Transporte em São Paulo: de carro, de metrô, de ônibus, de táxi, de Uber, de bike, a pé… Como é melhor?

Vai visitar São Paulo e está em dúvida sobre qual a melhor forma de se deslocar na cidade? Como moramos em São Paulo, preparamos algumas dicas para te ajudar a tomar essa decisão.

Alugar um carro talvez NÃO seja uma boa opção e vamos apresentar alguns motivos

  • O trânsito em São Paulo às vezes pode ser um pouco caótico e estressante. Você não quer se estressar justo nas férias, quer?
Trânsito em São Paulo. Foto: Henrique Boney. Creative Commons 3.0
  • Mesmo com GPS e Waze, às vezes pode ser um pouco confuso dirigir por aqui, principalmente para quem não conhece bem a cidade. Você perde uma entradinha na Marginal e já tem que dar a volta no planeta para conseguir corrigir o seu erro e voltar à sua rota.
  • A cidade é enorme e tem algumas pegadinhas (rodízio veicular, faixas exclusivas para ônibus), com as quais muita gente não está acostumada.
  • Estacionar pela cidade é caríssimo e estacionar de graça pela rua é quase uma missão impossível, principalmente nas regiões próximas a pontos turísticos, restaurantes e áreas comerciais. Um valet em frente a algum restaurante custa (fácil) uns 20 a 25 reais. No Shopping, se você demorar um pouco mais, for a um teatro ou cinema e fizer uma refeição, o valor do estacionamento pode chegar a 20 ou 30 reais. Na Rua Vinte e Cinco de Março, em dia de sábado, os estacionamentos custam em torno de 35 reais e o trânsito é de enlouquecer. Some os valores dos estacionamentos ao valor de aluguel do carro e veja se não fica bem mais em conta andar de táxi ou Uber.
Valores do estacionamento no Shopping Pátio Higienópolis em agosto de 2017

Metrô e ônibus

Embora o metrô cubra uma área relativamente pequena da cidade, boa parte dos pontos turísticos tem estações de metrô próximas (em breve faremos um post mostrando os principais pontos turísticos próximos ao metrô). Aliás, na hora de escolher o local da hospedagem, uma boa dica é escolher algum hotel que fique perto de alguma estação.

Mapa das estações de metrô e trem de São Paulo

Daí a dica é: some os valores das entradas do metrô (ou integração ônibus + metrô/trem) e veja se compensa ou não ir de Uber/táxi. Confira aqui as tarifas do metrô. Crianças de até 6 anos e idosos com mais de 60 anos viajam de graça. Muitas vezes, quando se está com um grupo grande, o Uber fica mais em conta, além de ser mais rápido e confortável.

A Isabela toda contente porque estava “passeando” de metrô

O metrô de São Paulo é muito bom. É limpo, é eficiente e bem organizado. Quem já andou de metrô em outros países (inclusive de primeiro mundo), vai ver que o metrô de São Paulo não fica devendo em nada (a não ser pela cobertura, que podia abranger uma área bem maior da cidade).

Estação Butantã – Linha Amarela. Foto: Surian. Creative Commons 3.0
  • Se você vai optar por usar o transporte público na sua viagem, compre o Bilhete Único, que permitirá que você use o combo ônibus + metrô/trem com desconto e até 4 viagens de ônibus em um intervalo de até 3 horas pagando apenas uma tarifa. Residentes de São Paulo precisam fazer um cadastro do Bilhete Único, mas turistas não. Para turistas, há a opção de adquirir o Bilhete Único Anônimo (sem cadastro) mediante o pagamento de R$ 3,80 referente ao cartão, acrescido da recarga mínima no valor de 5 tarifas vigentes. O Bilhete Único pode ser adquirido nos Postos Autorizados.
  • Se estiver com crianças pequenas, você pode usar o carrinho de bebê. Como você vai passear muito pela cidade e também fazer longas caminhadas dentro das estações, o carrinho ajuda bastante. Procure os elevadores dentro das estações. Há vagões prioritários para gestantes, pessoas com crianças de colo, idosos e pessoas com deficiência.
  • Evite os horários de pico (comecinho de manhã e fim da tarde), quando as pessoas estarão indo e vindo do trabalho. Nesses horários, a coisa pode ficar meio caótica nas estações.
  • Dá para andar de bike e levá-la dentro do metrô, mas há restrições de horários e dias da semana. Saiba mais aqui.
  • Todas as estações possuem bilheterias. Se você não tiver Bilhete Único, pode comprar o bilhete diretamente na estação.
  • O metrô é um lugar que pode ser considerado seguro, mas um pouco de cuidado extra nunca é demais. Fique atento com os seus pertences e não largue a mão das crianças pequenas. Sempre fique atrás da linha amarela e auxilie as crianças ao entrar no trem, tomando cuidado com o vão entre o trem e a plataforma.
  • Consulte o horário de funcionamento das estações e evite surpresas, principalmente se estiver planejando pegar o metrô muito cedo ou tarde da noite.
  • Se for pegar ônibus e não souber qual, consulte o site da SPTRANS (que tem um serviço de busca de linhas por trajeto) ou o Google Maps (opção transporte público). Uma conversinha com os locais (tipo o recepcionista do hotel) para saber qual a melhor opção de ônibus/metrô também ajuda.

Uber/Táxi

O Uber funciona super bem em São Paulo. Há muitos motoristas cadastrados e muitas vantagens. Uma delas é que você não precisa andar com dinheiro. Outra é o fato de ter uma estimativa do valor da corrida, antes mesmo de chamar o motorista. E uma coisa que considero super importante para quem não conhece a cidade é a garantia de que o motorista não vai ficar “rodando” e fazendo voltas para aumentar o valor da corrida, já que você pode acompanhar pelo próprio aplicativo o caminho correto para o seu destino.

Em São Paulo, temos UberX (o que eu mais uso, com carros “normais” e não compartilhados), UberPool (com carro compartilhado com outros passageiros),  UberBlack (a modalidade mais cara de Uber, com carros de luxo) e UberSelect (uma modalidade intermediária entre o X e o Black).

Se estiver na fase de planejamento da sua viagem, você pode fazer o cálculo da estimativa dos valores dos seus deslocamentos no site da Uber: https://www.uber.com/pt-BR/cities/sao-paulo/ .

Outra opção são os táxis convencionais. São Paulo conta com uma grande disponibilidade de táxis e o serviço aqui costuma ser muito bom. Há aplicativos como o 99Táxis e o EasyTaxi.

Provavelmente o Uber ficará mais em conta que o táxi, daí cabe a você decidir qual prefere.

Para quem viaja com crianças, acho o Uber uma mão na roda. Dá para contar com um bom serviço, com conforto, conveniência, praticidade e preço acessível. Para famílias, muitas vezes compensa o Uber ao invés do próprio transporte público.

A pé / de bike

Muitos lugares da cidade serão melhor explorados e curtidos a pé ou de bicicleta. Para famílias mais chegadas atléticas (rsrsrsrs), chegadas em atividades físicas, um passeio de bicicleta pela cidade pode ser uma delícia e gerar momentos inesquecíveis.

A cidade conta com muitas ciclofaixas, ciclorrotas, ciclovias e ciclofaixas de lazer (entenda a diferença entre elas).

  • O Projeto Bike Sampa, da Prefeitura de São Paulo em parceria com o Banco Itaú, oferece bicicletas gratuitas (e aluguel) em pontos estratégicos da cidade. A bike sai de graça por um período de até 60 minutos. Você pode usar gratuitamente várias vezes ao dia, desde que haja um intervalo de pelo menos 15 minutos entre as viagens. Viagens com duração de mais de uma hora são tarifadas pelo valor de R$ 5,00 por hora.
Bicicletas do projeto Bike Sampa. Foto: Elisa Rodrigues – Secretaria de Transportes da Cidade de São Paulo

No aplicativo Bike Sampa, no site e no telefone 40036055, o usuário pode consultar as bicicletas disponíveis e as vagas para devolução.

Para usar as bikes é necessário efetuar um cadastro e o pagamento pode ser feito com o seu Bilhete Único. Saiba mais aqui: https://bikesampa.tembici.com.br/ .

Para quem está com crianças pequenas, um fator complicador pode ser o fato de as bicicletas não terem cadeirinha. Neste caso, se quiser fazer passeios de bike, pode valer a pena alugar uma.

  • Uma opção similar ao Bike Sampa é o Projeto Ciclo Sampa, parceria entre a Prefeitura e o Bradesco. Só que neste caso, só os primeiros 30 minutos são gratuitos. Saiba mais aqui: http://www.ciclosampa.com.br/index.php .
  • Nos parques Villa-Lobos e Ibirapuera é possível alugar bikes com cadeirinha para crianças.
Passeio de bike no Parque Villa-Lobos
  • Saiba mais sobre bike em São Paulo, roteiros de bike e dicas de segurança no link: http://www.cidadedesaopaulo.com/spdebike/index-desktop/ .
  • O projeto BikeTourSP oferece passeios culturais gratuitos (eles pedem a doação de 2kg de alimento não perecível) e guiados pela cidade de São Paulo. São vários passeios diferentes disponíveis na cidade e o pessoal oferece a bike, cadeirinha e capacete. É necessário fazer inscrição no site https://www.eventbrite.com.br/o/bike-tour-sp-8505300239 . A rota da Vila Madalena, que conta com muitas subidas, é feita com bikes elétricas. Nós já fizemos esse tour e curtimos muito. Nunca tínhamos pedalado uma bicicleta elétrica antes. Foi uma experiência muito gostosa. Para quem não sabe pedalar, o roteiro da Avenida Paulista conta com Triciclo Família. No passeio da Avenida Paulista também há uma bike especial adaptada para pessoas com mobilidade reduzida.
Passeio BikeTour SP – Vila Madalena – Beco do Batman
Passeio BikeTour SP – Vila Madalena

Paraty / RJ: roteiro de fim de semana com parada em São Luiz do Paraitinga / SP

Sempre sonhei em conhecer Paraty. Quando eu era criança, antes de começarem os filmes nas fitas cassete, sempre passava um trailer e, antes do trailer, uma propaganda da Pousada do Sandy, com imagens lindas de Paraty. Eu falava que sonhava em conhecer aquele lugar e ficar hospedada naquela pousada.

O tempo passou e, durante a minha adolescência, descobri o prazer de ler as aventuras do Amyr Klink. Ele sempre falava de Paraty com tanto carinho… Puts! Preciso muito conhecer esse lugar.

Quase seis anos depois de chegar a São Paulo, finalmente decidi que não podia mais adiar essa viagem. Dá pra ir de carro, a cidade está ali, ao lado de Ubatuba. Não tinha como arranjar mais desculpa. Era hora de Paraty!

Passeio de barco. Bela vista de Paraty.

Quando falei para a minha mãe que ia a Paraty, ela enlouqueceu e falou que também queria ir. Ela e meu pai vieram de João Pessoa/Paraíba, para matar a saudade e também para conhecer essa preciosidade do litoral fluminense.

Distância / como chegar

Quando for pesquisar o caminho para ir de São Paulo a Paraty, o Google Maps ou o GPS vão apontar como melhor opção de trajeto algo que inclua a estrada Cunha-Paraty, que, pelo menos por enquanto, não é uma boa opção. Essa estrada está em obras e, a não ser que você queira de aventurar em um circuito off-road bem arriscado, não pegue esse caminho. Só para ter uma ideia de como a situação da estrada é delicada, vejam este link. Alguns falam que a estrada estará pronta em 2015.  Se a sua viagem for depois disso, vale buscar saber se eles conseguiram cumprir o prazo e se a estrada já está em ordem.

Saímos de São Paulo e pegamos a Rodovia Ayrton Senna / Carvalho Pinto até Taubaté. De lá, fomos para São Luiz do Paraitinga e fizemos uma paradinha para dormir e conhecer a cidade no outro dia cedinho. Para quem não quer fazer a parada, é só continuar pela Rodovia Oswaldo Cruz até Ubatuba e, de lá, pegar para a esquerda no sentido Paraty / Rio de Janeiro.

Optamos pela parada estratégica em São Luiz do Paraitinga porque o voo dos meus pais só chegava às 20 horas em Guarulhos e, de lá do aeroporto, partiríamos direto para a estrada. Se fôssemos direto para Paraty, chegaríamos depois de meia-noite, bem cansados. Se deixássemos para pegar a estrada só no dia seguinte pela manhã, perderíamos a manhã inteira na estrada. A paradinha em São Luiz foi super bacana, pois, além de a cidade ser um charme, ficamos em uma pousada bem agradável com uma vista linda e dividimos o tempo de estrada, o que tornou o passeio bem menos cansativo para quem vai com uma criança de dois anos e um idoso no carro.

No final, nosso roteiro de fim de semana ficou assim:

  • Quinta à noite: pegamos a estrada rumo a São Luiz do Paraitinga. Dormimos lá.
  • Sexta: pela manhã, passeamos pelo Centro Histórico de São Luiz do Paraitinga e seguimos rumo a Paraty. Almoçamos no Centro Histórico de Paraty e passamos a tarde por lá. À noite, meus pais fizeram um passeio rápido a uma feirinha que estava acontecendo próxima ao Centro Histórico, por causa da Festa da Padroeira da cidade. Nós ficamos na pousada fazendo algo que não fazíamos há muito tempo: dormindo!
  • Sábado: Fizemos o passeio de barco pelas ilhas. Almoçamos na Praia Vermelha. À noite, passeamos e jantamos no Centro Histórico.
  • Domingo: Descansamos e curtimos a pousada. Almoçamos no restaurante Café do Canal (http://cafedocanal.com/portal/), que fica na esquina do hotel. Depois do almoço, pegamos a estrada de volta para São Paulo.

Pousada em São Luiz do Paraitinga + passeio pelo Centro Histórico

Eu já conhecia São Luiz do Paraitinga e tinha muita vontade de levar a minha família para conhecê-la. A cidadezinha histórica, localizada na região do Vale do Paraíba e mais conhecida pelo animadíssimo Carnaval das marchinhas, também tem um rico patrimônio arquitetônico e abriga um dos núcleos do Parque Estadual da Serra do Mar.

O núcleo Santa Virgínia possui muitas opções de trilhas, sendo que uma delas inclui uma descida de rafting pelo rio Paraibuna. Eu já fiz e recomendo demais, mas é um passeio para ser feito com crianças mais velhas. Como no meu grupo tinha uma criança de dois anos e um adulto com mobilidade reduzida, esse passeio terá que ficar para uma próxima oportunidade, daqui a alguns anos. Para quem ficou interessado em conhecer o Parque, os telefones para informação são (12) 3671-9159 / (12) 3671-9266 / (12) 3833-1230 e ele fica aberto para visitação de terça a domingo, das 8h às 17h. É recomendável entrar em contato com antecedência para agendar o passeio com monitores ambientais credenciados.

Rafting no rio Paraibuna, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Santa Virgínia (fotos de viagem que fiz anteriormente, junto com amigos)
Rafting no rio Paraibuna, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Santa Virgínia (fotos de viagem que fiz anteriormente, junto com amigos)
Rafting no rio Paraibuna, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Santa Virgínia (fotos de viagem que fiz anteriormente, junto com amigos)
Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Santa Virgínia

Para dormir, escolhemos a Pousada Araucária, que fica a 600 metros da cidade, fez um preço bom no apartamento quádruplo e tem quartos acessíveis. A pousada é um charme. Encravada no meio da mata, com uma vista deslumbrante e um espaço bem amplo e atraente para as crianças. A Bela ficou encantada com os coelhinhos e o cachorro que circulam pelo espaço. Eles têm piscina, um pequeno salão para jogos com vitrola e discos antigos e sinal de wi-fi.

Pousada Araucária
Pousada Araucária
Pousada Araucária
Pousada Araucária
Pousada Araucária

O quarto era simples, mas limpo, com uma cama de casal e duas camas de solteiro (beliche), frigobar e televisão. A Bela nunca tinha visto um beliche na vida e ficou animadíssima com a ideia de dormir no alto. Foi difícil convencê-la a descer de lá e dormir com a mamãe e o papai na cama baixa.

O café da manhã era simples, mas suficiente, com frutas, bolo, pães, queijos, sucos, café e leite. Tivemos a impressão de que éramos os únicos hóspedes, pois a pousada estava bem tranquila e era um dia de semana.

Pousada Araucária
Pousada Araucária
Pousada Araucária
Pousada Araucária
Pousada Araucária
Café da manhã na Pousada Araucária

Uma dica importante sobre a cidade: em dias de semana os restaurantes fecham cedo (antes das 22h), o que é uma pena, pois queríamos muito conhecer o restaurante Sol Nascente, com excelentes referências e indicadíssimo pelos amigos de São Paulo. É um restaurante simples, com estilo mais caseiro, mas falam que a comida é ótima, o cardápio é criativo e a proprietária é uma delícia de pessoa. Como chegaríamos à cidade só após as 22h e sairíamos no dia seguinte pela manhã, tivemos que deixar o Sol Nascente para uma próxima oportunidade. Já que não teria nada aberto em São Luiz, comemos na estrada antes de chagar lá, no Frango Assado mesmo.

Pernoitamos na pousada, tomamos café da manhã, fizemos check-out e partimos para o centro da cidade. Lá fizemos um passeio pela parte histórica, tomamos um sorvete e fizemos umas comprinhas em uma das lojinhas da praça.

São Luiz do Paraitinga
São Luiz do Paraitinga
São Luiz do Paraitinga
São Luiz do Paraitinga
São Luiz do Paraitinga

Foi muito legal a ideia de fazer essa parada no Vale do Paraíba, pois a partir dali, só mais uma horinha de estrada nos separava de Paraty. Seguimos então, rumo à Rodovia Oswaldo Cruz, com suas curvas e vista de tirar o fôlego. É preciso ter cuidado redobrado naquele trecho, pois é uma via de mão dupla, sem acostamento e com curvas beeeem fechadas.

Pousada em Paraty

Na hora de escolher o local de hospedagem em Paraty, pensei (é claro) na Pousada do Sandy, que aparecia nas fitas cassete da minha infância. Primeiro impacto: “Nossa! Como é cara! Esquece!”. Mas meu marido falou “Imagina! Você sonha com isso desde criança. Vamos ficar na pousada do Sandy, sim”. Mas quando recebemos o voucher de confirmação, uma notícia me desanimou: eles não têm mais piscina! Gente! A piscina que aparecia no trailer não existe mais. Fiquei deprimida. Enfim concordamos que a diária era realmente muito cara para uma pousada com pouca estrutura para crianças e sem piscina.

Decidi pesquisar as outras opções de hospedagem e um aspecto era bastante importante pra gente: a questão da acessibilidade. O meu pai tem mobilidade reduzida. Não pode subir grandes lances de escada, nem caminhar longas distâncias.

Nas minhas pesquisas, tive a imensa felicidade de encontrar a sugestão da Pousada Villas de Paraty no blog Viajando com Pimpolhos. Liguei para perguntar sobre a acessibilidade e a pessoa que me atendeu foi super gentil e falou que podíamos ficar tranquilos quanto a isso.

Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty

Descobri que a Associação Paulista de Medicina (APM) tem um convênio com a pousada e tivemos um desconto de 20% em cima do valor da diária. Basta dizer que o valor das duas diárias para os dois apartamentos ficou bem mais barata que uma só diária para casal na Pousada do Sandy. Perfeito! Fechamos com eles.

Eu não poderia ter ficado mais feliz com a nossa escolha. A Pousada Villas de Paraty é uma graça e é super kids friendly. Tem piscina infantil e de adultos, piscina aquecida e coberta, playground, salão de jogos, brinquedoteca, berço, copinha infantil, cadeirões… É muito bem preparada para receber os pequenos.

Berço na Pousada Villas de Paraty
Terraço privativo na Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Brinquedoteca na Pousada Villas de Paraty
Brinquedoteca na Pousada Villas de Paraty
Brinquedoteca na Pousada Villas de Paraty

Além disso, fica bem localizada. É fora do centro histórico, mas dá para chegar até lá tranquilamente caminhando (uns 10 minutos). Bem ao lado fica a Cervejaria e Chopperia Caborê, que pertence ao mesmo grupo da pousada e é uma opção boa para comer se não quiser se deslocar até o centro.

O café da manhã é farto, com diversas opções de pães, bolos, frios, frutas, sucos, café e leite.

Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Copinha na Pousada Villas de Paraty
Copinha na Pousada Villas de Paraty
Copinha na Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty

O apartamento era simples, mas confortável, com ar condicionado, televisão, cofre individual e frigobar. Ficamos no apartamento com varanda e rede. Meus pais ficaram em um apartamento igual ao nosso, bem ao lado. As varandas tinham uma porta de comunicação que transformava nossos terraços em “conjugados”. A Bela adorava circular livremente entre os dois quartos.

Centro Histórico de Paraty

Passear pelo Centro Histórico de Paraty é uma delícia (ok, as ruas com calçamento irregular são um desafio, mas vá de tênis, caminhe pelo meio da rua e aproveite!). O espaço é cheio de lojinhas, galerias de arte, restaurantes, cafés, sorveterias… Cada cantinho mais charmoso que outro. Pela manhã, restaurantes e algumas lojinhas ficam abertos. À noite, a coisa toda ganha ainda mais vida! Dá para ficar horas circulando por lá.

Centro Histórico de Paraty
Centro Histórico de Paraty
Centro Histórico de Paraty
Centro Histórico de Paraty
Centro Histórico de Paraty

Se estiver sem disposição para caminhar muito, pegue um passeio guiado de charrete e conheça os principais pontos turísticos do centro histórico. Custa em torno de 15 reais por pessoa.

Passeio de charrete no Centro Histórico de Paraty

Uma boa dica de programa com crianças é o Teatro de Bonecos do Grupo Contadores de Estórias. Infelizmente não deu tempo para irmos, mas ouvi ótimas recomendações de lá.

Se quiser uma opção de sobremesa em conta e que seja a cara da cidade, compre bolo em um dos carrinhos iluminados no centro histórico. O mais famoso é o de aipim (como é conhecida no Rio de Janeiro a mandioca / macaxeira).

Carrinho de bolos, no Centro Histórico de Paraty
Centro Histórico à noite

Passeio de barco pelas ilhas

Existem várias escunas que oferecem passeio de barco pelas ilhas, mas a nossa dica é pegar um barco só para você e sua família. Chegando ao cais, vários barcos de pescadores oferecem passeios. O legal é que você pode escolher as ilhas que deseja visitar e determinar quanto tempo deseja ficar em cada local. Chegou a um determinado ponto e não gostou? Peça para ir para outro lugar. Simples assim. Na escuna, você só poderia fazer o passeio pré-determinado no pacote. Outra vantagem de um barco exclusivo para a sua família é que quando a escuna chega às ilhas, um montão de gente desce e lota as praias, ilhas e barracas. Chegando só a sua turma, fica muito mais tranquilo e você pode pedir para ser levado para comer em algum lugar mais tranquilo, sem muita muvuca. Os barcos menores custavam R$ 150 por 6 horas. Os barcos maiores (com capacidade para algo em torno de 30 pessoas) custavam R$ 300 por 6 horas.  Como meus pais tinham algum trauma de uma viagem que fizeram comigo e com a minha irmã ainda crianças pela Bahia (o mar estava tão violento, que a escuna balançava e as ondas lavavam tudo dentro da embarcação), escolhemos o barco maior, mais estável e bem confortável. O barco tem banheiro, som ambiente, isopor com gelo (fomos orientados a comprar bebidas no cais e guardar lá), serviço de bar, snorkel, ducha de água doce, e várias áreas para deitar e sentar, com um montão de almofadas.

Barcos para alugar no cais
Passeio de barco
Passeio de barco – a Bela dormindo no colo da vovó
Barco que alugamos
Barco que alugamos

O barco passou pela Ilha Comprida, Praia Vermelha, Praia da Lula, Praia do Jurumirim (onde fica a casa do Amyr Klink), entre outras ilhotas e praias. Almoçamos no quioeque BambuBar, na Praia Vermelha. Comida simples, bem caseira. Pedimos peixe e anéis lula e estava tudo saboroso.

Praia Vermelha
Passeio de barco
Passeio de barco
Passeio de barco
Passeio de barco
Passeio de barco
Passeio de barco
Peixinhos!!!

O passeio de barco é delicioso e divertidíssimo para fazer com crianças. Ah! A água do mar é gelada, principalmente para quem está acostumado com as águas quentinhas do nordeste, mas, ainda assim, vale o mergulho refrescante. A Bela amou!

Passeio de barco
Parada para um mergulho na Praia da Lula
Passeio de barco
Passeio de barco. Bela vista de Paraty.

Onde comer em Paraty

Deixamos aqui algumas opções de restaurantes com boas indicações:

No Centro Histórico: Banana da Terra, Bartholomeu, Pippo (na Pousada do Sandy).

Na praia: Quiosque Cheiro de Camarão (mais conhecido como quiosque da Márcia, na Barra do Corumbê).

Em Paraty, mas fora do Centro Histórico: Café do Canal, Cervejaria e Choperia Caborê.

Em área verde, na Estrada Paraty-Cunha: Vila Verde.

Gabriela, drink típico de Paraty
Café do Canal

Mais algumas dicas

  • Quando a maré enche, as ruas do Centro Histórico alagam de verdade e alguns trechos ficam intransitáveis. No primeiro dia, estacionamos o nosso carro próximo ao cais e ele tomou seu primeiro banho de mar (tá certo que eram uns 10 centímetros de água do mar, mas já vale como banho, né?).
  • Centro Histórico de Paraty, maré alta

    Centro Histórico de Paraty, maré alta
  • Falam que em alta estação e época de grandes eventos como FLIP (Festa Internacional Literária de Paraty), a cidade fica insuportavelmente lotada. Evite essas épocas e aproveite mais!
  • Embora a atmosfera em Paraty seja bem praiana e tropical, à noite pode dar uma boa esfriada (às vezes até pela manhã), então também inclua roupas quentinhas na sua bagagem. Para saber como estará a temperatura no dia da sua viagem, clique aqui .
  • Com o Praiômetro do blog Viaje na Viagem, de Ricardo Freire, você pode ver qual a previsão de chuvas para a época em que pretende visitar a cidade (esse material é super útil para a tomada de decisão na fase de planejamento da viagem e reúne a média de precipitação pluviométrica, por mês, em 42 praias do Brasil e do Caribe).
  • Em Paraty existem várias cachoeiras. Infelizmente não tivemos tempo de conhecê-las, mas se tiver interesse, dê uma olhada nesse link. No blog Viajando com Pimpolhos, há dicas de como chegar a duas delas: a do Poço das Andorinhas e a do Poço do Inglês.
  • Para quem gosta de pedalar, dá para alugar uma bike e explorar o Centro Histórico e as redondezas. Para saber mais, clique aqui.

Leia mais sobre Paraty:

 

 

 

São Paulo é tudo de bom!

Hoje, gostaria de inaugurar uma área especial do blog que trará dicas sobre a cidade onde moramos há quase seis anos e que amamos há muito mais tempo que isso: São Paulo.
Ué?! Mas o blog não é sobre viagem? Se vocês moram aí, São Paulo não é viagem, é? É sim! Além de adorarmos “turistar” pela cidade, as dicas ainda podem ajudar quem pretende viajar pra cá ou mesmo quem vive aqui e quer saber novidades ou desbravar algum cantinho especial que ainda não conhecia. Então é isso: São Paulo faz parte do nosso blog, sim! =) E de uma forma muito especial.

Esperamos que gostem das dicas e que elas despertem em vocês a vontade de conhecer cada vez mais sobre essa cidade incrível, que além de tudo, é ótima para crianças!

Bela em contato com a natureza no Jardim Botânico de São Paulo

São Paulo acaba de ser eleita o destino brasileiro preferido de turistas nacionais e estrangeiros pelo Prêmio Travelers’ Choice 2014, do site TripAdvisor. Prêmio merecidíssimo, diga-se. São Paulo vai muito além da “selva de pedras e asfalto” que muitas vezes é documentada nos telejornais. Na verdade, essa visão de São Paulo sempre caótica, São Paulo só para negócios, São Paulo sempre naufragada em um mar de carros e trânsito, é uma visão preconceituosa, de quem não se permitiu uma chance de conhecer as múltiplas facetas desse destino riquíssimo nos aspectos culturais, arquitetônicos, gastronômicos, educacionais, repleto de áreas verdes e bairros arborizados, com atrativos turísticos para cidade nenhuma botar defeito. Problemas existem, como em qualquer megalópole, mas nada que não possa ser compensado pela imensidão de possibilidades que a capital paulista oferece.

Viaduto do Chá. Foto: Miguel Schincariol

A população paulista, além de ter as origens étnicas mais comuns entre os povos brasileiros, com a confluência de povos indígenas, negros africanos e colonizadores portugueses, ainda recebeu muitas influências das ondas imigratórias provenientes de diversos países. Italianos, japoneses, judeus, sírios, libaneses, bolivianos, coreanos, chineses, senegaleses, haitianos e, claro, brasileiros vindos de outras regiões, principalmente do norte e do nordeste, entre muitos outros, conferem a São Paulo uma qualidade cosmopolita e de riquíssima cultura e identidade construída pela mistura das raízes desses povos.

Museu do Ipiranga. Foto: Rubens Chiri

Nesse primeiro post sobre a cidade de São Paulo, vamos apresentar alguns números que mostram como essa cidade é impressionante!

• PIB de R$ 477 bilhões (10º maior PIB do mundo e quase 12% do PIB nacional)
• 11,8 milhões de habitantes
• 410 hotéis, com 42.000 apartamentos disponíveis e 70 hostels
• 53 shopping centers, com 12.400 lojas
• 240 mil lojas
• 59 ruas de comércio especializado em 51 segmentos
• 888 feiras livres
• 3.028 transações de cartão de crédito por minuto (aproximadamente 50 por segundo)
• 164 teatros
• 282 salas de cinema
• 39 centros culturais
• 103 parques e áreas verdes
• 125 museus
• 146 bibliotecas
• 10 estádios de futebol
• 332 centros de esporte e lazer
• 1 autódromo
• 15 mil restaurantes
• 20 mil bares
• 1.500 pizzarias, que produzem 1 milhão de pizzas por dia (são quase 700 pizzas por minuto)
• 3.200 padarias, que produzem 10,4 milhões de pãezinhos por dia (são mais de 7.200 pãezinhos por minuto)
• 34 mil táxis
• O 7º melhor restaurante do mundo
• A melhor chef mulher do mundo
• O melhor hospital da América Latina
• Única cidade brasileira no ranking das 20 melhores cidades do mundo para jovens

São Paulo é isso e muito mais! Uma metrópole superlativa. Quanto mais a gente conhece sobre São Paulo, mais a gente descobre que tem muito mais a conhecer.

Então é isso! Em breve, muitas dicas para que você possa curtir a cidade de São Paulo da melhor forma possível e junto com a sua família!

Por enquanto, veja algumas fotos do que vem por aí:

Rua 25 de Março. Foto: Miguel Schincariol
Bela e o papai curtindo as áreas verdes de São Paulo
Estádio do Morumbi. Foto: Rubens Chiri
Pizza! A melhor do mundo é a de São Paulo! Foto: Rubens Chiri
Bela se esbaldando no tanque de areia do Parque Buenos Aires
Assistindo jogo do São Paulo no Estádio Morumbi
Pastel de feira: a cara de São Paulo!
Estação Júlio Prestes. Foto: Rubens Chiri
Mamãe e Bela no Parque Buenos Aires
Corrida de São Silvestre. Foto: Rubens Chiri
Pedalando por São Paulo
Catedral da Sé. Foto: Rubens Chiri

Créditos dos números sobre São Paulo: material compilado e organizado pela SPTURIS (2014) e Observatório do Turismo, que usam como fontes Ancine, Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, Ministério da Cultura, Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação, ABRASCE, Associação Brasileira de Cartões de Crédito e Serviços, Supervisão Geral de Abastecimento / Prefeitura de São Paulo, ABRASEL, The World’s 50 Best Restaurants (Revista Britânica Restaurant), Prêmio Veuve Clicquot, TripAdvisorPortal R7.