Califórnia / Pacific Highway (roteiro de 15 dias pela costa oeste americana – o começo de tudo)

Estávamos com dois roteiros na cabeça para as férias 2014: um envolvia alguns estados do sul dos Estados Unidos que sempre quis conhecer (Alabama, Tennessee e Georgia) e outro era o estado da Califórnia, descendo de carro pela Highway 1, também conhecida como Pacific Highway, de San Francisco a San Diego.

Meu marido, apaixonado por videogames e pelo jogo GTA (Grand Theft Auto), acabou com o nosso dilema e decidiu pela Califórnia. Explico a relação entre as duas coisas: o último jogo dessa série de games acontece em “Los Santos”, uma reprodução de Los Angeles, e ele falou que simplesmente precisava dirigir de verdade naquelas estradas e passar por aquela região. Foi a melhor decisão que podíamos ter tomado: “California, here we come!”

A Califórnia é um estado incrível, com cidades belíssimas, a Pacific Highway é uma das estradas cênicas mais bonitas do mundo. A comida, a paisagem, o estilo de vida, as praias, os píeres, os parques (tanto os temáticos como as áreas protegidas), os atrativos, as pessoas, os serviços turísticos… Tudo é sensacional. Nos apaixonamos pela Califórnia de tal forma, que queremos voltar lá o mais rápido possível. Até porque, embora tenhamos aproveitado muito a viagem, ficou um monte de coisa para vermos depois, como vocês verão ao longo dos posts dessa série. É que o estado é imenso e a quantidade de atrativos também. Conforme você vai planejando (e executando), você percebe que muita coisa vai ter que ser deixada para depois e que vai ter que priorizar os programas que julga indispensáveis. O problema é que quase tudo parece indispensável por ali. Não é exagero. Tem muito o que fazer naquele lugar.

Ah! E antes que perguntem, é um estado perfeito para viajar com crianças. Acho que quem mais aproveitou nessa aventura californiana foi a Bela, que na época estava com quase dois anos.

Qual a melhor época pra ir?

Quando pensamos na Califórnia, logo vem à mente aquele estado litorâneo, cheio de surfistas e gente bronzeada. Praia e sol combinam com calor, certo? Cuidado! Na Califórnia pode fazer muito frio também (não é à toa que as pessoas muitas vezes precisam usar roupas de borracha para entrar na água gelada do Pacífico). Em San Francisco, por exemplo, a temperatura varia ao longo do ano de algo em torno de 7oC a 23 oC  (os recordes históricos são mínima de -7oC e máxima de 43 oC!) . Fonte: http://weather.sg.msn.com/monthly_averages.aspx?&wealocations=wc%3aUSCA0987&q=San+Francisco%2c+USA&setunit=C

A paisagem e o clima no estado da Califórnia variam muito. Eles têm de deserto a montanha coberta de gelo. Algumas cidades são bem frias, outras nem tanto. Na nossa viagem, em abril, pegamos mínima de 6 oC (com muito vento, umidade e sensação térmica de temperaturas bem mais baixas) e máxima de 15 oC em San Francisco e calorão de 30 oC em San Diego (à noite baixava para 12 oC).

Dependendo das suas preferências com relação ao clima, escolha a estação que julga mais agradável. Observe a época menos chuvosa, que, pelo que vimos no link acima, é de abril a outubro. Também é bom observar os dias de fog (para o caso de San Francisco) e aproveitar os dias com clima bom para fazer os passeios ao ar livre.

Aqui você pode encontrar mais informações sobre o clima na Califórnia.

No nosso caso, escolhemos fim de março e começo de abril porque já não é mais tão frio e chove menos e principalmente por uma razão econômica: a Bela ia completar dois anos no final de abril e queríamos aproveitar a última oportunidade para viajar sem ter que comprar um assento para ela no avião.

O nosso roteiro

Foi muito difícil fechar o roteiro para essa viagem, principalmente porque não podíamos passar mais de 15 dias de férias. Optar por uma cidade significava abrir mão de tantas outras possibilidades. Um dia a mais de parque temático significava um dia a menos de praia ou de reserva natural. Como é difícil decidir! Por fim, fechamos um roteiro que achamos mais a nossa cara, com as coisas que a gente curte fazer.

A primeira coisa que decidimos foi que queríamos descer pela California 1 (também conhecida como Highway 1, Pacific Highway), no sentido San Francisco – San Diego, pois principalmente no trecho do Big Sur, queríamos ficar mais próximos do mar e do lado certo das paradas e mirantes.

Ao todo, foram 1196 milhas (quase dois mil quilômetros!), isso sem contar os deslocamentos com transporte público e bicicleta em San Francisco. Ou seja, é uma road trip mesmo!

Detalhamos abaixo os 15 dias da nossa viagem. Claro que nesse quadro não estão descritas TODAS as coisas que fizemos. Rolaram alguns outros programinhas tipo passeios de carro para ter uma noção geral das cidades, comemos em alguns outros lugares, Target, Walmart, TJMaxx, Ross, Gamestop, e todas aquelas coisas que a gente ama fazer nos Estados Unidos. Mas para ter uma ideia de como dividimos os dias, segue o roteiro (as cidades em negrito são os locais de dormida):

Domingo

 

30/03

21:00 –> Voo Guarulhos (GRU) – San Francisco (SFO) pela United Airlines, com escala em Houston (IAH)
Segunda

 

31/03

 

San Francisco

05:15 –> Chegada no Aeroporto de Houston (IAH)

 

 

07:30 –> Escala para San Francisco (SFO)Obs.: Chegar cedinho a San Francisco era o que estava planejado. O voo saiu duas horas atrasado de Guarulhos porque teve um mini incêndio na máquina de café do avião. Chegamos tarde em Houston e perdemos a conexão para San Francisco. O próximo voo era bem mais tarde. Chegamos ao hotel só depois de meio-dia, super cansados =(

 

Check-in no Hotel Fusion

 

Almoço em um restaurante indiano pertinho do hotel.

 

Aproveitar a tarde para comprar: casacos adequados para a temperatura em San Francisco (Uniqlo, perto do hotel), 3 day visitor passport (Walgreens, perto do hotel), chip americano para o celular (T-Mobile, perto do hotel), GoPro + acessórios e GPS (Best Buy, ir de ônibus)

 

Union Square, Market Street e arredores

Terça

 

01/04

San Francisco

Cable car

 

Powell Station

 

Lombard Street

 

Fisherman’s Wharf

 

Boudin Bakery (almoço)

 

Pier 39

Quarta

 

02/04

 

San Francisco

Cable car

 

Golden Gate Bridge de bike

 

Sausalito, almoço no Scoma’s

 

Ferry para San Francisco

Quinta

 

03/04

 

San Francisco

Chinatown

 

Passada por Haight-Ashbury (The Haight, o bairro hippie)

 

Golden Gate Park

Sexta

 

04/04

 

San Francisco – Monterey

Pegar o carro na locadora (Hertz pertinho do hotel)

 

Check-out no Hotel FusionMuir Woods National Monument

 

Monterey

 

Check-in no Pacific Inn Monterey

 

Passeio e jantar na Cannery Row (The Fish Hopper)

Sábado

 

05/04

 

Monterey – Carmel  – Big SurSanta Barbara

Check-out no Pacific Inn Monterey

 

Monterey Bay Aquarium

 

17 Mile Drive

 

Carmel, almoço no Nico

 

Big Sur =)

 

Santa Barbara

 

Check-in no Brisas del Mar Inn at the Beach

 

Pizza no hotel (cansados!)

Domingo

 

06/04

 

Santa Barbara (Solvang + Vale de Santa Ynez)

Solvang

 

Vale de Santa Ynez (vinícola Kalyra)

 

Passeio pela orla

 

State Street

 

Almoço na Santa Barbara Brewing Company

Segunda

 

07/04

 

Santa Barbara – Camarillo

Check-out no Brisas del Mar Inn at the Beach

 

Camarillo Premium Outlets

 

Check-in no Best Western Camarillo Inn

Terça

 

08/04

 

CamarilloSan Diego

Check-out no Best Western Camarillo Inn

 

Check-in no Holiday Inn Express San Diego South – National City

 

Almoço no Phil’s BBQ

 

La Jolla (tarde + pôr-do-dol)

 

Jantar no In-n-Out

Quarta

 

09/04

 

San Diego

San Diego Zoo

 

Balboa Park

 

Jantar no Phil’s BBQ

Quinta

 

10/04

 

San Diego – Anaheim

Check-out no Holiday Inn Express San Diego South – National City

 

Check-in no Hilton Anaheim (http://www3.hilton.com/en/hotels/california/hilton-anaheim-SNAAHHH/index.html)Disneyland

 

Jantar no Denny’s, pertinho do hotel

Sexta

 

11/04

 

Anaheim

(Los Angeles)

Café da manhã no Denny’s

 

Los Angeles e HollywoodTour por LA, Beverly Hills e mansões dos famosos

 

Almoço no Hooters, em frente ao Staples Center

 

Jogo dos LA Lakers contra os Golden State Warriors no Staples Center

Sábado

 

12/04

 

Anaheim

(Santa Monica)

Café da manhã no Denny’s

 

Disney California Adventure

 

Fim de tarde com pôr-do-sol no píer de Santa Monica

 

Jantar no píer, no The Albright

Domingo

 

13/04

 

Anaheim

(Los Angeles)

Café da manhã no Denny’s

 

Calçada da fama, Chinese Theater

 

Almoço no Hard Rock Cafe

 

Griffith Observatory, letreiro de Hollywood

 

Jogo dos Anaheim Ducks x Colorado Avalanche, no Honda Center

Segunda

 

14/04

Arrumar as malas, fazer check-out e devolver o carro até meio-dia no aeroporto de Orange County

 

14:15 –> Voo do John Wayne Airport, Santa Ana, Orange County (SNA) para Guarulhos (GRU), com escala em Houston (IAH) – chegada prevista para 9 horas da manhã do dia seguinte em Guarulhos.

 

As passagens

Compramos as passagens pela United Airlines. A escolha foi pelo melhor custo x benefício no dia da compra. A ideia era chegar por San Francisco e voltar por Los Angeles ou San Diego (e, dependendo de qual fosse a cidade, mudaríamos a ordem do roteiro). Como eu fazia a busca sempre procurando por aeroportos próximos, apareceu a opção da volta pelo aeroporto John Wayne, em Santa Ana, Orange County, pertinho do hotel onde estaríamos hospedados em Anaheim. Na ocasião, os voos saindo desse aeroporto estavam com uma promoção especial. Não pensamos duas vezes e compramos!

A Bela brincando enquanto esperávamos o voo em Houston
A Bela brincando enquanto esperávamos o voo em Houston

Os detalhes sobre o voo estão na figura abaixo.

Detalhes dos voos.
Detalhes dos voos.

Como íamos fazer compras e pegar muita estrada, escolhemos um carro grande. Sempre fizemos reserva de veículo pela agência Happy Tours USA. Por algum motivo, os preços que encontramos no site deles sempre são melhores que os que encontramos em outros sites. Sempre foi muito tranquilo e nunca tivemos problema.

O carro

Escolhemos uma Standard SUV pela Hertz, pegando o carro no nosso último dia em San Francisco (lá só usamos transporte público) em uma agência que ficava pertinho do nosso hotel e devolvendo no aeroporto de Santa Ana. O atendimento na Hertz da Ellis Street foi bem tranquilo. Demorou um pouquinho porque não avisamos que queríamos pegar o carro com tanque cheio e eles tiveram que sair para abastecer. Mas a fila para o atendimento estava pequena (duas pessoas na nossa frente) e os atendentes foram muito simpáticos e solícitos. O carro que nos deram foi um Chevrolet Tahoe, grandão, muito bem conservado, bom de dirigir e até que não é tão beberrão se considerarmos as dimensões do veículo e a quilometragem viajada.

Compramos uma cadeirinha da Maxi-Cosi no site da Albee Baby e mandamos entregar no hotel de San Francisco. Foi lá que encontramos o melhor preço para o modelo que queríamos. Com o carrinho da MacLaren foi a mesma coisa (eles tinham o melhor preço e mandaram direitinho para o nosso hotel em Nova York). Estávamos precisando mesmo de uma cadeirinha para o outro carro, então optamos por comprar uma ao invés de alugar. O GPS, nós compramos no primeiro dia em San Francisco, na Best Buy. Agora, sempre que formos aos Estados Unidos, usaremos o nosso próprio.

Bela na cadeirinha nova
Bela na cadeirinha nova

Os hotéis

Nos posts específicos sobre as cidades, falaremos um pouco sobre cada hotel. Gostamos de todos. O quarto do Fusion, de San Francisco, era um pouco apertado, mas a culpa também foi nossa, pois no Hotwire, fizemos a busca de um quarto para casal e não para um casal + um bebê. Eles não tinham berço e a Bela dormiu com a gente na cama. A localização do hotel compensava qualquer aperto no quarto.

Todos os outros tinham o quarto mais espaçoso (isso quando não era beeeem espaçoso, com duas camas king size).

Nessa viagem, como vamos descendo a costa, passando por várias cidades, obviamente o troca-troca de hotel é grande. Em Los Angeles / Anaheim, optamos por não trocar o hotel e ficar o tempo todo em Anaheim, fazendo mini-viagens a Los Angeles. Valeu a pena, pois o nosso voo saía de Orange County (região onde está situada Anaheim) e, na nossa opinião, a distância entre as duas cidades não é tão grande a ponto de compensar mais uma troca de hotéis (check-in, check-out, arruma mala, desfaz a mala, ai, ai…).

Seguro-viagem

Nunca viajamos sem contratar um serviço de seguro para a viagem. Temos o do cartão de crédito, mas nunca nos sentimos tranquilos para viajar só com ele. Sempre contratamos o recomendadíssimo na blogosfera World Nomads. Sempre fechamos o plano família categoria Explorer, pois a diferença de preço para o plano Standard é pequena e a cobertura é bem melhor. Eles sempre têm cupom de desconto. Para ver o código mais atual, consulte o RetailMeNot, sobre o qual já falamos aqui.

Píer de Santa Monica
Píer de Santa Monica

Nos próximos posts, contaremos mais sobre essa viagem incrível. No final, pretendo fazer um post índice, reunindo todos os posts sobre a Califórnia e concluindo com um mapinha dar uma noção melhor do que é esse roteiro. Está sendo uma delícia relembrar os momentos que vivemos por lá.

“We’ve been on the run, driving in the sun, looking out for number one. California here we come right back where we started from” (Phantom Planet)

 

Veja aqui os demais posts publicados sobre essa viagem:

San Francisco, CA: roteiro de 5 dias na cidade que vai muito além da Golden Gate Bridge

 

Monterey, Carmel e Big Sur: paisagens exuberantes e lugares inesquecíveis ao longo da California 1

 

Santa Barbara, CA: uma cidade que vale a parada (com bate-volta em Solvang e Santa Ynez Valley)

 

Camarillo Premium Outlets: uma parada para compras na Califórnia

 

San Diego, CA: paisagens lindas, diversão e história no extremo sul da Califórnia

 

Los Angeles, Anaheim e arredores: da capital mundial do cinema ao berço da Disney

 

21 coisas que você precisa saber antes de ir à Disneyland

 

Nova York com bebê de um ano (parte 6): onde comer, o que comer e dicas especiais sobre comidinhas para bebês nos EUA

Hoje continuaremos com as dicas sobre Nova York e o assunto é literalmente uma delícia: comida! Onde comer, o que comer e, no final do post, dicas especiais sobre comida prática e saudável para bebês e crianças nos Estados Unidos.

Estando em uma das cidades mais cosmopolitas do mundo, o que não faltam são opções de lugares para comer. Além de restaurantes tipicamente americanos, envolvendo stakehouses (churrascarias), diners e redes mundialmente famosas de fast food, há ainda muitos restaurantes de comida chinesa, vietnamita, indiana, coreana, mexicana, porto-riquenha, francesa, ucraniana, japonesa, italiana, judaica, paquistanesa, tailandesa, alemã, tcheca, húngara, brasileira, latino-americana, enfim… comida do mundo inteiro!

Pausa para papar
Pausa para papar

Entre as redes de fast food, o turista encontra facilmente McDonalds, Burger King, Subway, Taco Bell, Wendy’s, KFC, Pizza Hut, Domino’s Pizza, Starbucks, Dunkin Donuts, entre muitas outras. Todos esses restaurantes costumam ser mais baratos. E quando eu falo barato, é barato mesmo. Em vários deles, no “dollar menu”, você consegue encontrar sanduíches, entre outras opções por apenas 1 dólar. Na Pizza Hut, uma pizza grande, com dois sabores, custa US$ 7,99 ou, qualquer pizza, de qualquer sabor e qualquer tamanho, por US$ 11. Muitos desses restaurantes aceitam cupons de descontos. É claro que ninguém vai se jogar nesse mar de fastfood o tempo todo, nem ficar comendo coisas que já temos a oportunidade de comer no Brasil, mas uma vez ou outra, para dar uma cortada nos gastos ou fazer uma refeição rápida, essas opções são válidas.

Dollar Menu do McDonalds. No dia em que esse post estava feito, qualquer lanche desses podia ser adquirido por apenas 1 dólar. Fonte: Print da página www.mcdonalds.com
Dollar Menu do McDonalds. No dia em que esse post estava feito, qualquer lanche desses podia ser adquirido por apenas 1 dólar. Fonte: Print da página www.mcdonalds.com

Entre as redes de restaurantes mais arrumadinhos e com serviço na mesa, em Nova York tem Hard Rock Café, Bubba Gump, Red Lobster, Cheesecake Factory, TGI Fridays, Olive Garden, Applebee’s, Outback, entre outros. Gente, esses restaurantes são todos muito bons e são kids friendly (cadeirão, banheiros com trocador, kids menu, giz de cera, papel para colorir ou outros brinquedinhos). Amamos muito!

Podemos destacar, entre os pratos “típicos” de Nova York mais famosos, o sanduíche de pastrami, a pizza (NY style), o bagel, o hot dog (NY style, kosher, com carne de vaca), o cheesecake e o Manhattan clam showder. Em outras cidades pelos Estados Unidos e até mesmo aqui em São Paulo é possível ler nos cardápios algum desses pratos ser anunciado como “New York Style”, de tão famosas que são as versões originais nova-iorquinas.

As vitrines testadoras de NYC: torta de morango
As vitrines testadoras de NYC: torta de morango

Na Big Apple há restaurantes para todos os bolsos e gostos. Você pode escolher entre gastar uma pequena fortuna em algum restaurante sofisticado que serve aquele prato todo montadinho, bem apresentado, “enfeitado com folhinhas”, fazer uma refeição rápida com poucos dólares em algum foodtruck, aproveitar ofertas de fastfoods, entre tantas outras possibilidades. Ficar sem saber qual lugar escolher para comer é parte do charme dessa cidade.

Vamos falar agora sobre alguns lugares onde comemos e que indicamos muito.

Carmine’s (Times Square) 

No Carmine’s você vai encontrar comida italiana, com pratos muitíssimo bem servidos e preço justo. Um prato inteiro serve bem 4 a 6 pessoas. Por isso, no nosso caso, pedimos meia porção e comemos muito bem. Nossa sugestão? Vá de Meatballs (almôndegas) com espaguete. Elas são enormes e deliciosas. Você observará as mesas ao redor e verá que provavelmente essa foi a opção de muitas outras pessoas. Veja aqui o cardápio de lá com os preços atualizados.

Carmine's Times Square, um restaurante BBB
Carmine’s Times Square, um restaurante BBB

Além de tudo, o restaurante é bem agradável e o serviço é muito bom.

Tem como fazer reserva diretamente no site do restaurante: http://www.carminesnyc.com/ .

Comida indiana

Quando morei na Inglaterra, me apaixonei por comida indiana. Tipo… Amor roxo. E por onde passo nesse mundo, se sei que tem comida indiana, tenho que chegar junto para fazer uma boquinha. Por sorte, o meu marido também gosta e a Bela já está entrando na onda. Sim, a comida indiana é bem condimentada (para não falar apimentada), mas a pequena sempre encarou bem, come e ainda fala “Huuummmmmm. Delícia, mamãe”. No início cheguei a refletir se os condimentos fariam bem para ela, fiz umas pesquisas e vi muitas mães e pediatras (principalmente americanas e britânicas) falando que se comida apimentada fizesse mal, o que seria das crianças indianas, mexicanas? Elas estavam certas. A Bela sempre comeu e sempre gostou muito. Nunca passou mal por causa disso. Além do mais, nunca escolhemos os APIMENTADAÇOS (só escolhemos os apimentados) porque nem eu gosto (mas o marido AMA). Em uma escala de uma a cinco pimentinhas, costumamos ficar no de três pimentinhas.

Um dos restaurantes indianos onde comemos, bem simples, pertinho do hotel. Desse, infelizmente, não lembro o nome.
Um dos restaurantes indianos onde comemos, bem simples, pertinho do hotel. Desse, infelizmente, não lembro o nome.

Em Nova York há muitas opções de restaurantes e food trucks indianos. Há até uma área inteira, conhecida como Little India ou Curry Hill, que fica na região da Lexington Avenue, entre a East 26th e a East 31st. Ali você encontrará muitos restaurantes e lojas tipicamente indianos. Fomos ao Dhaba, indicado pelo The New York Times e adoramos. É escurinho, delicioso e, embora não tenha muita cara de restaurante para ir com crianças, os garçons foram extremamente simpáticos e receptivos e se esforçaram para dar atenção à Bela e fazer com que ela ficasse calminha (geralmente ela é tranquila, mas nessa noite ela estava super inquieta, jogando tudo o que via na frente beeeeem longe). Eles até fizeram uma espécie de chocalho grudando com fita adesiva dois copinhos descartáveis cheios de chocolate granulado. Uns amores! Mereceram uma tip bem boa e paga com grande sentimento de gratidão. A comida estava uma delícia e o preço era bom. Sugestão: Chicken Tikka Masala, o meu favorito e também favorito dos britânicos. Fizemos a reserva pelo Open Table (fica a dica desse site, onde você pode fazer reserva para vários restaurantes dos Estados Unidos).

Outro dia, almoçamos comida indiana na rua, em um food truck pertinho do ferry que faz o passeio para a Estátua da Liberdade. Barata e deliciosa. Infelizmente não lembro exatamente em que ponto ele ficava. Mas era esse caminhão das fotos abaixo. Se alguém souber o nome ou reconhecer o lugar pelas fotos, por favor, me avise. Era no Financial District.

Magnolia Bakery

Como sobremesa, não deixe de provar algum dia o cupcake da Magnolia Bakery, sobre o qual já falei nesse post.

Eataly

O Eataly é tipo um “mercadão” chique italiano em plena Manhattan. Desde que foi inaugurado, em 2010, ele virou sensação/ponto turístico disputadíssimo na cidade. Você vai encontrar coisinhas para comprar e preparar em casa (queijos, frutos do mar, vinhos, pães, massas) e restaurantes que servem a comida feita na hora. Entrando lá, você entenderá a minha dificuldade em descrever se é um conjunto de restaurantes e empórios ou um mercadão arrumado com praça da alimentação, enfim… É um lugar onde você pode viver um pouquinho da Itália.

O cheiro é uma delícia e tudo o que os olhos alcançam no meio daquela multidão de gente, abre o apetite. Desejamos muito encontrar um espacinho para sentar e comer por ali. Infelizmente não conseguimos. A fome estava grande, a Bela tem horário para papar e, para ser honesta, começamos a ficar um pouco “agoniados” no meio daquela multidão toda. Fugimos para a Union Square, onde comemos em um café.

Vale a visita ao Eataly? Muito. Principalmente se você conseguir comer lá (no geral, as pessoas falam muito bem da comida). Além disso, o Eataly fica pertinho do Flatiron Building, prédio icônico de Nova York e um dos primeiros arranha-céus da cidade.

Comida para bebês

Primeiro, vale deixar claro que em Manhattan não tem aqueles supermercados grandões que estamos acostumados a encontrar nos Estados Unidos. Mas há muitos mercados menores, farmácias e lojas onde você pode comprar comida. A rede Whole Foods Market é muito bacana e lá você encontrará opções de alimentos saudáveis para seus filhos. Muito amor por essa rede, gente <3

Pausa para mamar no Central Park
Pausa para mamar no Central Park

A Bela tinha um ano quando fomos a NYC e já comia boa parte das coisas que nós comíamos (além de mamar no peito). Então dava para sentar em algum restaurante e dividir o prato com ela ou pedir alguma coisa especial para ela no kids menu. Mas andando com criança, é sempre bom ter suquinho, iogurte, frutas, bolacha, leite, enfim… Umas coisinhas para colocar na mochila e quebrar o galho quando a fome apertar. Vou apresentar aqui algumas possibilidades de lanches bem legais para crianças.

Naked e similares

Naked é uma espécie de smoothie/suco mais grossinho feito com frutas e sem açúcar. Na parte de trás da garrafinha você pode ver todos os ingredientes que foram usados para prepará-lo. A Bela amou o Naked e sempre andávamos com pelo menos uma garrafinha e um canudo.

São vários sabores de smoothie. Vou colocar aqui, como exemplo, o Red Machine. Dentro de uma garrafinha, há 13 framboesas, 11 morangos, 3 cranberries, 1 e ½ maçã, ¼ de romã, 1/3 de laranja, ½ banana e 7 uvas vermelhas.

Como exemplo, o Naked sabor Red Machine. Fonte: print do site http://www.nakedjuice.com/our-products/juice/red-machine
Como exemplo, o Naked sabor Red Machine. Fonte: print do site http://www.nakedjuice.com/our-products/juice/red-machine

Entendo que, por ser industrializada, não deve ser tão saudável quanto um suco preparado na hora, com a própria fruta. Mas acredito que seja melhor que outros sucos industrializados que contém muito açúcar, conservante, sabores artificiais e quase nada de fruta dentro. Na minha opinião, quebra bem o galho durante uma viagem.

A marca é comprometida com a questão ambiental e tem alguns selos de sustentabilidade.

Iogurtes, queijos, papinhas e frutas – tudo orgânico

Você ficaria impressionado se visse como essa coisa de alimentos orgânicos cresceu nos Estados Unidos. Percebemos isso em Nova York, em 2013, e mais ainda na Califórnia, em 2014.

A Bela amou o Plum, um iogurte orgânico, especial para bebês, sem adição de açúcar. A embalagem é prática, BPA-free, o bebê suga o iogurte direto dela e só precisa guardar na geladeira depois de aberta. Na própria loja, ele fica nas prateleiras e não na geladeira. Tem uns sabores esquisitos de legumes, como cenoura, ervilha e batata doce, mas também tem com sabores de frutas.

Bela se deliciando com o iogurte orgânico Plum
Bela se deliciando com o iogurte orgânico Plum

Quanto às papinhas, é óbvio que, mesmo orgânicas, as industrializadas não são a opção mais saudável para os nossos filhos. Eu sei bem que uma papinha gostosa feita em casa é muito melhor. Mas em uma viagem, as industrializadas são bem práticas para uso esporádico. Você se surpreenderá com a variedade de sabores de papinhas orgânicas que existem lá. Elas podem ser encontradas em mercados, farmácias e até em lojas de artigos para bebês, como a Buy Buy Baby.

Nos mercados, pode-se encontrar uma imensa variedade de frutas, inclusive orgânicas. E gente, o que são os morangos daquele país? Enormes e deliciosos!

Ouvi falar que alguns Whole Foods oferecem fruta de graça para crianças em uma área chamada Kids Club. Verifique se o mercado que você está visitando oferece essa possibilidade.

Baby Mum-mum

Os Baby Mum-mums são biscoitinhos de arroz próprios para crianças que estão começando a ingerir alimentos sólidos. Não fazem sujeira e dissolvem fácil (conforme embalagem). Também são orgânicos, sem açúcar, sem conservadores e sem glúten.

Compramos do sabor tradicional e de banana e a Bela amou! Cada porção vem embalada separadamente, o que é muito prático. Essas bolachinhas também servem para manter o bebê “ocupado” em algumas situações. Imagine que você já deu o jantar para a sua filha e agora vai começar a comer com o seu marido. Entrega uma bolachinha de sobremesa e a criança vai ficar ocupada e entretida com a bolachinha por um tempo. Essas bolachinhas também são úteis para coçar a gengiva na fase em que os dentinhos estão nascendo.

A Bela comendo Baby Mum-mum
A Bela comendo Baby Mum-mum

Para crianças mais velhas, existe o Toddler Mum-mum, mas nunca provamos esse.

 

Esperamos que tenham gostado do nosso post sobre comida em Nova York. Agora vou indo porque esse post deu uma fome…

 

Você acompanha os outros posts sobre Nova York aqui: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4 e Parte 5.

 

 

Fim de semana no Hotel Villa Rossa, São Roque/SP

Vamos dar um tempinho nas dicas sobre Nova York para falar sobre um hotel bem bacana que fica pertinho de São Paulo, na cidade de São Roque: o Hotel Villa Rossa.

Fomos para lá nesse final de semana para comemorar o dia dos pais e nosso aniversário de três anos de casamento.

Quando eu digo pertinho, é porque fica perto mesmo, a cerca de 57 quilômetros da nossa casa, em São Paulo, o que dá mais ou menos uma hora de viagem (por causa do trânsito).

O hotel tem uma infraestrutura de lazer muito boa, distribuída em um espaço amplo e cercado por árvores. Piscinas aquecidas cobertas (uma grande, uma infantil e um ofurô), piscinas climatizadas em local aberto, espaço kids, playground coberto, salão de jogos, sala de jogos de mesa, lago com pedalinho e caiaque, tirolesa, paredão de escalada, equipe de monitoria de lazer, spa, sauna, etc.

Piscina coberta e aquecida
Pedalinho!!!
Playground coberto. A Bela brincando com a monitora e uma amiguinha
Playground coberto
Playground coberto
Bela e o papai comemorando juntos o Dia dos Pais
Lago
Lago com pedalinhos
Parede de escalada no playground coberto
Clubinho infantil
Clubinho infantil

Eles trabalham com o esquema de pensão completa e bebidas pagas à parte. Na diária estão incluídos café da manhã, almoço, chá da tarde e jantar. Para a conveniência das famílias com bebês, eles possuem cardápio de papinhas. As refeições também podem ser feitas nos restaurantes a la carte parceiros: Cascudo (www.restaurantecascudo.com.br) e Garé da Mata (www.garedamata.com.br). Para isso, basta fazer reserva com a recepção (não testamos nenhum dos dois, ficamos apenas no Villa Rossa).

Percebemos que na região próxima ao lago está havendo uma reforma/ampliação grande. Falaram que ali será uma churrascaria. Acho que vai ficar bacana.

Área em reforma

A comida do hotel é muito boa e variada. Saladas, pratos quentes, grelhados e sobremesas. Tudo muito gostoso. No chá da tarde, uma grande variedade de bolos, pãezinhos e salgados, além de sucos, chás, café, leite, achocolatado e água com essência de frutas. Tem waffle com maple syrup (ou várias outras coberturas) e omelete feito na hora no café da manhã!

Cadeirão e sopinha que a Bela ama!
Chá da tarde
Restaurante principal

As pessoas da recepção eram muito atenciosas e receptivas. Precisamos comprar remédio e eles providenciaram tudo. Ligaram para a farmácia, receberam o medicamento e colocaram as despesas na nossa conta. Tudo muito fácil e tranquilo. Eles também têm serviço de empréstimo de dvds para assistir no quarto.

O hotel é totalmente kids friendly e também adaptado para cadeirantes. Tem inúmeros cadeirões nos restaurantes e rampas e elevadores em praticamente todas as áreas comuns, então é bem tranquilo circular com carrinho de bebê.

Dá para circular de carrinho tranquilamente.

Ficamos no apartamento Luxo Superior, que é super amplo, reformado, tinha varanda com vista para o jardim. Achei a decoração bem clean e de bom gosto. Colocaram um berço para a Bela. Além da cama king (duas camas de solteiro bem largas juntas), tinha uma cama com colchão embaixo, então concluo que o quarto possa ser transformado em um quádruplo com facilidade. TV a cabo, DVD player, ar-condicionado/aquecedor digital, frigobar, secador de cabelo e itens de higiene pessoal da linha Natura Ékos e sabonete de tamanho normal da Granado. Achei bem bacana, pois não tem nada mais chato que tomar banho com aqueles sabonetes pequenininhos de hotel. Pequenos detalhes que fazem a diferença.

Nosso apartamento
Nosso apartamento
Frigobar
TV a cabo e dvd player
Varandinha do nosso apartamento

A nossa experiência no hotel foi muito boa. Quem mora em São Paulo, sabe o quanto é importante vez ou outra ter a oportunidade de dar “uma fugida” da cidade para recuperar a energia. Embora considere a diária um pouco cara (como quase tudo aqui no estado), valeu a pena por ser uma ocasião especial.

Celebrando três anos de casados
O hotel é um lugar ideal para relaxar