Banff, Alberta, Canadá: Montanhas Rochosas de motorhome, com crianças (onde dormir, o que fazer, onde comer) – parte 1

Neste post, coloquei algumas dicas de Banff. Mas como tinha bastante coisa para escrever sobre a cidade, dividi o material em dois posts. Assim sendo, chamarei este aqui de Parte 1.

No sexto dia de viagem, acordamos em Banff, no camping Tunnel Mountain Trailer Court. Quando chegamos lá no dia anterior, já era noite, estava escuro e mal conseguíamos enxergar o nosso entorno. Só conseguíamos ver dezenas de elks (uapitis), que estavam em época de cio e ocupavam todo o espaço do camping. Mas sobre os elks, vou voltar a falar mais tarde.

O que não esperávamos era a vista incrível quando acordamos pela manhã. Foi emocionante puxar a cortina da janela e dar de cara com aquela montanha maravilhosa. Foi ali que passamos a noite?!? Que privilégio! Uma das vantagens de viajar de motorhome é essa. Dormir e acordar em localizações estratégicas, com vista esplêndida. Tem hotel de 5 estrelas, caro, que não proporciona vistas assim.

Vista da janela do motorhome, estacionado na nossa vaga do camping Tunnel Mountain Trailer Court.

A vaga que escolhemos no camping foi a número 224, com full hookup (eletricidade, água encanada e rede de esgoto). Tem essa vista linda e fica relativamente perto de um banheiro com chuveiros. O banheiro é limpinho e vale a pena tomar banho lá. É que no motorhome os banhos precisam ser rápidos ou a água esfria, às vezes acaba. No banheiro do camping, dá para tomar um banho mais relaxante, sem dar cotoveladas nas paredes o tempo todo (risos).

Depois do banho, fomos tomar café da manhã na cidade de Banff, no Tim Hortons. Encontramos um estacionamento super bacaninha e grátis onde dá para parar os motorhomes. Pontinho estratégico inclusive para estacionar e bater perna pela cidade. Paramos ali porque precisávamos dar uma passada na Brewster, que fica do outro lado da rua, e pegar os vouchers para os passeios que íamos fazer em seguida. O estacionamento é o parking lot da Wolf Street, bem ao lado do Banff – Mineral Springs Hospital.

Estacionamento grátis em Banff.

O escritório da Brewster, hoje conhecida como Pursuit e que organiza diversos passeios pelas Rochosas Canadenses, fica grudado em uma Tim Hortons. Para falar a verdade, tem uma passagem por dentro da Tim Hortons que já leva direto para dentro da Brewster. Lá nós conseguimos pegar nossos vouchers para os tours que faríamos mais tarde, pois por um problema de sistema, a operadora não estava conseguindo enviar nossos vouchers por e-mail.

Como falei no post anterior, a Pursuit vende um combo com ingressos para os principais atrativos pagos de Jasper e Banff. Comprando todos os ingressos juntos, você consegue economizar um pouco. O que escolhemos foi o Ultimate Explorer, que dá direito aos dois principais passeios da Icefields Parkway (Glacier Skywalk e Glacier Adventure, sobre os quais falamos no post anterior), ao Banff Lake Cruise (passeio de barco no lago) e à Banff Gondolahttps://www.banffjaspercollection.com/attractions/attraction-combo-packages/ (Agradecemos à Pursuit / Brewster Canada por ter fornecido ingressos de cortesia para a nossa família).

Banff Gondola

O primeiro passeio que fizemos nesse sexto dia de viagem foi o Banff Gondola. O início do passeio é na estação da gôndola, que fica localizada a cinco minutinhos de carro do centro de Banff. O teleférico leva os visitantes até o topo da Sulphur Mountain, que fica 2.451 metros acima do nível do mar. A subida até o alto da montanha é de 698 metros e leva em torno de 8 minutos.

Chegando à estação de onde sai o teleférico

Não, o ingresso não é muito barato, mas sim, trata-se de um passeio imperdível. Simplesmente não dá para chegar até ali e abrir mão de fazer esse tour. É emocionante demais, a vista é linda demais, a estrutura é boa demais e você viverá momentos inesquecíveis demais. Isso é fato.

Nossa família subindo a Sulphur Mountain no teleférico
Dentro do teleférico
Subida de teleférico
Subida de teleférico
Subindo a montanha

A subida, dentro do teleférico, já proporciona visuais de tirar o fôlego, mas chegando lá no alto da montanha, o visual panorâmico das rochosas é algo que realmente impressiona. Principalmente se você der a sorte de pegar os topos das montanhas nevados, como nós pegamos.

Gustavo e o Felipe, chegando ao alto da montanha
Gustavo e o Felipe, chegando ao alto da montanha
Eita Canadá bonito!

Partindo da estação que fica no topo, passarelas de madeira, escadarias e muitos mirantes te guiam em uma caminhada que liga um cume a outro da montanha. É bonito demais. Dá para passar o dia inteiro zanzando por ali. Fique atento à vida selvagem que pode se exibir ao redor. Aves, esquilos, ou quem sabe até mamíferos de maior porte podem aparecer pelo entorno.

A Bela e o Pipo não cola do esquilo
A Bela e o Pipo não cola do esquilo
O visual desse lugar é incrível
O visual desse lugar é incrível
Muitos mirantes e muita escada
Muitos mirantes e muita escada

O centro de visitantes é bem estruturado e tem exposições educativas com muita informação para os turistas. Conta também com restaurante com vista panorâmica, lanchonete / café, lojinha de souvenires, banheiros. O estacionamento é enorme, o que é bom para quem está carregando a casa na cabeça, em um motorhome.

Dicas

  • Prefira um dia com céu azul e aberto para curtir o visual do entorno. A grande graça desse passeio é o visual panorâmico das montanhas.
Panorâmica feita de um dos pontos da passarela. O céu azul ajuda bastante
Panorâmica feita de um dos pontos da passarela. O céu azul ajuda bastante
Como não amar esse lugar?
Como não amar esse lugar?
  • Aqui vale a mesma dica que demos para o teleférico de Jasper e o passeio da geleira. Mesmo que o dia esteja ensolarado, leve roupa apropriada para o clima mais frio. No topo da montanha, as temperaturas são bem mais baixas, venta bastante e o clima nas Rochosas vira muito rápido, então, esteja sempre preparado.
Dia ensolarado, mas todo mundo bem agasalhado. Sim, faz frio lá em cima!
Dia ensolarado, mas todo mundo bem agasalhado. Sim, faz frio lá em cima!
Lugar incrível!
  • Não dá para levar o carrinho de bebê para o topo da montanha. Ele ficará guardado na estação de baixo. Siga para o topo com todos os pertences do bebe que você possa precisar (fraldas, trocas de roupa, mamadeiras) e esteja preparado para carregar a criança no colo ao longo do caminho lá em cima. São muitos degraus e o passeio fica cansativo para os pais que estão com criança de colo. Haja braço e haja coluna! Mas não tenha dúvida. Mesmo com esse esforço extra, é um passeio que vale super a pena.
Como o Pipo ainda não andava tão bem, haja braço para carregar no colo ao longo do passeio.
Como o Pipo ainda não andava tão bem, haja braço para carregar no colo ao longo do passeio.
A caminhada fica longa quando você está carregando uma criança no colo.
Mamãe e papai se revezam no carregamento de bebê

 

Lake Banff Cruise

O segundo passeio que fizemos neste dia foi o cruzeiro no Lago Banff (Banff Lake Cruise), que é um passeio de barco no Lago Minnewanka. O tour dura em média uma hora e é uma ótima oportunidade para curtir a paisagem e aprender um pouco mais sobre as Montanhas Rochosas. Durante o verão, falam que é possível ver ursos nas margens do lago. Infelizmente não vimos nenhum urso e os guias que encontramos falaram que na época do ano em que fomos (setembro/outubro), é bem difícil conseguir avistá-los, pois eles já se alimentaram bem e estão subindo as montanhas para hibernar. Mas a gente sempre fica na esperança de encontrar um atrasadinho, né?

Banff Lake Cruise
Banff Lake Cruise
Banff Lake Cruise
Banff Lake Cruise

O passeio é lindo, lindo e é uma boa oportunidade para dar uma parada e relaxar. Em determinado momento do nosso tour, a nossa condutora e o nosso guia perguntaram se algum turista queria conduzir o barco e a Bela foi lá ser a nossa capitã. Não preciso dizer que ela amou muito, né?

Nosso guia era um francês super divertido
Nosso guia era um francês super divertido
A Bela amando ser a capitã do nosso barco
A Bela amando ser a capitã do nosso barco

Uma voltinha por Banff

Voltamos do passeio do lago com muita fome. Paramos no Tim Hortons e fizemos um lanche-janta. Eles vendem umas sopas e chilli que caíram super bem naquele horário, finzinho de tarde. Mais tarde, jantaríamos pra valer no motorhome.

Igreja super fofa no centro de Banff
Igreja super fofa no centro de Banff
Esse tal de Tim Hortons vicia
Esse tal de Tim Hortons vicia

Depois do Tim Hortons, fomos fazer um  passeio pela cidade de Banff. Paramos o motorhome em frente ao Banff Canoe Club e ficamos observando as pessoas passearem de bicicleta ao lado do Bow River. De lá, fomos procurar alguma lavanderia aberta, pois tínhamos roupa de cama e toalhas para lavar, mas infelizmente não encontramos nada aberto à noite.

Passeio por Banff no fim da tarde
Passeio por Banff no fim da tarde
Bow River
Bow River

Tempo de reprodução dos uapitis (elks)

Não conseguimos ver ursos na nossa viagem porque em setembro e outubro já se torna bem mais difícil avistá-los do que durante o verão. É possível ver, sim. Mas é beeeem difícil. A grande maioria já está subindo a montanha para hibernar. Já os uapitis (elks), vimos muitos. Principalmente no nosso camping. Quando chegávamos com o motorhome na nossa vaga, tínhamos que dirigir devagar para eles irem aos poucos abrindo espaço para podermos estacionar.

Acontece que essa espécie de mamífero de grande porte entra no cio nesta época do outono (elk rutting season). Então fica muito mais fácil de avistá-los pelos lugares. Em setembro e outubro, eles perdem mesmo a timidez e invadem os campings. Na entrada do parque de Banff, funcionários entregavam panfletos orientando como os visitantes devem agir com os elks, pois eles são animais que podem ser bem agressivos, se se sentirem ameaçados. E uma coisa bem legal é que nessa época eles aparecem em bandos e emitem um som bem característico.

Infelizmente não temos uma foto que preste desses bichos, pois nas duas noites que dormimos em Banff, voltamos tarde para o camping e já estava escuro. Também não íamos arriscar tacar uma foto com flash na cara do bicho e esperar para ver a reação dele. Então ficamos só apreciando mesmo. Além disso, na chegada ao camping, começava uma maratona para alimentar as crianças, colocar todo mundo na cama, colocar os aparelhos eletrônicos para carregar, fazer dumping, conectar o motorhome na água encanada, esse tipo de coisa. E óbvio, todo mundo exausto. Mas para quem não conhece esse animal lindo, joga elk, uapiti ou Cervus canadensis no Google Imagens e vê quanta foto linda que aparece.

Saiba mais sobre os elks no Banff National Park: https://www.pc.gc.ca/en/pn-np/ab/banff/decouvrir-discover/faune-wildlife/wapiti.

 

Nesta sexta noite, jantamos no motorhome e dormimos mais uma vez no camping Tunnel Mountain Trailer Court, na nossa vaguinha número 224.

No próximo post vou falar sobre alguns outros passeios para fazer em Banff. Será a parte 2 desse parque nacional incrível.

 

 

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Agradecemos a Pursuit (Brewster Canada) pela gentileza de nos ceder os ingressos para que pudéssemos conhecer a Banff Gondola e o Banff Lake Cruise e compartilhar a experiência com vocês aqui no blog.

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Usou alguma dica do nosso blog? Conta como foi! Gostamos muito de receber o retorno dos nossos leitores. Ficamos felizes quando sabemos que nossas dicas foram úteis nas viagens de outras famílias!

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Nesta viagem, nós ficamos o tempo todo conectados na internet porque usamos o chip Easysim4u, que tem internet ilimitada nos Estados Unidos, Canadá e mais de 140 outros países. O chip é enviado para a sua residência no Brasil antes da viagem e, quando você chega ao destino, basta colocar o chip no celular e começar a usar. Você já sai do aeroporto conectado e usando o Waze e a internet à vontade.

Agradecemos pela gentileza da Easysim4u, parceira da RBBV, por ter nos enviado como cortesia o chip e o plano (USA + Canadá) para que pudéssemos permanecer conectados, compartilhando todos os momentos desta roadtrip com os leitores do  nosso blog.

 

Cruzeiro Disney Dream – Bahamas: vamos embarcar!

Chegando ao Porto

Se o seu cruzeiro vai sair do Porto Canaveral, aconselhamos fortemente que você durma pelo menos na noite anterior em algum local próximo. Cocoa Beach é uma ótima opção e os hotéis têm preços razoáveis. Inclusive, como vocês viram nesse post, a cidade é bem gostosa e oferece algumas excelentes possibilidades de passeio (Kennedy Space Center, por exemplo).

Dormindo em Cocoa Beach, você elimina o risco de perder o cruzeiro por um possível contratempo na estrada ou por um voo que atrase e garante uma boa noite de descanso antes de embarcar no navio.

Do nosso hotel até o ponto de embarque da Disney, não levamos nem 10 minutos. Tranquilíssimo.

Chegando ao Porto Canaveral. Olha lá o Dream esperando a gente…

Estacionamos o carro alugado no estacionamento do próprio porto. Colocamos tudo na ponta do lápis para ver se valia a pena devolver o carro à locadora e pegar de novo na volta (já que o carro ia ficar 4 dias parado no porto). No nosso caso, mesmo pagando quatro diárias a mais e o estacionamento, ficava mais barato manter o carro com a gente do que fazer dois contratos diferentes.

O estacionamento custou 75 dólares para todo o período do cruzeiro. Ele é fechado e coberto, o que nos deixou mais tranquilos, pois deixamos duas malas com coisas que não íamos usar no cruzeiro dentro do carro.  Deixo bem claro que não estou aconselhando ninguém a deixar bagagem no carro, nem tenho como me responsabilizar caso alguém faça isso e seja roubado. Apenas compartilho com vocês que nós decidimos correr esse risco e valeu a pena.

Recibo do estacionamento

Cabe destacar aqui que o limite de bagagens que podem embarcar no cruzeiro é inferior à franquia uma viagem aérea internacional, então, se você fez compras e está com bastante bagagem, provavelmente terá que “dar um jeito” com ela antes de embarcar no navio.

Existia a possibilidade de deixar o carro “de graça” no hotel onde nos hospedamos em Cocoa Beach e pegar um transfer do hotel até o porto, mas soubemos dessa possibilidade tarde demais. Por isso, se informe antes com o seu hotel sobre as possibilidades quanto a estacionamento e depósito de babagens.

O check-in

O check-in no navio é muito organizado e tranquilo. É só fazer direitinho o que eles orientam no caderninho “Important Notice to Guests”, chegar com todos os formulários preenchidos e seguir as direções que os inúmeros funcionários estrategicamente posicionados vão passando.

Antes de estacionar, deixe a sua bagagem (já identificada com as etiquetas que eles enviam para o seu endereço residencial) no local que os funcionários vão indicar.

Tag na mala
Local onde as malas são deixadas
Local onde as malas são deixadas

Chegue no horário que você escolheu previamente pela internet para embarcar. Não se espante com o tamanho da fila. Tudo flui de forma muito eficiente.

Quando fizer o check-in, o funcionário te entregará o primeiro programa (Personal Navigator) com as atividades que acontecerão no primeiro dia. Você pode decidir ali se prefere receber o programa em português ou inglês. Os programas dos demais dias são entregues à noite, diretamente na cabine. E eles sempre vêm na companhia de uns chocolatinhos…

É também nessa oportunidade que cada passageiro receberá o “Key to the World”, um cartão onde constam as informações sobre o passageiro, a cabine, os restaurantes onde ele fará as refeições noturnas (existe um rodízio entre os restaurantes, então ali aparece a ordem que você seguirá) e o grupo de emergência ao qual pertence. Um cartão de crédito fica vinculado a cada “Key to the World” da cabine. Então se quiser fazer qualquer compra ao longo da viagem, você deve usar o seu cartão de identificação para isso. É importante estar sempre com o cartãozinho. Se for fazer fotos com o fotógrafo, precisa entregá-lo ao auxiliar do fotógrafo. Se for sair do navio, precisa estar com seu cartão e passaporte. Se for abrir a porta da sua cabine, acender as luzes… Enfim… Esteja sempre com ele, pois o navio é enorme e é bem chatinho ter que fazer uma longa caminhada até a cabine quando você percebe que está sem ele. Muitos hóspedes frequentes usam o cartão como uma espécie de crachá, pendurado no pescoço. Assim, ele está sempre por perto.

Cadastro das crianças

Depois de fazer o check-in, providencie o cadastro dos seus filhos no kids club (Disney’s Oceaneer Club ou Lab). Para agilizar tudo, é possível fazer o pré-registro online.

A fila do registro que fica ao lado do check-in costuma ser grande. Ouvi falar que é possível fazer o registro diretamente no clube, com uma fila bem menor. Fica a dica!

Como a Bela tinha menos de três anos quando foi, não usamos esse serviço (apesar de termos frequentado o clube nos horários em que o uso é liberado para pessoas de todas as idades – “Open House”).

A Bela no “Open House” do kids club

Para as crianças ficarem sozinhas com os monitores, é preciso que tenham mais de três anos e já saibam usar o banheiro sozinhas.

No registro, as crianças ganharão pulseirinhas, os pais poderão conhecer o espaço (absolutamente mágico) e os monitores que ficarão com as crianças durante esses dias.

Os monitores usarão os telefones da cabine (que podem ser usados em todo o navio) para se comunicar com os pais, caso as crianças cansem, queiram voltar para a família ou aconteça algum imprevisto.

Serviço de atendimento ao cliente

Assim que terminar de fazer todos os registros, vá ao Serviço de atendimento ao cliente para agendar encontros com personagens (nesses, as vagas são limitadas). É possível entrar na fila para encontrar os personagens, mas em alguns casos, é possível marcar um horário.

No nosso cruzeiro, marcamos o encontro da Bela com a Anna e a Elsa (que só puderam ser vistas por quem tinha horário agendado, pois elas não estavam programadas para aparecer em outros momentos no navio) e um outro encontro com as princesas (Cinderela, Bela, Branca de Neve e Tiana). Foi muito legal, pois, com horário agendado, as personagens passam um pouco mais de tempo com cada criança. Foi mágico. Meus olhos marejam quando lembro da reação da Bela a cada encontro… A pequena ficou absolutamente encantada.

Também no SAC é possível pegar, assim como nos parques, bótons de primeiro cruzeiro, aniversariante, aniversário de casamento…

O que levar na bagagem de mão

Vale deixar claro que no dia do embarque as malas só são entregues nas cabines lá para o fim da tarde. Então se certifique de que tem na sua bagagem de mão tudo o que vai precisar para aproveitar o comecinho do dia no navio.

Roupa de banho, protetor solar, chinelo, câmera fotográfica, baterias, fraldas e afins (se for o seu caso)… Enfim… Tente imaginar tudo o que pretende fazer no navio nesse primeiro momento e guarde os pertences na bagagem de mão. Só procure manter essa bagagem leve, pois se o seu check-in for bem cedo, talvez sua cabine ainda não tenha sido liberada, então você precisará ficar circulando pelo navio com os pertences de mão.

Treinamento de emergência

No primeiro dia é realizado um treinamento de emergência e todos (absolutamente todos) os passageiros têm a obrigação de participar. Inclusive, ao entrar no salão onde é realizado o treinamento, todos os cartões individuais (Key to the World) são escaneados, como uma espécie de “chamada”. Eles querem se certificar que todos participaram mesmo.

Alguns minutos antes do treinamento, o sistema de som do navio fica avisando que o navio soará o sinal de alarme e todos os grupos precisarão voltar à cabine e de lá se dirigir ao local indicado no “Key to the World”. A letra grande que aparece no cartão é o grupo ao qual a cabine pertence. É só seguir as setas com essa letra, que se encontram desde a porta da cabine até o salão do encontro do grupo.

Chegando lá, todo mundo senta e assiste às orientações do staff.

Telefones

Nunca é demais relembrar que há dois telefones em cada cabine. Eles funcionam em todo o navio e podem ser usados para se comunicar com as pessoas da sua própria cabine, com pessoas de outras cabines, com os monitores do kids club, com o room service, com a governança… Enfim… São bem úteis e oportunos.

Programação

Como falamos na parte do check-in, a programação de cada dia (Personal Navigator) é entregue no quarto e pode ser em inglês ou português. Você também pode consultá-la no aplicativo para smartphone da Disney Cruise Line.

Lá estão descritas todas as atividades que ocorrem no navio: brincadeiras, shows, filmes exibidos no cinema, cursos, encontros com personagens, festas… Achei a programação bem variada.  Tem até encontro de pais solteiros, acreditam?

Todas as noites o Alberto, que cuidava do nosso quarto, deixava a nossa programação e uns chocolatinhos em cima da cama. Além disso, ele fechava as cortinas, fazia uma escultura engraçada de toalha, arrumava o berço da Bela, trocava as toalhas, deixava a temperatura e a iluminação ideais para um fim de noite… Quando voltávamos do jantar, estava tudo lá prontinho pra gente. Serviço nota mil!

A Bela catando os chocolatinhos em formato de moeda que o Alberto deixou na cama, junto com o Personal Navigator
Escultura que o Alberto deixou no quarto, usando os óculos do Gustavo

Restaurantes

O Disney Dream tem um restaurante no estilo buffet (Cabanas), que serve café da manhã, almoço e jantar e três restaurantes temáticos a la carte onde é servido o jantar (Enchanted Garden, Aminator’s Palate e The Royal Palace). Existe um rodízio pré-determinado para o jantar a la carte e todos os hóspedes passam por todos os restaurantes.

Abaixo, algumas fotos do buffet no restaurante Cabanas:

Além desses restaurantes que estão incluídos no valor do cruzeiro, há ainda dois restaurantes exclusivos para adultos, que nós não chegamos a conhecer: o Remy e o Palo.

Na área da piscina fica o Flo’s Cafe, lanchonete onde servem pizza, hambúrguer, cachorro-quente, batata frita, enquanto as piscinas estão funcionando. Refrigerante, água e sorvete (Eye Scream) também podem ser consumidos à vontade.

Lanchinho no Flo’s Cafe
Sorvete à vontade no deque da piscina

Nos restaurantes a la carte, os hóspedes sentam sempre na mesma mesa e são atendidos todos os dias pela mesma equipe de garçons. No nosso caso, tínhamos o Wladimir, da Croácia, e o Wirawan, da Indonésia. Nós éramos três e tivemos a sorte de ficar com uma mesa inteira só pra gente. Em alguns casos, pode ser necessário dividir a mesa com outras famílias, o que pode até ser legal, se a outra família também for legal.

Gustavo e Isabela com os garçons Wlad e Wirawan
Cardápio da noite dos piratas
Sobremesa com um pequena amostra das três sobremesas principais da noite
Cardápio do Animator’s Palate
Cardápio de bebidas e sobremesas na Pirate’s Night
Cardápio infantil na Pirate’s Night. Esse cardápio é um chapéu para as crianças e tem passatempos

Todas as noites, no cardápio a la carte, há diversas opções de entrada, sopas, saladas, pratos principais, pratos vegetarianos e sobremesas. Se quiser provar mais de um de cada, fique à vontade. Se quiser provar todos, peça todos. Não há limite quanto a isso. Quanto às sobremesas, geralmente sempre tem uma que dá uma pequena amostra todas que estão sendo servidas naquela noite.

Há um cardápio especial para as crianças, que sempre pode ser usado como um “brinquedo”. Pode ser algo para colorir, um cardápio que vira chapéu de pirata, enfim, algo divertido para manter as crianças entretidas enquanto a comida não chega. Se a criança preferir comer algo do menu adulto, também pode, sem problema (e vice-versa).

A Bela detonando um dos pratos infantis na noite dos piratas
Um dos pratos infantis (penne integral com molho de tomate, brócolis e maçã verde). A Bela já tinha praticamente detonado os brócolis
Mais um cardápio infantil

No jantar, água e refrigerante são servidos à vontade.

Uma delicadeza ímpar que só quem é pai ou mãe entenderá: o prato infantil sempre chega antes dos demais pratos e o garçom faz questão de cortar ele mesmo a carne em pedacinhos para os pequenos aproveitarem.

Fomos tratados como uma família real pelos nossos muito queridos Wlad e Wirawan, que a cada dia que se passava, ficavam mais próximos da gente e muitas vezes previam o que nós iríamos pedir. Sensacional!

Vale lembrar que o room service está incluído no que você pagou pelo cruzeiro. Saiba mais aqui.

Noite dos piratas

No cruzeiro Disney Dream para as Bahamas, uma das noites é a Noite dos Piratas. No caso, a noite de Castaway Cay. Muitas pessoas se fantasiam e entram mesmo no clima da festa. Falamos um pouco sobre isso no post anterior.

É nessa noite que há uma queima de fogos linda em alto-mar. Emocionante!

Nos cruzeiros de 7 dias, há ainda a Noite do Comandante, que costuma ser uma ocasião em que as pessoas se vestem um pouco melhor. Mas só um pouco mesmo. Rsrsrsrs. Os navios da Disney têm uma atmosfera mais informal, bem família, então não é necessário traje de gala, como em alguns outros navios.

Piscinas

Para frequentar as piscinas, a criança já precisa ter desfraldado (são as normas internacionais de cruzeiros). Para as crianças que ainda usam fraldas, há a área do Nemo, com esguichos, cascatinhas e escorregadores.

Toalhas fresquinhas estão sempre disponíveis na piscina e também na saída no navio, em Castaway Cay. Em Nassau, fizemos o passeio ao parque aquático do Atlantis e também havia toalhas disponíveis para os visitantes. Dito isso, se são esses os locais que pretende visitar, não acho que seja necessário levar um monte de toalhas de praia na sua bagagem.

Veja também os outros posts que fizemos sobre o Cruzeiro Disney:

Cruzeiro Disney Dream – Bahamas – post 1 (sobre a Disney Cruise Line, seus navios, itinerários, compra do pacote, escolha da cabine e o que está ou não incluído no valor pago)

Preparativos especiais para o Cruzeiro Disney

 

Bayside Marketplace: compras, restaurantes e lazer com vista para a Biscayne Bay (Miami)

Um programa gostoso de fazer em Miami Downtown é um passeio pelo Bayside Marketplace, uma espécie de shopping outdoor cheio de charme e localizado em frente à Biscayne Bay (a vista para a baía é linda).

Bayside Marketplace. Créditos: Averette, http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/
Daqui saem vários passeios de barco

O Bayside, que vive lotado de turistas, tem diversas opções de lojas, restaurantes e cafés. De lá saem diversos passeios de barco e sightseeing tours. À noite tem shows com música ao vivo.

Vista do Bayside Marketplace e Miami Downtown à noite. Créditos: Xynn Tii – https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/ – https://www.flickr.com/photos/xynntii
Bayside lotado de turistas

Como chegamos a Miami cedinho, nosso apartamento ainda não estava liberado para check-in. Aproveitamos para resolver as primeiras questões de logística (compra do chip americano para o celular, troca da cadeirinha veicular da locadora pela nossa própria, compra de comes e bebes – do jeitinho que relatamos no post anterior). Quando acabamos de resolver tudo, já estava na hora do almoço.

Ainda estávamos com o carro carregado de bagagens, cansados da viagem, vestindo as mesmas roupas que usamos quando saímos de São Paulo no dia anterior. Mas era preciso esperar o apartamento ficar pronto, então paciência…

Assim, partimos para almoçar. Lembrei que precisávamos ir a algum lugar onde pudéssemos estacionar com alguma segurança, já que as nossas malas estavam no carro. Quando comentei isso, eu e o meu marido falamos ao mesmo tempo: “Bayside Marketplace!”. Bem, na verdade, ele falou “Aquele shopping que fica em frente ao mar e que tem um Hard Rock Cafe”, o que no fundo é a mesma coisa, certo? Estávamos em sintonia, então partimos para lá.

Vale destacar que não faço a mínima ideia de se o lugar é seguro para estacionar com bagagem no carro. Só pensamos que como o estacionamento é pago, fechado e fica em um lugar bastante movimentado, o risco de termos as malas roubadas seria ligeiramente menor. Então arriscamos e, quando voltamos, ainda estava tudo lá. Graças a Deus! [UPDATE: Parece que nem lá o estacionamento é seguro para quem está com compras no carro. Vejam nos comentários desse post o depoimento de uma pessoa que teve o carro arrombado nesse estacionamento. Que triste isso, gente! Esse tipo de ocorrência, infelizmente, tem se tornado cada vez mais frequente na Flórida].

Embora Miami tenha outras opções melhores para compras, como é o caso dos outlets, o Bayside tem boas lojas e os preços não são ruins. Se estiver rolando alguma liquidação, pode-se encontrar preços semelhantes aos dos outlets. Entre as lojas, algumas das favoritas dos turistas brasileiros, como Gap (Baby, Kids e adulto), Claire’s (os acessórios de lá são super fofos), Crocs, Disney Store (quando fomos nessa última viagem estava quase tudo em promoção e fizemos umas comprinhas por lá), Foot Locker (de artigos esportivos), Gamestop (o paraíso para quem curte videogame – marido faz a festa!), Guess, Sunglass Hut, Victoria’s Secret, entre outras. Lá também tem muitas lojinhas de souvenir e presentinhos em geral.

Bela colorindo na Disney Store
Fez questão de carregar ela mesma as comprinhas da Disney Store

Para ver a lista completa das lojas do Bayside Marketplace, clique aqui .

No quesito alimentação, o Bayside Market tem muitas boas opções de restaurantes, cafés, bares e sorveterias. Hard Rock Cafe, Hooters, Bubba Gump Shrimp Co. (vamos falar sobre ele no próximo post) e os bem avaliados no TripAdvisor, mas que ainda não testamos: Los Ranchos Stakehouse, Five Guys Burger (falam que hambúrguer de lá é divino) e Let’s Make a Daikiri (bar).

Para ver a lista completa dos restaurantes do Bayside Marketplace, clique aqui.

Os horários de funcionamento do Bayside são: de segunda a quinta, das 10h às 22h; sexta e sábado, das 10h às 23h; domingo, das 10 às 21h.

Daqui saem os passeios de barco
Acho que a Bela quer sorvete
Frente do Bayside Marketplace. Créditos: http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

Para chegar lá, digite no GPS: 401, Biscayne Boulevard. Quando chegar em frente ao shopping, siga as placas “Parking” ou “Parking Garage” (estacionamento). O estacionamento é pago e varia de acordo com o tempo que você passar lá. Para saber os valores, clique aqui. Você pode pagar o estacionamento em um dos terminais de autoatendimento situados entre o estacionamento e o shopping.

Para quem vai com crianças, é super tranquilo passear com carrinho, há banheiros com trocadores e restaurantes kid-friendly. Eles também oferecem o serviço de aluguel de cadeira de rodas e há um centro de informações ao visitante.

Bônus: American Airlines Arena

O shopping fica bem ao lado da American Airlines Arena, ginásio onde joga o time da NBA, Miami Heat, e onde há muitos shows musicais. Uma boa ideia de programa é casar passeio no Bayside + comidinha gostosa em algum restaurante de lá + jogo de basquete do Miami Heat. Sucesso garantido!

American Airlines Arena. Créditos: Edgar Serrano – http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/
Jogo do Miami Heat. Créditos: Melanie Applegate – https://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.0/ – https://www.flickr.com/photos/melanietippsphotography/

Frequentar eventos esportivos é um dos nossos programas favoritos nos Estados Unidos. Eles transformam as partidas em verdadeiros espetáculos. Achamos que vale muito à pena viver essa experiência. Quem acompanha o blog, sabe que já assistimos jogos dos New York Yankees, Anaheim Ducks e Los Angeles Lakers.

É um programa divertido e super tranquilo para fazer com crianças. Uma dica importante é: lembre de comprar os ingressos com antecedência. Para saber mais, leia: http://pezinhonaestrada.com/2014/10/14/los-angeles-anaheim-e-arredores-da-capital-mundial-do-cinema-ao-berco-da-disney/ e http://pezinhonaestrada.com/2014/08/05/nova-york-com-bebe-de-um-ano-parte-4-go-yankees/ .