Seattle: uma introdução + dicas para conhecê-la de motorhome (onde dormir, estacionar e tomar café da manhã)

Nesse post vamos falar um pouquinho sobre algumas das coisas que fazem a cidade se Seattle ser absolutamente especial e daremos algumas dicas para quem pretende ir até lá de motorhome (onde dormir, campings, free camping, onde tomar café da manhã perto dos campings e onde estacionar o carro para explorar a cidade).

Seattle é conhecida como Rain City (“Cidade da Chuva”) e também como The Emerald City (“A Cidade Esmeralda”). Gosto mais do segundo nome, pois Seattle teve a imensa consideração de nos brindar com dias lindos, de sol brilhando e céu azul. Nos dias que passamos lá, só pegamos um comecinho de manhã chuvoso, que logo se converteu em dia de céu de brigadeiro.

Seattle nos recebeu com céu azul.

Ficamos em Seattle praticamente 4 dias inteiros (chegamos no 9º dia de viagem e fomos embora no 13º) e achamos que foi um bom tempo para termos uma ideia da cidade. Se eu tivesse mais tempo lá, para ir além das principais atrações turísticas da cidade, teria ficado ainda mais feliz. Seattle é uma cidade muito gostosa. Tem tudo o que uma cidade grande americana tem, mas não é grandalhona. Dá para fazer um monte de coisa legal a pé e as principais atrações turísticas estão concentradas praticamente na mesma região.

As principais atrações de Seattle ficam concentradas no Seattle Center e na orla.
As principais atrações de Seattle ficam concentradas no Seattle Center e na orla.

Seattle está localizada em Puget Sound, uma região estuarina do estado de Washington. Isso faz com que a paisagem sempre esteja marcada por água e pontes, o que particularmente me agrada bastante.

Quem tiver muita sorte e pegar um dia com o céu bem limpo, vai ser brindado com uma vista linda do Monte Rainier por trás da cidade. Trata-se da maior montanha do estado de Washington, que passa a maior parte do tempo com o topo branquinho, coberto de neve e é um vulcão ativo. Sua última erupção foi em 1894.

Mount Rainier despontando por trás de Seattle. Foto: Victoegrigas – CC BY-SA 3.0

Seattle também é uma “pequenina” que impressiona por sua produção artística, tecnológica e intelectual. Com menos de 700 mil habitantes (3,5 milhões na região metropolitana), a cidade é sede de multinacionais como a Boeing, Microsoft, Amazon e Starbucks.

Na música, Seatlle é a cidade natal de nada menos que o melhor e maior guitarrista da história do rock, Jimi Hendrix. Bandas como Nirvana, Pearl Jam, Alice in Chains e Soundgarden levaram o grunge para o mundo. Não é à toa que o estilo grunge também é conhecido como som de Seattle. Esse estilo de rock alternativo surgiu na cidade no final da década de 1980 e ainda hoje influencia bandas de rock do mundo inteiro.

Seattle, Washington State
Seattle, Washington State

Também foi em Seattle que ficaram conhecidos grandes artistas do jazz, como Ray Charles (considerado um dos maiores gênios da música norte-americana), Quincy Jones e Ernestine Anderson. No hip hop, Seattle lançou nomes como Sir Mix-A-Lot e Macklemore (Thrift Shop tem mais de 1,2 bilhões de visualizações no Youtube). Ou seja, muito do que se escuta mundo afora está direta ou indiretamente ligado àquele cantinho da costa oeste americana.

Ah! Para os fãs de séries e cinema, é em Seattle que se passam as histórias de “Grey’s Anatomy”, “50 Tons de Cinza” e o absolutamente apaixonante “10 Coisas que eu Odeio em Você”.

Outra coisa muito legal de Seattle é que a cidade fica a pouco mais de duas horas de carro de Vancouver (Canadá) e tem acesso fácil a Victoria (capital da British Columbia) de ferry. Também saem de Seattle (e de Vancouver) muitos cruzeiros que vão para o Alasca. Então Seattle é uma cidade bem estratégica para servir de base para roteiros naquela região.

Se ainda não consegui te convencer a querer visitar Seattle, me acompanha nos próximos posts, que vou mostrar os lugares mais legais para visitar na cidade. É impossível não curtir muito esse lugar!

Seattle de motorhome

Na fase de planejamento desta viagem, uma coisa que me preocupou bastante foi como faríamos para visitar Seattle de motorhome. Afinal, dirigir em um cidade grande com um trambolhão não é a coisa mais prática do mundo. E quanto mais eu pesquisava, mais encontrava pessoas em fóruns falando que não se atreveriam a dirigir um motorhome dentro de Seattle.

Dirigindo o motorhome em Seattle

Continuei na pesquisa e descobri que a família do blog Felipe, o Pequeno Viajante, tinha visitado Seattle com motorhome, sim. Eles até deram uma dica preciosa de um local super bacana (e barato, se compararmos com o resto da cidade) para estacionar o motorhome bem ao lado da Space Needle e do burburinho turístico de Seattle.

Esse se tornou o nosso ponto favorito para parar o motorhome e desbravar a cidade (o lugar onde parávamos era na Taylor Avenue N, mais ou menos na altura do número 303, um pouco antes do Best Western), por trás do Ride the Ducks os Seattle e da Space Needle. Acho que o estacionamento ali custava 9 dólares e podia deixar o carro por um período de até 10 horas. O pagamento podia ser feito por um aplicativo que é baixado no site paybyphone.com. Também encontramos lugar fácil para estacionar na região do aquário e da roda gigante. Lá, nós deixamos o carro no Public Parking que fica na própria Alaskan Way, altura do número 1510. Lá tem um estacionamento coberto com elevadores para o Pike Place Market, mas deixamos na parte aberta (por causa da altura do motorhome), embaixo do viaduto.

Nossa vaga favorita, bem ao lado da Space Needle.
Nossa vaga favorita, bem ao lado da Space Needle.

Ou seja, com um pouquinho de paciência e sabendo dirigir bem, não vejo nenhum problema em circular de motorhome dentro de Seattle.

O único dia que decidimos deixar o motorhome em casa e ir para a cidade de Uber foi no dia do jogo dos Seattle Seahawks, pois estacionamento próximo a estádio em dia de jogo costuma ser muito caro e difícil de encontrar. Chegamos a tentar reservar uma vaga em frente ao estádio para participar da tailgate party, mas não encontramos vagas disponíveis que custassem preços pagáveis (rsrsrs). No post sobre o jogo vou explicar melhor o que é tailgate, quem sabe alguém um dia tem oportunidade de participar…

Onde pernoitar com o motorhome em Seattle

Com relação ao pernoite, dormimos em dois campings diferentes em Seattle. Os dois ficam fora da cidade, mas ambos dentro da região metropolitana e com acesso rápido e fácil para os principais pontos turísticos.

Uma coisa que vale destacar é que campings que ficam em regiões muito urbanas costumam ter as vagas bem mais apertadinhas que aqueles que ficam em parques nacionais. Então não estranhe se seu motorhome ficar encostadinho em outro e se você chegar no camping e não tiver uma mesa exclusiva para fazer suas refeições.

O primeiro camping que ficamos foi o Trailler Inns of Bellevue, que conta com vagas full hookup (com água encanada, rede de esgoto, eletricidade) e até cabos de TV para os motorhomes que têm a sorte de ter televisão. O camping tem piscina (só liberada para crianças acima de três anos que já tenham passado pelo desfralde), playground pequenininho (mas que quebra o galho) e banheiros limpinhos. Só não ficamos todos os dias nesse camping porque em um dos dias não tinha vaga. Ia rolar um show de rock na cidade e tinha muito motorhome circulando. Como não tínhamos feito reserva, tivemos que procurar outro camping para pernoitar na noite do show.

Trailler Inns of Bellevue
Playground do camping
Trailler Inns of Bellevue

Se você se hospedar na região de Bellevue como nós fizemos, um lugar legal para tomar café da manhã é o Lil’ Jon Restaurant, uma diner com estilo bem tradicional, que é operada pela mesma família há três gerações. Café da manhã delicinha.

Café da manhã no Lil’ Jon
Café da manhã no Lil’ Jon
Cardápio do Lil’ Jon

O outro camping onde nos hospedamos foi o Seattle/Tacoma KOA. A KOA (Kampgrounds of America) é uma rede com quase 500 campings espalhados em todo o território americano). Nessa unidade onde nos hospedamos, eles têm vagas com full hookup, tv a cabo, wi-fi, playgroung, piscina outdoor aquecida, sessões de cinema e de jogos dos Seattle Seahawks, área para pesca, aluguel de bicicletas, serviços de shuttle… É um camping bem estruturado e bem focado no segmento da família.

KOA Seattle/Tacoma
Playground no KOA Seattle/Tacoma
KOA Seattle/Tacoma

No dia que dormimos no KOA, tomamos café da manhã na charmosa cidadezinha de Kent, a 10 minutinhos de carro do camping. O lugar escolhido foi o Maggie’s on Meeker, que tem um jeito todo especial de lidar com as crianças. Amamos!

Panquecas no Maggie’s on Meeker
Café da manhã no Maggie’s on Meeker

Para quem procura free camping, uma dica da Claudia Rodrigues, do blog Felipe, o Pequeno Viajante, e que também vi em alguns fóruns pela internet é a ilhota Mercer Island, que fica entre Bellevue e Seattle. Falam que naquela região há a possibilidade de parar o motorhome na proximidade dos parques urbanos.

 

No próximo post vamos falar sobre as coisas que você não pode deixar de fazer em Seattle. Aguardem! =)

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Agradecemos aos parceiros do blog em Seattle: Visit Seattle, Seattle CityPASS e Ride the Ducks of Seattle pelo apoio à nossa viagem.

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Nesta aventura, nós ficamos o tempo todo conectados na internet porque usamos o chip Easysim4u, que tem internet ilimitada nos Estados Unidos, Canadá e mais de 140 outros países. O chip é enviado para a sua residência no Brasil antes da viagem e, quando você chega ao destino, basta colocar o chip no celular e começar a usar. Você já sai do aeroporto conectado e usando o Waze e a internet à vontade.

Agradecemos pela gentileza da Easysim4u, parceira da RBBV, por ter nos enviado como cortesia o chip e o plano (USA + Canadá) para que pudéssemos permanecer conectados, compartilhando todos os momentos desta roadtrip com os leitores do  nosso blog.

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Usou alguma dica do nosso blog? Conta como foi! Gostamos muito de receber o retorno dos nossos leitores. Ficamos felizes quando sabemos que nossas dicas foram úteis nas viagens de outras famílias!

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Transporte em São Paulo: de carro, de metrô, de ônibus, de táxi, de Uber, de bike, a pé… Como é melhor?

Vai visitar São Paulo e está em dúvida sobre qual a melhor forma de se deslocar na cidade? Como moramos em São Paulo, preparamos algumas dicas para te ajudar a tomar essa decisão.

Alugar um carro talvez NÃO seja uma boa opção e vamos apresentar alguns motivos

  • O trânsito em São Paulo às vezes pode ser um pouco caótico e estressante. Você não quer se estressar justo nas férias, quer?
Trânsito em São Paulo. Foto: Henrique Boney. Creative Commons 3.0
  • Mesmo com GPS e Waze, às vezes pode ser um pouco confuso dirigir por aqui, principalmente para quem não conhece bem a cidade. Você perde uma entradinha na Marginal e já tem que dar a volta no planeta para conseguir corrigir o seu erro e voltar à sua rota.
  • A cidade é enorme e tem algumas pegadinhas (rodízio veicular, faixas exclusivas para ônibus), com as quais muita gente não está acostumada.
  • Estacionar pela cidade é caríssimo e estacionar de graça pela rua é quase uma missão impossível, principalmente nas regiões próximas a pontos turísticos, restaurantes e áreas comerciais. Um valet em frente a algum restaurante custa (fácil) uns 20 a 25 reais. No Shopping, se você demorar um pouco mais, for a um teatro ou cinema e fizer uma refeição, o valor do estacionamento pode chegar a 20 ou 30 reais. Na Rua Vinte e Cinco de Março, em dia de sábado, os estacionamentos custam em torno de 35 reais e o trânsito é de enlouquecer. Some os valores dos estacionamentos ao valor de aluguel do carro e veja se não fica bem mais em conta andar de táxi ou Uber.
Valores do estacionamento no Shopping Pátio Higienópolis em agosto de 2017

Metrô e ônibus

Embora o metrô cubra uma área relativamente pequena da cidade, boa parte dos pontos turísticos tem estações de metrô próximas (em breve faremos um post mostrando os principais pontos turísticos próximos ao metrô). Aliás, na hora de escolher o local da hospedagem, uma boa dica é escolher algum hotel que fique perto de alguma estação.

Mapa das estações de metrô e trem de São Paulo

Daí a dica é: some os valores das entradas do metrô (ou integração ônibus + metrô/trem) e veja se compensa ou não ir de Uber/táxi. Confira aqui as tarifas do metrô. Crianças de até 6 anos e idosos com mais de 60 anos viajam de graça. Muitas vezes, quando se está com um grupo grande, o Uber fica mais em conta, além de ser mais rápido e confortável.

A Isabela toda contente porque estava “passeando” de metrô

O metrô de São Paulo é muito bom. É limpo, é eficiente e bem organizado. Quem já andou de metrô em outros países (inclusive de primeiro mundo), vai ver que o metrô de São Paulo não fica devendo em nada (a não ser pela cobertura, que podia abranger uma área bem maior da cidade).

Estação Butantã – Linha Amarela. Foto: Surian. Creative Commons 3.0
  • Se você vai optar por usar o transporte público na sua viagem, compre o Bilhete Único, que permitirá que você use o combo ônibus + metrô/trem com desconto e até 4 viagens de ônibus em um intervalo de até 3 horas pagando apenas uma tarifa. Residentes de São Paulo precisam fazer um cadastro do Bilhete Único, mas turistas não. Para turistas, há a opção de adquirir o Bilhete Único Anônimo (sem cadastro) mediante o pagamento de R$ 3,80 referente ao cartão, acrescido da recarga mínima no valor de 5 tarifas vigentes. O Bilhete Único pode ser adquirido nos Postos Autorizados.
  • Se estiver com crianças pequenas, você pode usar o carrinho de bebê. Como você vai passear muito pela cidade e também fazer longas caminhadas dentro das estações, o carrinho ajuda bastante. Procure os elevadores dentro das estações. Há vagões prioritários para gestantes, pessoas com crianças de colo, idosos e pessoas com deficiência.
  • Evite os horários de pico (comecinho de manhã e fim da tarde), quando as pessoas estarão indo e vindo do trabalho. Nesses horários, a coisa pode ficar meio caótica nas estações.
  • Dá para andar de bike e levá-la dentro do metrô, mas há restrições de horários e dias da semana. Saiba mais aqui.
  • Todas as estações possuem bilheterias. Se você não tiver Bilhete Único, pode comprar o bilhete diretamente na estação.
  • O metrô é um lugar que pode ser considerado seguro, mas um pouco de cuidado extra nunca é demais. Fique atento com os seus pertences e não largue a mão das crianças pequenas. Sempre fique atrás da linha amarela e auxilie as crianças ao entrar no trem, tomando cuidado com o vão entre o trem e a plataforma.
  • Consulte o horário de funcionamento das estações e evite surpresas, principalmente se estiver planejando pegar o metrô muito cedo ou tarde da noite.
  • Se for pegar ônibus e não souber qual, consulte o site da SPTRANS (que tem um serviço de busca de linhas por trajeto) ou o Google Maps (opção transporte público). Uma conversinha com os locais (tipo o recepcionista do hotel) para saber qual a melhor opção de ônibus/metrô também ajuda.

Uber/Táxi

O Uber funciona super bem em São Paulo. Há muitos motoristas cadastrados e muitas vantagens. Uma delas é que você não precisa andar com dinheiro. Outra é o fato de ter uma estimativa do valor da corrida, antes mesmo de chamar o motorista. E uma coisa que considero super importante para quem não conhece a cidade é a garantia de que o motorista não vai ficar “rodando” e fazendo voltas para aumentar o valor da corrida, já que você pode acompanhar pelo próprio aplicativo o caminho correto para o seu destino.

Em São Paulo, temos UberX (o que eu mais uso, com carros “normais” e não compartilhados), UberPool (com carro compartilhado com outros passageiros),  UberBlack (a modalidade mais cara de Uber, com carros de luxo) e UberSelect (uma modalidade intermediária entre o X e o Black).

Se estiver na fase de planejamento da sua viagem, você pode fazer o cálculo da estimativa dos valores dos seus deslocamentos no site da Uber: https://www.uber.com/pt-BR/cities/sao-paulo/ .

Outra opção são os táxis convencionais. São Paulo conta com uma grande disponibilidade de táxis e o serviço aqui costuma ser muito bom. Há aplicativos como o 99Táxis e o EasyTaxi.

Provavelmente o Uber ficará mais em conta que o táxi, daí cabe a você decidir qual prefere.

Para quem viaja com crianças, acho o Uber uma mão na roda. Dá para contar com um bom serviço, com conforto, conveniência, praticidade e preço acessível. Para famílias, muitas vezes compensa o Uber ao invés do próprio transporte público.

A pé / de bike

Muitos lugares da cidade serão melhor explorados e curtidos a pé ou de bicicleta. Para famílias mais chegadas atléticas (rsrsrsrs), chegadas em atividades físicas, um passeio de bicicleta pela cidade pode ser uma delícia e gerar momentos inesquecíveis.

A cidade conta com muitas ciclofaixas, ciclorrotas, ciclovias e ciclofaixas de lazer (entenda a diferença entre elas).

  • O Projeto Bike Sampa, da Prefeitura de São Paulo em parceria com o Banco Itaú, oferece bicicletas gratuitas (e aluguel) em pontos estratégicos da cidade. A bike sai de graça por um período de até 60 minutos. Você pode usar gratuitamente várias vezes ao dia, desde que haja um intervalo de pelo menos 15 minutos entre as viagens. Viagens com duração de mais de uma hora são tarifadas pelo valor de R$ 5,00 por hora.
Bicicletas do projeto Bike Sampa. Foto: Elisa Rodrigues – Secretaria de Transportes da Cidade de São Paulo

No aplicativo Bike Sampa, no site e no telefone 40036055, o usuário pode consultar as bicicletas disponíveis e as vagas para devolução.

Para usar as bikes é necessário efetuar um cadastro e o pagamento pode ser feito com o seu Bilhete Único. Saiba mais aqui: https://bikesampa.tembici.com.br/ .

Para quem está com crianças pequenas, um fator complicador pode ser o fato de as bicicletas não terem cadeirinha. Neste caso, se quiser fazer passeios de bike, pode valer a pena alugar uma.

  • Uma opção similar ao Bike Sampa é o Projeto Ciclo Sampa, parceria entre a Prefeitura e o Bradesco. Só que neste caso, só os primeiros 30 minutos são gratuitos. Saiba mais aqui: http://www.ciclosampa.com.br/index.php .
  • Nos parques Villa-Lobos e Ibirapuera é possível alugar bikes com cadeirinha para crianças.
Passeio de bike no Parque Villa-Lobos
  • Saiba mais sobre bike em São Paulo, roteiros de bike e dicas de segurança no link: http://www.cidadedesaopaulo.com/spdebike/index-desktop/ .
  • O projeto BikeTourSP oferece passeios culturais gratuitos (eles pedem a doação de 2kg de alimento não perecível) e guiados pela cidade de São Paulo. São vários passeios diferentes disponíveis na cidade e o pessoal oferece a bike, cadeirinha e capacete. É necessário fazer inscrição no site https://www.eventbrite.com.br/o/bike-tour-sp-8505300239 . A rota da Vila Madalena, que conta com muitas subidas, é feita com bikes elétricas. Nós já fizemos esse tour e curtimos muito. Nunca tínhamos pedalado uma bicicleta elétrica antes. Foi uma experiência muito gostosa. Para quem não sabe pedalar, o roteiro da Avenida Paulista conta com Triciclo Família. No passeio da Avenida Paulista também há uma bike especial adaptada para pessoas com mobilidade reduzida.
Passeio BikeTour SP – Vila Madalena – Beco do Batman
Passeio BikeTour SP – Vila Madalena

Cruzeiro Disney Dream – Bahamas: vamos embarcar!

Chegando ao Porto

Se o seu cruzeiro vai sair do Porto Canaveral, aconselhamos fortemente que você durma pelo menos na noite anterior em algum local próximo. Cocoa Beach é uma ótima opção e os hotéis têm preços razoáveis. Inclusive, como vocês viram nesse post, a cidade é bem gostosa e oferece algumas excelentes possibilidades de passeio (Kennedy Space Center, por exemplo).

Dormindo em Cocoa Beach, você elimina o risco de perder o cruzeiro por um possível contratempo na estrada ou por um voo que atrase e garante uma boa noite de descanso antes de embarcar no navio.

Do nosso hotel até o ponto de embarque da Disney, não levamos nem 10 minutos. Tranquilíssimo.

Chegando ao Porto Canaveral. Olha lá o Dream esperando a gente…

Estacionamos o carro alugado no estacionamento do próprio porto. Colocamos tudo na ponta do lápis para ver se valia a pena devolver o carro à locadora e pegar de novo na volta (já que o carro ia ficar 4 dias parado no porto). No nosso caso, mesmo pagando quatro diárias a mais e o estacionamento, ficava mais barato manter o carro com a gente do que fazer dois contratos diferentes.

O estacionamento custou 75 dólares para todo o período do cruzeiro. Ele é fechado e coberto, o que nos deixou mais tranquilos, pois deixamos duas malas com coisas que não íamos usar no cruzeiro dentro do carro.  Deixo bem claro que não estou aconselhando ninguém a deixar bagagem no carro, nem tenho como me responsabilizar caso alguém faça isso e seja roubado. Apenas compartilho com vocês que nós decidimos correr esse risco e valeu a pena.

Recibo do estacionamento

Cabe destacar aqui que o limite de bagagens que podem embarcar no cruzeiro é inferior à franquia uma viagem aérea internacional, então, se você fez compras e está com bastante bagagem, provavelmente terá que “dar um jeito” com ela antes de embarcar no navio.

Existia a possibilidade de deixar o carro “de graça” no hotel onde nos hospedamos em Cocoa Beach e pegar um transfer do hotel até o porto, mas soubemos dessa possibilidade tarde demais. Por isso, se informe antes com o seu hotel sobre as possibilidades quanto a estacionamento e depósito de babagens.

O check-in

O check-in no navio é muito organizado e tranquilo. É só fazer direitinho o que eles orientam no caderninho “Important Notice to Guests”, chegar com todos os formulários preenchidos e seguir as direções que os inúmeros funcionários estrategicamente posicionados vão passando.

Antes de estacionar, deixe a sua bagagem (já identificada com as etiquetas que eles enviam para o seu endereço residencial) no local que os funcionários vão indicar.

Tag na mala
Local onde as malas são deixadas
Local onde as malas são deixadas

Chegue no horário que você escolheu previamente pela internet para embarcar. Não se espante com o tamanho da fila. Tudo flui de forma muito eficiente.

Quando fizer o check-in, o funcionário te entregará o primeiro programa (Personal Navigator) com as atividades que acontecerão no primeiro dia. Você pode decidir ali se prefere receber o programa em português ou inglês. Os programas dos demais dias são entregues à noite, diretamente na cabine. E eles sempre vêm na companhia de uns chocolatinhos…

É também nessa oportunidade que cada passageiro receberá o “Key to the World”, um cartão onde constam as informações sobre o passageiro, a cabine, os restaurantes onde ele fará as refeições noturnas (existe um rodízio entre os restaurantes, então ali aparece a ordem que você seguirá) e o grupo de emergência ao qual pertence. Um cartão de crédito fica vinculado a cada “Key to the World” da cabine. Então se quiser fazer qualquer compra ao longo da viagem, você deve usar o seu cartão de identificação para isso. É importante estar sempre com o cartãozinho. Se for fazer fotos com o fotógrafo, precisa entregá-lo ao auxiliar do fotógrafo. Se for sair do navio, precisa estar com seu cartão e passaporte. Se for abrir a porta da sua cabine, acender as luzes… Enfim… Esteja sempre com ele, pois o navio é enorme e é bem chatinho ter que fazer uma longa caminhada até a cabine quando você percebe que está sem ele. Muitos hóspedes frequentes usam o cartão como uma espécie de crachá, pendurado no pescoço. Assim, ele está sempre por perto.

Cadastro das crianças

Depois de fazer o check-in, providencie o cadastro dos seus filhos no kids club (Disney’s Oceaneer Club ou Lab). Para agilizar tudo, é possível fazer o pré-registro online.

A fila do registro que fica ao lado do check-in costuma ser grande. Ouvi falar que é possível fazer o registro diretamente no clube, com uma fila bem menor. Fica a dica!

Como a Bela tinha menos de três anos quando foi, não usamos esse serviço (apesar de termos frequentado o clube nos horários em que o uso é liberado para pessoas de todas as idades – “Open House”).

A Bela no “Open House” do kids club

Para as crianças ficarem sozinhas com os monitores, é preciso que tenham mais de três anos e já saibam usar o banheiro sozinhas.

No registro, as crianças ganharão pulseirinhas, os pais poderão conhecer o espaço (absolutamente mágico) e os monitores que ficarão com as crianças durante esses dias.

Os monitores usarão os telefones da cabine (que podem ser usados em todo o navio) para se comunicar com os pais, caso as crianças cansem, queiram voltar para a família ou aconteça algum imprevisto.

Serviço de atendimento ao cliente

Assim que terminar de fazer todos os registros, vá ao Serviço de atendimento ao cliente para agendar encontros com personagens (nesses, as vagas são limitadas). É possível entrar na fila para encontrar os personagens, mas em alguns casos, é possível marcar um horário.

No nosso cruzeiro, marcamos o encontro da Bela com a Anna e a Elsa (que só puderam ser vistas por quem tinha horário agendado, pois elas não estavam programadas para aparecer em outros momentos no navio) e um outro encontro com as princesas (Cinderela, Bela, Branca de Neve e Tiana). Foi muito legal, pois, com horário agendado, as personagens passam um pouco mais de tempo com cada criança. Foi mágico. Meus olhos marejam quando lembro da reação da Bela a cada encontro… A pequena ficou absolutamente encantada.

Também no SAC é possível pegar, assim como nos parques, bótons de primeiro cruzeiro, aniversariante, aniversário de casamento…

O que levar na bagagem de mão

Vale deixar claro que no dia do embarque as malas só são entregues nas cabines lá para o fim da tarde. Então se certifique de que tem na sua bagagem de mão tudo o que vai precisar para aproveitar o comecinho do dia no navio.

Roupa de banho, protetor solar, chinelo, câmera fotográfica, baterias, fraldas e afins (se for o seu caso)… Enfim… Tente imaginar tudo o que pretende fazer no navio nesse primeiro momento e guarde os pertences na bagagem de mão. Só procure manter essa bagagem leve, pois se o seu check-in for bem cedo, talvez sua cabine ainda não tenha sido liberada, então você precisará ficar circulando pelo navio com os pertences de mão.

Treinamento de emergência

No primeiro dia é realizado um treinamento de emergência e todos (absolutamente todos) os passageiros têm a obrigação de participar. Inclusive, ao entrar no salão onde é realizado o treinamento, todos os cartões individuais (Key to the World) são escaneados, como uma espécie de “chamada”. Eles querem se certificar que todos participaram mesmo.

Alguns minutos antes do treinamento, o sistema de som do navio fica avisando que o navio soará o sinal de alarme e todos os grupos precisarão voltar à cabine e de lá se dirigir ao local indicado no “Key to the World”. A letra grande que aparece no cartão é o grupo ao qual a cabine pertence. É só seguir as setas com essa letra, que se encontram desde a porta da cabine até o salão do encontro do grupo.

Chegando lá, todo mundo senta e assiste às orientações do staff.

Telefones

Nunca é demais relembrar que há dois telefones em cada cabine. Eles funcionam em todo o navio e podem ser usados para se comunicar com as pessoas da sua própria cabine, com pessoas de outras cabines, com os monitores do kids club, com o room service, com a governança… Enfim… São bem úteis e oportunos.

Programação

Como falamos na parte do check-in, a programação de cada dia (Personal Navigator) é entregue no quarto e pode ser em inglês ou português. Você também pode consultá-la no aplicativo para smartphone da Disney Cruise Line.

Lá estão descritas todas as atividades que ocorrem no navio: brincadeiras, shows, filmes exibidos no cinema, cursos, encontros com personagens, festas… Achei a programação bem variada.  Tem até encontro de pais solteiros, acreditam?

Todas as noites o Alberto, que cuidava do nosso quarto, deixava a nossa programação e uns chocolatinhos em cima da cama. Além disso, ele fechava as cortinas, fazia uma escultura engraçada de toalha, arrumava o berço da Bela, trocava as toalhas, deixava a temperatura e a iluminação ideais para um fim de noite… Quando voltávamos do jantar, estava tudo lá prontinho pra gente. Serviço nota mil!

A Bela catando os chocolatinhos em formato de moeda que o Alberto deixou na cama, junto com o Personal Navigator
Escultura que o Alberto deixou no quarto, usando os óculos do Gustavo

Restaurantes

O Disney Dream tem um restaurante no estilo buffet (Cabanas), que serve café da manhã, almoço e jantar e três restaurantes temáticos a la carte onde é servido o jantar (Enchanted Garden, Aminator’s Palate e The Royal Palace). Existe um rodízio pré-determinado para o jantar a la carte e todos os hóspedes passam por todos os restaurantes.

Abaixo, algumas fotos do buffet no restaurante Cabanas:

Além desses restaurantes que estão incluídos no valor do cruzeiro, há ainda dois restaurantes exclusivos para adultos, que nós não chegamos a conhecer: o Remy e o Palo.

Na área da piscina fica o Flo’s Cafe, lanchonete onde servem pizza, hambúrguer, cachorro-quente, batata frita, enquanto as piscinas estão funcionando. Refrigerante, água e sorvete (Eye Scream) também podem ser consumidos à vontade.

Lanchinho no Flo’s Cafe
Sorvete à vontade no deque da piscina

Nos restaurantes a la carte, os hóspedes sentam sempre na mesma mesa e são atendidos todos os dias pela mesma equipe de garçons. No nosso caso, tínhamos o Wladimir, da Croácia, e o Wirawan, da Indonésia. Nós éramos três e tivemos a sorte de ficar com uma mesa inteira só pra gente. Em alguns casos, pode ser necessário dividir a mesa com outras famílias, o que pode até ser legal, se a outra família também for legal.

Gustavo e Isabela com os garçons Wlad e Wirawan
Cardápio da noite dos piratas
Sobremesa com um pequena amostra das três sobremesas principais da noite
Cardápio do Animator’s Palate
Cardápio de bebidas e sobremesas na Pirate’s Night
Cardápio infantil na Pirate’s Night. Esse cardápio é um chapéu para as crianças e tem passatempos

Todas as noites, no cardápio a la carte, há diversas opções de entrada, sopas, saladas, pratos principais, pratos vegetarianos e sobremesas. Se quiser provar mais de um de cada, fique à vontade. Se quiser provar todos, peça todos. Não há limite quanto a isso. Quanto às sobremesas, geralmente sempre tem uma que dá uma pequena amostra todas que estão sendo servidas naquela noite.

Há um cardápio especial para as crianças, que sempre pode ser usado como um “brinquedo”. Pode ser algo para colorir, um cardápio que vira chapéu de pirata, enfim, algo divertido para manter as crianças entretidas enquanto a comida não chega. Se a criança preferir comer algo do menu adulto, também pode, sem problema (e vice-versa).

A Bela detonando um dos pratos infantis na noite dos piratas
Um dos pratos infantis (penne integral com molho de tomate, brócolis e maçã verde). A Bela já tinha praticamente detonado os brócolis
Mais um cardápio infantil

No jantar, água e refrigerante são servidos à vontade.

Uma delicadeza ímpar que só quem é pai ou mãe entenderá: o prato infantil sempre chega antes dos demais pratos e o garçom faz questão de cortar ele mesmo a carne em pedacinhos para os pequenos aproveitarem.

Fomos tratados como uma família real pelos nossos muito queridos Wlad e Wirawan, que a cada dia que se passava, ficavam mais próximos da gente e muitas vezes previam o que nós iríamos pedir. Sensacional!

Vale lembrar que o room service está incluído no que você pagou pelo cruzeiro. Saiba mais aqui.

Noite dos piratas

No cruzeiro Disney Dream para as Bahamas, uma das noites é a Noite dos Piratas. No caso, a noite de Castaway Cay. Muitas pessoas se fantasiam e entram mesmo no clima da festa. Falamos um pouco sobre isso no post anterior.

É nessa noite que há uma queima de fogos linda em alto-mar. Emocionante!

Nos cruzeiros de 7 dias, há ainda a Noite do Comandante, que costuma ser uma ocasião em que as pessoas se vestem um pouco melhor. Mas só um pouco mesmo. Rsrsrsrs. Os navios da Disney têm uma atmosfera mais informal, bem família, então não é necessário traje de gala, como em alguns outros navios.

Piscinas

Para frequentar as piscinas, a criança já precisa ter desfraldado (são as normas internacionais de cruzeiros). Para as crianças que ainda usam fraldas, há a área do Nemo, com esguichos, cascatinhas e escorregadores.

Toalhas fresquinhas estão sempre disponíveis na piscina e também na saída no navio, em Castaway Cay. Em Nassau, fizemos o passeio ao parque aquático do Atlantis e também havia toalhas disponíveis para os visitantes. Dito isso, se são esses os locais que pretende visitar, não acho que seja necessário levar um monte de toalhas de praia na sua bagagem.

Veja também os outros posts que fizemos sobre o Cruzeiro Disney:

Cruzeiro Disney Dream – Bahamas – post 1 (sobre a Disney Cruise Line, seus navios, itinerários, compra do pacote, escolha da cabine e o que está ou não incluído no valor pago)

Preparativos especiais para o Cruzeiro Disney