San Francisco, CA: roteiro de 5 dias na cidade que vai muito além da Golden Gate Bridge

San Francisco é simplesmente um sonho! Todo mundo que conhece, fala bem da cidade, o que me deixou ainda mais ansiosa para conhecê-la.

Para entrar no clima, durante a fase de planejamento do roteiro, sempre deixava o Scott McKenzie embalar minhas pesquisas: “If you’re going to San Francisco… Be sure to wear some flowers in your hair…”, e ficava emocionada por pensar que em breve estaríamos lá. E não é que a cidade é tudo isso mesmo? Até foi eleita recentemente um dos 25 melhores destinos turísticos do mundo e terceiro melhor dos Estados Unidos (Prêmio Travelers’ Choice, do TripAdvisor).

Ah! Já vou avisando: esse post é um exagero de fotos porque a cidade é um exagero de linda!

Vamos começar com algumas dicas básicas:

(1) O sistema de transporte público da cidade é muito eficiente, quase nenhum hotel tem estacionamento próprio/grátis e os estacionamentos na cidade custam os olhos da cara. Concluindo: você não precisará de carro lá. Deixamos para pegar um carro alugado no nosso último dia na cidade, quando começaríamos a nossa roadtrip pela costa oeste americana. Nos dias em que estivemos em San Francisco, usamos:

  • Táxi (para ir do aeroporto ao hotel com bagagens e criança pequena, mas se preferir, dá para ir de BART, por US$ 8,25 – clique aqui para saber mais). Acredito que o táxi saiu por algo em torno de US$ 38 (já com tip), do aeroporto até o hotel, que ficava na região da Union Square.
  • Ônibus (se achar que vai andar bastante de ônibus, dá para comprar o Visitor Passport, que dá direito a transporte público ilimitado, mas não vale para o BART nem para o cable car).
  • Cable car (US$ 6 dólares por pessoa, por trecho). Adoramos o cable car. A Powell Station, estação de onde eles saem, ficava a poucos passos do nosso hotel, então terminamos usando esse meio de transporte super charmoso algumas vezes para descer até a área turística da baía (Fisherman’s Wharf).
  • Bicicleta (alugamos na Blazing Saddles, mas tem várias outras empresas de aluguel de bicicleta – algumas em downtown e Union Saqure e várias outras no Fisherman’s Wharf).
  • Ferry (para voltar com as bikes de Sausalito a San Francisco).
  • A pé – apesar das ladeiras, caminhamos bastante. Nosso hotel estava super bem localizado e dava para passear pela região da Union Square (Market Street e arredores), Chinatown, tudo a pé… Em um dos dias, o nosso cable car quebrou ainda perto do Fisherman’s Wharf, daí o condutor devolveu o dinheiro dos turistas e descemos ali e voltamos a pé também. É bom subir uma ladeirinha para queimar as calorias da comilança por lá.

(2) Mesmo que o dia esteja bonito e ensolarado, a cidade pode ficar bem fria, então esteja sempre equipado com bons agasalhos. Compramos lá mesmo, na Uniqlo, pertinho do nosso hotel, casacos que são super bacanas para famílias que viajam muito. As parcas da linha Ultra Light Down são super leves, compactas e podem ser guardadas em uma bolsinha que não ocupa muito espaço na mochila. Compramos para a família inteira e elas cumpriram super bem o papel de nos manter quentinhos durante toda a viagem. Vale a pena aproveitar para comprar lá, pois a Uniqlo é uma marca japonesa que ainda tem poucas lojas nos Estados Unidos e San Francisco é uma das poucas cidades que tem. Além de tudo, as jaquetas são impermeáveis e fáceis de limpar. Seu filho se sujou todo no restaurante? Nada que alguns lenços umedecidos não resolvam. Recomendo demais!

Bela no Muir Woods National Monument, com a parca da Uniqlo.
Bela no Muir Woods National Monument, com a parca da Uniqlo.

(3) Se deixe levar pelo clima paz e amor e pela atmosfera pró-meio ambiente e sustentabilidade da cidade. Sentimos muito disso na Califórnia, mas principalmente em San Francisco. Muita gente andando de bicicleta, usando transporte público (na frente dos ônibus tem suporte para as bikes!), se importando com reciclagem e uso de materiais mais sustentáveis, opções de alimentos orgânicos em todos os lugares, gente vivendo a vida com uma pegada mais leve… The Mamas and the Papas tinham razão: “For those who come to San Francisco / Summertime will be a love-in there / In the streets of San Francisco / Gentle people with flowers in their hair”.

Golden Gate Park
Golden Gate Park

(4) Na minha opinião, os melhores lugares para se hospedar com crianças seriam: a região da Union Square e a região do Fisherman’s Wharf. Escolhemos a Union Square e logo mais, nesse post, explico os motivos

(5) San Francisco merece alguns dias no seu roteiro californiano. Se separar uns 3 dias, vai ter que correr um pouco para fazer o básico. 4 dias, já melhora. Se tiver 5 dias, ideal! Pode reservar, sem medo de ser feliz. A cidade é uma delícia e você vai querer ficar ainda mais. Ah! E se tiver mais tempo que isso para ficar na cidade, que sorte a sua! Eu moraria fácil naquele lugar. Destaquei isso aqui porque muita gente separa vários dias para Los Angeles e deixa San Francisco às margens e, embora eu tenha gostado bastante de LA, acho que San Francisco é ainda mais bacana.

(6) Como já falamos em outro post, o nosso estilo de viagem tem uma pegada mais leve, principalmente agora que a Bela chegou para completar o nosso time. Não sentimos necessidade de “ver tudo” eu poucos dias. Às vezes preferimos tirar um tempo para relaxar, voltar um pouco mais cedo para o hotel e recuperar as forças para o dia seguinte, tirar uma tarde inteira para só brincar com a Bela em algum lugar agradável… Sendo assim, você perceberá que o nosso roteiro raramente é preenchido com atividades programadas manhã, tarde e noite. Na nossa opinião, às vezes essa “obrigação” de passar por todos os pontos turísticos da cidade faz com que se aproveite menos cada momento, seja por causa do cansaço ou da pressa para sair logo de um ponto e ir para outro. É claro que temos que aproveitar a oportunidade da viagem para conhecer o máximo que pudermos, afinal, não sabemos quando retornaremos àquele lugar, mas muitas vezes cortamos alguns programas para investir em tempo de qualidade em família.

Golden Gate Park
Golden Gate Park

Dia 1

Nosso hotel

Fechamos pelo Hotwire (já falamos sobre esse site aqui) a reserva no Hotel Fusion, pertinho da Union Square e da Powell Station, ponto de onde sai o cable car rumo ao Fisherman’s Wharf. Além disso, a poucos passos do hotel, na Market Street, há pontos de ônibus com linhas que cobrem praticamente todos os principais pontos de interesse da cidade. A estação do BART também fica ali pertinho.

É uma área bem comercial, com todas as lojas que amamos por perto. Já no primeiro dia, resolvemos um monte de coisa por ali mesmo e a pé. Walgreens, Uniqlo, Gamestop, Ross, Forever 21 e mais uma enxurrada de lojas (todas aquelas que estamos acostumados a ver nas cidades grandes americanas), bem pertinho do hotel. Resolvemos o chip americano para o celular, compramos os casacos apropriados para famílias viajantes, os passes de ônibus, o bendito PS4 que estava em falta no mundo inteiro + acessórios e jogos, a mala nova (já que, como falei nesse post, a nossa velha companheira de viagens foi abandonada em San Francisco), fizemos aquela “feira” na Walgreens… Alegres como criança em loja de doce…

Os funcionários do hotel eram simpáticos e atenciosos. Receberam todas as encomendas das compras antecipadas que fizemos pela internet. Tudo direitinho, sem problema. Obaaa!!!

O quarto era bem pequeno e ficamos apertadinhos com a Bela dividindo a cama de casal com a gente. Mas, nesse caso, a culpa foi nossa, pois a pesquisa que fizemos no Hotwire foi para um quarto para duas pessoas, já que nos Estados Unidos, na maior parte das vezes, criança da idade da Bela não paga. Simulamos a pesquisa incluindo a Bela e muitos hotéis mais baratos não apareciam, então adotamos a prática de pesquisar para um casal e tentar a sorte na hora do check-in para ver se nos colocavam em quarto maior, com duas camas ou pedíamos o berço. Deu certo em todos os outros lugares que ficamos, menos em San Francisco, pois o hotel estava lotado e não tinham um quarto maior disponível. Já estamos acostumados a vez ou outra dividir a cama com a Bela, então, nada que atrapalhe a viagem.

O café da manhã era grátis e servido em um quarto que eles adaptaram e transformaram em copa. O espaço era bem pequeno, sem mesas para sentar. Eram servidas algumas frutas, pães, bagels, bolinhos, geleias, cream cheese, sucos e café. Nada de outro mundo, mas dava para passar. O esquema é pegar tudo o que quiser comer e beber, colocar uma bandeja e fazer a refeição no seu quarto. Como não tinha mesa no quarto, todos os dias fazíamos um piquenique sentados no chão mesmo.

No nosso primeiro dia em San Francisco, fora as comprinhas que fizemos e que precisavam ser feitas no primeiro dia de viagem, passeamos pela região da Market Street e Union Square e comemos no restaurante indiano Little Delhi, na Eddy Street. Preço bom, comida deliciosa, bom atendimento e mango lassi de primeira. A Bela aprovou!

Restaurante indiano, pertinho da Union Square
Restaurante indiano, pertinho da Union Square

Dia 2

Cable car, Lombard Street, Fisherman’s Wharf e Pier 39

Seguindo as sugestões da Maryanne, do Hotel California Blog, pegamos o cable car na Powell Station e seguimos rumo ao Fisherman’s Wharf. Descemos um pouco antes de chegar lá, quando o condutor anunciou: “Lombard Street!”. Do ponto de descida até a parte “sensação” da Lombard Street, é uma subida puxada.

A Lombard Street deve ser uma das ruas mais charmosas e famosas do mundo. É super íngreme e repleta de jardins bem cuidados. Os carros descem em ziguezague, devagarzinho, e os turistas ficam ali, observando aquele movimento. Muito bacana e vale a pena ir até lá.

Da Lombard Street, descemos até o Fisherman’s Wharf caminhando. Haja ladeira! Mas para descer, todo santo ajuda, né? Aos poucos, percorrendo aquelas ruas que parecem ter saído do filme “Uma babá quase perfeita”, começam a surgir outros cenários familiares. “Olha, amor, Alcatraz!”, “A Golden Gate Bridge! Acho que vou chorar…”. E seguimos descendo, fotografando e curtindo cada momento daquela experiência.

O Fisherman’s Wharf é uma área bem turisticona. Restaurantes, lojas de souvenir, píeres, muito turista passando para todos os lados, pedestres, bicicletas, gaivotas… É lindo. A paisagem da baía de San Francisco é fantástica.

Almoçamos na Boudin Bakery, que tem mesas indoor e outdoor e um bistrô mais chique no andar de cima. Ficamos na parte de baixo mesmo. Meu marido foi para a fila fazer os pedidos e eu e a Bela fomos procurar uma mesa. Falam que nem sempre é fácil encontrar uma, mas achamos rapidinho.

Comemos Clam Chowder servida no pão Sourdough (super clássico, tem que provar de qualquer forma!), Rustic Tomato Soup, também servida no pão e um Shrimp Salad Sandwich. Tudo muito saboroso. Ao nosso redor, por trás das paredes de vidro, observamos o funcionamento da padaria, o pessoal preparando pães em formatos de animais, o vai e vem de pães, tudo um espetáculo à parte. As crianças adoram!

De lá, vale continuar a caminhada até o Pier 39, onde o show fica por conta dos leões marinhos, que lotam as plataformas e encantam adultos e crianças.

Há quem continue a caminhada (ou pegue algum meio de transporte) até o Pier 1, onde fica o Ferry Building, mas como começou a chover e passaríamos por lá de bike no dia seguinte, encerramos ali o passeio e voltamos para a região do hotel, onde passeamos pela Macy’s e outros shoppings cobertos. Fizemos um lanche lá por perto e voltamos para descansar no hotel.

Dia 3

Cruzando a Golden gate Bridge de bike, Sausalito e baía de San Francisco

O nosso terceiro dia em San Francisco amanheceu lindo. Obaaa!!! Perfeito para cruzar a Golden Gate Bridge de bicicleta e ir até Sausalito. Pegamos mais uma vez o cable car (estávamos apaixonados por ele) e fomos até o Fisherman’s Wharf. De lá, fomos até a Blazing Saddles alugar as bikes. Usamos esse cupom aqui e tivemos 20% de desconto.

Lá, recebemos as bikes, uma cadeirinha para a Bela, capacetes para os três, mapas e instruções sobre o caminho e algumas dicas. Tudo muito rápido. O cara falava sem parar. Um texto decorado, sem muita emoção. Ficamos um pouco confusos, mas, como ele não era muito simpático, decidimos não fazer muitas perguntas, afinal, não devia ter muito como errar. E não tinha mesmo. É só usar o mapa e seguir a sinalização no caminho. No mais, tem um monte de gente fazendo o mesmo trajeto. Na dúvida sobre alguma curva, siga a massa. O cara da locadora também nos deu duas passagens de volta para o ferryboat que faz o trajeto Sausalito – San Francisco e falou que a gente pode usá-los para voltar de ferry ou devolvê-los na loja, caso decidíssemos voltar de bike. Os bilhetes só seriam cobrados se fossem usados.

A bicicleta tem uma bolsinha na frente para guardar os pertences e corrente para prendê-la quando for passear a pé pela cidade.

Apesar de gostarmos muito de pedalar, não somos atletas. Temos o preparo físico de uma pessoa normal. Achamos o trajeto relativamente tranquilo, com uma subida mais cansativa na ida e uma ladeirona que deve ser descida com cuidado um pouco antes da entrada de Sausalito. Desde que se tome o cuidado normal que se toma quando se está pedalando com uma criança, dá para fazer o trajeto tranquilamente. A cadeirinha da bike que pegamos era bem confortável e a Bela até dormiu durante uma parte do trajeto.

Não tenho palavras para descrever a sensação de cruzar de bicicleta aquela ponte, ícone do turismo, cenário de tantos filmes que amamos. Foi bem emocionante e um dos pontos altos da nossa viagem. E o prêmio pelo seu esforço físico está lá do outro lado da baía: a linda e charmosa Sausalito. A cidadezinha é repleta de casinhas bonitas, restaurantes, cafés, galerias, lojinhas de coisas fofas e descoladas.

Comemos no Scoma’s, um restaurante que fica praticamente dentro d’água. Comida deliciosa, atendimento impecável. Giz de cera, cadeirão e trocador para as crianças. Também deram atendimento prioritário pra gente na espera pela mesa e rapidinho nos passaram do bar para uma mesa em um cantinho aconchegante da casa. Não era barato, mas, comparando com o que a gente está acostumado a pagar aqui em São Paulo, também não é caro. Pagamos um preço justo para comer lagosta, caranguejo e outras delícias.

De lá, fomos para a fila do ferry. Muita gente com bikes, mas embarcamos rapidamente. Dentro do ferry, uns funcionários ficam organizando o “estacionamento” das bikes. Eles ficam gritando enlouquecidamente com as pessoas, mas não é nada pessoal. É para agilizar o serviço mesmo. Deixamos as bikes embaixo e somos obrigados a subir para seguir a viagem.

Lá em cima, mais uma vez a vista linda da baía, da ponte, de Alcatraz e de San Francisco, dessa vez, de dentro do mar. Um pouco antes do desembarque, todo mundo tem que descer as escadas, fila por fila e ficar de pé ao lado da sua respectiva bike. Mais uma vez, ao som dos gritos dos funcionários, obedecemos as ordens e saímos disciplinados do ferry. É nessa hora, já em San Francisco, que precisamos entregar a passagem para funcionária que fica na saída.

Pronto. Estamos de volta, já em San Francisco, no Ferry Building. Agora é hora de voltar alguns quilômetros pedalando para devolver as bikes no Fisherman’s Wharf.

Dia 4

Chinatown, The Haight e Golden Gate Park

Dia de Chinatown! E a Chinatown de San Francisco é a maior fora da Ásia. Quando vimos onde ela estava localizada no mapa, percebemos que não fazia sentido nenhum ir até lá sem ser caminhando. É que o portão principal de entrada nela ficava a poucas quadras do nosso hotel.

Para guiar o nosso passeio por lá, usamos um roteiro sugerido no nosso guia Fodor’s (estávamos como ele e o Lonely Planet). Na rota sugerida havia um mapinha e explicações sobre cada ponto de interesse. O guia orientava sobre umas ruelas e uns detalhes que teriam passado despercebidos se não estivéssemos com o livro. Uma vez dentro de Chinatown, a sensação que se tem é que se está em outro país. As pessoas, o idioma falado por elas, o alfabeto… A atmosfera é bem diferente e vale a visita.

Pra gente, uma manhã lá foi suficiente, encerrando com um almoço no estilo “festival” de comida chinesa. Vários pratinhos eram servidos na mesa, finalizando com um delicioso sorvete de chá verde. A Bela amou! Tomou o dela e ainda partiu para os nossos.

De lá, partimos de ônibus para o Golden Gate Park, passando pelo bairro “hippie”, ícone da contracultura, Haight Ashbury (The Haight). Observamos o colorido das lojas, a atmosfera “flowers in your hair”, as lojinhas… No final do bairro, está o Golden Gate Park. Imenso, colossal, se estende de The Haight até a Ocean Beach.

Vista aérea do Golden Gate Park, que é 20% maior que o Central Park de Nova York. Foto: Hispalois, http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en
Vista aérea do Golden Gate Park, que é 20% maior que o Central Park de Nova York. Foto: Hispalois, http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en

O Golden Gate Park é maravilhoso. Embora visto do alto ele lembre bastante o Central Park, de Nova York, com seu formato retangular em meio à cidade, o Golden Gate é 20% maior. Atrações por lá não faltam. É lá que ficam a California Academy of Sciences e o de Young Museum. Tem alguns playgrounds bacanérrimos, um deles até com um Carrossel, Jardim Botânico (San Francisco Botanical Garden), estufa (Conservatory of Flowers), área para eventos e shows, jardim japonês (Japanese Tea Garden), campos de golf, lago, cachoeira, trilhas, entre muitos outros atrativos.

Como o parque é muito grande, o ideal é, antes de ir, tentar se familiarizar um pouco com o mapa de lá e escolher os atrativos prioritários para a sua visita. Como estávamos com a Bela, que na época tinha pouco menos de dois anos, demos prioridade aos playgrounds, lago, campos floridos, curtindo bastante o dia com ela.

Dica 1: no “topo do parque”, que fica voltado para o bairro The Haight, tem um Whole Foods Market, onde você pode comprar um monte de comida saudável e orgânica para fazer um piquenique no parque. O ônibus que vem da região da Union Square para o parque tem uma parada na calçada do mercado. Você pode descer nesse ponto, fazer as comprinhas e ir curtir o dia no parque. Já falamos antes sobre a rede Whole Foods Market aqui nesse post: http://pezinhonaestrada.com/2014/08/16/nova-york-com-bebe-de-um-ano-parte-6-onde-comer-o-que-comer-e-dicas-especiais-sobre-comidinhas-para-bebes-nos-eua/

O Whole Foods Market fica onde está a gotinha vermelha e a grande área verde é um pedacinho do Golden Gate Park. Foto: Print do Google Maps
O Whole Foods Market fica onde está a gotinha vermelha e a grande área verde é um pedacinho do Golden Gate Park. Foto: Print do Google Maps

Dica 2: se pretende ir ao carrossel, não deixe para ir no fim da tarde, pois fecha cedo. Nós fomos brincar um pouco no playground que fica bem ao lado e, quando voltamos para o carrossel, estava fechado. Que tristeza…

Dica 3: Infelizmente essa dica nós só descobrimos depois que voltamos para o Brasil, no site do próprio parque. Para ser mais específica, quando estava preparando esse post. O parque oferece um serviço grátis de transporte, o “Free Golden Gate Park Shuttle”. Como o parque é imeeeenso, deve valer a pena pegar o ônibus, pois ele faz paradas em vários pontos estratégicos do parque (clique aqui para saber onde são as paradas). No nosso dia lá, percorremos vários trechos do parque a pé mesmo. Tudo fica bem distante, o que torna o passeio um pouco cansativo se não pegar o ônibus.

Dia 5

Muir Woods National Monument

No nosso ultimo dia em San Francisco fomos buscar o carro que havíamos reservado na Hertz, que ficava na mesma rua do hotel onde estávamos hospedados. Fiz o relato sobre a escolha do carro e da locadora aqui.

Já com o carro, passamos no hotel, fizemos o check-out e guardamos toda a bagagem no porta-malas.

Então, colocamos no GPS o endereço do Muir Woods National Monument. Já tínhamos visto previamente que a rota do hotel à unidade de conservação passava pela Golden Gate Bridge, então, pela segunda vez, cruzaríamos a ponte, mas agora dirigindo. Que maravilha cruzar essa ponte mais uma vez!

Cruzando a Golden Gate Bridge de carro
Cruzando a Golden Gate Bridge de carro

Chegando à Muir Woods (chamaremos de parque, ok?), há vários bolsões de estacionamento. Se chegar um pouco tarde, terá que parar o carro bem longe e voltar andando até a entrada do parque. Não tiramos o carrinho do carro e seguimos com a Bela caminhando, mas, pelo que vimos depois, daria para ter levado o carrinho tranquilamente, pois a trilha principal do parque é completamente adaptada e tem o piso lisinho de madeira. No final do percurso, a Bela estava cansadinha e ficou pedindo colo. Um carrinho, naquela hora, teria sido uma maravilha. Então fica a dica: se decidir levar o carrinho, pare o carro ao lado da entrada, uma parte do pessoal desce com o carrinho e alguém vai estacionar em um dos bolsões, pois, o caminho entre os bolsões e o estacionamento seria o trecho mais difícil para circular com o carrinho.

O Muir Woods National Monument faz parte do National Park Service e é uma unidade de conservação onde predomina o ecossistema formado pelas old growth Coast Redwood  (Sequoia sempervirens), uma espécie de prima da sequoia, que é geralmente um pouco mais estreita e mais alta. Para quem assistiu ao filme “O Planeta dos Macacos: A Origem”, é exatamente a floresta onde o James Franco levava o macaco para passear.

As árvores são imensas, a paisagem é linda e organização do parque é bem de primeiro mundo. A entrada custa 7 dólares por pessoa e crianças abaixo de 15 anos não pagam. Logo na entrada, você receberá um mapa com as orientações para as trilhas. Fizemos a trilha principal até o final e ficamos deslumbrados com a experiência. É o tipo de programa que curtimos muito fazer! Almoçamos no próprio parque, que tem uma infra ótima, inclusive para famílias com crianças pequenas.

De lá, pegamos a estrada e seguimos rumo a Monterey, pela California 1 (também conhecida como Highway 1/Pacific Highway). Como já estava tarde e estávamos cansados, não paramos na Santa Cruz Beach Boarwalk, que fica em Santa Cruz,  no meio do caminho entre San Francisco e Monterey. Falam que é super bacana. No dia em que estávamos fechando esse post, por exemplo, a atração tinha 4 estrelinhas no TripAdvisor.

A caminho de Monterey
A caminho de Monterey

Chegando a Monterey, fizemos o check-in na Pacific Inn Monterey e jantamos na Cannery Row, mas isso já é assunto para o próximo post.

 

Esse post faz parte de um roteiro maior, de 15 dias, pela costa oeste americana. Para ver o relato completo da viagem, clique aqui.

 

 

Nova York com bebê de um ano (parte 6): onde comer, o que comer e dicas especiais sobre comidinhas para bebês nos EUA

Hoje continuaremos com as dicas sobre Nova York e o assunto é literalmente uma delícia: comida! Onde comer, o que comer e, no final do post, dicas especiais sobre comida prática e saudável para bebês e crianças nos Estados Unidos.

Estando em uma das cidades mais cosmopolitas do mundo, o que não faltam são opções de lugares para comer. Além de restaurantes tipicamente americanos, envolvendo stakehouses (churrascarias), diners e redes mundialmente famosas de fast food, há ainda muitos restaurantes de comida chinesa, vietnamita, indiana, coreana, mexicana, porto-riquenha, francesa, ucraniana, japonesa, italiana, judaica, paquistanesa, tailandesa, alemã, tcheca, húngara, brasileira, latino-americana, enfim… comida do mundo inteiro!

Pausa para papar!

Entre as redes de fast food, o turista encontra facilmente McDonalds, Burger King, Subway, Taco Bell, Wendy’s, KFC, Pizza Hut, Domino’s Pizza, Starbucks, Dunkin Donuts, entre muitas outras. Todos esses restaurantes costumam ser mais baratos. E quando eu falo barato, é barato mesmo. Em vários deles, no “dollar menu”, você consegue encontrar sanduíches, entre outras opções por apenas 1 dólar. Na Pizza Hut, uma pizza grande, com dois sabores, custa US$ 7,99 ou, qualquer pizza, de qualquer sabor e qualquer tamanho, por US$ 11. Muitos desses restaurantes aceitam cupons de descontos. É claro que ninguém vai se jogar nesse mar de fastfood o tempo todo, nem ficar comendo coisas que já temos a oportunidade de comer no Brasil, mas uma vez ou outra, para dar uma cortada nos gastos ou fazer uma refeição rápida, essas opções são válidas.

Dollar Menu do McDonalds. No dia em que esse post estava feito, qualquer lanche desses podia ser adquirido por apenas 1 dólar. Fonte: Print da página www.mcdonalds.com

Entre as redes de restaurantes mais arrumadinhos e com serviço na mesa, em Nova York tem Hard Rock Café, Bubba Gump, Red Lobster, Cheesecake Factory, TGI Fridays, Olive Garden, Applebee’s, Outback, entre outros. Gente, esses restaurantes são todos muito bons e são kids friendly (cadeirão, banheiros com trocador, kids menu, giz de cera, papel para colorir ou outros brinquedinhos). Amamos muito!

Bela escolhendo o prato no kids menu do Red Lobster
Pratão com camarões, caranguejo e lagosta, no Red Lobster
Red Lobster

Podemos destacar, entre os pratos “típicos” de Nova York mais famosos, o sanduíche de pastrami, a pizza (NY style), o bagel, o hot dog (NY style, kosher, com carne de vaca), o cheesecake e o Manhattan clam showder. Em outras cidades pelos Estados Unidos e até mesmo aqui em São Paulo é possível ler nos cardápios algum desses pratos ser anunciado como “New York Style”, de tão famosas que são as versões originais nova-iorquinas.

As vitrines testadoras de NYC: torta de morango

Na Big Apple há restaurantes para todos os bolsos e gostos. Você pode escolher entre gastar uma pequena fortuna em algum restaurante sofisticado que serve aquele prato todo montadinho, bem apresentado, “enfeitado com folhinhas”, fazer uma refeição rápida com poucos dólares em algum foodtruck, aproveitar ofertas de fastfoods, entre tantas outras possibilidades. Ficar sem saber qual lugar escolher para comer é parte do charme dessa cidade.

Vamos falar agora sobre alguns lugares onde comemos e que indicamos muito.

Carmine’s (Times Square) 

No Carmine’s você vai encontrar comida italiana, com pratos muitíssimo bem servidos e preço justo. Um prato inteiro serve bem 4 a 6 pessoas. Por isso, no nosso caso, pedimos meia porção e comemos muito bem. Nossa sugestão? Vá de Meatballs (almôndegas) com espaguete. Elas são enormes e deliciosas. Você observará as mesas ao redor e verá que provavelmente essa foi a opção de muitas outras pessoas. Veja aqui o cardápio de lá com os preços atualizados.

Carmine’s Times Square, um restaurante BBB

Além de tudo, o restaurante é bem agradável e o serviço é muito bom.

Tem como fazer reserva diretamente no site do restaurante: http://www.carminesnyc.com/ .

Comida indiana

Quando morei na Inglaterra, me apaixonei por comida indiana. Tipo… Amor roxo. E por onde passo nesse mundo, se sei que tem comida indiana, tenho que chegar junto para fazer uma boquinha. Por sorte, o meu marido também gosta e a Bela já está entrando na onda. Sim, a comida indiana é bem condimentada (para não falar apimentada), mas a pequena sempre encarou bem, come e ainda fala “Huuummmmmm. Delícia, mamãe”. No início cheguei a refletir se os condimentos fariam bem para ela, fiz umas pesquisas e vi muitas mães e pediatras (principalmente americanas e britânicas) falando que se comida apimentada fizesse mal, o que seria das crianças indianas, mexicanas? Elas estavam certas. A Bela sempre comeu e sempre gostou muito. Nunca passou mal por causa disso. Além do mais, nunca escolhemos os APIMENTADAÇOS (só escolhemos os apimentados) porque nem eu gosto (mas o marido AMA). Em uma escala de uma a cinco pimentinhas, costumamos ficar no de três pimentinhas.

Um dos restaurantes indianos onde comemos, bem simples, pertinho do hotel. Desse, infelizmente, não lembro o nome.

Em Nova York há muitas opções de restaurantes e food trucks indianos. Há até uma área inteira, conhecida como Little India ou Curry Hill, que fica na região da Lexington Avenue, entre a East 26th e a East 31st. Ali você encontrará muitos restaurantes e lojas tipicamente indianos. Fomos ao Dhaba, indicado pelo The New York Times e adoramos. É escurinho, delicioso e, embora não tenha muita cara de restaurante para ir com crianças, os garçons foram extremamente simpáticos e receptivos e se esforçaram para dar atenção à Bela e fazer com que ela ficasse calminha (geralmente ela é tranquila, mas nessa noite ela estava super inquieta, jogando tudo o que via na frente beeeeem longe). Eles até fizeram uma espécie de chocalho grudando com fita adesiva dois copinhos descartáveis cheios de chocolate granulado. Uns amores! Mereceram uma tip bem boa e paga com grande sentimento de gratidão. A comida estava uma delícia e o preço era bom. Sugestão: Chicken Tikka Masala, o meu favorito e também favorito dos britânicos. Fizemos a reserva pelo Open Table (fica a dica desse site, onde você pode fazer reserva para vários restaurantes dos Estados Unidos).

Outro dia, almoçamos comida indiana na rua, em um food truck pertinho do ferry que faz o passeio para a Estátua da Liberdade. Barata e deliciosa. Infelizmente não lembro exatamente em que ponto ele ficava. Mas era esse caminhão das fotos abaixo. Se alguém souber o nome ou reconhecer o lugar pelas fotos, por favor, me avise. Era no Financial District.

Indian Food Truck, no Financial District

 

Comida de rua
Comida indiana na rua

Magnolia Bakery

Como sobremesa, não deixe de provar algum dia o cupcake da Magnolia Bakery, sobre o qual já falei nesse post.

Eataly

O Eataly é tipo um “mercadão” chique italiano em plena Manhattan. Desde que foi inaugurado, em 2010, ele virou sensação/ponto turístico disputadíssimo na cidade. Você vai encontrar coisinhas para comprar e preparar em casa (queijos, frutos do mar, vinhos, pães, massas) e restaurantes que servem a comida feita na hora. Entrando lá, você entenderá a minha dificuldade em descrever se é um conjunto de restaurantes e empórios ou um mercadão arrumado com praça da alimentação, enfim… É um lugar onde você pode viver um pouquinho da Itália.

Eataly
Eataly

O cheiro é uma delícia e tudo o que os olhos alcançam no meio daquela multidão de gente, abre o apetite. Desejamos muito encontrar um espacinho para sentar e comer por ali. Infelizmente não conseguimos. A fome estava grande, a Bela tem horário para papar e, para ser honesta, começamos a ficar um pouco “agoniados” no meio daquela multidão toda. Fugimos para a Union Square, onde comemos em um café.

Vale a visita ao Eataly? Muito. Principalmente se você conseguir comer lá (no geral, as pessoas falam muito bem da comida). Além disso, o Eataly fica pertinho do Flatiron Building, prédio icônico de Nova York e um dos primeiros arranha-céus da cidade.

Comida para bebês

Primeiro, vale deixar claro que em Manhattan não tem aqueles supermercados grandões que estamos acostumados a encontrar nos Estados Unidos. Mas há muitos mercados menores, farmácias e lojas onde você pode comprar comida. A rede Whole Foods Market é muito bacana e lá você encontrará opções de alimentos saudáveis para seus filhos. Muito amor por essa rede, gente <3

Pausa para mamar no Central Park

A Bela tinha um ano quando fomos a NYC e já comia boa parte das coisas que nós comíamos (além de mamar no peito). Então dava para sentar em algum restaurante e dividir o prato com ela ou pedir alguma coisa especial para ela no kids menu. Mas andando com criança, é sempre bom ter suquinho, iogurte, frutas, bolacha, leite, enfim… Umas coisinhas para colocar na mochila e quebrar o galho quando a fome apertar. Vou apresentar aqui algumas possibilidades de lanches bem legais para crianças.

Produtos saudáveis nos mercados da cidade
Olha que coisa linda a organização desse mercado!
Frutas e legumes colorindo lindamente os mercados locais

Naked e similares

Naked é uma espécie de smoothie/suco mais grossinho feito com frutas e sem açúcar. Na parte de trás da garrafinha você pode ver todos os ingredientes que foram usados para prepará-lo. A Bela amou o Naked e sempre andávamos com pelo menos uma garrafinha e um canudo.

São vários sabores de smoothie. Vou colocar aqui, como exemplo, o Red Machine. Dentro de uma garrafinha, há 13 framboesas, 11 morangos, 3 cranberries, 1 e ½ maçã, ¼ de romã, 1/3 de laranja, ½ banana e 7 uvas vermelhas.

Como exemplo, o Naked sabor Red Machine. Fonte: print do site http://www.nakedjuice.com/our-products/juice/red-machine

Entendo que, por ser industrializada, não deve ser tão saudável quanto um suco preparado na hora, com a própria fruta. Mas acredito que seja melhor que outros sucos industrializados que contém muito açúcar, conservante, sabores artificiais e quase nada de fruta dentro. Na minha opinião, quebra bem o galho durante uma viagem.

A marca é comprometida com a questão ambiental e tem alguns selos de sustentabilidade.

Iogurtes, queijos, papinhas e frutas – tudo orgânico

Você ficaria impressionado se visse como essa coisa de alimentos orgânicos cresceu nos Estados Unidos. Percebemos isso em Nova York, em 2013, e mais ainda na Califórnia, em 2014.

A Bela amou o Plum, um iogurte orgânico, especial para bebês, sem adição de açúcar. A embalagem é prática, BPA-free, o bebê suga o iogurte direto dela e só precisa guardar na geladeira depois de aberta. Na própria loja, ele fica nas prateleiras e não na geladeira. Tem uns sabores esquisitos de legumes, como cenoura, ervilha e batata doce, mas também tem com sabores de frutas.

Quanto às papinhas, é óbvio que, mesmo orgânicas, as industrializadas não são a opção mais saudável para os nossos filhos. Eu sei bem que uma papinha gostosa feita em casa é muito melhor. Mas em uma viagem, as industrializadas são bem práticas para uso esporádico. Você se surpreenderá com a variedade de sabores de papinhas orgânicas que existem lá. Elas podem ser encontradas em mercados, farmácias e até em lojas de artigos para bebês, como a Buy Buy Baby.

Nos mercados, pode-se encontrar uma imensa variedade de frutas, inclusive orgânicas. E gente, o que são os morangos daquele país? Enormes e deliciosos!

Ouvi falar que alguns Whole Foods oferecem fruta de graça para crianças em uma área chamada Kids Club. Verifique se o mercado que você está visitando oferece essa possibilidade.

Baby Mum-mum

Os Baby Mum-mums são biscoitinhos de arroz próprios para crianças que estão começando a ingerir alimentos sólidos. Não fazem sujeira e dissolvem fácil (conforme embalagem). Também são orgânicos, sem açúcar, sem conservadores e sem glúten.

Compramos do sabor tradicional e de banana e a Bela amou! Cada porção vem embalada separadamente, o que é muito prático. Essas bolachinhas também servem para manter o bebê “ocupado” em algumas situações. Imagine que você já deu o jantar para a sua filha e agora vai começar a comer com o seu marido. Entrega uma bolachinha de sobremesa e a criança vai ficar ocupada e entretida com a bolachinha por um tempo. Essas bolachinhas também são úteis para coçar a gengiva na fase em que os dentinhos estão nascendo.

A Bela comendo Baby Mum-Mum

Para crianças mais velhas, existe o Toddler Mum-mum, mas nunca provamos esse.

 

Esperamos que tenham gostado do nosso post sobre comida em Nova York. Agora vou indo porque esse post deu uma fome…

 

Você acompanha os outros posts sobre Nova York aqui: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4 e Parte 5.

 

 

Dicas para economizar nas viagens

Vontade de viajar não falta. Já dinheiro… Não é sempre que a gente pode contar com esse recurso, não é?

Nesse post vamos reunir algumas dicas para ajudar a planejar uma viagem dos sonhos sem causar um rombo no orçamento familiar.

Faça uma poupança.

Planejamento é fundamental

Primeiro, vale enfatizar que é necessário planejamento. Para isso, é interessante estabelecer uma meta e começar a trabalhar nesse sentido. Fazer uma poupança específica para viagens é uma boa ideia. Lembre: viagem não é despesa. É investimento. Investimento em tempo de qualidade com sua família, em boas lembranças, em aprendizado…

Sempre que estou planejando uma viagem, faço uma planilha com as despesas previstas para aquela aventura. Pesquiso bastante e anoto as estimativas de gastos com passagens, transporte, hospedagem, seguro de viagem, alimentação, passeios, pequenas compras, entre outros gastos. Então vejo o que pode ser pago em parcelas, o que pode ser pago antes da viagem (se tem reembolso, caso tenhamos algum problema e não consigamos ir), o que precisa ser pago durante a viagem e o que fica para pagar depois que voltarmos. Após fazer esse exercício fica mais fácil saber quanto é necessário colocar por mês na poupança.

Evite a alta estação

Se possível, viaje na baixa estação. No período de férias escolares, feriadões e finais de semana, é comum que todas as despesas de uma viagem fiquem bem mais altas. Em alguns casos, os valores das diárias de hotéis, por exemplo, chegam a triplicar na alta estação. Campos do Jordão é um bom exemplo disso. Durante o Festival de Inverno as diárias ficam caríssimas, principalmente nos finais de semana. Além disso, os destinos turísticos ficam bem mais cheios, o que significa mais filas, mais trânsito, mais tumulto.

Alta estação na Tailândia. Créditos: Bangkok.Travel
Alta estação na Tailândia. Créditos: Bangkok.Travel

Para quem viaja com crianças bem pequenas, que ainda não frequentam a escola ou podem perder aulas da escola sem problemas, é bom tirar férias fora dos meses de julho, dezembro e janeiro. Fique atento, pois em outros países, as férias escolares podem ser em outros períodos. Na Inglaterra, por exemplo, tínhamos férias entre agosto e setembro.

Hotwire, Priceline e outros sites de reservas de hotéis

Sempre que for fazer reserva da hospedagem, faça uma busca geral em todos os sites que oferecem esse serviço para ter uma noção geral dos preços. Geralmente, faço uma busca no link do hotel no TripAdvisor. Ele faz uma busca simultânea em diversos sites, incluindo Booking, Expedia, Decolar, Easytobook, Hoteis.com… Comparo os preços cobrados nesses sites com os preços cobrados pelo próprio hotel (algumas vezes fica mais barato fechar direto com o hotel). E, claro, vejo como está o “mercado” nos sites Hotwire e Priceline, por meio dos quais já conseguimos algumas pechinchas maravilhosas.

Hotwire e Priceline são serviços de compra às cegas. Ou seja, você primeiro paga, depois você descobre o que você comprou (existem formas de “diminuir essa cegueira pré-compra”, que explicarei logo mais). E não tem reembolso. A vantagem disso, é que você vai conseguir ficar em um hotel pagando bem menos do que ele costuma cobrar.

Na nossa viagem à Califórnia fizemos algumas das reservas pelo Hotwire. Foi muito legal. Economizamos bastante e gostamos muito de todos os hotéis onde ficamos. Por exemplo, ficamos com o Holiday Inn Express em San Diego, que está custando 314 reais nos sites tradicionais (Decolar, Booking, Expedia), mas pagamos 70 dólares pelo Hotwire. No Hotel Fusion, em San Francisco, pagamos 78 dólares por noite, usando o Hotwire. Se for fechar hoje pelo Booking, a diária sai por 593 reais! Como podem ver, é uma super economia. Se fôssemos pagar, pelos meios tradicionais de reserva, um hotel em San Francisco que custe 78 dólares, ficaríamos em um hotel bem mais simples ou em uma pior localização. Esse que ficamos era uma beleza! Pertinho da Powell Station e da Union Square, com café da manhã incluído!

Ou seja, dá um medinho pagar por um “hotel surpresa”, mas vale a pena e é até um pouco emocionante! É só observar algumas dicas que apresentaremos logo abaixo. Ah! E assim que você conclui a transação, você já recebe o nome do hotel com o voucher.

Como funciona o Hotwire? Você chega no site e faz a busca pela cidade, período de hospedagem e quantidade de pessoas no quarto. O Hotwire vai te retornar uma lista de hotéis, mas não vai mostrar os nomes deles, pois, claro, eles não querem que você fique sabendo da promoção e feche direto com hotel, fazendo com que eles percam a comissão.

Você poderá refinar a busca, escolhendo apenas as regiões onde você gostaria de se hospedar. Tem um mapinha da cidade ao lado, para facilitar essa etapa. Clicando em um hotel específico, você saberá quantas estrelas o hotel recebeu pelos usuários do serviço, a nota dele no TripAdvisor, a lista de equipamentos e comodidades (amenities), entre outras poucas informações. Atenção! Em alguns casos, estacionamento, taxa de resort e internet não estão incluídos e precisam ser pagos à parte.

Para ter uma ideia ou um palpite de qual pode ser o hotel pelo qual você se interessou, vale visitar o Better Bidding, que tem um fórum onde as pessoas compartilham as compras que conseguiram fazer no Hotwire e no Priceline. Daí, pelas amenities, quantidade de estrelas e região de cada hotel, dá para ter uma ideia de qual ele seria. Além disso, eles disponibilizam uma lista com os hotéis de cada região e as formas como as amenities desses hotéis podem ser apresentadas. O uso do site Better Bidding é gratuito e a única coisa que eles pedem é que você entre nos sites Hotwire ou Priceline pelo link que fica no topo da página deles e que depois volte para contar qual hotel você conseguiu fechar.

Já o Priceline (categoria Name your own price), funciona como um leilão às avessas. Basicamente, você preenche o formulário com informações como a cidade em que pretende se hospedar, o bairro/região, número de quartos, data, categoria do hotel e fala quanto pretende pagar por isso. Depois disso, você põe as informações do seu cartão de crédito e o site vai fazer uma busca e verificar se algum hotel que atende às suas condições topa fazer aquele preço. Se sim, o valor vai ser debitado do seu cartão e você tem uma reserva. Se não, você só poderá fazer um novo lance no dia seguinte e nada será cobrado pelas suas propostas que não forem aceitas. Nunca cheguei a fechar com o Priceline, pois as minhas ofertas baixas nunca foram aceitas e não tive paciência para ficar aumentando a cada dia até um belo dia descobrir onde ficaria hospedada. Quem tem paciência e tempo para isso, fala que é muito bom e que dá para conseguir uma relação custo x benefício ainda melhor que pelo Hotwire.

Priceline

O site Melhores Destinos publicou um guia sobre como conseguir bons hotéis pagando menos por meio desses dois sites. Você pode ver aqui as dicas super legais que eles postaram.

 

Aproveite as promoções

Hoje em dia as companhias aéreas têm apostado nas promoções para driblar a concorrência. As passagens aéreas estão cada vez mais acessíveis e, no Brasil, podem ser compradas inclusive em parcelas. Algumas companhias aéreas chegam a parcelar passagens em dez vezes.

No último final de semana, por exemplo, estavam rolando 17 promoções de passagens, com saídas de inúmeras cidades no Brasil. Tinha passagem de ida e volta para Buenos Aires por R$ 234,00 pela Gol, ida e volta para Montevidéu por R$ 250,00. Vale ficar de olho em sites especializados em divulgar promoções, como é o caso do Melhores Destinos. Nós costumamos compartilhar algumas dessas promoções na fanpage do blog.

melhores destinos

Cupons de desconto

Muitos atrativos, lojas, restaurantes e outros serviços oferecem cupons de desconto para os clientes. Sites especializados em reunir cupons, como o Retail me not, são boas ferramentas para deixar na sua tela de favoritos. Também vale baixar o aplicativo no seu smartphone e usar os cupons online, que nem precisam ser impressos.

retailmenot

Exemplos de descontos: imprimimos em casa um cupom de desconto da Blazing Saddles Bike Rentals e Tours de San Francisco e tivemos 20% de desconto no aluguel das bikes que usamos para cruzar a Golden Gate Bridge. Outra vez, ganhamos sobremesa grátis no Hard Rock Café. Desconto de 8% na seguradora World Nomads… Entre muitos outros. Vale ficar ligado!

Organize suas milhas

As empresas de cartões de crédito têm parcerias com programas de milhagens das companhias aéreas. Muitas vezes você pode comprar passagens usando as milhas ou, se não tiver milhas suficientes, conseguir um upgrade na sua passagem ou um bom desconto. Além das milhas dos gastos do cartão, sempre que você viajar de avião, ganhará pontos que serão somados em sua conta. Lojas e programas de fidelidade de outras empresas também ajudam a acumular pontos. Fique esperto, organize os seus programas de fidelidade e não deixe que seus pontos se percam.

Converse com seus filhos e explique quanto/se podem gastar

A minha filha ainda não chegou na idade de ficar pedindo para comprar tudo o que vê pela frente, mas tenho amigos que falam que essa fase é terrível. “Quero sorvete”. “Quero pipoca”. “Quero uma orelha da Minnie”. “Quero esse brinquedo”. Enfim… Querem tudo.

Loja de souvenires. Créditos: Thiago Martins
Loja de souvenires. Créditos: Thiago Martins

Como fazer para controlar isso? Cada família tem o seu jeito de lidar com a situação e acredito que os pais saibam melhor que ninguém como agir nesses casos. Uma dica legal é, antes de chegar aos atrativos, converse com seus filhos e explique até quanto eles podem gastar em determinado passeio. Assim, a criança já começará a entender como gerenciar melhor os desejos e as vontades, de acordo com os recursos disponíveis.