Cruzeiro Disney Dream – Bahamas: vamos embarcar!

Chegando ao Porto

Se o seu cruzeiro vai sair do Porto Canaveral, aconselhamos fortemente que você durma pelo menos na noite anterior em algum local próximo. Cocoa Beach é uma ótima opção e os hotéis têm preços razoáveis. Inclusive, como vocês viram nesse post, a cidade é bem gostosa e oferece algumas excelentes possibilidades de passeio (Kennedy Space Center, por exemplo).

Dormindo em Cocoa Beach, você elimina o risco de perder o cruzeiro por um possível contratempo na estrada ou por um voo que atrase e garante uma boa noite de descanso antes de embarcar no navio.

Do nosso hotel até o ponto de embarque da Disney, não levamos nem 10 minutos. Tranquilíssimo.

Chegando ao Porto Canaveral. Olha lá o Dream esperando a gente…

Estacionamos o carro alugado no estacionamento do próprio porto. Colocamos tudo na ponta do lápis para ver se valia a pena devolver o carro à locadora e pegar de novo na volta (já que o carro ia ficar 4 dias parado no porto). No nosso caso, mesmo pagando quatro diárias a mais e o estacionamento, ficava mais barato manter o carro com a gente do que fazer dois contratos diferentes.

O estacionamento custou 75 dólares para todo o período do cruzeiro. Ele é fechado e coberto, o que nos deixou mais tranquilos, pois deixamos duas malas com coisas que não íamos usar no cruzeiro dentro do carro.  Deixo bem claro que não estou aconselhando ninguém a deixar bagagem no carro, nem tenho como me responsabilizar caso alguém faça isso e seja roubado. Apenas compartilho com vocês que nós decidimos correr esse risco e valeu a pena.

Recibo do estacionamento

Cabe destacar aqui que o limite de bagagens que podem embarcar no cruzeiro é inferior à franquia uma viagem aérea internacional, então, se você fez compras e está com bastante bagagem, provavelmente terá que “dar um jeito” com ela antes de embarcar no navio.

Existia a possibilidade de deixar o carro “de graça” no hotel onde nos hospedamos em Cocoa Beach e pegar um transfer do hotel até o porto, mas soubemos dessa possibilidade tarde demais. Por isso, se informe antes com o seu hotel sobre as possibilidades quanto a estacionamento e depósito de babagens.

O check-in

O check-in no navio é muito organizado e tranquilo. É só fazer direitinho o que eles orientam no caderninho “Important Notice to Guests”, chegar com todos os formulários preenchidos e seguir as direções que os inúmeros funcionários estrategicamente posicionados vão passando.

Antes de estacionar, deixe a sua bagagem (já identificada com as etiquetas que eles enviam para o seu endereço residencial) no local que os funcionários vão indicar.

Tag na mala
Local onde as malas são deixadas
Local onde as malas são deixadas

Chegue no horário que você escolheu previamente pela internet para embarcar. Não se espante com o tamanho da fila. Tudo flui de forma muito eficiente.

Quando fizer o check-in, o funcionário te entregará o primeiro programa (Personal Navigator) com as atividades que acontecerão no primeiro dia. Você pode decidir ali se prefere receber o programa em português ou inglês. Os programas dos demais dias são entregues à noite, diretamente na cabine. E eles sempre vêm na companhia de uns chocolatinhos…

É também nessa oportunidade que cada passageiro receberá o “Key to the World”, um cartão onde constam as informações sobre o passageiro, a cabine, os restaurantes onde ele fará as refeições noturnas (existe um rodízio entre os restaurantes, então ali aparece a ordem que você seguirá) e o grupo de emergência ao qual pertence. Um cartão de crédito fica vinculado a cada “Key to the World” da cabine. Então se quiser fazer qualquer compra ao longo da viagem, você deve usar o seu cartão de identificação para isso. É importante estar sempre com o cartãozinho. Se for fazer fotos com o fotógrafo, precisa entregá-lo ao auxiliar do fotógrafo. Se for sair do navio, precisa estar com seu cartão e passaporte. Se for abrir a porta da sua cabine, acender as luzes… Enfim… Esteja sempre com ele, pois o navio é enorme e é bem chatinho ter que fazer uma longa caminhada até a cabine quando você percebe que está sem ele. Muitos hóspedes frequentes usam o cartão como uma espécie de crachá, pendurado no pescoço. Assim, ele está sempre por perto.

Cadastro das crianças

Depois de fazer o check-in, providencie o cadastro dos seus filhos no kids club (Disney’s Oceaneer Club ou Lab). Para agilizar tudo, é possível fazer o pré-registro online.

A fila do registro que fica ao lado do check-in costuma ser grande. Ouvi falar que é possível fazer o registro diretamente no clube, com uma fila bem menor. Fica a dica!

Como a Bela tinha menos de três anos quando foi, não usamos esse serviço (apesar de termos frequentado o clube nos horários em que o uso é liberado para pessoas de todas as idades – “Open House”).

A Bela no “Open House” do kids club

Para as crianças ficarem sozinhas com os monitores, é preciso que tenham mais de três anos e já saibam usar o banheiro sozinhas.

No registro, as crianças ganharão pulseirinhas, os pais poderão conhecer o espaço (absolutamente mágico) e os monitores que ficarão com as crianças durante esses dias.

Os monitores usarão os telefones da cabine (que podem ser usados em todo o navio) para se comunicar com os pais, caso as crianças cansem, queiram voltar para a família ou aconteça algum imprevisto.

Serviço de atendimento ao cliente

Assim que terminar de fazer todos os registros, vá ao Serviço de atendimento ao cliente para agendar encontros com personagens (nesses, as vagas são limitadas). É possível entrar na fila para encontrar os personagens, mas em alguns casos, é possível marcar um horário.

No nosso cruzeiro, marcamos o encontro da Bela com a Anna e a Elsa (que só puderam ser vistas por quem tinha horário agendado, pois elas não estavam programadas para aparecer em outros momentos no navio) e um outro encontro com as princesas (Cinderela, Bela, Branca de Neve e Tiana). Foi muito legal, pois, com horário agendado, as personagens passam um pouco mais de tempo com cada criança. Foi mágico. Meus olhos marejam quando lembro da reação da Bela a cada encontro… A pequena ficou absolutamente encantada.

Também no SAC é possível pegar, assim como nos parques, bótons de primeiro cruzeiro, aniversariante, aniversário de casamento…

O que levar na bagagem de mão

Vale deixar claro que no dia do embarque as malas só são entregues nas cabines lá para o fim da tarde. Então se certifique de que tem na sua bagagem de mão tudo o que vai precisar para aproveitar o comecinho do dia no navio.

Roupa de banho, protetor solar, chinelo, câmera fotográfica, baterias, fraldas e afins (se for o seu caso)… Enfim… Tente imaginar tudo o que pretende fazer no navio nesse primeiro momento e guarde os pertences na bagagem de mão. Só procure manter essa bagagem leve, pois se o seu check-in for bem cedo, talvez sua cabine ainda não tenha sido liberada, então você precisará ficar circulando pelo navio com os pertences de mão.

Treinamento de emergência

No primeiro dia é realizado um treinamento de emergência e todos (absolutamente todos) os passageiros têm a obrigação de participar. Inclusive, ao entrar no salão onde é realizado o treinamento, todos os cartões individuais (Key to the World) são escaneados, como uma espécie de “chamada”. Eles querem se certificar que todos participaram mesmo.

Alguns minutos antes do treinamento, o sistema de som do navio fica avisando que o navio soará o sinal de alarme e todos os grupos precisarão voltar à cabine e de lá se dirigir ao local indicado no “Key to the World”. A letra grande que aparece no cartão é o grupo ao qual a cabine pertence. É só seguir as setas com essa letra, que se encontram desde a porta da cabine até o salão do encontro do grupo.

Chegando lá, todo mundo senta e assiste às orientações do staff.

Telefones

Nunca é demais relembrar que há dois telefones em cada cabine. Eles funcionam em todo o navio e podem ser usados para se comunicar com as pessoas da sua própria cabine, com pessoas de outras cabines, com os monitores do kids club, com o room service, com a governança… Enfim… São bem úteis e oportunos.

Programação

Como falamos na parte do check-in, a programação de cada dia (Personal Navigator) é entregue no quarto e pode ser em inglês ou português. Você também pode consultá-la no aplicativo para smartphone da Disney Cruise Line.

Lá estão descritas todas as atividades que ocorrem no navio: brincadeiras, shows, filmes exibidos no cinema, cursos, encontros com personagens, festas… Achei a programação bem variada.  Tem até encontro de pais solteiros, acreditam?

Todas as noites o Alberto, que cuidava do nosso quarto, deixava a nossa programação e uns chocolatinhos em cima da cama. Além disso, ele fechava as cortinas, fazia uma escultura engraçada de toalha, arrumava o berço da Bela, trocava as toalhas, deixava a temperatura e a iluminação ideais para um fim de noite… Quando voltávamos do jantar, estava tudo lá prontinho pra gente. Serviço nota mil!

A Bela catando os chocolatinhos em formato de moeda que o Alberto deixou na cama, junto com o Personal Navigator
Escultura que o Alberto deixou no quarto, usando os óculos do Gustavo

Restaurantes

O Disney Dream tem um restaurante no estilo buffet (Cabanas), que serve café da manhã, almoço e jantar e três restaurantes temáticos a la carte onde é servido o jantar (Enchanted Garden, Aminator’s Palate e The Royal Palace). Existe um rodízio pré-determinado para o jantar a la carte e todos os hóspedes passam por todos os restaurantes.

Abaixo, algumas fotos do buffet no restaurante Cabanas:

Além desses restaurantes que estão incluídos no valor do cruzeiro, há ainda dois restaurantes exclusivos para adultos, que nós não chegamos a conhecer: o Remy e o Palo.

Na área da piscina fica o Flo’s Cafe, lanchonete onde servem pizza, hambúrguer, cachorro-quente, batata frita, enquanto as piscinas estão funcionando. Refrigerante, água e sorvete (Eye Scream) também podem ser consumidos à vontade.

Lanchinho no Flo’s Cafe
Sorvete à vontade no deque da piscina

Nos restaurantes a la carte, os hóspedes sentam sempre na mesma mesa e são atendidos todos os dias pela mesma equipe de garçons. No nosso caso, tínhamos o Wladimir, da Croácia, e o Wirawan, da Indonésia. Nós éramos três e tivemos a sorte de ficar com uma mesa inteira só pra gente. Em alguns casos, pode ser necessário dividir a mesa com outras famílias, o que pode até ser legal, se a outra família também for legal.

Gustavo e Isabela com os garçons Wlad e Wirawan
Cardápio da noite dos piratas
Sobremesa com um pequena amostra das três sobremesas principais da noite
Cardápio do Animator’s Palate
Cardápio de bebidas e sobremesas na Pirate’s Night
Cardápio infantil na Pirate’s Night. Esse cardápio é um chapéu para as crianças e tem passatempos

Todas as noites, no cardápio a la carte, há diversas opções de entrada, sopas, saladas, pratos principais, pratos vegetarianos e sobremesas. Se quiser provar mais de um de cada, fique à vontade. Se quiser provar todos, peça todos. Não há limite quanto a isso. Quanto às sobremesas, geralmente sempre tem uma que dá uma pequena amostra todas que estão sendo servidas naquela noite.

Há um cardápio especial para as crianças, que sempre pode ser usado como um “brinquedo”. Pode ser algo para colorir, um cardápio que vira chapéu de pirata, enfim, algo divertido para manter as crianças entretidas enquanto a comida não chega. Se a criança preferir comer algo do menu adulto, também pode, sem problema (e vice-versa).

A Bela detonando um dos pratos infantis na noite dos piratas
Um dos pratos infantis (penne integral com molho de tomate, brócolis e maçã verde). A Bela já tinha praticamente detonado os brócolis
Mais um cardápio infantil

No jantar, água e refrigerante são servidos à vontade.

Uma delicadeza ímpar que só quem é pai ou mãe entenderá: o prato infantil sempre chega antes dos demais pratos e o garçom faz questão de cortar ele mesmo a carne em pedacinhos para os pequenos aproveitarem.

Fomos tratados como uma família real pelos nossos muito queridos Wlad e Wirawan, que a cada dia que se passava, ficavam mais próximos da gente e muitas vezes previam o que nós iríamos pedir. Sensacional!

Vale lembrar que o room service está incluído no que você pagou pelo cruzeiro. Saiba mais aqui.

Noite dos piratas

No cruzeiro Disney Dream para as Bahamas, uma das noites é a Noite dos Piratas. No caso, a noite de Castaway Cay. Muitas pessoas se fantasiam e entram mesmo no clima da festa. Falamos um pouco sobre isso no post anterior.

É nessa noite que há uma queima de fogos linda em alto-mar. Emocionante!

Nos cruzeiros de 7 dias, há ainda a Noite do Comandante, que costuma ser uma ocasião em que as pessoas se vestem um pouco melhor. Mas só um pouco mesmo. Rsrsrsrs. Os navios da Disney têm uma atmosfera mais informal, bem família, então não é necessário traje de gala, como em alguns outros navios.

Piscinas

Para frequentar as piscinas, a criança já precisa ter desfraldado (são as normas internacionais de cruzeiros). Para as crianças que ainda usam fraldas, há a área do Nemo, com esguichos, cascatinhas e escorregadores.

Toalhas fresquinhas estão sempre disponíveis na piscina e também na saída no navio, em Castaway Cay. Em Nassau, fizemos o passeio ao parque aquático do Atlantis e também havia toalhas disponíveis para os visitantes. Dito isso, se são esses os locais que pretende visitar, não acho que seja necessário levar um monte de toalhas de praia na sua bagagem.

Veja também os outros posts que fizemos sobre o Cruzeiro Disney:

Cruzeiro Disney Dream – Bahamas – post 1 (sobre a Disney Cruise Line, seus navios, itinerários, compra do pacote, escolha da cabine e o que está ou não incluído no valor pago)

Preparativos especiais para o Cruzeiro Disney

 

Bayside Marketplace: compras, restaurantes e lazer com vista para a Biscayne Bay (Miami)

Um programa gostoso de fazer em Miami Downtown é um passeio pelo Bayside Marketplace, uma espécie de shopping outdoor cheio de charme e localizado em frente à Biscayne Bay (a vista para a baía é linda).

Bayside Marketplace. Créditos: Averette, http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/
Daqui saem vários passeios de barco

O Bayside, que vive lotado de turistas, tem diversas opções de lojas, restaurantes e cafés. De lá saem diversos passeios de barco e sightseeing tours. À noite tem shows com música ao vivo.

Vista do Bayside Marketplace e Miami Downtown à noite. Créditos: Xynn Tii – https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/ – https://www.flickr.com/photos/xynntii
Bayside lotado de turistas

Como chegamos a Miami cedinho, nosso apartamento ainda não estava liberado para check-in. Aproveitamos para resolver as primeiras questões de logística (compra do chip americano para o celular, troca da cadeirinha veicular da locadora pela nossa própria, compra de comes e bebes – do jeitinho que relatamos no post anterior). Quando acabamos de resolver tudo, já estava na hora do almoço.

Ainda estávamos com o carro carregado de bagagens, cansados da viagem, vestindo as mesmas roupas que usamos quando saímos de São Paulo no dia anterior. Mas era preciso esperar o apartamento ficar pronto, então paciência…

Assim, partimos para almoçar. Lembrei que precisávamos ir a algum lugar onde pudéssemos estacionar com alguma segurança, já que as nossas malas estavam no carro. Quando comentei isso, eu e o meu marido falamos ao mesmo tempo: “Bayside Marketplace!”. Bem, na verdade, ele falou “Aquele shopping que fica em frente ao mar e que tem um Hard Rock Cafe”, o que no fundo é a mesma coisa, certo? Estávamos em sintonia, então partimos para lá.

Vale destacar que não faço a mínima ideia de se o lugar é seguro para estacionar com bagagem no carro. Só pensamos que como o estacionamento é pago, fechado e fica em um lugar bastante movimentado, o risco de termos as malas roubadas seria ligeiramente menor. Então arriscamos e, quando voltamos, ainda estava tudo lá. Graças a Deus! [UPDATE: Parece que nem lá o estacionamento é seguro para quem está com compras no carro. Vejam nos comentários desse post o depoimento de uma pessoa que teve o carro arrombado nesse estacionamento. Que triste isso, gente! Esse tipo de ocorrência, infelizmente, tem se tornado cada vez mais frequente na Flórida].

Embora Miami tenha outras opções melhores para compras, como é o caso dos outlets, o Bayside tem boas lojas e os preços não são ruins. Se estiver rolando alguma liquidação, pode-se encontrar preços semelhantes aos dos outlets. Entre as lojas, algumas das favoritas dos turistas brasileiros, como Gap (Baby, Kids e adulto), Claire’s (os acessórios de lá são super fofos), Crocs, Disney Store (quando fomos nessa última viagem estava quase tudo em promoção e fizemos umas comprinhas por lá), Foot Locker (de artigos esportivos), Gamestop (o paraíso para quem curte videogame – marido faz a festa!), Guess, Sunglass Hut, Victoria’s Secret, entre outras. Lá também tem muitas lojinhas de souvenir e presentinhos em geral.

Bela colorindo na Disney Store
Fez questão de carregar ela mesma as comprinhas da Disney Store

Para ver a lista completa das lojas do Bayside Marketplace, clique aqui .

No quesito alimentação, o Bayside Market tem muitas boas opções de restaurantes, cafés, bares e sorveterias. Hard Rock Cafe, Hooters, Bubba Gump Shrimp Co. (vamos falar sobre ele no próximo post) e os bem avaliados no TripAdvisor, mas que ainda não testamos: Los Ranchos Stakehouse, Five Guys Burger (falam que hambúrguer de lá é divino) e Let’s Make a Daikiri (bar).

Para ver a lista completa dos restaurantes do Bayside Marketplace, clique aqui.

Os horários de funcionamento do Bayside são: de segunda a quinta, das 10h às 22h; sexta e sábado, das 10h às 23h; domingo, das 10 às 21h.

Daqui saem os passeios de barco
Acho que a Bela quer sorvete
Frente do Bayside Marketplace. Créditos: http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

Para chegar lá, digite no GPS: 401, Biscayne Boulevard. Quando chegar em frente ao shopping, siga as placas “Parking” ou “Parking Garage” (estacionamento). O estacionamento é pago e varia de acordo com o tempo que você passar lá. Para saber os valores, clique aqui. Você pode pagar o estacionamento em um dos terminais de autoatendimento situados entre o estacionamento e o shopping.

Para quem vai com crianças, é super tranquilo passear com carrinho, há banheiros com trocadores e restaurantes kid-friendly. Eles também oferecem o serviço de aluguel de cadeira de rodas e há um centro de informações ao visitante.

Bônus: American Airlines Arena

O shopping fica bem ao lado da American Airlines Arena, ginásio onde joga o time da NBA, Miami Heat, e onde há muitos shows musicais. Uma boa ideia de programa é casar passeio no Bayside + comidinha gostosa em algum restaurante de lá + jogo de basquete do Miami Heat. Sucesso garantido!

American Airlines Arena. Créditos: Edgar Serrano – http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/
Jogo do Miami Heat. Créditos: Melanie Applegate – https://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.0/ – https://www.flickr.com/photos/melanietippsphotography/

Frequentar eventos esportivos é um dos nossos programas favoritos nos Estados Unidos. Eles transformam as partidas em verdadeiros espetáculos. Achamos que vale muito à pena viver essa experiência. Quem acompanha o blog, sabe que já assistimos jogos dos New York Yankees, Anaheim Ducks e Los Angeles Lakers.

É um programa divertido e super tranquilo para fazer com crianças. Uma dica importante é: lembre de comprar os ingressos com antecedência. Para saber mais, leia: http://pezinhonaestrada.com/2014/10/14/los-angeles-anaheim-e-arredores-da-capital-mundial-do-cinema-ao-berco-da-disney/ e http://pezinhonaestrada.com/2014/08/05/nova-york-com-bebe-de-um-ano-parte-4-go-yankees/ .

Rio de Janeiro: roteiro de 4 dias na capital fluminense

Não tem como não ser clichê quando se fala do Rio de Janeiro. Sim! Ele continua lindo… A cidade é mesmo maravilhosa. Se não for a cidade mais bonita do mundo, deve estar entre as 10 mais, sem dúvida alguma. É difícil fazer foto feia no Rio. Nem precisa escolher muito o ângulo, basta clicar que sai coisa boa.

Nossa viagem ao Rio foi motivada inicialmente por um congresso. Todos os anos  acompanhamos o meu marido na viagem do congresso brasileiro da área dele e virou tradição familiar meus pais irem encontrar com a gente na cidade onde o evento está acontecendo. Assim, enquanto o marido vai ao congresso, eu e a Bela temos companhia para passear, além de ser uma oportunidade de matar a saudade sem ter que ser em São Paulo ou João Pessoa. Já fomos a Brasília, Salvador, Curitiba e, esse ano, foi a vez do Rio. Infelizmente meu pai teve um problema de saúde e não pôde ir dessa vez. Então fomos eu, meu marido, a Bela (2 anos e meio) e a minha mãe. Eu já conhecia o Rio. Fui quando tinha 16 anos. Para os outros três, foi a primeira vez na cidade.

Aeroportos

O Rio de Janeiro tem dois aeroportos: o Santos Dummont e o Galeão. O Santos Dummont fica mais próximo da parte turística da cidade, pertinho do centro, rodeado pelo mar. De um lado do aeroporto está a Ponte Rio-Niterói, do outro, o Pão de Açúcar. Já o Galeão é bem maior e fica um pouco mais afastado.

Pista do Aeroporto Santos Dummont. Créditos: Mario Roberto Duran Ortiz. http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

Quanto à escolha sobre qual aeroporto é melhor, na prática, não vejo muita diferença. Eu escolheria sempre o que estivesse com oferta de passagens mais baratas. Mas… Aquela pista do Santos Dummont é um pouco mais charmosa e emocionante. Isso é!

Nós tivemos a oportunidade de conhecer os dois. Chegamos pelo Santos Dummont e voltamos pelo Galeão.

Chegando ao Aeroporto Santos Dummont, havia duas opções de táxi: o pré-pago (que ficava mais caro, mas não tinha fila) e o que rodava com o taxímetro ligado (ficaria mais barato, mas a fila estava imensa). Pegamos o do pré-pago e, confesso que não lembro o valor, mas ficou em torno de 50 a 60 reais a corrida até Copacabana.

Hospedagem

O congresso aconteceu em um feriadão de novembro, o que significa que a cidade estava lotada. Tentamos reservar o hotel usando diárias do clube Bancorbrás, pois meus pais tinham algumas diárias sobrando. Não rolou. Todos os hotéis estavam lotados. Decidimos então fazer a nossa estreia no mundo dos apartamentos alugados: usamos o Airbnb pela primeira vez!

Alugamos um apartamento que ficava a poucas quadras da praia de Copacabana, pertinho da estação de metrô Cardeal Arcoverde e do Copacabana Palace. Padaria, farmácia, mercadinho, restaurantes… Tinha de tudo por perto.

O apartamento tinha um quarto com cama de casal, uma sala com uma cama extra e uma  cama auxiliar que ficava guardadinha embaixo dessa segunda cama. Televisão, ar-condicionado no quarto e na sala/cozinha, cozinha americana completa, banheiro. Tudo limpinho e organizado. O proprietário do apartamento foi super atencioso e a comunicação com ele foi sempre rápida e eficiente. Tivemos total flexibilidade de horário de check-in e check-out (entramos bem mais cedo e saímos mais tarde que os horários usuais em hotéis).

A foto ficou escura porque a cortina estava fechada, mas o apartamento é bem iluminado.

Gostamos muito da experiência de ficar em apartamento e com certeza vamos continuar usuários assíduos do Airbnb.

Caso vá fazer a sua primeira reserva do Airbnb, disponibilizamos um código que dá desconto de algo em torno de R$ 67. O código é amoura17 ou, se preferir, pode usar esse link quando for fazer a sua primeira reserva: https://www.airbnb.com.br/c/amoura17?s=3&i=1 .

Primeiro dia

Depois de chegar ao aeroporto Santos Dummont, de manhã bem cedinho, fomos ao apartamento deixar as bagagens. O porteiro do prédio já estava avisado da nossa chegada e tínhamos um código para abrir a porta do apartamento (o proprietário enviou para o meu e-mail na noite anterior). Tudo super tecnológico e seguro.

Deixamos a bagagem, vestimos nosso look de praia e pegamos um táxi até Ipanema. Fomos para o Posto 8, local onde fica um espaço chamado de Ipabebê (em frente à Rua Joaquim Nabuco e ao Hotel Fasano). Já tinha ouvido falar bastante sobre esse espaço e estava bem curiosa para conhecer e saber como funciona.

O Ipabebê é uma área especialmente criada para crianças de até 5 anos. É uma área cercada, na areia da praia, com escorregador, castelinho, casinha e outros brinquedinhos típicos de playground. O espaço foi instalado por um grupo de pais que se conheceram por acaso ali pelo Arpoador. Eles se uniram, criaram uma associação sem fins lucrativos e através de doações e contribuições mensais voluntárias dos associados montaram um espaço para lazer e integração das crianças.

Ipabebê
Estacionamento de carrinhos no Ipabebê

O espaço é público, o que significa que pode ser usado por qualquer criança com menos de 5 anos. As regras para uso do espaço estão abaixo:

Não sei se é por causa do Ipabebê, mas esse pedacinho da praia de Ipanema / Arpoador é bem família. Bem em frente ao Ipabebê fica um super estacionamento de carrinhos de bebê. Várias famílias na praia, crianças com baldinho e brinquedinhos de areia… Achei o espaço uma delícia e a paisagem é linda! O único ponto não tão legal dali é o fato de o mar não ser calminho. Como em quase todas as praias do Rio de Janeiro, as ondas são fortes, então, para quem está com crianças bem pequenas, o banho de mar é mais complicado. Ah! A água é gelaaaada!!! Para quem vai do nordeste, a temperatura da água assusta um pouco, mas para o pessoal do sul e sudeste, que já está acostumado com banho de mar frio, não é nenhuma novidade. Confesso que é até gostoso para refrescar no calorzão que faz por lá. A Bela adora entrar no mar, seja ele gelado ou quentinho, então ela aproveitou bastante ficar na beirinha do mar de Ipanema. Ela estava radiante de felicidade. Já fazia um bom tempo que não íamos à praia, então ela curtiu bastante junto com a mamãe e a vovó.

A minha Garota de Ipanema
Biscoito Globo, mamãe!

Nesse trecho da praia, nós encontramos cadeiras de praia para alugar e guarda-sol (um par de cadeiras + um guarda-sol por R$ 15). O pessoal que alugava as cadeiras também vendia refrigerantes, água e cerveja. Ambulantes circulavam vendendo os tradicionalíssimos biscoitos Globo, pastéis, picolés e outros comes e bebes.

Depois de curtirmos bastante na praia, decidimos juntar as tralhas todas (bolsas, toalhas, brinquedos de praia, carrinho de bebê), tomamos uma chuveirada de águia doce ali ao lado do Ipabebê e fomos caminhando até a pedra do Arpoador, que divide as praias de Ipanema e Copacabana. Como o sol estava muito forte (TORRANDO), não tivemos disposição para subir na pedra, então voltamos para a avenida principal para pegar um táxi até o Forte de Copacabana (dá para ir andando até lá, mas o calor estava insuportável, então decidimos pegar um táxi).

Sombrinha boa!
Praia de Ipanema
Praia de Ipanema

Foi nesse momento que descobrimos que boa parte dos taxistas no Rio de Janeiro decide quando aceitar ou não uma corrida, dependendo do lugar para onde você vai e da sua cara. Descobrimos inclusive que eles não gostam de levar quem vem da praia, por medo de molhar os bancos ou encher o carro de areia. Tentamos parar uns 10 táxis e todos nos ignoraram solenemente. Até que finalmente um parou e perguntou “Vocês não estão molhados não, né?” e nos levou até o forte. Ele mesmo tratou de nos explicar que é difícil conseguir alguém que pare para a galera que vem da praia.

A entrada no Forte de Copacabana custa R$ 6 (estudantes e maiores de 60 anos pagam meia-entrada). É um passeio que vale a pena. A vista que se tem da cidade é linda. Dá para ver toda a praia de Copacabana. Lá dentro fica o Museu Histórico do Exército, que é bem interessante e uma filial da tradicional Confeitaria Colombo, o Café do Forte, onde decidimos almoçar.

No Forte, apreciando a vista da praia de Copacabana
Forte de Copacabana
Forte de Copacabana

A fila de espera na Confeitaria Colombo era grande, mas o esquema era bem organizado. Você deixa o seu nome na fila e passa o número do celular. Quando sua mesa estiver pronta, eles mandam uma mensagem para o seu celular. Isso dá alguma liberdade para explorar o museu e os demais espaços do forte enquanto sua vez de ser atendido não chega.

Galera do SUP em Copacabana
Copacabana vista do Forte
Apreciando a vista do Forte de Copacabana

No cardápio da Confeitaria, pratos típicos de café da manhã e chá da tarde, salgados, bolos e pratos leves para refeições como almoço e jantar (alguns tipos de massa, omelete, saladas, sanduíches).

Confeitaria Colombo do Forte de Copacabana
Confeitaria Colombo do Forte de Copacabana
Confeitaria Colombo do Forte de Copacabana

Saímos do Forte bem cansadas, querendo banho e siesta, então fomos encontrar o papai, que já estava voltando do Congresso, no apartamento.

À noite, fomos dar uma volta pela praia, pertinho do apartamento, naquela região do Copacabana Palace. Jantamos no Maxim’s. Pedimos paella e estava saborosa. O cardápio deles é bem variado. Frutos do mar, carnes, massas, saladas, feijoada… Voltamos caminhando. Na volta para o apartamento, compramos milho cozido em um carrinho que ficava na frente do Bob’s da Rua Barata Ribeiro, pois a Bela não comeu muito bem e se a fome batesse mais tarde, o milho era uma boa, já que ela curte muito. Também compramos umas coisinhas de café da manhã e água no mercadinho que fica ali perto.

Segundo dia

Como nesse dia o meu marido decidiu que não iria ao Congresso e sairia para passear com a gente, decidi que esse seria o dia de fazer o filé mignon do Rio (o oba-oba, o must see). Decidi colocar em um mesmo dia o Corcovado e o Pão de Açúcar. Fiquei super na dúvida se valeria a pena fazer os dois passeios no mesmo dia, se daria tempo… Enfim, decidi que sim e, sim, valeu a pena!

Compramos os ingressos para as duas atrações antecipadamente pela internet: http://www.ingressocomdesconto.com.br/corcovado/ e http://www.guicheweb.com.br/bondinho/ . E se tem uma dica que eu acho que vale a pena seguir é: compre os ingressos pela internet! As filas nos atrativos são imensas, então evite ter que entrar em mais uma.

Compramos ingressos para o trem das 11 horas no Corcovado. Assim, precisaríamos estar lá às 10:30. Quanto mais cedo for o passeio (pela manhã), melhor, pois a temperatura lá em cima estará mais amena. Compramos às 11, porque era o horário que ainda estava disponível, mas se tivesse ainda mais cedo, teria comprado.

Fomos até o Corcovado de táxi. Chegando lá, trocamos os vouchers da internet por ingressos e nos informamos sobre o horário e ponto de saída do trem. Como ainda faltava muito tempo para o nosso embarque, fomos para uma pracinha que fica ao lado da Estação Cosme Velho. Lá tinha um playground onde a Bela ficou brincando até o horário de irmos para o portão de embarque.

A subida até o Corcovado de trem é uma delícia. O trem passa pelo meio da floresta, que faz parte do Parque Nacional da Tijuca. Há muitas jaqueiras pelo caminho. O trajeto dura cerca de 20 minutos, com algumas paradas pelo caminho (só é para descer na última!). Em uma parada, vendedores entraram no trem para vender água mineral. Em outra, entrou um grupo de samba, que subiu até a próxima parada, animando os turistas. Antes de descerem, eles passaram o chapéu para as pessoas deixarem gorjetas.

Família Pezinho na Estrada no Rio de Janeiro!
Cristo Redentor
A turistada no alto do Corcovado
Escadas rolantes para ajudar na subida e descida – Cristo Redentor

Chegando à parada final, descemos todos do trem. E continuamos a jornada até o Cristo Redentor pelas escadas. Haja degraus! Vale destacar que há elevadores, mas a fila para eles estava grande, então optamos por subir a pé mesmo. Estávamos com carrinho de bebê, daqueles que fecham como guarda-chuva. Nessa hora, fechamos o carrinho e o papai subiu com ele. A Bela subiu todas as escadas andando no chão, sozinha! Uma mocinha crescida, companheirinha de aventuras!

Chegando ao topo, é o momento de admirar a paisagem, fazer muitas fotos e agradecer a Deus pela maravilhosa oportunidade de estar ali, vivendo aquele momento inesquecível.

Na volta para o trem, uma longa fila nos aguardava, boa parte dela debaixo do sol. Vale a dica de nunca esquecer de passar protetor solar no Rio de Janeiro (mesmo nos dias sem praia) e de sempre andar com algumas garrafinhas de água mineral. O calor é quase insuportável.

Embora a fila parecesse bem longa, ela andou rápido. Pegamos o segundo trem que passou.

Tínhamos boas indicações para almoçar no Maya Café, ali mesmo, pertinho da estação Cosme Velho, no bairro das Laranjeiras. Não fomos, mas as indicações no TripAdvisor são boas: http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g303506-d2512884-Reviews-Maya_Cafe-Rio_de_Janeiro_State_of_Rio_de_Janeiro.html . Então fica a dica para quem quiser fazer uma boquinha por perto.

Decidimos pegar o táxi até o Botafogo Praia Shopping, que fica bem no meio do caminho entre o Corcovado e o Pão-de-Açúcar. A praça da alimentação desse shopping fica no último andar e alguns restaurantes ficam na área externa, com uma linda vista para Botafogo. Até pensamos em comer em algum desses restaurantes, mas o calor era tão grande, que a praça da alimentação, com ar-condicionado, pareceu mais paradisíaca, então ficamos lá mesmo e comemos no Viena.

Ainda lá, compramos roupa com proteção UV para a Bela, em um quiosque da Litoraneus, que não tem loja em São Paulo. Fica a dica para quem precisa comprar esse tipo de roupa.

Pegamos um táxi em frente ao shopping e seguimos para pegar o bondinho para o Pão de Açúcar. Lá, embora as filas sejam imensas, é tudo muito bem organizado. Fomos encaminhados diretamente para a fila preferencial, por estarmos com carrinho e criança de colo. No guichê, trocamos o voucher da internet por ingressos e continuamos em direção ao bondinho. As filas são sempre grandes, mas elas fluem rápido.

O passeio é dividido em dois trechos. O primeiro, sobe do “térreo”, na Praia Vermelha, ao Morro da Urca. No Morro da Urca você encontrará uma boa infraestrutura para receber visitantes. Restaurante, lanchonete, lojinhas, toaletes com trocador, etc. De lá, siga pela via verde até o ponto de partida do segundo bondinho, que leva do Morro da Urca ao Pão de Açúcar. A via verde é um caminho sombreado por imensas árvores, dentre as quais, muitas jaqueiras, onde, com sorte, você verá macaquinhos e saguis. É bem mais fresquinho andar por ali que debaixo do sol.

Morro da Urca. A Bela dormindo na sombra.
Via Verde, no Morro da Urca. Caminho sombreado que leva até o bondinho do Pão de Açúcar.
Bondinho

Tanto no Pão de Açúcar como no Morro da Urca, você terá vistas incríveis de 360 graus da cidade. Tudo é lindo. O Rio de Janeiro é mesmo uma cidade abençoada nos aspectos naturais, geológicos, paisagísticos… Certifique-se de que todas as câmeras e baterias estão carregadas e com bastante memória livre, pois tanto o passeio do Corcovado, como o do Bondinho, rendem inúmeras fotos fantásticas.

Vista do alto do Pão de Açúcar
Bondinho

O carrinho foi super útil nesse passeio! A Bela esteve acordada no Corcovado, mas dormiu no táxi do shopping ao Bondinho e continuou dormindo durante todo o passeio ao Pão de Açúcar. O que seria de nossos braços, nossas colunas e nossa liberdade de movimento de tivéssemos que carregar no colo uma criança de 14 kg durante todos os trajetos (e filas!)? Por isso, mesmo se seu filho for um pouco mais velho, não hesite! Leve o carrinho. Mesmo que ele não goste de ficar nele, o carrinho serve para acomodar mochilas, bolsas, equipamentos de fotografia, sacolas, água. E quando a criança dormir, direto para o carrinho!

Dormindo no bondinho. Eternamente grata a quem inventou o carrinho de bebê.
Dormindo no Pão-de-Açúcar

Saindo do Bondinho, fomos direto para o apartamento. Estávamos bem cansados, então tomamos banho e compramos pizza na Domino’s que ficava na esquina do nosso apê e comemos em casa mesmo. A noite foi para descansar e recuperar as energias para o dia seguinte.

Terceiro dia

Para o terceiro dia, tínhamos planejado tomar café da manhã no Parque Lage, mas acordamos um pouco mais tarde que o esperado, então comemos no apartamento mesmo. Saindo de lá, fomos de táxi até o Parque Lage.

Palacete do Parque Lage
Famílias fazendo piquenique no Parque Lage
Aquário do Parque Lage
Uma das entradas/saídas no aquário do Parque Lage
Playground no Parque Lage

O parque é uma coisa linda de se ver. Aos pés do Corcovado, a vista para o Cristo, olhando de dentro do Palacete da Escola de Artes Visuais, é fantástica. O palácio é belíssimo. Lá dentro, muita gente se espremia para tomar o famoso café da manhã. Muita gente com criança, muitos carrinhos de bebê. No passeio pelo parque, muita área verde, famílias fazendo piquenique, playgrounds e um aquário bem diferente, que parecia escondido em uma gruta. Uma delícia de passeio. Se estiver com tempo livre, dá para passar o dia inteiro lá. A entrada é gratuita.

Parque Lage
Palacete da Escola de Artes Visuais, no Parque Lage
Vista maravilhosa do Palacete no Parque Lage. Ao fundo, o Corcovado e o Cristo Redentor.
Café da manhã no Parque Lage

De lá, pegamos um táxi para seguir até o Jardim Botânico. Se preferir ir de ônibus, o Jardim fica a apenas alguns pontos do Parque Lage.

O ingresso do Jardim Botânico custa R$ 7 (entrada grátis para crianças de até 7 anos e adultos com mais de 60 anos residentes no Brasil ou outros países do Mercosul) e o pagamento só pode ser feito em dinheiro. Assim que entramos, a Bela estava com um saquinho de pipocas que compramos em frente ao Parque Lage na mão. O segurança chegou junto e alertou que por ali há muitos macacos prego e que eles podem ficar agressivos quando veem alguém com comida. Para não tomarmos uns bofetes dos macacos, guardamos a pipoca e seguimos passeio. E não é que tem um monte de macacos lá mesmo? A Bela ficou absolutamente encantada com os bichos passando de um lado para o outro, bem pertinho da gente.

Jardim Botânico
Macaco prego no Jardim Botânico
Jardim Botânico

Para pessoas maiores de 60 anos, portadores de necessidades especiais com um acompanhante e gestantes, há carros elétricos para visitas ao Arboreto. O agendamento é gratuito e deve ser feito no Centro de Visitantes. Veja mais aqui.

Almoçamos no café La Bicyclette, perto do Lago das Tartarugas e do Espaço Tom Jobim, do lado de fora do Arboreto. No cardápio sanduíches, quiches, saladas, pratos leves e sempre um prato do dia (na ocasião, era salmão com arroz e batatas).

Chegando ao La Bicyclette
Calor + sono + suquinho no La Bicyclette
La Bicyclette

O Jardim Botânico é absolutamente encantador. Limpo, bem cuidado e organizado. Um ótimo passeio para fazer em família. Só não ficamos mais tempo por lá, porque estava muito quente. Por causa do calor, também cancelamos o passeio que tínhamos programado para o horário pós-almoço: pedalar na Lagoa Rodrigo de Freitas (ali pertinho do Jardim). Uma pena… Queria muito ter feito esse passeio, mas é preciso saber entender quando o nosso corpo chega a um limite. A Bela já estava chatinha de tanto calor e sono. Era hora de voltar para o apartamento para banho e cama!

Para quem puder fazer o passeio pela Lagoa, a dica é pedir ao taxista para ir ao Parque dos Patins. Lá tem aluguel de bicicletas, pula-pula, lanchonetes, barraquinhas… Falam muito bem de um quiosque de comida árabe, que fica por ali: http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g303506-d1062325-Reviews-Arab_da_Lagoa-Rio_de_Janeiro_State_of_Rio_de_Janeiro.html .

No fim da tarde tive uma emergência médica e precisei ir junto com o meu marido a um Pronto-Socorro. Minha mãe ficou com a Bela no apartamento. Resolvemos o problema rápido e retornamos.

Depois de descansarmos no apartamento, decidimos jantar à noite lá em Copacabana mesmo. Comemos na La Trattoria Rio. O lugar é apertadinho, escondidinho, nem acreditamos que era mesmo lá. Quando entramos, a casa estava cheia, aparentemente com muitos clientes assíduos, que já conheciam bem os garçons. Fomos muito bem atendidos, o serviço é rápido e a comida estava deliciosa. A especialidade da casa são os pratos ao funghi tartufado. Achei uma boa relação custo x benefício.

Quarto dia

Para o último dia, eu tinha programado um passeio pelo centro da cidade. Arcos da Lapa, Biblioteca Nacional, Theatro Municipal, Museu Nacional de Belas Artes, Museu Histórico Nacional, Confeitaria Colombo, Escadaria Selaron e um almoço no bairro de Santa Teresa, se preferência, no recomendadíssimo Aprazível. Ufa! Hahahahaha. Era muita coisa para um dia só. E como era um domingo, algumas coisas estariam fechadas. Ah! Claro que alguns desses a gente só ia ver a arquitetura do prédio por fora, fazer umas fotos e deixar para conhecer o atrativo em uma próxima visita. Enfim… Não rolou. O meu marido decidiu que queria ir à praia, pois no dia que fomos a Ipanema ele estava no Congresso. Claro! Decidimos acatar o pedido e fomos. Eu nunca digo não para praia.

A princípio, decidimos ir a Copacabana mesmo, pertinho do Copacabana Palace. Quando chegamos à metade do caminho de areia, desistimos. Infelizmente havia muito lixo na areia. Muito mesmo. Não sei se tinha acontecido algum evento ou se é porque aquele trecho de praia é daquele jeito mesmo. Pegamos um táxi e fomos outra vez ao Posto 8, Ipabebê. O dia estava nublado, mas a Bela ainda aproveitou bastante.

Praia de Ipanema
Praia de Ipanema

De lá, voltamos para o apartamento, arrumamos as malas, tomamos banho e saímos para almoçar. Gostamos tanto do La Trattoria Rio, que decidimos voltar lá, mas, no meio do caminho, vimos um restaurante bem charmosinho chamado Charleston Bubble Lounge. Decidimos comer por lá. Não gostei muito da comida, nem do atendimento. Me arrependi de não ter seguido para a despedida dos pratos ao funghi tartufado da tratoria. Pode ter dado alguma zebra no dia que fomos lá, mas, no nosso grupo, a opinião foi unânime: não gostamos do Lounge.

Charleston Bubble Lounge

Depois do almoço, fomos ao apartamento pegar a bagagem e seguir de táxi rumo ao Galeão. Era hora de voltar para casa.

A viagem é tão bacana e tem tanta coisa legal para fazer no Rio de Janeiro, que prometemos que voltaríamos com mais frequência para lá, já que fica tão pertinho de São Paulo.

Veja abaixo um mapinha do Google Maps com alguns dos principais pontos de interesse citados no nosso roteiro.

Passeios que gostaríamos de ter feito e não fizemos:

Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

Museu Histórico Nacional.

Arcos da Lapa (Aqueduto da Carioca):  No momento, o bonde que passa em cima do aqueduto não está funcionando, pois entrou em fase de manutenção em decorrência de um acidente. Falam que reabrirá em 2015. Ficamos na torcida, pois falam que é um passeio bem bacana pelo bairro de Santa Teresa.

Confeitaria Colombo do Centro.

Escadaria Selarón.

Fazer uma refeição no muitíssimo bem falado Aprazível.

Museu Nacional de Belas Artes.

Pedalar na Lagoa Rodrigo de Freitas.

Assistir a algum jogo de futebol no Maracanã.