Seattle: uma introdução + dicas para conhecê-la de motorhome (onde dormir, estacionar e tomar café da manhã)

Nesse post vamos falar um pouquinho sobre algumas das coisas que fazem a cidade se Seattle ser absolutamente especial e daremos algumas dicas para quem pretende ir até lá de motorhome (onde dormir, campings, free camping, onde tomar café da manhã perto dos campings e onde estacionar o carro para explorar a cidade).

Seattle é conhecida como Rain City (“Cidade da Chuva”) e também como The Emerald City (“A Cidade Esmeralda”). Gosto mais do segundo nome, pois Seattle teve a imensa consideração de nos brindar com dias lindos, de sol brilhando e céu azul. Nos dias que passamos lá, só pegamos um comecinho de manhã chuvoso, que logo se converteu em dia de céu de brigadeiro.

Seattle nos recebeu com céu azul.

Ficamos em Seattle praticamente 4 dias inteiros (chegamos no 9º dia de viagem e fomos embora no 13º) e achamos que foi um bom tempo para termos uma ideia da cidade. Se eu tivesse mais tempo lá, para ir além das principais atrações turísticas da cidade, teria ficado ainda mais feliz. Seattle é uma cidade muito gostosa. Tem tudo o que uma cidade grande americana tem, mas não é grandalhona. Dá para fazer um monte de coisa legal a pé e as principais atrações turísticas estão concentradas praticamente na mesma região.

As principais atrações de Seattle ficam concentradas no Seattle Center e na orla.
As principais atrações de Seattle ficam concentradas no Seattle Center e na orla.

Seattle está localizada em Puget Sound, uma região estuarina do estado de Washington. Isso faz com que a paisagem sempre esteja marcada por água e pontes, o que particularmente me agrada bastante.

Quem tiver muita sorte e pegar um dia com o céu bem limpo, vai ser brindado com uma vista linda do Monte Rainier por trás da cidade. Trata-se da maior montanha do estado de Washington, que passa a maior parte do tempo com o topo branquinho, coberto de neve e é um vulcão ativo. Sua última erupção foi em 1894.

Mount Rainier despontando por trás de Seattle. Foto: Victoegrigas – CC BY-SA 3.0

Seattle também é uma “pequenina” que impressiona por sua produção artística, tecnológica e intelectual. Com menos de 700 mil habitantes (3,5 milhões na região metropolitana), a cidade é sede de multinacionais como a Boeing, Microsoft, Amazon e Starbucks.

Na música, Seatlle é a cidade natal de nada menos que o melhor e maior guitarrista da história do rock, Jimi Hendrix. Bandas como Nirvana, Pearl Jam, Alice in Chains e Soundgarden levaram o grunge para o mundo. Não é à toa que o estilo grunge também é conhecido como som de Seattle. Esse estilo de rock alternativo surgiu na cidade no final da década de 1980 e ainda hoje influencia bandas de rock do mundo inteiro.

Seattle, Washington State
Seattle, Washington State

Também foi em Seattle que ficaram conhecidos grandes artistas do jazz, como Ray Charles (considerado um dos maiores gênios da música norte-americana), Quincy Jones e Ernestine Anderson. No hip hop, Seattle lançou nomes como Sir Mix-A-Lot e Macklemore (Thrift Shop tem mais de 1,2 bilhões de visualizações no Youtube). Ou seja, muito do que se escuta mundo afora está direta ou indiretamente ligado àquele cantinho da costa oeste americana.

Ah! Para os fãs de séries e cinema, é em Seattle que se passam as histórias de “Grey’s Anatomy”, “50 Tons de Cinza” e o absolutamente apaixonante “10 Coisas que eu Odeio em Você”.

Outra coisa muito legal de Seattle é que a cidade fica a pouco mais de duas horas de carro de Vancouver (Canadá) e tem acesso fácil a Victoria (capital da British Columbia) de ferry. Também saem de Seattle (e de Vancouver) muitos cruzeiros que vão para o Alasca. Então Seattle é uma cidade bem estratégica para servir de base para roteiros naquela região.

Se ainda não consegui te convencer a querer visitar Seattle, me acompanha nos próximos posts, que vou mostrar os lugares mais legais para visitar na cidade. É impossível não curtir muito esse lugar!

Seattle de motorhome

Na fase de planejamento desta viagem, uma coisa que me preocupou bastante foi como faríamos para visitar Seattle de motorhome. Afinal, dirigir em um cidade grande com um trambolhão não é a coisa mais prática do mundo. E quanto mais eu pesquisava, mais encontrava pessoas em fóruns falando que não se atreveriam a dirigir um motorhome dentro de Seattle.

Dirigindo o motorhome em Seattle

Continuei na pesquisa e descobri que a família do blog Felipe, o Pequeno Viajante, tinha visitado Seattle com motorhome, sim. Eles até deram uma dica preciosa de um local super bacana (e barato, se compararmos com o resto da cidade) para estacionar o motorhome bem ao lado da Space Needle e do burburinho turístico de Seattle.

Esse se tornou o nosso ponto favorito para parar o motorhome e desbravar a cidade (o lugar onde parávamos era na Taylor Avenue N, mais ou menos na altura do número 303, um pouco antes do Best Western), por trás do Ride the Ducks os Seattle e da Space Needle. Acho que o estacionamento ali custava 9 dólares e podia deixar o carro por um período de até 10 horas. O pagamento podia ser feito por um aplicativo que é baixado no site paybyphone.com. Também encontramos lugar fácil para estacionar na região do aquário e da roda gigante. Lá, nós deixamos o carro no Public Parking que fica na própria Alaskan Way, altura do número 1510. Lá tem um estacionamento coberto com elevadores para o Pike Place Market, mas deixamos na parte aberta (por causa da altura do motorhome), embaixo do viaduto.

Nossa vaga favorita, bem ao lado da Space Needle.
Nossa vaga favorita, bem ao lado da Space Needle.

Ou seja, com um pouquinho de paciência e sabendo dirigir bem, não vejo nenhum problema em circular de motorhome dentro de Seattle.

O único dia que decidimos deixar o motorhome em casa e ir para a cidade de Uber foi no dia do jogo dos Seattle Seahawks, pois estacionamento próximo a estádio em dia de jogo costuma ser muito caro e difícil de encontrar. Chegamos a tentar reservar uma vaga em frente ao estádio para participar da tailgate party, mas não encontramos vagas disponíveis que custassem preços pagáveis (rsrsrs). No post sobre o jogo vou explicar melhor o que é tailgate, quem sabe alguém um dia tem oportunidade de participar…

Onde pernoitar com o motorhome em Seattle

Com relação ao pernoite, dormimos em dois campings diferentes em Seattle. Os dois ficam fora da cidade, mas ambos dentro da região metropolitana e com acesso rápido e fácil para os principais pontos turísticos.

Uma coisa que vale destacar é que campings que ficam em regiões muito urbanas costumam ter as vagas bem mais apertadinhas que aqueles que ficam em parques nacionais. Então não estranhe se seu motorhome ficar encostadinho em outro e se você chegar no camping e não tiver uma mesa exclusiva para fazer suas refeições.

O primeiro camping que ficamos foi o Trailler Inns of Bellevue, que conta com vagas full hookup (com água encanada, rede de esgoto, eletricidade) e até cabos de TV para os motorhomes que têm a sorte de ter televisão. O camping tem piscina (só liberada para crianças acima de três anos que já tenham passado pelo desfralde), playground pequenininho (mas que quebra o galho) e banheiros limpinhos. Só não ficamos todos os dias nesse camping porque em um dos dias não tinha vaga. Ia rolar um show de rock na cidade e tinha muito motorhome circulando. Como não tínhamos feito reserva, tivemos que procurar outro camping para pernoitar na noite do show.

Trailler Inns of Bellevue
Playground do camping
Trailler Inns of Bellevue

Se você se hospedar na região de Bellevue como nós fizemos, um lugar legal para tomar café da manhã é o Lil’ Jon Restaurant, uma diner com estilo bem tradicional, que é operada pela mesma família há três gerações. Café da manhã delicinha.

Café da manhã no Lil’ Jon
Café da manhã no Lil’ Jon
Cardápio do Lil’ Jon

O outro camping onde nos hospedamos foi o Seattle/Tacoma KOA. A KOA (Kampgrounds of America) é uma rede com quase 500 campings espalhados em todo o território americano). Nessa unidade onde nos hospedamos, eles têm vagas com full hookup, tv a cabo, wi-fi, playgroung, piscina outdoor aquecida, sessões de cinema e de jogos dos Seattle Seahawks, área para pesca, aluguel de bicicletas, serviços de shuttle… É um camping bem estruturado e bem focado no segmento da família.

KOA Seattle/Tacoma
Playground no KOA Seattle/Tacoma
KOA Seattle/Tacoma

No dia que dormimos no KOA, tomamos café da manhã na charmosa cidadezinha de Kent, a 10 minutinhos de carro do camping. O lugar escolhido foi o Maggie’s on Meeker, que tem um jeito todo especial de lidar com as crianças. Amamos!

Panquecas no Maggie’s on Meeker
Café da manhã no Maggie’s on Meeker

Para quem procura free camping, uma dica da Claudia Rodrigues, do blog Felipe, o Pequeno Viajante, e que também vi em alguns fóruns pela internet é a ilhota Mercer Island, que fica entre Bellevue e Seattle. Falam que naquela região há a possibilidade de parar o motorhome na proximidade dos parques urbanos.

 

No próximo post vamos falar sobre as coisas que você não pode deixar de fazer em Seattle. Aguardem! =)

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Banff, Alberta, Canadá: Montanhas Rochosas de motorhome, com crianças (onde dormir, o que fazer, onde comer) – parte 1

Neste post, coloquei algumas dicas de Banff. Mas como tinha bastante coisa para escrever sobre a cidade, dividi o material em dois posts. Assim sendo, chamarei este aqui de Parte 1.

No sexto dia de viagem, acordamos em Banff, no camping Tunnel Mountain Trailer Court. Quando chegamos lá no dia anterior, já era noite, estava escuro e mal conseguíamos enxergar o nosso entorno. Só conseguíamos ver dezenas de elks (uapitis), que estavam em época de cio e ocupavam todo o espaço do camping. Mas sobre os elks, vou voltar a falar mais tarde.

O que não esperávamos era a vista incrível quando acordamos pela manhã. Foi emocionante puxar a cortina da janela e dar de cara com aquela montanha maravilhosa. Foi ali que passamos a noite?!? Que privilégio! Uma das vantagens de viajar de motorhome é essa. Dormir e acordar em localizações estratégicas, com vista esplêndida. Tem hotel de 5 estrelas, caro, que não proporciona vistas assim.

Vista da janela do motorhome, estacionado na nossa vaga do camping Tunnel Mountain Trailer Court.

A vaga que escolhemos no camping foi a número 224, com full hookup (eletricidade, água encanada e rede de esgoto). Tem essa vista linda e fica relativamente perto de um banheiro com chuveiros. O banheiro é limpinho e vale a pena tomar banho lá. É que no motorhome os banhos precisam ser rápidos ou a água esfria, às vezes acaba. No banheiro do camping, dá para tomar um banho mais relaxante, sem dar cotoveladas nas paredes o tempo todo (risos).

Depois do banho, fomos tomar café da manhã na cidade de Banff, no Tim Hortons. Encontramos um estacionamento super bacaninha e grátis onde dá para parar os motorhomes. Pontinho estratégico inclusive para estacionar e bater perna pela cidade. Paramos ali porque precisávamos dar uma passada na Brewster, que fica do outro lado da rua, e pegar os vouchers para os passeios que íamos fazer em seguida. O estacionamento é o parking lot da Wolf Street, bem ao lado do Banff – Mineral Springs Hospital.

Estacionamento grátis em Banff.

O escritório da Brewster, hoje conhecida como Pursuit e que organiza diversos passeios pelas Rochosas Canadenses, fica grudado em uma Tim Hortons. Para falar a verdade, tem uma passagem por dentro da Tim Hortons que já leva direto para dentro da Brewster. Lá nós conseguimos pegar nossos vouchers para os tours que faríamos mais tarde, pois por um problema de sistema, a operadora não estava conseguindo enviar nossos vouchers por e-mail.

Como falei no post anterior, a Pursuit vende um combo com ingressos para os principais atrativos pagos de Jasper e Banff. Comprando todos os ingressos juntos, você consegue economizar um pouco. O que escolhemos foi o Ultimate Explorer, que dá direito aos dois principais passeios da Icefields Parkway (Glacier Skywalk e Glacier Adventure, sobre os quais falamos no post anterior), ao Banff Lake Cruise (passeio de barco no lago) e à Banff Gondolahttps://www.banffjaspercollection.com/attractions/attraction-combo-packages/ (Agradecemos à Pursuit / Brewster Canada por ter fornecido ingressos de cortesia para a nossa família).

Banff Gondola

O primeiro passeio que fizemos nesse sexto dia de viagem foi o Banff Gondola. O início do passeio é na estação da gôndola, que fica localizada a cinco minutinhos de carro do centro de Banff. O teleférico leva os visitantes até o topo da Sulphur Mountain, que fica 2.451 metros acima do nível do mar. A subida até o alto da montanha é de 698 metros e leva em torno de 8 minutos.

Chegando à estação de onde sai o teleférico

Não, o ingresso não é muito barato, mas sim, trata-se de um passeio imperdível. Simplesmente não dá para chegar até ali e abrir mão de fazer esse tour. É emocionante demais, a vista é linda demais, a estrutura é boa demais e você viverá momentos inesquecíveis demais. Isso é fato.

Nossa família subindo a Sulphur Mountain no teleférico
Dentro do teleférico
Subida de teleférico
Subida de teleférico
Subindo a montanha

A subida, dentro do teleférico, já proporciona visuais de tirar o fôlego, mas chegando lá no alto da montanha, o visual panorâmico das rochosas é algo que realmente impressiona. Principalmente se você der a sorte de pegar os topos das montanhas nevados, como nós pegamos.

Gustavo e o Felipe, chegando ao alto da montanha
Gustavo e o Felipe, chegando ao alto da montanha
Eita Canadá bonito!

Partindo da estação que fica no topo, passarelas de madeira, escadarias e muitos mirantes te guiam em uma caminhada que liga um cume a outro da montanha. É bonito demais. Dá para passar o dia inteiro zanzando por ali. Fique atento à vida selvagem que pode se exibir ao redor. Aves, esquilos, ou quem sabe até mamíferos de maior porte podem aparecer pelo entorno.

A Bela e o Pipo não cola do esquilo
A Bela e o Pipo não cola do esquilo
O visual desse lugar é incrível
O visual desse lugar é incrível
Muitos mirantes e muita escada
Muitos mirantes e muita escada

O centro de visitantes é bem estruturado e tem exposições educativas com muita informação para os turistas. Conta também com restaurante com vista panorâmica, lanchonete / café, lojinha de souvenires, banheiros. O estacionamento é enorme, o que é bom para quem está carregando a casa na cabeça, em um motorhome.

Dicas

  • Prefira um dia com céu azul e aberto para curtir o visual do entorno. A grande graça desse passeio é o visual panorâmico das montanhas.
Panorâmica feita de um dos pontos da passarela. O céu azul ajuda bastante
Panorâmica feita de um dos pontos da passarela. O céu azul ajuda bastante
Como não amar esse lugar?
Como não amar esse lugar?
  • Aqui vale a mesma dica que demos para o teleférico de Jasper e o passeio da geleira. Mesmo que o dia esteja ensolarado, leve roupa apropriada para o clima mais frio. No topo da montanha, as temperaturas são bem mais baixas, venta bastante e o clima nas Rochosas vira muito rápido, então, esteja sempre preparado.
Dia ensolarado, mas todo mundo bem agasalhado. Sim, faz frio lá em cima!
Dia ensolarado, mas todo mundo bem agasalhado. Sim, faz frio lá em cima!
Lugar incrível!
  • Não dá para levar o carrinho de bebê para o topo da montanha. Ele ficará guardado na estação de baixo. Siga para o topo com todos os pertences do bebe que você possa precisar (fraldas, trocas de roupa, mamadeiras) e esteja preparado para carregar a criança no colo ao longo do caminho lá em cima. São muitos degraus e o passeio fica cansativo para os pais que estão com criança de colo. Haja braço e haja coluna! Mas não tenha dúvida. Mesmo com esse esforço extra, é um passeio que vale super a pena.
Como o Pipo ainda não andava tão bem, haja braço para carregar no colo ao longo do passeio.
Como o Pipo ainda não andava tão bem, haja braço para carregar no colo ao longo do passeio.
A caminhada fica longa quando você está carregando uma criança no colo.
Mamãe e papai se revezam no carregamento de bebê

 

Lake Banff Cruise

O segundo passeio que fizemos neste dia foi o cruzeiro no Lago Banff (Banff Lake Cruise), que é um passeio de barco no Lago Minnewanka. O tour dura em média uma hora e é uma ótima oportunidade para curtir a paisagem e aprender um pouco mais sobre as Montanhas Rochosas. Durante o verão, falam que é possível ver ursos nas margens do lago. Infelizmente não vimos nenhum urso e os guias que encontramos falaram que na época do ano em que fomos (setembro/outubro), é bem difícil conseguir avistá-los, pois eles já se alimentaram bem e estão subindo as montanhas para hibernar. Mas a gente sempre fica na esperança de encontrar um atrasadinho, né?

Banff Lake Cruise
Banff Lake Cruise
Banff Lake Cruise
Banff Lake Cruise

O passeio é lindo, lindo e é uma boa oportunidade para dar uma parada e relaxar. Em determinado momento do nosso tour, a nossa condutora e o nosso guia perguntaram se algum turista queria conduzir o barco e a Bela foi lá ser a nossa capitã. Não preciso dizer que ela amou muito, né?

Nosso guia era um francês super divertido
Nosso guia era um francês super divertido
A Bela amando ser a capitã do nosso barco
A Bela amando ser a capitã do nosso barco

Uma voltinha por Banff

Voltamos do passeio do lago com muita fome. Paramos no Tim Hortons e fizemos um lanche-janta. Eles vendem umas sopas e chilli que caíram super bem naquele horário, finzinho de tarde. Mais tarde, jantaríamos pra valer no motorhome.

Igreja super fofa no centro de Banff
Igreja super fofa no centro de Banff
Esse tal de Tim Hortons vicia
Esse tal de Tim Hortons vicia

Depois do Tim Hortons, fomos fazer um  passeio pela cidade de Banff. Paramos o motorhome em frente ao Banff Canoe Club e ficamos observando as pessoas passearem de bicicleta ao lado do Bow River. De lá, fomos procurar alguma lavanderia aberta, pois tínhamos roupa de cama e toalhas para lavar, mas infelizmente não encontramos nada aberto à noite.

Passeio por Banff no fim da tarde
Passeio por Banff no fim da tarde
Bow River
Bow River

Tempo de reprodução dos uapitis (elks)

Não conseguimos ver ursos na nossa viagem porque em setembro e outubro já se torna bem mais difícil avistá-los do que durante o verão. É possível ver, sim. Mas é beeeem difícil. A grande maioria já está subindo a montanha para hibernar. Já os uapitis (elks), vimos muitos. Principalmente no nosso camping. Quando chegávamos com o motorhome na nossa vaga, tínhamos que dirigir devagar para eles irem aos poucos abrindo espaço para podermos estacionar.

Acontece que essa espécie de mamífero de grande porte entra no cio nesta época do outono (elk rutting season). Então fica muito mais fácil de avistá-los pelos lugares. Em setembro e outubro, eles perdem mesmo a timidez e invadem os campings. Na entrada do parque de Banff, funcionários entregavam panfletos orientando como os visitantes devem agir com os elks, pois eles são animais que podem ser bem agressivos, se se sentirem ameaçados. E uma coisa bem legal é que nessa época eles aparecem em bandos e emitem um som bem característico.

Infelizmente não temos uma foto que preste desses bichos, pois nas duas noites que dormimos em Banff, voltamos tarde para o camping e já estava escuro. Também não íamos arriscar tacar uma foto com flash na cara do bicho e esperar para ver a reação dele. Então ficamos só apreciando mesmo. Além disso, na chegada ao camping, começava uma maratona para alimentar as crianças, colocar todo mundo na cama, colocar os aparelhos eletrônicos para carregar, fazer dumping, conectar o motorhome na água encanada, esse tipo de coisa. E óbvio, todo mundo exausto. Mas para quem não conhece esse animal lindo, joga elk, uapiti ou Cervus canadensis no Google Imagens e vê quanta foto linda que aparece.

Saiba mais sobre os elks no Banff National Park: https://www.pc.gc.ca/en/pn-np/ab/banff/decouvrir-discover/faune-wildlife/wapiti.

 

Nesta sexta noite, jantamos no motorhome e dormimos mais uma vez no camping Tunnel Mountain Trailer Court, na nossa vaguinha número 224.

No próximo post vou falar sobre alguns outros passeios para fazer em Banff. Será a parte 2 desse parque nacional incrível.

 

 

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Agradecemos a Pursuit (Brewster Canada) pela gentileza de nos ceder os ingressos para que pudéssemos conhecer a Banff Gondola e o Banff Lake Cruise e compartilhar a experiência com vocês aqui no blog.

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Jasper, Alberta, Canadá: Montanhas Rochosas de motorhome, com crianças (onde dormir, o que fazer, onde comer)

No quarto dia da nossa viagem, acordamos no posto de gasolina em Kamloops, tomamos café da manhã no Denny’s que fica no próprio posto, abastecemos o carro e partimos rumo a Jasper, no estado de Alberta, coração das montanhas rochosas canadenses.

Ao longo do caminho, muita coisa linda para ser vista. A cada quilômetro percorrido, a paisagem vai ficando mais deslumbrante. Vale a pena ir curtindo a o visual, sem pressa. No caminho, para quem está com um roteiro menos apertado, Clearwater, Blue River e os Parques Estaduais (que são chamados Provinciais, no Canadá) Wells Gray e Mt Robinson, ambos da British Columbia, são super bonitos. Se estiver com o tempo mais contado, como nós, faça as paradas nos locais que considerar mais irresistíveis ao longo da estrada (e são muitos) e parta para Jasper.

Paisagem linda no caminho para Jasper.
Paisagem linda no caminho para Jasper.
Uma das paradinhas no caminho até Jasper.
Uma das paradinhas no caminho até Jasper.

Jasper e Parque Nacional Jasper

O Parque Nacional Jasper (Jasper National Park) é o maior parque das montanhas rochosas canadenses e fica localizado na província de Alberta, no Canadá. Entre os seus habitantes, destacam-se ursos pardos norte americanos (Grizzly bears), alces (mooses), uapitis (elks) e caribus/renas (caribous).

Vale deixar claro que para circular dentro dos parques nacionais, é preciso ter o Discovery Pass, que é válido por um ano para os mais de 80 parques nacionais canadenses. É possível comprar um ingresso que vale só para um dia, mas se você pretende visitar os parques mais de um dia (o que é muitíssimo provável em qualquer roteiro pelas Rochosas), vale a pena comprar o passe anual. Atualmente, o valor do anual para uma família de até 7 pessoas dentro do mesmo carro é de CAD 136,40. Em 2017, quando estivemos lá, o passe era gratuito em comemoração aos 150 anos de independência do Canadá. O passe é um cartãozinho, que você deixa o tempo todo pendurado no espelho retrovisor do seu veículo.

Chegando em Alberta, uma das províncias mais belas do Canadá.
Chegando em Alberta, uma das províncias mais belas do Canadá.
Jasper National Park, Alberta, Canadá.
Jasper National Park, Alberta, Canadá.

Só para ter uma noção do quanto vale incluir Jasper no seu roteiro nas Rochosas Canadenses, veja como o guia Lonely Planet descreve Jasper em seu site: “Pegue Banff, divida pela metade o número anual de visitantes, aumente a área total em 40% e multiplique o número de ursos, uapitis, alces e renas por três. O resultado: Jasper, uma versão maior, menos tramada, mais rica em vida selvagem dos demais parques das Montanhas Rochosas”.

Dentro do Parque Nacional, a cidadezinha de Jasper, com menos de 5 mil habitantes, é o principal ponto de apoio, em termos de comércio, restaurantes e infraestrutura turística. A cidade é toda pequenininha e cheia de charme, rodeada por montanhas.

Onde ficar

Jasper tem muitas opções de hotéis, mas se você estiver viajando na alta estação, melhor fazer reserva bem antecipada, pois a cidade recebe muitos turistas no verão (de junho a agosto).

Como estávamos com motorhome, ficamos no Whistler’s Campground, camping que pertence ao serviço canadense de parques. Ficamos em uma vaga com hook-up para esgoto, água encanada e eletricidade.

A vaga para a nossa casinha, no Whistler's Campgroung, Jasper.
A vaga para a nossa casinha, no Whistler’s Campgroung, Jasper.

 

O Gustavo conectando o motorhome à rede elétrica, à água encanada e ao esgoto.
O Gustavo conectando o motorhome à rede elétrica, à água encanada e ao esgoto. Todas as vagas desse acampamento têm uma mesinha externa exclusiva, como esta que aparece à direita.

O que fazer

Não falta o que fazer em Jasper. São muitas trilhas, lagos (Patricia, Pyramid, Maligne…), as Athabasca Falls, o cânion Maligne, a observação da vida selvagem… A própria cidade de Jasper é uma graça e um importante atrativo dentro do parque. A linha de trem que passa ao lado da cidade, confere certo charme à paisagem e pode render boas fotos em diferentes pontos do parque. Tem até um trem de 6 km de extensão que usa essa linha. De acordo com as informações de um morador local, o trem só não é mais longo porque é essa a distância máxima que o rádio alcança para o maquinista do primeiro vagão se comunicar com o do último vagão.

Jasper, Alberta.
Jasper, Alberta.
Jasper, Alberta.
Jasper, Alberta.
As lojinhas vendem bastante coisa para temperaturas frias.
As lojinhas vendem bastante coisa para temperaturas frias.

Outro atrativo imperdível é a própria estrada de mais de 200 km que liga os parques nacionais de Jasper e Banff, a Icefields Parkway (Promenade des Glaciers, em francês). Essa é considerada uma das estradas mais bonitas do mundo e a verdade é que às vezes a gente precisa se beliscar para acreditar que aquilo tudo existe de verdade e não é só sonho. No próximo post vou falar um pouco mais sobre ela.

Jasper Skytram

Um passeio pago que consideramos imperdível é o Jasper SkyTram, o bonde que te leva para ver as montanhas das alturas.

Na subida, que dura cerca de sete minutos, um guia explica sobre a região, aponta os principais pontos de interesse, fala sobre o parque. Ele falou que demos muita, muita sorte, pois 4 dias atrás a região montanhosa estava toda verde, e os topos das montanhas sem nenhuma neve. Acontece que nevou bastante nos dias que antecederam nossa chegada e nós pegamos um visual perfeito. Montanhas cobertas de neve, mescladas com o verdinho das árvores, o cinza das rochosas… Um visual absolutamente incrível. O guia não parava de repetir o quanto que aquele era um “gorgeous day” para subir no tram.

Entrada da estação do Jasper SkyTram.
Entrada da estação do Jasper SkyTram.
Ingressos para a atração.
Ingressos para a atração.

E nada, nada mesmo podia ter nos preparado para o visual impactante que tivemos quando chegamos ao topo. Era muito mais do que esperávamos. A neve acrescentou muuuuito à nossa experiência. Ainda estava fresquinha, fofinha, não estava muito compacta, nem escorregadia (com exceção da parte de trilha onde todos caminhavam). Só precisávamos tomar muito cuidado com onde pisávamos, pois em alguns trechos, nossa perna afundava inteira na neve. As crianças curtiram muito, principalmente a Bela. Fizemos guerrinha de bola de neve, tiramos fotos até cansar.

Um bondinho vem chegando.
Um bondinho vem chegando.
Dentro do bonde.
Dentro do bonde.

A Bela levou uma câmera compacta nossa, antiga, e fez os próprios registros dela. Ela queria fotografar tudo para mostrar para os amigos da escola. Foi uma experiência inesquecível. Uma experiência que vale cada centavo pago no ingresso.

No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
Pezinho na Estrada, pezinhos em Alberta.
Pezinho na Estrada, pezinhos em Alberta.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.

 

No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.

Tanto na estação do térreo, como na estação que fica no topo da montanha, há uma boa infra para os visitantes. Lanchonete, café, restaurante, banheiro, lojinha de souvenires.

Mesmo que a temperatura lá embaixo esteja agradável, não deixe de levar casacos para o topo, pois a temperatura em cima é bem mais baixa e, na montanha, a virada de clima pode ser repentina.

Lojinha de souvenires no topo da montanha.
Lojinha de souvenires no topo da montanha.
O bonde.
O bonde.
Nosso motorhome parado no estacionamento enorme do Jasper SkyTram.
Nosso motorhome parado no estacionamento enorme do Jasper SkyTram.

Outros programas que não chegamos a fazer, mas que o pessoal do blog Felipe, o Pequeno Viajante fez e recomenda são o rafting pelo rio Athabasca e as piscinas de águas termais Miette Hot Springs (vejam aqui o relato deles). O primeiro não fizemos porque o Felipe ainda era muito bebê e o segundo não fizemos porque não deu tempo mesmo. Como alguns sabem (e em breve relataremos em detalhes), tivemos uma pequena emergência médica com o Felipe, que terminou deixando a nossa viagem um pouco mais lenta, o que comprometeu um pouco a programação.

Onde comer

Jasper tem uma boa quantidade e variedade de restaurantes para uma cidade tão pequenina. Só para ter uma ideia das opções, dê uma olhada na listinha do Tripadvisor: https://www.tripadvisor.ca/Restaurants-g154918-Jasper_Jasper_National_Park_Alberta.html .

Jantamos em um restaurante indiano chamado Jasper Curry Place, que serve diversos pratos indianos em um buffet. Você paga uma taxa e se serve à vontade. A comida estava deliciosa e o atendimento foi muito bom.

Double-double no Tim Hortons.
Double-double no Tim Hortons.
Tim Hortons.
Tim Hortons.
Tim Hortons.
Tim Hortons.
Tim Hortons.
Tim Hortons.

Nossas outras refeições foram no motorhome e no bom e velho Tim Hortons, o restaurante de rede que é a cara do Canadá. No café da manhã, o double-double é um dos café que já tomei na América do Norte que mais se assemelham ao café com leite brasileiro (quem conhece, sabe que o café nos Estados Unidos, por exemplo, é bem aguado). Sanduíches, wraps, donuts e até chilli integram o cardápio do restaurante. O Gustavo ficou viciado no roll de canela deles e em todo lugar que via uma Tim Hortons, já pensava em comer um. Simplesmente não tem como ir até o Canadá e não comer no Tim Hortons. É programa obrigatório.

No próximo post, pegaremos a Icefields Parkway, rumo a Banff e contaremos para vocês como é passar por uma das estradas mais lindas do mundo.

 

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Agradecemos ao Jasper SkyTram por ter gentilmente nos concedido um desconto especial nos ingressos da atração.

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Nesta viagem, nós ficamos o tempo todo conectados na internet porque usamos o chip Easysim4u, que tem internet ilimitada nos Estados Unidos, Canadá e mais de 140 outros países. O chip é enviado para a sua residência no Brasil antes da viagem e, quando você chega ao destino, basta colocar o chip no celular e começar a usar. Você já sai do aeroporto conectado e usando o Waze e a internet à vontade.

Agradecemos pela gentileza da Easysim4u, parceira da RBBV, por ter nos enviado como cortesia o chip e o plano (USA + Canadá) para que pudéssemos permanecer conectados, compartilhando todos os momentos desta roadtrip com os leitores do  nosso blog.