Nova York com bebê de um ano (parte 4): Go Yankees!

Estou curtindo muito escrever o relato sobre a nossa ida a Nova York. Cada detalhe que eu lembro desperta em mim um desejo quase incontrolável de voltar para lá hoje mesmo. =)

Nesse post, vamos falar sobre a nossa experiência de assistir a um jogo de baseball no Yankee Stadium.

Yankee Stadium. Créditos: Groupe Canam. Licença http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/

 

Para ver os três primeiros posts sobre Nova York, clique aqui: parte 1, parte 2, parte 3.

Yankee Stadium – jogo de baseball

Tá aqui uma coisa que a gente curte fazer nos Estados Unidos: assistir a alguma partida esportiva.

Os americanos são apaixonados por esportes e costumam torcer pelos times locais como muita paixão e entusiasmo. Os estádios são lindos, bem cuidados e organizados. A estrutura costuma ser sensacional. E o evento em si é um verdadeiro espetáculo (brincadeiras com a plateia, sorteio de brindes, câmera do beijo, homenagens aos veteranos de guerra, músicas da torcida). Telões gigantes de alta definição mostram detalhes da partida e imagens da torcida e das jogadas. É um programa tão bacana, que até quem não gosta de esportes deve gostar da experiência. Se esse é o seu caso, dê uma chance a essa atividade e assista algum jogo em alguma cidade americana (de preferência algum dos esportes favoritos americanos – baseball, futebol americano, hockey ou basquete).

Yankee Stadium
Yankee Stadium

 

Área externa do Yankee Stadium – Baby Ruth Plaza

No nosso caso, gostamos muito de esportes. A ESPN é um dos canais mais assistidos na TV lá em casa, principalmente pelo maridão. Então, quando sempre que decidimos viajar, uma das primeiras coisas que faço é ver qual temporada está rolando e qual jogo podemos aproveitar para assistir no estádio. Para isso, vejo o site oficial do time da cidade. No caso, estávamos em Nova York no mês de maio e estava rolando a temporada de baseball. Obaaaa!!! Quer programa melhor que assistir a um jogo dos NY Yankees?

No site há um calendário bem organizado dos jogos da temporada com links direto para o site de venda de ingresso. No caso dos Yankees, o Ticketmaster. Vimos que os Yankees jogariam em casa contra os Oakland Athletics. Compramos por US$ 81,40 o par de ingressos. Crianças de até três anos, com menos de 76,2 centímetros (30 inches) não pagam, desde que sentem no colo de um adulto.

Estádio lotado
Oakland Athletics
NY Yankees
Go Yankees!

Dica: quanto maior a antecedência para a compra do ingresso, melhor, pois os preços vão subindo conforme a data vai se aproximando. Ah! Nunca testamos deixar para comprar na porta com as pessoas que fazer revenda, pois nunca quisemos arriscar pagar muito mais caro ou a possibilidade de os ingressos já terem se esgotado. Se alguém tiver alguma experiência com compra de ingressos lá na hora e quiser compartilhar, sua participação será muito bem vinda.

Sentamos na Section 420A, Row 7 (fila), Seats 23 e 24 (cadeiras) e tivemos essa vista do estádio:

Yankee Stadium, 420A, Row 7, Seats 23 e 24

 

Yankee Stadium, 420A, Row 7, Seats 23 e 24

Existiam outros ingressos muito mais caros e outros um pouco mais baratos, mas achamos que pagamos um preço razoável (sim, os ingressos costumam ser caros) para uma localização que consideramos muito boa. Ficamos por trás da primeira base, de frente para um telão imenso, na sombra. Essa coisa da sombra é uma faca de dois gumes. Por um momento, por causa do frio que estava fazendo no estádio, desejamos imensamente estar sentados no sol. Por outro lado, sentar ali nos garantia abrigo no caso de uma eventual chuva. No final, fez um dia lindo e ensolarado e deu para curtir bem, porém, fica a dica: sigam com roupas bem preparadas para o frio, mesmo que esteja com cara de lindo dia de primavera.

Fomos até o estádio, que fica no Bronx, de metrô. A linha 4 tem uma estação chamada Yankee Stadium, que para ali pertinho. O metrô certamente estará cheio de torcedores do Yankees e é só seguir o fluxo de pessoas para chegar até lá.

Bela no Yankee Stadium

No estádio, não fugimos à tradição e fomos de hot dog com cerveja. Para a Bela, chocolate quente. Também levei umas bolachinhas de bebê, smoothies, suquinhos e iogurtes na mochila. A comidinha dela entrou no estádio, sem problema. Ninguém nem questionou.

Nessa época a Bela ainda mamava no peito. Nos Estados Unidos, sempre procuramos ser discretos quanto à amamentação, pois, culturalmente, os americanos não estão tão acostumados a ver um bebê mamando no peito (infelizmente). Daí discretamente, cobrindo com um paninho a Bela deu umas bebericadas tranquilamente. Ninguém nem percebeu.

Família pronta para o jogo
Torcedora Bela

Também dá para levar o carrinho para o Yankee Stadium, mas quando chegar ao seu assento, é preciso dobrá-lo e deixar guardadinho em um canto (os seguranças orientam direitinho).

Antes de ir, consultei o SAC dos Yankees sobre o carrinho, pois aqui em São Paulo não pode entrar nos estádios com ele. Conversei com um funcionário de lá pelo chat do site. Foi super rápido e o atendente foi muito solícito e simpático. Falou que nós adoraríamos o jogo, que ia ser uma experiência muito bacana para brasileiros, explicou que muita gente leva bebês pequeninos, se colocou à nossa disposição e ainda encerrou com um “Go Yankees!”.

Olha o balão que a Bela ganhou da funcionária do estádio!
Go Yankees!

Achei o atendimento pré-jogo muito bom e não pude deixar de lembrar do dia em que precisei saber se poderia entrar no Estádio do Morumbi com carrinho e ninguém sabia informar direito. Me transferiram da bilheteria para a administração, da administração para algum fulano que estava organizando a partida, depois me deram o telefone da Polícia Militar e disseram que eles que sabem responder, pois eles que fazem a revista na entrada do estádio. Liguei para a polícia e fui transferida para um monte de gente até finalmente descobrir que não, não pode levar o carrinho para o Morumbi.

Durante o jogo, a Bela se comportou como uma lady. Revezou o meu colo com o do pai, dormiu, torceu, comeu, assistiu o jogo e a torcida, distribuiu simpatia.

A Bela dormiu!

No estádio, uma ótima estrutura e muitas lojas com produtos do time. Gustavo comprou um jersey que eles personalizaram na hora com o sobrenome dele, compramos bonés para ele e para a Bela e eu comprei uma camiseta. Muita gente simpática cruzou o nosso caminho. Uma senhora deu para a Bela um anel dos Yankees e uma outra deu a ela um balão prateado em formato de estrela, inflado com gás hélio.

Uma partida de baseball costuma ser longa. É um programa para um turno inteiro. Depois do jogo, comemos no Hard Rock Café do próprio estádio. No Hard Rock, aquele atendimento que tanto apreciamos nos restaurantes tipicamente americanos. Oferecem cadeirão para as crianças, giz de cera e papel para colorir, menu infantil, banheiro com trocador, hambúrgueres de primeira, refrigerante com refil e porções bem servidas… Tudo o que uma família viajante precisa.

Hard Rock Cafe Yankee Stadium

Para quem ficou interessado, os outros times de Nova York são:

New York Yankees e New York Mets (baseball)

New York Giants e New York Jets (futebol americano)

New York Rangers, New York Islanders e New Jersey Devils (hockey no gelo)

New York Knicks e Brooklyn Nets (basquete)

Nossa conclusão é que é um programa que vale muito a pena. É muito tranquilo para ir com criança e é bom que dá uma quebrada naquela coisa de ficar batendo perna pela cidade.

Nova York com bebê de um ano (parte 3): Central Park

Chegamos à terceira parte do nosso relato da viagem a Nova York (as partes 1 e 2 vocês conferem aqui): Nova York com bebê de um ano – parte 1; Nova York com bebê de um ano – parte 2.

Hoje vamos falar sobre um dos meus lugares favoritos na cidade: o Central Park. Tem tanta coisa para falar sobre esse parque, que decidi fazer um post exclusivo para ele.

Para ter uma ideia das proporções desse parque, veja como ele ocupa uma grande área de Manhattan. O retângulo verde no meio da imagem é o Central Park. Imagem retirada do Google Maps.
Para ter uma ideia das proporções desse parque, veja como ele ocupa uma grande área de Manhattan. O retângulo verde no meio da imagem é o Central Park. Imagem retirada do Google Maps.

O Central Park é um programa nova-iorquino que, por si só, já vale a viagem. Se você está com crianças, então, o passeio se torna imperdível. Nada mais, nada menos que 411 atrativos estão distribuídos em 843 acres (um retângulo de 2,5 milhas de comprimento por 0,5 milhas de largura, que convertendo dá 4,02 km por 804,67 m), recebendo a visita de cerca de 40 milhões de pessoas por ano (os dados são do site oficial do Central Park).

Olha ele ali! Central Park visto do Top of the Rock.

Fazer um piquenique, patinar no gelo, tomar um sol deitado na grama, apreciar a paisagem, ler um livro, visitar o mini-zoológico que tem mais de 150 espécies de animais, assistir o teatrinho de marionetes, aproveitar a estrutura fantástica de algum dos playgrounds, fazer uma refeição com vista para o lago na The Loeb Boathouse… São tantas possibilidades, que difícil é escolher o que fazer.

Pezinhos na estrada. A foto de destaque do nosso blog foi feita na graminha do Central Park!
Sheep Meadow, uma boa área para fazer piqueniques
Uma paradinha para descansar

É possível transitar pelo parque a pé (é super tranquilo levar o carrinho de bebê), de bicicleta (com tours guiados ou autoguiados), de vespa, de pedicab ou de carruagem. Para mais informações, é só clicar nos links que coloquei.

Fomos dois dias ao Central Park. Em um deles, curtimos o parque a pé, sem pressa para cumprir qualquer roteiro pré-estabelecido. A Bela praticou a caminhada na grama, sem medo de cair, brincamos e nos divertimos com ela, nos sentimos especiais por ter a oportunidade de estar em um lugar tão lindo.

Bela praticando a caminhada
Bethesda Fountain, uma das fontes mais famosas do mundo
Mamãe e Bela felizes por estar em NYC

No outro dia, eu queria alugar umas bikes para fazer o tour do parque, mas o meu marido achou melhor contratarmos um pedicab (também conhecido como rickshaw), pois achava a Bela ainda muito pequena para uma pedalada mais longa. Esse veículo é uma espécie de “táxi-bicicleta” e o seu condutor, que também é o guia, segue pedalando e contando a história e as curiosidades sobre o parque e os principais atrativos.

O passeio foi muito divertido. Sentamos confortavelmente no banquinho eu, o Gustavo e a Bela. O carrinho da Bela seguiu dobradinho, em um espaço livre em frente aos nossos pés. Nosso guia era muito gentil e o tour foi todo em inglês, com sotaque do oriente médio (se não me engano, o rapaz era do Omã). Não fizemos a reserva do passeio. Chegamos ao parque caminhando e negociamos com o guia lá na entrada. Já tínhamos a ideia do preço, pois no dia anterior fomos abordados por muitos outros guias que oferecem o mesmo serviço. Vale destacar que a tip (gorjeta) não está incluída no preço e, no final do passeio, você precisa lembrar de pagá-la ao condutor. Aliás, gorjeta nos Estados Unidos é assunto sério. Para entender melhor como funciona essa coisa das tips, clique aqui e veja dicas do mestre Ricardo Freire.

Bethesda Fountain, uma das fontes mais famosas do mundo
Bethesda Fountain, uma das fontes mais famosas do mundo
A fonte que dizem ter inspirado a abertura de Friends, que na verdade foi gravada em um estúdio em LA

Pedicab / rickshaw: todos a bordo

Um passeio pelo Central Park é como uma sequência de flashbacks de vários filmes e séries que você já viu na vida. Esqueceram de mim 2, Sex and the City, a fonte que dizem ter inspirado a abertura de Friends, o lago e The Loeb Boathouse, que aparecem em Vestida para Casar e Harry e Sally… São tantas, TANTAS cenas que já foram gravadas e fotografadas lá, que é impossível não se emocionar desbravando o parque.  O guia vai mostrando onde foi gravada cada cena e se precisar de provas, ele tem uma pastinha cheia de imagens dos filmes.

Os prédios que circundam o parque também são carregados de história. Era no Dakota Building que John Lennon morava com Yoko Ono quando foi assassinado, a caminho de casa, em 1980. Do outro lado da rua, dentro do parque, fica o memorial Strawberry Fields, que recebe visitantes e fãs do mundo inteiro, que trazem flores, fotos, lembranças, orações e músicas em tributo ao John. Um pouco triste lembrar como ele morreu. O trechinho em meio às plantas até o memorial é meio melancólico, mas é bem emocionante

Strawberry Fields
Strawberry Fields
Dakota Building

O Museu de História Natural também está localizado às margens do parque. Sim! É aquele museu maravilhoso que aparece no filme do Ben Stiller, Uma noite no museu. E sim! Era lá que o Ross, do seriado Friends, trabalhava nas primeiras temporadas! Imperdível.

Outro museu top é o Met, Metropolitan Museum of Art, localizado na 5th Ave, dentro do parque. Para os fãs de Friends (a essas alturas já deu para perceber que sou um deles, né?), foi lá que o Joey levou a professora de paleontologia, Charlie, tentando impressioná-la e seguindo as dicas do Ross, que também estava caidinho por ela.

O Hotel Plaza, localizado na 5th Ave, com uma das laterais voltada para o parque, foi locação para vários filmes, entre eles, Esqueceram de Mim 2, O Grande Gatsby, Trapaça, Perfume de Mulher, Crocodilo Dundee, Arthur (versão de 1981), e até o clássico do Alfred Hitchcock, Intriga Internacional, de 1959.

O prédio localizado no endereço 55 Central Park West é conhecido como Ghostbusters Building (Prédio dos Caça-Fantasmas), pois algumas cenas do filme de 1984 foram filmadas lá.

Veja aqui uma lista com os top 10 edifícios de apartamentos no entorno do Central Park.

O Central Park é isso e muito mais. Indo à cidade, reserve um tempo bom para experimentar a atmosfera deliciosa que esse parque proporciona. Acredito ser um passeio que mereça pelo menos um dia dedicado a ele dentro do roteiro (isso sem contar o tempo de visita aos museus).

 

Nova York com bebê de um ano (parte 2)

Vocês viram aqui o comecinho do relato da viagem que fizemos com a nossa filha de um ano a Nova York. Hoje vamos falar um pouquinho mais sobre essa experiência.

Melhor época para visitar a cidade

Não tive o prazer de conhecer a Big Apple em todas as épocas do ano, mas está nos meus planos fazê-lo. Para mim, Nova York deve ser encantadora o ano inteiro. É uma cidade na qual as quatro estações do ano podem ser vivenciadas intensamente e, por isso, podemos até dizer que existem quatro Nova Yorks diferentes.

O vídeo abaixo, do Minh T. Nguyen, não me deixa mentir. Ele filmou o Central Park ao longo de quinze meses e assim podemos ver o quanto a paisagem varia naquele lugar. Das cores e flores na primavera, ao parque bem verdinho e quente no verão, de tons outonais de marrom, laranja e amarelo ao branco da neve que cobre o parque inteiro durante o inverno.

Clique aqui para ver como a temperatura varia lá ao longo do ano. Julho e agosto são os meses mais quentes e, com a umidade, a sensação térmica pode passear pela casa dos 40 graus. Dezembro, janeiro e fevereiro costumam registrar as temperaturas mais baixas. Nessa época, a paisagem é aquela do filme “Esqueceram de mim 2”, com direito a patinação no gelo no Central Park ou em frente àquela árvore de Natal enorme do Rockefeller Center.

Como estávamos indo a Nova York pela primeira vez e com um bebê de um ano, escolhemos a primavera, que tem temperaturas mais amenas e Central Park florido. Acreditamos que aproveitaríamos melhor a cidade nesse período. Fomos em maio e pegamos a temperatura variando de 6oC a 26oC.

NYC na primavera
NYC na primavera

 

Aqui você pode ver a previsão do tempo atualizada de Nova York. 

Vista do Top of the Rock

Já falamos aqui que compramos os bilhetes para fazer o passeio guiado Hop on Hop off. O pacote que fechamos dava direito à entrada para subir no Empire State Building ou no Rockefeller Center. Escolhemos o Rockefeller, com a subida ao Top of the Rock. Além de ter  bem menos fila que o Empire State, se tivéssemos escolhido o Empire, estaríamos em um dos únicos topos de prédios de Manhathan de onde não se consegue ver o Empire State Building, já que se está em cima do próprio. Dica preciosa do Ricardo Freire, do blog Viaje na Viagem. Ele fala que é o único mirante de onde se pode ver o Empire State e o Central Park de perto.

A subida foi muito tranquila. Não tinha fila no horário em que fomos e os elevadores são super rápidos. É um passeio rápido, que rende uma vista incrível, ótima para fotos. A Bela estava dormindo e não “conheceu” Nova York do alto. Mas a gente registrou tudo para ela saber que ela já dormiu no topo de New York City.

Vista do Top of the Rock
Vista do Top of the Rock
Vista do Top of the Rock
Vista do Top of the Rock

A entrada no Top of the Rock faz parte de diversos tipos de pacotes, como o New York City Pass, o New York Pass e os pacotes Hop On Hop Off, então dificilmente você precisará comprá-la separadamente. Caso opte por comprar só esse passeio, desvinculado de outros, os preços são: US$ 29 (adulto), US% 18 (crianças de 6 a 12 anos) e US$ 27 (pessoas com mais de 62 anos). Dá para antecipar a compra pela internet e poupar filas.

Lojas de brinquedos, doces, videogames e afins

Nova York deve ser uma das cidades que tem as lojas de brinquedos mais legais do mundo. Para começar, a Toys R Us da Times Square, uma das maiores e melhores lojas de brinquedos do mundo. Ela é tão grande, que tem até uma roda gigante dentro. Tão turística, que tem fotógrafos posicionados em lugares estratégicos, prontos para tirar uma foto da sua família e depois vender para você.

Toys R Us, Times Square
Toys R Us, Times Square
Toys R Us, Times Square
Toys R Us, Times Square

Dá para passar um dia inteiro se divertindo lá dentro. A variedade de brinquedos é incrível. Desde brinquedos educativos, como modelos de corpo humano para montar em casa (meu marido comprou o sistema musculoesquelético), até trenzinhos, skates, equipamentos eletrônicos, doces do Willy Wonka, videogames, Lego, Barbies… Tudo é organizado por temas. Os displays de brinquedos são muito divertidos. Tem esculturas gigantes de Lego, brinquedos temáticos de filmes, lanchonete, confeitaria, coisas para todos os gostos e todas as idades. Não há quem não volte a ser criança ali dentro. Mesmo que não esteja viajando com crianças, vale muito a pena conhecer essa loja!

Ainda na Times Square, lojas como a do chocolate Hershey’s, M&M’s World e Disney Store, prometem te manter ocupada com as crianças durante boas horas. Aproveite que está nos Estados Unidos para provar um sabor de M&M’s que não tem aqui no Brasil: o de manteiga de amendoim, meu preferido! Em qualquer supermercado você acha, mas na Times Square você encontra uma variedade incrível de M&M’s com todas as apresentações que puder imaginar. Dá para comprar tudo de uma cor só, escolher cores exclusivas que não vêm nos saquinhos, fazer M&Ms personalizados com o seu nome ou o que mais sua criatividade permitir.

Bela tirando uma soneca na Times Square
Times Square

Seguindo em direção a Upper East Side, a Dylan’s Candy Bar é uma loja linda, com andares cobertos de doces e guloseimas. O terror dos diabéticos. É tentação que não acaba mais. Frequentada por celebridades fashionistas como as gêmeas Olsen, Suri Cruise e Madonna, a loja foi criada por Dylan Lauren, filha do estilista Ralph Lauren. Ela fala que se inspirou no filme “A Fantástica Fábrica de Chocolate”. Não deu tempo para ir até lá com a Bela e, como ela só tinha um ano, ainda não podia se afogar naquele mar de açúcar, mas acreditamos que seja um passeio para criança com sucesso garantido.

Dica: se já estiver por perto da Dylan’s Candy Bar, não perca a oportunidade de comprar ainda mais doce (que perdição!) e estique até a Magnólia Bakery da Bloomingdale’s (loja onde a Rachel, de Friends, trabalhava) para provar os cupcakes que ficaram famosos por causa da série Sex and the City. O banana pudding deles é uma delícia, até melhor que os cupcakes! Vale destacar que a Magnolia que aparece no seriado (tem várias espalhadas pela cidade) é a que fica na Greenwich Village (401 Bleecker Street), mas falam que essa é sempre cheia de filas. Eu comprei os meus cupcakes na Magnolia do Rockefeller Center, sem filas (o Red Velvet é top). Essa fica bem pertinho da loja Nintendo World, que meu marido queria visitar de qualquer jeito e também fica na Rockefeller Plaza, então estava mais na mão pra gente.

Magnolia Bakery
Red velvet da Magnolia

Para fãs de videogame, a Nintendo World é uma visita legal. Dá para aproveitar a ida ao Top of the Rock para ir lá, já que a loja fica na Rockefeller Plaza. Confesso que imaginava uma coisa maior, mais espetacular, mas foi legal conhecer. Além de ter um display com os Nintendos antigos (uma espécie de mini-museu), eles vendem vários brinquedos, jogos e lembranças associadas aos personagens dos jogos principais da marca. Pelúcias, pijamas, camisetas, canecas, entre outros trecos do Super Mario e Pokemon, lembrancinhas originais para amantes de videogame, como uma caixinha igual à que o Mario quebra com cabeçadas, cheia de moedinhas douradas de chocolate. Igualzinho ao jogo. Uma fofura! Outro bem legal é o casquinho de tartaruga de pelúcia que quando você joga em alguém, faz o mesmo barulhinho que no jogo.

Nintendo World

Pertinho da Nintendo World, há uma Lego Store bem grande, onde é possível comprar os kits por tema ou peças avulsas, além de apreciar as esculturas gigantes feitas com Lego.

A FAO Schwarz é a loja de brinquedos mais antiga dos Estados Unidos. Fundada em 1862, é famosa por seus brinquedos em tamanho real (animais, bonecos, jogos). A cena inesquecível do Tom Hanks tocando com os pés um piano gigante no filme “Quero ser grande” foi gravada lá.  Um verdadeiro clássico do final dos anos 80!

Para famílias com meninas, a American Girl Place New York é um passeio bem diferente. O paraíso das bonecas. Lá, as meninas podem personalizar uma boneca com suas características físicas, escolher cabelo, roupinhas, comprar roupas iguais às das suas bonecas, fazer programas bem femininos como ir ao salão de beleza, tomar chá com as bonecas e as amigas… Como a Bela ainda era muito pequena e não entenderia muito o que estava rolando por ali, decidimos deixar a ida à American Girl para uma próxima oportunidade.

Estou adorando relembrar a nossa viagem e dividir um pouco do que vivemos lá com vocês. No próximo post, continuaremos falando sobre Nova York.