Montana de motorhome

Nossa passagem pelo estado de Montana, nos Estados Unidos, foi breve e deixou uma certeza: vamos voltar lá um dia! Esse foi o oitavo dia da nossa viagem. O roteiro completo você confere neste link.

Montana entrou no nosso roteiro porque depois de visitarmos as Montanhas Rochosas Canadenses, queríamos voltar para a região de Vancouver e Seattle por um caminho diferente do que usamos par ir até os parques de Alberta. Então decidimos voltar fazendo um trajeto circular, passando pelos Estados Unidos e não mais pelo Canadá. Veja abaixo o mapa do nosso trajeto.

 

Montana é um estado remoto e um pouco fora dos roteiros tradicionais dos brasileiros nos Estados Unidos. Por outro lado, é um estado belíssimo. Dois dos parques norte-americanos mais bonitos estão localizados lá: boa parte do Yellowstone National Park e o Glacier National Park. A área rural também é encantadora. Muitos ranchos, cidades pequeninas e charmosas, estradas beirando lagos…

Montana, Estados Unidos
Montana, Estados Unidos

Nesse post vou contar como foi cruzar a fronteira Canadá – Estados Unidos de madrugada de motorhome, o motivo de não termos conseguido fazer a Going to the Sun Road (estrada que corta o Glacier National Park) e o que decidimos fazer ao invés da visita ao parque. De brinde, ainda conto do nosso perrengue quando fomos esvaziar a fossa do motorhome em um posto de gasolina e a mangueira toda ressecada simplesmente estourou e nem preciso dizer que foi número um e número dois para todo lado, né?

Cruzando a fronteira Canadá – Estados Unidos de motorhome

Quem viu o nosso post anterior, sabe que quando saímos de Banff (Canadá) com destino aos Estados Unidos, decidimos dirigir até onde conseguíssemos. Quando estivéssemos cansados, pararíamos o motorhome em algum lugar para dormir.

O Gustavo dirige super bem e gosta de dirigir. Então seguimos conversando, olhando a lua subir por trás das montanhas… Quando nos demos conta, estávamos chegando à fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá.

Eu nem tinha percebido, mas já passava de meia-noite! No entanto, estava tudo bem, eu já tinha checado o horário de funcionamento da fronteira no Roosville Border Crossing (Grasmere – Eureka) e no site constava que ela funcionava todos os dias da semana, 24 horas por dia (Dica: sempre confira informações atualizadas sobre os horários de funcionamento, endereços, regras e valores dos serviços que vai utilizar, pois tudo isso é sujeito a alteração).

Só que àquela altura da madrugada, não tinha nenhum carro circulando pela estrada. Só o nosso motorhome. Quando chegamos à froteira, todos os displays luminosos das filas de veículos estavam com um “x” vermelho bem grande, como se estivessem fechados. Diminuímos a velocidade e fomos nos aproximando. Não havia ninguém por ali para dar alguma informação pra gente. Do nada, um dos displays trocou o x vermelho por uma setinha verde e nós seguimos para aquele local e paramos o motorhome.

Um oficial da fronteira se aproximou e começou com o interrogatório. As perguntas eram similares às que são feitas quando entramos no país por via aérea, com exceção de uma: “Por que vocês estão cruzando a fronteira dos Estados Unidos tão tarde da noite?”. Ele falava de maneira muito ríspida. Não sei se estava bravo por ter que atender alguém naquele horário, se o acordamos e ele ficou de mau humor ou se aquela é a postura que ele tem que assumir e faz parte do trabalho dele.

Ele pediu os nossos passaportes e eu rapidamente os entreguei, mas esqueci que o do Felipe não estava junto com os demais, pois eu tinha tirado o dele no dia que o levamos ao hospital em Vancouver. Fui procurar o passaporte na outra bolsa, enquanto o Gustavo se encarregava de responder às perguntas do oficial. Em determinado momento, não sei o que deu no Gustavo, que se enrolou no inglês e não soube se expressar direito com relação a alguma coisa que ele perguntou. Eu fui ajudar na resposta e o oficial-mais-bravo-do-planeta-Terra me cortou: “ELE RESPONDE! A senhora trate de continuar com o trabalho de encontrar o passaporte que está faltando!”. Meu Deus, que homem grosso!

Achei o passaporte e entreguei para o oficial. Ele olhou os passaportes, olhou pra gente e falou: “Todo mundo desce do carro e me acompanha, inclusive as crianças”. Falei que elas estavam dormindo e ele me falou para acordar todo mundo e levar lá para dentro da salinha. Pensei: “Pra que isso, meu Deus?”. Por um lado, estava tranquila, porque sabia que todos os nossos documentos estavam certinhos e não tínhamos nada a temer. Por outro, vinha uma insegurança por não saber se aquele procedimento era padrão e também não entender por que aquele homem era tão irritado.

Acordamos a Isabela e levamos o Felipe dormindo no bebê-conforto. Entramos no escritório. Quando o oficial viu o Felipe bebezinho dentro do bebê-conforto e a cara de sono da Bela, ele ficou super constrangido. Do nada, o bad cop virou o good cop. “É um bebê! Me desculpem. Não sabia que ele era tão pequeno (detalhe… eu já tinha falado as idades dos dois). Por favor, pode levá-lo para dormir de novo no carro”. Olhou para a Isabela e perguntou: “Você quer colorir?”. E entregou um kit infantil “Crossing Borders” com livro para colorir e giz de cera. Então ele fez a cobrança de uma taxinha que precisamos pagar para cruzar a fronteira (confesso que não lembro quanto foi, quando eu descobrir, atualizo aqui) e que é válida por seis meses.

Para ganhar o prêmio de good cop de vez, ele perguntou se já tínhamos um lugar certo para dormir e falamos que íamos procurar algum lugar em Eureka. Daí ele sugeriu um posto de gasolina no segundo cruzamento da cidade, em frente a um Subway. Falou que lá era seguro e que ninguém nos perturbaria. Perfeito! Saímos da fronteira direto para o posto e pernoitamos ali. Então fica aqui a nossa dica de free camping em Eureka.

Eureka

Para quem não conhece, Eureka é uma cidadezinha de 1.086 habitantes, que fica grudada na fronteira Estados Unidos – Canadá. O lugar onde pernoitamos (free camping), que foi dica do oficial da fronteira, está sinalizado no mapa abaixo:

Como o oficial explicou, é em frente ao Subway que fica no posto de gasolina do segundo cruzamento da cidade. Lá dá para fazer free camping, mas infelizmente não tem dumping (estrutura para esvaziarmos o esgoto do motorhome e completarmos o tanque com água limpa).

Prefeitura de Eureka, Montana

Então, fizemos dumping em um outro posto de gasolina na mesma cidade. Nesse posto, quem compra alguma coisa na loja de conveniência não precisa pagar pelo dumping. E não é que quando o Gustavo estava esvaziando justo o tanque do banheiro, a mangueira do nosso motorhome decidiu estourar? Sim! Foi aquela lambança. Number one and number two pra todo lado. Que desespero para nós, meros viajantes de motorhome de primeira viagem. O funcionário que estava no posto, limpando as bombas de combustível, observava tudo de longe e ria. Ah, danado! Nem para ajudar a gente…

Esse é o posto onde fizemos o dumping:

Mas parece que esse é um problema bem comum para quem viaja de motorhome, pois no vídeo da Cruise Canada eles já deixam claro que se algo assim acontecer na estrada, é só comprar uma mangueira nova e manter o recibo, que eles reembolsam. Por sorte, praticamente ao lado do posto de gasolina tinha uma loja que vendia a tal mangueira específica para fazer dumping de motorhome? Isso às 7 horas da manhã! Só nos Estados Unidos mesmo… O Gustavo comprou, manteve o recibo e foi reembolsado muito tranquilamente no momento em que devolvemos o carro no fim da viagem.

E essa é a loja onde ele comprou a mangueira nova para o motorhome, bem ao lado do posto:

Quanto à sujeira que ficou espalhada pelo chão do posto, pusemos as nossas luvinhas descartáveis de procedimento e limpamos tudo ali, com ajuda da mangueira de água limpa. É… Foi trampo… Mas nunca esqueceremos do dia em que “cag*mos a cidade de Eureka”. Depois de tudo resolvido, não conseguíamos parar de rir da situação. A gente se mete em cada uma…

Outra coisa engraçada dessa experiência é que eu não vi o Gustavo saindo para comprar a mangueira, pois estava com as crianças dentro do motorhome. Quando saí do carro e ele não estava lá fora, perguntei ao tal funcionário que limpava as bombas se ele tinha visto o meu marido e ele respondeu: “Deve ter ido ao cassino”. Hahahahahahahahah. O posto de gasolina tinha um cassino e o cara achava que o Gustavo estava lá, jogando, relaxando depois de ter espalhado aquela melequeira lá pelo chão. Poucos minutos depois, aparece o meu herói com uma mangueira novinha em folha. Cena que fica para a nossa história…

A cara do Gustavo quando saímos do posto, depois de resolvida toda a lambança

Whitefish

Depois de resolvido o problema do dumping, estávamos morrendo de fome e decidimos partir rumo à cidadezinha de Whitefish, para tomarmos café da manhã. A cidade fica a menos de uma hora de Eureka e é um pouco maior (tem pouco mais de 7 mil habitantes). Seguimos na estrada, margeando o Dickey Lake. Cenário lindo de morrer.

A caminho de Whitefish, Montana.
A caminho de Whitefish, Montana.

Whitefish é uma cidadezinha linda! Super charmosa. E que céu azul é aquele? É lindo demais o céu de Montana. Talvez por isso o estado seja conhecido como “Big Sky Country”?

Whitefish, Montana
Whitefish, Montana
Whitefish, Montana
Whitefish, Montana
Whitefish, Montana
Whitefish, Montana

Tomamos café em uma das diners mais gostosas que já tivemos o prazer de visitar nos Estados Unidos. O lugar se chama Swift Creek Cafe. Recomendamos muito um café da manhã nesse lugar. O Glacier Scramble com pimentões, cogumelos e presunto é uma delícia!

Café da manhã no Swift Creek Cafe
Café da manhã no Swift Creek Cafe
Café da manhã no Swift Creek Cafe
Café da manhã no Swift Creek Cafe
Café da manhã no Swift Creek Cafe
Café da manhã no Swift Creek Cafe
Tem cadeirão no Swift Creek Cafe
Tem cadeirão no Swift Creek Cafe

Going to the Sun Road

Quando pesquisava os atrativos de Montana, descobri uma estrada incrível, que cruza o Glacier National Park: a lendária Going to the Sun Road. Decidi que precisava conhecê-la. Quanto mais eu lia sobre a estrada, mais percebia que esse seria um dos pontos altos do nosso roteiro.

Trata-se de uma rodovia que passa a maior parte do ano bloqueada, debaixo de neve. Até as máquinas mais potentes levam meses para remover toda a neve que se acumula em cima dela. O processo de remoção da neve só é finalizado em pleno verão, quando ela é reaberta para os visitantes.

Às vezes, em decorrência dos incêndios (wild fires), a estrada fecha novamente no período do outono. Foi justamente isso que aconteceu conosco. Nossos planos de conhecer a Going to the Sun Road foram por água abaixo quando, ainda no Brasil, recebemos um e-mail da agência de turismo que ia nos levar a um passeio, informando que o parque estava passando por um incêndio há alguns meses e todos os tours da temporada estavam cancelados. Só para vocês terem uma ideia, o incêndio começou em 10 de agosto de 2017 e em outubro, quando passamos por lá, ainda não tinha sido controlado. Saiba mais aqui: https://en.wikipedia.org/wiki/Sprague_Fire . Foi uma pena… Não conseguimos conhecer a estrada dessa vez, mas sabemos que um dia voltaremos lá. De qualquer forma, fica aqui a dica para quem tiver a oportunidade de conhecer esse parque incrível e percorrer a Going to the Sun Road.

Para os fãs de Forest Gump, o Lake McDonald, que fica ao longo dessa estrada, aparece nessa cena super emocionante do filme: https://www.youtube.com/watch?v=ISJ0VsnCvDo .

Kalispell

Sem termos como ir à Going to the Sun Road, seguimos dirigindo e descobrindo Montana. Um conjunto de “atrativos” chamou a nossa atenção. Um grupo de lojas que mexe com o coração de muito brasileiro: Target, TJMaxx, Ross, Best Buy, Bed Bath and Beyond, Dollar Tree, tudo junto em um só lugar. Vamos de compra-terapia, então. Afogaremos as mágoas por não podermos ir ao Glacier National Park. E fomos…

Nosso motorhome estacionado em frente às lojas do comércio de Kalispell, Montana
Nosso motorhome estacionado em frente às lojas do comércio de Kalispell, Montana

O comércio ali na cidadezinha de Kalispell é bem animado. E conforme você vai ampliando o seu raio, mais lojas vão surgindo. As lojas estavam uma graça. Todas decoradas e com bastante coisa de outono e do Halloween. Enquanto fiquei garimpando junto com as crianças na TJMaxx, o Gustavo cruzou a rua e foi bater perna na Cabela’s, uma loja de equipamentos para esportes e vida ao ar livre, que vende inclusive equipamentos para caça (leia armas).

O carrinho de compras que você respeita... Com espaço para guardar seu carrinho de bebê dobrado, cadeiras com cinto de segurança para as crianças e bastante espaço para colocar as compras
O carrinho de compras que você respeita… Com espaço para guardar seu carrinho de bebê dobrado, cadeiras com cinto de segurança para as crianças e bastante espaço para colocar as compras
Lojas com produtos outonais
Lojas com produtos outonais

Muitas fantasias para o Halloween

Depois da sessão compras, almoçamos no outro lado da rua, no Famous Dave’s. Esse restaurante é uma churrascaria de rede bem kid friendly, com menu infantil, material para colorir e giz de cera, cadeirão… Do jeitinho que a gente gosta. Pedimos uma Feast for Two, que dá conta de alimentar muito bem a família inteira e vem com opções variadas de carnes e acompanhamentos.

Almoço no Famous Dave's
Almoço no Famous Dave’s
Almoço no Famous Dave's
Almoço no Famous Dave’s
Menu infantil no Famous Dave's
Menu infantil no Famous Dave’s
Cardápio do Famous Dave's
Cardápio do Famous Dave’s
Detalhe na decoração do Famous Dave’s
Almoço no Famous Dave’s

Flathead Lake

Saindo de Kalispell, devíamos começar uma jornada rumo ao oeste, a caminho de Seattle. Decidimos que íamos dirigir até o estado do Idaho, pois queríamos dormir em uma cidadezinha chamada Coeur d’Alene. Escolhemos percorrer um caminho com maior apelo cênico, que definimos ali na hora, pelo Google Maps. Colocamos o GPS para nos levar primeiro até a cidade de Elmo, beirando o Flathead Lake, no estado de Montana.

Esse lago é uma coisa linda de se ver… Vale muito a pena fazer um caminho um pouquinho mais longo e seguir a estrada que margeia o lago.

Dirigindo ao longo do Flathead Lake
Flathead Lake
Flathead Lake
Flathead Lake

O Flathead Lake é o maior lago natural do oeste dos Estados Unidos. Tem uma área de mais de 500 quilômetros quadrados.

Dali, seguimos rumo a Coeur d’Alene, no Idaho. Jantamos no motorhome, no camping Blackwell Island RV Park, onde pernoitamos.

Na estrada, a caminho de Coeur d'Alene, Idaho.
Na estrada, a caminho de Coeur d’Alene, Idaho.
Chegando ao estado do Idaho.

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Usou alguma dica do nosso blog? Conta como foi! Gostamos muito de receber o retorno dos nossos leitores. Ficamos felizes quando sabemos que nossas dicas foram úteis nas viagens de outras famílias!

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Nesta viagem, nós ficamos o tempo todo conectados na internet porque usamos o chip Easysim4u, que tem internet ilimitada nos Estados Unidos, Canadá e mais de 140 outros países. O chip é enviado para a sua residência no Brasil antes da viagem e, quando você chega ao destino, basta colocar o chip no celular e começar a usar. Você já sai do aeroporto conectado e usando o Waze e a internet à vontade.

Agradecemos pela gentileza da Easysim4u, parceira da RBBV, por ter nos enviado como cortesia o chip e o plano (USA + Canadá) para que pudéssemos permanecer conectados, compartilhando todos os momentos desta roadtrip com os leitores do  nosso blog.

Bayside Marketplace: compras, restaurantes e lazer com vista para a Biscayne Bay (Miami)

Um programa gostoso de fazer em Miami Downtown é um passeio pelo Bayside Marketplace, uma espécie de shopping outdoor cheio de charme e localizado em frente à Biscayne Bay (a vista para a baía é linda).

Bayside Marketplace. Créditos: Averette, http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/
Daqui saem vários passeios de barco

O Bayside, que vive lotado de turistas, tem diversas opções de lojas, restaurantes e cafés. De lá saem diversos passeios de barco e sightseeing tours. À noite tem shows com música ao vivo.

Vista do Bayside Marketplace e Miami Downtown à noite. Créditos: Xynn Tii – https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/ – https://www.flickr.com/photos/xynntii
Bayside lotado de turistas

Como chegamos a Miami cedinho, nosso apartamento ainda não estava liberado para check-in. Aproveitamos para resolver as primeiras questões de logística (compra do chip americano para o celular, troca da cadeirinha veicular da locadora pela nossa própria, compra de comes e bebes – do jeitinho que relatamos no post anterior). Quando acabamos de resolver tudo, já estava na hora do almoço.

Ainda estávamos com o carro carregado de bagagens, cansados da viagem, vestindo as mesmas roupas que usamos quando saímos de São Paulo no dia anterior. Mas era preciso esperar o apartamento ficar pronto, então paciência…

Assim, partimos para almoçar. Lembrei que precisávamos ir a algum lugar onde pudéssemos estacionar com alguma segurança, já que as nossas malas estavam no carro. Quando comentei isso, eu e o meu marido falamos ao mesmo tempo: “Bayside Marketplace!”. Bem, na verdade, ele falou “Aquele shopping que fica em frente ao mar e que tem um Hard Rock Cafe”, o que no fundo é a mesma coisa, certo? Estávamos em sintonia, então partimos para lá.

Vale destacar que não faço a mínima ideia de se o lugar é seguro para estacionar com bagagem no carro. Só pensamos que como o estacionamento é pago, fechado e fica em um lugar bastante movimentado, o risco de termos as malas roubadas seria ligeiramente menor. Então arriscamos e, quando voltamos, ainda estava tudo lá. Graças a Deus! [UPDATE: Parece que nem lá o estacionamento é seguro para quem está com compras no carro. Vejam nos comentários desse post o depoimento de uma pessoa que teve o carro arrombado nesse estacionamento. Que triste isso, gente! Esse tipo de ocorrência, infelizmente, tem se tornado cada vez mais frequente na Flórida].

Embora Miami tenha outras opções melhores para compras, como é o caso dos outlets, o Bayside tem boas lojas e os preços não são ruins. Se estiver rolando alguma liquidação, pode-se encontrar preços semelhantes aos dos outlets. Entre as lojas, algumas das favoritas dos turistas brasileiros, como Gap (Baby, Kids e adulto), Claire’s (os acessórios de lá são super fofos), Crocs, Disney Store (quando fomos nessa última viagem estava quase tudo em promoção e fizemos umas comprinhas por lá), Foot Locker (de artigos esportivos), Gamestop (o paraíso para quem curte videogame – marido faz a festa!), Guess, Sunglass Hut, Victoria’s Secret, entre outras. Lá também tem muitas lojinhas de souvenir e presentinhos em geral.

Bela colorindo na Disney Store
Fez questão de carregar ela mesma as comprinhas da Disney Store

Para ver a lista completa das lojas do Bayside Marketplace, clique aqui .

No quesito alimentação, o Bayside Market tem muitas boas opções de restaurantes, cafés, bares e sorveterias. Hard Rock Cafe, Hooters, Bubba Gump Shrimp Co. (vamos falar sobre ele no próximo post) e os bem avaliados no TripAdvisor, mas que ainda não testamos: Los Ranchos Stakehouse, Five Guys Burger (falam que hambúrguer de lá é divino) e Let’s Make a Daikiri (bar).

Para ver a lista completa dos restaurantes do Bayside Marketplace, clique aqui.

Os horários de funcionamento do Bayside são: de segunda a quinta, das 10h às 22h; sexta e sábado, das 10h às 23h; domingo, das 10 às 21h.

Daqui saem os passeios de barco
Acho que a Bela quer sorvete
Frente do Bayside Marketplace. Créditos: http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

Para chegar lá, digite no GPS: 401, Biscayne Boulevard. Quando chegar em frente ao shopping, siga as placas “Parking” ou “Parking Garage” (estacionamento). O estacionamento é pago e varia de acordo com o tempo que você passar lá. Para saber os valores, clique aqui. Você pode pagar o estacionamento em um dos terminais de autoatendimento situados entre o estacionamento e o shopping.

Para quem vai com crianças, é super tranquilo passear com carrinho, há banheiros com trocadores e restaurantes kid-friendly. Eles também oferecem o serviço de aluguel de cadeira de rodas e há um centro de informações ao visitante.

Bônus: American Airlines Arena

O shopping fica bem ao lado da American Airlines Arena, ginásio onde joga o time da NBA, Miami Heat, e onde há muitos shows musicais. Uma boa ideia de programa é casar passeio no Bayside + comidinha gostosa em algum restaurante de lá + jogo de basquete do Miami Heat. Sucesso garantido!

American Airlines Arena. Créditos: Edgar Serrano – http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/
Jogo do Miami Heat. Créditos: Melanie Applegate – https://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.0/ – https://www.flickr.com/photos/melanietippsphotography/

Frequentar eventos esportivos é um dos nossos programas favoritos nos Estados Unidos. Eles transformam as partidas em verdadeiros espetáculos. Achamos que vale muito à pena viver essa experiência. Quem acompanha o blog, sabe que já assistimos jogos dos New York Yankees, Anaheim Ducks e Los Angeles Lakers.

É um programa divertido e super tranquilo para fazer com crianças. Uma dica importante é: lembre de comprar os ingressos com antecedência. Para saber mais, leia: http://pezinhonaestrada.com/2014/10/14/los-angeles-anaheim-e-arredores-da-capital-mundial-do-cinema-ao-berco-da-disney/ e http://pezinhonaestrada.com/2014/08/05/nova-york-com-bebe-de-um-ano-parte-4-go-yankees/ .

São Paulo é tudo de bom!

Hoje, gostaria de inaugurar uma área especial do blog que trará dicas sobre a cidade onde moramos há quase seis anos e que amamos há muito mais tempo que isso: São Paulo.
Ué?! Mas o blog não é sobre viagem? Se vocês moram aí, São Paulo não é viagem, é? É sim! Além de adorarmos “turistar” pela cidade, as dicas ainda podem ajudar quem pretende viajar pra cá ou mesmo quem vive aqui e quer saber novidades ou desbravar algum cantinho especial que ainda não conhecia. Então é isso: São Paulo faz parte do nosso blog, sim! =) E de uma forma muito especial.

Esperamos que gostem das dicas e que elas despertem em vocês a vontade de conhecer cada vez mais sobre essa cidade incrível, que além de tudo, é ótima para crianças!

Bela em contato com a natureza no Jardim Botânico de São Paulo

São Paulo acaba de ser eleita o destino brasileiro preferido de turistas nacionais e estrangeiros pelo Prêmio Travelers’ Choice 2014, do site TripAdvisor. Prêmio merecidíssimo, diga-se. São Paulo vai muito além da “selva de pedras e asfalto” que muitas vezes é documentada nos telejornais. Na verdade, essa visão de São Paulo sempre caótica, São Paulo só para negócios, São Paulo sempre naufragada em um mar de carros e trânsito, é uma visão preconceituosa, de quem não se permitiu uma chance de conhecer as múltiplas facetas desse destino riquíssimo nos aspectos culturais, arquitetônicos, gastronômicos, educacionais, repleto de áreas verdes e bairros arborizados, com atrativos turísticos para cidade nenhuma botar defeito. Problemas existem, como em qualquer megalópole, mas nada que não possa ser compensado pela imensidão de possibilidades que a capital paulista oferece.

Viaduto do Chá. Foto: Miguel Schincariol

A população paulista, além de ter as origens étnicas mais comuns entre os povos brasileiros, com a confluência de povos indígenas, negros africanos e colonizadores portugueses, ainda recebeu muitas influências das ondas imigratórias provenientes de diversos países. Italianos, japoneses, judeus, sírios, libaneses, bolivianos, coreanos, chineses, senegaleses, haitianos e, claro, brasileiros vindos de outras regiões, principalmente do norte e do nordeste, entre muitos outros, conferem a São Paulo uma qualidade cosmopolita e de riquíssima cultura e identidade construída pela mistura das raízes desses povos.

Museu do Ipiranga. Foto: Rubens Chiri

Nesse primeiro post sobre a cidade de São Paulo, vamos apresentar alguns números que mostram como essa cidade é impressionante!

• PIB de R$ 477 bilhões (10º maior PIB do mundo e quase 12% do PIB nacional)
• 11,8 milhões de habitantes
• 410 hotéis, com 42.000 apartamentos disponíveis e 70 hostels
• 53 shopping centers, com 12.400 lojas
• 240 mil lojas
• 59 ruas de comércio especializado em 51 segmentos
• 888 feiras livres
• 3.028 transações de cartão de crédito por minuto (aproximadamente 50 por segundo)
• 164 teatros
• 282 salas de cinema
• 39 centros culturais
• 103 parques e áreas verdes
• 125 museus
• 146 bibliotecas
• 10 estádios de futebol
• 332 centros de esporte e lazer
• 1 autódromo
• 15 mil restaurantes
• 20 mil bares
• 1.500 pizzarias, que produzem 1 milhão de pizzas por dia (são quase 700 pizzas por minuto)
• 3.200 padarias, que produzem 10,4 milhões de pãezinhos por dia (são mais de 7.200 pãezinhos por minuto)
• 34 mil táxis
• O 7º melhor restaurante do mundo
• A melhor chef mulher do mundo
• O melhor hospital da América Latina
• Única cidade brasileira no ranking das 20 melhores cidades do mundo para jovens

São Paulo é isso e muito mais! Uma metrópole superlativa. Quanto mais a gente conhece sobre São Paulo, mais a gente descobre que tem muito mais a conhecer.

Então é isso! Em breve, muitas dicas para que você possa curtir a cidade de São Paulo da melhor forma possível e junto com a sua família!

Por enquanto, veja algumas fotos do que vem por aí:

Rua 25 de Março. Foto: Miguel Schincariol
Bela e o papai curtindo as áreas verdes de São Paulo
Estádio do Morumbi. Foto: Rubens Chiri
Pizza! A melhor do mundo é a de São Paulo! Foto: Rubens Chiri
Bela se esbaldando no tanque de areia do Parque Buenos Aires
Assistindo jogo do São Paulo no Estádio Morumbi
Pastel de feira: a cara de São Paulo!
Estação Júlio Prestes. Foto: Rubens Chiri
Mamãe e Bela no Parque Buenos Aires
Corrida de São Silvestre. Foto: Rubens Chiri
Pedalando por São Paulo
Catedral da Sé. Foto: Rubens Chiri

Créditos dos números sobre São Paulo: material compilado e organizado pela SPTURIS (2014) e Observatório do Turismo, que usam como fontes Ancine, Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, Ministério da Cultura, Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação, ABRASCE, Associação Brasileira de Cartões de Crédito e Serviços, Supervisão Geral de Abastecimento / Prefeitura de São Paulo, ABRASEL, The World’s 50 Best Restaurants (Revista Britânica Restaurant), Prêmio Veuve Clicquot, TripAdvisorPortal R7.