahah). Ganhamos sal, pimenta, café, sabão líquido para roupas, detergente, um montão de coisas… Isso já ajudou a economizar bastante na nossa primeira compra lá.

E os demais viajantes, conforme vão chegando, vão deixando suas doações lá em um cantinho e quem tiver interesse, é só pegar e levar. Nós mesmos, quando voltamos da nossa viagem, deixamos um bastante de coisa de doação.

Pipo no bebê conforto
Bela no assento de elevação

Quando recebemos o motorhome, passamos toda a bagagem que estava no nosso carro alugado para o motorhome e fomos juntos, um veículo seguindo o outro até o aeroporto de Vancouver para devolver o nosso carro alugado (Sim! Estávamos com um carro alugado. Saiba mais sobre isso no post anterior).

Chegando ao aeroporto, eu fiquei no motorhome com as crianças, esperando em um posto de gasolina que fica próximo ao “Car Rental Return” do aeroporto, enquanto o Gustavo foi até a Avis para devolver o carro. Ele fez a devolução e voltou andando da Avis até o posto para encontrar conosco e seguirmos viagem. Foi tudo super tranquilo e esse “processo” não demorou mais do que 20 minutos. Para quem tem interesse em fazer um esquema semelhante, o posto onde ficamos aguardando fica neste endereço: 5111 Grant McConachie Way, Richmond, BC V7B 0A4.

De lá, fomos direto para o Walmart, para fazer umas comprinhas e abastecer a geladeira e a despensa do motorhome. O supermercado que fomos fica na 3585 Grandview Hwy, Vancouver, BC V5M 2G7. Dali, pegamos a estrada rumo a Kamloops, cidade onde pretendíamos fazer o primeiro pernoite.

Walmart em Vancouver.
Walmart em Vancouver. Quanta coisa de hockey!
Walmart em Vancouver. Quanta coisa de hockey!

No caminho, nós paramos na cidade de Hope para jantar. O lugar é uma graça, em meio às montanhas. Comemos no Olympic Flame, um restaurante grego bem gostoso. A comida estava saborosa e o atendimento foi muito caloroso e simpático com as crianças, que ganharam material para colorir e giz de cera.

Restaurante grego, em Hope
Restaurante grego, em Hope

Depois, pegamos a estrada até Kamloops, ponto que escolhemos para “quebrar” o longo percurso de Vancouver até Jasper, nas montanhas rochosas canadenses. Em Kamloops, dormimos em um ponto de descanso para caminhões e motorhomes, chamado Flying-J. Lá é tipo um posto de gasolina, com um restaurante Denny’s e um espaço de estacionamento bem grandão, pertinho da rodovia. Fizemos free-camping no estacionamento e foi tranquilíssimo. Só não foi mais tranquilo porque vez ou outra, durante a madrugada, passava um trem pelas proximidades que fazia uma barulheira e o motorhome vibrava. Parecia um terremoto. Rsrsrsrsrs. Fora isso, nos sentimos seguros e a localização, ao lado de um Denny’s e de uma loja de conveniência, foi bem prática. Vários outros motorhomes também faziam pernoite ali, ao nosso lado. O endereço desse posto é 175 Kokanee Way, Kamloops, BC.

Posto onde pernoitamos, em Kamloops
Posto onde pernoitamos, em Kamloops
Posto onde pernoitamos, em Kamloops
A bela dormindo no motorhome
Posto onde pernoitamos, em Kamloops. Nosso motorhome é o primeiro da direita.

No dia seguinte, acordamos, tomamos café da manhã no Denny’s do próprio posto e pegamos estrada rumo a Jasper.

Posto onde pernoitamos, em Kamloops
Café da manhã no Denny’s
Café da manhã no Denny’s
Café da manhã no Denny’s

Assim foi a nossa primeira noite dormida em um motorhome. Em breve, farei um post só para falar sobre o motorhome em si. O aluguel, os valores, o funcionamento da coisa toda…

Abastecendo o motorhome para pegar a estrada

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