Documentos necessários para viajar com crianças

Criança, assim como gente grande, não pode andar por aí sem documento. E isso independe de se a criança vai viajar ou não.

Nesse post, juntamos algumas dicas para quem vai viajar com os pequenos. De qualquer forma, sugerimos que você verifique, no período da sua viagem, se essas regras que estamos publicando permanecem atualizadas e também que verifique as regras de imigração específicas para o país que está visitando.

VIAGENS EM TERRITÓRIO NACIONAL

Para embarcar com uma criança menor de 12 anos, você precisa apresentar um documento de identificação original, que pode ser:

  • Certidão de nascimento – Para não ficar andando com aquela folha grandona, fui ao cartório onde a Bela está registrada e fiz a miniatura da certidão de nascimento. Fica bem mais prático para levar sempre na carteira.

ou

  • Carteira de identidade (​RG) expedida pela Secretaria de Segurança Pública de um dos estados da Federação ou Distrito Federal ou o cartão de identidade expedido por ministério ou órgão subordinado à Presidência da República, incluindo o Ministério da Defesa e os Comandos da Aeronáutica, da Marinha e do Exército.

Atenção! É fundamental que o documento de identificação da criança comprove a filiação ou parentesco com o responsável, que também precisa apresentar um documento de identificação válido.

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, o menor pode viajar com parente de até o terceiro grau, desde que comprovado documentalmente o parentesco.

Aqui estão os documentos necessários para cada situação:

Criança viajando com os pais ou irmãos maiores de 18 anos:

  • RG

ou

  • Certidão de Nascimento

ou

  • Passaporte (somente o antigo de capa verde, com informação de filiação).

 

Criança viajando com os avós ou tios:

  • Certidão de Nascimento

Criança viajando com outro maior:

  • Se a criança estiver viajando com qualquer outro maior que não se classifique como parente de até terceiro grau, deverá ser apresentada autorização expressa do pai, mãe ou responsável com firma reconhecida.

 

 VIAGENS INTERNACIONAIS

 Para embarcar com uma criança ou adolescente menor de 18 anos, você deve apresentar um documento de identificação da criança em formato original, podendo ser:

+

  • Certidão de nascimento ou carteira de identidade (​RG) expedida pela Secretaria de Segurança Pública de um dos estados da Federação ou Distrito Federal ou o cartão de identidade expedido por ministério ou órgão subordinado à Presidência da República, incluindo o Ministério da Defesa e os Comandos da Aeronáutica, da Marinha e do Exército. Isso porque o passaporte novo, da capinha azul, não tem os nomes dos pais, sendo assim, você PRECISA provar que seu filho é seu mesmo. =))

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  • Certidão de casamento, caso o seu passaporte esteja com nome de solteira e o documento do seu filho com nome de casado. Na minha última viagem aos Estados Unidos, a atendente da United Airlines ficou tentando “encontrar pelo em ovo” e implicou porque no RG de Isabela aparece o meu nome de casada e no meu passaporte aparece o nome de solteira, daí tive que mostrar a minha certidão de casamento, onde aparecem os dois nomes. Isso nunca tinha acontecido antes. Assim, fica uma dica: leve a sua certidão de casamento junto com a papelada toda.
Isabela com 5 meses: primeiro passaporte

Observação:

Para os países do MERCOSUL, não é necessário o passaporte, bastando a carteira de identidade (RG) expedida pela Secretaria de Segurança Pública de um dos estados da Federação ou Distrito Federal (somente para os países do MERCOSUL). O documento precisa estar atualizado e em bom estado.

 

Para as viagens internacionais, é necessária a autorização dos pais nesses casos:
Para criança ou adolescente viajando acompanhado de apenas 1 dos pais:

É necessária autorização judicial ou autorização do outro genitor com firma reconhecida por autenticidade ou semelhança. A autorização do outro genitor deve ser apresentada em 2 vias originais.

 

Criança ou adolescente viajando acompanhado de terceiros maiores:

É necessária autorização judicial ou autorização de ambos os pais. A autorização dos pais deve ter firma reconhecida (de ambos os pais) por autenticidade ou semelhança e deve ser apresentada em 2 vias originais.

 

Mais informações sobre viagens de menores para o exterior podem ser encontradas nesse manual da Polícia Federal.

Outro material muitíssimo bacana para quem vai viajar com criança ou adolescente para o exterior é esse aqui, do Conselho Nacional de Justiça.

 

 

Viajando com bebê

As pessoas sempre me perguntam como é viajar de avião com bebê. Para mim, sempre foi muito tranquilo. A Bela já está bem acostumada e nunca tive problemas. Viajei muitas vezes com ela e o meu marido e também muitas vezes sozinha com ela. Como a nossa família mora longe, viajamos bastante para visitá-los e, infelizmente, nem sempre o maridão consegue folga do trabalho para viajar junto.

A primeira vez que a Bela entrou em um avião foi com três meses. Moramos em São Paulo e era o casamento da minha irmã em João Pessoa. Fizemos o trecho São Paulo – João Pessoa pela Tam, voo direto. Foi sossegado. A Bela dormiu o caminho inteiro.

Nessa primeira viagem, ela foi em um desses bercinhos que as companhias disponibilizam na aeronave. É uma opção super bacana e deixa os pais com os braços livres e mais à vontade para descansar durante o trajeto. Para solicitar o berço, quando fizer o check-in, peça para ficar na primeira fila da aeronave, pois só tem lugar para encaixá-lo nessa fila. Algumas companhias permitem que você reserve o berço no ato do check-in, outras orientam o passageiro a solicitar à comissária de bordo. Peça o berço assim que entrar no avião, pois geralmente só há um disponível. Você vai decolar com o bebê no colo e, assim que acabar a decolagem e apagarem as luzes dos cintos, o comissário trará o berço. Na subida, descida e em caso de turbulência é necessário retirar o bebê do berço. Sugiro forrar o bercinho antes de deitar o bebê ali.

A Bela viajando no bercinho do avião

Outra forma de levar a criança é em um bebê conforto que seja certificado para uso em avião, se tiver um assento livre ao seu lado. Como crianças só pagam passagem a partir dos 2 anos, elas só têm direito a um assento a partir daquela idade. A dica é perguntar, na hora do check-in, se o voo está lotado e se há a possibilidade de você viajar ao lado de um assento livre. O bebê conforto certificado tem uma alcinha por onde passa o cinto de segurança da aeronave. Seu filho vai viajar com conforto e segurança.

A Bela viajando no bebê conforto

Não tendo nenhuma das duas opções acima disponíveis, o jeito é levar o bebê no colo mesmo. Se o voo for internacional, a comissária entregará um cinto para que você prenda na criança e conecte o cinto dela ao seu. Existe a possibilidade de solicitar esse cinto em alguns voos domésticos também.

A partir de 2 anos, a criança fica mais ativa, mas também passa a viajar em um assento próprio. Providenciando alguma coisinha para ela se ocupar, o voo também pode ser tranquilo. Se o avião tiver aqueles sistemas de entretenimento a bordo, ótimo. Caso contrário, sempre dá para levar giz de cera, material para colorir, livros, brinquedo favorito (desde que não seja barulhento e não incomode os demais passageiros), dvd player portátil, tablet ou os pais podem contar historinha. Uma dica legal: leve fones de ouvido apropriados para criança, pois muitas vezes os que eles distribuem na aeronave não cabem, ficam folgados ou são aqueles de colocar dentro do ouvido, que incomodam até a gente. Mas não se preocupem. No geral, o barulhinho, a pressão, o tempo de viagem, tudo favorece para que os pequenos durmam. Normalmente, a Bela segue dormindo 90% do tempo. Nos outros 10%, a gente tenta distraí-la. E nós, pais, sabemos como acalmar e distrair os nossos pequenos melhor que ninguém, não é?

Quanto mais novinho o bebê, mais tranquila é a viagem. Depois que eles crescem, ficam mais espertinhos, começam a “dar mais trabalho”, mas nada que, com criatividade e paciência, você não possa contornar.

No avião sempre há toaletes com trocadores. Trocar um bebê naquele espaço minúsculo exige habilidade e equilíbrio, mas garanto que todo mundo tira de letra. Se precisar de ajuda, basta solicitar a algum comissário. Se estiver viajando sozinha(o) e precisar usar o toalete, peça que algum comissário fique com o seu bebê enquanto você vai.

As pessoas sempre são muito simpáticas e solícitas quando me veem sozinha com um bebê. Sempre ajudam com a bagagem de mão e com a bagagem na esteira, apanham a chupeta quando cai no chão, se oferecem para lavar… Além disso, logo pegamos a prática para empurrar um carrinho de bebê e um carrinho com as malas de uma só vez. Algumas pessoas preferem o sling. Nessas situações em que estou sozinha e, principalmente agora, com a Bela mais pesada, prefiro o carrinho, pois tenho hérnia de disco na lombar (herança da gestação).

E o carrinho?

Todo mundo que viaja com criança de colo tem o direito de levar um carrinho, fora da franquia da bagagem. Você pode seguir com o carrinho até a porta da aeronave e entregá-lo ali a um funcionário da empresa ou despachar junto com a bagagem no ato do check-in.

Eu prefiro ficar com o carrinho até a porta da aeronave. Sempre peço que coloquem a etiqueta no momento do check-in e peço um saco plástico para que eu possa embalar o carrinho antes de entregá-lo para que siga até o porão. Aviso aos comissários que entreguei o carrinho e pergunto se existe a possibilidade de recebê-lo de volta também na porta da aeronave. Na maioria dos aeroportos isso é possível. Só aqui em São Paulo que é mais difícil e eles mandam o carrinho junto com a bagagem para a esteira.

A Bela dormindo sossegada em uma conexão em Brasília

Uma vez “perderam” o carrinho da Bela em Guarulhos. Simplesmente esqueceram ele lá no finger. Fiz a reclamação, preenchi o formulário, expliquei direitinho como ele era, dei o endereço do meu destino e no dia seguinte ele chegou inteirinho à casa da minha mãe, em João Pessoa. Dica importante: você não pode sair da sala de desembarque para reclamar lá fora do extravio de uma bagagem. Você tem que abrir o processo lá dentro.

Quanto à bagagem, com exceção do carrinho, crianças de colo que não estiverem pagando passagem não têm direito a franquia de bagagem despachada, mas têm direito a um volume de bagagem de mão.

A partir de que idade um bebê pode viajar? É importante perguntar isso ao pediatra do seu filho. Algumas pessoas falam que é importante que o bebê já tenha tomado pelo menos as primeiras vacinas, que são as mais importantes, já que o bebê ficará em um espaço fechado, por muito tempo, junto com outras pessoas. A pediatra da Bela falou que com três meses já era tranquilo, passou remédio para enjoo e dor de ouvido (caso ela tivesse) e nunca precisei usar nenhum dos dois.

Na subida e na descida é fundamental que você coloque o bebê para sugar (peito, chupeta mamadeira, o que a mãe preferir). Isso ajuda a aliviar a pressão no ouvido. Se você amamenta e tem vergonha de amamentar em público, indico essa capinha, que dá um pouco mais de privacidade para você e para o seu bebê, mas ainda assim permite que mãe e filho mantenham o contato visual:

Capinha de amamentação

No próximo post falaremos sobre os documentos que precisam ser providenciados para viajar com crianças.