Bayside Marketplace: compras, restaurantes e lazer com vista para a Biscayne Bay (Miami)

Um programa gostoso de fazer em Miami Downtown é um passeio pelo Bayside Marketplace, uma espécie de shopping outdoor cheio de charme e localizado em frente à Biscayne Bay (a vista para a baía é linda).

Bayside Marketplace. Créditos: Averette, http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/
Daqui saem vários passeios de barco

O Bayside, que vive lotado de turistas, tem diversas opções de lojas, restaurantes e cafés. De lá saem diversos passeios de barco e sightseeing tours. À noite tem shows com música ao vivo.

Vista do Bayside Marketplace e Miami Downtown à noite. Créditos: Xynn Tii – https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/ – https://www.flickr.com/photos/xynntii
Bayside lotado de turistas

Como chegamos a Miami cedinho, nosso apartamento ainda não estava liberado para check-in. Aproveitamos para resolver as primeiras questões de logística (compra do chip americano para o celular, troca da cadeirinha veicular da locadora pela nossa própria, compra de comes e bebes – do jeitinho que relatamos no post anterior). Quando acabamos de resolver tudo, já estava na hora do almoço.

Ainda estávamos com o carro carregado de bagagens, cansados da viagem, vestindo as mesmas roupas que usamos quando saímos de São Paulo no dia anterior. Mas era preciso esperar o apartamento ficar pronto, então paciência…

Assim, partimos para almoçar. Lembrei que precisávamos ir a algum lugar onde pudéssemos estacionar com alguma segurança, já que as nossas malas estavam no carro. Quando comentei isso, eu e o meu marido falamos ao mesmo tempo: “Bayside Marketplace!”. Bem, na verdade, ele falou “Aquele shopping que fica em frente ao mar e que tem um Hard Rock Cafe”, o que no fundo é a mesma coisa, certo? Estávamos em sintonia, então partimos para lá.

Vale destacar que não faço a mínima ideia de se o lugar é seguro para estacionar com bagagem no carro. Só pensamos que como o estacionamento é pago, fechado e fica em um lugar bastante movimentado, o risco de termos as malas roubadas seria ligeiramente menor. Então arriscamos e, quando voltamos, ainda estava tudo lá. Graças a Deus! [UPDATE: Parece que nem lá o estacionamento é seguro para quem está com compras no carro. Vejam nos comentários desse post o depoimento de uma pessoa que teve o carro arrombado nesse estacionamento. Que triste isso, gente! Esse tipo de ocorrência, infelizmente, tem se tornado cada vez mais frequente na Flórida].

Embora Miami tenha outras opções melhores para compras, como é o caso dos outlets, o Bayside tem boas lojas e os preços não são ruins. Se estiver rolando alguma liquidação, pode-se encontrar preços semelhantes aos dos outlets. Entre as lojas, algumas das favoritas dos turistas brasileiros, como Gap (Baby, Kids e adulto), Claire’s (os acessórios de lá são super fofos), Crocs, Disney Store (quando fomos nessa última viagem estava quase tudo em promoção e fizemos umas comprinhas por lá), Foot Locker (de artigos esportivos), Gamestop (o paraíso para quem curte videogame – marido faz a festa!), Guess, Sunglass Hut, Victoria’s Secret, entre outras. Lá também tem muitas lojinhas de souvenir e presentinhos em geral.

Bela colorindo na Disney Store
Fez questão de carregar ela mesma as comprinhas da Disney Store

Para ver a lista completa das lojas do Bayside Marketplace, clique aqui .

No quesito alimentação, o Bayside Market tem muitas boas opções de restaurantes, cafés, bares e sorveterias. Hard Rock Cafe, Hooters, Bubba Gump Shrimp Co. (vamos falar sobre ele no próximo post) e os bem avaliados no TripAdvisor, mas que ainda não testamos: Los Ranchos Stakehouse, Five Guys Burger (falam que hambúrguer de lá é divino) e Let’s Make a Daikiri (bar).

Para ver a lista completa dos restaurantes do Bayside Marketplace, clique aqui.

Os horários de funcionamento do Bayside são: de segunda a quinta, das 10h às 22h; sexta e sábado, das 10h às 23h; domingo, das 10 às 21h.

Daqui saem os passeios de barco
Acho que a Bela quer sorvete
Frente do Bayside Marketplace. Créditos: http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

Para chegar lá, digite no GPS: 401, Biscayne Boulevard. Quando chegar em frente ao shopping, siga as placas “Parking” ou “Parking Garage” (estacionamento). O estacionamento é pago e varia de acordo com o tempo que você passar lá. Para saber os valores, clique aqui. Você pode pagar o estacionamento em um dos terminais de autoatendimento situados entre o estacionamento e o shopping.

Para quem vai com crianças, é super tranquilo passear com carrinho, há banheiros com trocadores e restaurantes kid-friendly. Eles também oferecem o serviço de aluguel de cadeira de rodas e há um centro de informações ao visitante.

Bônus: American Airlines Arena

O shopping fica bem ao lado da American Airlines Arena, ginásio onde joga o time da NBA, Miami Heat, e onde há muitos shows musicais. Uma boa ideia de programa é casar passeio no Bayside + comidinha gostosa em algum restaurante de lá + jogo de basquete do Miami Heat. Sucesso garantido!

American Airlines Arena. Créditos: Edgar Serrano – http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/
Jogo do Miami Heat. Créditos: Melanie Applegate – https://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.0/ – https://www.flickr.com/photos/melanietippsphotography/

Frequentar eventos esportivos é um dos nossos programas favoritos nos Estados Unidos. Eles transformam as partidas em verdadeiros espetáculos. Achamos que vale muito à pena viver essa experiência. Quem acompanha o blog, sabe que já assistimos jogos dos New York Yankees, Anaheim Ducks e Los Angeles Lakers.

É um programa divertido e super tranquilo para fazer com crianças. Uma dica importante é: lembre de comprar os ingressos com antecedência. Para saber mais, leia: http://pezinhonaestrada.com/2014/10/14/los-angeles-anaheim-e-arredores-da-capital-mundial-do-cinema-ao-berco-da-disney/ e http://pezinhonaestrada.com/2014/08/05/nova-york-com-bebe-de-um-ano-parte-4-go-yankees/ .

Primeiras providências quando chegamos ao destino

“Estou em Miami! Obaaaaa!!! Primeira coisa a fazer: vestir a roupa de banho e me jogar no mar (ou #partiuoutlet)!”         Certo? Errado! Primeiro precisamos providenciar algumas coisinhas que fazem toda a diferença.

Quem viaja com crianças, sabe que o processo demanda um pouco mais de planejamento do que quando se viaja sozinho. Já escrevemos aqui no blog alguns posts específicos sobre esse assunto e sempre colocamos dicas especiais dentro dos próprios relatos das viagens.

No momento, estamos relatando a nossa última viagem à Flórida (você pode acompanhar o que já foi postado nesses três links – 1, 2, 3) e hoje detalhamos um pouquinho sobre as primeiras providências que tomamos, logo quando chegamos de viagem.

Uma vez em solo americano, focamos em resolver alguns detalhes importantes: providenciar cadeirinha veicular, chip para o celular e alguns comes e bebes.

Dependendo da situação, do destino e da família, podem ser incluídas outras coisas nesse check-list inicial: comprar uma câmera nova para registrar fotos da viagem, comprar um carrinho de bebê compacto que feche como guarda-chuva, comprar roupas de frio apropriadas para o destino e que serão usadas durante a viagem, comprar algum ingresso para alguma atração que só seja vendido in-loco… Enfim, verifique no seu roteiro o que precisa ser providenciado logo no início e faça uma listinha. Assim, você não esquece algo importante e termina lembrando só na hora que estiver precisando mais.

Sei que esses parecem apenas pequenos detalhes, mas decidi relatar esse processo inicial em um post especial porque nele estão as respostas para algumas perguntas que me fazem com frequência.

1 – Cadeirinha para o carro

As normas de segurança para transporte veicular de crianças são bem rigorosas nos Estados Unidos e variam um pouco de estado para estado. É sempre bom consultar quais as normas no estado de destino. Neste link, você encontra as normas para cada estado americano. Para o caso específico da Flórida, o governo estadual disponibiliza este panfleto com orientações.

car seat

Uma coisa é certa: se você vai viajar com crianças pequenas e o carro será seu meio de transporte, você precisará de uma cadeirinha (o tamanho e tipo variam de acordo com a idade e peso da criança).

Existem algumas formas de resolver essa questão:

Alugar a cadeirinha na locadora de veículos

Dá para alugar uma diretamente com a locadora, o que vai custar algo que varia entre US$ 8 e US$ 13 por dia (não é nada barato). Depois de um tempo, a grana investida já daria para comprar uma nova por lá.

Além do preço, outro inconveniente é que os car seats das locadoras não costumam ser modernos ou novos. Também não há a garantia de que ele seja realmente seguro. Não se sabe se ele já passou por algum acidente que possa comprometer sua segurança. Já vi relatos de pessoas que alugaram uma cadeirinha e ela veio suja, velha, em condições ruins.

Levar a cadeirinha que usa no Brasil

É perfeitamente possível levar a que seu filho já usa no Brasil, principalmente se você não quer gastar dinheiro com isso ou não pretende comprar uma nova nos Estados Unidos.

Os inconvenientes dessa opção são: o peso, afinal, carregar aquele trambolhão não é nada fácil e o risco de danificá-la, já que ela precisará ser despachada.

Se seu bebê ainda é bem pequeno e usa bebê conforto, algumas vezes é possível levá-lo dentro da aeronave e o bebê pode viajar dentro dele. Para entender melhor como funciona esse método, leia esse post.

Para minimizar os riscos, vale, no ato do check-in, pedir que embalem a sua cadeirinha em um saco plástico grande e coloquem o adesivo “Frágil” nela. Assim que pegá-la de volta na esteira, verifique se ela está em perfeitas condições. Se houver algum dano, abra um protocolo de reclamação imediatamente, antes mesmo de sair do salão de desembarque. Isso é muito importante! A partir do momento que você passa pela porta e já está no saguão do aeroporto, fica praticamente impossível registrar a reclamação.

Se não quiser despachar o assento em um saco plástico, existem bolsas específicas para transportar esses objetos. Algumas têm até rodinhas, que facilitam bastante o processo: veja aqui. É só fazer uma busca por “car seat travel bag” na Amazon e você encontrará inúmeras opções. Fique atento às dimensões da bolsa, para não perder dinheiro.

Nas vezes que despachei cadeirinhas da Bela (sempre na volta dos Estados Unidos, já que deixamos para comprar lá), usei uma bolsa grande de lona (lá eles chamam de “duffle bag”) e sempre preenchi o entorno com as roupas sujas que usamos na viagem (devidamente guardadas em sacos plásticos, para não sujar a cadeirinha). Dessa forma, a roupa protege contra impactos e não desperdiçamos um volume despachado só com a cadeira. Ainda assim, pedimos que coloquem a etiqueta “FRÁGIL” e explicamos que é um car seat.

Quem viaja com crianças pequenas, tem direito de despachar de graça, fora da franquia da bagagem, um carrinho de bebê OU um car seat. Algumas companhias aceitam que despachem as duas coisas fora da franquia. A United já fez isso por nós, mas confesso que não sei se foi uma exceção ou se é a regra deles. De qualquer forma, é sempre bom verificar diretamente com a companhia aérea quais itens você consegue despachar sem contar já na franquia da bagagem.

Comprar uma cadeirinha nos Estados Unidos

A terceira opção é aproveitar a viagem para comprar uma. Como lá eles têm muito mais opções que aqui e as cadeirinhas são top, vale a pena comprar por lá.

Compramos uma para colocar no nosso segundo carro durante a nossa viagem à Califórnia. Trouxemos ao Brasil. Foi super tranquilo. Um mês depois, roubaram o nosso carro e levaram a cadeira junto. Que tristeza =(

Pensamos em comprar outra no Brasil, mas quando vimos os preços, decidimos ficar tirando a cadeirinha de um carro e colocando no outro (que trampo!) até a nossa próxima ida aos Estados Unidos.

Na nossa última viagem, a da Flórida, enfim recompramos outra.

Nas duas ocasiões, compramos pela internet e mandamos entregar no hotel (San Francisco) e no apartamento alugado pelo Airbnb (Miami). Elas chegaram em perfeito estado.

Um detalhe importante sobre essa opção é que, se estiver com criança, não é possível sair da locadora de veículos com o carro sem ter um child car seat. Eles não permitem e também não é prudente/seguro.

Na nossa primeira experiência foi tranquilo, pois a primeira etapa da viagem foi em San Francisco, onde só usávamos transporte público. Só alugamos o carro no último dia em que estávamos na cidade, para começar a descida pela Highway 1. Assim, quando fomos buscar o carro na locadora já estávamos com a cadeira em mãos.

Bela, em sua cadeirinha Maxi-Cosi, durante a viagem pela costa oeste americana. Essa foi a cadeirinha que o ladrão levou, junto com o nosso carro, furtado na Vila Madalena, em São Paulo.
Bela, em sua Maxi-Cosi, durante a viagem pela costa oeste americana. Essa foi a cadeirinha que o ladrão levou, junto com o nosso carro, furtado na Vila Madalena, em São Paulo.

Na experiência da Flórida, já pegamos o carro alugado dentro do aeroporto. Neste caso, falamos que queríamos alugar uma cadeirinha por um só dia, pois tínhamos uma nos aguardando no apartamento. Combinamos de devolver a alugada em alguma Álamo dentro da cidade (escolhemos a de Miami Beach) para não precisar voltar até o aeroporto. Quando fomos devolvê-la, o moço nem cobrou o aluguel. Disse que estava tudo bem e que ia só retirar da nossa conta. Perfeito!

Bela dorme sossegada em sua Britax - muito boa, por sinal!
Bela dorme sossegada em sua Britax – muito boa, por sinal!

Esse caso dos car seats é muito semelhante ao do GPS. Para aproveitar melhor a sua viagem, você precisará de um. Dá para alugar na locadora de veículos ou comprar um e ficar levando de volta todas as vezes que você for aos Estados Unidos. Compramos o nosso há algum tempo e levamos nas viagens. Se faz tempo que foi feita a última atualização dos dados no seu GPS, vale a pena perder uns minutinhos fazendo isso antes de viajar.

2 – Chip do celular

Acho extremamente importante que a família que vai pegar estrada tenha alguma forma prática de comunicação, em caso de emergência. Usar o celular com o chip de operadora brasileira nos Estados Unidos custa um verdadeiro absurdo. A saída mais econômica e conveniente, em nossa opinião, é adquirir algum chip de operadora dos Estados Unidos.

Além de ser útil em situações de emergência, é super prático ter um celular em mãos com acesso à internet, sem depender exclusivamente do wi-fi nos restaurantes e hotéis. Podemos sempre consultar alguma indicação de lugar para comer, horário de funcionamento de alguma atração, valor de ingressos, ou qualquer outro detalhe que não tenha sido pré-planejado.

Obviamente, também tem o lado divertido e útil de poder ir postando algumas fotos da viagem no Instagram e Facebook, o que mantem a família que ficou no Brasil despreocupada e ciente de que estão todos bem.

Consultar Google Maps, enviar e receber e-mails, ligar para pizzaria e solicitar uma entrega naquele dia em que o cansaço bate forte, fazer uma reserva em algum restaurante, ligar para o hotel para informar que chegará depois do previsto, comunicar-se com o anfitrião do apartamento alugado pelo Airbnb, comunicar-se pelo Whatsapp, fazer uma ligação pelo Facetime, ter um número de telefone no qual podem te encontrar… Depois que passamos a comprar chips no local de destino, percebi o quanto é mais prático e melhor aproveitado o tempo quando estamos conectados.

Fonte da imagem: iMore.com
Fonte da imagem: iMore.com

Além de todos os benefícios, a compra de um chip nos Estados Unidos é feita de forma rápida e totalmente desburocratizada. Apresente o seu passaporte e o vendedor rapidamente imprimirá o seu contrato e instalará o chip no seu aparelho. Você já sai da loja usando o celular.

Temos optado por usar os serviços da T-Mobile, que tem uma cobertura muito boa, mas existem inúmeras outras (é só dar uns googles aí). O plano, que vale para um mês, saiu por algo em torno de 50 dólares (não lembro o valor exato), com direito a internet 4G, ligações e mensagens de texto ilimitadas em território americano. Pagando um pouco mais, o plano dá direito a ligações para o exterior, mas nunca escolhemos essa opção, pois quando queremos nos comunicar com o Brasil, usamos Facetime e Whatsapp.

Sempre passamos o nosso número americano para a família ter como nos encontrar, caso necessitem.

É isso: viajar sem chip gringo, nunca mais!

Assim sendo, uma das primeiras providências que tomamos quando chegamos a Miami, foi dar uma paradinha na primeira T-Mobile que apareceu na nossa frente. E olha que não é difícil encontrar uma não. Eu tinha digitado no GPS o endereço de uma que fica em Miami Downtown, mas no meio do caminho até lá apareceu uma outra e entramos lá mesmo.

3 – Comes e bebes

Quem tem filhos, sabe que inesperadamente surgem as demandas: “quero água”, “tô com fome”, “quero bolacha/biscoito”… Então é importante ter sempre em mãos alguns comes e bebes para quebrar o galho. Uma paradinha em algum supermercado ou farmácia (sim, as farmácias americanas vendem de tudo!) ajuda a resolver essa questão e a evitar de ter que pagar 5 dólares em uma água pequena do frigobar do hotel. Walmart, Publix, Target, CVS, Walgreens são bons lugares para isso.

Nos próximos posts, vamos falar um pouco sobre os passeios que fizemos pela região de Miami. Para saber mais sobre planejamento de viagens com crianças, clique nos links:

Viajando com bebê

Documentos necessários para viajar com crianças

Check-list para viajar com bebê

Dicas especiais sobre comidinhas para bebês nos EUA

 

 

Camarillo Premium Outlets: uma parada para compras na Califórnia

O objetivo principal da nossa viagem à Califórnia (que vocês acompanham nesse link), não era fazer compras e sim turismo. Mas é claro que não podíamos ir aos Estados Unidos e deixar de comprar produtos de qualidade com preços imbatíveis.

Passamos o ano inteiro economizando, nos segurando para não gastar à toa pelos shoppings do Brasil, porque infelizmente a carga tributária aqui é absurda e as coisas custam os olhos da cara. Quando entramos em uma loja aqui e perguntamos o preço de uma calça jeans, ficamos com peso na consciência quando pensamos que com aquele dinheiro dá para comprar três calças nos Estados Unidos e de uma marca bem superior. Sendo assim, fazemos uma boa contenção de despesas por aqui para poder aproveitar bem as viagens. Vale muito a pena.

Para comprar coisas para crianças, então, não dá para perder a oportunidade. Como vocês puderam ver aqui nesse post, fizemos o enxoval da Bela em Miami. Nesse outro, falamos sobre as compras das coisas para ela usar entre 1 e 2 anos em Nova York. As compras de 2 a 3 anos ficaram para a Califórnia. Compramos a maior parte das coisas dela no site da Carter’s e OshKosh B’Gosh e mandamos entregar no nosso hotel em San Francisco, como contamos nesse post. Assim, no dia de compras no outlet focaríamos mais nos adultos e em uma ou outra coisinha para a Bela.

Decidimos que o dia especial voltado para as compras seria o dia do Camarillo Premium Outlets. Ele estava bem no nosso caminho e já tínhamos conhecido a rede de outlets Premium na nossa viagem a Nova York e gostamos bastante. Veja aqui em que lugares dos Estados Unidos você pode encontrar um outlet da rede Premium.

O Camarillo Premium fica na US 101, no meio do caminho entre Santa Barbara e Los Angeles (a 45 minutos de SB e a 1 hora de LA). Então, para quem preferir, também dá para fazer bate-volta, embora eu ache que fica um pouco puxado.

Camarillo Premium Outlets, localizado em Camarillo, entre Santa Barbara e Los Angeles (clique para ampliar). Printscreen do Google Maps.

Hospedagem

Optamos por dormir pertinho do outlet, pois imaginamos que estaríamos bem cansados depois de um dia de compras e não seria legal ainda ter que pegar estrada. Além disso, os hotéis em Camarillo são mais baratos que em Santa Barbara ou Los Angeles, então, pra gente, não fazia sentido pagar uma hospedagem cara para um dia que não seria aproveitado em uma dessas cidades.

Sendo assim, decidimos ficar no Best Western Camarillo Inn, pertinho do outlet. O hotel segue o padrão da rede, já nossa velha conhecida, e tem 4 estrelinhas no TripAdvisor. Quarto amplo e limpo com duas camas queen, wi-fi e estacionamento grátis, café da manhã incluído na diária com umas três opções de frutas, iogurtes, sucos, um prato quente (se não me falha a memória, no nosso dia era ovo cozido), waffles, pães, bolinhos, cereais… Enfim, tudo aquilo que estamos acostumados a ver em hotéis americanos. Nada de outro mundo, mas bom o suficiente.

Best Western Camarillo Inn. Créditos: Best Western

Os quartos ficam todos voltados para a área externa do hotel, então, para quem não gosta desse estilo “motel americano” ou acha esse tipo de acomodação pouco seguro, esse hotel não é indicado. Para nós, foi muito tranquilo. Fizemos check-in, paramos o carro em uma vaga bem em frente ao quarto. Cogitamos deixar as compras e as malas no carro (muito loucos!), mas ficamos com medo de perder tudo e subimos a bagagem toda para o quarto, o que nos permitiu dormir tranquilamente. No dia seguinte tomaríamos café da manhã cedo e seguiríamos para San Diego.

Cidade de Camarillo, Califórnia. Créditos: Frantik, CC BY 3.0, http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

Pertinho do hotel há várias opções de restaurantes de rede, inclusive um Souplantation, para fazer um “detox” de fastfood. Também tem Target, Ross, The Home Depot, Walmart, Gamestop e muitas outras lojas.

Durante a fase de planejamento da viagem, tinha visto que bem ao lado do hotel há um lugar chamado Marie Callender’s Restaurant and Bakery, um restaurante de rede presente em 5 estados americanos.  Vi que quando estivéssemos lá, estaria rolando uma promoção de uma refeição infantil grátis para crianças com menos de doze anos a cada prato adulto que for pedido. Pensei: “Perfeito! Chegaremos cansados e jantaremos lá. Qualquer coisa, se estiver lotado, também tem a Coco’s Bakery bem ao lado do Best Western”. A Coco’s Bakery tem uma grande variedade de pratos infantis por US$ 5,29, com muitas opções saudáveis de grelhados e legumes. Pensei que qualquer dos dois restaurantes seria uma ótima opção, pois eu sabia que estaríamos cansados e o fato de serem “grudados” no hotel nos daria forças para irmos até um deles.

Infelizmente, depois da maratona no outlet, estávamos tão cansados que não encontramos os tais restaurantes. Teria o Google Maps me traído? Em meio ao cansaço, à fome e ao fato de eu não conseguir encontrar o papel com os nomes dos restaurantes para pedir orientações a alguém, um Taco Bell pulou na nossa frente, meu marido desceu, comprou o jantar para viagem e fomos comer no hotel. Então não conhecemos nem o Marie Callender’s, nem o Coco’s, mas fica a dica para quem se hospedar no Best Western ou ali perto. Já chequei de novo e eles existem de verdade, não foi pegadinha do Google não! 😉

Camarillo Premium Outlets

O outlet de Camarillo é imenso e segue aquele estilo aberto e horizontal com estacionamento ao redor das lojas. Chegando lá, paramos o carro em frente ao bloco do Customer Service / balcão de informações e pedimos o nosso livrinho de descontos. Dica importante: o livrinho é grátis se você imprimir um voucher do clube VIP no site do outlet. Na hora, eu não tinha voucher nenhum, pois fazia muito tempo que tinha feito o cadastro no site, mas entrei com o celular no meu e-mail, provei que sou cadastrada e acabei ganhando o livrinho. O cadastro é grátis e pode ser feito nesse link: https://www.premiumoutlets.com/vip/ .

Quanto aos descontos, vale ficar atento, pois muitas lojas dão voucher de desconto para compras em lojas parceiras. Então sempre olhe no seu recibo se há algum cupom junto. Daí compare com o desconto que é dado no livrinho do outlet e veja qual desconto vale mais a pena ou se os descontos são cumulativos.

São muitas as lojas e, se estiver com crianças pequenas, o carrinho de bebê vai ser indispensável. Tanto para a criança descansar, como para ir pendurando as sacolas nele.

A Bela costuma ser uma boa companheirinha, então, quando vou às compras, ela é super colaborativa. Dorme no carrinho ou fica acordada e me ajuda a escolher as roupas, vai comigo ao provador e sempre acha que tudo ficou lindo (deixa a nossa auto-estima lá em cima). Por incrível que pareça, ela não reclama e de um jeito ou de outro consegue se divertir. Claro que não é diversão “nível playground”, mas pelo menos ela não fica entediada. No Camarillo, vez ou outra as lojas eram bem interessantes para ela. Em uma delas, compramos um guarda-chuva de joaninha que ela amou e queria ir para todos os lados com ele aberto. Na Toys R Us, compramos uma caixa que vinha com cinco Equestria Girls e custava o mesmo valor que uma só dessas bonecas no Brasil! Essa coleção era uma exclusividade da loja, mas da marca original da série My Little Pony. Compramos também outros brinquedos com preços bem convidativos. Ela adorou! A partir daí, passou a circular em seu carrinho e se distrair com as novas aquisições. Isso quando não queria sair arrastando a sacola grandona cheia de compras pelas calçadas do outlet. E não havia quem tirasse a sacola da mão dela. Quem via de longe, podia até achar que éramos pais malvados que obrigavam a pequena a carregar suas próprias coisas. Mas ela fazia questão de carregar e seguia numa alegria só.

Eu e o meu marido temos uma dinâmica muito boa nas compras. Gostamos de várias lojas em comum e juntos somamos os gastos para ganhar mais descontos. Às vezes, quando uma loja interessa só a um, o outro fica ajudando a escolher as peças ou entra na próxima e assim seguimos. Sempre nos viramos muito bem nesses outlets, mesmo com criança pequena.

O que mais gostei no Camarillo foi que ele estava praticamente vazio, principalmente se compararmos com os outlets da Flórida (não sei isso se devia ao fato de que era uma segunda-feira). Tivemos um dia muito sossegado e fomos muito bem atendidos em todas as lojas que entramos. Mais um ponto positivo: as pessoas não ficam nos abordando em português oferecendo mil e um perfumes e produtos como acontece em Miami. Confesso que aquela história de “Brasileiro! Brasileiro! Venha aqui!” que rola pela Flórida me incomoda um pouco. Quanto aos preços, não vi muito diferença entre os praticados na Califórnia, em Nova York ou na Flórida. Achei que na média, é tudo muito parecido.

A praça de alimentação não é imensa, nem pequena, mas achei melhor que a do Woodbury de Nova York. No almoço, comemos massa com molho de tomate, almôndegas e salada em um dos restaurantes e a comida estava boa.

Para saber a lista de lojas do Camarillo Outlet, clique aqui: http://www.premiumoutlets.com/outlets/store_listing.asp?id=20

A Bela matando a sede ao lado das sacolas: resultado do nosso dia no Camarillo Premium

Depois de um bom dia de compras, dormimos sossegados em Camarillo e no dia seguinte partimos para San Diego, que é o assunto do nosso próximo post.

Esse relato faz parte de um roteiro maior, de 15 dias, pela costa oeste americana. Para ver o relato completo da viagem, clique aqui.