Seattle: uma introdução + dicas para conhecê-la de motorhome (onde dormir, estacionar e tomar café da manhã)

Nesse post vamos falar um pouquinho sobre algumas das coisas que fazem a cidade se Seattle ser absolutamente especial e daremos algumas dicas para quem pretende ir até lá de motorhome (onde dormir, campings, free camping, onde tomar café da manhã perto dos campings e onde estacionar o carro para explorar a cidade).

Seattle é conhecida como Rain City (“Cidade da Chuva”) e também como The Emerald City (“A Cidade Esmeralda”). Gosto mais do segundo nome, pois Seattle teve a imensa consideração de nos brindar com dias lindos, de sol brilhando e céu azul. Nos dias que passamos lá, só pegamos um comecinho de manhã chuvoso, que logo se converteu em dia de céu de brigadeiro.

Seattle nos recebeu com céu azul.

Ficamos em Seattle praticamente 4 dias inteiros (chegamos no 9º dia de viagem e fomos embora no 13º) e achamos que foi um bom tempo para termos uma ideia da cidade. Se eu tivesse mais tempo lá, para ir além das principais atrações turísticas da cidade, teria ficado ainda mais feliz. Seattle é uma cidade muito gostosa. Tem tudo o que uma cidade grande americana tem, mas não é grandalhona. Dá para fazer um monte de coisa legal a pé e as principais atrações turísticas estão concentradas praticamente na mesma região.

As principais atrações de Seattle ficam concentradas no Seattle Center e na orla.
As principais atrações de Seattle ficam concentradas no Seattle Center e na orla.

Seattle está localizada em Puget Sound, uma região estuarina do estado de Washington. Isso faz com que a paisagem sempre esteja marcada por água e pontes, o que particularmente me agrada bastante.

Quem tiver muita sorte e pegar um dia com o céu bem limpo, vai ser brindado com uma vista linda do Monte Rainier por trás da cidade. Trata-se da maior montanha do estado de Washington, que passa a maior parte do tempo com o topo branquinho, coberto de neve e é um vulcão ativo. Sua última erupção foi em 1894.

Mount Rainier despontando por trás de Seattle. Foto: Victoegrigas – CC BY-SA 3.0

Seattle também é uma “pequenina” que impressiona por sua produção artística, tecnológica e intelectual. Com menos de 700 mil habitantes (3,5 milhões na região metropolitana), a cidade é sede de multinacionais como a Boeing, Microsoft, Amazon e Starbucks.

Na música, Seatlle é a cidade natal de nada menos que o melhor e maior guitarrista da história do rock, Jimi Hendrix. Bandas como Nirvana, Pearl Jam, Alice in Chains e Soundgarden levaram o grunge para o mundo. Não é à toa que o estilo grunge também é conhecido como som de Seattle. Esse estilo de rock alternativo surgiu na cidade no final da década de 1980 e ainda hoje influencia bandas de rock do mundo inteiro.

Seattle, Washington State
Seattle, Washington State

Também foi em Seattle que ficaram conhecidos grandes artistas do jazz, como Ray Charles (considerado um dos maiores gênios da música norte-americana), Quincy Jones e Ernestine Anderson. No hip hop, Seattle lançou nomes como Sir Mix-A-Lot e Macklemore (Thrift Shop tem mais de 1,2 bilhões de visualizações no Youtube). Ou seja, muito do que se escuta mundo afora está direta ou indiretamente ligado àquele cantinho da costa oeste americana.

Ah! Para os fãs de séries e cinema, é em Seattle que se passam as histórias de “Grey’s Anatomy”, “50 Tons de Cinza” e o absolutamente apaixonante “10 Coisas que eu Odeio em Você”.

Outra coisa muito legal de Seattle é que a cidade fica a pouco mais de duas horas de carro de Vancouver (Canadá) e tem acesso fácil a Victoria (capital da British Columbia) de ferry. Também saem de Seattle (e de Vancouver) muitos cruzeiros que vão para o Alasca. Então Seattle é uma cidade bem estratégica para servir de base para roteiros naquela região.

Se ainda não consegui te convencer a querer visitar Seattle, me acompanha nos próximos posts, que vou mostrar os lugares mais legais para visitar na cidade. É impossível não curtir muito esse lugar!

Seattle de motorhome

Na fase de planejamento desta viagem, uma coisa que me preocupou bastante foi como faríamos para visitar Seattle de motorhome. Afinal, dirigir em um cidade grande com um trambolhão não é a coisa mais prática do mundo. E quanto mais eu pesquisava, mais encontrava pessoas em fóruns falando que não se atreveriam a dirigir um motorhome dentro de Seattle.

Dirigindo o motorhome em Seattle

Continuei na pesquisa e descobri que a família do blog Felipe, o Pequeno Viajante, tinha visitado Seattle com motorhome, sim. Eles até deram uma dica preciosa de um local super bacana (e barato, se compararmos com o resto da cidade) para estacionar o motorhome bem ao lado da Space Needle e do burburinho turístico de Seattle.

Esse se tornou o nosso ponto favorito para parar o motorhome e desbravar a cidade (o lugar onde parávamos era na Taylor Avenue N, mais ou menos na altura do número 303, um pouco antes do Best Western), por trás do Ride the Ducks os Seattle e da Space Needle. Acho que o estacionamento ali custava 9 dólares e podia deixar o carro por um período de até 10 horas. O pagamento podia ser feito por um aplicativo que é baixado no site paybyphone.com. Também encontramos lugar fácil para estacionar na região do aquário e da roda gigante. Lá, nós deixamos o carro no Public Parking que fica na própria Alaskan Way, altura do número 1510. Lá tem um estacionamento coberto com elevadores para o Pike Place Market, mas deixamos na parte aberta (por causa da altura do motorhome), embaixo do viaduto.

Nossa vaga favorita, bem ao lado da Space Needle.
Nossa vaga favorita, bem ao lado da Space Needle.

Ou seja, com um pouquinho de paciência e sabendo dirigir bem, não vejo nenhum problema em circular de motorhome dentro de Seattle.

O único dia que decidimos deixar o motorhome em casa e ir para a cidade de Uber foi no dia do jogo dos Seattle Seahawks, pois estacionamento próximo a estádio em dia de jogo costuma ser muito caro e difícil de encontrar. Chegamos a tentar reservar uma vaga em frente ao estádio para participar da tailgate party, mas não encontramos vagas disponíveis que custassem preços pagáveis (rsrsrs). No post sobre o jogo vou explicar melhor o que é tailgate, quem sabe alguém um dia tem oportunidade de participar…

Onde pernoitar com o motorhome em Seattle

Com relação ao pernoite, dormimos em dois campings diferentes em Seattle. Os dois ficam fora da cidade, mas ambos dentro da região metropolitana e com acesso rápido e fácil para os principais pontos turísticos.

Uma coisa que vale destacar é que campings que ficam em regiões muito urbanas costumam ter as vagas bem mais apertadinhas que aqueles que ficam em parques nacionais. Então não estranhe se seu motorhome ficar encostadinho em outro e se você chegar no camping e não tiver uma mesa exclusiva para fazer suas refeições.

O primeiro camping que ficamos foi o Trailler Inns of Bellevue, que conta com vagas full hookup (com água encanada, rede de esgoto, eletricidade) e até cabos de TV para os motorhomes que têm a sorte de ter televisão. O camping tem piscina (só liberada para crianças acima de três anos que já tenham passado pelo desfralde), playground pequenininho (mas que quebra o galho) e banheiros limpinhos. Só não ficamos todos os dias nesse camping porque em um dos dias não tinha vaga. Ia rolar um show de rock na cidade e tinha muito motorhome circulando. Como não tínhamos feito reserva, tivemos que procurar outro camping para pernoitar na noite do show.

Trailler Inns of Bellevue
Playground do camping
Trailler Inns of Bellevue

Se você se hospedar na região de Bellevue como nós fizemos, um lugar legal para tomar café da manhã é o Lil’ Jon Restaurant, uma diner com estilo bem tradicional, que é operada pela mesma família há três gerações. Café da manhã delicinha.

Café da manhã no Lil’ Jon
Café da manhã no Lil’ Jon
Cardápio do Lil’ Jon

O outro camping onde nos hospedamos foi o Seattle/Tacoma KOA. A KOA (Kampgrounds of America) é uma rede com quase 500 campings espalhados em todo o território americano). Nessa unidade onde nos hospedamos, eles têm vagas com full hookup, tv a cabo, wi-fi, playgroung, piscina outdoor aquecida, sessões de cinema e de jogos dos Seattle Seahawks, área para pesca, aluguel de bicicletas, serviços de shuttle… É um camping bem estruturado e bem focado no segmento da família.

KOA Seattle/Tacoma
Playground no KOA Seattle/Tacoma
KOA Seattle/Tacoma

No dia que dormimos no KOA, tomamos café da manhã na charmosa cidadezinha de Kent, a 10 minutinhos de carro do camping. O lugar escolhido foi o Maggie’s on Meeker, que tem um jeito todo especial de lidar com as crianças. Amamos!

Panquecas no Maggie’s on Meeker
Café da manhã no Maggie’s on Meeker

Para quem procura free camping, uma dica da Claudia Rodrigues, do blog Felipe, o Pequeno Viajante, e que também vi em alguns fóruns pela internet é a ilhota Mercer Island, que fica entre Bellevue e Seattle. Falam que naquela região há a possibilidade de parar o motorhome na proximidade dos parques urbanos.

 

No próximo post vamos falar sobre as coisas que você não pode deixar de fazer em Seattle. Aguardem! =)

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Roadtrip na I-90: onde parar na estrada de Idaho a Washington State, a caminho de Seattle

No nosso 9º dia de viagem, saímos de Coeur d’Alene, no estado do Idaho, rumo a Seattle, em Washington State. Eram 500 quilômetros de estrada a serem percorridos de motorhome pela rodovia interestadual 90 (I-90). Como íamos cruzar quase todo o estado de Washington, de leste a oeste, levantamos alguns pontos interessantes e que não saíssem muito das proximidades da rodovia principal, assim podíamos parar, dar uma esticada nas pernas e conhecer ainda mais lugares lindos pelo caminho. Nesse post, damos as dicas de alguns lugares legais, que valem a parada a caminho de Seattle.

Sinalizamos os locais de parada no mapa abaixo.

Uma dica que damos é colocar no GPS sempre o endereço do próximo ponto de parada, para não passar batido por nenhum desses lugares.

Sprague Lake

O Sprague Lake fica a pouco mais de uma hora de Coeur d’Alene e é um lago muito bacana para quem curte pescar. Aliás, para quem viaja com este intuito, talvez possa até valer a pena pernoitar na região para aproveitar o lago.

Na nossa viagem, nós não paramos no Sprague Lake, pois saímos mais tarde do Idaho, encantados com o lago do camping e tínhamos outras prioridades de paradas ao longo da rodovia.

John Wayne Pioneer Trail

Para quem curte caminhar, pedalar ou cavalgar, a John Wayne Pionner Trail é uma rail trail (trilha que fica sobre uma ferrovia desativada), que abrange Washington State desde as encostas ocidentais das montanhas Cascade até a fronteira com o estado do Idaho. Possui 285 milhas de extensão (mais de 458 quilômetros). Também não chegamos a percorrer a trilha, mas se você ficou interessado,  pode encontrar mais informações neste link.

John Wayne Pioneer Trail no trecho do Keechelus Lake. Foto de: Gene Bisbee, CC BY 2.0
John Wayne Pioneer Trail no trecho do Keechelus Lake. Foto de: Gene Bisbee, CC BY 2.0

Parque Estadual da Floresta Petrificada Gingko, Wanapum Vista Point e Rio Columbia

Uma das paradas que consideramos imperdíveis ao longo dessa estrada é essa, pois os atrativos estão bem ao lado da rodovia e a vista que se tem nesse lugar é de tirar o fôlego. O Gingko Petrified Forest State Park fica na Wanapum Recreation Area, na cidadezinha de Vantage. Do Wanapum Vista Point, se consegue uma vista incrível do Rio Columbia.

Wanapum Vista Point
Wanapum Vista Point

O nome do parque se deve ao fato de terem descoberto madeira petrificada na região, na década de 1930. A floresta petrificada Ginkgo é um marco natural nacional registrado e é considerada uma das florestas fossilizadas mais incomuns do mundo.

Ginkgo Petrified Forest State Park
Carros estacionados em frente ao Wanapum Vista Point. Olha lá no nosso motorhome à esquerda.
Ginkgo Petrified Forest State Park

Para quem pretende pernoitar, o local conta com acampamento para tendas e motorhomes.

Ellensburg

Para quem gosta de cidadezinhas pequenas e charmosas, Ellensburg fica logo após a floresta petrificada e tem muitos antiquários e lojinhas de arte e artesanato. Não chegamos a parar nela, pois estávamos ansiosos para chegar às Snoqualmie Falls e depois a Seattle.

Davidson Building, Ellensburg. Foto: Bobak Ha'Eri, CC-By-SA-3.0
Davidson Building, Ellensburg. Foto: Bobak Ha’Eri, CC-By-SA-3.0

Snoqualmie Falls

As Snoqualmie Falls são uma das atrações mais populares do estado de Washington. Por ano, mais de 1 milhão e meio de pessoas visitam a cacheira, que é mais famosa por aparecer na série de TV norte-americana Twin Peaks. A queda d’água tem 82 metros de altura e fica em um parque localizado entre as cidadezinhas de Snoqualmie e Falls City.

Snoqualmie Falls
Snoqualmie Falls
Snoqualmie Falls

No parque há deck de observação, loja de presentes, placas informativas sobre o atrativo, estacionamento e entrada gratuitos.

No dia em que visitamos o parque, as cores do outono deixavam a caminhada do estacionamento até a cachoeira ainda mais encantadora.

A caminho das Snoqualmie Falls
Passarela para cruzar a rodovia até as Snoqualmie Falls

Fizemos almo-janta na cidadezinha de Snoqualmie, em um restaurante mexicano chamado Caadxi Oaxaca. A comida estava muito saborosa e o Felipe e a Isabela comeram super bem. O tempero lembrava muito o da comida brasileira. Até pedimos para eles prepararem um pratinho extra de arroz e feijão para eles comerem no motorhome, caso sentissem fome mais tarde.

Motorhome estacionado em frente ao restaurante mexicano.

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Roteiro de 20 dias: Canadá e Estados Unidos de motorhome com crianças (British Columbia, Alberta, Montana, Idaho e Washington State)

Começamos hoje a série de posts sobre uma das viagens mais legais que já fizemos: Canadá e Estados Unidos de motorhome. Foram 20 dias de viagem, cinco estados visitados (províncias, no Canadá), um casal e duas crianças (uma de 5, outra de 1 ano), paisagem de outono, mais de 4 mil quilômetros percorridos (entre motorhome, carro e ferry), em um percurso que tinha de praia a montanha, de cidade grande a vila com poucas centenas de habitantes, de passeio de bike a jogo da NFL, de neve a mar. Foi demais! Absolutamente inesquecível.

 

O roteiro

O nosso objetivo era conhecer as Montanhas Rochosas canadenses e as cidades de Vancouver e Seattle. Ficamos de olho nos preços das passagens para os principais aeroportos da região (Vancouver, Seattle, Calgary e Victoria) por meio de alertas no Google Flights (quem ainda não conhece essa ferramenta do Google, vale a pena dar uma olhada).

Para o período da nossa viagem, a passagem mais barata que apareceu foi até Vancouver, pela Air Canada, com escala em Toronto. Na volta, decidimos “quebrar” um pouco a canseira dos dois longos voos e ficar dois dias em Toronto. Assim, teríamos tempo para conhecer as Cataratas do Niágara e descansar um pouco para o voo de volta. Nem pensamos em tentar conhecer Toronto e entorno nesses dois dias, pois achamos que isso merece uma nova viagem. Detalhe interessante: a parada de dois dias em Toronto fez o preço total das nossas passagens cair quase dois mil reais.

Durante a nossa busca, surgiram promoções muito boas chegando ao Canadá via Kelowna, uma cidade bem agradável da British Columbia, e que fica relativamente perto de Vancouver. No entanto, o voo tinha duas escalas e bem demoradas. Chegava ao destino final depois de 35 horas da partida em São Paulo. Sem condições! Muito cansativo para uma viagem com duas crianças pequenas. Outro complicador foi o fato de não termos encontrado empresas grandes de aluguel de motorhome na cidade de Kelowna, o que complicaria um pouco a logística da viagem se ela iniciasse lá.

Um detalhe importante na definição do roteiro foi que não queríamos ir e voltar pelo mesmo caminho. Queríamos aproveitar para passar por outros lugares, conhecer outras paisagens. Se a volta fosse pelos Estados Unidos, ainda melhor, pois as compras por lá são mais em conta que no Canadá. Então decidimos que de Vancouver, partiríamos para as Rochosas e, de lá, retornaríamos para o oeste por baixo, passando pelos estados americanos de Montana, Idaho e então Washington State. De lá, cruzaríamos de ferry para Victoria, em Vancouver Island, Canadá, e depois mais um ferry até Vancouver.

Informação importante: Como íamos sair do Canadá e depois voltar até lá por terra (em Niágara) e por água (em Victoria), precisamos fazer o visto canadense, pois aquela permissão nova (a eTA que custa 7 dólares) só é válida para entradas de brasileiros no país por via aérea. Logo… Para fazer esse roteiro, é necessário ter os vistos americano e canadense.  

Em Montana, queríamos fazer a lendária estrada Going to the Sun Road. Ela é incrível! Cruza o Parque Nacional Glacier e tem paisagens literalmente de cinema (aparece em Forest Gump, em uma das cenas mais emocionantes, por exemplo – confira aqui o Lake McDonald no filme). Infelizmente nossos planos foram por água abaixo quando, ainda no Brasil, recebemos um e-mail da agência de turismo que ia nos levar a um passeio, informando que o parque estava passando por um incêndio há alguns meses e todos os tours da temporada estavam cancelados. Só para vocês terem uma ideia, o incêndio (wild fire) começou em 10 de agosto de 2017 e em outubro, quando passamos por lá, ainda não tinha sido controlado. Saiba mais aqui: https://en.wikipedia.org/wiki/Sprague_Fire . Foi uma pena… Não conseguimos conhecer a estrada dessa vez, mas sabemos que um dia ainda voltaremos lá. De qualquer forma, fica aqui a dica para quem tiver a oportunidade de conhecer esse parque incrível.

Vamos detalhar todo o roteiro bonitinho e mastigadinho nos próximos posts. Agora, só para vocês terem uma noção geral da distribuição das cidades ao longo dos dias, nosso trajeto, meios de transporte e tal, segue o roteiro resumido e o mapinha com o nosso itinerário:

 

Dia 1 – Saída de Guarulhos, São Paulo

Tínhamos muita bagagem, 4 pessoas e um carrinho de bebê duplo. Não coube em um só Uber Bags (mandaram um Sedan), então tivemos que pegar dois carros para esse transfer até o aeroporto de Guarulhos.

Nossa imensa bagagem

Dia 2 – Escala em Toronto e chegada a Vancouver

Escala tranquila em Toronto. Passamos pela imigração e tivemos que pegar as malas e despachar mais uma vez para o voo até Vancouver.

Voo para Vancouver.

Carro alugado na Avis.

Check-in no Century Plaza Hotel & Spa.

Pequenas compras em Vancouver Downtown.

Jantar em um restaurante indiano no centro.

Comprando baterias para a GoPro nova na Best Buy. Tem Best Buy no Canadá. Vivaaaa!!!

Dia 3 – Vancouver (BC, Canadá) – Kamloops (BC, Canadá)

Café da manhã na Breka Bakery & Cafe.

Perrengue: hospital em Vancouver com o Felipe.

Pegamos o motorhome na Cruise Canada.

Devolvemos carro na Avis.

Abastecemos o motorhome com comida no Walmart.

Estrada rumo às rochosas.

Jantar em um restaurante grego, na cidade de Hope.

Dormimos em um ponto de descanso para caminhões e motorhomes na cidade de Kamloops (free camping).

O nosso maior perrengue em viagens ever! O Felipe ficou bem doente,

Dia 4 – Kamloops (BC, Canadá) – Jasper (AB, Canadá)

Café da manhã no Denny’s.

Seguimos para Jasper.

Jasper Skytram.

Passeio pela cidade de Jasper.

Jantar em um restaurante indiano.

Dormimos no Whistler’s Campground.

Vista do alto da montanha, em Jasper.

Dia 5 – Jasper (AB, Canadá) – Banff (AB, Canadá)

Café da manhã no Tim Hortons.

Saga em busca de um antibiótico para o Felipe.

Seguimos rumo a Banff.

Icefields Parkway.

Perdemos o horário para o Glacier Skywalk.

Passeio da geleira (Glacier Adventure).

Dormimos no Tunnel Mountain Trailer Court.

Glacier Adventure

Dia 6 – Banff (AB, Canadá)

Café da manhã no Tim Hortons.

Oramos na igreja de St. Mary, em Banff. Pedimos para o Felipe sarar logo.

Banff Gondola.

Banff Lake Cruise.

Almojanta no Tim Hortons e no motorhome.

Dormimos no Tunnel Mountain Trailer Court.

Passarelas no alto da montanha, no passeio da Banff Gondola.

Dia 7 – Banff (AB, Canadá) – Eureka (USA)

Café da manhã no motorhome.

Dia de muitos lagos: Lake Louise, Bow Lake, Peyto Lake, Moraine Lake, Lake Minnewanka, Hector Lake.

Almoço no motorhome enquanto lavávamos roupa na laundry de um hotel em Lake Louise.

Enchemos o tanque em Banff e seguimos rumo aos Estados Unidos. O combinado: vamos dirigir até onde conseguirmos. Quando estivermos cansados, paramos e dormimos.

Lake Louise, no Parque Nacional de Banff.

Dia 8 – Eureka (MT, Estados Unidos) – Coeur D’Alene (ID, Estados Unidos)

Já passava da meia-noite quando cruzamos a fronteira americana. Dormimos na cidade de Eureka, Montana, em frente a um posto de gasolina / Subway (free camping), por indicação do oficial da imigração.

Estrada rumo a Whitefish.

Dickey Lake.

Café da manhã no Swift Creek Cafe, em Whitefish.

Compras em Kalispell (Target + TJMaxx + Ross, uma vizinha à outra). Só assim nos consolamos por não podermos fazer a Going to the Sun Road.

Almoço no Famous Dave’s, Kalispell.

Flathead Lake.

Seguimos rumo ao Idaho.

Dormimos em Couer D’Alene, Idaho, no Blackwell Island RV Park.

Dickey Lake, Montana

Dia 9 – Coeur D’Alene (Idaho) – Seattle (Washington State)

Café da manhã no motorhome.

Curtir um pouco na beira do lago do camping.

Seguimos rumo a Seattle.

Wanapum Vista Point, Columbia River.

Snoqualmie Falls.

Almoço em um restaurante mexicano de Snoqualmie.

Seguimos rumo a Seattle.

Dormimos no Trailer Inns RV Park of Bellevue, na Grande Seattle.

Coeur D’Alene, Idaho.

Dia 10 – Seattle

Café da manhã no Lil’Jon Restaurant & Lounge.

Tour em Seattle. Dia chuvoso. Aproveitamos para fazer os passeios em lugares fechados. Chihuly Garden & Glass, Museum of Pop Culture. Quando saímos, o dia estava lindo, então curtimos o Playground Artists at Play.

Almoço na praça de alimentação do Seattle Center. Mexicano de novo!

Pôr-do-sol na roda gigante – Seattle Great Wheel.

Compras no Walmart Bellevue. Compramos camisetas para usar no jogo dos Seattle Seahawks que seria 2 dias depois.

Dormimos no Trailer Inns RV Park of Bellevue.

Chihuly Garden and Glass

Dia 11 – Seattle

Café da manhã no motorhome.

Passeio turístico Ride The Ducks of Seattle.

Almoço – hotdog e pipoca no parque.

Space Needle.

Aquário de Seatlle.

Public Market.

Jantamos caranguejos gigantes na orla.

Dormimos no KOA Kent.

Aquário de Seattle.

Dia 12 – Seattle

Café da manhã no Maggie’s On Meeker, Kent.

Compras no Outlet.

Voltamos para o Trailer Inns RV Park of Bellevue. Deixamos o motorhome no camping e pegamos um Uber para o estádio dos Seahawks.

Jogo dos Seahawks, cervejas, hot dogs.

Voltamos de Uber para o camping.

Dormimos no Trailer Inns RV Park of Bellevue.

Jogo de futebol americano dos Seattle Seahawks no Centurylink Field.

Dia 13 – Seattle – Victoria

Café da manhã no motorhome.

Estrada rumo a Port Angeles para pegar o ferry de volta para o Canadá. Passamos por campos de lavanda e uma cidade indígena bem charmosinha (Jamestown S’Klallam Tribe).

Almoço no Kokopelli Grill.

Playground de frente para o mar em Port Angeles.

Ferry para Victoria.

Fomos ao Fisherman’s Wharf e estava fechado.

Dormimos no Salish Seaside RV Haven.

Port Angeles, Washington State,

Dia 14 – Victoria – Vancouver

Café da manhã no motorhome.

Butchart Gardens.

Miniature World.

Royal British Columbia Museum.

Jantar no Fisherman’s Wharf.

Pôr-do-sol no Clover Point.

Íamos dormir perto da fila do ferry e retornar no dia seguinte para Vancouver. Quando chegamos na fila, vimos que tinha um ferry saindo e decidimos embarcar naquela hora mesmo (as vantagens e a flexibilidade de viajar de motorhome).

Cruzamos de ferry para Vancouver.

Dormimos em frente ao Walmart de Delta, perto do Tsawwassen Mills (free camping).

Butchart Gardens.

Dia 15 – Vancouver

Café da manhã no motorhome.

Faxina geral no motorhome, fechar malas, preparativos para devolução do veículo.

Devolução do motorhome na Cruise Canada.

Táxi para Vancouver Downtown.

Check-in no YWCA Vancouver Downtown. Cama de hotel, banheiro. Vivaaa!!!

Passeio a pé até Gastown, região histórica de Vancouver.

Almojanta no The Old Spaghetti Factory.

Compras nas lojinhas de souvenires e na Dollarama.

Gastown, Vancouver

Dia 16 – Vancouver

Tour Hop-On Hop-Off, em Vancouver.

Granville Island.

Almoçamos hambúrguer na ilha. O Gustavo não estava bem, então voltamos ao hotel cedo.

Jantamos pizza no quarto do hotel.

Tour Hop-On Hop-Off, em Vancouver

Dia 17 – Vancouver

Caminhamos até Canada Place e pegamos o shuttle gratuito até a Capilano Bridge.

Capilano Bridge (café da manhã lá).

Shuttle gratuito de Capilano Bridge a Grouse Mountain.

Grouse Mountain.

Almoço no restaurante da Grouse Mountain.

Shuttle gratuito até Canada Place.

Fly Over Canada.

Jantar: comida do Tim Hortons no quarto do hotel.

Capilano Suspension Bridge Park

Dia 18 – Vancouver – Toronto

Táxi até o Stanley Park.

Passeio de bike pelo Stanley Park.

Almoço: fish and chips do parque.

Voltamos caminhando até o hotel.

Tivemos que desocupar os quartos para fazer check-out. O pessoal deixou ficarmos no lounge do hotel até a hora de irmos até o aeroporto.

Táxi para o aeroporto.

Voo para Toronto.

Passeio de bike pelo Stanley Park

Dia 19 – Toronto

Carro alugado em Toronto para irmos às Cataratas.

Chegamos super cedo ao hotel. 6 horas da manhã. A recepcionista fofa do Fairfield Inn & Suites deixou fazermos check-in. Exaustos depois de passarmos a madrugada no avião, dormimos a manhã inteira. Isso não estava nos planos. Acordamos e partimos para as Cataratas do Niágara.

Almoçamos em uma barraca indiana na rua, no lado americano das cataratas.

Passeio Cave of the Wind.

Ida ao supermercado para comprar fraldas e hotel!

Passeio Cave of the Winds, nas Cataratas do Niágara

Dia 20 – Toronto – São Paulo

Dia de Thanksgiving no Canadá! Temos tanto a agradecer…

Café da manhã no hotel.

Almoço no Denny’s.

Descanso no hotel.

Aeroporto.

Devolução do carro alugado.

Check-in e volta para São Paulo.

A super espaçosa mini-van que alugamos em Toronto.

Dia 21 – Chegamos a São Paulo, com a nossa imensa bagagem. Conseguimos um táxi enorme no aeroporto (Doblò) e, dessa vez, coube todo mundo em uma viagem só.

Nosso avião sobrevoando as Montanhas Rochosas Canadenses. Na foto não dá para ver direito, mas o branquinho mais escuro que aparece no meio das nuvens, não é nuvem e sim topo de montanha coberto de neve.

Nos próximos posts, detalharemos essas experiências todas. Vamos falar sobre a nossa experiência com o motorhome, nossos perrengues com o Felipe doente (e depois com o Gustavo), os campings (gratuitos e pagos) onde nos hospedamos, os hoteis, os carros alugados, os passeios (gratuitos e pagos), os restaurantes, as dicas para economizar… Contaremos tudo com detalhes nas próximas publicações.

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