Roteiro de 20 dias: Canadá e Estados Unidos de motorhome com crianças (British Columbia, Alberta, Montana, Idaho e Washington State)

Começamos hoje a série de posts sobre uma das viagens mais legais que já fizemos: Canadá e Estados Unidos de motorhome. Foram 20 dias de viagem, cinco estados visitados (províncias, no Canadá), um casal e duas crianças (uma de 5, outra de 1 ano), paisagem de outono, mais de 4 mil quilômetros percorridos (entre motorhome, carro e ferry), em um percurso que tinha de praia a montanha, de cidade grande a vila com poucas centenas de habitantes, de passeio de bike a jogo da NFL, de neve a mar. Foi demais! Absolutamente inesquecível.

 

O roteiro

O nosso objetivo era conhecer as Montanhas Rochosas canadenses e as cidades de Vancouver e Seattle. Ficamos de olho nos preços das passagens para os principais aeroportos da região (Vancouver, Seattle, Calgary e Victoria) por meio de alertas no Google Flights (quem ainda não conhece essa ferramenta do Google, vale a pena dar uma olhada).

Para o período da nossa viagem, a passagem mais barata que apareceu foi até Vancouver, pela Air Canada, com escala em Toronto. Na volta, decidimos “quebrar” um pouco a canseira dos dois longos voos e ficar dois dias em Toronto. Assim, teríamos tempo para conhecer as Cataratas do Niágara e descansar um pouco para o voo de volta. Nem pensamos em tentar conhecer Toronto e entorno nesses dois dias, pois achamos que isso merece uma nova viagem. Detalhe interessante: a parada de dois dias em Toronto fez o preço total das nossas passagens cair quase dois mil reais.

Durante a nossa busca, surgiram promoções muito boas chegando ao Canadá via Kelowna, uma cidade bem agradável da British Columbia, e que fica relativamente perto de Vancouver. No entanto, o voo tinha duas escalas e bem demoradas. Chegava ao destino final depois de 35 horas da partida em São Paulo. Sem condições! Muito cansativo para uma viagem com duas crianças pequenas. Outro complicador foi o fato de não termos encontrado empresas grandes de aluguel de motorhome na cidade de Kelowna, o que complicaria um pouco a logística da viagem se ela iniciasse lá.

Um detalhe importante na definição do roteiro foi que não queríamos ir e voltar pelo mesmo caminho. Queríamos aproveitar para passar por outros lugares, conhecer outras paisagens. Se a volta fosse pelos Estados Unidos, ainda melhor, pois as compras por lá são mais em conta que no Canadá. Então decidimos que de Vancouver, partiríamos para as Rochosas e, de lá, retornaríamos para o oeste por baixo, passando pelos estados americanos de Montana, Idaho e então Washington State. De lá, cruzaríamos de ferry para Victoria, em Vancouver Island, Canadá, e depois mais um ferry até Vancouver.

Informação importante: Como íamos sair do Canadá e depois voltar até lá por terra (em Niágara) e por água (em Victoria), precisamos fazer o visto canadense, pois aquela permissão nova (a eTA que custa 7 dólares) só é válida para entradas de brasileiros no país por via aérea. Logo… Para fazer esse roteiro, é necessário ter os vistos americano e canadense.  

Em Montana, queríamos fazer a lendária estrada Going to the Sun Road. Ela é incrível! Cruza o Parque Nacional Glacier e tem paisagens literalmente de cinema (aparece em Forest Gump, em uma das cenas mais emocionantes, por exemplo – confira aqui o Lake McDonald no filme). Infelizmente nossos planos foram por água abaixo quando, ainda no Brasil, recebemos um e-mail da agência de turismo que ia nos levar a um passeio, informando que o parque estava passando por um incêndio há alguns meses e todos os tours da temporada estavam cancelados. Só para vocês terem uma ideia, o incêndio (wild fire) começou em 10 de agosto de 2017 e em outubro, quando passamos por lá, ainda não tinha sido controlado. Saiba mais aqui: https://en.wikipedia.org/wiki/Sprague_Fire . Foi uma pena… Não conseguimos conhecer a estrada dessa vez, mas sabemos que um dia ainda voltaremos lá. De qualquer forma, fica aqui a dica para quem tiver a oportunidade de conhecer esse parque incrível.

Vamos detalhar todo o roteiro bonitinho e mastigadinho nos próximos posts. Agora, só para vocês terem uma noção geral da distribuição das cidades ao longo dos dias, nosso trajeto, meios de transporte e tal, segue o roteiro resumido e o mapinha com o nosso itinerário:

 

Dia 1 – Saída de Guarulhos, São Paulo

Tínhamos muita bagagem, 4 pessoas e um carrinho de bebê duplo. Não coube em um só Uber Bags (mandaram um Sedan), então tivemos que pegar dois carros para esse transfer até o aeroporto de Guarulhos.

Nossa imensa bagagem

Dia 2 – Escala em Toronto e chegada a Vancouver

Escala tranquila em Toronto. Passamos pela imigração e tivemos que pegar as malas e despachar mais uma vez para o voo até Vancouver.

Voo para Vancouver.

Carro alugado na Avis.

Check-in no Century Plaza Hotel & Spa.

Pequenas compras em Vancouver Downtown.

Jantar em um restaurante indiano no centro.

Comprando baterias para a GoPro nova na Best Buy. Tem Best Buy no Canadá. Vivaaaa!!!

Dia 3 – Vancouver (BC, Canadá) – Kamloops (BC, Canadá)

Café da manhã na Breka Bakery & Cafe.

Perrengue: hospital em Vancouver com o Felipe.

Pegamos o motorhome na Cruise Canada.

Devolvemos carro na Avis.

Abastecemos o motorhome com comida no Walmart.

Estrada rumo às rochosas.

Jantar em um restaurante grego, na cidade de Hope.

Dormimos em um ponto de descanso para caminhões e motorhomes na cidade de Kamloops (free camping).

O nosso maior perrengue em viagens ever! O Felipe ficou bem doente,

Dia 4 – Kamloops (BC, Canadá) – Jasper (AB, Canadá)

Café da manhã no Denny’s.

Seguimos para Jasper.

Jasper Skytram.

Passeio pela cidade de Jasper.

Jantar em um restaurante indiano.

Dormimos no Whistler’s Campground.

Vista do alto da montanha, em Jasper.

Dia 5 – Jasper (AB, Canadá) – Banff (AB, Canadá)

Café da manhã no Tim Hortons.

Saga em busca de um antibiótico para o Felipe.

Seguimos rumo a Banff.

Icefields Parkway.

Perdemos o horário para o Glacier Skywalk.

Passeio da geleira (Glacier Adventure).

Dormimos no Tunnel Mountain Trailer Court.

Glacier Adventure

Dia 6 – Banff (AB, Canadá)

Café da manhã no Tim Hortons.

Oramos na igreja de St. Mary, em Banff. Pedimos para o Felipe sarar logo.

Banff Gondola.

Banff Lake Cruise.

Almojanta no Tim Hortons e no motorhome.

Dormimos no Tunnel Mountain Trailer Court.

Passarelas no alto da montanha, no passeio da Banff Gondola.

Dia 7 – Banff (AB, Canadá) – Eureka (USA)

Café da manhã no motorhome.

Dia de muitos lagos: Lake Louise, Bow Lake, Peyto Lake, Moraine Lake, Lake Minnewanka, Hector Lake.

Almoço no motorhome enquanto lavávamos roupa na laundry de um hotel em Lake Louise.

Enchemos o tanque em Banff e seguimos rumo aos Estados Unidos. O combinado: vamos dirigir até onde conseguirmos. Quando estivermos cansados, paramos e dormimos.

Lake Louise, no Parque Nacional de Banff.

Dia 8 – Eureka (MT, Estados Unidos) – Coeur D’Alene (ID, Estados Unidos)

Já passava da meia-noite quando cruzamos a fronteira americana. Dormimos na cidade de Eureka, Montana, em frente a um posto de gasolina / Subway (free camping), por indicação do oficial da imigração.

Estrada rumo a Whitefish.

Dickey Lake.

Café da manhã no Swift Creek Cafe, em Whitefish.

Compras em Kalispell (Target + TJMaxx + Ross, uma vizinha à outra). Só assim nos consolamos por não podermos fazer a Going to the Sun Road.

Almoço no Famous Dave’s, Kalispell.

Flathead Lake.

Seguimos rumo ao Idaho.

Dormimos em Couer D’Alene, Idaho, no Blackwell Island RV Park.

Dickey Lake, Montana

Dia 9 – Coeur D’Alene (Idaho) – Seattle (Washington State)

Café da manhã no motorhome.

Curtir um pouco na beira do lago do camping.

Seguimos rumo a Seattle.

Wanapum Vista Point, Columbia River.

Snoqualmie Falls.

Almoço em um restaurante mexicano de Snoqualmie.

Seguimos rumo a Seattle.

Dormimos no Trailer Inns RV Park of Bellevue, na Grande Seattle.

Coeur D’Alene, Idaho.

Dia 10 – Seattle

Café da manhã no Lil’Jon Restaurant & Lounge.

Tour em Seattle. Dia chuvoso. Aproveitamos para fazer os passeios em lugares fechados. Chihuly Garden & Glass, Museum of Pop Culture. Quando saímos, o dia estava lindo, então curtimos o Playground Artists at Play.

Almoço na praça de alimentação do Seattle Center. Mexicano de novo!

Pôr-do-sol na roda gigante – Seattle Great Wheel.

Compras no Walmart Bellevue. Compramos camisetas para usar no jogo dos Seattle Seahawks que seria 2 dias depois.

Dormimos no Trailer Inns RV Park of Bellevue.

Chihuly Garden and Glass

Dia 11 – Seattle

Café da manhã no motorhome.

Passeio turístico Ride The Ducks of Seattle.

Almoço – hotdog e pipoca no parque.

Space Needle.

Aquário de Seatlle.

Public Market.

Jantamos caranguejos gigantes na orla.

Dormimos no KOA Kent.

Aquário de Seattle.

Dia 12 – Seattle

Café da manhã no Maggie’s On Meeker, Kent.

Compras no Outlet.

Voltamos para o Trailer Inns RV Park of Bellevue. Deixamos o motorhome no camping e pegamos um Uber para o estádio dos Seahawks.

Jogo dos Seahawks, cervejas, hot dogs.

Voltamos de Uber para o camping.

Dormimos no Trailer Inns RV Park of Bellevue.

Jogo de futebol americano dos Seattle Seahawks no Centurylink Field.

Dia 13 – Seattle – Victoria

Café da manhã no motorhome.

Estrada rumo a Port Angeles para pegar o ferry de volta para o Canadá. Passamos por campos de lavanda e uma cidade indígena bem charmosinha (Jamestown S’Klallam Tribe).

Almoço no Kokopelli Grill.

Playground de frente para o mar em Port Angeles.

Ferry para Victoria.

Fomos ao Fisherman’s Wharf e estava fechado.

Dormimos no Salish Seaside RV Haven.

Port Angeles, Washington State,

Dia 14 – Victoria – Vancouver

Café da manhã no motorhome.

Butchart Gardens.

Miniature World.

Royal British Columbia Museum.

Jantar no Fisherman’s Wharf.

Pôr-do-sol no Clover Point.

Íamos dormir perto da fila do ferry e retornar no dia seguinte para Vancouver. Quando chegamos na fila, vimos que tinha um ferry saindo e decidimos embarcar naquela hora mesmo (as vantagens e a flexibilidade de viajar de motorhome).

Cruzamos de ferry para Vancouver.

Dormimos em frente ao Walmart de Delta, perto do Tsawwassen Mills (free camping).

Butchart Gardens.

Dia 15 – Vancouver

Café da manhã no motorhome.

Faxina geral no motorhome, fechar malas, preparativos para devolução do veículo.

Devolução do motorhome na Cruise Canada.

Táxi para Vancouver Downtown.

Check-in no YWCA Vancouver Downtown. Cama de hotel, banheiro. Vivaaa!!!

Passeio a pé até Gastown, região histórica de Vancouver.

Almojanta no The Old Spaghetti Factory.

Compras nas lojinhas de souvenires e na Dollarama.

Gastown, Vancouver

Dia 16 – Vancouver

Tour Hop-On Hop-Off, em Vancouver.

Granville Island.

Almoçamos hambúrguer na ilha. O Gustavo não estava bem, então voltamos ao hotel cedo.

Jantamos pizza no quarto do hotel.

Tour Hop-On Hop-Off, em Vancouver

Dia 17 – Vancouver

Caminhamos até Canada Place e pegamos o shuttle gratuito até a Capilano Bridge.

Capilano Bridge (café da manhã lá).

Shuttle gratuito de Capilano Bridge a Grouse Mountain.

Grouse Mountain.

Almoço no restaurante da Grouse Mountain.

Shuttle gratuito até Canada Place.

Fly Over Canada.

Jantar: comida do Tim Hortons no quarto do hotel.

Capilano Suspension Bridge Park

Dia 18 – Vancouver – Toronto

Táxi até o Stanley Park.

Passeio de bike pelo Stanley Park.

Almoço: fish and chips do parque.

Voltamos caminhando até o hotel.

Tivemos que desocupar os quartos para fazer check-out. O pessoal deixou ficarmos no lounge do hotel até a hora de irmos até o aeroporto.

Táxi para o aeroporto.

Voo para Toronto.

Passeio de bike pelo Stanley Park

Dia 19 – Toronto

Carro alugado em Toronto para irmos às Cataratas.

Chegamos super cedo ao hotel. 6 horas da manhã. A recepcionista fofa do Fairfield Inn & Suites deixou fazermos check-in. Exaustos depois de passarmos a madrugada no avião, dormimos a manhã inteira. Isso não estava nos planos. Acordamos e partimos para as Cataratas do Niágara.

Almoçamos em uma barraca indiana na rua, no lado americano das cataratas.

Passeio Cave of the Wind.

Ida ao supermercado para comprar fraldas e hotel!

Passeio Cave of the Winds, nas Cataratas do Niágara

Dia 20 – Toronto – São Paulo

Dia de Thanksgiving no Canadá! Temos tanto a agradecer…

Café da manhã no hotel.

Almoço no Denny’s.

Descanso no hotel.

Aeroporto.

Devolução do carro alugado.

Check-in e volta para São Paulo.

A super espaçosa mini-van que alugamos em Toronto.

Dia 21 – Chegamos a São Paulo, com a nossa imensa bagagem. Conseguimos um táxi enorme no aeroporto (Doblò) e, dessa vez, coube todo mundo em uma viagem só.

Nosso avião sobrevoando as Montanhas Rochosas Canadenses. Na foto não dá para ver direito, mas o branquinho mais escuro que aparece no meio das nuvens, não é nuvem e sim topo de montanha coberto de neve.

Nos próximos posts, detalharemos essas experiências todas. Vamos falar sobre a nossa experiência com o motorhome, nossos perrengues com o Felipe doente (e depois com o Gustavo), os campings (gratuitos e pagos) onde nos hospedamos, os hoteis, os carros alugados, os passeios (gratuitos e pagos), os restaurantes, as dicas para economizar… Contaremos tudo com detalhes nas próximas publicações.

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Na nossa viagem, nós ficamos o tempo todo conectados na internet porque usamos o chip Easysim4u, que tem internet ilimitada nos Estados Unidos, Canadá e mais de 140 outros países. O chip é enviado para a sua residência no Brasil antes da viagem e, quando você chega ao destino, basta colocar o chip no celular e começar a usar. Você já sai do aeroporto conectado e usando o Waze e a internet à vontade.

Agradecemos pela gentileza da Easysim4u, parceira da RBBV, por ter nos enviado como cortesia o chip e o plano (USA + Canadá) para que pudéssemos permanecer conectados, compartilhando todos os momentos desta roadtrip com os leitores do  nosso blog.

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Agradecemos também aos demais parceiros do blog nesta viagem: Visit Seattle, Seattle City Pass, Ride the Ducks of Seattle, Spokes Bicycle Rentals, Westcoast Sightseeing, Brewster Travel Canada, Jasper Skytram, The Butchart Gardens, Miniature World, Royal BC Museum, Fly Over Canada, Capilano Suspension Bridge, Tourism Victoria e Parks Canada.

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Usou alguma dica do nosso blog? Conta como foi! Gostamos muito de receber o retorno dos nossos leitores. Ficamos felizes quando sabemos que nossas dicas foram úteis nas viagens de outras famílias!

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Dicas para economizar nas viagens

Vontade de viajar não falta. Já dinheiro… Não é sempre que a gente pode contar com esse recurso, não é?

Nesse post vamos reunir algumas dicas para ajudar a planejar uma viagem dos sonhos sem causar um rombo no orçamento familiar.

Faça uma poupança.

Planejamento é fundamental

Primeiro, vale enfatizar que é necessário planejamento. Para isso, é interessante estabelecer uma meta e começar a trabalhar nesse sentido. Fazer uma poupança específica para viagens é uma boa ideia. Lembre: viagem não é despesa. É investimento. Investimento em tempo de qualidade com sua família, em boas lembranças, em aprendizado…

Sempre que estou planejando uma viagem, faço uma planilha com as despesas previstas para aquela aventura. Pesquiso bastante e anoto as estimativas de gastos com passagens, transporte, hospedagem, seguro de viagem, alimentação, passeios, pequenas compras, entre outros gastos. Então vejo o que pode ser pago em parcelas, o que pode ser pago antes da viagem (se tem reembolso, caso tenhamos algum problema e não consigamos ir), o que precisa ser pago durante a viagem e o que fica para pagar depois que voltarmos. Após fazer esse exercício fica mais fácil saber quanto é necessário colocar por mês na poupança.

Evite a alta estação

Se possível, viaje na baixa estação. No período de férias escolares, feriadões e finais de semana, é comum que todas as despesas de uma viagem fiquem bem mais altas. Em alguns casos, os valores das diárias de hotéis, por exemplo, chegam a triplicar na alta estação. Campos do Jordão é um bom exemplo disso. Durante o Festival de Inverno as diárias ficam caríssimas, principalmente nos finais de semana. Além disso, os destinos turísticos ficam bem mais cheios, o que significa mais filas, mais trânsito, mais tumulto.

Alta estação na Tailândia. Créditos: Bangkok.Travel
Alta estação na Tailândia. Créditos: Bangkok.Travel

Para quem viaja com crianças bem pequenas, que ainda não frequentam a escola ou podem perder aulas da escola sem problemas, é bom tirar férias fora dos meses de julho, dezembro e janeiro. Fique atento, pois em outros países, as férias escolares podem ser em outros períodos. Na Inglaterra, por exemplo, tínhamos férias entre agosto e setembro.

Hotwire, Priceline e outros sites de reservas de hotéis

Sempre que for fazer reserva da hospedagem, faça uma busca geral em todos os sites que oferecem esse serviço para ter uma noção geral dos preços. Geralmente, faço uma busca no link do hotel no TripAdvisor. Ele faz uma busca simultânea em diversos sites, incluindo Booking, Expedia, Decolar, Easytobook, Hoteis.com… Comparo os preços cobrados nesses sites com os preços cobrados pelo próprio hotel (algumas vezes fica mais barato fechar direto com o hotel). E, claro, vejo como está o “mercado” nos sites Hotwire e Priceline, por meio dos quais já conseguimos algumas pechinchas maravilhosas.

Hotwire e Priceline são serviços de compra às cegas. Ou seja, você primeiro paga, depois você descobre o que você comprou (existem formas de “diminuir essa cegueira pré-compra”, que explicarei logo mais). E não tem reembolso. A vantagem disso, é que você vai conseguir ficar em um hotel pagando bem menos do que ele costuma cobrar.

Na nossa viagem à Califórnia fizemos algumas das reservas pelo Hotwire. Foi muito legal. Economizamos bastante e gostamos muito de todos os hotéis onde ficamos. Por exemplo, ficamos com o Holiday Inn Express em San Diego, que está custando 314 reais nos sites tradicionais (Decolar, Booking, Expedia), mas pagamos 70 dólares pelo Hotwire. No Hotel Fusion, em San Francisco, pagamos 78 dólares por noite, usando o Hotwire. Se for fechar hoje pelo Booking, a diária sai por 593 reais! Como podem ver, é uma super economia. Se fôssemos pagar, pelos meios tradicionais de reserva, um hotel em San Francisco que custe 78 dólares, ficaríamos em um hotel bem mais simples ou em uma pior localização. Esse que ficamos era uma beleza! Pertinho da Powell Station e da Union Square, com café da manhã incluído!

Ou seja, dá um medinho pagar por um “hotel surpresa”, mas vale a pena e é até um pouco emocionante! É só observar algumas dicas que apresentaremos logo abaixo. Ah! E assim que você conclui a transação, você já recebe o nome do hotel com o voucher.

Como funciona o Hotwire? Você chega no site e faz a busca pela cidade, período de hospedagem e quantidade de pessoas no quarto. O Hotwire vai te retornar uma lista de hotéis, mas não vai mostrar os nomes deles, pois, claro, eles não querem que você fique sabendo da promoção e feche direto com hotel, fazendo com que eles percam a comissão.

Você poderá refinar a busca, escolhendo apenas as regiões onde você gostaria de se hospedar. Tem um mapinha da cidade ao lado, para facilitar essa etapa. Clicando em um hotel específico, você saberá quantas estrelas o hotel recebeu pelos usuários do serviço, a nota dele no TripAdvisor, a lista de equipamentos e comodidades (amenities), entre outras poucas informações. Atenção! Em alguns casos, estacionamento, taxa de resort e internet não estão incluídos e precisam ser pagos à parte.

Para ter uma ideia ou um palpite de qual pode ser o hotel pelo qual você se interessou, vale visitar o Better Bidding, que tem um fórum onde as pessoas compartilham as compras que conseguiram fazer no Hotwire e no Priceline. Daí, pelas amenities, quantidade de estrelas e região de cada hotel, dá para ter uma ideia de qual ele seria. Além disso, eles disponibilizam uma lista com os hotéis de cada região e as formas como as amenities desses hotéis podem ser apresentadas. O uso do site Better Bidding é gratuito e a única coisa que eles pedem é que você entre nos sites Hotwire ou Priceline pelo link que fica no topo da página deles e que depois volte para contar qual hotel você conseguiu fechar.

Já o Priceline (categoria Name your own price), funciona como um leilão às avessas. Basicamente, você preenche o formulário com informações como a cidade em que pretende se hospedar, o bairro/região, número de quartos, data, categoria do hotel e fala quanto pretende pagar por isso. Depois disso, você põe as informações do seu cartão de crédito e o site vai fazer uma busca e verificar se algum hotel que atende às suas condições topa fazer aquele preço. Se sim, o valor vai ser debitado do seu cartão e você tem uma reserva. Se não, você só poderá fazer um novo lance no dia seguinte e nada será cobrado pelas suas propostas que não forem aceitas. Nunca cheguei a fechar com o Priceline, pois as minhas ofertas baixas nunca foram aceitas e não tive paciência para ficar aumentando a cada dia até um belo dia descobrir onde ficaria hospedada. Quem tem paciência e tempo para isso, fala que é muito bom e que dá para conseguir uma relação custo x benefício ainda melhor que pelo Hotwire.

Priceline

O site Melhores Destinos publicou um guia sobre como conseguir bons hotéis pagando menos por meio desses dois sites. Você pode ver aqui as dicas super legais que eles postaram.

 

Aproveite as promoções

Hoje em dia as companhias aéreas têm apostado nas promoções para driblar a concorrência. As passagens aéreas estão cada vez mais acessíveis e, no Brasil, podem ser compradas inclusive em parcelas. Algumas companhias aéreas chegam a parcelar passagens em dez vezes.

No último final de semana, por exemplo, estavam rolando 17 promoções de passagens, com saídas de inúmeras cidades no Brasil. Tinha passagem de ida e volta para Buenos Aires por R$ 234,00 pela Gol, ida e volta para Montevidéu por R$ 250,00. Vale ficar de olho em sites especializados em divulgar promoções, como é o caso do Melhores Destinos. Nós costumamos compartilhar algumas dessas promoções na fanpage do blog.

melhores destinos

Cupons de desconto

Muitos atrativos, lojas, restaurantes e outros serviços oferecem cupons de desconto para os clientes. Sites especializados em reunir cupons, como o Retail me not, são boas ferramentas para deixar na sua tela de favoritos. Também vale baixar o aplicativo no seu smartphone e usar os cupons online, que nem precisam ser impressos.

retailmenot

Exemplos de descontos: imprimimos em casa um cupom de desconto da Blazing Saddles Bike Rentals e Tours de San Francisco e tivemos 20% de desconto no aluguel das bikes que usamos para cruzar a Golden Gate Bridge. Outra vez, ganhamos sobremesa grátis no Hard Rock Café. Desconto de 8% na seguradora World Nomads… Entre muitos outros. Vale ficar ligado!

Organize suas milhas

As empresas de cartões de crédito têm parcerias com programas de milhagens das companhias aéreas. Muitas vezes você pode comprar passagens usando as milhas ou, se não tiver milhas suficientes, conseguir um upgrade na sua passagem ou um bom desconto. Além das milhas dos gastos do cartão, sempre que você viajar de avião, ganhará pontos que serão somados em sua conta. Lojas e programas de fidelidade de outras empresas também ajudam a acumular pontos. Fique esperto, organize os seus programas de fidelidade e não deixe que seus pontos se percam.

Converse com seus filhos e explique quanto/se podem gastar

A minha filha ainda não chegou na idade de ficar pedindo para comprar tudo o que vê pela frente, mas tenho amigos que falam que essa fase é terrível. “Quero sorvete”. “Quero pipoca”. “Quero uma orelha da Minnie”. “Quero esse brinquedo”. Enfim… Querem tudo.

Loja de souvenires. Créditos: Thiago Martins
Loja de souvenires. Créditos: Thiago Martins

Como fazer para controlar isso? Cada família tem o seu jeito de lidar com a situação e acredito que os pais saibam melhor que ninguém como agir nesses casos. Uma dica legal é, antes de chegar aos atrativos, converse com seus filhos e explique até quanto eles podem gastar em determinado passeio. Assim, a criança já começará a entender como gerenciar melhor os desejos e as vontades, de acordo com os recursos disponíveis.