Banff, Alberta, Canadá: Montanhas Rochosas de motorhome, com crianças (onde dormir, o que fazer, onde comer) – parte 1

Neste post, coloquei algumas dicas de Banff. Mas como tinha bastante coisa para escrever sobre a cidade, dividi o material em dois posts. Assim sendo, chamarei este aqui de Parte 1.

No sexto dia de viagem, acordamos em Banff, no camping Tunnel Mountain Trailer Court. Quando chegamos lá no dia anterior, já era noite, estava escuro e mal conseguíamos enxergar o nosso entorno. Só conseguíamos ver dezenas de elks (uapitis), que estavam em época de cio e ocupavam todo o espaço do camping. Mas sobre os elks, vou voltar a falar mais tarde.

O que não esperávamos era a vista incrível quando acordamos pela manhã. Foi emocionante puxar a cortina da janela e dar de cara com aquela montanha maravilhosa. Foi ali que passamos a noite?!? Que privilégio! Uma das vantagens de viajar de motorhome é essa. Dormir e acordar em localizações estratégicas, com vista esplêndida. Tem hotel de 5 estrelas, caro, que não proporciona vistas assim.

Vista da janela do motorhome, estacionado na nossa vaga do camping Tunnel Mountain Trailer Court.

A vaga que escolhemos no camping foi a número 224, com full hookup (eletricidade, água encanada e rede de esgoto). Tem essa vista linda e fica relativamente perto de um banheiro com chuveiros. O banheiro é limpinho e vale a pena tomar banho lá. É que no motorhome os banhos precisam ser rápidos ou a água esfria, às vezes acaba. No banheiro do camping, dá para tomar um banho mais relaxante, sem dar cotoveladas nas paredes o tempo todo (risos).

Depois do banho, fomos tomar café da manhã na cidade de Banff, no Tim Hortons. Encontramos um estacionamento super bacaninha e grátis onde dá para parar os motorhomes. Pontinho estratégico inclusive para estacionar e bater perna pela cidade. Paramos ali porque precisávamos dar uma passada na Brewster, que fica do outro lado da rua, e pegar os vouchers para os passeios que íamos fazer em seguida. O estacionamento é o parking lot da Wolf Street, bem ao lado do Banff – Mineral Springs Hospital.

Estacionamento grátis em Banff.

O escritório da Brewster, hoje conhecida como Pursuit e que organiza diversos passeios pelas Rochosas Canadenses, fica grudado em uma Tim Hortons. Para falar a verdade, tem uma passagem por dentro da Tim Hortons que já leva direto para dentro da Brewster. Lá nós conseguimos pegar nossos vouchers para os tours que faríamos mais tarde, pois por um problema de sistema, a operadora não estava conseguindo enviar nossos vouchers por e-mail.

Como falei no post anterior, a Pursuit vende um combo com ingressos para os principais atrativos pagos de Jasper e Banff. Comprando todos os ingressos juntos, você consegue economizar um pouco. O que escolhemos foi o Ultimate Explorer, que dá direito aos dois principais passeios da Icefields Parkway (Glacier Skywalk e Glacier Adventure, sobre os quais falamos no post anterior), ao Banff Lake Cruise (passeio de barco no lago) e à Banff Gondolahttps://www.banffjaspercollection.com/attractions/attraction-combo-packages/ (Agradecemos à Pursuit / Brewster Canada por ter fornecido ingressos de cortesia para a nossa família).

Banff Gondola

O primeiro passeio que fizemos nesse sexto dia de viagem foi o Banff Gondola. O início do passeio é na estação da gôndola, que fica localizada a cinco minutinhos de carro do centro de Banff. O teleférico leva os visitantes até o topo da Sulphur Mountain, que fica 2.451 metros acima do nível do mar. A subida até o alto da montanha é de 698 metros e leva em torno de 8 minutos.

Chegando à estação de onde sai o teleférico

Não, o ingresso não é muito barato, mas sim, trata-se de um passeio imperdível. Simplesmente não dá para chegar até ali e abrir mão de fazer esse tour. É emocionante demais, a vista é linda demais, a estrutura é boa demais e você viverá momentos inesquecíveis demais. Isso é fato.

Nossa família subindo a Sulphur Mountain no teleférico
Dentro do teleférico
Subida de teleférico
Subida de teleférico
Subindo a montanha

A subida, dentro do teleférico, já proporciona visuais de tirar o fôlego, mas chegando lá no alto da montanha, o visual panorâmico das rochosas é algo que realmente impressiona. Principalmente se você der a sorte de pegar os topos das montanhas nevados, como nós pegamos.

Gustavo e o Felipe, chegando ao alto da montanha
Gustavo e o Felipe, chegando ao alto da montanha
Eita Canadá bonito!

Partindo da estação que fica no topo, passarelas de madeira, escadarias e muitos mirantes te guiam em uma caminhada que liga um cume a outro da montanha. É bonito demais. Dá para passar o dia inteiro zanzando por ali. Fique atento à vida selvagem que pode se exibir ao redor. Aves, esquilos, ou quem sabe até mamíferos de maior porte podem aparecer pelo entorno.

A Bela e o Pipo não cola do esquilo
A Bela e o Pipo não cola do esquilo
O visual desse lugar é incrível
O visual desse lugar é incrível
Muitos mirantes e muita escada
Muitos mirantes e muita escada

O centro de visitantes é bem estruturado e tem exposições educativas com muita informação para os turistas. Conta também com restaurante com vista panorâmica, lanchonete / café, lojinha de souvenires, banheiros. O estacionamento é enorme, o que é bom para quem está carregando a casa na cabeça, em um motorhome.

Dicas

  • Prefira um dia com céu azul e aberto para curtir o visual do entorno. A grande graça desse passeio é o visual panorâmico das montanhas.
Panorâmica feita de um dos pontos da passarela. O céu azul ajuda bastante
Panorâmica feita de um dos pontos da passarela. O céu azul ajuda bastante
Como não amar esse lugar?
Como não amar esse lugar?
  • Aqui vale a mesma dica que demos para o teleférico de Jasper e o passeio da geleira. Mesmo que o dia esteja ensolarado, leve roupa apropriada para o clima mais frio. No topo da montanha, as temperaturas são bem mais baixas, venta bastante e o clima nas Rochosas vira muito rápido, então, esteja sempre preparado.
Dia ensolarado, mas todo mundo bem agasalhado. Sim, faz frio lá em cima!
Dia ensolarado, mas todo mundo bem agasalhado. Sim, faz frio lá em cima!
Lugar incrível!
  • Não dá para levar o carrinho de bebê para o topo da montanha. Ele ficará guardado na estação de baixo. Siga para o topo com todos os pertences do bebe que você possa precisar (fraldas, trocas de roupa, mamadeiras) e esteja preparado para carregar a criança no colo ao longo do caminho lá em cima. São muitos degraus e o passeio fica cansativo para os pais que estão com criança de colo. Haja braço e haja coluna! Mas não tenha dúvida. Mesmo com esse esforço extra, é um passeio que vale super a pena.
Como o Pipo ainda não andava tão bem, haja braço para carregar no colo ao longo do passeio.
Como o Pipo ainda não andava tão bem, haja braço para carregar no colo ao longo do passeio.
A caminhada fica longa quando você está carregando uma criança no colo.
Mamãe e papai se revezam no carregamento de bebê

 

Lake Banff Cruise

O segundo passeio que fizemos neste dia foi o cruzeiro no Lago Banff (Banff Lake Cruise), que é um passeio de barco no Lago Minnewanka. O tour dura em média uma hora e é uma ótima oportunidade para curtir a paisagem e aprender um pouco mais sobre as Montanhas Rochosas. Durante o verão, falam que é possível ver ursos nas margens do lago. Infelizmente não vimos nenhum urso e os guias que encontramos falaram que na época do ano em que fomos (setembro/outubro), é bem difícil conseguir avistá-los, pois eles já se alimentaram bem e estão subindo as montanhas para hibernar. Mas a gente sempre fica na esperança de encontrar um atrasadinho, né?

Banff Lake Cruise
Banff Lake Cruise
Banff Lake Cruise
Banff Lake Cruise

O passeio é lindo, lindo e é uma boa oportunidade para dar uma parada e relaxar. Em determinado momento do nosso tour, a nossa condutora e o nosso guia perguntaram se algum turista queria conduzir o barco e a Bela foi lá ser a nossa capitã. Não preciso dizer que ela amou muito, né?

Nosso guia era um francês super divertido
Nosso guia era um francês super divertido
A Bela amando ser a capitã do nosso barco
A Bela amando ser a capitã do nosso barco

Uma voltinha por Banff

Voltamos do passeio do lago com muita fome. Paramos no Tim Hortons e fizemos um lanche-janta. Eles vendem umas sopas e chilli que caíram super bem naquele horário, finzinho de tarde. Mais tarde, jantaríamos pra valer no motorhome.

Igreja super fofa no centro de Banff
Igreja super fofa no centro de Banff
Esse tal de Tim Hortons vicia
Esse tal de Tim Hortons vicia

Depois do Tim Hortons, fomos fazer um  passeio pela cidade de Banff. Paramos o motorhome em frente ao Banff Canoe Club e ficamos observando as pessoas passearem de bicicleta ao lado do Bow River. De lá, fomos procurar alguma lavanderia aberta, pois tínhamos roupa de cama e toalhas para lavar, mas infelizmente não encontramos nada aberto à noite.

Passeio por Banff no fim da tarde
Passeio por Banff no fim da tarde
Bow River
Bow River

Tempo de reprodução dos uapitis (elks)

Não conseguimos ver ursos na nossa viagem porque em setembro e outubro já se torna bem mais difícil avistá-los do que durante o verão. É possível ver, sim. Mas é beeeem difícil. A grande maioria já está subindo a montanha para hibernar. Já os uapitis (elks), vimos muitos. Principalmente no nosso camping. Quando chegávamos com o motorhome na nossa vaga, tínhamos que dirigir devagar para eles irem aos poucos abrindo espaço para podermos estacionar.

Acontece que essa espécie de mamífero de grande porte entra no cio nesta época do outono (elk rutting season). Então fica muito mais fácil de avistá-los pelos lugares. Em setembro e outubro, eles perdem mesmo a timidez e invadem os campings. Na entrada do parque de Banff, funcionários entregavam panfletos orientando como os visitantes devem agir com os elks, pois eles são animais que podem ser bem agressivos, se se sentirem ameaçados. E uma coisa bem legal é que nessa época eles aparecem em bandos e emitem um som bem característico.

Infelizmente não temos uma foto que preste desses bichos, pois nas duas noites que dormimos em Banff, voltamos tarde para o camping e já estava escuro. Também não íamos arriscar tacar uma foto com flash na cara do bicho e esperar para ver a reação dele. Então ficamos só apreciando mesmo. Além disso, na chegada ao camping, começava uma maratona para alimentar as crianças, colocar todo mundo na cama, colocar os aparelhos eletrônicos para carregar, fazer dumping, conectar o motorhome na água encanada, esse tipo de coisa. E óbvio, todo mundo exausto. Mas para quem não conhece esse animal lindo, joga elk, uapiti ou Cervus canadensis no Google Imagens e vê quanta foto linda que aparece.

Saiba mais sobre os elks no Banff National Park: https://www.pc.gc.ca/en/pn-np/ab/banff/decouvrir-discover/faune-wildlife/wapiti.

 

Nesta sexta noite, jantamos no motorhome e dormimos mais uma vez no camping Tunnel Mountain Trailer Court, na nossa vaguinha número 224.

No próximo post vou falar sobre alguns outros passeios para fazer em Banff. Será a parte 2 desse parque nacional incrível.

 

 

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Agradecemos a Pursuit (Brewster Canada) pela gentileza de nos ceder os ingressos para que pudéssemos conhecer a Banff Gondola e o Banff Lake Cruise e compartilhar a experiência com vocês aqui no blog.

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Usou alguma dica do nosso blog? Conta como foi! Gostamos muito de receber o retorno dos nossos leitores. Ficamos felizes quando sabemos que nossas dicas foram úteis nas viagens de outras famílias!

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Nesta viagem, nós ficamos o tempo todo conectados na internet porque usamos o chip Easysim4u, que tem internet ilimitada nos Estados Unidos, Canadá e mais de 140 outros países. O chip é enviado para a sua residência no Brasil antes da viagem e, quando você chega ao destino, basta colocar o chip no celular e começar a usar. Você já sai do aeroporto conectado e usando o Waze e a internet à vontade.

Agradecemos pela gentileza da Easysim4u, parceira da RBBV, por ter nos enviado como cortesia o chip e o plano (USA + Canadá) para que pudéssemos permanecer conectados, compartilhando todos os momentos desta roadtrip com os leitores do  nosso blog.

 

Icefields Parkway, a estrada que liga os parques nacionais de Jasper e Banff, no Canadá

No quinto dia de viagem, acordamos no camping em Jasper e tomamos café da manhã no Tim Hortons. A intenção era partirmos cedo para a Icefields Parkway, mas entramos em uma saga em busca de um remédio para o Felipe (assunto para um post especial) e “perdemos” a manhã quase toda. Quando conseguimos, enfim, resolver o pepino, partimos no sentido sul, prontos para percorrer uma das estradas mais lindas do mundo.

Icefields Parkway
Ponto de parada na Icefields Parkway

A Icefields Parkway (em francês, Promenade des Glaciers), é a estrada que liga as cidadezinhas de Jasper (no Parque Nacional de Jasper) e Lake Louise (no Parque Nacional de Banff). São 232 quilômetros de paisagens dignas de descanso de tela do Windows. A estrada cênica segue paralela à Divisa Continental e é o coração das Montanhas Rochosas Canadenses. É chamada de “Estrada-Parque das Geleiras” por causa de atrativos como o Campo de Gelo Colúmbia, visível diretamente da estrada.

Icefields Parkway

O Columbia é o maior campo de gelo das rochosas. Tem cerca de 325 quilômetros quadrados de área, sua profundidade varia de 100 a 365 metros e ele recebe até 7 metros de neve por ano. Ele alimenta as geleiras Athabasca, Castleguard, Columbia, Dome, Stutfield e Saskatchewan.

Icefields Parkway

Além das geleiras, diversos outros atrativos ao longo da estrada merecem a atenção. Quedas d’água, lagos, montanhas e vida selvagem… Fique atento para não passar batido por nenhum atrativo, pois eles são muitos. No sentido Jasper – Banff, os principais pontos de parada são: Athabasca Falls, Sunwapta Falls, Glacier Skywalk, Columbia Icefield (os passeios para a geleira e para o Skywalk saem do Columbia Icefield Discovery Center), Parker Ridge, Big Hill & Big Bend, Weeping Wall, Saskatchewan River Crossing, Peyto Lake, Bow Summit, Bow Lake e Hector Lake.

Icefields Parkway

Nos parques, peça um folder com o mapinha dos atrativos da estrada. Nele, você encontra as principais informações sobre os pontos de parada.

Nestes links, você também encontra informações sobre a estrada: http://www.icefieldsparkway.ca/index.htmlhttps://icefieldsparkway.com/https://www.banffjaspercollection.com/ e https://www.pc.gc.ca/en/pn-np/ab/jasper/activ/itineraires-itineraries/promenadedesglaciers-icefieldsparkway/DecouvrePG-DiscoverIP .

Neste link você encontra o mapa oficial da estrada, elaborado pelo Parks Canada: https://www.pc.gc.ca/en/pn-np/ab/jasper/visit/depliants-brochures/Parkway .

Icefields Parkway

Dicas:

  • Siga sem pressa. A estrada em si é o principal atrativo. Não faz sentido percorrê-la apressado para chegar ao próximo destino.
Como é tudo tão lindo por aqui…
  • Atenção para não perder os pontos de parada ao longo da estrada. A melhor forma de fazer isso é ir colocando no GPS os destinos na ordem que for seguindo. Esse mapa pode ajudar você a se organizar melhor.
Ivefields Parkway S2
  • Lembre de abastecer o carro antes de sair da cidade (Banff, Jasper ou Lake Louise, onde você estiver). Na estrada, só há um posto de gasolina, no Saskatchewan River Crossing Resort e os preços são mais altos.
Enchendo o tanque para pegar a estrada
Tanque cheio. Esse motorhome é bebedor!
  • Pode nevar ao longo da estrada em qualquer época do ano. Esteja preparado para temperaturas mais baixas e cheque as condições da estrada antes de começar a viagem. O aplicativo para celular “511 Alberta” é uma boa ferramenta para isso. O site Avalanche Canada mostra como está o risco de avalanche na estrada. Consulte. Algumas vezes eles fazem até “avalanche controlada” para evitar acidentes, então esteja atento a isso.
Essa Icefields Parkway é mesmo linda!
  • Compre ingressos antecipados para os dois maiores atrativos da estrada: o Glacier Skywalk e o Glacier Adventure. Assim você não perde tempo nas filas no Columbia Icefield Discovery Center (e elas existem!). Fomos em baixa estação e a coisa estava um pouco caótica na fila para os ingressos.

    Ao lado do estacionamento do Peyto Lake
  • Há um combo com ingressos para os principais atrativos pagos de Jasper e Banff. Comprando todos os ingressos juntos, você consegue economizar um pouco. O que escolhemos foi o Ultimate Explorer, que dá direito aos dois principais passeios da estrada (Glacier Skywalk e Glacier Adventure), Banff Lake Cruise (passeio de barco no lago) e Banff Gondola: https://www.banffjaspercollection.com/attractions/attraction-combo-packages/ (Agradecemos à Pursuit, anteriormente conhecida como Brewster Canada, por ter fornecido ingressos de cortesia para a nossa família).
  • Se ao longo da estrada você vir um monte de carros parados, talvez seja um “bear jam”, ou seja, talvez tenha urso ou outro animal se exibindo pelo caminho. Fique atento para não perder a oportunidade de vê-los.
Peyto Lake

 

Glacier Adventure

Um dos passeios imperdíveis nas Rochosas Canadenses é o Glacier Adventure, um passeio por cima da geleira Athabasca.

Dentro do Ice Explorer
Os super Ice Explorers!

O tour é dividido em duas partes e tem início no Columbia Icefield Discovery Center. Em um primeiro momento, o grupo de visitantes segue de ônibus até determinado ponto do parque. De lá, embarca-se em um veículo especial adaptado para transitar em geleiras, chamado de Ice Explorer. Todo o tour é acompanhado por um guia, que fornece informações e tira dúvidas sobre a região.

Athabasca Glacier

O Ice Explorer é fantástico! Só a experiência de andar nesse veículo já é uma aventura. Os pneus são enoooormes e é incrível como ele tem estabilidade, transitando literalmente em cima de um bloco de gelo.

Família pisando pela primeira vez em uma geleira

Talvez essa seja uma das formas mais fáceis de chegar a uma geleira. É fácil para adultos, idosos, crianças e pessoas com dificuldade de locomoção. O tour sai de um centro de visitantes e te deixa literalmente em cima da geleira.

Os ingressos não são baratos, mas essa é uma oportunidade que não se tem todos os dias. Se você já gastou bastante para chegar até ali, essa definitivamente não é a hora de economizar. Na nossa opinião, é uma experiência que vale super a pena.

Eita Canadá lindo!

Ah! O clima na geleira é beeeem mais frio que no centro de visitantes, afinal, você está em cima de um imenso bloco de gelo. Assim, vá preparado para o clima frio e agasalhe muito bem as crianças. Se elas tiverem roupa apropriada para a neve, ainda melhor, pois elas poderão brincar, sentar, deitar no gelo, sem a preocupação de molhar a roupa.

Geleira Athabasca
A Bela aprendendo um pouquinho sobre o Columbia Icefield

Glacier Skywalk

Nós tínhamos ingressos para ir ao Glacier Skywalk, mas infelizmente não conseguimos ir porque a nossa programação estava atrasada em decorrência do perrengue com o Pipo (mais um motivo para voltarmos para as Rochosas =)).

Neste passeio, um ônibus, que sai do Columbia Icefield Discovery Center, leva os turistas até uma passarela de madeira que culmina em um mirante com piso de vidro, que fica a uma altura de 280 metros, de onde se consegue ter uma vista panorâmica do Sunwapta Valley. O passeio tem áudio tour e inúmeras placas explicativas.

Glacier Skywalk. Foto: Jack Borno [CC BY-SA 3.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0)], via Wikimedia Commons
Chegamos a ver o mirante quando passamos no motorhome pela estrada, mas não é possível descer lá e fazer o passeio porque não há lugar para estacionar. O jeito certo é indo mesmo até o centro de visitantes e pegando o ônibus. E sim, para isso é necessário pagar o ingresso específico do atrativo.

O pessoal do blog Felipe, o Pequeno Viajante, conseguiu fazer o passeio e contou em detalhes como foi a experiência. Dá uma olhada lá no blog deles para ver como foi: http://www.felipeopequenoviajante.com/2015/10/glacier-adventure-glacier-skywalk-columbia-icefield.html . A Claudia diz que a estrutura é boa e super segura para crianças.

Columbia Icefield Discovery Center

O centro de visitantes de onde partem os dois passeios acima é enorme e muito bem estruturado. O estacionamento é bem grande e cheinho de vagas enooormes, o que é ótimo para quem está viajando de motorhome.

A entrada e o estacionamento são gratuitos para quem tem o passe anual dos parques canadenses. Já falamos sobre esse passe no post anterior. Aliás, para dirigir na Icefields Parkway é obrigatório ter o Discovery Pass.

Ela queria tirar foto perto de todos os ursos dos centros de visitantes

No centro de visitantes há restaurante, lanchonete, loja de souvenires, centro de informações turísticas, banheiros, guichês da Pursuit (empresa que comercializa os passeios no parque, antigamente conhecida como Brewster) e mesas de piquenique na área externa.

Almoçamos na lanchonete do centro de visitantes.

Lanchonete do centro de visitantes

Percorremos a Icefields Parkway e continuamos até Baff. Deixamos para voltar dois dias depois para Lake Louise e lagos das proximidades, pois o dia já estava escurecendo. Jantamos no motorhome. Massa com molho a bolonhesa feita pela mamãe. Todo mundo comeu super bem. Dormimos no camping Tunnel Mountain Trailer Court e acordamos com a vista mais surpreendente da vida, mas isso já é assunto para o próximo post.

Anoitecendo nas Rochosas

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Agradecemos a Pursuit (Brewster Canada) pela gentileza de nos ceder os ingressos para que pudéssemos conhecer o Glacier Skywalk e o Glacier Adventure e compartilhar a experiência com vocês aqui no blog.

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Kennedy Space Center / NASA: passeio fascinante e absolutamente imperdível na Flórida

Sem exageros, o Kennedy Space Center deve ser um dos lugares mais legais que já visitamos. Ele está localizado em Merritt Island, no estado da Flórida, pertinho de Orlando (50 minutos) e ao lado do Cabo Canaveral. É um daqueles passeios que não dá para deixar de fazer MESMO.

O Kennedy Space Center (KSC) é o local de onde são lançados os veículos espaciais da NASA (se você der sorte, dá até para assistir a um lançamento ao vivo). O complexo para visitantes do KSC é muito bem organizado e as exposições são de tirar o fôlego.

Foguetes, ônibus espaciais, sondas, satélites, roupas de astronautas, anotações, fotografias, réplicas de cabines de naves espaciais, equipamentos de diversos tipos e épocas… Tudo ali, na nossa frente, testemunhando o quanto que já conseguimos avançar enquanto espécie humana na busca pelo saber espacial (e como isso ainda é tão pouco diante do que há para ser descoberto). A forma como as coisas estão expostas e como as informações são passadas é muito legal.

O espaço é imenso e há muito para ser visto, então se programe para chegar cedinho e aproveitar ao máximo o tempo disponível.

Chegando ao complexo, o primeiro impacto já é grande, na área conhecida como Rocket Garden. Para nós, aquela “foguetada” toda  já foi tão bacana, que estava valendo pelo passeio. Mal sabíamos o que nos esperava lá dentro. Aquele comecinho é só para dar uma animada.

 

Embora todas as experiências sejam bem legais, nós temos uma favorita: a Space Shuttle Atlantis. É bem emocionante – confesso que até chorei com uma surpresinha que rola na apresentação, mas não vou contar para não perder a graça pra vocês.

 

No mesmo prédio do Atlantis, é possível passar pelo Shuttle Launch Experience, que é uma simulação de lançamento de foguete. Há uma altura mínima para participar dessa experiência (44’’ – aproximadamente 111 centímetros). Como estávamos com a nossa filha de 2 anos, obviamente mais baixinha que isso, nos revezamos para curtir o simulador. Eles têm um esquema bem organizado e, enquanto um adulto vai para o lançamento, o outro fica com a criança em uma salinha bem ao lado, assistindo tudo o que acontece em um vídeo. Depois, eles trocam de posição e ambos têm a oportunidade de ir na atração. Os que estão esperando, recebem crachás. No da Bela, estava escrito “VIP”. Expliquei a ela o que significa e ela amou ficar com ele no pescoço. No meu, tinha “Crew Family” (Família da Tripulação). Os funcionários que organizam o esquema são muito educados e uma delas até deu um adesivo do KSC de presente para a Bela. Achei fofo!

Também nesse prédio, há alguns brinquedos para entreter as crianças. Umas tubulações que simulam espaços internos da Atlantis e um escorregador inflável gigante. Os pequenos também adoram sentar na cabine de comando, mexer em todos os botões, alavancas, luzinhas piscantes… A Bela ficou encantada e falava que era “astonauta” o tempo todo.

Outra área imperdível é o Apollo / Saturn Center, que nos leva de volta à época em que o homem pisou na lua. Para chegar até lá, há um ônibus que faz um tour guiado pelo Kennedy Space Center, passando por galpões onde os foguetes são montados e plataformas de lançamento. É tudo tão imenso, tão impressionante! No caminho, é até possível ver jacarés (alligators).

Só fique atento para não sair muito tarde para o tour. Informe-se sobre os horários dos ônibus e certifique-se de que terá tempo suficiente para conhecer essa área, que também é bem grande.

Nesse espaço, não perca a oportunidade de tocar em um pedacinho da lua que está lá exposto!

As outras áreas, um pouco menores que essas duas primeiras, mas que merecem MUITO a visita são as seguintes:

History of Space Exploration – exposição de artefatos espaciais autênticos que ajudam a entender como a NASA trabalhava antes da era dos super computadores.

Journey to Mars: Explorers Wanted – apresentação que dura em torno de 30 minutos, abordando o futuro da exploração espacial. O apresentador envolve o público e até chega a sugerir que talvez alguém ali possa ser o futuro da NASA. Achei bem legal, principalmente para crianças / adolescentes mais velhos que entendam inglês e possam se sentir estimulados a entender mais sobre carreira da NASA.

Astronaut Encounter – encontro com um dos aproximadamente 500 homens / mulheres que já foram para o espaço. A experiência dura entre 30 e 40 minutos e acontece diversas vezes ao dia. Veja aqui o calendário dos encontros.

Há ainda um memorial aos astronautas, cinema I-Max (filmes em 3D), playground e lojas de souvenir. Não sou muito de comprar nesses lugares super turísticos, mas amei essa lojinha! Dá vontade de comprar tanta coisa… Macacões de astronauta, miniaturas de naves espaciais… Não resisti às luvas de cozinha de astronauta!

Alimentação

Nós almoçamos no Moon Rock Cafe, que fica no Apollo / Saturn Center. Não há um motivo especial para a escolha desse restaurante. Foi esse porque era lá que estávamos no horário do almoço. A comida não é lá essas coisas, mas passa. Tem saladas, sanduíches e pizzas em um esquema dinâmico estilo “grab and go”.

Veja aqui as opções de restaurantes dentro do KSC e seus respectivos menus.

Também é possível almoçar com um astronauta. Custa US$ 29,99 para maiores de 12 anos e US$ 15,99 para crianças de 3 a 11 anos. A experiência dura em torno de 90 minutos. Durante o almoço, o astronauta compartilhará experiências vividas por ele e há um momento em que é possível fazer perguntas e tirar fotos. É necessário fazer reserva antecipada.

Ingressos

Os ingressos para o KSC custam US$ 50 para adultos e US$ 40 para crianças de 3 a 11 anos e nele estão incluídas quase todas as atrações do complexo. Pessoas com mais de 55 anos pagam US$ 46. Esses ingressos também dão direito a visitar 2 vezes (dentro de 7 dias) o U.S. Astronaut Hall of Fame, que fica em um prédio separado do complexo de visitantes, mas localizado na mesma via que dá acesso ao KSC. Infelizmente não tivemos tempo para fazer essa visita. Ficou para uma próxima oportunidade, pois, certamente, voltaremos lá.

Encontre aqui mais informações sobre ingressos. Dica: vale a pena comprar antecipadamente pela internet e evitar possíveis filas.

Fique sabendo:

  • Já vi algumas pessoas e até alguns blogs chamarem o KSC de parque. Gente, ele NÃO é um parque temático. É um centro de visitantes da NASA. Está mais para museu moderno cheio de atividades interativas do que para parque. Talvez as pessoas chamem de parque por força do hábito, já que vêm do embalo dos parques em Orlando.

Eu acho importante deixar isso claro, principalmente para as crianças, para que não cheguem esperando montanhas russas e coisas do gênero. Além do mais, se os pais souberem explicar bem a importância daquele lugar, da história viva e rica da exploração espacial, talvez eles gostem ainda mais do KSC do que de visitar mais um entre inúmeros parques temáticos. O KSC é especial <3

  • O complexo para visitantes do centro da NASA tem tudo o que é preciso para encantar visitantes de todas as idades. É certo que, quanto mais velhas forem as crianças, mais conseguirão entender o que está ali exposto, mas mesmo os pequenos conseguem aproveitar, se os pais souberem envolvê-los na visita.

Fomos com uma criança de 2 anos e ela se divertiu bastante. Até hoje fazemos referência às coisas que vimos lá.

  • Para quem curte muito esse assunto, vale saber que é possível fazer um “treinamento de astronauta”. Podem participar da Astronaut Trainning Experience (ATX)® crianças acima de 7 anos e adultos . Custa US$ 175 para adultos e US$ 165 para crianças de 7 a 11 anos. Veja aqui mais informações.
  • Se vai com crianças pequenas, leve o seu carrinho de bebê. O espaço é enorme e, depois de um tempo, as crianças cansam. Enquanto a criança não estiver no carrinho, você terá um lugar para deixar bolsas, sacolas, mochilas, casacos e ficar com as mãos livres.
  • Há cadeiras de rodas e carrinhos de bebê disponíveis para alugar no KSC. Quando fizemos o tour pelo complexo e fomos até o Apollo / Saturn Center de ônibus, deixamos o carrinho da Bela em um estacionamento de carrinhos. Chegando lá, ela estava dormindo e pegamos um carrinho emprestado, de graça. Havia inúmeros carrinhos disponíveis para uso gratuito naquela parte do complexo, já que as pessoas deixam os próprios carrinhos a quilômetros de distância dali.
Carrinho emprestado pelo KSC no Apollo / Saturn Center, já que precisamos deixar o da Bela no estacionamento próximo ao ônibus do tour. Era pequenininho, mas melhor que ficar carregando uma criança de 14 kg (dormindo!) no colo. Ela parece imprensadinha, mas estava muito tranquilinha nele.
  • Fique de olho no site do KSC e saiba quando será o próximo lançamento de foguete. Geralmente eles colocam uma contagem regressiva já na página principal. Quem sabe não coincide com o dia da sua viagem? [UPDATE: Nesse link você encontra mais informações sobre lançamentos].
  • Vai viajar com seu bichinho de estimação? O centro de visitantes oferece um serviço de canil gratuito, que abre às 9 horas e funciona até o complexo fechar. Saiba mais neste link.
  • O estacionamento é pago e custa US$ 10 para carros de tamanho normal e US$ 15 para motor homes / RVs.
  • Quando for digitar o nome do KSC no GPS, digite Kennedy Space Center Visitor Complex. Digitamos assim e chegamos lá tranquilamente. Não use só Kennedy Space Center, pois isso te levará para o lugar errado. Essa dica está bem clara lá no site deles. Se preferir, pode usar as coordenadas 28o31’34.10″N e 80o40’45.12″W. Para saber mais sobre como chegar lá, clique aqui.

No próximo post, você embarca com a gente no cruzeiro Disney Dream! Obaaaa!!!