Rio de Janeiro: roteiro de 4 dias na capital fluminense

Não tem como não ser clichê quando se fala do Rio de Janeiro. Sim! Ele continua lindo… A cidade é mesmo maravilhosa. Se não for a cidade mais bonita do mundo, deve estar entre as 10 mais, sem dúvida alguma. É difícil fazer foto feia no Rio. Nem precisa escolher muito o ângulo, basta clicar que sai coisa boa.

Nossa viagem ao Rio foi motivada inicialmente por um congresso. Todos os anos  acompanhamos o meu marido na viagem do congresso brasileiro da área dele e virou tradição familiar meus pais irem encontrar com a gente na cidade onde o evento está acontecendo. Assim, enquanto o marido vai ao congresso, eu e a Bela temos companhia para passear, além de ser uma oportunidade de matar a saudade sem ter que ser em São Paulo ou João Pessoa. Já fomos a Brasília, Salvador, Curitiba e, esse ano, foi a vez do Rio. Infelizmente meu pai teve um problema de saúde e não pôde ir dessa vez. Então fomos eu, meu marido, a Bela (2 anos e meio) e a minha mãe. Eu já conhecia o Rio. Fui quando tinha 16 anos. Para os outros três, foi a primeira vez na cidade.

Aeroportos

O Rio de Janeiro tem dois aeroportos: o Santos Dummont e o Galeão. O Santos Dummont fica mais próximo da parte turística da cidade, pertinho do centro, rodeado pelo mar. De um lado do aeroporto está a Ponte Rio-Niterói, do outro, o Pão de Açúcar. Já o Galeão é bem maior e fica um pouco mais afastado.

Pista do Aeroporto Santos Dummont. Créditos: Mario Roberto Duran Ortiz. http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

Quanto à escolha sobre qual aeroporto é melhor, na prática, não vejo muita diferença. Eu escolheria sempre o que estivesse com oferta de passagens mais baratas. Mas… Aquela pista do Santos Dummont é um pouco mais charmosa e emocionante. Isso é!

Nós tivemos a oportunidade de conhecer os dois. Chegamos pelo Santos Dummont e voltamos pelo Galeão.

Chegando ao Aeroporto Santos Dummont, havia duas opções de táxi: o pré-pago (que ficava mais caro, mas não tinha fila) e o que rodava com o taxímetro ligado (ficaria mais barato, mas a fila estava imensa). Pegamos o do pré-pago e, confesso que não lembro o valor, mas ficou em torno de 50 a 60 reais a corrida até Copacabana.

Hospedagem

O congresso aconteceu em um feriadão de novembro, o que significa que a cidade estava lotada. Tentamos reservar o hotel usando diárias do clube Bancorbrás, pois meus pais tinham algumas diárias sobrando. Não rolou. Todos os hotéis estavam lotados. Decidimos então fazer a nossa estreia no mundo dos apartamentos alugados: usamos o Airbnb pela primeira vez!

Alugamos um apartamento que ficava a poucas quadras da praia de Copacabana, pertinho da estação de metrô Cardeal Arcoverde e do Copacabana Palace. Padaria, farmácia, mercadinho, restaurantes… Tinha de tudo por perto.

O apartamento tinha um quarto com cama de casal, uma sala com uma cama extra e uma  cama auxiliar que ficava guardadinha embaixo dessa segunda cama. Televisão, ar-condicionado no quarto e na sala/cozinha, cozinha americana completa, banheiro. Tudo limpinho e organizado. O proprietário do apartamento foi super atencioso e a comunicação com ele foi sempre rápida e eficiente. Tivemos total flexibilidade de horário de check-in e check-out (entramos bem mais cedo e saímos mais tarde que os horários usuais em hotéis).

A foto ficou escura porque a cortina estava fechada, mas o apartamento é bem iluminado.

Gostamos muito da experiência de ficar em apartamento e com certeza vamos continuar usuários assíduos do Airbnb.

Caso vá fazer a sua primeira reserva do Airbnb, disponibilizamos um código que dá desconto de algo em torno de R$ 67. O código é amoura17 ou, se preferir, pode usar esse link quando for fazer a sua primeira reserva: https://www.airbnb.com.br/c/amoura17?s=3&i=1 .

Primeiro dia

Depois de chegar ao aeroporto Santos Dummont, de manhã bem cedinho, fomos ao apartamento deixar as bagagens. O porteiro do prédio já estava avisado da nossa chegada e tínhamos um código para abrir a porta do apartamento (o proprietário enviou para o meu e-mail na noite anterior). Tudo super tecnológico e seguro.

Deixamos a bagagem, vestimos nosso look de praia e pegamos um táxi até Ipanema. Fomos para o Posto 8, local onde fica um espaço chamado de Ipabebê (em frente à Rua Joaquim Nabuco e ao Hotel Fasano). Já tinha ouvido falar bastante sobre esse espaço e estava bem curiosa para conhecer e saber como funciona.

O Ipabebê é uma área especialmente criada para crianças de até 5 anos. É uma área cercada, na areia da praia, com escorregador, castelinho, casinha e outros brinquedinhos típicos de playground. O espaço foi instalado por um grupo de pais que se conheceram por acaso ali pelo Arpoador. Eles se uniram, criaram uma associação sem fins lucrativos e através de doações e contribuições mensais voluntárias dos associados montaram um espaço para lazer e integração das crianças.

Ipabebê
Estacionamento de carrinhos no Ipabebê

O espaço é público, o que significa que pode ser usado por qualquer criança com menos de 5 anos. As regras para uso do espaço estão abaixo:

Não sei se é por causa do Ipabebê, mas esse pedacinho da praia de Ipanema / Arpoador é bem família. Bem em frente ao Ipabebê fica um super estacionamento de carrinhos de bebê. Várias famílias na praia, crianças com baldinho e brinquedinhos de areia… Achei o espaço uma delícia e a paisagem é linda! O único ponto não tão legal dali é o fato de o mar não ser calminho. Como em quase todas as praias do Rio de Janeiro, as ondas são fortes, então, para quem está com crianças bem pequenas, o banho de mar é mais complicado. Ah! A água é gelaaaada!!! Para quem vai do nordeste, a temperatura da água assusta um pouco, mas para o pessoal do sul e sudeste, que já está acostumado com banho de mar frio, não é nenhuma novidade. Confesso que é até gostoso para refrescar no calorzão que faz por lá. A Bela adora entrar no mar, seja ele gelado ou quentinho, então ela aproveitou bastante ficar na beirinha do mar de Ipanema. Ela estava radiante de felicidade. Já fazia um bom tempo que não íamos à praia, então ela curtiu bastante junto com a mamãe e a vovó.

A minha Garota de Ipanema
Biscoito Globo, mamãe!

Nesse trecho da praia, nós encontramos cadeiras de praia para alugar e guarda-sol (um par de cadeiras + um guarda-sol por R$ 15). O pessoal que alugava as cadeiras também vendia refrigerantes, água e cerveja. Ambulantes circulavam vendendo os tradicionalíssimos biscoitos Globo, pastéis, picolés e outros comes e bebes.

Depois de curtirmos bastante na praia, decidimos juntar as tralhas todas (bolsas, toalhas, brinquedos de praia, carrinho de bebê), tomamos uma chuveirada de águia doce ali ao lado do Ipabebê e fomos caminhando até a pedra do Arpoador, que divide as praias de Ipanema e Copacabana. Como o sol estava muito forte (TORRANDO), não tivemos disposição para subir na pedra, então voltamos para a avenida principal para pegar um táxi até o Forte de Copacabana (dá para ir andando até lá, mas o calor estava insuportável, então decidimos pegar um táxi).

Sombrinha boa!
Praia de Ipanema
Praia de Ipanema

Foi nesse momento que descobrimos que boa parte dos taxistas no Rio de Janeiro decide quando aceitar ou não uma corrida, dependendo do lugar para onde você vai e da sua cara. Descobrimos inclusive que eles não gostam de levar quem vem da praia, por medo de molhar os bancos ou encher o carro de areia. Tentamos parar uns 10 táxis e todos nos ignoraram solenemente. Até que finalmente um parou e perguntou “Vocês não estão molhados não, né?” e nos levou até o forte. Ele mesmo tratou de nos explicar que é difícil conseguir alguém que pare para a galera que vem da praia.

A entrada no Forte de Copacabana custa R$ 6 (estudantes e maiores de 60 anos pagam meia-entrada). É um passeio que vale a pena. A vista que se tem da cidade é linda. Dá para ver toda a praia de Copacabana. Lá dentro fica o Museu Histórico do Exército, que é bem interessante e uma filial da tradicional Confeitaria Colombo, o Café do Forte, onde decidimos almoçar.

No Forte, apreciando a vista da praia de Copacabana
Forte de Copacabana
Forte de Copacabana

A fila de espera na Confeitaria Colombo era grande, mas o esquema era bem organizado. Você deixa o seu nome na fila e passa o número do celular. Quando sua mesa estiver pronta, eles mandam uma mensagem para o seu celular. Isso dá alguma liberdade para explorar o museu e os demais espaços do forte enquanto sua vez de ser atendido não chega.

Galera do SUP em Copacabana
Copacabana vista do Forte
Apreciando a vista do Forte de Copacabana

No cardápio da Confeitaria, pratos típicos de café da manhã e chá da tarde, salgados, bolos e pratos leves para refeições como almoço e jantar (alguns tipos de massa, omelete, saladas, sanduíches).

Confeitaria Colombo do Forte de Copacabana
Confeitaria Colombo do Forte de Copacabana
Confeitaria Colombo do Forte de Copacabana

Saímos do Forte bem cansadas, querendo banho e siesta, então fomos encontrar o papai, que já estava voltando do Congresso, no apartamento.

À noite, fomos dar uma volta pela praia, pertinho do apartamento, naquela região do Copacabana Palace. Jantamos no Maxim’s. Pedimos paella e estava saborosa. O cardápio deles é bem variado. Frutos do mar, carnes, massas, saladas, feijoada… Voltamos caminhando. Na volta para o apartamento, compramos milho cozido em um carrinho que ficava na frente do Bob’s da Rua Barata Ribeiro, pois a Bela não comeu muito bem e se a fome batesse mais tarde, o milho era uma boa, já que ela curte muito. Também compramos umas coisinhas de café da manhã e água no mercadinho que fica ali perto.

Segundo dia

Como nesse dia o meu marido decidiu que não iria ao Congresso e sairia para passear com a gente, decidi que esse seria o dia de fazer o filé mignon do Rio (o oba-oba, o must see). Decidi colocar em um mesmo dia o Corcovado e o Pão de Açúcar. Fiquei super na dúvida se valeria a pena fazer os dois passeios no mesmo dia, se daria tempo… Enfim, decidi que sim e, sim, valeu a pena!

Compramos os ingressos para as duas atrações antecipadamente pela internet: http://www.ingressocomdesconto.com.br/corcovado/ e http://www.guicheweb.com.br/bondinho/ . E se tem uma dica que eu acho que vale a pena seguir é: compre os ingressos pela internet! As filas nos atrativos são imensas, então evite ter que entrar em mais uma.

Compramos ingressos para o trem das 11 horas no Corcovado. Assim, precisaríamos estar lá às 10:30. Quanto mais cedo for o passeio (pela manhã), melhor, pois a temperatura lá em cima estará mais amena. Compramos às 11, porque era o horário que ainda estava disponível, mas se tivesse ainda mais cedo, teria comprado.

Fomos até o Corcovado de táxi. Chegando lá, trocamos os vouchers da internet por ingressos e nos informamos sobre o horário e ponto de saída do trem. Como ainda faltava muito tempo para o nosso embarque, fomos para uma pracinha que fica ao lado da Estação Cosme Velho. Lá tinha um playground onde a Bela ficou brincando até o horário de irmos para o portão de embarque.

A subida até o Corcovado de trem é uma delícia. O trem passa pelo meio da floresta, que faz parte do Parque Nacional da Tijuca. Há muitas jaqueiras pelo caminho. O trajeto dura cerca de 20 minutos, com algumas paradas pelo caminho (só é para descer na última!). Em uma parada, vendedores entraram no trem para vender água mineral. Em outra, entrou um grupo de samba, que subiu até a próxima parada, animando os turistas. Antes de descerem, eles passaram o chapéu para as pessoas deixarem gorjetas.

Família Pezinho na Estrada no Rio de Janeiro!
Cristo Redentor
A turistada no alto do Corcovado
Escadas rolantes para ajudar na subida e descida – Cristo Redentor

Chegando à parada final, descemos todos do trem. E continuamos a jornada até o Cristo Redentor pelas escadas. Haja degraus! Vale destacar que há elevadores, mas a fila para eles estava grande, então optamos por subir a pé mesmo. Estávamos com carrinho de bebê, daqueles que fecham como guarda-chuva. Nessa hora, fechamos o carrinho e o papai subiu com ele. A Bela subiu todas as escadas andando no chão, sozinha! Uma mocinha crescida, companheirinha de aventuras!

Chegando ao topo, é o momento de admirar a paisagem, fazer muitas fotos e agradecer a Deus pela maravilhosa oportunidade de estar ali, vivendo aquele momento inesquecível.

Na volta para o trem, uma longa fila nos aguardava, boa parte dela debaixo do sol. Vale a dica de nunca esquecer de passar protetor solar no Rio de Janeiro (mesmo nos dias sem praia) e de sempre andar com algumas garrafinhas de água mineral. O calor é quase insuportável.

Embora a fila parecesse bem longa, ela andou rápido. Pegamos o segundo trem que passou.

Tínhamos boas indicações para almoçar no Maya Café, ali mesmo, pertinho da estação Cosme Velho, no bairro das Laranjeiras. Não fomos, mas as indicações no TripAdvisor são boas: http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g303506-d2512884-Reviews-Maya_Cafe-Rio_de_Janeiro_State_of_Rio_de_Janeiro.html . Então fica a dica para quem quiser fazer uma boquinha por perto.

Decidimos pegar o táxi até o Botafogo Praia Shopping, que fica bem no meio do caminho entre o Corcovado e o Pão-de-Açúcar. A praça da alimentação desse shopping fica no último andar e alguns restaurantes ficam na área externa, com uma linda vista para Botafogo. Até pensamos em comer em algum desses restaurantes, mas o calor era tão grande, que a praça da alimentação, com ar-condicionado, pareceu mais paradisíaca, então ficamos lá mesmo e comemos no Viena.

Ainda lá, compramos roupa com proteção UV para a Bela, em um quiosque da Litoraneus, que não tem loja em São Paulo. Fica a dica para quem precisa comprar esse tipo de roupa.

Pegamos um táxi em frente ao shopping e seguimos para pegar o bondinho para o Pão de Açúcar. Lá, embora as filas sejam imensas, é tudo muito bem organizado. Fomos encaminhados diretamente para a fila preferencial, por estarmos com carrinho e criança de colo. No guichê, trocamos o voucher da internet por ingressos e continuamos em direção ao bondinho. As filas são sempre grandes, mas elas fluem rápido.

O passeio é dividido em dois trechos. O primeiro, sobe do “térreo”, na Praia Vermelha, ao Morro da Urca. No Morro da Urca você encontrará uma boa infraestrutura para receber visitantes. Restaurante, lanchonete, lojinhas, toaletes com trocador, etc. De lá, siga pela via verde até o ponto de partida do segundo bondinho, que leva do Morro da Urca ao Pão de Açúcar. A via verde é um caminho sombreado por imensas árvores, dentre as quais, muitas jaqueiras, onde, com sorte, você verá macaquinhos e saguis. É bem mais fresquinho andar por ali que debaixo do sol.

Morro da Urca. A Bela dormindo na sombra.
Via Verde, no Morro da Urca. Caminho sombreado que leva até o bondinho do Pão de Açúcar.
Bondinho

Tanto no Pão de Açúcar como no Morro da Urca, você terá vistas incríveis de 360 graus da cidade. Tudo é lindo. O Rio de Janeiro é mesmo uma cidade abençoada nos aspectos naturais, geológicos, paisagísticos… Certifique-se de que todas as câmeras e baterias estão carregadas e com bastante memória livre, pois tanto o passeio do Corcovado, como o do Bondinho, rendem inúmeras fotos fantásticas.

Vista do alto do Pão de Açúcar
Bondinho

O carrinho foi super útil nesse passeio! A Bela esteve acordada no Corcovado, mas dormiu no táxi do shopping ao Bondinho e continuou dormindo durante todo o passeio ao Pão de Açúcar. O que seria de nossos braços, nossas colunas e nossa liberdade de movimento de tivéssemos que carregar no colo uma criança de 14 kg durante todos os trajetos (e filas!)? Por isso, mesmo se seu filho for um pouco mais velho, não hesite! Leve o carrinho. Mesmo que ele não goste de ficar nele, o carrinho serve para acomodar mochilas, bolsas, equipamentos de fotografia, sacolas, água. E quando a criança dormir, direto para o carrinho!

Dormindo no bondinho. Eternamente grata a quem inventou o carrinho de bebê.
Dormindo no Pão-de-Açúcar

Saindo do Bondinho, fomos direto para o apartamento. Estávamos bem cansados, então tomamos banho e compramos pizza na Domino’s que ficava na esquina do nosso apê e comemos em casa mesmo. A noite foi para descansar e recuperar as energias para o dia seguinte.

Terceiro dia

Para o terceiro dia, tínhamos planejado tomar café da manhã no Parque Lage, mas acordamos um pouco mais tarde que o esperado, então comemos no apartamento mesmo. Saindo de lá, fomos de táxi até o Parque Lage.

Palacete do Parque Lage
Famílias fazendo piquenique no Parque Lage
Aquário do Parque Lage
Uma das entradas/saídas no aquário do Parque Lage
Playground no Parque Lage

O parque é uma coisa linda de se ver. Aos pés do Corcovado, a vista para o Cristo, olhando de dentro do Palacete da Escola de Artes Visuais, é fantástica. O palácio é belíssimo. Lá dentro, muita gente se espremia para tomar o famoso café da manhã. Muita gente com criança, muitos carrinhos de bebê. No passeio pelo parque, muita área verde, famílias fazendo piquenique, playgrounds e um aquário bem diferente, que parecia escondido em uma gruta. Uma delícia de passeio. Se estiver com tempo livre, dá para passar o dia inteiro lá. A entrada é gratuita.

Parque Lage
Palacete da Escola de Artes Visuais, no Parque Lage
Vista maravilhosa do Palacete no Parque Lage. Ao fundo, o Corcovado e o Cristo Redentor.
Café da manhã no Parque Lage

De lá, pegamos um táxi para seguir até o Jardim Botânico. Se preferir ir de ônibus, o Jardim fica a apenas alguns pontos do Parque Lage.

O ingresso do Jardim Botânico custa R$ 7 (entrada grátis para crianças de até 7 anos e adultos com mais de 60 anos residentes no Brasil ou outros países do Mercosul) e o pagamento só pode ser feito em dinheiro. Assim que entramos, a Bela estava com um saquinho de pipocas que compramos em frente ao Parque Lage na mão. O segurança chegou junto e alertou que por ali há muitos macacos prego e que eles podem ficar agressivos quando veem alguém com comida. Para não tomarmos uns bofetes dos macacos, guardamos a pipoca e seguimos passeio. E não é que tem um monte de macacos lá mesmo? A Bela ficou absolutamente encantada com os bichos passando de um lado para o outro, bem pertinho da gente.

Jardim Botânico
Macaco prego no Jardim Botânico
Jardim Botânico

Para pessoas maiores de 60 anos, portadores de necessidades especiais com um acompanhante e gestantes, há carros elétricos para visitas ao Arboreto. O agendamento é gratuito e deve ser feito no Centro de Visitantes. Veja mais aqui.

Almoçamos no café La Bicyclette, perto do Lago das Tartarugas e do Espaço Tom Jobim, do lado de fora do Arboreto. No cardápio sanduíches, quiches, saladas, pratos leves e sempre um prato do dia (na ocasião, era salmão com arroz e batatas).

Chegando ao La Bicyclette
Calor + sono + suquinho no La Bicyclette
La Bicyclette

O Jardim Botânico é absolutamente encantador. Limpo, bem cuidado e organizado. Um ótimo passeio para fazer em família. Só não ficamos mais tempo por lá, porque estava muito quente. Por causa do calor, também cancelamos o passeio que tínhamos programado para o horário pós-almoço: pedalar na Lagoa Rodrigo de Freitas (ali pertinho do Jardim). Uma pena… Queria muito ter feito esse passeio, mas é preciso saber entender quando o nosso corpo chega a um limite. A Bela já estava chatinha de tanto calor e sono. Era hora de voltar para o apartamento para banho e cama!

Para quem puder fazer o passeio pela Lagoa, a dica é pedir ao taxista para ir ao Parque dos Patins. Lá tem aluguel de bicicletas, pula-pula, lanchonetes, barraquinhas… Falam muito bem de um quiosque de comida árabe, que fica por ali: http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g303506-d1062325-Reviews-Arab_da_Lagoa-Rio_de_Janeiro_State_of_Rio_de_Janeiro.html .

No fim da tarde tive uma emergência médica e precisei ir junto com o meu marido a um Pronto-Socorro. Minha mãe ficou com a Bela no apartamento. Resolvemos o problema rápido e retornamos.

Depois de descansarmos no apartamento, decidimos jantar à noite lá em Copacabana mesmo. Comemos na La Trattoria Rio. O lugar é apertadinho, escondidinho, nem acreditamos que era mesmo lá. Quando entramos, a casa estava cheia, aparentemente com muitos clientes assíduos, que já conheciam bem os garçons. Fomos muito bem atendidos, o serviço é rápido e a comida estava deliciosa. A especialidade da casa são os pratos ao funghi tartufado. Achei uma boa relação custo x benefício.

Quarto dia

Para o último dia, eu tinha programado um passeio pelo centro da cidade. Arcos da Lapa, Biblioteca Nacional, Theatro Municipal, Museu Nacional de Belas Artes, Museu Histórico Nacional, Confeitaria Colombo, Escadaria Selaron e um almoço no bairro de Santa Teresa, se preferência, no recomendadíssimo Aprazível. Ufa! Hahahahaha. Era muita coisa para um dia só. E como era um domingo, algumas coisas estariam fechadas. Ah! Claro que alguns desses a gente só ia ver a arquitetura do prédio por fora, fazer umas fotos e deixar para conhecer o atrativo em uma próxima visita. Enfim… Não rolou. O meu marido decidiu que queria ir à praia, pois no dia que fomos a Ipanema ele estava no Congresso. Claro! Decidimos acatar o pedido e fomos. Eu nunca digo não para praia.

A princípio, decidimos ir a Copacabana mesmo, pertinho do Copacabana Palace. Quando chegamos à metade do caminho de areia, desistimos. Infelizmente havia muito lixo na areia. Muito mesmo. Não sei se tinha acontecido algum evento ou se é porque aquele trecho de praia é daquele jeito mesmo. Pegamos um táxi e fomos outra vez ao Posto 8, Ipabebê. O dia estava nublado, mas a Bela ainda aproveitou bastante.

Praia de Ipanema
Praia de Ipanema

De lá, voltamos para o apartamento, arrumamos as malas, tomamos banho e saímos para almoçar. Gostamos tanto do La Trattoria Rio, que decidimos voltar lá, mas, no meio do caminho, vimos um restaurante bem charmosinho chamado Charleston Bubble Lounge. Decidimos comer por lá. Não gostei muito da comida, nem do atendimento. Me arrependi de não ter seguido para a despedida dos pratos ao funghi tartufado da tratoria. Pode ter dado alguma zebra no dia que fomos lá, mas, no nosso grupo, a opinião foi unânime: não gostamos do Lounge.

Charleston Bubble Lounge

Depois do almoço, fomos ao apartamento pegar a bagagem e seguir de táxi rumo ao Galeão. Era hora de voltar para casa.

A viagem é tão bacana e tem tanta coisa legal para fazer no Rio de Janeiro, que prometemos que voltaríamos com mais frequência para lá, já que fica tão pertinho de São Paulo.

Veja abaixo um mapinha do Google Maps com alguns dos principais pontos de interesse citados no nosso roteiro.

Passeios que gostaríamos de ter feito e não fizemos:

Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

Museu Histórico Nacional.

Arcos da Lapa (Aqueduto da Carioca):  No momento, o bonde que passa em cima do aqueduto não está funcionando, pois entrou em fase de manutenção em decorrência de um acidente. Falam que reabrirá em 2015. Ficamos na torcida, pois falam que é um passeio bem bacana pelo bairro de Santa Teresa.

Confeitaria Colombo do Centro.

Escadaria Selarón.

Fazer uma refeição no muitíssimo bem falado Aprazível.

Museu Nacional de Belas Artes.

Pedalar na Lagoa Rodrigo de Freitas.

Assistir a algum jogo de futebol no Maracanã.

Paraty / RJ: roteiro de fim de semana com parada em São Luiz do Paraitinga / SP

Sempre sonhei em conhecer Paraty. Quando eu era criança, antes de começarem os filmes nas fitas cassete, sempre passava um trailer e, antes do trailer, uma propaganda da Pousada do Sandy, com imagens lindas de Paraty. Eu falava que sonhava em conhecer aquele lugar e ficar hospedada naquela pousada.

O tempo passou e, durante a minha adolescência, descobri o prazer de ler as aventuras do Amyr Klink. Ele sempre falava de Paraty com tanto carinho… Puts! Preciso muito conhecer esse lugar.

Quase seis anos depois de chegar a São Paulo, finalmente decidi que não podia mais adiar essa viagem. Dá pra ir de carro, a cidade está ali, ao lado de Ubatuba. Não tinha como arranjar mais desculpa. Era hora de Paraty!

Passeio de barco. Bela vista de Paraty.

Quando falei para a minha mãe que ia a Paraty, ela enlouqueceu e falou que também queria ir. Ela e meu pai vieram de João Pessoa/Paraíba, para matar a saudade e também para conhecer essa preciosidade do litoral fluminense.

Distância / como chegar

Quando for pesquisar o caminho para ir de São Paulo a Paraty, o Google Maps ou o GPS vão apontar como melhor opção de trajeto algo que inclua a estrada Cunha-Paraty, que, pelo menos por enquanto, não é uma boa opção. Essa estrada está em obras e, a não ser que você queira de aventurar em um circuito off-road bem arriscado, não pegue esse caminho. Só para ter uma ideia de como a situação da estrada é delicada, vejam este link. Alguns falam que a estrada estará pronta em 2015.  Se a sua viagem for depois disso, vale buscar saber se eles conseguiram cumprir o prazo e se a estrada já está em ordem.

Saímos de São Paulo e pegamos a Rodovia Ayrton Senna / Carvalho Pinto até Taubaté. De lá, fomos para São Luiz do Paraitinga e fizemos uma paradinha para dormir e conhecer a cidade no outro dia cedinho. Para quem não quer fazer a parada, é só continuar pela Rodovia Oswaldo Cruz até Ubatuba e, de lá, pegar para a esquerda no sentido Paraty / Rio de Janeiro.

Optamos pela parada estratégica em São Luiz do Paraitinga porque o voo dos meus pais só chegava às 20 horas em Guarulhos e, de lá do aeroporto, partiríamos direto para a estrada. Se fôssemos direto para Paraty, chegaríamos depois de meia-noite, bem cansados. Se deixássemos para pegar a estrada só no dia seguinte pela manhã, perderíamos a manhã inteira na estrada. A paradinha em São Luiz foi super bacana, pois, além de a cidade ser um charme, ficamos em uma pousada bem agradável com uma vista linda e dividimos o tempo de estrada, o que tornou o passeio bem menos cansativo para quem vai com uma criança de dois anos e um idoso no carro.

No final, nosso roteiro de fim de semana ficou assim:

  • Quinta à noite: pegamos a estrada rumo a São Luiz do Paraitinga. Dormimos lá.
  • Sexta: pela manhã, passeamos pelo Centro Histórico de São Luiz do Paraitinga e seguimos rumo a Paraty. Almoçamos no Centro Histórico de Paraty e passamos a tarde por lá. À noite, meus pais fizeram um passeio rápido a uma feirinha que estava acontecendo próxima ao Centro Histórico, por causa da Festa da Padroeira da cidade. Nós ficamos na pousada fazendo algo que não fazíamos há muito tempo: dormindo!
  • Sábado: Fizemos o passeio de barco pelas ilhas. Almoçamos na Praia Vermelha. À noite, passeamos e jantamos no Centro Histórico.
  • Domingo: Descansamos e curtimos a pousada. Almoçamos no restaurante Café do Canal (http://cafedocanal.com/portal/), que fica na esquina do hotel. Depois do almoço, pegamos a estrada de volta para São Paulo.

Pousada em São Luiz do Paraitinga + passeio pelo Centro Histórico

Eu já conhecia São Luiz do Paraitinga e tinha muita vontade de levar a minha família para conhecê-la. A cidadezinha histórica, localizada na região do Vale do Paraíba e mais conhecida pelo animadíssimo Carnaval das marchinhas, também tem um rico patrimônio arquitetônico e abriga um dos núcleos do Parque Estadual da Serra do Mar.

O núcleo Santa Virgínia possui muitas opções de trilhas, sendo que uma delas inclui uma descida de rafting pelo rio Paraibuna. Eu já fiz e recomendo demais, mas é um passeio para ser feito com crianças mais velhas. Como no meu grupo tinha uma criança de dois anos e um adulto com mobilidade reduzida, esse passeio terá que ficar para uma próxima oportunidade, daqui a alguns anos. Para quem ficou interessado em conhecer o Parque, os telefones para informação são (12) 3671-9159 / (12) 3671-9266 / (12) 3833-1230 e ele fica aberto para visitação de terça a domingo, das 8h às 17h. É recomendável entrar em contato com antecedência para agendar o passeio com monitores ambientais credenciados.

Rafting no rio Paraibuna, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Santa Virgínia (fotos de viagem que fiz anteriormente, junto com amigos)
Rafting no rio Paraibuna, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Santa Virgínia (fotos de viagem que fiz anteriormente, junto com amigos)
Rafting no rio Paraibuna, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Santa Virgínia (fotos de viagem que fiz anteriormente, junto com amigos)
Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Santa Virgínia

Para dormir, escolhemos a Pousada Araucária, que fica a 600 metros da cidade, fez um preço bom no apartamento quádruplo e tem quartos acessíveis. A pousada é um charme. Encravada no meio da mata, com uma vista deslumbrante e um espaço bem amplo e atraente para as crianças. A Bela ficou encantada com os coelhinhos e o cachorro que circulam pelo espaço. Eles têm piscina, um pequeno salão para jogos com vitrola e discos antigos e sinal de wi-fi.

Pousada Araucária
Pousada Araucária
Pousada Araucária
Pousada Araucária
Pousada Araucária

O quarto era simples, mas limpo, com uma cama de casal e duas camas de solteiro (beliche), frigobar e televisão. A Bela nunca tinha visto um beliche na vida e ficou animadíssima com a ideia de dormir no alto. Foi difícil convencê-la a descer de lá e dormir com a mamãe e o papai na cama baixa.

O café da manhã era simples, mas suficiente, com frutas, bolo, pães, queijos, sucos, café e leite. Tivemos a impressão de que éramos os únicos hóspedes, pois a pousada estava bem tranquila e era um dia de semana.

Pousada Araucária
Pousada Araucária
Pousada Araucária
Pousada Araucária
Pousada Araucária
Café da manhã na Pousada Araucária

Uma dica importante sobre a cidade: em dias de semana os restaurantes fecham cedo (antes das 22h), o que é uma pena, pois queríamos muito conhecer o restaurante Sol Nascente, com excelentes referências e indicadíssimo pelos amigos de São Paulo. É um restaurante simples, com estilo mais caseiro, mas falam que a comida é ótima, o cardápio é criativo e a proprietária é uma delícia de pessoa. Como chegaríamos à cidade só após as 22h e sairíamos no dia seguinte pela manhã, tivemos que deixar o Sol Nascente para uma próxima oportunidade. Já que não teria nada aberto em São Luiz, comemos na estrada antes de chagar lá, no Frango Assado mesmo.

Pernoitamos na pousada, tomamos café da manhã, fizemos check-out e partimos para o centro da cidade. Lá fizemos um passeio pela parte histórica, tomamos um sorvete e fizemos umas comprinhas em uma das lojinhas da praça.

São Luiz do Paraitinga
São Luiz do Paraitinga
São Luiz do Paraitinga
São Luiz do Paraitinga
São Luiz do Paraitinga

Foi muito legal a ideia de fazer essa parada no Vale do Paraíba, pois a partir dali, só mais uma horinha de estrada nos separava de Paraty. Seguimos então, rumo à Rodovia Oswaldo Cruz, com suas curvas e vista de tirar o fôlego. É preciso ter cuidado redobrado naquele trecho, pois é uma via de mão dupla, sem acostamento e com curvas beeeem fechadas.

Pousada em Paraty

Na hora de escolher o local de hospedagem em Paraty, pensei (é claro) na Pousada do Sandy, que aparecia nas fitas cassete da minha infância. Primeiro impacto: “Nossa! Como é cara! Esquece!”. Mas meu marido falou “Imagina! Você sonha com isso desde criança. Vamos ficar na pousada do Sandy, sim”. Mas quando recebemos o voucher de confirmação, uma notícia me desanimou: eles não têm mais piscina! Gente! A piscina que aparecia no trailer não existe mais. Fiquei deprimida. Enfim concordamos que a diária era realmente muito cara para uma pousada com pouca estrutura para crianças e sem piscina.

Decidi pesquisar as outras opções de hospedagem e um aspecto era bastante importante pra gente: a questão da acessibilidade. O meu pai tem mobilidade reduzida. Não pode subir grandes lances de escada, nem caminhar longas distâncias.

Nas minhas pesquisas, tive a imensa felicidade de encontrar a sugestão da Pousada Villas de Paraty no blog Viajando com Pimpolhos. Liguei para perguntar sobre a acessibilidade e a pessoa que me atendeu foi super gentil e falou que podíamos ficar tranquilos quanto a isso.

Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty

Descobri que a Associação Paulista de Medicina (APM) tem um convênio com a pousada e tivemos um desconto de 20% em cima do valor da diária. Basta dizer que o valor das duas diárias para os dois apartamentos ficou bem mais barata que uma só diária para casal na Pousada do Sandy. Perfeito! Fechamos com eles.

Eu não poderia ter ficado mais feliz com a nossa escolha. A Pousada Villas de Paraty é uma graça e é super kids friendly. Tem piscina infantil e de adultos, piscina aquecida e coberta, playground, salão de jogos, brinquedoteca, berço, copinha infantil, cadeirões… É muito bem preparada para receber os pequenos.

Berço na Pousada Villas de Paraty
Terraço privativo na Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Brinquedoteca na Pousada Villas de Paraty
Brinquedoteca na Pousada Villas de Paraty
Brinquedoteca na Pousada Villas de Paraty

Além disso, fica bem localizada. É fora do centro histórico, mas dá para chegar até lá tranquilamente caminhando (uns 10 minutos). Bem ao lado fica a Cervejaria e Chopperia Caborê, que pertence ao mesmo grupo da pousada e é uma opção boa para comer se não quiser se deslocar até o centro.

O café da manhã é farto, com diversas opções de pães, bolos, frios, frutas, sucos, café e leite.

Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Copinha na Pousada Villas de Paraty
Copinha na Pousada Villas de Paraty
Copinha na Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty

O apartamento era simples, mas confortável, com ar condicionado, televisão, cofre individual e frigobar. Ficamos no apartamento com varanda e rede. Meus pais ficaram em um apartamento igual ao nosso, bem ao lado. As varandas tinham uma porta de comunicação que transformava nossos terraços em “conjugados”. A Bela adorava circular livremente entre os dois quartos.

Centro Histórico de Paraty

Passear pelo Centro Histórico de Paraty é uma delícia (ok, as ruas com calçamento irregular são um desafio, mas vá de tênis, caminhe pelo meio da rua e aproveite!). O espaço é cheio de lojinhas, galerias de arte, restaurantes, cafés, sorveterias… Cada cantinho mais charmoso que outro. Pela manhã, restaurantes e algumas lojinhas ficam abertos. À noite, a coisa toda ganha ainda mais vida! Dá para ficar horas circulando por lá.

Centro Histórico de Paraty
Centro Histórico de Paraty
Centro Histórico de Paraty
Centro Histórico de Paraty
Centro Histórico de Paraty

Se estiver sem disposição para caminhar muito, pegue um passeio guiado de charrete e conheça os principais pontos turísticos do centro histórico. Custa em torno de 15 reais por pessoa.

Passeio de charrete no Centro Histórico de Paraty

Uma boa dica de programa com crianças é o Teatro de Bonecos do Grupo Contadores de Estórias. Infelizmente não deu tempo para irmos, mas ouvi ótimas recomendações de lá.

Se quiser uma opção de sobremesa em conta e que seja a cara da cidade, compre bolo em um dos carrinhos iluminados no centro histórico. O mais famoso é o de aipim (como é conhecida no Rio de Janeiro a mandioca / macaxeira).

Carrinho de bolos, no Centro Histórico de Paraty
Centro Histórico à noite

Passeio de barco pelas ilhas

Existem várias escunas que oferecem passeio de barco pelas ilhas, mas a nossa dica é pegar um barco só para você e sua família. Chegando ao cais, vários barcos de pescadores oferecem passeios. O legal é que você pode escolher as ilhas que deseja visitar e determinar quanto tempo deseja ficar em cada local. Chegou a um determinado ponto e não gostou? Peça para ir para outro lugar. Simples assim. Na escuna, você só poderia fazer o passeio pré-determinado no pacote. Outra vantagem de um barco exclusivo para a sua família é que quando a escuna chega às ilhas, um montão de gente desce e lota as praias, ilhas e barracas. Chegando só a sua turma, fica muito mais tranquilo e você pode pedir para ser levado para comer em algum lugar mais tranquilo, sem muita muvuca. Os barcos menores custavam R$ 150 por 6 horas. Os barcos maiores (com capacidade para algo em torno de 30 pessoas) custavam R$ 300 por 6 horas.  Como meus pais tinham algum trauma de uma viagem que fizeram comigo e com a minha irmã ainda crianças pela Bahia (o mar estava tão violento, que a escuna balançava e as ondas lavavam tudo dentro da embarcação), escolhemos o barco maior, mais estável e bem confortável. O barco tem banheiro, som ambiente, isopor com gelo (fomos orientados a comprar bebidas no cais e guardar lá), serviço de bar, snorkel, ducha de água doce, e várias áreas para deitar e sentar, com um montão de almofadas.

Barcos para alugar no cais
Passeio de barco
Passeio de barco – a Bela dormindo no colo da vovó
Barco que alugamos
Barco que alugamos

O barco passou pela Ilha Comprida, Praia Vermelha, Praia da Lula, Praia do Jurumirim (onde fica a casa do Amyr Klink), entre outras ilhotas e praias. Almoçamos no quioeque BambuBar, na Praia Vermelha. Comida simples, bem caseira. Pedimos peixe e anéis lula e estava tudo saboroso.

Praia Vermelha
Passeio de barco
Passeio de barco
Passeio de barco
Passeio de barco
Passeio de barco
Passeio de barco
Peixinhos!!!

O passeio de barco é delicioso e divertidíssimo para fazer com crianças. Ah! A água do mar é gelada, principalmente para quem está acostumado com as águas quentinhas do nordeste, mas, ainda assim, vale o mergulho refrescante. A Bela amou!

Passeio de barco
Parada para um mergulho na Praia da Lula
Passeio de barco
Passeio de barco. Bela vista de Paraty.

Onde comer em Paraty

Deixamos aqui algumas opções de restaurantes com boas indicações:

No Centro Histórico: Banana da Terra, Bartholomeu, Pippo (na Pousada do Sandy).

Na praia: Quiosque Cheiro de Camarão (mais conhecido como quiosque da Márcia, na Barra do Corumbê).

Em Paraty, mas fora do Centro Histórico: Café do Canal, Cervejaria e Choperia Caborê.

Em área verde, na Estrada Paraty-Cunha: Vila Verde.

Gabriela, drink típico de Paraty
Café do Canal

Mais algumas dicas

  • Quando a maré enche, as ruas do Centro Histórico alagam de verdade e alguns trechos ficam intransitáveis. No primeiro dia, estacionamos o nosso carro próximo ao cais e ele tomou seu primeiro banho de mar (tá certo que eram uns 10 centímetros de água do mar, mas já vale como banho, né?).
  • Centro Histórico de Paraty, maré alta

    Centro Histórico de Paraty, maré alta
  • Falam que em alta estação e época de grandes eventos como FLIP (Festa Internacional Literária de Paraty), a cidade fica insuportavelmente lotada. Evite essas épocas e aproveite mais!
  • Embora a atmosfera em Paraty seja bem praiana e tropical, à noite pode dar uma boa esfriada (às vezes até pela manhã), então também inclua roupas quentinhas na sua bagagem. Para saber como estará a temperatura no dia da sua viagem, clique aqui .
  • Com o Praiômetro do blog Viaje na Viagem, de Ricardo Freire, você pode ver qual a previsão de chuvas para a época em que pretende visitar a cidade (esse material é super útil para a tomada de decisão na fase de planejamento da viagem e reúne a média de precipitação pluviométrica, por mês, em 42 praias do Brasil e do Caribe).
  • Em Paraty existem várias cachoeiras. Infelizmente não tivemos tempo de conhecê-las, mas se tiver interesse, dê uma olhada nesse link. No blog Viajando com Pimpolhos, há dicas de como chegar a duas delas: a do Poço das Andorinhas e a do Poço do Inglês.
  • Para quem gosta de pedalar, dá para alugar uma bike e explorar o Centro Histórico e as redondezas. Para saber mais, clique aqui.

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