Jasper, Alberta, Canadá: Montanhas Rochosas de motorhome, com crianças (onde dormir, o que fazer, onde comer)

No quarto dia da nossa viagem, acordamos no posto de gasolina em Kamloops, tomamos café da manhã no Denny’s que fica no próprio posto, abastecemos o carro e partimos rumo a Jasper, no estado de Alberta, coração das montanhas rochosas canadenses.

Ao longo do caminho, muita coisa linda para ser vista. A cada quilômetro percorrido, a paisagem vai ficando mais deslumbrante. Vale a pena ir curtindo a o visual, sem pressa. No caminho, para quem está com um roteiro menos apertado, Clearwater, Blue River e os Parques Estaduais (que são chamados Provinciais, no Canadá) Wells Gray e Mt Robinson, ambos da British Columbia, são super bonitos. Se estiver com o tempo mais contado, como nós, faça as paradas nos locais que considerar mais irresistíveis ao longo da estrada (e são muitos) e parta para Jasper.

Paisagem linda no caminho para Jasper.
Paisagem linda no caminho para Jasper.
Uma das paradinhas no caminho até Jasper.
Uma das paradinhas no caminho até Jasper.

Jasper e Parque Nacional Jasper

O Parque Nacional Jasper (Jasper National Park) é o maior parque das montanhas rochosas canadenses e fica localizado na província de Alberta, no Canadá. Entre os seus habitantes, destacam-se ursos pardos norte americanos (Grizzly bears), alces (mooses), uapitis (elks) e caribus/renas (caribous).

Vale deixar claro que para circular dentro dos parques nacionais, é preciso ter o Discovery Pass, que é válido por um ano para os mais de 80 parques nacionais canadenses. É possível comprar um ingresso que vale só para um dia, mas se você pretende visitar os parques mais de um dia (o que é muitíssimo provável em qualquer roteiro pelas Rochosas), vale a pena comprar o passe anual. Atualmente, o valor do anual para uma família de até 7 pessoas dentro do mesmo carro é de CAD 136,40. Em 2017, quando estivemos lá, o passe era gratuito em comemoração aos 150 anos de independência do Canadá. O passe é um cartãozinho, que você deixa o tempo todo pendurado no espelho retrovisor do seu veículo.

Chegando em Alberta, uma das províncias mais belas do Canadá.
Chegando em Alberta, uma das províncias mais belas do Canadá.
Jasper National Park, Alberta, Canadá.
Jasper National Park, Alberta, Canadá.

Só para ter uma noção do quanto vale incluir Jasper no seu roteiro nas Rochosas Canadenses, veja como o guia Lonely Planet descreve Jasper em seu site: “Pegue Banff, divida pela metade o número anual de visitantes, aumente a área total em 40% e multiplique o número de ursos, uapitis, alces e renas por três. O resultado: Jasper, uma versão maior, menos tramada, mais rica em vida selvagem dos demais parques das Montanhas Rochosas”.

Dentro do Parque Nacional, a cidadezinha de Jasper, com menos de 5 mil habitantes, é o principal ponto de apoio, em termos de comércio, restaurantes e infraestrutura turística. A cidade é toda pequenininha e cheia de charme, rodeada por montanhas.

Onde ficar

Jasper tem muitas opções de hotéis, mas se você estiver viajando na alta estação, melhor fazer reserva bem antecipada, pois a cidade recebe muitos turistas no verão (de junho a agosto).

Como estávamos com motorhome, ficamos no Whistler’s Campground, camping que pertence ao serviço canadense de parques. Ficamos em uma vaga com hook-up para esgoto, água encanada e eletricidade.

A vaga para a nossa casinha, no Whistler's Campgroung, Jasper.
A vaga para a nossa casinha, no Whistler’s Campgroung, Jasper.

 

O Gustavo conectando o motorhome à rede elétrica, à água encanada e ao esgoto.
O Gustavo conectando o motorhome à rede elétrica, à água encanada e ao esgoto. Todas as vagas desse acampamento têm uma mesinha externa exclusiva, como esta que aparece à direita.

O que fazer

Não falta o que fazer em Jasper. São muitas trilhas, lagos (Patricia, Pyramid, Maligne…), as Athabasca Falls, o cânion Maligne, a observação da vida selvagem… A própria cidade de Jasper é uma graça e um importante atrativo dentro do parque. A linha de trem que passa ao lado da cidade, confere certo charme à paisagem e pode render boas fotos em diferentes pontos do parque. Tem até um trem de 6 km de extensão que usa essa linha. De acordo com as informações de um morador local, o trem só não é mais longo porque é essa a distância máxima que o rádio alcança para o maquinista do primeiro vagão se comunicar com o do último vagão.

Jasper, Alberta.
Jasper, Alberta.
Jasper, Alberta.
Jasper, Alberta.
As lojinhas vendem bastante coisa para temperaturas frias.
As lojinhas vendem bastante coisa para temperaturas frias.

Outro atrativo imperdível é a própria estrada de mais de 200 km que liga os parques nacionais de Jasper e Banff, a Icefields Parkway (Promenade des Glaciers, em francês). Essa é considerada uma das estradas mais bonitas do mundo e a verdade é que às vezes a gente precisa se beliscar para acreditar que aquilo tudo existe de verdade e não é só sonho. No próximo post vou falar um pouco mais sobre ela.

Jasper Skytram

Um passeio pago que consideramos imperdível é o Jasper SkyTram, o bonde que te leva para ver as montanhas das alturas.

Na subida, que dura cerca de sete minutos, um guia explica sobre a região, aponta os principais pontos de interesse, fala sobre o parque. Ele falou que demos muita, muita sorte, pois 4 dias atrás a região montanhosa estava toda verde, e os topos das montanhas sem nenhuma neve. Acontece que nevou bastante nos dias que antecederam nossa chegada e nós pegamos um visual perfeito. Montanhas cobertas de neve, mescladas com o verdinho das árvores, o cinza das rochosas… Um visual absolutamente incrível. O guia não parava de repetir o quanto que aquele era um “gorgeous day” para subir no tram.

Entrada da estação do Jasper SkyTram.
Entrada da estação do Jasper SkyTram.
Ingressos para a atração.
Ingressos para a atração.

E nada, nada mesmo podia ter nos preparado para o visual impactante que tivemos quando chegamos ao topo. Era muito mais do que esperávamos. A neve acrescentou muuuuito à nossa experiência. Ainda estava fresquinha, fofinha, não estava muito compacta, nem escorregadia (com exceção da parte de trilha onde todos caminhavam). Só precisávamos tomar muito cuidado com onde pisávamos, pois em alguns trechos, nossa perna afundava inteira na neve. As crianças curtiram muito, principalmente a Bela. Fizemos guerrinha de bola de neve, tiramos fotos até cansar.

Um bondinho vem chegando.
Um bondinho vem chegando.
Dentro do bonde.
Dentro do bonde.

A Bela levou uma câmera compacta nossa, antiga, e fez os próprios registros dela. Ela queria fotografar tudo para mostrar para os amigos da escola. Foi uma experiência inesquecível. Uma experiência que vale cada centavo pago no ingresso.

No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
Pezinho na Estrada, pezinhos em Alberta.
Pezinho na Estrada, pezinhos em Alberta.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.

 

No topo da montanha, Jasper SkyTram.
No topo da montanha, Jasper SkyTram.

Tanto na estação do térreo, como na estação que fica no topo da montanha, há uma boa infra para os visitantes. Lanchonete, café, restaurante, banheiro, lojinha de souvenires.

Mesmo que a temperatura lá embaixo esteja agradável, não deixe de levar casacos para o topo, pois a temperatura em cima é bem mais baixa e, na montanha, a virada de clima pode ser repentina.

Lojinha de souvenires no topo da montanha.
Lojinha de souvenires no topo da montanha.
O bonde.
O bonde.
Nosso motorhome parado no estacionamento enorme do Jasper SkyTram.
Nosso motorhome parado no estacionamento enorme do Jasper SkyTram.

Outros programas que não chegamos a fazer, mas que o pessoal do blog Felipe, o Pequeno Viajante fez e recomenda são o rafting pelo rio Athabasca e as piscinas de águas termais Miette Hot Springs (vejam aqui o relato deles). O primeiro não fizemos porque o Felipe ainda era muito bebê e o segundo não fizemos porque não deu tempo mesmo. Como alguns sabem (e em breve relataremos em detalhes), tivemos uma pequena emergência médica com o Felipe, que terminou deixando a nossa viagem um pouco mais lenta, o que comprometeu um pouco a programação.

Onde comer

Jasper tem uma boa quantidade e variedade de restaurantes para uma cidade tão pequenina. Só para ter uma ideia das opções, dê uma olhada na listinha do Tripadvisor: https://www.tripadvisor.ca/Restaurants-g154918-Jasper_Jasper_National_Park_Alberta.html .

Jantamos em um restaurante indiano chamado Jasper Curry Place, que serve diversos pratos indianos em um buffet. Você paga uma taxa e se serve à vontade. A comida estava deliciosa e o atendimento foi muito bom.

Double-double no Tim Hortons.
Double-double no Tim Hortons.
Tim Hortons.
Tim Hortons.
Tim Hortons.
Tim Hortons.
Tim Hortons.
Tim Hortons.

Nossas outras refeições foram no motorhome e no bom e velho Tim Hortons, o restaurante de rede que é a cara do Canadá. No café da manhã, o double-double é um dos café que já tomei na América do Norte que mais se assemelham ao café com leite brasileiro (quem conhece, sabe que o café nos Estados Unidos, por exemplo, é bem aguado). Sanduíches, wraps, donuts e até chilli integram o cardápio do restaurante. O Gustavo ficou viciado no roll de canela deles e em todo lugar que via uma Tim Hortons, já pensava em comer um. Simplesmente não tem como ir até o Canadá e não comer no Tim Hortons. É programa obrigatório.

No próximo post, pegaremos a Icefields Parkway, rumo a Banff e contaremos para vocês como é passar por uma das estradas mais lindas do mundo.

 

__________________________________________________________________________

Agradecemos ao Jasper SkyTram por ter gentilmente nos concedido um desconto especial nos ingressos da atração.

___________________________________________________________________________

Usou alguma dica do nosso blog? Conta como foi! Gostamos muito de receber o retorno dos nossos leitores. Ficamos felizes quando sabemos que nossas dicas foram úteis nas viagens de outras famílias!

___________________________________________________________________________

Siga o Pezinho na Estrada nas redes sociais: Facebook Instagram.

___________________________________________________________________________

Já reservou o seu hotel? Nós somos parceiros do Booking. Quando você faz a sua reserva usando o nosso link, nós ganhamos uma pequena comissão que nos ajuda na manutenção do blog e você não paga nada a mais por isso.
Booking.com

__________________________________________________________________________

Nesta viagem, nós ficamos o tempo todo conectados na internet porque usamos o chip Easysim4u, que tem internet ilimitada nos Estados Unidos, Canadá e mais de 140 outros países. O chip é enviado para a sua residência no Brasil antes da viagem e, quando você chega ao destino, basta colocar o chip no celular e começar a usar. Você já sai do aeroporto conectado e usando o Waze e a internet à vontade.

Agradecemos pela gentileza da Easysim4u, parceira da RBBV, por ter nos enviado como cortesia o chip e o plano (USA + Canadá) para que pudéssemos permanecer conectados, compartilhando todos os momentos desta roadtrip com os leitores do  nosso blog.

Pegando o motorhome em Vancouver e iniciando a rota rumo às montanhas rochosas canadenses (de Vancouver a Kamloops)

Para quem está acompanhando o roteiro completo da nossa viagem pelo Canadá e Estados Unidos de motorhome, esse post é referente ao terceiro dia de viagem. Neste dia, nós acordamos em Vancouver, no Century Plaza Hotel & Spa. Tomamos café da manhã na Breka Bakery, na Davie Street, pertinho do hotel. [Falei sobre o hotel e o café no post anterior.] Em seguida, levamos o Felipe ao pronto-socorro do hospital que ficava ao lado do nosso hotel (mas esse assunto merece um post à parte). De lá, seguimos para o hotel, fizemos check-out e partimos para Delta, uma cidade que fica na região metropolitana de Vancouver, para buscar o nosso motorhome na Cruise Canada.

Só para dar uma noção da distância, a Cruise Canada fica a mais ou menos 30 km do hotel onde estávamos, em Downtown Vancouver.

Quando chegamos à Cruise Canada, descobrimos que precisávamos ter agendado horário para fazer a retirada do motorhome. Mas o dia estava tranquilo lá e eles nos atenderam mesmo sem agendamento e quase de imediato. O atendimento lá foi frio, mas eficiente.

Cruise Canada
Fomos buscar o motorhome com a nossa mini-van alugada

Preenchemos a papelada, recebemos diversas orientações, assistimos a um vídeo que explica como funciona tudo dentro do motorhome (vídeo disponível em inglês, holandês, alemão, francês, espanhol e dinamarquês) e fomos, enfim, levados ao nosso veículo. Inclusive, quem quiser assistir ao vídeo antes no Youtube, pode assistir em casa e lá, na hora, “economizar tempo” e falar que já viu o vídeo. Nós já tínhamos assistido em casa, mas preferimos ver lá na salinha deles mais uma vez para relembrar como as coisas funcionam.

Gustavo vendo o filme da Cruise Canada

No motorhome, um funcionário fez um “tour”, explicou como tudo funciona, tirou nossas dúvidas e enfim recebemos a chave do que seria nosso carro e casa pelos próximos dias.

É bom sempre dar uma conferida em tudo no veículo antes de sair. Quando estávamos colocando as crianças nas cadeirinhas, por exemplo, fomos desmontar a mesa para o bebê conforto do Felipe encaixar no sofá e a peça metálica que segura a perna da mesa estava enferrujada. Quando puxamos a mesa para cima, veio um pedaço da peça na nossa mão. Por sorte, ainda estávamos dentro da Cruise Canada e eles fizeram rapidinho o reparo, trocando a peça enferrujada por uma novinha.

Uma coisa que descobrimos lá e que achamos super bacana sobre esse mundo dos alugueis de motorhome foi o esquema de doações de coisas que sobram da viagem. Basicamente, as pessoas que estão devolvendo o motorhome na agência costumam deixar tudo o que sobrou da viagem (detergente, papel higiênico, água, sabão em pó, comida…) para as pessoas que estão iniciando uma nova viagem. Conhecemos um casal de holandeses ali que nos presenteou com uma bacia enorme cheia de coisas e uns 15 rolos de papel higiênico em um pacotão fechado (eles calcularam muito errado a quantidade de papel higiênico que iam precisar hahahahahah). Ganhamos sal, pimenta, café, sabão líquido para roupas, detergente, um montão de coisas… Isso já ajudou a economizar bastante na nossa primeira compra lá.

E os demais viajantes, conforme vão chegando, vão deixando suas doações lá em um cantinho e quem tiver interesse, é só pegar e levar. Nós mesmos, quando voltamos da nossa viagem, deixamos um bastante de coisa de doação.

Pipo no bebê conforto
Bela no assento de elevação

Quando recebemos o motorhome, passamos toda a bagagem que estava no nosso carro alugado para o motorhome e fomos juntos, um veículo seguindo o outro até o aeroporto de Vancouver para devolver o nosso carro alugado (Sim! Estávamos com um carro alugado. Saiba mais sobre isso no post anterior).

Chegando ao aeroporto, eu fiquei no motorhome com as crianças, esperando em um posto de gasolina que fica próximo ao “Car Rental Return” do aeroporto, enquanto o Gustavo foi até a Avis para devolver o carro. Ele fez a devolução e voltou andando da Avis até o posto para encontrar conosco e seguirmos viagem. Foi tudo super tranquilo e esse “processo” não demorou mais do que 20 minutos. Para quem tem interesse em fazer um esquema semelhante, o posto onde ficamos aguardando fica neste endereço: 5111 Grant McConachie Way, Richmond, BC V7B 0A4.

De lá, fomos direto para o Walmart, para fazer umas comprinhas e abastecer a geladeira e a despensa do motorhome. O supermercado que fomos fica na 3585 Grandview Hwy, Vancouver, BC V5M 2G7. Dali, pegamos a estrada rumo a Kamloops, cidade onde pretendíamos fazer o primeiro pernoite.

Walmart em Vancouver.
Walmart em Vancouver. Quanta coisa de hockey!
Walmart em Vancouver. Quanta coisa de hockey!

No caminho, nós paramos na cidade de Hope para jantar. O lugar é uma graça, em meio às montanhas. Comemos no Olympic Flame, um restaurante grego bem gostoso. A comida estava saborosa e o atendimento foi muito caloroso e simpático com as crianças, que ganharam material para colorir e giz de cera.

Restaurante grego, em Hope
Restaurante grego, em Hope

Depois, pegamos a estrada até Kamloops, ponto que escolhemos para “quebrar” o longo percurso de Vancouver até Jasper, nas montanhas rochosas canadenses. Em Kamloops, dormimos em um ponto de descanso para caminhões e motorhomes, chamado Flying-J. Lá é tipo um posto de gasolina, com um restaurante Denny’s e um espaço de estacionamento bem grandão, pertinho da rodovia. Fizemos free-camping no estacionamento e foi tranquilíssimo. Só não foi mais tranquilo porque vez ou outra, durante a madrugada, passava um trem pelas proximidades que fazia uma barulheira e o motorhome vibrava. Parecia um terremoto. Rsrsrsrsrs. Fora isso, nos sentimos seguros e a localização, ao lado de um Denny’s e de uma loja de conveniência, foi bem prática. Vários outros motorhomes também faziam pernoite ali, ao nosso lado. O endereço desse posto é 175 Kokanee Way, Kamloops, BC.

Posto onde pernoitamos, em Kamloops
Posto onde pernoitamos, em Kamloops
Posto onde pernoitamos, em Kamloops
A bela dormindo no motorhome
Posto onde pernoitamos, em Kamloops. Nosso motorhome é o primeiro da direita.

No dia seguinte, acordamos, tomamos café da manhã no Denny’s do próprio posto e pegamos estrada rumo a Jasper.

Posto onde pernoitamos, em Kamloops
Café da manhã no Denny’s
Café da manhã no Denny’s
Café da manhã no Denny’s

Assim foi a nossa primeira noite dormida em um motorhome. Em breve, farei um post só para falar sobre o motorhome em si. O aluguel, os valores, o funcionamento da coisa toda…

Abastecendo o motorhome para pegar a estrada

___________________________________________________________________________

 

Usou alguma dica do nosso blog? Conta como foi! Gostamos muito de receber o retorno dos nossos leitores. Ficamos felizes quando sabemos que nossas dicas foram úteis nas viagens de outras famílias!

___________________________________________________________________________

Siga o Pezinho na Estrada nas redes sociais: Facebook Instagram.

___________________________________________________________________________

Já reservou o seu hotel? Nós somos parceiros do Booking. Quando você faz a sua reserva usando o nosso link, nós ganhamos uma pequena comissão que nos ajuda na manutenção do blog e você não paga nada a mais por isso.
Booking.com

 

Vancouver com crianças: chegada à cidade, transporte do aeroporto até Downtown e hospedagem no centro

Dando continuidade ao relato do nosso roteiro pelo Canadá e Estados Unidos, hoje vamos detalhar um pouco da nossa experiência inicial em Vancouver. Depois, vou fazer um post separado com dicas sobre o que fazer na cidade e o segundo hotel onde nos hospedamos. É que essa parte da “diversão” em Vancouver, nós deixamos para os últimos dias do roteiro, depois de termos feito todas as outras cidades da nossa rota Canadá + Estados Unidos.

Nesse post, vamos falar sobre transporte em Vancouver, a forma como decidimos nos deslocar do aeroporto ao hotel e depois do hotel até o ponto de retirada do nosso motorhome, na cidade de Delta. Contaremos sobre o aluguel do carro no aeroporto e o que nos motivou a escolher essa forma de deslocamento. Também vamos dar uma dica de hospedagem bacana e econômica em Vancouver Downtown.

Só para ficar mais claro para quem não acompanhou nossas postagens desde o início, boa parte dessa viagem foi feita de motorhome, mas em Vancouver nós nos hospedamos em dois hotéis diferentes – um logo quando chegamos do Brasil e outro no final da viagem, quando fomos curtir e conhecer Vancouver durante alguns dias. O nosso voo foi São Paulo – Toronto – Vancouver, depois, na volta, Vancouver – Toronto (onde fizemos stopover) – São Paulo. Foi em Vancouver que pegamos e devolvemos o motorhome, na Cruise Canada.

Para quem está acompanhando o nosso roteiro completo, este é o dia 2 da nossa viagem.

No dia em que chegamos ao Canadá, depois de dois voos longos da Air Canada (um de quase 10 horas de São Paulo a Toronto e outro de pouco mais de 5 horas de Toronto a Vancouver), nós não fizemos muito planos. Reservamos esse dia para chegar de viagem, descansar no hotel, fazer umas comprinhas no centro da cidade (precisávamos comprar baterias para uma GoPro nova que seria usada na viagem) e ter uma ideia geral de Vancouver Downtown. No dia seguinte, pegaríamos o motorhome na Cruise Canada em torno do horário do almoço e começaríamos a nossa longa jornada pelo Canadá e Estados Unidos. Assim, não compensava encher esse primeiro dia de programação.

Aguardando o embarque em Guarulhos
Aguardando o embarque em Guarulhos.

Que bom que reservamos esse dia para descanso, pois a saída do nosso voo no Brasil atrasou bastante e perdemos a nossa conexão em Toronto. Acabamos chegando a Vancouver quase 5 horas mais tarde que o esperado. A previsão era chegarmos às 8h54 e chegamos lá às 14h04.

Aguardando o voo em Toronto
Aguardando o voo em Toronto.

Alugando um carro de última hora

Enquanto esperávamos o voo em São Paulo, no dia anterior, ficamos bem preocupados com a logística de transporte do aeroporto em Vancouver até o nosso hotel no centro da cidade.

É que quando estávamos saindo de casa em São Paulo, pedimos um Uber Bags e a nossa bagagem não coube dentro de um carro, pois o Uber que apareceu era um veículo Sedan. Terminamos tendo que chamar mais um Uber e dividimos a família em dois carros para irmos até Guarulhos. Éramos quatro pessoas, com malas grandes, um carrinho de bebê duplo e um bebê conforto, o que demandaria um carro bem espaçoso em Vancouver.

As crianças no carrinho duplo, enquanto aguardávamos embarque em Guarulhos. Esse carrinho é uma mão na roda.
As crianças no carrinho duplo, enquanto aguardávamos embarque em Guarulhos. Esse carrinho é uma mão na roda.

Ir de SkyTrain até Vancouver Downtown estava fora de cogitação, por causa das malas e das crianças pequenas. Pesquisei em alguns fóruns na internet e descobri que em Vancouver eles têm alguns táxis espaçosos, adaptados para cadeirantes, que dariam conta da nossa bagagem. Porém, as pessoas falavam que às vezes esses táxis demoravam um pouco para chegar. Como já estávamos cansados e a viagem ia durar bem mais que o planejado (àquela altura já sabíamos que perderíamos a conexão em Toronto e que tínhamos sido realocados em outro voo), decidimos alugar um carro grande no aeroporto de Vancouver.

Fiz então a reserva de última hora pelo site da Expedia na Avis, que era a locadora dentro do terminal do aeroporto com o preço mais em conta naquele momento. O preço foi camarada, talvez pelo fato de ter sido de última hora e eles terem o veículo lá sobrando.

Quando fizemos as contas, percebemos que alugar o carro só por um dia seria a opção mais cômoda e que em termos de economia, era uma opção de valor similar a andar de táxi pela cidade. Percebemos que o valor do aluguel de uma mini-van (carro enorme, que daria conta de toda a nossa bagagem com folga) + o valor do estacionamento do hotel, dava quase o valor do táxi do aeroporto até Vancouver Downtown e depois de Vancouver Downtown até a Cruise Canada, que fica na cidade de Delta, perto de Vancouver, onde pegaríamos o motorhome no dia seguinte. Só assim teríamos como ir buscar o motorhome de carro, passar toda a bagagem para o motorhome e depois sairmos juntos, cada um dirigindo um veículo, a caminho do aeroporto para devolver o carro na locadora e seguirmos juntos a viagem no motorhome.

Nossa bagagem muito bem acomodada no porta-malas do Dodge Grand Caravan.
Nossa bagagem muito bem acomodada no porta-malas do Dodge Grand Caravan.

O atendimento na Avis foi eficiente e rápido. O veículo alugado foi um Dodge Grand Caravan novinho e super confortável. Maravilhoso! Fiquei sonhando em ter um desses para mim. Nossa bagagem coube com folga no carro. As crianças adoraram todo o espaço que tinham dentro e as portas que abriam para o lado com o toque de um botão. Muito legal!

Depois de dois longos voos, a Bela continua toda animada, aguardando o carro na Avis do terminal do aeroporto em Vancouver.
Depois de dois longos voos, a Bela continua toda animada, aguardando o carro na Avis do terminal do aeroporto em Vancouver.

Para quem não conhece, esse veículo acomoda sete pessoas. Neste caso, com todos os assentos ocupados, o porta-malas fica pequeno. Mas quando os assentos da última fileira não estão sendo usados (nosso caso), é só rebater o banco traseiro e o porta-malas fica imenso!

Dodge Grand Caravan
Dodge Grand Caravan
O Dodge Grand Caravan é super confortável.
O Dodge Grand Caravan é super confortável.

Nós nunca alugamos GPS nas locadoras, pois sempre levamos o nosso próprio, que atualizamos com os mapas novinhos da América do Norte. Para navegação, também usamos bastante o celular, com o aplicativo Waze, que também dá uma noção do trânsito. O chip da Easysim4u funcionou direitinho, a partir do momento em que pisamos no Canadá. Bastou colocar o chip no celular, ativar o pacote de dados e começar a usar. Então já saímos do aeroporto com internet nos dois celulares, já que tínhamos um plano que permitia que um celular funcionasse como roteador para o outro.

Quanto às cadeirinhas para as crianças, também não alugamos, pois levamos o bebê-conforto do Felipe e o booster (assento de elevação) da Bela.

Dirigir em Vancouver foi muito tranquilo. As ruas são bem lisinhas, os motoristas são educados e o trânsito é tranquilo. Nos horários de pico, a coisa fica um pouco mais carregada, mas nada que não possa ser suportado. Se bem que nesse ponto não somos muito referência, pois estamos acostumados com o trânsito caótico de São Paulo.

Dirigindo pelas ruas de Vancouver.
Dirigindo pelas ruas de Vancouver.

Como se deslocar pela cidade

Mas vejam só, pessoal… A nossa escolha pelo aluguel do carro no primeiro dia foi só por causa de todos os motivos que expus para vocês ali em cima. Nos últimos dias da nossa viagem, nós ficamos em Vancouver “a pé”. O centro da cidade e a área mais turística são pequenos. Se você se hospedar em Downtown, dá para fazer boa parte das coisas a pé, de transporte público, de táxi, de bike ou de ônibus hop-on/hop-off. Os atrativos turísticos mais afastados, como a Capilano Suspension Bridge e a Grouse Mountain têm shuttle grátis partindo de Canada Place e da frente de alguns hotéis de Downtown. Então, dá para se virar perfeitamente bem sem carro. Infelizmente, quando estivemos lá, ainda não existia Uber na cidade e as negociações para liberarem o funcionamento do Uber estavam bem enroladas.

Assim sendo, se a sua dúvida é se Vancouver dá para ser bem visitada sem carro, SUPER DÁ! Aliás… É super gostoso caminhar pelas ruas da cidade e o transporte público dá conta do recado.

O primeiro hotel

O hotel onde nos hospedamos quando chegamos à cidade foi o Century Plaza Hotel & Spa, na Burrard Street. Gostamos muito do atendimento, da estrutura e da localização. Os quartos são um pouco antigos, mas tudo estava limpinho e organizado.

Quarto do Century Plaza Hotel & Spa.
Quarto do Century Plaza Hotel & Spa.
Os dois chegaram ao hotel assim. Derrubados.
Os dois chegaram ao hotel assim. Derrubados.

O nosso quarto era espaçoso, com duas camas de casal e tinha uma vista bonita para o centro da cidade. Pedimos um berço e eles colocaram. No quarto tinha sofá, tv de tela plana com muitos canais (inclusive canais infantis), telefone, mesa com cadeiras, cozinha completa com geladeira, fogão, microondas, pia e máquina de café. Banheiro espaçoso e limpinho.

Cozinha completinha.
Cozinha completinha.

O hotel tem wi-fi grátis, piscina coberta e aquecida, estacionamento (pago à parte – CAD 17 por dia), spa, salão de beleza, restaurante (o café da manhã não estava incluído), academia, bar.

A localização, na Burrard Street, é muito boa. Dá para ir caminhando para os principais pontos de Vancouver. O shuttle para a Capilano Bridge passa pertinho de lá. Muitos restaurantes e lojas no entorno.

Vista da janela no nosso quarto.
Vista da janela no nosso quarto.

Como o café da manhã não estava incluído no hotel, no dia seguinte tomamos café no Breka Bakey & Café, na Davie Street, que fica a dois blocos do hotel. Comida muito gostosa. Sanduíches no croissant deliciosos e caprichados, doces muito saborosos.

Primeiro rolê pelo centro

Quando chegamos de viagem, fizemos check-in, tomamos um banho e depois fomos caminhando do hotel até a Best Buy, que fica na Robson Street, pois precisávamos comprar baterias extras para a GoPro. São só 10 minutinhos de caminhada até lá. Essa rua é super movimentadas e repleta daquelas lojas que amamos. No mesmo prédio da Best Buy tem uma Winners, que é a TJMaxx/Ross do Canadá. De lá, passamos em um mercadinho para comprar água, uns comes e bebes e detergente para lavar os copinhos e mamadeiras do Felipe.

Depois das compras, fomos jantar em um restaurante indiano (quem acompanha o blog sabe que amamos comida indiana), que fica em cima de uma loja da grife Hermès. Ficamos com medo de subir até lá e os preços serem absurdos como os da loja que fica abaixo, mas o restaurante não tem nenhuma relação com a loja. Ufa! A comida no restaurante estava muito saborosa e o atendimento foi muito bom. O nome do lugar é Salam Bombay. Terminado o jantar, corremos para o hotel para dormir. Estávamos exaustos. Nessa época do ano, a diferença de fuso entre São Paulo e Vancouver é de 5 horas, então era como se estivéssemos acordados e batendo perna pelo mundo depois de uma hora da manhã.