Enxoval nos Estados Unidos

Muita gente vem me perguntando como foi a experiência da compra do enxoval nos Estados Unidos, se eu indico, se vale a pena, quais as dicas, o que não podem deixar de comprar lá… Essa é uma postagem longa, mas bastante informativa, então vamos lá!

Eu viajei para Miami com o meu marido em janeiro de 2012, quando estava grávida de 6 meses da minha filha. Tive que esperar até os seis meses porque só então o meu marido estaria de férias para poder me acompanhar na viagem. Não acho que seja o tipo de viagem que uma grávida possa fazer sozinha. Muitas coisas são pesadas para carregar e a bagagem no final é imensa.

Meu marido e nossa pequena bagagem
Meu marido e nossa pequena bagagem

Quanto mais cedo a grávida decidir viajar, melhor é, pois a barriga estará mais levinha, as pernas menos inchadas e ela se cansará menos. Mas é importante viajar depois que souber o sexo do bebê, pois as coisas neutras são mais difíceis de encontrar, principalmente roupinhas. Fiz o exame da sexagem fetal e descobri que Isabela era uma menininha na oitava semana de gestação. Indico muito esse exame para as mamães ansiosas como eu!

Em qual cidade fazer o enxoval?

Decidi ir para Miami porque foi a cidade que estava com as passagens mais em conta. Teria ido para qualquer outra cidade grande que tivesse outlets e as principais lojas de artigos para bebês. Além do preço das passagens, como era janeiro, era muito frio e tinha neve em boa parte dos Estados Unidos. Nova York naquela época, por exemplo, nem pensar para uma gestante. Precisávamos de um destino sem neve, pois lembro dos tombos e escorregões que eu tomava no inverno quando morava na Inglaterra. Grávida e chão escorregadio não combinam. Miami pareceu ser a escolha perfeita.

Eu e a Bela na Lincoln Road
Eu e a Bela na Lincoln Road

Quando estava fazendo planos para o enxoval, vi que muitos blogs indicavam Miami como o lugar ideal, mas acho que qualquer cidade nos Estados Unidos serve para isso, desde que você pesquise antes quais as lojas e outlets que existem por lá. Aquele lugar é o paraíso do consumo. E se você sempre sonhou em conhecer alguma outra cidade de lá, por que não aproveitar a oportunidade do enxoval, não é?

Converse com o seu médico

Durante os preparativos para a viagem, é necessário conversar com o obstetra, perguntar se pode viajar e pegar um atestado que diga a idade gestacional no período da viagem e que afirme que a gestante está autorizada por ele a viajar. Ninguém me pediu esse documento em momento algum, mas é bom tê-lo com você. Quando eu passava pelos postos de imigração, só me perguntavam quanto tempo de gestação eu tinha e me deixavam passar. Meu médico me falou para usar meias de média compressão próprias para gestante durante o voo, pois o único risco que eu correria no voo longo seria a possibilidade de trombose. Comprei e usei direitinho.

O Hotel

Decidimos ficar em um hotel próximo ao aeroporto por alguns motivos: (1) era mais barato que em Miami Beach; (2) era muito próximo ao aeroporto e ao Dolphin Mall, um dos shoppings mais legais de lá; (3) tinha acesso muito fácil para o Sawgrass Mills (o shopping mais legal para quem vai fazer enxoval); (4) tem todas as lojas que nós queremos por perto (Buy Buy Baby, Babies R Us, Bed Bath & Beyond…), (5) liguei antes para saber se eles aceitariam receber as coisas que eu fosse adiantando e comprando pela internet e eles falaram que sim. Obaaaa!!!

Ficamos no Best Western Plus Miami Airport West Inn & Suites. Quarto grande e limpo, café da manhã bonzinho, estilo USA mesmo. Não espere encontrar cafés da manhã com variedade de hotel nordestino por lá, porque você não vai encontrar. Mas tinha todo o básico e necessário em um café: frutas, iogurte, sucos, café, leite, pães, torradas, waffles feitos na hora (cada um faz o seu), bacon e ovos alguns dias, outros dias linguiça. Depois percebemos que esse é o padrão da Best Western nos Estados Unidos.

O hotel não fica tão longe de Miami Downtown e Miami Beach e das badalações da parte turística. Se quiser curtir um pouco mais como turista, vale pegar uns dias em um hotel mais em conta e outros em Miami Beach. Ficamos todos os dias nesse, que é em Doral, e achamos que fizemos uma boa escolha.

A Bagagem

Quanto à bagagem que você vai levar para lá, seja muito racional e leve pouquíssima coisa, pois quanto menos coisa você precisar trazer de volta das que você vai levando do Brasil, melhor. Além disso, você pode comprar coisas para você e já ficar usando por lá. Leve calçados confortáveis, roupas leves (em Miami não costuma fazer frio, mas o ar-condicionado dentro das lojas e shoppings é geladinho, então vale levar um casaquinho ou cardigan, que pode ser o mesmo que você usou no avião).

Eu e o meu marido levamos apenas uma mala na ida. Era uma mala gigaaaaante, que serviria para trazer bastante coisa na volta, pois ela foi quase vazia na ida. Lá nós compramos uns sacolões gigantes de lona, que não pesam praticamente nada (importante) e servem para trazer muuuuita coisa dentro. Custam uns 25 ou 30 dólares e são vendidos em várias lojas de bagagem desses shoppings de outlet. No Sawgrass tem várias opções.

As sacolas são grandes. Dá para colocar tudo dentro: o carrinho, o bebê conforto, brinquedos maiores, berços portáteis, cadeira de alimentação…

E ainda tinha mais um sacolão no banco de trás!
E ainda tinha mais um sacolão no banco de trás!

Importante:

Se você despachar o carrinho na caixa em que ele veio, a caixa já conta como um volume despachado (mesmo não pesando os 32 kg aos quais você tem direito em cada volume), é difícil de carregar e não é aceita em algumas companhias aéreas, como a American Airlines. Colocando o carrinho na sacola, você pode ir preenchendo o entorno com roupinhas, toalhas, protetores de berço, cobertores e outras coisas fofinhas, o que protege o carrinho contra impactos e você ainda aproveita o espaço e os quilos que podem ser carregados naquele volume.

Lá em Miami

Ok, chegamos ao aeroporto em Miami. E agora? Pegamos o trenzinho do aeroporto até a área de aluguel de veículos. Fomos pegar o carro que havíamos deixado reservado na Álamo. Fizemos a reserva no site da Happy Tours, que tem os melhores preços que já vimos até agora para aluguel de veículos nos Estados Unidos. Já usamos o serviço várias vezes e nunca tivemos problema. Indicamos muito! Os preços são melhores que os das promoções nas próprias locadoras. Eles trabalham com Álamo, Hertz, entre outras.

Havíamos reservado um Corolla, mas na conversa com o atendente da locadora, no próprio aeroporto, ele nos aconselhou a pegar uma SUV, por causa do volume das bagagens para quem estava fazendo enxoval. A diferença de preço era pequena e foi a melhor coisa que fizemos, pois a mala da SUV sempre ficava cheia de compras e a bagagem no último dia era gigaaaante. Nunca teria cabido tudo dentro de um Corolla. Além disso, o carro era muito confortável, automático, super fácil de dirigir. Se não tiver um GPS com mapas americanos atualizados, alugue também o GPS, nem que seja para ficar com ele até você comprar o seu.

Nosso carro
Nosso carro

Chegando ao hotel, deixamos a bagagem, conferimos se os pedidos que havíamos feito pela Internet haviam chegado direitinho ao hotel (chegaram!) e partimos para a primeira rodada de compras, no Sawgrass Mills.

 O Sawgrass Mills

Indico o Sawgrass como primeiro shopping a ser visitado, pois é um outlet, o que faz com que tenha os preços melhores. Você não quer chegar nele depois de ter feito um monte de compras e pensar “tudo aqui é mais barato”. Ele é gigaaaante, do tipo que leva alguns dias para ser conhecido, por isso, mantenha o foco, pegue um mapa do shopping e visite somente as lojas que realmente interessam. Lembre que está lá para fazer o enxoval! Foco!

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Primeira coisa: estacionamos o carro em frente ao Target, um super-hiper-mega-mercado/loja de departamento. Pegamos um carrinho de compras, a lista do enxoval e saímos comprando as coisinhas da Bela. Resolvemos mais da metade da lista lá. Pagamos e voltamos ao carro para deixar as coisas e continuar as compras nas outras lojas do shopping.

Acreditem: vale a pena estacionar lá perto e deixar as coisas no carro antes de partir para as outras lojas. [Update! Gente, como muuuuita gente fazia isso de comprar e deixar as compras no carro, infelizmente, passaram a acontecer alguns casos de arrombamento de veículos para furtar as compras das pessoas. Que triste, que chato, quanta gente ruim! Então, nada de guardar as compras no carro. O mais indicado passa a ser alugar o carrinho do shopping ou levar uma mala grande e ir colocando tudo dentro (não tire o olho das suas compras nem um segundo). Não é mico não! Muita gente leca a própria mala. E, assim que sair do outlet, parta direto para o hotel para guardar as compras. Nem uma paradinha para comer antes. É uma pena, mas não é mais seguro manter as compras no porta-malas do carro =( Fiquei pensando no quanto tivemos sorte, pois sempre guardamos as coisas no carro e nunca aconteceu nada de ruim com a gente. Graças a Deus. A partir de agora, cuidado redobrado. ] 

Caso prefira, também pode alugar um carrinho de compras do próprio shopping, que tem um banquinho onde você pode sentar e descansar um pouco as pernas e um espaço para ir colocando as compras. Nós não alugamos esse carrinho nenhuma vez. Eu preferia comprar, comprar, comprar e colocar o meu marido para voltar até o carro e deixar as coisas. Achei melhor ficar mais livre, que ter que ficar de olho no carrinho o tempo todo, cheio de compras já pagas. Já pensou se você se distrai um pouco e levam as coisinhas que você escolheu com o maior carinho?

Update! Lembrei, porque uma amiga comentou: Tem muita gente que leva uma mala grande de rodinhas para o outlet e vai colocando as compras dentro. No nosso caso, não rolava fazer isso no primeiro dia, pois foi o dia em que compramos a maior parte das coisas, entre elas, coisas muito pesadas e volumosas que encheriam a mala rápido (caixas grandes, protegidas por isopor). Funcionou melhor ir levando aos poucos para o carro e vez ou outra mudar o carro para uma vaga mais próxima da área que estávamos “desbravando”. É que o Sawgrass é gigante mesmo. Mas já usamos a tática da mala em outra ocasião. Em Nova York estávamos sem carro e aproveitamos para comprar uma mala no outlet e fomos guardando tudo dentro. Como estávamos de ônibus, seria muito mais fácil e prático voltar para o hotel com uma mala do que com um montão de sacolas. Nessa ocasião, as compras eram basicamente roupas, o que tornou mais fácil acomodá-las em uma mala.

Não tem fila preferencial…

Uma coisinha chata sobre os Estados Unidos: lá, na maioria dos lugares, eles não têm fila preferencial para gestantes, idosos e tal… Ou seja… Para quem já está acostumada a não enfrentar filas no Brasil, é meio chato voltar a se comportar como uma pessoa “normal”. Neste caso, aconselharia as mamães a não viajarem para lá em alta temporada ou feriados prolongados, pois a cidade fica ainda mais cheia e você enfrentará filas maiores nas lojas.

Comprar antes pela internet

Uma dica importante… Compramos muita coisa pela internet ainda aqui no Brasil e mandamos entregar no hotel, pois fomos alertados que às vezes não conseguiríamos encontrar nas lojas as coisas que encontramos nos sites (nos mesmos tamanhos, cores, modelos…). As roupinhas, que precisavam de mais planejamento (tamanho, idade, quantidade por idade, quantidade para inverno, verão, com que idade ela estaria no inverno ou no verão, etc…), compramos grande parte no site da Carters, Osh Kosh B’Gosh e mandamos entregar no hotel. Já pensou ter que pensar em tudo isso dentro da loja? E as lojas físicas da Carters são suuuuper apertadas. E eles nem sempre têm os mesmos modelos na loja física. Encomendamos na Internet, com tempo sobrando e muita paciência. Chegou tudo certinho. É claro que passeando nas lojas lá compramos um montão de outras roupas, mas de uma forma mais livre, já tendo cumprido com a obrigação de comprar o básico para ela até completar um ano.

Conferindo se todas as roupas que compramos pela internet chegaram. Separamos por grupos de tamanho e fotografamos. Isso também ajudava a tirar dúvidas nas lojas para não comprarmos roupas repetidas.
Conferindo se todas as roupas que compramos pela internet chegaram. Separamos por grupos de tamanho e fotografamos. Isso também ajudava a tirar dúvidas nas lojas para não comprarmos roupas repetidas.

O carrinho e o bebê conforto nós também compramos na internet e entregamos no hotel. Isso é muito bom, pois poupa tempo lá e garante que vc vai encontrar o modelo que quer. Deixamos para comprar lá nas lojas as coisas que queríamos pegar, ver, saber como é, escolher pessoalmente.

Lojas

Outras lojas legais para comprar roupinhas e artigos para bebês, além da Carters e da Osh Kosk B’Gosh são: Gymboree, Gap, Ralph Lauren, Babies R Us/Toys R Us, Buy Buy Baby, Burligtons, Target, Walmart, Janie and Jack, Tommy Hilfiger, Pottery Barn Kids (tanta coisa linda lá), T.J. Maxx e Ross (essas duas últimas são aqueles outlets gigantes com coisas de grife de todos os tipos a preços inacreditáveis – você precisará de um pouco de paciência, mas vale muito a pena) entre outras lojas que nem lembro agora.

Basta dizer que na T.J. Maxx e Ross, compramos calça social para o meu marido da Calvin Klein por cerca de 20 dólares, roupinhas para bebê da Ralph Lauren por 12 dólares, tapete lindo de EVA para a bebê brincar em cima (com qualidade e design top, bem melhor que os do Brasil)  por 11 dólares, vestido para mim da Calvin Klein por 15 dólares e por aí vai… Tem que prestar atenção, ver se a peça tem imperfeições, procurar no meio daquela bagunça toda, mas termina achando!

 Dicas das boas!

(1) Compramos uma balança portátil por 12 dólares na Bed Bath & Beyond para pesar as malas e distribuir os pesos de forma a fazer com que cada mala não ultrapassasse 32 kg. Como sabem, cada passageiro tem direito a dois volumes de 32 kg. Se passar um quilo em uma, mesmo que na outra mala você só esteja levando dois quilos e esteja com um crédito de trinta quilos, paga pelo excesso da anterior. O peso de uma mala não compensa o da outra. Ter que abrir a mala no meio do aeroporto para redistribuir o peso nas malas é um estresse desnecessário. Pese tudo no hotel e com paciência distribua tudo de forma a não exceder o peso em nenhum dos volumes.

(2) Compramos cadeados especiais padrão TSA. É um tipo de cadeado que a polícia americana consegue abrir para inspecionar a sua mala (é… eles têm essa mania desagradável). Se a mala não estiver com esse tipo de cadeado, eles simplesmente quebram o cadeado que estiver lá e olham o conteúdo da mala. Sua mala vai ficar desprotegida o restante do trajeto, o que facilita o roubo de alguma coisa que você comprou!

O cadeado precisa ter esse símbolo
O cadeado precisa ter esse símbolo

(3) A terceira dica sobre bagagem é a das sacolas grandes, pretas, leves e que cabem todas as coisas do planeta dentro, sobre as quais já falei lá em cima.

(4) Fique de olho nos cupons de desconto! Muitas lojas oferecem descontos, inclusive em cima de produtos que já estão em liquidação. São descontos em cima de descontos. Ai, como eu amo… Vale se cadastrar nos sites dos shoppings e das lojas e se inscrever no mailing deles para receber os cupons via e-mail. É bom fazer uma busca em sites como o http://www.retailmenot.com/ e o http://www.coupons.com/ para ver se as lojas/restaurantes/lanchonetes que você pretende visitar estão com algum tipo de desconto. Esses sites também têm aplicativo para celular. Genial! A Carters e a Osh Kosh sempre têm cupons de desconto, geralmente para compras acima de 40 dólares, inclusive para compras feitas pela Internet. Todos os outlets têm um livrinho de descontos, que você pode pegar de graça, assim que chegar ao outlet, se tiver um cupom que pode ser impresso no site deles.

 Lista de compras

Sobre o que comprar… Cada mãe faz uma lista de compras do jeito que quer, de acordo com as marcas que prefere, com o que quer que o filho use ou não. Aqui vocês podem encontrar a minha lista de compras com alguns updates (a senha para acessar a lista é miami), com todas as coisas que escolhi e que achei que seriam legais para a minha filha e para mim. Fiquem à vontade para usar essa lista e fazerem suas adaptações nela.

 Em quanto tempo dá para resolver tudo?

Agendamos uma viagem de uma semana. Nos 5 primeiros dias nos concentramos mais no enxoval, mas comprando tudo sem pressa, de vez em quando fazendo umas comprinhas para a gente e fazendo pesquisas de preços, voltando no shopping x ou y porque nos arrependemos de não ter comprado alguma coisa. Nos últimos dias, descansamos, passeamos, curtimos a cidade e o entorno.

Dá para fazer em menos tempo? Dá. Mas acho que fica corrido e não é legal fazer uma viagem que seja muito cansativa para quem está esperando um bebê.

Vale a pena fazer enxoval nos Estados Unidos? Vale. Quando fui, o dólar era R$ 1,70 e boa parte das coisas que encontramos lá, simplesmente não existem aqui ou as que existem custam muito caro. Vale a pena principalmente se você puder aproveitar um pouco da viagem para fazer turismo também. Daí, a economia que você faz paga a viagem. No meu caso, foi a última viagem que fizemos juntos, enquanto ainda éramos só eu e o meu marido. A partir dali, todas as viagens seriam a três (no mínimo).

As desvantagens

Existem algumas desvantagens: uma delas é o fato de as compras precisarem ser feitas a vista ou no cartão para o vencimento, então tem que juntar uma grana boa para ir. Para quem é brasileiro e está acostumado a parcelar as compras mais caras, isso é um transtorno. Outra é para quem tem que pegar vôos domésticos, nos quais o limite de bagagem é bem menor que nos vôos internacionais, então provavelmente precisarão pagar pelo excesso de bagagem. Mais uma coisa chata: a alfândega na chegada ao Brasil. Por esse motivo, tiramos as etiquetas de todas as roupinhas, tiramos boa parte das coisinhas dela de dentro das caixas, para deixar bem claro que o objetivo das compras era uso pessoal e não para revenda. Não fomos parados/taxados.

Concluindo…

Fazer as compras da Isabela nos Estados Unidos foi uma experiência muito divertida e ficamos muito felizes por podermos oferecer à nossa filhinha coisas tão bacanas, lindas e fofas. Já fomos mais duas vezes para comprar coisas para ela (e pra gente também): roupinhas de 1 a 2 anos (Nova York) e roupinhas de 2 a 3 anos (Califórnia), além de fantasias, coisinhas de escola, brinquedos, carrinho para crianças maiores, cadeirinha para o carro e um montão de outras coisas.

Em algum outro post vou falar sobre os passeios que fizemos em Miami.

Se tiverem alguma dúvida em relação a algum produto, sobre compras, sobre a cidade, ou qualquer coisa que seja, estamos aqui! Fiquem à vontade para perguntar. Será um prazer ajudá-los. Ah! Se tiverem dicas ou se quiserem compartilhar suas experiências por lá, também vamos adorar saber como foi.

Documentos necessários para viajar com crianças

Criança, assim como gente grande, não pode andar por aí sem documento. E isso independe de se a criança vai viajar ou não.

Nesse post, juntamos algumas dicas para quem vai viajar com os pequenos. De qualquer forma, sugerimos que você verifique, no período da sua viagem, se essas regras que estamos publicando permanecem atualizadas e também que verifique as regras de imigração específicas para o país que está visitando.

VIAGENS EM TERRITÓRIO NACIONAL

Para embarcar com uma criança menor de 12 anos, você precisa apresentar um documento de identificação original, que pode ser:

  • Certidão de nascimento – Para não ficar andando com aquela folha grandona, fui ao cartório onde a Bela está registrada e fiz a miniatura da certidão de nascimento. Fica bem mais prático para levar sempre na carteira.

ou

  • Carteira de identidade (​RG) expedida pela Secretaria de Segurança Pública de um dos estados da Federação ou Distrito Federal ou o cartão de identidade expedido por ministério ou órgão subordinado à Presidência da República, incluindo o Ministério da Defesa e os Comandos da Aeronáutica, da Marinha e do Exército.

Atenção! É fundamental que o documento de identificação da criança comprove a filiação ou parentesco com o responsável, que também precisa apresentar um documento de identificação válido.

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, o menor pode viajar com parente de até o terceiro grau, desde que comprovado documentalmente o parentesco.

Aqui estão os documentos necessários para cada situação:

Criança viajando com os pais ou irmãos maiores de 18 anos:

  • RG

ou

  • Certidão de Nascimento

ou

  • Passaporte (somente o antigo de capa verde, com informação de filiação).

 

Criança viajando com os avós ou tios:

  • Certidão de Nascimento

Criança viajando com outro maior:

  • Se a criança estiver viajando com qualquer outro maior que não se classifique como parente de até terceiro grau, deverá ser apresentada autorização expressa do pai, mãe ou responsável com firma reconhecida.

 

 VIAGENS INTERNACIONAIS

 Para embarcar com uma criança ou adolescente menor de 18 anos, você deve apresentar um documento de identificação da criança em formato original, podendo ser:

+

  • Certidão de nascimento ou carteira de identidade (​RG) expedida pela Secretaria de Segurança Pública de um dos estados da Federação ou Distrito Federal ou o cartão de identidade expedido por ministério ou órgão subordinado à Presidência da República, incluindo o Ministério da Defesa e os Comandos da Aeronáutica, da Marinha e do Exército. Isso porque o passaporte novo, da capinha azul, não tem os nomes dos pais, sendo assim, você PRECISA provar que seu filho é seu mesmo. =))

+

+

+

  • Certidão de casamento, caso o seu passaporte esteja com nome de solteira e o documento do seu filho com nome de casado. Na minha última viagem aos Estados Unidos, a atendente da United Airlines ficou tentando “encontrar pelo em ovo” e implicou porque no RG de Isabela aparece o meu nome de casada e no meu passaporte aparece o nome de solteira, daí tive que mostrar a minha certidão de casamento, onde aparecem os dois nomes. Isso nunca tinha acontecido antes. Assim, fica uma dica: leve a sua certidão de casamento junto com a papelada toda.
Isabela com 5 meses: primeiro passaporte

Observação:

Para os países do MERCOSUL, não é necessário o passaporte, bastando a carteira de identidade (RG) expedida pela Secretaria de Segurança Pública de um dos estados da Federação ou Distrito Federal (somente para os países do MERCOSUL). O documento precisa estar atualizado e em bom estado.

 

Para as viagens internacionais, é necessária a autorização dos pais nesses casos:
Para criança ou adolescente viajando acompanhado de apenas 1 dos pais:

É necessária autorização judicial ou autorização do outro genitor com firma reconhecida por autenticidade ou semelhança. A autorização do outro genitor deve ser apresentada em 2 vias originais.

 

Criança ou adolescente viajando acompanhado de terceiros maiores:

É necessária autorização judicial ou autorização de ambos os pais. A autorização dos pais deve ter firma reconhecida (de ambos os pais) por autenticidade ou semelhança e deve ser apresentada em 2 vias originais.

 

Mais informações sobre viagens de menores para o exterior podem ser encontradas nesse manual da Polícia Federal.

Outro material muitíssimo bacana para quem vai viajar com criança ou adolescente para o exterior é esse aqui, do Conselho Nacional de Justiça.

 

 

Viajando com bebê

As pessoas sempre me perguntam como é viajar de avião com bebê. Para mim, sempre foi muito tranquilo. A Bela já está bem acostumada e nunca tive problemas. Viajei muitas vezes com ela e o meu marido e também muitas vezes sozinha com ela. Como a nossa família mora longe, viajamos bastante para visitá-los e, infelizmente, nem sempre o maridão consegue folga do trabalho para viajar junto.

A primeira vez que a Bela entrou em um avião foi com três meses. Moramos em São Paulo e era o casamento da minha irmã em João Pessoa. Fizemos o trecho São Paulo – João Pessoa pela Tam, voo direto. Foi sossegado. A Bela dormiu o caminho inteiro.

Nessa primeira viagem, ela foi em um desses bercinhos que as companhias disponibilizam na aeronave. É uma opção super bacana e deixa os pais com os braços livres e mais à vontade para descansar durante o trajeto. Para solicitar o berço, quando fizer o check-in, peça para ficar na primeira fila da aeronave, pois só tem lugar para encaixá-lo nessa fila. Algumas companhias permitem que você reserve o berço no ato do check-in, outras orientam o passageiro a solicitar à comissária de bordo. Peça o berço assim que entrar no avião, pois geralmente só há um disponível. Você vai decolar com o bebê no colo e, assim que acabar a decolagem e apagarem as luzes dos cintos, o comissário trará o berço. Na subida, descida e em caso de turbulência é necessário retirar o bebê do berço. Sugiro forrar o bercinho antes de deitar o bebê ali.

A Bela viajando no bercinho do avião

Outra forma de levar a criança é em um bebê conforto que seja certificado para uso em avião, se tiver um assento livre ao seu lado. Como crianças só pagam passagem a partir dos 2 anos, elas só têm direito a um assento a partir daquela idade. A dica é perguntar, na hora do check-in, se o voo está lotado e se há a possibilidade de você viajar ao lado de um assento livre. O bebê conforto certificado tem uma alcinha por onde passa o cinto de segurança da aeronave. Seu filho vai viajar com conforto e segurança.

A Bela viajando no bebê conforto

Não tendo nenhuma das duas opções acima disponíveis, o jeito é levar o bebê no colo mesmo. Se o voo for internacional, a comissária entregará um cinto para que você prenda na criança e conecte o cinto dela ao seu. Existe a possibilidade de solicitar esse cinto em alguns voos domésticos também.

A partir de 2 anos, a criança fica mais ativa, mas também passa a viajar em um assento próprio. Providenciando alguma coisinha para ela se ocupar, o voo também pode ser tranquilo. Se o avião tiver aqueles sistemas de entretenimento a bordo, ótimo. Caso contrário, sempre dá para levar giz de cera, material para colorir, livros, brinquedo favorito (desde que não seja barulhento e não incomode os demais passageiros), dvd player portátil, tablet ou os pais podem contar historinha. Uma dica legal: leve fones de ouvido apropriados para criança, pois muitas vezes os que eles distribuem na aeronave não cabem, ficam folgados ou são aqueles de colocar dentro do ouvido, que incomodam até a gente. Mas não se preocupem. No geral, o barulhinho, a pressão, o tempo de viagem, tudo favorece para que os pequenos durmam. Normalmente, a Bela segue dormindo 90% do tempo. Nos outros 10%, a gente tenta distraí-la. E nós, pais, sabemos como acalmar e distrair os nossos pequenos melhor que ninguém, não é?

Quanto mais novinho o bebê, mais tranquila é a viagem. Depois que eles crescem, ficam mais espertinhos, começam a “dar mais trabalho”, mas nada que, com criatividade e paciência, você não possa contornar.

No avião sempre há toaletes com trocadores. Trocar um bebê naquele espaço minúsculo exige habilidade e equilíbrio, mas garanto que todo mundo tira de letra. Se precisar de ajuda, basta solicitar a algum comissário. Se estiver viajando sozinha(o) e precisar usar o toalete, peça que algum comissário fique com o seu bebê enquanto você vai.

As pessoas sempre são muito simpáticas e solícitas quando me veem sozinha com um bebê. Sempre ajudam com a bagagem de mão e com a bagagem na esteira, apanham a chupeta quando cai no chão, se oferecem para lavar… Além disso, logo pegamos a prática para empurrar um carrinho de bebê e um carrinho com as malas de uma só vez. Algumas pessoas preferem o sling. Nessas situações em que estou sozinha e, principalmente agora, com a Bela mais pesada, prefiro o carrinho, pois tenho hérnia de disco na lombar (herança da gestação).

E o carrinho?

Todo mundo que viaja com criança de colo tem o direito de levar um carrinho, fora da franquia da bagagem. Você pode seguir com o carrinho até a porta da aeronave e entregá-lo ali a um funcionário da empresa ou despachar junto com a bagagem no ato do check-in.

Eu prefiro ficar com o carrinho até a porta da aeronave. Sempre peço que coloquem a etiqueta no momento do check-in e peço um saco plástico para que eu possa embalar o carrinho antes de entregá-lo para que siga até o porão. Aviso aos comissários que entreguei o carrinho e pergunto se existe a possibilidade de recebê-lo de volta também na porta da aeronave. Na maioria dos aeroportos isso é possível. Só aqui em São Paulo que é mais difícil e eles mandam o carrinho junto com a bagagem para a esteira.

A Bela dormindo sossegada em uma conexão em Brasília

Uma vez “perderam” o carrinho da Bela em Guarulhos. Simplesmente esqueceram ele lá no finger. Fiz a reclamação, preenchi o formulário, expliquei direitinho como ele era, dei o endereço do meu destino e no dia seguinte ele chegou inteirinho à casa da minha mãe, em João Pessoa. Dica importante: você não pode sair da sala de desembarque para reclamar lá fora do extravio de uma bagagem. Você tem que abrir o processo lá dentro.

Quanto à bagagem, com exceção do carrinho, crianças de colo que não estiverem pagando passagem não têm direito a franquia de bagagem despachada, mas têm direito a um volume de bagagem de mão.

A partir de que idade um bebê pode viajar? É importante perguntar isso ao pediatra do seu filho. Algumas pessoas falam que é importante que o bebê já tenha tomado pelo menos as primeiras vacinas, que são as mais importantes, já que o bebê ficará em um espaço fechado, por muito tempo, junto com outras pessoas. A pediatra da Bela falou que com três meses já era tranquilo, passou remédio para enjoo e dor de ouvido (caso ela tivesse) e nunca precisei usar nenhum dos dois.

Na subida e na descida é fundamental que você coloque o bebê para sugar (peito, chupeta mamadeira, o que a mãe preferir). Isso ajuda a aliviar a pressão no ouvido. Se você amamenta e tem vergonha de amamentar em público, indico essa capinha, que dá um pouco mais de privacidade para você e para o seu bebê, mas ainda assim permite que mãe e filho mantenham o contato visual:

Capinha de amamentação

No próximo post falaremos sobre os documentos que precisam ser providenciados para viajar com crianças.