Banff, Alberta, Canadá: Montanhas Rochosas de motorhome, com crianças (onde dormir, o que fazer, onde comer) – parte 1

Neste post, coloquei algumas dicas de Banff. Mas como tinha bastante coisa para escrever sobre a cidade, dividi o material em dois posts. Assim sendo, chamarei este aqui de Parte 1.

No sexto dia de viagem, acordamos em Banff, no camping Tunnel Mountain Trailer Court. Quando chegamos lá no dia anterior, já era noite, estava escuro e mal conseguíamos enxergar o nosso entorno. Só conseguíamos ver dezenas de elks (uapitis), que estavam em época de cio e ocupavam todo o espaço do camping. Mas sobre os elks, vou voltar a falar mais tarde.

O que não esperávamos era a vista incrível quando acordamos pela manhã. Foi emocionante puxar a cortina da janela e dar de cara com aquela montanha maravilhosa. Foi ali que passamos a noite?!? Que privilégio! Uma das vantagens de viajar de motorhome é essa. Dormir e acordar em localizações estratégicas, com vista esplêndida. Tem hotel de 5 estrelas, caro, que não proporciona vistas assim.

Vista da janela do motorhome, estacionado na nossa vaga do camping Tunnel Mountain Trailer Court.

A vaga que escolhemos no camping foi a número 224, com full hookup (eletricidade, água encanada e rede de esgoto). Tem essa vista linda e fica relativamente perto de um banheiro com chuveiros. O banheiro é limpinho e vale a pena tomar banho lá. É que no motorhome os banhos precisam ser rápidos ou a água esfria, às vezes acaba. No banheiro do camping, dá para tomar um banho mais relaxante, sem dar cotoveladas nas paredes o tempo todo (risos).

Depois do banho, fomos tomar café da manhã na cidade de Banff, no Tim Hortons. Encontramos um estacionamento super bacaninha e grátis onde dá para parar os motorhomes. Pontinho estratégico inclusive para estacionar e bater perna pela cidade. Paramos ali porque precisávamos dar uma passada na Brewster, que fica do outro lado da rua, e pegar os vouchers para os passeios que íamos fazer em seguida. O estacionamento é o parking lot da Wolf Street, bem ao lado do Banff – Mineral Springs Hospital.

Estacionamento grátis em Banff.

O escritório da Brewster, hoje conhecida como Pursuit e que organiza diversos passeios pelas Rochosas Canadenses, fica grudado em uma Tim Hortons. Para falar a verdade, tem uma passagem por dentro da Tim Hortons que já leva direto para dentro da Brewster. Lá nós conseguimos pegar nossos vouchers para os tours que faríamos mais tarde, pois por um problema de sistema, a operadora não estava conseguindo enviar nossos vouchers por e-mail.

Como falei no post anterior, a Pursuit vende um combo com ingressos para os principais atrativos pagos de Jasper e Banff. Comprando todos os ingressos juntos, você consegue economizar um pouco. O que escolhemos foi o Ultimate Explorer, que dá direito aos dois principais passeios da Icefields Parkway (Glacier Skywalk e Glacier Adventure, sobre os quais falamos no post anterior), ao Banff Lake Cruise (passeio de barco no lago) e à Banff Gondolahttps://www.banffjaspercollection.com/attractions/attraction-combo-packages/ (Agradecemos à Pursuit / Brewster Canada por ter fornecido ingressos de cortesia para a nossa família).

Banff Gondola

O primeiro passeio que fizemos nesse sexto dia de viagem foi o Banff Gondola. O início do passeio é na estação da gôndola, que fica localizada a cinco minutinhos de carro do centro de Banff. O teleférico leva os visitantes até o topo da Sulphur Mountain, que fica 2.451 metros acima do nível do mar. A subida até o alto da montanha é de 698 metros e leva em torno de 8 minutos.

Chegando à estação de onde sai o teleférico

Não, o ingresso não é muito barato, mas sim, trata-se de um passeio imperdível. Simplesmente não dá para chegar até ali e abrir mão de fazer esse tour. É emocionante demais, a vista é linda demais, a estrutura é boa demais e você viverá momentos inesquecíveis demais. Isso é fato.

Nossa família subindo a Sulphur Mountain no teleférico
Dentro do teleférico
Subida de teleférico
Subida de teleférico
Subindo a montanha

A subida, dentro do teleférico, já proporciona visuais de tirar o fôlego, mas chegando lá no alto da montanha, o visual panorâmico das rochosas é algo que realmente impressiona. Principalmente se você der a sorte de pegar os topos das montanhas nevados, como nós pegamos.

Gustavo e o Felipe, chegando ao alto da montanha
Gustavo e o Felipe, chegando ao alto da montanha
Eita Canadá bonito!

Partindo da estação que fica no topo, passarelas de madeira, escadarias e muitos mirantes te guiam em uma caminhada que liga um cume a outro da montanha. É bonito demais. Dá para passar o dia inteiro zanzando por ali. Fique atento à vida selvagem que pode se exibir ao redor. Aves, esquilos, ou quem sabe até mamíferos de maior porte podem aparecer pelo entorno.

A Bela e o Pipo não cola do esquilo
A Bela e o Pipo não cola do esquilo
O visual desse lugar é incrível
O visual desse lugar é incrível
Muitos mirantes e muita escada
Muitos mirantes e muita escada

O centro de visitantes é bem estruturado e tem exposições educativas com muita informação para os turistas. Conta também com restaurante com vista panorâmica, lanchonete / café, lojinha de souvenires, banheiros. O estacionamento é enorme, o que é bom para quem está carregando a casa na cabeça, em um motorhome.

Dicas

  • Prefira um dia com céu azul e aberto para curtir o visual do entorno. A grande graça desse passeio é o visual panorâmico das montanhas.
Panorâmica feita de um dos pontos da passarela. O céu azul ajuda bastante
Panorâmica feita de um dos pontos da passarela. O céu azul ajuda bastante
Como não amar esse lugar?
Como não amar esse lugar?
  • Aqui vale a mesma dica que demos para o teleférico de Jasper e o passeio da geleira. Mesmo que o dia esteja ensolarado, leve roupa apropriada para o clima mais frio. No topo da montanha, as temperaturas são bem mais baixas, venta bastante e o clima nas Rochosas vira muito rápido, então, esteja sempre preparado.
Dia ensolarado, mas todo mundo bem agasalhado. Sim, faz frio lá em cima!
Dia ensolarado, mas todo mundo bem agasalhado. Sim, faz frio lá em cima!
Lugar incrível!
  • Não dá para levar o carrinho de bebê para o topo da montanha. Ele ficará guardado na estação de baixo. Siga para o topo com todos os pertences do bebe que você possa precisar (fraldas, trocas de roupa, mamadeiras) e esteja preparado para carregar a criança no colo ao longo do caminho lá em cima. São muitos degraus e o passeio fica cansativo para os pais que estão com criança de colo. Haja braço e haja coluna! Mas não tenha dúvida. Mesmo com esse esforço extra, é um passeio que vale super a pena.
Como o Pipo ainda não andava tão bem, haja braço para carregar no colo ao longo do passeio.
Como o Pipo ainda não andava tão bem, haja braço para carregar no colo ao longo do passeio.
A caminhada fica longa quando você está carregando uma criança no colo.
Mamãe e papai se revezam no carregamento de bebê

 

Lake Banff Cruise

O segundo passeio que fizemos neste dia foi o cruzeiro no Lago Banff (Banff Lake Cruise), que é um passeio de barco no Lago Minnewanka. O tour dura em média uma hora e é uma ótima oportunidade para curtir a paisagem e aprender um pouco mais sobre as Montanhas Rochosas. Durante o verão, falam que é possível ver ursos nas margens do lago. Infelizmente não vimos nenhum urso e os guias que encontramos falaram que na época do ano em que fomos (setembro/outubro), é bem difícil conseguir avistá-los, pois eles já se alimentaram bem e estão subindo as montanhas para hibernar. Mas a gente sempre fica na esperança de encontrar um atrasadinho, né?

Banff Lake Cruise
Banff Lake Cruise
Banff Lake Cruise
Banff Lake Cruise

O passeio é lindo, lindo e é uma boa oportunidade para dar uma parada e relaxar. Em determinado momento do nosso tour, a nossa condutora e o nosso guia perguntaram se algum turista queria conduzir o barco e a Bela foi lá ser a nossa capitã. Não preciso dizer que ela amou muito, né?

Nosso guia era um francês super divertido
Nosso guia era um francês super divertido
A Bela amando ser a capitã do nosso barco
A Bela amando ser a capitã do nosso barco

Uma voltinha por Banff

Voltamos do passeio do lago com muita fome. Paramos no Tim Hortons e fizemos um lanche-janta. Eles vendem umas sopas e chilli que caíram super bem naquele horário, finzinho de tarde. Mais tarde, jantaríamos pra valer no motorhome.

Igreja super fofa no centro de Banff
Igreja super fofa no centro de Banff
Esse tal de Tim Hortons vicia
Esse tal de Tim Hortons vicia

Depois do Tim Hortons, fomos fazer um  passeio pela cidade de Banff. Paramos o motorhome em frente ao Banff Canoe Club e ficamos observando as pessoas passearem de bicicleta ao lado do Bow River. De lá, fomos procurar alguma lavanderia aberta, pois tínhamos roupa de cama e toalhas para lavar, mas infelizmente não encontramos nada aberto à noite.

Passeio por Banff no fim da tarde
Passeio por Banff no fim da tarde
Bow River
Bow River

Tempo de reprodução dos uapitis (elks)

Não conseguimos ver ursos na nossa viagem porque em setembro e outubro já se torna bem mais difícil avistá-los do que durante o verão. É possível ver, sim. Mas é beeeem difícil. A grande maioria já está subindo a montanha para hibernar. Já os uapitis (elks), vimos muitos. Principalmente no nosso camping. Quando chegávamos com o motorhome na nossa vaga, tínhamos que dirigir devagar para eles irem aos poucos abrindo espaço para podermos estacionar.

Acontece que essa espécie de mamífero de grande porte entra no cio nesta época do outono (elk rutting season). Então fica muito mais fácil de avistá-los pelos lugares. Em setembro e outubro, eles perdem mesmo a timidez e invadem os campings. Na entrada do parque de Banff, funcionários entregavam panfletos orientando como os visitantes devem agir com os elks, pois eles são animais que podem ser bem agressivos, se se sentirem ameaçados. E uma coisa bem legal é que nessa época eles aparecem em bandos e emitem um som bem característico.

Infelizmente não temos uma foto que preste desses bichos, pois nas duas noites que dormimos em Banff, voltamos tarde para o camping e já estava escuro. Também não íamos arriscar tacar uma foto com flash na cara do bicho e esperar para ver a reação dele. Então ficamos só apreciando mesmo. Além disso, na chegada ao camping, começava uma maratona para alimentar as crianças, colocar todo mundo na cama, colocar os aparelhos eletrônicos para carregar, fazer dumping, conectar o motorhome na água encanada, esse tipo de coisa. E óbvio, todo mundo exausto. Mas para quem não conhece esse animal lindo, joga elk, uapiti ou Cervus canadensis no Google Imagens e vê quanta foto linda que aparece.

Saiba mais sobre os elks no Banff National Park: https://www.pc.gc.ca/en/pn-np/ab/banff/decouvrir-discover/faune-wildlife/wapiti.

 

Nesta sexta noite, jantamos no motorhome e dormimos mais uma vez no camping Tunnel Mountain Trailer Court, na nossa vaguinha número 224.

No próximo post vou falar sobre alguns outros passeios para fazer em Banff. Será a parte 2 desse parque nacional incrível.

 

 

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Agradecemos a Pursuit (Brewster Canada) pela gentileza de nos ceder os ingressos para que pudéssemos conhecer a Banff Gondola e o Banff Lake Cruise e compartilhar a experiência com vocês aqui no blog.

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Nesta viagem, nós ficamos o tempo todo conectados na internet porque usamos o chip Easysim4u, que tem internet ilimitada nos Estados Unidos, Canadá e mais de 140 outros países. O chip é enviado para a sua residência no Brasil antes da viagem e, quando você chega ao destino, basta colocar o chip no celular e começar a usar. Você já sai do aeroporto conectado e usando o Waze e a internet à vontade.

Agradecemos pela gentileza da Easysim4u, parceira da RBBV, por ter nos enviado como cortesia o chip e o plano (USA + Canadá) para que pudéssemos permanecer conectados, compartilhando todos os momentos desta roadtrip com os leitores do  nosso blog.

 

Pegando o motorhome em Vancouver e iniciando a rota rumo às montanhas rochosas canadenses (de Vancouver a Kamloops)

Para quem está acompanhando o roteiro completo da nossa viagem pelo Canadá e Estados Unidos de motorhome, esse post é referente ao terceiro dia de viagem. Neste dia, nós acordamos em Vancouver, no Century Plaza Hotel & Spa. Tomamos café da manhã na Breka Bakery, na Davie Street, pertinho do hotel. [Falei sobre o hotel e o café no post anterior.] Em seguida, levamos o Felipe ao pronto-socorro do hospital que ficava ao lado do nosso hotel (mas esse assunto merece um post à parte). De lá, seguimos para o hotel, fizemos check-out e partimos para Delta, uma cidade que fica na região metropolitana de Vancouver, para buscar o nosso motorhome na Cruise Canada.

Só para dar uma noção da distância, a Cruise Canada fica a mais ou menos 30 km do hotel onde estávamos, em Downtown Vancouver.

Quando chegamos à Cruise Canada, descobrimos que precisávamos ter agendado horário para fazer a retirada do motorhome. Mas o dia estava tranquilo lá e eles nos atenderam mesmo sem agendamento e quase de imediato. O atendimento lá foi frio, mas eficiente.

Cruise Canada
Fomos buscar o motorhome com a nossa mini-van alugada

Preenchemos a papelada, recebemos diversas orientações, assistimos a um vídeo que explica como funciona tudo dentro do motorhome (vídeo disponível em inglês, holandês, alemão, francês, espanhol e dinamarquês) e fomos, enfim, levados ao nosso veículo. Inclusive, quem quiser assistir ao vídeo antes no Youtube, pode assistir em casa e lá, na hora, “economizar tempo” e falar que já viu o vídeo. Nós já tínhamos assistido em casa, mas preferimos ver lá na salinha deles mais uma vez para relembrar como as coisas funcionam.

Gustavo vendo o filme da Cruise Canada

No motorhome, um funcionário fez um “tour”, explicou como tudo funciona, tirou nossas dúvidas e enfim recebemos a chave do que seria nosso carro e casa pelos próximos dias.

É bom sempre dar uma conferida em tudo no veículo antes de sair. Quando estávamos colocando as crianças nas cadeirinhas, por exemplo, fomos desmontar a mesa para o bebê conforto do Felipe encaixar no sofá e a peça metálica que segura a perna da mesa estava enferrujada. Quando puxamos a mesa para cima, veio um pedaço da peça na nossa mão. Por sorte, ainda estávamos dentro da Cruise Canada e eles fizeram rapidinho o reparo, trocando a peça enferrujada por uma novinha.

Uma coisa que descobrimos lá e que achamos super bacana sobre esse mundo dos alugueis de motorhome foi o esquema de doações de coisas que sobram da viagem. Basicamente, as pessoas que estão devolvendo o motorhome na agência costumam deixar tudo o que sobrou da viagem (detergente, papel higiênico, água, sabão em pó, comida…) para as pessoas que estão iniciando uma nova viagem. Conhecemos um casal de holandeses ali que nos presenteou com uma bacia enorme cheia de coisas e uns 15 rolos de papel higiênico em um pacotão fechado (eles calcularam muito errado a quantidade de papel higiênico que iam precisar hahahahahah). Ganhamos sal, pimenta, café, sabão líquido para roupas, detergente, um montão de coisas… Isso já ajudou a economizar bastante na nossa primeira compra lá.

E os demais viajantes, conforme vão chegando, vão deixando suas doações lá em um cantinho e quem tiver interesse, é só pegar e levar. Nós mesmos, quando voltamos da nossa viagem, deixamos um bastante de coisa de doação.

Pipo no bebê conforto
Bela no assento de elevação

Quando recebemos o motorhome, passamos toda a bagagem que estava no nosso carro alugado para o motorhome e fomos juntos, um veículo seguindo o outro até o aeroporto de Vancouver para devolver o nosso carro alugado (Sim! Estávamos com um carro alugado. Saiba mais sobre isso no post anterior).

Chegando ao aeroporto, eu fiquei no motorhome com as crianças, esperando em um posto de gasolina que fica próximo ao “Car Rental Return” do aeroporto, enquanto o Gustavo foi até a Avis para devolver o carro. Ele fez a devolução e voltou andando da Avis até o posto para encontrar conosco e seguirmos viagem. Foi tudo super tranquilo e esse “processo” não demorou mais do que 20 minutos. Para quem tem interesse em fazer um esquema semelhante, o posto onde ficamos aguardando fica neste endereço: 5111 Grant McConachie Way, Richmond, BC V7B 0A4.

De lá, fomos direto para o Walmart, para fazer umas comprinhas e abastecer a geladeira e a despensa do motorhome. O supermercado que fomos fica na 3585 Grandview Hwy, Vancouver, BC V5M 2G7. Dali, pegamos a estrada rumo a Kamloops, cidade onde pretendíamos fazer o primeiro pernoite.

Walmart em Vancouver.
Walmart em Vancouver. Quanta coisa de hockey!
Walmart em Vancouver. Quanta coisa de hockey!

No caminho, nós paramos na cidade de Hope para jantar. O lugar é uma graça, em meio às montanhas. Comemos no Olympic Flame, um restaurante grego bem gostoso. A comida estava saborosa e o atendimento foi muito caloroso e simpático com as crianças, que ganharam material para colorir e giz de cera.

Restaurante grego, em Hope
Restaurante grego, em Hope

Depois, pegamos a estrada até Kamloops, ponto que escolhemos para “quebrar” o longo percurso de Vancouver até Jasper, nas montanhas rochosas canadenses. Em Kamloops, dormimos em um ponto de descanso para caminhões e motorhomes, chamado Flying-J. Lá é tipo um posto de gasolina, com um restaurante Denny’s e um espaço de estacionamento bem grandão, pertinho da rodovia. Fizemos free-camping no estacionamento e foi tranquilíssimo. Só não foi mais tranquilo porque vez ou outra, durante a madrugada, passava um trem pelas proximidades que fazia uma barulheira e o motorhome vibrava. Parecia um terremoto. Rsrsrsrsrs. Fora isso, nos sentimos seguros e a localização, ao lado de um Denny’s e de uma loja de conveniência, foi bem prática. Vários outros motorhomes também faziam pernoite ali, ao nosso lado. O endereço desse posto é 175 Kokanee Way, Kamloops, BC.

Posto onde pernoitamos, em Kamloops
Posto onde pernoitamos, em Kamloops
Posto onde pernoitamos, em Kamloops
A bela dormindo no motorhome
Posto onde pernoitamos, em Kamloops. Nosso motorhome é o primeiro da direita.

No dia seguinte, acordamos, tomamos café da manhã no Denny’s do próprio posto e pegamos estrada rumo a Jasper.

Posto onde pernoitamos, em Kamloops
Café da manhã no Denny’s
Café da manhã no Denny’s
Café da manhã no Denny’s

Assim foi a nossa primeira noite dormida em um motorhome. Em breve, farei um post só para falar sobre o motorhome em si. O aluguel, os valores, o funcionamento da coisa toda…

Abastecendo o motorhome para pegar a estrada

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Vancouver com crianças: chegada à cidade, transporte do aeroporto até Downtown e hospedagem no centro

Dando continuidade ao relato do nosso roteiro pelo Canadá e Estados Unidos, hoje vamos detalhar um pouco da nossa experiência inicial em Vancouver. Depois, vou fazer um post separado com dicas sobre o que fazer na cidade e o segundo hotel onde nos hospedamos. É que essa parte da “diversão” em Vancouver, nós deixamos para os últimos dias do roteiro, depois de termos feito todas as outras cidades da nossa rota Canadá + Estados Unidos.

Nesse post, vamos falar sobre transporte em Vancouver, a forma como decidimos nos deslocar do aeroporto ao hotel e depois do hotel até o ponto de retirada do nosso motorhome, na cidade de Delta. Contaremos sobre o aluguel do carro no aeroporto e o que nos motivou a escolher essa forma de deslocamento. Também vamos dar uma dica de hospedagem bacana e econômica em Vancouver Downtown.

Só para ficar mais claro para quem não acompanhou nossas postagens desde o início, boa parte dessa viagem foi feita de motorhome, mas em Vancouver nós nos hospedamos em dois hotéis diferentes – um logo quando chegamos do Brasil e outro no final da viagem, quando fomos curtir e conhecer Vancouver durante alguns dias. O nosso voo foi São Paulo – Toronto – Vancouver, depois, na volta, Vancouver – Toronto (onde fizemos stopover) – São Paulo. Foi em Vancouver que pegamos e devolvemos o motorhome, na Cruise Canada.

Para quem está acompanhando o nosso roteiro completo, este é o dia 2 da nossa viagem.

No dia em que chegamos ao Canadá, depois de dois voos longos da Air Canada (um de quase 10 horas de São Paulo a Toronto e outro de pouco mais de 5 horas de Toronto a Vancouver), nós não fizemos muito planos. Reservamos esse dia para chegar de viagem, descansar no hotel, fazer umas comprinhas no centro da cidade (precisávamos comprar baterias para uma GoPro nova que seria usada na viagem) e ter uma ideia geral de Vancouver Downtown. No dia seguinte, pegaríamos o motorhome na Cruise Canada em torno do horário do almoço e começaríamos a nossa longa jornada pelo Canadá e Estados Unidos. Assim, não compensava encher esse primeiro dia de programação.

Aguardando o embarque em Guarulhos
Aguardando o embarque em Guarulhos.

Que bom que reservamos esse dia para descanso, pois a saída do nosso voo no Brasil atrasou bastante e perdemos a nossa conexão em Toronto. Acabamos chegando a Vancouver quase 5 horas mais tarde que o esperado. A previsão era chegarmos às 8h54 e chegamos lá às 14h04.

Aguardando o voo em Toronto
Aguardando o voo em Toronto.

Alugando um carro de última hora

Enquanto esperávamos o voo em São Paulo, no dia anterior, ficamos bem preocupados com a logística de transporte do aeroporto em Vancouver até o nosso hotel no centro da cidade.

É que quando estávamos saindo de casa em São Paulo, pedimos um Uber Bags e a nossa bagagem não coube dentro de um carro, pois o Uber que apareceu era um veículo Sedan. Terminamos tendo que chamar mais um Uber e dividimos a família em dois carros para irmos até Guarulhos. Éramos quatro pessoas, com malas grandes, um carrinho de bebê duplo e um bebê conforto, o que demandaria um carro bem espaçoso em Vancouver.

As crianças no carrinho duplo, enquanto aguardávamos embarque em Guarulhos. Esse carrinho é uma mão na roda.
As crianças no carrinho duplo, enquanto aguardávamos embarque em Guarulhos. Esse carrinho é uma mão na roda.

Ir de SkyTrain até Vancouver Downtown estava fora de cogitação, por causa das malas e das crianças pequenas. Pesquisei em alguns fóruns na internet e descobri que em Vancouver eles têm alguns táxis espaçosos, adaptados para cadeirantes, que dariam conta da nossa bagagem. Porém, as pessoas falavam que às vezes esses táxis demoravam um pouco para chegar. Como já estávamos cansados e a viagem ia durar bem mais que o planejado (àquela altura já sabíamos que perderíamos a conexão em Toronto e que tínhamos sido realocados em outro voo), decidimos alugar um carro grande no aeroporto de Vancouver.

Fiz então a reserva de última hora pelo site da Expedia na Avis, que era a locadora dentro do terminal do aeroporto com o preço mais em conta naquele momento. O preço foi camarada, talvez pelo fato de ter sido de última hora e eles terem o veículo lá sobrando.

Quando fizemos as contas, percebemos que alugar o carro só por um dia seria a opção mais cômoda e que em termos de economia, era uma opção de valor similar a andar de táxi pela cidade. Percebemos que o valor do aluguel de uma mini-van (carro enorme, que daria conta de toda a nossa bagagem com folga) + o valor do estacionamento do hotel, dava quase o valor do táxi do aeroporto até Vancouver Downtown e depois de Vancouver Downtown até a Cruise Canada, que fica na cidade de Delta, perto de Vancouver, onde pegaríamos o motorhome no dia seguinte. Só assim teríamos como ir buscar o motorhome de carro, passar toda a bagagem para o motorhome e depois sairmos juntos, cada um dirigindo um veículo, a caminho do aeroporto para devolver o carro na locadora e seguirmos juntos a viagem no motorhome.

Nossa bagagem muito bem acomodada no porta-malas do Dodge Grand Caravan.
Nossa bagagem muito bem acomodada no porta-malas do Dodge Grand Caravan.

O atendimento na Avis foi eficiente e rápido. O veículo alugado foi um Dodge Grand Caravan novinho e super confortável. Maravilhoso! Fiquei sonhando em ter um desses para mim. Nossa bagagem coube com folga no carro. As crianças adoraram todo o espaço que tinham dentro e as portas que abriam para o lado com o toque de um botão. Muito legal!

Depois de dois longos voos, a Bela continua toda animada, aguardando o carro na Avis do terminal do aeroporto em Vancouver.
Depois de dois longos voos, a Bela continua toda animada, aguardando o carro na Avis do terminal do aeroporto em Vancouver.

Para quem não conhece, esse veículo acomoda sete pessoas. Neste caso, com todos os assentos ocupados, o porta-malas fica pequeno. Mas quando os assentos da última fileira não estão sendo usados (nosso caso), é só rebater o banco traseiro e o porta-malas fica imenso!

Dodge Grand Caravan
Dodge Grand Caravan
O Dodge Grand Caravan é super confortável.
O Dodge Grand Caravan é super confortável.

Nós nunca alugamos GPS nas locadoras, pois sempre levamos o nosso próprio, que atualizamos com os mapas novinhos da América do Norte. Para navegação, também usamos bastante o celular, com o aplicativo Waze, que também dá uma noção do trânsito. O chip da Easysim4u funcionou direitinho, a partir do momento em que pisamos no Canadá. Bastou colocar o chip no celular, ativar o pacote de dados e começar a usar. Então já saímos do aeroporto com internet nos dois celulares, já que tínhamos um plano que permitia que um celular funcionasse como roteador para o outro.

Quanto às cadeirinhas para as crianças, também não alugamos, pois levamos o bebê-conforto do Felipe e o booster (assento de elevação) da Bela.

Dirigir em Vancouver foi muito tranquilo. As ruas são bem lisinhas, os motoristas são educados e o trânsito é tranquilo. Nos horários de pico, a coisa fica um pouco mais carregada, mas nada que não possa ser suportado. Se bem que nesse ponto não somos muito referência, pois estamos acostumados com o trânsito caótico de São Paulo.

Dirigindo pelas ruas de Vancouver.
Dirigindo pelas ruas de Vancouver.

Como se deslocar pela cidade

Mas vejam só, pessoal… A nossa escolha pelo aluguel do carro no primeiro dia foi só por causa de todos os motivos que expus para vocês ali em cima. Nos últimos dias da nossa viagem, nós ficamos em Vancouver “a pé”. O centro da cidade e a área mais turística são pequenos. Se você se hospedar em Downtown, dá para fazer boa parte das coisas a pé, de transporte público, de táxi, de bike ou de ônibus hop-on/hop-off. Os atrativos turísticos mais afastados, como a Capilano Suspension Bridge e a Grouse Mountain têm shuttle grátis partindo de Canada Place e da frente de alguns hotéis de Downtown. Então, dá para se virar perfeitamente bem sem carro. Infelizmente, quando estivemos lá, ainda não existia Uber na cidade e as negociações para liberarem o funcionamento do Uber estavam bem enroladas.

Assim sendo, se a sua dúvida é se Vancouver dá para ser bem visitada sem carro, SUPER DÁ! Aliás… É super gostoso caminhar pelas ruas da cidade e o transporte público dá conta do recado.

O primeiro hotel

O hotel onde nos hospedamos quando chegamos à cidade foi o Century Plaza Hotel & Spa, na Burrard Street. Gostamos muito do atendimento, da estrutura e da localização. Os quartos são um pouco antigos, mas tudo estava limpinho e organizado.

Quarto do Century Plaza Hotel & Spa.
Quarto do Century Plaza Hotel & Spa.
Os dois chegaram ao hotel assim. Derrubados.
Os dois chegaram ao hotel assim. Derrubados.

O nosso quarto era espaçoso, com duas camas de casal e tinha uma vista bonita para o centro da cidade. Pedimos um berço e eles colocaram. No quarto tinha sofá, tv de tela plana com muitos canais (inclusive canais infantis), telefone, mesa com cadeiras, cozinha completa com geladeira, fogão, microondas, pia e máquina de café. Banheiro espaçoso e limpinho.

Cozinha completinha.
Cozinha completinha.

O hotel tem wi-fi grátis, piscina coberta e aquecida, estacionamento (pago à parte – CAD 17 por dia), spa, salão de beleza, restaurante (o café da manhã não estava incluído), academia, bar.

A localização, na Burrard Street, é muito boa. Dá para ir caminhando para os principais pontos de Vancouver. O shuttle para a Capilano Bridge passa pertinho de lá. Muitos restaurantes e lojas no entorno.

Vista da janela no nosso quarto.
Vista da janela no nosso quarto.

Como o café da manhã não estava incluído no hotel, no dia seguinte tomamos café no Breka Bakey & Café, na Davie Street, que fica a dois blocos do hotel. Comida muito gostosa. Sanduíches no croissant deliciosos e caprichados, doces muito saborosos.

Primeiro rolê pelo centro

Quando chegamos de viagem, fizemos check-in, tomamos um banho e depois fomos caminhando do hotel até a Best Buy, que fica na Robson Street, pois precisávamos comprar baterias extras para a GoPro. São só 10 minutinhos de caminhada até lá. Essa rua é super movimentadas e repleta daquelas lojas que amamos. No mesmo prédio da Best Buy tem uma Winners, que é a TJMaxx/Ross do Canadá. De lá, passamos em um mercadinho para comprar água, uns comes e bebes e detergente para lavar os copinhos e mamadeiras do Felipe.

Depois das compras, fomos jantar em um restaurante indiano (quem acompanha o blog sabe que amamos comida indiana), que fica em cima de uma loja da grife Hermès. Ficamos com medo de subir até lá e os preços serem absurdos como os da loja que fica abaixo, mas o restaurante não tem nenhuma relação com a loja. Ufa! A comida no restaurante estava muito saborosa e o atendimento foi muito bom. O nome do lugar é Salam Bombay. Terminado o jantar, corremos para o hotel para dormir. Estávamos exaustos. Nessa época do ano, a diferença de fuso entre São Paulo e Vancouver é de 5 horas, então era como se estivéssemos acordados e batendo perna pelo mundo depois de uma hora da manhã.