Banff, Alberta, Canadá: Montanhas Rochosas de motorhome, com crianças (onde dormir, o que fazer, onde comer) – parte 1

Neste post, coloquei algumas dicas de Banff. Mas como tinha bastante coisa para escrever sobre a cidade, dividi o material em dois posts. Assim sendo, chamarei este aqui de Parte 1.

No sexto dia de viagem, acordamos em Banff, no camping Tunnel Mountain Trailer Court. Quando chegamos lá no dia anterior, já era noite, estava escuro e mal conseguíamos enxergar o nosso entorno. Só conseguíamos ver dezenas de elks (uapitis), que estavam em época de cio e ocupavam todo o espaço do camping. Mas sobre os elks, vou voltar a falar mais tarde.

O que não esperávamos era a vista incrível quando acordamos pela manhã. Foi emocionante puxar a cortina da janela e dar de cara com aquela montanha maravilhosa. Foi ali que passamos a noite?!? Que privilégio! Uma das vantagens de viajar de motorhome é essa. Dormir e acordar em localizações estratégicas, com vista esplêndida. Tem hotel de 5 estrelas, caro, que não proporciona vistas assim.

Vista da janela do motorhome, estacionado na nossa vaga do camping Tunnel Mountain Trailer Court.

A vaga que escolhemos no camping foi a número 224, com full hookup (eletricidade, água encanada e rede de esgoto). Tem essa vista linda e fica relativamente perto de um banheiro com chuveiros. O banheiro é limpinho e vale a pena tomar banho lá. É que no motorhome os banhos precisam ser rápidos ou a água esfria, às vezes acaba. No banheiro do camping, dá para tomar um banho mais relaxante, sem dar cotoveladas nas paredes o tempo todo (risos).

Depois do banho, fomos tomar café da manhã na cidade de Banff, no Tim Hortons. Encontramos um estacionamento super bacaninha e grátis onde dá para parar os motorhomes. Pontinho estratégico inclusive para estacionar e bater perna pela cidade. Paramos ali porque precisávamos dar uma passada na Brewster, que fica do outro lado da rua, e pegar os vouchers para os passeios que íamos fazer em seguida. O estacionamento é o parking lot da Wolf Street, bem ao lado do Banff – Mineral Springs Hospital.

Estacionamento grátis em Banff.

O escritório da Brewster, hoje conhecida como Pursuit e que organiza diversos passeios pelas Rochosas Canadenses, fica grudado em uma Tim Hortons. Para falar a verdade, tem uma passagem por dentro da Tim Hortons que já leva direto para dentro da Brewster. Lá nós conseguimos pegar nossos vouchers para os tours que faríamos mais tarde, pois por um problema de sistema, a operadora não estava conseguindo enviar nossos vouchers por e-mail.

Como falei no post anterior, a Pursuit vende um combo com ingressos para os principais atrativos pagos de Jasper e Banff. Comprando todos os ingressos juntos, você consegue economizar um pouco. O que escolhemos foi o Ultimate Explorer, que dá direito aos dois principais passeios da Icefields Parkway (Glacier Skywalk e Glacier Adventure, sobre os quais falamos no post anterior), ao Banff Lake Cruise (passeio de barco no lago) e à Banff Gondolahttps://www.banffjaspercollection.com/attractions/attraction-combo-packages/ (Agradecemos à Pursuit / Brewster Canada por ter fornecido ingressos de cortesia para a nossa família).

Banff Gondola

O primeiro passeio que fizemos nesse sexto dia de viagem foi o Banff Gondola. O início do passeio é na estação da gôndola, que fica localizada a cinco minutinhos de carro do centro de Banff. O teleférico leva os visitantes até o topo da Sulphur Mountain, que fica 2.451 metros acima do nível do mar. A subida até o alto da montanha é de 698 metros e leva em torno de 8 minutos.

Chegando à estação de onde sai o teleférico

Não, o ingresso não é muito barato, mas sim, trata-se de um passeio imperdível. Simplesmente não dá para chegar até ali e abrir mão de fazer esse tour. É emocionante demais, a vista é linda demais, a estrutura é boa demais e você viverá momentos inesquecíveis demais. Isso é fato.

Nossa família subindo a Sulphur Mountain no teleférico
Dentro do teleférico
Subida de teleférico
Subida de teleférico
Subindo a montanha

A subida, dentro do teleférico, já proporciona visuais de tirar o fôlego, mas chegando lá no alto da montanha, o visual panorâmico das rochosas é algo que realmente impressiona. Principalmente se você der a sorte de pegar os topos das montanhas nevados, como nós pegamos.

Gustavo e o Felipe, chegando ao alto da montanha
Gustavo e o Felipe, chegando ao alto da montanha
Eita Canadá bonito!

Partindo da estação que fica no topo, passarelas de madeira, escadarias e muitos mirantes te guiam em uma caminhada que liga um cume a outro da montanha. É bonito demais. Dá para passar o dia inteiro zanzando por ali. Fique atento à vida selvagem que pode se exibir ao redor. Aves, esquilos, ou quem sabe até mamíferos de maior porte podem aparecer pelo entorno.

A Bela e o Pipo não cola do esquilo
A Bela e o Pipo não cola do esquilo
O visual desse lugar é incrível
O visual desse lugar é incrível
Muitos mirantes e muita escada
Muitos mirantes e muita escada

O centro de visitantes é bem estruturado e tem exposições educativas com muita informação para os turistas. Conta também com restaurante com vista panorâmica, lanchonete / café, lojinha de souvenires, banheiros. O estacionamento é enorme, o que é bom para quem está carregando a casa na cabeça, em um motorhome.

Dicas

  • Prefira um dia com céu azul e aberto para curtir o visual do entorno. A grande graça desse passeio é o visual panorâmico das montanhas.
Panorâmica feita de um dos pontos da passarela. O céu azul ajuda bastante
Panorâmica feita de um dos pontos da passarela. O céu azul ajuda bastante
Como não amar esse lugar?
Como não amar esse lugar?
  • Aqui vale a mesma dica que demos para o teleférico de Jasper e o passeio da geleira. Mesmo que o dia esteja ensolarado, leve roupa apropriada para o clima mais frio. No topo da montanha, as temperaturas são bem mais baixas, venta bastante e o clima nas Rochosas vira muito rápido, então, esteja sempre preparado.
Dia ensolarado, mas todo mundo bem agasalhado. Sim, faz frio lá em cima!
Dia ensolarado, mas todo mundo bem agasalhado. Sim, faz frio lá em cima!
Lugar incrível!
  • Não dá para levar o carrinho de bebê para o topo da montanha. Ele ficará guardado na estação de baixo. Siga para o topo com todos os pertences do bebe que você possa precisar (fraldas, trocas de roupa, mamadeiras) e esteja preparado para carregar a criança no colo ao longo do caminho lá em cima. São muitos degraus e o passeio fica cansativo para os pais que estão com criança de colo. Haja braço e haja coluna! Mas não tenha dúvida. Mesmo com esse esforço extra, é um passeio que vale super a pena.
Como o Pipo ainda não andava tão bem, haja braço para carregar no colo ao longo do passeio.
Como o Pipo ainda não andava tão bem, haja braço para carregar no colo ao longo do passeio.
A caminhada fica longa quando você está carregando uma criança no colo.
Mamãe e papai se revezam no carregamento de bebê

 

Lake Banff Cruise

O segundo passeio que fizemos neste dia foi o cruzeiro no Lago Banff (Banff Lake Cruise), que é um passeio de barco no Lago Minnewanka. O tour dura em média uma hora e é uma ótima oportunidade para curtir a paisagem e aprender um pouco mais sobre as Montanhas Rochosas. Durante o verão, falam que é possível ver ursos nas margens do lago. Infelizmente não vimos nenhum urso e os guias que encontramos falaram que na época do ano em que fomos (setembro/outubro), é bem difícil conseguir avistá-los, pois eles já se alimentaram bem e estão subindo as montanhas para hibernar. Mas a gente sempre fica na esperança de encontrar um atrasadinho, né?

Banff Lake Cruise
Banff Lake Cruise
Banff Lake Cruise
Banff Lake Cruise

O passeio é lindo, lindo e é uma boa oportunidade para dar uma parada e relaxar. Em determinado momento do nosso tour, a nossa condutora e o nosso guia perguntaram se algum turista queria conduzir o barco e a Bela foi lá ser a nossa capitã. Não preciso dizer que ela amou muito, né?

Nosso guia era um francês super divertido
Nosso guia era um francês super divertido
A Bela amando ser a capitã do nosso barco
A Bela amando ser a capitã do nosso barco

Uma voltinha por Banff

Voltamos do passeio do lago com muita fome. Paramos no Tim Hortons e fizemos um lanche-janta. Eles vendem umas sopas e chilli que caíram super bem naquele horário, finzinho de tarde. Mais tarde, jantaríamos pra valer no motorhome.

Igreja super fofa no centro de Banff
Igreja super fofa no centro de Banff
Esse tal de Tim Hortons vicia
Esse tal de Tim Hortons vicia

Depois do Tim Hortons, fomos fazer um  passeio pela cidade de Banff. Paramos o motorhome em frente ao Banff Canoe Club e ficamos observando as pessoas passearem de bicicleta ao lado do Bow River. De lá, fomos procurar alguma lavanderia aberta, pois tínhamos roupa de cama e toalhas para lavar, mas infelizmente não encontramos nada aberto à noite.

Passeio por Banff no fim da tarde
Passeio por Banff no fim da tarde
Bow River
Bow River

Tempo de reprodução dos uapitis (elks)

Não conseguimos ver ursos na nossa viagem porque em setembro e outubro já se torna bem mais difícil avistá-los do que durante o verão. É possível ver, sim. Mas é beeeem difícil. A grande maioria já está subindo a montanha para hibernar. Já os uapitis (elks), vimos muitos. Principalmente no nosso camping. Quando chegávamos com o motorhome na nossa vaga, tínhamos que dirigir devagar para eles irem aos poucos abrindo espaço para podermos estacionar.

Acontece que essa espécie de mamífero de grande porte entra no cio nesta época do outono (elk rutting season). Então fica muito mais fácil de avistá-los pelos lugares. Em setembro e outubro, eles perdem mesmo a timidez e invadem os campings. Na entrada do parque de Banff, funcionários entregavam panfletos orientando como os visitantes devem agir com os elks, pois eles são animais que podem ser bem agressivos, se se sentirem ameaçados. E uma coisa bem legal é que nessa época eles aparecem em bandos e emitem um som bem característico.

Infelizmente não temos uma foto que preste desses bichos, pois nas duas noites que dormimos em Banff, voltamos tarde para o camping e já estava escuro. Também não íamos arriscar tacar uma foto com flash na cara do bicho e esperar para ver a reação dele. Então ficamos só apreciando mesmo. Além disso, na chegada ao camping, começava uma maratona para alimentar as crianças, colocar todo mundo na cama, colocar os aparelhos eletrônicos para carregar, fazer dumping, conectar o motorhome na água encanada, esse tipo de coisa. E óbvio, todo mundo exausto. Mas para quem não conhece esse animal lindo, joga elk, uapiti ou Cervus canadensis no Google Imagens e vê quanta foto linda que aparece.

Saiba mais sobre os elks no Banff National Park: https://www.pc.gc.ca/en/pn-np/ab/banff/decouvrir-discover/faune-wildlife/wapiti.

 

Nesta sexta noite, jantamos no motorhome e dormimos mais uma vez no camping Tunnel Mountain Trailer Court, na nossa vaguinha número 224.

No próximo post vou falar sobre alguns outros passeios para fazer em Banff. Será a parte 2 desse parque nacional incrível.

 

 

__________________________________________________________________________

Agradecemos a Pursuit (Brewster Canada) pela gentileza de nos ceder os ingressos para que pudéssemos conhecer a Banff Gondola e o Banff Lake Cruise e compartilhar a experiência com vocês aqui no blog.

___________________________________________________________________________

Usou alguma dica do nosso blog? Conta como foi! Gostamos muito de receber o retorno dos nossos leitores. Ficamos felizes quando sabemos que nossas dicas foram úteis nas viagens de outras famílias!

___________________________________________________________________________

Siga o Pezinho na Estrada nas redes sociais: Facebook Instagram.

___________________________________________________________________________

Já reservou o seu hotel? Nós somos parceiros do Booking. Quando você faz a sua reserva usando o nosso link, nós ganhamos uma pequena comissão que nos ajuda na manutenção do blog e você não paga nada a mais por isso.
Booking.com

__________________________________________________________________________

Nesta viagem, nós ficamos o tempo todo conectados na internet porque usamos o chip Easysim4u, que tem internet ilimitada nos Estados Unidos, Canadá e mais de 140 outros países. O chip é enviado para a sua residência no Brasil antes da viagem e, quando você chega ao destino, basta colocar o chip no celular e começar a usar. Você já sai do aeroporto conectado e usando o Waze e a internet à vontade.

Agradecemos pela gentileza da Easysim4u, parceira da RBBV, por ter nos enviado como cortesia o chip e o plano (USA + Canadá) para que pudéssemos permanecer conectados, compartilhando todos os momentos desta roadtrip com os leitores do  nosso blog.

 

Transporte em São Paulo: de carro, de metrô, de ônibus, de táxi, de Uber, de bike, a pé… Como é melhor?

Vai visitar São Paulo e está em dúvida sobre qual a melhor forma de se deslocar na cidade? Como moramos em São Paulo, preparamos algumas dicas para te ajudar a tomar essa decisão.

Alugar um carro talvez NÃO seja uma boa opção e vamos apresentar alguns motivos

  • O trânsito em São Paulo às vezes pode ser um pouco caótico e estressante. Você não quer se estressar justo nas férias, quer?
Trânsito em São Paulo. Foto: Henrique Boney. Creative Commons 3.0
  • Mesmo com GPS e Waze, às vezes pode ser um pouco confuso dirigir por aqui, principalmente para quem não conhece bem a cidade. Você perde uma entradinha na Marginal e já tem que dar a volta no planeta para conseguir corrigir o seu erro e voltar à sua rota.
  • A cidade é enorme e tem algumas pegadinhas (rodízio veicular, faixas exclusivas para ônibus), com as quais muita gente não está acostumada.
  • Estacionar pela cidade é caríssimo e estacionar de graça pela rua é quase uma missão impossível, principalmente nas regiões próximas a pontos turísticos, restaurantes e áreas comerciais. Um valet em frente a algum restaurante custa (fácil) uns 20 a 25 reais. No Shopping, se você demorar um pouco mais, for a um teatro ou cinema e fizer uma refeição, o valor do estacionamento pode chegar a 20 ou 30 reais. Na Rua Vinte e Cinco de Março, em dia de sábado, os estacionamentos custam em torno de 35 reais e o trânsito é de enlouquecer. Some os valores dos estacionamentos ao valor de aluguel do carro e veja se não fica bem mais em conta andar de táxi ou Uber.
Valores do estacionamento no Shopping Pátio Higienópolis em agosto de 2017

Metrô e ônibus

Embora o metrô cubra uma área relativamente pequena da cidade, boa parte dos pontos turísticos tem estações de metrô próximas (em breve faremos um post mostrando os principais pontos turísticos próximos ao metrô). Aliás, na hora de escolher o local da hospedagem, uma boa dica é escolher algum hotel que fique perto de alguma estação.

Mapa das estações de metrô e trem de São Paulo

Daí a dica é: some os valores das entradas do metrô (ou integração ônibus + metrô/trem) e veja se compensa ou não ir de Uber/táxi. Confira aqui as tarifas do metrô. Crianças de até 6 anos e idosos com mais de 60 anos viajam de graça. Muitas vezes, quando se está com um grupo grande, o Uber fica mais em conta, além de ser mais rápido e confortável.

A Isabela toda contente porque estava “passeando” de metrô

O metrô de São Paulo é muito bom. É limpo, é eficiente e bem organizado. Quem já andou de metrô em outros países (inclusive de primeiro mundo), vai ver que o metrô de São Paulo não fica devendo em nada (a não ser pela cobertura, que podia abranger uma área bem maior da cidade).

Estação Butantã – Linha Amarela. Foto: Surian. Creative Commons 3.0
  • Se você vai optar por usar o transporte público na sua viagem, compre o Bilhete Único, que permitirá que você use o combo ônibus + metrô/trem com desconto e até 4 viagens de ônibus em um intervalo de até 3 horas pagando apenas uma tarifa. Residentes de São Paulo precisam fazer um cadastro do Bilhete Único, mas turistas não. Para turistas, há a opção de adquirir o Bilhete Único Anônimo (sem cadastro) mediante o pagamento de R$ 3,80 referente ao cartão, acrescido da recarga mínima no valor de 5 tarifas vigentes. O Bilhete Único pode ser adquirido nos Postos Autorizados.
  • Se estiver com crianças pequenas, você pode usar o carrinho de bebê. Como você vai passear muito pela cidade e também fazer longas caminhadas dentro das estações, o carrinho ajuda bastante. Procure os elevadores dentro das estações. Há vagões prioritários para gestantes, pessoas com crianças de colo, idosos e pessoas com deficiência.
  • Evite os horários de pico (comecinho de manhã e fim da tarde), quando as pessoas estarão indo e vindo do trabalho. Nesses horários, a coisa pode ficar meio caótica nas estações.
  • Dá para andar de bike e levá-la dentro do metrô, mas há restrições de horários e dias da semana. Saiba mais aqui.
  • Todas as estações possuem bilheterias. Se você não tiver Bilhete Único, pode comprar o bilhete diretamente na estação.
  • O metrô é um lugar que pode ser considerado seguro, mas um pouco de cuidado extra nunca é demais. Fique atento com os seus pertences e não largue a mão das crianças pequenas. Sempre fique atrás da linha amarela e auxilie as crianças ao entrar no trem, tomando cuidado com o vão entre o trem e a plataforma.
  • Consulte o horário de funcionamento das estações e evite surpresas, principalmente se estiver planejando pegar o metrô muito cedo ou tarde da noite.
  • Se for pegar ônibus e não souber qual, consulte o site da SPTRANS (que tem um serviço de busca de linhas por trajeto) ou o Google Maps (opção transporte público). Uma conversinha com os locais (tipo o recepcionista do hotel) para saber qual a melhor opção de ônibus/metrô também ajuda.

Uber/Táxi

O Uber funciona super bem em São Paulo. Há muitos motoristas cadastrados e muitas vantagens. Uma delas é que você não precisa andar com dinheiro. Outra é o fato de ter uma estimativa do valor da corrida, antes mesmo de chamar o motorista. E uma coisa que considero super importante para quem não conhece a cidade é a garantia de que o motorista não vai ficar “rodando” e fazendo voltas para aumentar o valor da corrida, já que você pode acompanhar pelo próprio aplicativo o caminho correto para o seu destino.

Em São Paulo, temos UberX (o que eu mais uso, com carros “normais” e não compartilhados), UberPool (com carro compartilhado com outros passageiros),  UberBlack (a modalidade mais cara de Uber, com carros de luxo) e UberSelect (uma modalidade intermediária entre o X e o Black).

Se estiver na fase de planejamento da sua viagem, você pode fazer o cálculo da estimativa dos valores dos seus deslocamentos no site da Uber: https://www.uber.com/pt-BR/cities/sao-paulo/ .

Outra opção são os táxis convencionais. São Paulo conta com uma grande disponibilidade de táxis e o serviço aqui costuma ser muito bom. Há aplicativos como o 99Táxis e o EasyTaxi.

Provavelmente o Uber ficará mais em conta que o táxi, daí cabe a você decidir qual prefere.

Para quem viaja com crianças, acho o Uber uma mão na roda. Dá para contar com um bom serviço, com conforto, conveniência, praticidade e preço acessível. Para famílias, muitas vezes compensa o Uber ao invés do próprio transporte público.

A pé / de bike

Muitos lugares da cidade serão melhor explorados e curtidos a pé ou de bicicleta. Para famílias mais chegadas atléticas (rsrsrsrs), chegadas em atividades físicas, um passeio de bicicleta pela cidade pode ser uma delícia e gerar momentos inesquecíveis.

A cidade conta com muitas ciclofaixas, ciclorrotas, ciclovias e ciclofaixas de lazer (entenda a diferença entre elas).

  • O Projeto Bike Sampa, da Prefeitura de São Paulo em parceria com o Banco Itaú, oferece bicicletas gratuitas (e aluguel) em pontos estratégicos da cidade. A bike sai de graça por um período de até 60 minutos. Você pode usar gratuitamente várias vezes ao dia, desde que haja um intervalo de pelo menos 15 minutos entre as viagens. Viagens com duração de mais de uma hora são tarifadas pelo valor de R$ 5,00 por hora.
Bicicletas do projeto Bike Sampa. Foto: Elisa Rodrigues – Secretaria de Transportes da Cidade de São Paulo

No aplicativo Bike Sampa, no site e no telefone 40036055, o usuário pode consultar as bicicletas disponíveis e as vagas para devolução.

Para usar as bikes é necessário efetuar um cadastro e o pagamento pode ser feito com o seu Bilhete Único. Saiba mais aqui: https://bikesampa.tembici.com.br/ .

Para quem está com crianças pequenas, um fator complicador pode ser o fato de as bicicletas não terem cadeirinha. Neste caso, se quiser fazer passeios de bike, pode valer a pena alugar uma.

  • Uma opção similar ao Bike Sampa é o Projeto Ciclo Sampa, parceria entre a Prefeitura e o Bradesco. Só que neste caso, só os primeiros 30 minutos são gratuitos. Saiba mais aqui: http://www.ciclosampa.com.br/index.php .
  • Nos parques Villa-Lobos e Ibirapuera é possível alugar bikes com cadeirinha para crianças.
Passeio de bike no Parque Villa-Lobos
  • Saiba mais sobre bike em São Paulo, roteiros de bike e dicas de segurança no link: http://www.cidadedesaopaulo.com/spdebike/index-desktop/ .
  • O projeto BikeTourSP oferece passeios culturais gratuitos (eles pedem a doação de 2kg de alimento não perecível) e guiados pela cidade de São Paulo. São vários passeios diferentes disponíveis na cidade e o pessoal oferece a bike, cadeirinha e capacete. É necessário fazer inscrição no site https://www.eventbrite.com.br/o/bike-tour-sp-8505300239 . A rota da Vila Madalena, que conta com muitas subidas, é feita com bikes elétricas. Nós já fizemos esse tour e curtimos muito. Nunca tínhamos pedalado uma bicicleta elétrica antes. Foi uma experiência muito gostosa. Para quem não sabe pedalar, o roteiro da Avenida Paulista conta com Triciclo Família. No passeio da Avenida Paulista também há uma bike especial adaptada para pessoas com mobilidade reduzida.
Passeio BikeTour SP – Vila Madalena – Beco do Batman
Passeio BikeTour SP – Vila Madalena