Montana de motorhome

Nossa passagem pelo estado de Montana, nos Estados Unidos, foi breve e deixou uma certeza: vamos voltar lá um dia! Esse foi o oitavo dia da nossa viagem. O roteiro completo você confere neste link.

Montana entrou no nosso roteiro porque depois de visitarmos as Montanhas Rochosas Canadenses, queríamos voltar para a região de Vancouver e Seattle por um caminho diferente do que usamos par ir até os parques de Alberta. Então decidimos voltar fazendo um trajeto circular, passando pelos Estados Unidos e não mais pelo Canadá. Veja abaixo o mapa do nosso trajeto.

 

Montana é um estado remoto e um pouco fora dos roteiros tradicionais dos brasileiros nos Estados Unidos. Por outro lado, é um estado belíssimo. Dois dos parques norte-americanos mais bonitos estão localizados lá: boa parte do Yellowstone National Park e o Glacier National Park. A área rural também é encantadora. Muitos ranchos, cidades pequeninas e charmosas, estradas beirando lagos…

Montana, Estados Unidos
Montana, Estados Unidos

Nesse post vou contar como foi cruzar a fronteira Canadá – Estados Unidos de madrugada de motorhome, o motivo de não termos conseguido fazer a Going to the Sun Road (estrada que corta o Glacier National Park) e o que decidimos fazer ao invés da visita ao parque. De brinde, ainda conto do nosso perrengue quando fomos esvaziar a fossa do motorhome em um posto de gasolina e a mangueira toda ressecada simplesmente estourou e nem preciso dizer que foi número um e número dois para todo lado, né?

Cruzando a fronteira Canadá – Estados Unidos de motorhome

Quem viu o nosso post anterior, sabe que quando saímos de Banff (Canadá) com destino aos Estados Unidos, decidimos dirigir até onde conseguíssemos. Quando estivéssemos cansados, pararíamos o motorhome em algum lugar para dormir.

O Gustavo dirige super bem e gosta de dirigir. Então seguimos conversando, olhando a lua subir por trás das montanhas… Quando nos demos conta, estávamos chegando à fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá.

Eu nem tinha percebido, mas já passava de meia-noite! No entanto, estava tudo bem, eu já tinha checado o horário de funcionamento da fronteira no Roosville Border Crossing (Grasmere – Eureka) e no site constava que ela funcionava todos os dias da semana, 24 horas por dia (Dica: sempre confira informações atualizadas sobre os horários de funcionamento, endereços, regras e valores dos serviços que vai utilizar, pois tudo isso é sujeito a alteração).

Só que àquela altura da madrugada, não tinha nenhum carro circulando pela estrada. Só o nosso motorhome. Quando chegamos à froteira, todos os displays luminosos das filas de veículos estavam com um “x” vermelho bem grande, como se estivessem fechados. Diminuímos a velocidade e fomos nos aproximando. Não havia ninguém por ali para dar alguma informação pra gente. Do nada, um dos displays trocou o x vermelho por uma setinha verde e nós seguimos para aquele local e paramos o motorhome.

Um oficial da fronteira se aproximou e começou com o interrogatório. As perguntas eram similares às que são feitas quando entramos no país por via aérea, com exceção de uma: “Por que vocês estão cruzando a fronteira dos Estados Unidos tão tarde da noite?”. Ele falava de maneira muito ríspida. Não sei se estava bravo por ter que atender alguém naquele horário, se o acordamos e ele ficou de mau humor ou se aquela é a postura que ele tem que assumir e faz parte do trabalho dele.

Ele pediu os nossos passaportes e eu rapidamente os entreguei, mas esqueci que o do Felipe não estava junto com os demais, pois eu tinha tirado o dele no dia que o levamos ao hospital em Vancouver. Fui procurar o passaporte na outra bolsa, enquanto o Gustavo se encarregava de responder às perguntas do oficial. Em determinado momento, não sei o que deu no Gustavo, que se enrolou no inglês e não soube se expressar direito com relação a alguma coisa que ele perguntou. Eu fui ajudar na resposta e o oficial-mais-bravo-do-planeta-Terra me cortou: “ELE RESPONDE! A senhora trate de continuar com o trabalho de encontrar o passaporte que está faltando!”. Meu Deus, que homem grosso!

Achei o passaporte e entreguei para o oficial. Ele olhou os passaportes, olhou pra gente e falou: “Todo mundo desce do carro e me acompanha, inclusive as crianças”. Falei que elas estavam dormindo e ele me falou para acordar todo mundo e levar lá para dentro da salinha. Pensei: “Pra que isso, meu Deus?”. Por um lado, estava tranquila, porque sabia que todos os nossos documentos estavam certinhos e não tínhamos nada a temer. Por outro, vinha uma insegurança por não saber se aquele procedimento era padrão e também não entender por que aquele homem era tão irritado.

Acordamos a Isabela e levamos o Felipe dormindo no bebê-conforto. Entramos no escritório. Quando o oficial viu o Felipe bebezinho dentro do bebê-conforto e a cara de sono da Bela, ele ficou super constrangido. Do nada, o bad cop virou o good cop. “É um bebê! Me desculpem. Não sabia que ele era tão pequeno (detalhe… eu já tinha falado as idades dos dois). Por favor, pode levá-lo para dormir de novo no carro”. Olhou para a Isabela e perguntou: “Você quer colorir?”. E entregou um kit infantil “Crossing Borders” com livro para colorir e giz de cera. Então ele fez a cobrança de uma taxinha que precisamos pagar para cruzar a fronteira (confesso que não lembro quanto foi, quando eu descobrir, atualizo aqui) e que é válida por seis meses.

Para ganhar o prêmio de good cop de vez, ele perguntou se já tínhamos um lugar certo para dormir e falamos que íamos procurar algum lugar em Eureka. Daí ele sugeriu um posto de gasolina no segundo cruzamento da cidade, em frente a um Subway. Falou que lá era seguro e que ninguém nos perturbaria. Perfeito! Saímos da fronteira direto para o posto e pernoitamos ali. Então fica aqui a nossa dica de free camping em Eureka.

Eureka

Para quem não conhece, Eureka é uma cidadezinha de 1.086 habitantes, que fica grudada na fronteira Estados Unidos – Canadá. O lugar onde pernoitamos (free camping), que foi dica do oficial da fronteira, está sinalizado no mapa abaixo:

Como o oficial explicou, é em frente ao Subway que fica no posto de gasolina do segundo cruzamento da cidade. Lá dá para fazer free camping, mas infelizmente não tem dumping (estrutura para esvaziarmos o esgoto do motorhome e completarmos o tanque com água limpa).

Prefeitura de Eureka, Montana

Então, fizemos dumping em um outro posto de gasolina na mesma cidade. Nesse posto, quem compra alguma coisa na loja de conveniência não precisa pagar pelo dumping. E não é que quando o Gustavo estava esvaziando justo o tanque do banheiro, a mangueira do nosso motorhome decidiu estourar? Sim! Foi aquela lambança. Number one and number two pra todo lado. Que desespero para nós, meros viajantes de motorhome de primeira viagem. O funcionário que estava no posto, limpando as bombas de combustível, observava tudo de longe e ria. Ah, danado! Nem para ajudar a gente…

Esse é o posto onde fizemos o dumping:

Mas parece que esse é um problema bem comum para quem viaja de motorhome, pois no vídeo da Cruise Canada eles já deixam claro que se algo assim acontecer na estrada, é só comprar uma mangueira nova e manter o recibo, que eles reembolsam. Por sorte, praticamente ao lado do posto de gasolina tinha uma loja que vendia a tal mangueira específica para fazer dumping de motorhome? Isso às 7 horas da manhã! Só nos Estados Unidos mesmo… O Gustavo comprou, manteve o recibo e foi reembolsado muito tranquilamente no momento em que devolvemos o carro no fim da viagem.

E essa é a loja onde ele comprou a mangueira nova para o motorhome, bem ao lado do posto:

Quanto à sujeira que ficou espalhada pelo chão do posto, pusemos as nossas luvinhas descartáveis de procedimento e limpamos tudo ali, com ajuda da mangueira de água limpa. É… Foi trampo… Mas nunca esqueceremos do dia em que “cag*mos a cidade de Eureka”. Depois de tudo resolvido, não conseguíamos parar de rir da situação. A gente se mete em cada uma…

Outra coisa engraçada dessa experiência é que eu não vi o Gustavo saindo para comprar a mangueira, pois estava com as crianças dentro do motorhome. Quando saí do carro e ele não estava lá fora, perguntei ao tal funcionário que limpava as bombas se ele tinha visto o meu marido e ele respondeu: “Deve ter ido ao cassino”. Hahahahahahahahah. O posto de gasolina tinha um cassino e o cara achava que o Gustavo estava lá, jogando, relaxando depois de ter espalhado aquela melequeira lá pelo chão. Poucos minutos depois, aparece o meu herói com uma mangueira novinha em folha. Cena que fica para a nossa história…

A cara do Gustavo quando saímos do posto, depois de resolvida toda a lambança

Whitefish

Depois de resolvido o problema do dumping, estávamos morrendo de fome e decidimos partir rumo à cidadezinha de Whitefish, para tomarmos café da manhã. A cidade fica a menos de uma hora de Eureka e é um pouco maior (tem pouco mais de 7 mil habitantes). Seguimos na estrada, margeando o Dickey Lake. Cenário lindo de morrer.

A caminho de Whitefish, Montana.
A caminho de Whitefish, Montana.

Whitefish é uma cidadezinha linda! Super charmosa. E que céu azul é aquele? É lindo demais o céu de Montana. Talvez por isso o estado seja conhecido como “Big Sky Country”?

Whitefish, Montana
Whitefish, Montana
Whitefish, Montana
Whitefish, Montana
Whitefish, Montana
Whitefish, Montana

Tomamos café em uma das diners mais gostosas que já tivemos o prazer de visitar nos Estados Unidos. O lugar se chama Swift Creek Cafe. Recomendamos muito um café da manhã nesse lugar. O Glacier Scramble com pimentões, cogumelos e presunto é uma delícia!

Café da manhã no Swift Creek Cafe
Café da manhã no Swift Creek Cafe
Café da manhã no Swift Creek Cafe
Café da manhã no Swift Creek Cafe
Café da manhã no Swift Creek Cafe
Café da manhã no Swift Creek Cafe
Tem cadeirão no Swift Creek Cafe
Tem cadeirão no Swift Creek Cafe

Going to the Sun Road

Quando pesquisava os atrativos de Montana, descobri uma estrada incrível, que cruza o Glacier National Park: a lendária Going to the Sun Road. Decidi que precisava conhecê-la. Quanto mais eu lia sobre a estrada, mais percebia que esse seria um dos pontos altos do nosso roteiro.

Trata-se de uma rodovia que passa a maior parte do ano bloqueada, debaixo de neve. Até as máquinas mais potentes levam meses para remover toda a neve que se acumula em cima dela. O processo de remoção da neve só é finalizado em pleno verão, quando ela é reaberta para os visitantes.

Às vezes, em decorrência dos incêndios (wild fires), a estrada fecha novamente no período do outono. Foi justamente isso que aconteceu conosco. Nossos planos de conhecer a Going to the Sun Road foram por água abaixo quando, ainda no Brasil, recebemos um e-mail da agência de turismo que ia nos levar a um passeio, informando que o parque estava passando por um incêndio há alguns meses e todos os tours da temporada estavam cancelados. Só para vocês terem uma ideia, o incêndio começou em 10 de agosto de 2017 e em outubro, quando passamos por lá, ainda não tinha sido controlado. Saiba mais aqui: https://en.wikipedia.org/wiki/Sprague_Fire . Foi uma pena… Não conseguimos conhecer a estrada dessa vez, mas sabemos que um dia voltaremos lá. De qualquer forma, fica aqui a dica para quem tiver a oportunidade de conhecer esse parque incrível e percorrer a Going to the Sun Road.

Para os fãs de Forest Gump, o Lake McDonald, que fica ao longo dessa estrada, aparece nessa cena super emocionante do filme: https://www.youtube.com/watch?v=ISJ0VsnCvDo .

Kalispell

Sem termos como ir à Going to the Sun Road, seguimos dirigindo e descobrindo Montana. Um conjunto de “atrativos” chamou a nossa atenção. Um grupo de lojas que mexe com o coração de muito brasileiro: Target, TJMaxx, Ross, Best Buy, Bed Bath and Beyond, Dollar Tree, tudo junto em um só lugar. Vamos de compra-terapia, então. Afogaremos as mágoas por não podermos ir ao Glacier National Park. E fomos…

Nosso motorhome estacionado em frente às lojas do comércio de Kalispell, Montana
Nosso motorhome estacionado em frente às lojas do comércio de Kalispell, Montana

O comércio ali na cidadezinha de Kalispell é bem animado. E conforme você vai ampliando o seu raio, mais lojas vão surgindo. As lojas estavam uma graça. Todas decoradas e com bastante coisa de outono e do Halloween. Enquanto fiquei garimpando junto com as crianças na TJMaxx, o Gustavo cruzou a rua e foi bater perna na Cabela’s, uma loja de equipamentos para esportes e vida ao ar livre, que vende inclusive equipamentos para caça (leia armas).

O carrinho de compras que você respeita... Com espaço para guardar seu carrinho de bebê dobrado, cadeiras com cinto de segurança para as crianças e bastante espaço para colocar as compras
O carrinho de compras que você respeita… Com espaço para guardar seu carrinho de bebê dobrado, cadeiras com cinto de segurança para as crianças e bastante espaço para colocar as compras
Lojas com produtos outonais
Lojas com produtos outonais

Muitas fantasias para o Halloween

Depois da sessão compras, almoçamos no outro lado da rua, no Famous Dave’s. Esse restaurante é uma churrascaria de rede bem kid friendly, com menu infantil, material para colorir e giz de cera, cadeirão… Do jeitinho que a gente gosta. Pedimos uma Feast for Two, que dá conta de alimentar muito bem a família inteira e vem com opções variadas de carnes e acompanhamentos.

Almoço no Famous Dave's
Almoço no Famous Dave’s
Almoço no Famous Dave's
Almoço no Famous Dave’s
Menu infantil no Famous Dave's
Menu infantil no Famous Dave’s
Cardápio do Famous Dave's
Cardápio do Famous Dave’s
Detalhe na decoração do Famous Dave’s
Almoço no Famous Dave’s

Flathead Lake

Saindo de Kalispell, devíamos começar uma jornada rumo ao oeste, a caminho de Seattle. Decidimos que íamos dirigir até o estado do Idaho, pois queríamos dormir em uma cidadezinha chamada Coeur d’Alene. Escolhemos percorrer um caminho com maior apelo cênico, que definimos ali na hora, pelo Google Maps. Colocamos o GPS para nos levar primeiro até a cidade de Elmo, beirando o Flathead Lake, no estado de Montana.

Esse lago é uma coisa linda de se ver… Vale muito a pena fazer um caminho um pouquinho mais longo e seguir a estrada que margeia o lago.

Dirigindo ao longo do Flathead Lake
Flathead Lake
Flathead Lake
Flathead Lake

O Flathead Lake é o maior lago natural do oeste dos Estados Unidos. Tem uma área de mais de 500 quilômetros quadrados.

Dali, seguimos rumo a Coeur d’Alene, no Idaho. Jantamos no motorhome, no camping Blackwell Island RV Park, onde pernoitamos.

Na estrada, a caminho de Coeur d'Alene, Idaho.
Na estrada, a caminho de Coeur d’Alene, Idaho.
Chegando ao estado do Idaho.

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Agradecemos pela gentileza da Easysim4u, parceira da RBBV, por ter nos enviado como cortesia o chip e o plano (USA + Canadá) para que pudéssemos permanecer conectados, compartilhando todos os momentos desta roadtrip com os leitores do  nosso blog.

Roteiro de 20 dias: Canadá e Estados Unidos de motorhome com crianças (British Columbia, Alberta, Montana, Idaho e Washington State)

Começamos hoje a série de posts sobre uma das viagens mais legais que já fizemos: Canadá e Estados Unidos de motorhome. Foram 20 dias de viagem, cinco estados visitados (províncias, no Canadá), um casal e duas crianças (uma de 5, outra de 1 ano), paisagem de outono, mais de 4 mil quilômetros percorridos (entre motorhome, carro e ferry), em um percurso que tinha de praia a montanha, de cidade grande a vila com poucas centenas de habitantes, de passeio de bike a jogo da NFL, de neve a mar. Foi demais! Absolutamente inesquecível.

 

O roteiro

O nosso objetivo era conhecer as Montanhas Rochosas canadenses e as cidades de Vancouver e Seattle. Ficamos de olho nos preços das passagens para os principais aeroportos da região (Vancouver, Seattle, Calgary e Victoria) por meio de alertas no Google Flights (quem ainda não conhece essa ferramenta do Google, vale a pena dar uma olhada).

Para o período da nossa viagem, a passagem mais barata que apareceu foi até Vancouver, pela Air Canada, com escala em Toronto. Na volta, decidimos “quebrar” um pouco a canseira dos dois longos voos e ficar dois dias em Toronto. Assim, teríamos tempo para conhecer as Cataratas do Niágara e descansar um pouco para o voo de volta. Nem pensamos em tentar conhecer Toronto e entorno nesses dois dias, pois achamos que isso merece uma nova viagem. Detalhe interessante: a parada de dois dias em Toronto fez o preço total das nossas passagens cair quase dois mil reais.

Durante a nossa busca, surgiram promoções muito boas chegando ao Canadá via Kelowna, uma cidade bem agradável da British Columbia, e que fica relativamente perto de Vancouver. No entanto, o voo tinha duas escalas e bem demoradas. Chegava ao destino final depois de 35 horas da partida em São Paulo. Sem condições! Muito cansativo para uma viagem com duas crianças pequenas. Outro complicador foi o fato de não termos encontrado empresas grandes de aluguel de motorhome na cidade de Kelowna, o que complicaria um pouco a logística da viagem se ela iniciasse lá.

Um detalhe importante na definição do roteiro foi que não queríamos ir e voltar pelo mesmo caminho. Queríamos aproveitar para passar por outros lugares, conhecer outras paisagens. Se a volta fosse pelos Estados Unidos, ainda melhor, pois as compras por lá são mais em conta que no Canadá. Então decidimos que de Vancouver, partiríamos para as Rochosas e, de lá, retornaríamos para o oeste por baixo, passando pelos estados americanos de Montana, Idaho e então Washington State. De lá, cruzaríamos de ferry para Victoria, em Vancouver Island, Canadá, e depois mais um ferry até Vancouver.

Informação importante: Como íamos sair do Canadá e depois voltar até lá por terra (em Niágara) e por água (em Victoria), precisamos fazer o visto canadense, pois aquela permissão nova (a eTA que custa 7 dólares) só é válida para entradas de brasileiros no país por via aérea. Logo… Para fazer esse roteiro, é necessário ter os vistos americano e canadense.  

Em Montana, queríamos fazer a lendária estrada Going to the Sun Road. Ela é incrível! Cruza o Parque Nacional Glacier e tem paisagens literalmente de cinema (aparece em Forest Gump, em uma das cenas mais emocionantes, por exemplo – confira aqui o Lake McDonald no filme). Infelizmente nossos planos foram por água abaixo quando, ainda no Brasil, recebemos um e-mail da agência de turismo que ia nos levar a um passeio, informando que o parque estava passando por um incêndio há alguns meses e todos os tours da temporada estavam cancelados. Só para vocês terem uma ideia, o incêndio (wild fire) começou em 10 de agosto de 2017 e em outubro, quando passamos por lá, ainda não tinha sido controlado. Saiba mais aqui: https://en.wikipedia.org/wiki/Sprague_Fire . Foi uma pena… Não conseguimos conhecer a estrada dessa vez, mas sabemos que um dia ainda voltaremos lá. De qualquer forma, fica aqui a dica para quem tiver a oportunidade de conhecer esse parque incrível.

Vamos detalhar todo o roteiro bonitinho e mastigadinho nos próximos posts. Agora, só para vocês terem uma noção geral da distribuição das cidades ao longo dos dias, nosso trajeto, meios de transporte e tal, segue o roteiro resumido e o mapinha com o nosso itinerário:

 

Dia 1 – Saída de Guarulhos, São Paulo

Tínhamos muita bagagem, 4 pessoas e um carrinho de bebê duplo. Não coube em um só Uber Bags (mandaram um Sedan), então tivemos que pegar dois carros para esse transfer até o aeroporto de Guarulhos.

Nossa imensa bagagem

Dia 2 – Escala em Toronto e chegada a Vancouver

Escala tranquila em Toronto. Passamos pela imigração e tivemos que pegar as malas e despachar mais uma vez para o voo até Vancouver.

Voo para Vancouver.

Carro alugado na Avis.

Check-in no Century Plaza Hotel & Spa.

Pequenas compras em Vancouver Downtown.

Jantar em um restaurante indiano no centro.

Comprando baterias para a GoPro nova na Best Buy. Tem Best Buy no Canadá. Vivaaaa!!!

Dia 3 – Vancouver (BC, Canadá) – Kamloops (BC, Canadá)

Café da manhã na Breka Bakery & Cafe.

Perrengue: hospital em Vancouver com o Felipe.

Pegamos o motorhome na Cruise Canada.

Devolvemos carro na Avis.

Abastecemos o motorhome com comida no Walmart.

Estrada rumo às rochosas.

Jantar em um restaurante grego, na cidade de Hope.

Dormimos em um ponto de descanso para caminhões e motorhomes na cidade de Kamloops (free camping).

O nosso maior perrengue em viagens ever! O Felipe ficou bem doente,

Dia 4 – Kamloops (BC, Canadá) – Jasper (AB, Canadá)

Café da manhã no Denny’s.

Seguimos para Jasper.

Jasper Skytram.

Passeio pela cidade de Jasper.

Jantar em um restaurante indiano.

Dormimos no Whistler’s Campground.

Vista do alto da montanha, em Jasper.

Dia 5 – Jasper (AB, Canadá) – Banff (AB, Canadá)

Café da manhã no Tim Hortons.

Saga em busca de um antibiótico para o Felipe.

Seguimos rumo a Banff.

Icefields Parkway.

Perdemos o horário para o Glacier Skywalk.

Passeio da geleira (Glacier Adventure).

Dormimos no Tunnel Mountain Trailer Court.

Glacier Adventure

Dia 6 – Banff (AB, Canadá)

Café da manhã no Tim Hortons.

Oramos na igreja de St. Mary, em Banff. Pedimos para o Felipe sarar logo.

Banff Gondola.

Banff Lake Cruise.

Almojanta no Tim Hortons e no motorhome.

Dormimos no Tunnel Mountain Trailer Court.

Passarelas no alto da montanha, no passeio da Banff Gondola.

Dia 7 – Banff (AB, Canadá) – Eureka (USA)

Café da manhã no motorhome.

Dia de muitos lagos: Lake Louise, Bow Lake, Peyto Lake, Moraine Lake, Lake Minnewanka, Hector Lake.

Almoço no motorhome enquanto lavávamos roupa na laundry de um hotel em Lake Louise.

Enchemos o tanque em Banff e seguimos rumo aos Estados Unidos. O combinado: vamos dirigir até onde conseguirmos. Quando estivermos cansados, paramos e dormimos.

Lake Louise, no Parque Nacional de Banff.

Dia 8 – Eureka (MT, Estados Unidos) – Coeur D’Alene (ID, Estados Unidos)

Já passava da meia-noite quando cruzamos a fronteira americana. Dormimos na cidade de Eureka, Montana, em frente a um posto de gasolina / Subway (free camping), por indicação do oficial da imigração.

Estrada rumo a Whitefish.

Dickey Lake.

Café da manhã no Swift Creek Cafe, em Whitefish.

Compras em Kalispell (Target + TJMaxx + Ross, uma vizinha à outra). Só assim nos consolamos por não podermos fazer a Going to the Sun Road.

Almoço no Famous Dave’s, Kalispell.

Flathead Lake.

Seguimos rumo ao Idaho.

Dormimos em Couer D’Alene, Idaho, no Blackwell Island RV Park.

Dickey Lake, Montana

Dia 9 – Coeur D’Alene (Idaho) – Seattle (Washington State)

Café da manhã no motorhome.

Curtir um pouco na beira do lago do camping.

Seguimos rumo a Seattle.

Wanapum Vista Point, Columbia River.

Snoqualmie Falls.

Almoço em um restaurante mexicano de Snoqualmie.

Seguimos rumo a Seattle.

Dormimos no Trailer Inns RV Park of Bellevue, na Grande Seattle.

Coeur D’Alene, Idaho.

Dia 10 – Seattle

Café da manhã no Lil’Jon Restaurant & Lounge.

Tour em Seattle. Dia chuvoso. Aproveitamos para fazer os passeios em lugares fechados. Chihuly Garden & Glass, Museum of Pop Culture. Quando saímos, o dia estava lindo, então curtimos o Playground Artists at Play.

Almoço na praça de alimentação do Seattle Center. Mexicano de novo!

Pôr-do-sol na roda gigante – Seattle Great Wheel.

Compras no Walmart Bellevue. Compramos camisetas para usar no jogo dos Seattle Seahawks que seria 2 dias depois.

Dormimos no Trailer Inns RV Park of Bellevue.

Chihuly Garden and Glass

Dia 11 – Seattle

Café da manhã no motorhome.

Passeio turístico Ride The Ducks of Seattle.

Almoço – hotdog e pipoca no parque.

Space Needle.

Aquário de Seatlle.

Public Market.

Jantamos caranguejos gigantes na orla.

Dormimos no KOA Kent.

Aquário de Seattle.

Dia 12 – Seattle

Café da manhã no Maggie’s On Meeker, Kent.

Compras no Outlet.

Voltamos para o Trailer Inns RV Park of Bellevue. Deixamos o motorhome no camping e pegamos um Uber para o estádio dos Seahawks.

Jogo dos Seahawks, cervejas, hot dogs.

Voltamos de Uber para o camping.

Dormimos no Trailer Inns RV Park of Bellevue.

Jogo de futebol americano dos Seattle Seahawks no Centurylink Field.

Dia 13 – Seattle – Victoria

Café da manhã no motorhome.

Estrada rumo a Port Angeles para pegar o ferry de volta para o Canadá. Passamos por campos de lavanda e uma cidade indígena bem charmosinha (Jamestown S’Klallam Tribe).

Almoço no Kokopelli Grill.

Playground de frente para o mar em Port Angeles.

Ferry para Victoria.

Fomos ao Fisherman’s Wharf e estava fechado.

Dormimos no Salish Seaside RV Haven.

Port Angeles, Washington State,

Dia 14 – Victoria – Vancouver

Café da manhã no motorhome.

Butchart Gardens.

Miniature World.

Royal British Columbia Museum.

Jantar no Fisherman’s Wharf.

Pôr-do-sol no Clover Point.

Íamos dormir perto da fila do ferry e retornar no dia seguinte para Vancouver. Quando chegamos na fila, vimos que tinha um ferry saindo e decidimos embarcar naquela hora mesmo (as vantagens e a flexibilidade de viajar de motorhome).

Cruzamos de ferry para Vancouver.

Dormimos em frente ao Walmart de Delta, perto do Tsawwassen Mills (free camping).

Butchart Gardens.

Dia 15 – Vancouver

Café da manhã no motorhome.

Faxina geral no motorhome, fechar malas, preparativos para devolução do veículo.

Devolução do motorhome na Cruise Canada.

Táxi para Vancouver Downtown.

Check-in no YWCA Vancouver Downtown. Cama de hotel, banheiro. Vivaaa!!!

Passeio a pé até Gastown, região histórica de Vancouver.

Almojanta no The Old Spaghetti Factory.

Compras nas lojinhas de souvenires e na Dollarama.

Gastown, Vancouver

Dia 16 – Vancouver

Tour Hop-On Hop-Off, em Vancouver.

Granville Island.

Almoçamos hambúrguer na ilha. O Gustavo não estava bem, então voltamos ao hotel cedo.

Jantamos pizza no quarto do hotel.

Tour Hop-On Hop-Off, em Vancouver

Dia 17 – Vancouver

Caminhamos até Canada Place e pegamos o shuttle gratuito até a Capilano Bridge.

Capilano Bridge (café da manhã lá).

Shuttle gratuito de Capilano Bridge a Grouse Mountain.

Grouse Mountain.

Almoço no restaurante da Grouse Mountain.

Shuttle gratuito até Canada Place.

Fly Over Canada.

Jantar: comida do Tim Hortons no quarto do hotel.

Capilano Suspension Bridge Park

Dia 18 – Vancouver – Toronto

Táxi até o Stanley Park.

Passeio de bike pelo Stanley Park.

Almoço: fish and chips do parque.

Voltamos caminhando até o hotel.

Tivemos que desocupar os quartos para fazer check-out. O pessoal deixou ficarmos no lounge do hotel até a hora de irmos até o aeroporto.

Táxi para o aeroporto.

Voo para Toronto.

Passeio de bike pelo Stanley Park

Dia 19 – Toronto

Carro alugado em Toronto para irmos às Cataratas.

Chegamos super cedo ao hotel. 6 horas da manhã. A recepcionista fofa do Fairfield Inn & Suites deixou fazermos check-in. Exaustos depois de passarmos a madrugada no avião, dormimos a manhã inteira. Isso não estava nos planos. Acordamos e partimos para as Cataratas do Niágara.

Almoçamos em uma barraca indiana na rua, no lado americano das cataratas.

Passeio Cave of the Wind.

Ida ao supermercado para comprar fraldas e hotel!

Passeio Cave of the Winds, nas Cataratas do Niágara

Dia 20 – Toronto – São Paulo

Dia de Thanksgiving no Canadá! Temos tanto a agradecer…

Café da manhã no hotel.

Almoço no Denny’s.

Descanso no hotel.

Aeroporto.

Devolução do carro alugado.

Check-in e volta para São Paulo.

A super espaçosa mini-van que alugamos em Toronto.

Dia 21 – Chegamos a São Paulo, com a nossa imensa bagagem. Conseguimos um táxi enorme no aeroporto (Doblò) e, dessa vez, coube todo mundo em uma viagem só.

Nosso avião sobrevoando as Montanhas Rochosas Canadenses. Na foto não dá para ver direito, mas o branquinho mais escuro que aparece no meio das nuvens, não é nuvem e sim topo de montanha coberto de neve.

Nos próximos posts, detalharemos essas experiências todas. Vamos falar sobre a nossa experiência com o motorhome, nossos perrengues com o Felipe doente (e depois com o Gustavo), os campings (gratuitos e pagos) onde nos hospedamos, os hoteis, os carros alugados, os passeios (gratuitos e pagos), os restaurantes, as dicas para economizar… Contaremos tudo com detalhes nas próximas publicações.

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Na nossa viagem, nós ficamos o tempo todo conectados na internet porque usamos o chip Easysim4u, que tem internet ilimitada nos Estados Unidos, Canadá e mais de 140 outros países. O chip é enviado para a sua residência no Brasil antes da viagem e, quando você chega ao destino, basta colocar o chip no celular e começar a usar. Você já sai do aeroporto conectado e usando o Waze e a internet à vontade.

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Agradecemos também aos demais parceiros do blog nesta viagem: Visit Seattle, Seattle City Pass, Ride the Ducks of Seattle, Spokes Bicycle Rentals, Westcoast Sightseeing, Brewster Travel Canada, Jasper Skytram, The Butchart Gardens, Miniature World, Royal BC Museum, Fly Over Canada, Capilano Suspension Bridge, Tourism Victoria e Parks Canada.

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Próxima viagem confirmada: Canadá e Estados Unidos de motorhome!

Vocês não imaginam o quanto estamos animados! A nossa próxima viagem já está confirmada! Finalmente realizarei dois sonhos de infância: viajar de motorhome E conhecer o Canadá!

Vamos os 4 (para quem caiu de paraquedas aqui no blog e ainda não sabe quem é o nosso time, somos eu, o meu marido Gustavo e nossos dois filhos Isabela, de 5 anos e Felipe, de 1 ano) fazer um roteiro super bacana pelas montanhas rochosas canadenses e americanas. No total, vamos rodar mais de 3 mil quilômetros (talvez 4)!

O motorhome que alugamos é igualzinho a esse. Créditos: Cruise Canada

No nosso roteiro de 20 dias, que já começa na próxima semana, incluímos: Vancouver e Victoria (British Columbia), Banff e Jasper (Alberta) e Seattle (Washington State)… Teremos paradas estratégicas em cidades menores nos nossos deslocamentos mais longos. Vamos percorrer a estrada que é considerada a “Mais Bonita do Mundo”, a Icefields Parkway. Na volta, ficaremos dois dias em Toronto, de onde devemos partir para conhecer as Cataratas do Niágara e, quem sabe, dar uma esticadinha até Buffalo (estado de Nova York), na fronteira USA+Canada. É! Queremos comer Buffalo Wings direto da fonte original. 😉

Devorando o Lonely Planet

Tínhamos incluído no roteiro o Glacier National Park, no estado de Montana, que tem uma das estradas mais belas (e assustadoras) do mundo, a Going to the Sun Road. Quem nunca ouviu falar, joga o nome dessa estrada no Google e vê do que eu estou falando. É sensacional! No caminho de ida de lá até Seattle, pararíamos no estado de Idaho. Porém, recebemos um e-mail de uma agência local informando que tem uma área do parque que está passando por um incêndio (wild fire) e talvez a ida até lá não role. Por enquanto, deixamos esse passeio em stand-by e estamos de olho em alternativas, como a região de vinícolas e de fazendas de frutas no Vale de Okanagan, na British Columbia.

Por enquanto, o nosso percurso está definido mais ou menos assim:

Estamos super animados, fechamos algumas parcerias super bacanas para essa viagem (logo vocês ficarão mais). O roteiro tem de trilhas em parques preservadíssimos a subidas ao topo de arranha-céus em grandes metrópoles. De jogo de futebol americano (vamos ver os Seattle Seahawks!) a passeio de bike em parque urbano. De tour em geleiras a passeios na praia.  Vamos cruzar a fronteira Canadá – Estados Unidos quatro vezes (uma delas com o motorhome dentro de um ferry-boat!). Vai ser demais!

Fazer as malas para essa viagem tem sido um verdadeiro desafio, pois estaremos em pleno outono, variando de cidades no nível do mar a topos de montanhas. Assim sendo, podemos esperar temperaturas variando de -1ºC a 31ºC. É mole? Tem que levar todo tipo de roupa nessa bagagem. E carrinho de bebê, cadeirinha para o carro, roupas de cama, mesa e banho… Uma loucura!

Estamos super animados para começar essa aventura e quem quiser “vir junto” com a gente, pode acompanhar tudo pelo meu Instagram @annakarla_pezinhonaestrada . Vou postar fotos na timeline e fazer posts no Stories. Usaremos as hashtags #PezinhonaEstrada , #PezinhonoCanadá e #PezinhonosUSA . Também vamos postando notícias no nosso Facebook https://www.facebook.com/blogpezinhonaestrada .