Tibau do Sul e Pipa: um pouquinho dos encantos da orla do RN (parte 1)

Dunas, falésias, golfinhos, encontro do rio com o mar, gastronomia internacional, comida caseira gostosa, mar quentinho e tranquilo, mar legal para o surfe, bons hotéis e pousadas, sossego, badalação, diversos lugares para curtir um pôr-do-sol de tirar o fôlego, gente simples, simpática e hospitaleira, gente descolada e moderninha, solteiros, famílias, lojas e ruas coloridas e cheias de vida, estrangeiros, brasileiros, um lugar gostoso para deitar na rede e ficar quietinho… Tibau do Sul é assim: paradoxalmente linda e encantadora. Da badalação noturna da Praia de Pipa à tranquilidade de ficar deitado nas águas rasinhas e tranquilas da orla de Tibau (parece um espelho!), em poucos passos migra-se de um estado de espírito a outro. Aquele cantinho do Rio Grande do Norte é assim… Completo!

O melhor de tudo é que o município de Tibau do Sul, onde está localizada a praia de Pipa (Sim! Pipa fica em Tibau. Não são dois municípios diferentes como muita gente acha, não.), está estrategicamente localizado entre duas capitais nordestinas: João Pessoa e Natal. Assim, partindo de qualquer uma das duas, em cerca de uma hora você estará lá.

Como moramos longe da família, as nossas férias de fim de ano sempre são junto com eles, na nossa terra natal, João Pessoa (em breve, muitas dicas sobre JP no nosso blog). Sempre que podemos, aproveitamos também para matar um pouco da saudade de Pipa, que sempre fez parte da nossa história juntos.

Como chegar

Tibau do Sul fica a 80 km de Natal e a 150 km de João Pessoa. Em ambos os casos, deve-se pegar a BR-101 até a cidade de Goianinha e, de lá, pegar uma estradinha vicinal que vai até Tibau do Sul (saindo de Natal, BR-101 no sentido sul; saindo de João Pessoa, BR-101 no sentido norte). Aconselhamos que sejam muito cautelosos no trânsito, pois a estrada que vai de Goianinha a Tibau não é das melhores. Na verdade, ela é bem ruinzinha mesmo. Então sigam em segurança, com tranquilidade e sem pressa para chegar. Colocamos um mapinha no fim desse post para ajudar a visualizar melhor os dois caminhos.

Do centrinho de Tibau do Sul para Pipa é um pulo. 10 minutinhos de carro separam um lugar do outro.

Há quem vá até Pipa, partindo de Barra do Cunhaú ou Natal pela orla, pegando várias balsas no caminho para cruzar os rios. É necessário um veículo com tração nas quatro rodas e um motorista com experiência em dirigir na areia. Também é preciso ficar de olho na tábua das marés, ou o carro pode ser engolido pelo mar.

Hospedagem

Quando vamos a essa região, geralmente ficamos hospedados em Pipa. Já ficamos em várias pousadas diferentes e em breve faremos um post com mais dicas de hospedagem. Dessa vez, decidimos ficar em Tibau e valeu a pena!

Nos hospedamos no Hotel Tibau Lagoa e gostamos bastante. Achamos que oferece uma boa relação custo x benefício.

O hotel tem chalés duplos, triplos ou suítes para 4 pessoas. Os quartos possuem ar-condicionado, ventilador de teto, tv LCD, frigobar, telefone, música ambiente, cofre (paga-se uma taxinha para usá-lo). Banheiros com banheira com ou sem hidromassagem. No terracinho de cada chalé, uma mesinha com cadeiras e uma rede. Todos os quartos estavam limpos e cuidadosamente preparados para a nossa chegada, com toalhas com esculturas, mini-buquês de flores, florzinhas estrategicamente colocadas na pia do banheiro. Não tinha secador de cabelo nos apartamentos, mas era possível pegar emprestado com a recepção.

Nossos chalés no Hotel Tibau Lagoa
Bela amou as florzinhas deixadas pelo pessoal do hotel na nossa cama.
Frigobar no quarto. Hotel Tibau Lagoa.
Detalhe do quarto no Hotel Tibau Lagoa.
Buquê de florzinhas nos dá as boas vindas ao Hotel Tibau Lagoa.

Os chalés ficam cercados por jardins limpos e bem cuidados. Na área comum há internet wi-fi grátis (que às vezes funcionava também dentro dos quartos), sala de estar, sala de jogos, restaurante (cozinha portuguesa e brasileira), piscina, piscina infantil, bar molhado (não vimos ninguém atendendo lá, talvez porque o hotel estava com poucos hóspedes), estacionamento privativo gratuito e vigilância 24 horas.

Os funcionários eram atenciosos e prestativos. Café da manhã bom, talvez com poucas opções se compararmos a outras pousadas de mesmo porte no nordeste.

Localizado próximo ao centro de Tibau, a 5 minutinhos da orla (de carro).

Passeios

Orla de Tibau do Sul

Chegando a Tibau, siga as placas “Orla de Tibau” ou “Balsa”. Elas te levarão a uma parte da praia que é cheia de barraquinhas e com o mar mais calminho, por causa de umas pedras que impedem as ondas fortes de chegarem até lá. Se caminhar até a pontinha, em frente à barraca da Madalena, verá uma piscininha natural que se forma na maré baixa. É um verdadeiro espelho. Bem rasinho, maravilhoso para quem está com crianças pequenas. A Bela, na época com 2 anos e 7 meses, curtiu muito! E dá para ver vários peixinhos nadando em nossa volta. Delícia, delícia, delícia.

Praia de Tibau
Tibau do Sul
Bela e a vovó curtem a piscina natural em Tibau do Sul
Bela e a vovó curtem a piscina natural em Tibau do Sul
Mamãe e Bela aproveitam o espelhinho em Tibau do Sul. Lá no fundo, as dunas maravilhosas do Rio Grande do Norte.
Bela, a vovó e a mamãe se esbaldando nas águas quentinhas e tranquilas de Tibau do Sul.
A Bela livre, leve e solta no mar tranquilinho de Tibau do Sul.

Na barraca da Madalena, a mais bem localizada para quem quer ficar nessa parte do “mar-espelho”, encontramos preços ótimos. Para ter uma ideia, no dia anterior compramos cerveja na barraca da Portuguesa, na mesma praia, por R$ 9,00. Na da Madalena era R$ 4,50 (metade do preço pela mesmíssima cerveja de 600 ml!). Pedimos caranguejo no molho de coco, que estava custando R$ 3,00 (unidade). O pedido demorou bastante para ficar pronto, pois eles preparam tudo na hora! Mas vale muito a pena! Estava muito bem feito, gostoso, de bom tamanho, molho com muitas verduras e legumes. O prato veio acompanhado por pirão de caranguejo! Como eles preparam tudo na hora, recomendo que façam o pedido assim que chegarem e curtam muito a praia enquanto tudo é preparado. Quem já fez caranguejo sabe que eles demoram para cozinhar. Na barraca dela também tem refrigerante de litro que vem na garrafa de vidro (o mais gostoso e mais “sustentável”), sucos da fruta e um cardápio bem variado. Excelente relação custo x benefício. A nossa mesa era bem ao lado da piscininha natural onde a Bela brincava à vontade e fazia amizade com outras crianças que estavam por ali.

Caranguejos na Barraca da Madalena, Tibau do Sul.
Bela aguardando ansiosamente enquanto a vovó quebra o caranguejo pra ela.

Acho tão legal ver a Bela interagindo com outras crianças… Uma menininha espanhola se aproximou e começou a conversar com ela, que veio até mim toda contente:

“Mamãe, ela está falando inglês!”

“Não é inglês, filha. É espanhol.”

“Espanhol?!?!”

Então comecei a ensinar umas coisinhas básicas de espanhol para a Bela interagir com a coleguinha. Nem precisava. Em pouco tempo, elas já estavam lá brincando em alguma linguagem universal das crianças. Bem legal!

Ali bem perto ficavam uns brinquedos infláveis dentro da água (escorregador, entre outros), mas não usamos porque eram evidentemente mais apropriados para crianças maiores. Também há caiaques para alugar. É dali de perto que sai a balsa para cruzar o rio e ir até Malembá, a caminho de Natal.

Praia do Madeiro

A praia do Madeiro é uma coisa linda de se ver. Estando de frente para o mar, se você olhar para a direita, verá falésias. Se olhar para a esquerda, verá as dunas lá no cantinho. A praia é o point da turma jovem, com mar ideal para a prática do surfe.

Para chegar à praia, é preciso estacionar o carro na pista que liga o centro de Tibau do Sul a Pipa e descer uma escadaria imensa. Não contei quantos degraus eram, mas, de acordo com um moço que trabalha lá, são 150. De tirar o fôlego! Tem que descer com cuidado, devagarzinho e apreciando a vista. Com sorte, aparecerão saguis pelas árvores do caminho.

Ficamos no Bar do Jegue, que tem várias espreguiçadeiras na sombra. Os preços são bem mais altos que em Tibau, mas nada de outro mundo. Cerveja, só em lata. Achamos a comida boa, mas nada especial. Ficamos só nos ensopados (caldinhos) de caranguejo e camarão.

Bar do Jegue, na Praia do Madeiro

 

Na volta para o carro, quem ficou na Barraca do Jegue ganha banho de água doce de graça. Em outros casos, eles cobram uns dois reais por uma chuveirada rápida.

O visual da praia vale a visita.

Praia do Centro

Essa é a praia mais cheia da região, por ficar bem ao lado do centrinho de Pipa. Muita gente acaba achando que Pipa é só aquilo ali (muvuca), pois só fica nessa praia. Tem uma quantidade grande de barracas e, dependendo da época do ano, formam-se umas piscinas e as mesas ficam praticamente dentro d’água. A abordagem de vendedores ambulantes e pessoas oferecendo passeios é muito constante. Chega a ficar chato.

Não entendam errado. A praia é linda e tem barraquinhas legais, mas existem outras praias mais legais, que não podem deixar de ser visitadas.

Dali de perto saem passeios de barco para observação de golfinhos. Os organizadores dizem que se os golfinhos não aparecerem, devolvem o dinheiro.

Pipa.

Vale a pena provar o pastel de uma pastelaria que fica lá. Vários sabores de recheio diferentes, muitos de frutos do mar. Sempre peço o de arraia, que é muito bom.

Baía dos Golfinhos

A praia é belíssima e rodeada por falésias. Dependendo da maré, os golfinhos chegam bem perto dos banhistas. Às vezes eles acompanham os surfistas nas ondas. Uma coisa linda de se ver!

O acesso pode ser feito de algumas formas: em passeios de barco organizados (oferecidos nas pousadas, praias e pelas ruas de Pipa); caminhando pela praia na maré baixa, partindo da praia do Centro (15 a 20 minutos de caminhada – cuidado com as pedras). Também dá para ir partindo da praia do Madeiro, mas esse trecho tem mais pedras, é mais demorado e exige mais cuidado.

Praia do Amor

É um dos pontos preferidos dos surfistas e da turma jovem. Como também é uma praia de falésias, para acessá-la é necessário descer uma escadaria gigante (encontrando saguis fofinhos pelo caminho) ou pela praia, na maré baixa, tendo como ponto de partida a praia do Centro (cuidado com as pedras).

É na praia do Amor que fica a famosa Biblioteca da Praia.

Centro de Pipa

É a área onde ficam as lojinhas de souvenir e artesanato, boutiques, lojas de grife, restaurantes, pizzarias, bares, baladas, sorveterias… Nessa parte mais movimentada também há muitas boas opções de hospedagem. O colorido das ruas, a energia das pessoas, a atmosfera praiana… Tudo encanta!

O passeio nessa parte da cidade é legal a qualquer hora do dia, mas à noite ganha um brilho especial, pois quase tudo está aberto. Dá para ir tranquilo com crianças, mas as ruas com paralelepípedos e as calçadas (às vezes a ausência delas) irregulares são um estímulo a deixar o carrinho de bebê no hotel ou em casa.

Noite de Pipa.
Noite de Pipa.

No próximo post, falaremos um pouquinho sobre gastronomia e daremos algumas dicas de hospedagem na cidade.

Chapadão

O Chapadão é um mirante natural maravilhoso. A vista é linda e o acesso é fácil. Fica a mais ou menos 2 km do centro. Dá para chegar lá a pé, de carro ou bike.

Pôr-do-sol na Lagoa dos Guaraíras

A Lagoa dos Guaraíras é uma das primeiras coisas que o turista vê quando vem chegando ao município de Tibau do Sul. Fica no lado esquerdo de quem está chegando. Para apreciar a vista, há um mirante construído no portal de entrada da cidade.

 

Dizem que a lagoa já foi só de água doce e, por motivos naturais, hoje tem contato e se mistura com o mar.

O pôr-do-sol ali é belíssimo e a paisagem no entorno mistura água, barquinhos, dunas e falésias. Lindo, lindo, lindo!

Se não quiser ficar no mirante, pode escolher algum dos bares que ficam pela orla de Tibau e fazer um happy hour.

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Há muitos outros passeios e atividades para fazer em Tibau do Sul, Pipa e região. Passeios de barco, de jipe, de buggy, de quadricículo, aluguel de equipamentos esportivos, wake board, jet-ski, SUP…

Para mais informações, indicamos alguns sites:

http://www.pipa-brasil.com/br/info/pipa-tourist-information

http://www.pipa.com.br/

http://www.pipaaventura.com.br/

http://www.tibaudosul.com.br/

Para ter uma noção da localização de cada praia mencionada neste post, da BR-101 e das estradinhas vicinais que ligam Goianinha a Tibau do Sul e Pipa, segue um mapinha do Google Maps. Observação: A rota iluminada em azul é com o ponto de saída em
João Pessoa (A) rumo à praia de Pipa (B), passando por Tibau do Sul, depois de lá até Natal (C). Para ver as praias, dê um zoom na área do ponto B.

 

No próximo post, traremos mais algumas dicas sobre gastronomia e hospedagem em Tibau do Sul / Pipa.

 

Paraty / RJ: roteiro de fim de semana com parada em São Luiz do Paraitinga / SP

Sempre sonhei em conhecer Paraty. Quando eu era criança, antes de começarem os filmes nas fitas cassete, sempre passava um trailer e, antes do trailer, uma propaganda da Pousada do Sandy, com imagens lindas de Paraty. Eu falava que sonhava em conhecer aquele lugar e ficar hospedada naquela pousada.

O tempo passou e, durante a minha adolescência, descobri o prazer de ler as aventuras do Amyr Klink. Ele sempre falava de Paraty com tanto carinho… Puts! Preciso muito conhecer esse lugar.

Quase seis anos depois de chegar a São Paulo, finalmente decidi que não podia mais adiar essa viagem. Dá pra ir de carro, a cidade está ali, ao lado de Ubatuba. Não tinha como arranjar mais desculpa. Era hora de Paraty!

Passeio de barco. Bela vista de Paraty.

Quando falei para a minha mãe que ia a Paraty, ela enlouqueceu e falou que também queria ir. Ela e meu pai vieram de João Pessoa/Paraíba, para matar a saudade e também para conhecer essa preciosidade do litoral fluminense.

Distância / como chegar

Quando for pesquisar o caminho para ir de São Paulo a Paraty, o Google Maps ou o GPS vão apontar como melhor opção de trajeto algo que inclua a estrada Cunha-Paraty, que, pelo menos por enquanto, não é uma boa opção. Essa estrada está em obras e, a não ser que você queira de aventurar em um circuito off-road bem arriscado, não pegue esse caminho. Só para ter uma ideia de como a situação da estrada é delicada, vejam este link. Alguns falam que a estrada estará pronta em 2015.  Se a sua viagem for depois disso, vale buscar saber se eles conseguiram cumprir o prazo e se a estrada já está em ordem.

Saímos de São Paulo e pegamos a Rodovia Ayrton Senna / Carvalho Pinto até Taubaté. De lá, fomos para São Luiz do Paraitinga e fizemos uma paradinha para dormir e conhecer a cidade no outro dia cedinho. Para quem não quer fazer a parada, é só continuar pela Rodovia Oswaldo Cruz até Ubatuba e, de lá, pegar para a esquerda no sentido Paraty / Rio de Janeiro.

Optamos pela parada estratégica em São Luiz do Paraitinga porque o voo dos meus pais só chegava às 20 horas em Guarulhos e, de lá do aeroporto, partiríamos direto para a estrada. Se fôssemos direto para Paraty, chegaríamos depois de meia-noite, bem cansados. Se deixássemos para pegar a estrada só no dia seguinte pela manhã, perderíamos a manhã inteira na estrada. A paradinha em São Luiz foi super bacana, pois, além de a cidade ser um charme, ficamos em uma pousada bem agradável com uma vista linda e dividimos o tempo de estrada, o que tornou o passeio bem menos cansativo para quem vai com uma criança de dois anos e um idoso no carro.

No final, nosso roteiro de fim de semana ficou assim:

  • Quinta à noite: pegamos a estrada rumo a São Luiz do Paraitinga. Dormimos lá.
  • Sexta: pela manhã, passeamos pelo Centro Histórico de São Luiz do Paraitinga e seguimos rumo a Paraty. Almoçamos no Centro Histórico de Paraty e passamos a tarde por lá. À noite, meus pais fizeram um passeio rápido a uma feirinha que estava acontecendo próxima ao Centro Histórico, por causa da Festa da Padroeira da cidade. Nós ficamos na pousada fazendo algo que não fazíamos há muito tempo: dormindo!
  • Sábado: Fizemos o passeio de barco pelas ilhas. Almoçamos na Praia Vermelha. À noite, passeamos e jantamos no Centro Histórico.
  • Domingo: Descansamos e curtimos a pousada. Almoçamos no restaurante Café do Canal (http://cafedocanal.com/portal/), que fica na esquina do hotel. Depois do almoço, pegamos a estrada de volta para São Paulo.

Pousada em São Luiz do Paraitinga + passeio pelo Centro Histórico

Eu já conhecia São Luiz do Paraitinga e tinha muita vontade de levar a minha família para conhecê-la. A cidadezinha histórica, localizada na região do Vale do Paraíba e mais conhecida pelo animadíssimo Carnaval das marchinhas, também tem um rico patrimônio arquitetônico e abriga um dos núcleos do Parque Estadual da Serra do Mar.

O núcleo Santa Virgínia possui muitas opções de trilhas, sendo que uma delas inclui uma descida de rafting pelo rio Paraibuna. Eu já fiz e recomendo demais, mas é um passeio para ser feito com crianças mais velhas. Como no meu grupo tinha uma criança de dois anos e um adulto com mobilidade reduzida, esse passeio terá que ficar para uma próxima oportunidade, daqui a alguns anos. Para quem ficou interessado em conhecer o Parque, os telefones para informação são (12) 3671-9159 / (12) 3671-9266 / (12) 3833-1230 e ele fica aberto para visitação de terça a domingo, das 8h às 17h. É recomendável entrar em contato com antecedência para agendar o passeio com monitores ambientais credenciados.

Rafting no rio Paraibuna, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Santa Virgínia (fotos de viagem que fiz anteriormente, junto com amigos)
Rafting no rio Paraibuna, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Santa Virgínia (fotos de viagem que fiz anteriormente, junto com amigos)
Rafting no rio Paraibuna, Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Santa Virgínia (fotos de viagem que fiz anteriormente, junto com amigos)
Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Santa Virgínia

Para dormir, escolhemos a Pousada Araucária, que fica a 600 metros da cidade, fez um preço bom no apartamento quádruplo e tem quartos acessíveis. A pousada é um charme. Encravada no meio da mata, com uma vista deslumbrante e um espaço bem amplo e atraente para as crianças. A Bela ficou encantada com os coelhinhos e o cachorro que circulam pelo espaço. Eles têm piscina, um pequeno salão para jogos com vitrola e discos antigos e sinal de wi-fi.

Pousada Araucária
Pousada Araucária
Pousada Araucária
Pousada Araucária
Pousada Araucária

O quarto era simples, mas limpo, com uma cama de casal e duas camas de solteiro (beliche), frigobar e televisão. A Bela nunca tinha visto um beliche na vida e ficou animadíssima com a ideia de dormir no alto. Foi difícil convencê-la a descer de lá e dormir com a mamãe e o papai na cama baixa.

O café da manhã era simples, mas suficiente, com frutas, bolo, pães, queijos, sucos, café e leite. Tivemos a impressão de que éramos os únicos hóspedes, pois a pousada estava bem tranquila e era um dia de semana.

Pousada Araucária
Pousada Araucária
Pousada Araucária
Pousada Araucária
Pousada Araucária
Café da manhã na Pousada Araucária

Uma dica importante sobre a cidade: em dias de semana os restaurantes fecham cedo (antes das 22h), o que é uma pena, pois queríamos muito conhecer o restaurante Sol Nascente, com excelentes referências e indicadíssimo pelos amigos de São Paulo. É um restaurante simples, com estilo mais caseiro, mas falam que a comida é ótima, o cardápio é criativo e a proprietária é uma delícia de pessoa. Como chegaríamos à cidade só após as 22h e sairíamos no dia seguinte pela manhã, tivemos que deixar o Sol Nascente para uma próxima oportunidade. Já que não teria nada aberto em São Luiz, comemos na estrada antes de chagar lá, no Frango Assado mesmo.

Pernoitamos na pousada, tomamos café da manhã, fizemos check-out e partimos para o centro da cidade. Lá fizemos um passeio pela parte histórica, tomamos um sorvete e fizemos umas comprinhas em uma das lojinhas da praça.

São Luiz do Paraitinga
São Luiz do Paraitinga
São Luiz do Paraitinga
São Luiz do Paraitinga
São Luiz do Paraitinga

Foi muito legal a ideia de fazer essa parada no Vale do Paraíba, pois a partir dali, só mais uma horinha de estrada nos separava de Paraty. Seguimos então, rumo à Rodovia Oswaldo Cruz, com suas curvas e vista de tirar o fôlego. É preciso ter cuidado redobrado naquele trecho, pois é uma via de mão dupla, sem acostamento e com curvas beeeem fechadas.

Pousada em Paraty

Na hora de escolher o local de hospedagem em Paraty, pensei (é claro) na Pousada do Sandy, que aparecia nas fitas cassete da minha infância. Primeiro impacto: “Nossa! Como é cara! Esquece!”. Mas meu marido falou “Imagina! Você sonha com isso desde criança. Vamos ficar na pousada do Sandy, sim”. Mas quando recebemos o voucher de confirmação, uma notícia me desanimou: eles não têm mais piscina! Gente! A piscina que aparecia no trailer não existe mais. Fiquei deprimida. Enfim concordamos que a diária era realmente muito cara para uma pousada com pouca estrutura para crianças e sem piscina.

Decidi pesquisar as outras opções de hospedagem e um aspecto era bastante importante pra gente: a questão da acessibilidade. O meu pai tem mobilidade reduzida. Não pode subir grandes lances de escada, nem caminhar longas distâncias.

Nas minhas pesquisas, tive a imensa felicidade de encontrar a sugestão da Pousada Villas de Paraty no blog Viajando com Pimpolhos. Liguei para perguntar sobre a acessibilidade e a pessoa que me atendeu foi super gentil e falou que podíamos ficar tranquilos quanto a isso.

Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty

Descobri que a Associação Paulista de Medicina (APM) tem um convênio com a pousada e tivemos um desconto de 20% em cima do valor da diária. Basta dizer que o valor das duas diárias para os dois apartamentos ficou bem mais barata que uma só diária para casal na Pousada do Sandy. Perfeito! Fechamos com eles.

Eu não poderia ter ficado mais feliz com a nossa escolha. A Pousada Villas de Paraty é uma graça e é super kids friendly. Tem piscina infantil e de adultos, piscina aquecida e coberta, playground, salão de jogos, brinquedoteca, berço, copinha infantil, cadeirões… É muito bem preparada para receber os pequenos.

Berço na Pousada Villas de Paraty
Terraço privativo na Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Brinquedoteca na Pousada Villas de Paraty
Brinquedoteca na Pousada Villas de Paraty
Brinquedoteca na Pousada Villas de Paraty

Além disso, fica bem localizada. É fora do centro histórico, mas dá para chegar até lá tranquilamente caminhando (uns 10 minutos). Bem ao lado fica a Cervejaria e Chopperia Caborê, que pertence ao mesmo grupo da pousada e é uma opção boa para comer se não quiser se deslocar até o centro.

O café da manhã é farto, com diversas opções de pães, bolos, frios, frutas, sucos, café e leite.

Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Copinha na Pousada Villas de Paraty
Copinha na Pousada Villas de Paraty
Copinha na Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty
Pousada Villas de Paraty

O apartamento era simples, mas confortável, com ar condicionado, televisão, cofre individual e frigobar. Ficamos no apartamento com varanda e rede. Meus pais ficaram em um apartamento igual ao nosso, bem ao lado. As varandas tinham uma porta de comunicação que transformava nossos terraços em “conjugados”. A Bela adorava circular livremente entre os dois quartos.

Centro Histórico de Paraty

Passear pelo Centro Histórico de Paraty é uma delícia (ok, as ruas com calçamento irregular são um desafio, mas vá de tênis, caminhe pelo meio da rua e aproveite!). O espaço é cheio de lojinhas, galerias de arte, restaurantes, cafés, sorveterias… Cada cantinho mais charmoso que outro. Pela manhã, restaurantes e algumas lojinhas ficam abertos. À noite, a coisa toda ganha ainda mais vida! Dá para ficar horas circulando por lá.

Centro Histórico de Paraty
Centro Histórico de Paraty
Centro Histórico de Paraty
Centro Histórico de Paraty
Centro Histórico de Paraty

Se estiver sem disposição para caminhar muito, pegue um passeio guiado de charrete e conheça os principais pontos turísticos do centro histórico. Custa em torno de 15 reais por pessoa.

Passeio de charrete no Centro Histórico de Paraty

Uma boa dica de programa com crianças é o Teatro de Bonecos do Grupo Contadores de Estórias. Infelizmente não deu tempo para irmos, mas ouvi ótimas recomendações de lá.

Se quiser uma opção de sobremesa em conta e que seja a cara da cidade, compre bolo em um dos carrinhos iluminados no centro histórico. O mais famoso é o de aipim (como é conhecida no Rio de Janeiro a mandioca / macaxeira).

Carrinho de bolos, no Centro Histórico de Paraty
Centro Histórico à noite

Passeio de barco pelas ilhas

Existem várias escunas que oferecem passeio de barco pelas ilhas, mas a nossa dica é pegar um barco só para você e sua família. Chegando ao cais, vários barcos de pescadores oferecem passeios. O legal é que você pode escolher as ilhas que deseja visitar e determinar quanto tempo deseja ficar em cada local. Chegou a um determinado ponto e não gostou? Peça para ir para outro lugar. Simples assim. Na escuna, você só poderia fazer o passeio pré-determinado no pacote. Outra vantagem de um barco exclusivo para a sua família é que quando a escuna chega às ilhas, um montão de gente desce e lota as praias, ilhas e barracas. Chegando só a sua turma, fica muito mais tranquilo e você pode pedir para ser levado para comer em algum lugar mais tranquilo, sem muita muvuca. Os barcos menores custavam R$ 150 por 6 horas. Os barcos maiores (com capacidade para algo em torno de 30 pessoas) custavam R$ 300 por 6 horas.  Como meus pais tinham algum trauma de uma viagem que fizeram comigo e com a minha irmã ainda crianças pela Bahia (o mar estava tão violento, que a escuna balançava e as ondas lavavam tudo dentro da embarcação), escolhemos o barco maior, mais estável e bem confortável. O barco tem banheiro, som ambiente, isopor com gelo (fomos orientados a comprar bebidas no cais e guardar lá), serviço de bar, snorkel, ducha de água doce, e várias áreas para deitar e sentar, com um montão de almofadas.

Barcos para alugar no cais
Passeio de barco
Passeio de barco – a Bela dormindo no colo da vovó
Barco que alugamos
Barco que alugamos

O barco passou pela Ilha Comprida, Praia Vermelha, Praia da Lula, Praia do Jurumirim (onde fica a casa do Amyr Klink), entre outras ilhotas e praias. Almoçamos no quioeque BambuBar, na Praia Vermelha. Comida simples, bem caseira. Pedimos peixe e anéis lula e estava tudo saboroso.

Praia Vermelha
Passeio de barco
Passeio de barco
Passeio de barco
Passeio de barco
Passeio de barco
Passeio de barco
Peixinhos!!!

O passeio de barco é delicioso e divertidíssimo para fazer com crianças. Ah! A água do mar é gelada, principalmente para quem está acostumado com as águas quentinhas do nordeste, mas, ainda assim, vale o mergulho refrescante. A Bela amou!

Passeio de barco
Parada para um mergulho na Praia da Lula
Passeio de barco
Passeio de barco. Bela vista de Paraty.

Onde comer em Paraty

Deixamos aqui algumas opções de restaurantes com boas indicações:

No Centro Histórico: Banana da Terra, Bartholomeu, Pippo (na Pousada do Sandy).

Na praia: Quiosque Cheiro de Camarão (mais conhecido como quiosque da Márcia, na Barra do Corumbê).

Em Paraty, mas fora do Centro Histórico: Café do Canal, Cervejaria e Choperia Caborê.

Em área verde, na Estrada Paraty-Cunha: Vila Verde.

Gabriela, drink típico de Paraty
Café do Canal

Mais algumas dicas

  • Quando a maré enche, as ruas do Centro Histórico alagam de verdade e alguns trechos ficam intransitáveis. No primeiro dia, estacionamos o nosso carro próximo ao cais e ele tomou seu primeiro banho de mar (tá certo que eram uns 10 centímetros de água do mar, mas já vale como banho, né?).
  • Centro Histórico de Paraty, maré alta

    Centro Histórico de Paraty, maré alta
  • Falam que em alta estação e época de grandes eventos como FLIP (Festa Internacional Literária de Paraty), a cidade fica insuportavelmente lotada. Evite essas épocas e aproveite mais!
  • Embora a atmosfera em Paraty seja bem praiana e tropical, à noite pode dar uma boa esfriada (às vezes até pela manhã), então também inclua roupas quentinhas na sua bagagem. Para saber como estará a temperatura no dia da sua viagem, clique aqui .
  • Com o Praiômetro do blog Viaje na Viagem, de Ricardo Freire, você pode ver qual a previsão de chuvas para a época em que pretende visitar a cidade (esse material é super útil para a tomada de decisão na fase de planejamento da viagem e reúne a média de precipitação pluviométrica, por mês, em 42 praias do Brasil e do Caribe).
  • Em Paraty existem várias cachoeiras. Infelizmente não tivemos tempo de conhecê-las, mas se tiver interesse, dê uma olhada nesse link. No blog Viajando com Pimpolhos, há dicas de como chegar a duas delas: a do Poço das Andorinhas e a do Poço do Inglês.
  • Para quem gosta de pedalar, dá para alugar uma bike e explorar o Centro Histórico e as redondezas. Para saber mais, clique aqui.

Leia mais sobre Paraty: