Banff, Alberta, Canadá: Montanhas Rochosas de motorhome, com crianças – os lagos

Continuando o nosso relato sobre o Parque Nacional de Banff (a primeira parte, você vê aqui), hoje falaremos sobre os lagos que estão na região. Esse é sétimo dia do nosso roteiro pelos Estados Unidos e Canadá de motorhome.

Muita gente já aproveita a passagem pela Icefields Parkway para ir conhecendo os lagos que ficam no caminho. No nosso caso, como ficou tarde no dia que estávamos percorrendo a estrada, preferimos deixar os lagos para um outro dia, para fazermos os passeios com calma e curtirmos a paisagem ainda com o dia claro.

Os lagos que deixamos para este último dia são os que ficam dentro do Banff National Park e não ficam longe da cidadezinha de Banff. E pra falar a verdade, gente, essa estrada é tão, tão linda, que não é problema nenhum ter que percorrer trechos ou mesmo ela inteira mais de uma vez. Percorrer de norte a sul, de sul a norte, ver a paisagem a partir de uma perspectiva diferente, em um horário e com uma luz diferente… Ter que voltar um pouquinho por um caminho que foi percorrido anteriormente não é nenhuma dor de cabeça neste caso e sim, um privilégio.

Eu posso reclamar de “ter que” percorrer essa estrada mais de uma vez?
Chegando em Lake Louise

Nesse sétimo dia de viagem, acordamos no camping Tunnel Mountain Trailer Court, com aquela vista de tirar o fôlego que nós mostramos no post anterior. Tomamos café da manhã no motorhome e pegamos a estrada rumo ao norte, em direção a Lake Louise.

Café da manhã no motorhome
Um café da manhã com essa vista!

Lake Louise

Nem preciso dizer que a paisagem no caminho até lá é fenomenal. Chegando a Lake Louise, aquele lago lindo, azul, imenso, uma multidão de turistas e o hotelzão Fairmont Chateau Lake Louise, com toda a imponência dos seus 8 andares, formando praticamente uma muralha em frente ao lago.

Lake Louise

Lake Louise

Fairmont Chateau Lake Louise

O nome do lago é uma homenagem à Princesa Louise Caroline Alberta, quarta filha da Rainha Victoria. A cor incrível, às vezes bem azul, às vezes azul esverdeada, vem das partículas de rocha que são levadas ao lago pelas águas derretidas das geleiras. A cor varia dependendo do ângulo, do horário, da luz do sol, das condições climáticas e da própria câmera que é usada para fazer a foto (inclusive no inverno, a paisagem muda completamente, pois ele congela e fica branquinho 😍).

Lake Louise
Lake Louise

Ali é possível alugar uma canoa e fazer um passeio pelo lago, passear a cavalo, fazer um almoço ostentação no hotel, percorrer algumas trilhas pelo entorno do lago e, claro, contemplar a paisagem no entorno. Se a sua visita às Rochosas for no inverno, acrescente às opções de passeio todas as possibilidades de diversão em um lago congelado, como patinação e passeio de trenó e, claro, a prática de esqui nas montanhas nevadas.

Lake Louise
Lake Louise

Em Lake Louise, assim como em Jasper e Banff, também tem uma gôndola que leva os visitantes para o alto da montanha para ter uma vista panorâmica da região. Saiba mais sobre este passeio aqui: http://www.lakelouisegondola.com/ .

Lake Louise

No nosso caso, nos contentamos em visitar o lago, dar uma volta pelas margens e em frente ao hotel, sentar um pouco por ali e contemplar a natureza. Em seguida, já partimos para o nosso próximo atrativo, pois tínhamos muito lago para ver e roupas para lavar (a Isabela deixou a toalha dela cair no chão do banheiro do camping e encharcou, então aproveitamos para lavar tudo o que estava sujo em Lake Louise).

 

Entrada do vilarejo de Lake Louise

Centrinho de Lake LouiseEm Lake Louise há uma pequena vila, que serve de ponto de apoio para os visitantes da região. É bem charmosinha, mas é bem menor que Jasper e Banff. A cidade tem alguma estrutura turística. A lavanderia que usamos foi a do hotel Lake Louise Inn, que é aberta para não-hóspédes. Enquanto as roupas lavavam, almoçamos no motorhome, que ficou estacionado bem próximo ao bloco onde ficam as lavadoras. O hotel me pareceu bacana e bem localizado.

Bow Lake

De Lake Louise, partimos para o Bow Lake, lindo, azul, deslumbrante. Esse lago é de acesso bem fácil, pois é margeado pela Icefields Parkway. O lago é formado pelas águas de derretimento da geleira Bow.

Sente a vibe da Bela no Bow Lake
Sente a vibe da Bela no Bow Lake
Bow Lake

Peyto Lake

Do Bow, partimos para o Peyto Lake, que deve ser o lago mais azul que já vimos na vida. É um azul tão forte que dói nos olhos.

Peyto Lake

Deixamos aqui uma dica bacana. No Peyto Lake, há dois bolsões de estacionamento. Um deles é para carros e motorhomes no geral e, para ir dele até o mirante do lago, percorre-se uma trilha pavimentada de uns 15 minutos. O segundo estacionamento é para ônibus e carros com pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e fica bem ao lado do mirante do lago. Como estávamos com carrinho de bebê, pedimos para seguir até o estacionamento próximo ao lago e nos autorizaram, sem problemas. Paramos lá, pertinho e seguimos para curtir a paisagem do lago. Esse segundo estacionamento tem muitas vagas, então se você estiver com carrinho de bebê, talvez seja interessante fazer como fizemos.

A geleira que alimenta o Peyto Lake
Peyto Lake
Peyto Lake
Com o carrinho de bebê, a caminho do Peyto Lake

Moraine Lake

Quando tentamos ir até o lago Moraine, um funcionário do parque tinha fechado o acesso pela rodovia que leva à região, porque havia excesso de veículos no estacionamento do lago. Quem quisesse ir até ele, tinha que ir de carro até um ponto da cidade e pegar um transfer gratuito para o lago. Preferimos desencanar, sair para almoçar e lavar nossas roupas e voltar mais tarde para o lago.

Estacionamento do Lake Moraine
Chegando ao Lake Moraine
Chegando ao Lake Moraine
Lake Moraine
Lake Moraine

Quando voltamos, no fim da tarde, o acesso já estava liberado e seguimos de motorhome até o estacionamento do lago. Chegamos lá já perto do fim da tarde e o lugar é uma graça. Tinha muitos troncos atravessados no caminho do estacionamento até o lago, o que podia atrapalhar um pouco o acesso de pessoas com mobilidade reduzida.

Troncos atrapalham o acesso às margens do Lake Moraine

Hector Lake

O Hector Lake é um dos lagos que se formam ao longo do Bow River. Seu nome é uma homenagem ao escocês Sir James Hector, geólogo, naturalista e cirurgião responsável pela Expedição Palliser.

O Hector Lake, visto da estrada

Depois que visitamos os lagos, pegamos a estrada rumo ao sul, em direção ao estado de Montana, nos Estados Unidos. Nosso objetivo era dirigir até onde pudéssemos e pararmos para dormir em qualquer lugar (camping, posto de gasolina, algum cantinho especial da estrada…). Essa flexibilidade é uma das vantagens de viajar de motorhome. Eu pretendia parar para dormir ainda no Canadá. O Gustavo queria cruzar a fronteira ainda nesse dia e já passar a noite nos Estados Unidos. Decidimos ir descendo, sem compromisso e acabamos chegando em Eureka, nos Estados Unidos. A lua nascendo por trás das Montanhas Rochosas na estrada foi coisa de cinema. Inesquecível!

 

Descendo em direção aos Estados Unidos, com a lua aparecendo por trás das Rochosas

Depois conto para vocês como foi a experiência de cruzar a fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá em um motorhome, de madrugada. Altas aventuras…

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Jasper, Alberta, Canadá: Montanhas Rochosas de motorhome, com crianças (onde dormir, o que fazer, onde comer)

No quarto dia da nossa viagem, acordamos no posto de gasolina em Kamloops, tomamos café da manhã no Denny’s que fica no próprio posto, abastecemos o carro e partimos rumo a Jasper, no estado de Alberta, coração das montanhas rochosas canadenses.

Ao longo do caminho, muita coisa linda para ser vista. A cada quilômetro percorrido, a paisagem vai ficando mais deslumbrante. Vale a pena ir curtindo a o visual, sem pressa. No caminho, para quem está com um roteiro menos apertado, Clearwater, Blue River e os Parques Estaduais (que são chamados Provinciais, no Canadá) Wells Gray e Mt Robinson, ambos da British Columbia, são super bonitos. Se estiver com o tempo mais contado, como nós, faça as paradas nos locais que considerar mais irresistíveis ao longo da estrada (e são muitos) e parta para Jasper.

Paisagem linda no caminho para Jasper.
Paisagem linda no caminho para Jasper.
Uma das paradinhas no caminho até Jasper.
Uma das paradinhas no caminho até Jasper.

Jasper e Parque Nacional Jasper

O Parque Nacional Jasper (Jasper National Park) é o maior parque das montanhas rochosas canadenses e fica localizado na província de Alberta, no Canadá. Entre os seus habitantes, destacam-se ursos pardos norte americanos (Grizzly bears), alces (mooses), uapitis (elks) e caribus/renas (caribous).

Vale deixar claro que para circular dentro dos parques nacionais, é preciso ter o Discovery Pass, que é válido por um ano para os mais de 80 parques nacionais canadenses. É possível comprar um ingresso que vale só para um dia, mas se você pretende visitar os parques mais de um dia (o que é muitíssimo provável em qualquer roteiro pelas Rochosas), vale a pena comprar o passe anual. Atualmente, o valor do anual para uma família de até 7 pessoas dentro do mesmo carro é de CAD 136,40. Em 2017, quando estivemos lá, o passe era gratuito em comemoração aos 150 anos de independência do Canadá. O passe é um cartãozinho, que você deixa o tempo todo pendurado no espelho retrovisor do seu veículo.

Chegando em Alberta, uma das províncias mais belas do Canadá.
Chegando em Alberta, uma das províncias mais belas do Canadá.
Jasper National Park, Alberta, Canadá.
Jasper National Park, Alberta, Canadá.

Só para ter uma noção do quanto vale incluir Jasper no seu roteiro nas Rochosas Canadenses, veja como o guia Lonely Planet descreve Jasper em seu site: “Pegue Banff, divida pela metade o número anual de visitantes, aumente a área total em 40% e multiplique o número de ursos, uapitis, alces e renas por três. O resultado: Jasper, uma versão maior, menos tramada, mais rica em vida selvagem dos demais parques das Montanhas Rochosas”.

Dentro do Parque Nacional, a cidadezinha de Jasper, com menos de 5 mil habitantes, é o principal ponto de apoio, em termos de comércio, restaurantes e infraestrutura turística. A cidade é toda pequenininha e cheia de charme, rodeada por montanhas.

Onde ficar

Jasper tem muitas opções de hotéis, mas se você estiver viajando na alta estação, melhor fazer reserva bem antecipada, pois a cidade recebe muitos turistas no verão (de junho a agosto).

Como estávamos com motorhome, ficamos no Whistler’s Campground, camping que pertence ao serviço canadense de parques. Ficamos em uma vaga com hook-up para esgoto, água encanada e eletricidade.

A vaga para a nossa casinha, no Whistler's Campgroung, Jasper.
A vaga para a nossa casinha, no Whistler’s Campgroung, Jasper.

 

O Gustavo conectando o motorhome à rede elétrica, à água encanada e ao esgoto.
O Gustavo conectando o motorhome à rede elétrica, à água encanada e ao esgoto. Todas as vagas desse acampamento têm uma mesinha externa exclusiva, como esta que aparece à direita.

O que fazer

Não falta o que fazer em Jasper. São muitas trilhas, lagos (Patricia, Pyramid, Maligne…), as Athabasca Falls, o cânion Maligne, a observação da vida selvagem… A própria cidade de Jasper é uma graça e um importante atrativo dentro do parque. A linha de trem que passa ao lado da cidade, confere certo charme à paisagem e pode render boas fotos em diferentes pontos do parque. Tem até um trem de 6 km de extensão que usa essa linha. De acordo com as informações de um morador local, o trem só não é mais longo porque é essa a distância máxima que o rádio alcança para o maquinista do primeiro vagão se comunicar com o do último vagão.

Jasper, Alberta.
Jasper, Alberta.
Jasper, Alberta.
Jasper, Alberta.
As lojinhas vendem bastante coisa para temperaturas frias.
As lojinhas vendem bastante coisa para temperaturas frias.

Outro atrativo imperdível é a própria estrada de mais de 200 km que liga os parques nacionais de Jasper e Banff, a Icefields Parkway (Promenade des Glaciers, em francês). Essa é considerada uma das estradas mais bonitas do mundo e a verdade é que às vezes a gente precisa se beliscar para acreditar que aquilo tudo existe de verdade e não é só sonho. No próximo post vou falar um pouco mais sobre ela.

Jasper Skytram

Um passeio pago que consideramos imperdível é o Jasper SkyTram, o bonde que te leva para ver as montanhas das alturas.

Na subida, que dura cerca de sete minutos, um guia explica sobre a região, aponta os principais pontos de interesse, fala sobre o parque. Ele falou que demos muita, muita sorte, pois 4 dias atrás a região montanhosa estava toda verde, e os topos das montanhas sem nenhuma neve. Acontece que nevou bastante nos dias que antecederam nossa chegada e nós pegamos um visual perfeito. Montanhas cobertas de neve, mescladas com o verdinho das árvores, o cinza das rochosas… Um visual absolutamente incrível. O guia não parava de repetir o quanto que aquele era um “gorgeous day” para subir no tram.

Entrada da estação do Jasper SkyTram.
Entrada da estação do Jasper SkyTram.
Ingressos para a atração.
Ingressos para a atração.

E nada, nada mesmo podia ter nos preparado para o visual impactante que tivemos quando chegamos ao topo. Era muito mais do que esperávamos. A neve acrescentou muuuuito à nossa experiência. Ainda estava fresquinha, fofinha, não estava muito compacta, nem escorregadia (com exceção da parte de trilha onde todos caminhavam). Só precisávamos tomar muito cuidado com onde pisávamos, pois em alguns trechos, nossa perna afundava inteira na neve. As crianças curtiram muito, principalmente a Bela. Fizemos guerrinha de bola de neve, tiramos fotos até cansar.

Um bondinho vem chegando.
Um bondinho vem chegando.
Dentro do bonde.
Dentro do bonde.

A Bela levou uma câmera compacta nossa, antiga, e fez os próprios registros dela. Ela queria fotografar tudo para mostrar para os amigos da escola. Foi uma experiência inesquecível. Uma experiência que vale cada centavo pago no ingresso.

No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
Pezinho na Estrada, pezinhos em Alberta.
Pezinho na Estrada, pezinhos em Alberta.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.

 

No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.

Tanto na estação do térreo, como na estação que fica no topo da montanha, há uma boa infra para os visitantes. Lanchonete, café, restaurante, banheiro, lojinha de souvenires.

Mesmo que a temperatura lá embaixo esteja agradável, não deixe de levar casacos para o topo, pois a temperatura em cima é bem mais baixa e, na montanha, a virada de clima pode ser repentina.

Lojinha de souvenires no topo da montanha.
Lojinha de souvenires no topo da montanha.
O bonde.
O bonde.
Nosso motorhome parado no estacionamento enorme do Jasper SkyTram.
Nosso motorhome parado no estacionamento enorme do Jasper SkyTram.

Outros programas que não chegamos a fazer, mas que o pessoal do blog Felipe, o Pequeno Viajante fez e recomenda são o rafting pelo rio Athabasca e as piscinas de águas termais Miette Hot Springs (vejam aqui o relato deles). O primeiro não fizemos porque o Felipe ainda era muito bebê e o segundo não fizemos porque não deu tempo mesmo. Como alguns sabem (e em breve relataremos em detalhes), tivemos uma pequena emergência médica com o Felipe, que terminou deixando a nossa viagem um pouco mais lenta, o que comprometeu um pouco a programação.

Onde comer

Jasper tem uma boa quantidade e variedade de restaurantes para uma cidade tão pequenina. Só para ter uma ideia das opções, dê uma olhada na listinha do Tripadvisor: https://www.tripadvisor.ca/Restaurants-g154918-Jasper_Jasper_National_Park_Alberta.html .

Jantamos em um restaurante indiano chamado Jasper Curry Place, que serve diversos pratos indianos em um buffet. Você paga uma taxa e se serve à vontade. A comida estava deliciosa e o atendimento foi muito bom.

Double-double no Tim Hortons.
Double-double no Tim Hortons.
Tim Hortons.
Tim Hortons.
Tim Hortons.
Tim Hortons.
Tim Hortons.
Tim Hortons.

Nossas outras refeições foram no motorhome e no bom e velho Tim Hortons, o restaurante de rede que é a cara do Canadá. No café da manhã, o double-double é um dos café que já tomei na América do Norte que mais se assemelham ao café com leite brasileiro (quem conhece, sabe que o café nos Estados Unidos, por exemplo, é bem aguado). Sanduíches, wraps, donuts e até chilli integram o cardápio do restaurante. O Gustavo ficou viciado no roll de canela deles e em todo lugar que via uma Tim Hortons, já pensava em comer um. Simplesmente não tem como ir até o Canadá e não comer no Tim Hortons. É programa obrigatório.

No próximo post, pegaremos a Icefields Parkway, rumo a Banff e contaremos para vocês como é passar por uma das estradas mais lindas do mundo.

 

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Agradecemos ao Jasper SkyTram por ter gentilmente nos concedido um desconto especial nos ingressos da atração.

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Pegando o motorhome em Vancouver e iniciando a rota rumo às montanhas rochosas canadenses (de Vancouver a Kamloops)

Para quem está acompanhando o roteiro completo da nossa viagem pelo Canadá e Estados Unidos de motorhome, esse post é referente ao terceiro dia de viagem. Neste dia, nós acordamos em Vancouver, no Century Plaza Hotel & Spa. Tomamos café da manhã na Breka Bakery, na Davie Street, pertinho do hotel. [Falei sobre o hotel e o café no post anterior.] Em seguida, levamos o Felipe ao pronto-socorro do hospital que ficava ao lado do nosso hotel (mas esse assunto merece um post à parte). De lá, seguimos para o hotel, fizemos check-out e partimos para Delta, uma cidade que fica na região metropolitana de Vancouver, para buscar o nosso motorhome na Cruise Canada.

Só para dar uma noção da distância, a Cruise Canada fica a mais ou menos 30 km do hotel onde estávamos, em Downtown Vancouver.

Quando chegamos à Cruise Canada, descobrimos que precisávamos ter agendado horário para fazer a retirada do motorhome. Mas o dia estava tranquilo lá e eles nos atenderam mesmo sem agendamento e quase de imediato. O atendimento lá foi frio, mas eficiente.

Cruise Canada
Fomos buscar o motorhome com a nossa mini-van alugada

Preenchemos a papelada, recebemos diversas orientações, assistimos a um vídeo que explica como funciona tudo dentro do motorhome (vídeo disponível em inglês, holandês, alemão, francês, espanhol e dinamarquês) e fomos, enfim, levados ao nosso veículo. Inclusive, quem quiser assistir ao vídeo antes no Youtube, pode assistir em casa e lá, na hora, “economizar tempo” e falar que já viu o vídeo. Nós já tínhamos assistido em casa, mas preferimos ver lá na salinha deles mais uma vez para relembrar como as coisas funcionam.

Gustavo vendo o filme da Cruise Canada

No motorhome, um funcionário fez um “tour”, explicou como tudo funciona, tirou nossas dúvidas e enfim recebemos a chave do que seria nosso carro e casa pelos próximos dias.

É bom sempre dar uma conferida em tudo no veículo antes de sair. Quando estávamos colocando as crianças nas cadeirinhas, por exemplo, fomos desmontar a mesa para o bebê conforto do Felipe encaixar no sofá e a peça metálica que segura a perna da mesa estava enferrujada. Quando puxamos a mesa para cima, veio um pedaço da peça na nossa mão. Por sorte, ainda estávamos dentro da Cruise Canada e eles fizeram rapidinho o reparo, trocando a peça enferrujada por uma novinha.

Uma coisa que descobrimos lá e que achamos super bacana sobre esse mundo dos alugueis de motorhome foi o esquema de doações de coisas que sobram da viagem. Basicamente, as pessoas que estão devolvendo o motorhome na agência costumam deixar tudo o que sobrou da viagem (detergente, papel higiênico, água, sabão em pó, comida…) para as pessoas que estão iniciando uma nova viagem. Conhecemos um casal de holandeses ali que nos presenteou com uma bacia enorme cheia de coisas e uns 15 rolos de papel higiênico em um pacotão fechado (eles calcularam muito errado a quantidade de papel higiênico que iam precisar hahahahahah). Ganhamos sal, pimenta, café, sabão líquido para roupas, detergente, um montão de coisas… Isso já ajudou a economizar bastante na nossa primeira compra lá.

E os demais viajantes, conforme vão chegando, vão deixando suas doações lá em um cantinho e quem tiver interesse, é só pegar e levar. Nós mesmos, quando voltamos da nossa viagem, deixamos um bastante de coisa de doação.

Pipo no bebê conforto
Bela no assento de elevação

Quando recebemos o motorhome, passamos toda a bagagem que estava no nosso carro alugado para o motorhome e fomos juntos, um veículo seguindo o outro até o aeroporto de Vancouver para devolver o nosso carro alugado (Sim! Estávamos com um carro alugado. Saiba mais sobre isso no post anterior).

Chegando ao aeroporto, eu fiquei no motorhome com as crianças, esperando em um posto de gasolina que fica próximo ao “Car Rental Return” do aeroporto, enquanto o Gustavo foi até a Avis para devolver o carro. Ele fez a devolução e voltou andando da Avis até o posto para encontrar conosco e seguirmos viagem. Foi tudo super tranquilo e esse “processo” não demorou mais do que 20 minutos. Para quem tem interesse em fazer um esquema semelhante, o posto onde ficamos aguardando fica neste endereço: 5111 Grant McConachie Way, Richmond, BC V7B 0A4.

De lá, fomos direto para o Walmart, para fazer umas comprinhas e abastecer a geladeira e a despensa do motorhome. O supermercado que fomos fica na 3585 Grandview Hwy, Vancouver, BC V5M 2G7. Dali, pegamos a estrada rumo a Kamloops, cidade onde pretendíamos fazer o primeiro pernoite.

Walmart em Vancouver.
Walmart em Vancouver. Quanta coisa de hockey!
Walmart em Vancouver. Quanta coisa de hockey!

No caminho, nós paramos na cidade de Hope para jantar. O lugar é uma graça, em meio às montanhas. Comemos no Olympic Flame, um restaurante grego bem gostoso. A comida estava saborosa e o atendimento foi muito caloroso e simpático com as crianças, que ganharam material para colorir e giz de cera.

Restaurante grego, em Hope
Restaurante grego, em Hope

Depois, pegamos a estrada até Kamloops, ponto que escolhemos para “quebrar” o longo percurso de Vancouver até Jasper, nas montanhas rochosas canadenses. Em Kamloops, dormimos em um ponto de descanso para caminhões e motorhomes, chamado Flying-J. Lá é tipo um posto de gasolina, com um restaurante Denny’s e um espaço de estacionamento bem grandão, pertinho da rodovia. Fizemos free-camping no estacionamento e foi tranquilíssimo. Só não foi mais tranquilo porque vez ou outra, durante a madrugada, passava um trem pelas proximidades que fazia uma barulheira e o motorhome vibrava. Parecia um terremoto. Rsrsrsrsrs. Fora isso, nos sentimos seguros e a localização, ao lado de um Denny’s e de uma loja de conveniência, foi bem prática. Vários outros motorhomes também faziam pernoite ali, ao nosso lado. O endereço desse posto é 175 Kokanee Way, Kamloops, BC.

Posto onde pernoitamos, em Kamloops
Posto onde pernoitamos, em Kamloops
Posto onde pernoitamos, em Kamloops
A bela dormindo no motorhome
Posto onde pernoitamos, em Kamloops. Nosso motorhome é o primeiro da direita.

No dia seguinte, acordamos, tomamos café da manhã no Denny’s do próprio posto e pegamos estrada rumo a Jasper.

Posto onde pernoitamos, em Kamloops
Café da manhã no Denny’s
Café da manhã no Denny’s
Café da manhã no Denny’s

Assim foi a nossa primeira noite dormida em um motorhome. Em breve, farei um post só para falar sobre o motorhome em si. O aluguel, os valores, o funcionamento da coisa toda…

Abastecendo o motorhome para pegar a estrada

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