Pegando o motorhome em Vancouver e iniciando a rota rumo às montanhas rochosas canadenses (de Vancouver a Kamloops)

Para quem está acompanhando o roteiro completo da nossa viagem pelo Canadá e Estados Unidos de motorhome, esse post é referente ao terceiro dia de viagem. Neste dia, nós acordamos em Vancouver, no Century Plaza Hotel & Spa. Tomamos café da manhã na Breka Bakery, na Davie Street, pertinho do hotel. [Falei sobre o hotel e o café no post anterior.] Em seguida, levamos o Felipe ao pronto-socorro do hospital que ficava ao lado do nosso hotel (mas esse assunto merece um post à parte). De lá, seguimos para o hotel, fizemos check-out e partimos para Delta, uma cidade que fica na região metropolitana de Vancouver, para buscar o nosso motorhome na Cruise Canada.

Só para dar uma noção da distância, a Cruise Canada fica a mais ou menos 30 km do hotel onde estávamos, em Downtown Vancouver.

Quando chegamos à Cruise Canada, descobrimos que precisávamos ter agendado horário para fazer a retirada do motorhome. Mas o dia estava tranquilo lá e eles nos atenderam mesmo sem agendamento e quase de imediato. O atendimento lá foi frio, mas eficiente.

Cruise Canada
Fomos buscar o motorhome com a nossa mini-van alugada

Preenchemos a papelada, recebemos diversas orientações, assistimos a um vídeo que explica como funciona tudo dentro do motorhome (vídeo disponível em inglês, holandês, alemão, francês, espanhol e dinamarquês) e fomos, enfim, levados ao nosso veículo. Inclusive, quem quiser assistir ao vídeo antes no Youtube, pode assistir em casa e lá, na hora, “economizar tempo” e falar que já viu o vídeo. Nós já tínhamos assistido em casa, mas preferimos ver lá na salinha deles mais uma vez para relembrar como as coisas funcionam.

Gustavo vendo o filme da Cruise Canada

No motorhome, um funcionário fez um “tour”, explicou como tudo funciona, tirou nossas dúvidas e enfim recebemos a chave do que seria nosso carro e casa pelos próximos dias.

É bom sempre dar uma conferida em tudo no veículo antes de sair. Quando estávamos colocando as crianças nas cadeirinhas, por exemplo, fomos desmontar a mesa para o bebê conforto do Felipe encaixar no sofá e a peça metálica que segura a perna da mesa estava enferrujada. Quando puxamos a mesa para cima, veio um pedaço da peça na nossa mão. Por sorte, ainda estávamos dentro da Cruise Canada e eles fizeram rapidinho o reparo, trocando a peça enferrujada por uma novinha.

Uma coisa que descobrimos lá e que achamos super bacana sobre esse mundo dos alugueis de motorhome foi o esquema de doações de coisas que sobram da viagem. Basicamente, as pessoas que estão devolvendo o motorhome na agência costumam deixar tudo o que sobrou da viagem (detergente, papel higiênico, água, sabão em pó, comida…) para as pessoas que estão iniciando uma nova viagem. Conhecemos um casal de holandeses ali que nos presenteou com uma bacia enorme cheia de coisas e uns 15 rolos de papel higiênico em um pacotão fechado (eles calcularam muito errado a quantidade de papel higiênico que iam precisar hahahahahah). Ganhamos sal, pimenta, café, sabão líquido para roupas, detergente, um montão de coisas… Isso já ajudou a economizar bastante na nossa primeira compra lá.

E os demais viajantes, conforme vão chegando, vão deixando suas doações lá em um cantinho e quem tiver interesse, é só pegar e levar. Nós mesmos, quando voltamos da nossa viagem, deixamos um bastante de coisa de doação.

Pipo no bebê conforto
Bela no assento de elevação

Quando recebemos o motorhome, passamos toda a bagagem que estava no nosso carro alugado para o motorhome e fomos juntos, um veículo seguindo o outro até o aeroporto de Vancouver para devolver o nosso carro alugado (Sim! Estávamos com um carro alugado. Saiba mais sobre isso no post anterior).

Chegando ao aeroporto, eu fiquei no motorhome com as crianças, esperando em um posto de gasolina que fica próximo ao “Car Rental Return” do aeroporto, enquanto o Gustavo foi até a Avis para devolver o carro. Ele fez a devolução e voltou andando da Avis até o posto para encontrar conosco e seguirmos viagem. Foi tudo super tranquilo e esse “processo” não demorou mais do que 20 minutos. Para quem tem interesse em fazer um esquema semelhante, o posto onde ficamos aguardando fica neste endereço: 5111 Grant McConachie Way, Richmond, BC V7B 0A4.

De lá, fomos direto para o Walmart, para fazer umas comprinhas e abastecer a geladeira e a despensa do motorhome. O supermercado que fomos fica na 3585 Grandview Hwy, Vancouver, BC V5M 2G7. Dali, pegamos a estrada rumo a Kamloops, cidade onde pretendíamos fazer o primeiro pernoite.

Walmart em Vancouver.
Walmart em Vancouver. Quanta coisa de hockey!
Walmart em Vancouver. Quanta coisa de hockey!

No caminho, nós paramos na cidade de Hope para jantar. O lugar é uma graça, em meio às montanhas. Comemos no Olympic Flame, um restaurante grego bem gostoso. A comida estava saborosa e o atendimento foi muito caloroso e simpático com as crianças, que ganharam material para colorir e giz de cera.

Restaurante grego, em Hope
Restaurante grego, em Hope

Depois, pegamos a estrada até Kamloops, ponto que escolhemos para “quebrar” o longo percurso de Vancouver até Jasper, nas montanhas rochosas canadenses. Em Kamloops, dormimos em um ponto de descanso para caminhões e motorhomes, chamado Flying-J. Lá é tipo um posto de gasolina, com um restaurante Denny’s e um espaço de estacionamento bem grandão, pertinho da rodovia. Fizemos free-camping no estacionamento e foi tranquilíssimo. Só não foi mais tranquilo porque vez ou outra, durante a madrugada, passava um trem pelas proximidades que fazia uma barulheira e o motorhome vibrava. Parecia um terremoto. Rsrsrsrsrs. Fora isso, nos sentimos seguros e a localização, ao lado de um Denny’s e de uma loja de conveniência, foi bem prática. Vários outros motorhomes também faziam pernoite ali, ao nosso lado. O endereço desse posto é 175 Kokanee Way, Kamloops, BC.

Posto onde pernoitamos, em Kamloops
Posto onde pernoitamos, em Kamloops
Posto onde pernoitamos, em Kamloops
A bela dormindo no motorhome
Posto onde pernoitamos, em Kamloops. Nosso motorhome é o primeiro da direita.

No dia seguinte, acordamos, tomamos café da manhã no Denny’s do próprio posto e pegamos estrada rumo a Jasper.

Posto onde pernoitamos, em Kamloops
Café da manhã no Denny’s
Café da manhã no Denny’s
Café da manhã no Denny’s

Assim foi a nossa primeira noite dormida em um motorhome. Em breve, farei um post só para falar sobre o motorhome em si. O aluguel, os valores, o funcionamento da coisa toda…

Abastecendo o motorhome para pegar a estrada

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Usou alguma dica do nosso blog? Conta como foi! Gostamos muito de receber o retorno dos nossos leitores. Ficamos felizes quando sabemos que nossas dicas foram úteis nas viagens de outras famílias!

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Vancouver com crianças: chegada à cidade, transporte do aeroporto até Downtown e hospedagem no centro

Dando continuidade ao relato do nosso roteiro pelo Canadá e Estados Unidos, hoje vamos detalhar um pouco da nossa experiência inicial em Vancouver. Depois, vou fazer um post separado com dicas sobre o que fazer na cidade e o segundo hotel onde nos hospedamos. É que essa parte da “diversão” em Vancouver, nós deixamos para os últimos dias do roteiro, depois de termos feito todas as outras cidades da nossa rota Canadá + Estados Unidos.

Nesse post, vamos falar sobre transporte em Vancouver, a forma como decidimos nos deslocar do aeroporto ao hotel e depois do hotel até o ponto de retirada do nosso motorhome, na cidade de Delta. Contaremos sobre o aluguel do carro no aeroporto e o que nos motivou a escolher essa forma de deslocamento. Também vamos dar uma dica de hospedagem bacana e econômica em Vancouver Downtown.

Só para ficar mais claro para quem não acompanhou nossas postagens desde o início, boa parte dessa viagem foi feita de motorhome, mas em Vancouver nós nos hospedamos em dois hotéis diferentes – um logo quando chegamos do Brasil e outro no final da viagem, quando fomos curtir e conhecer Vancouver durante alguns dias. O nosso voo foi São Paulo – Toronto – Vancouver, depois, na volta, Vancouver – Toronto (onde fizemos stopover) – São Paulo. Foi em Vancouver que pegamos e devolvemos o motorhome, na Cruise Canada.

Para quem está acompanhando o nosso roteiro completo, este é o dia 2 da nossa viagem.

No dia em que chegamos ao Canadá, depois de dois voos longos da Air Canada (um de quase 10 horas de São Paulo a Toronto e outro de pouco mais de 5 horas de Toronto a Vancouver), nós não fizemos muito planos. Reservamos esse dia para chegar de viagem, descansar no hotel, fazer umas comprinhas no centro da cidade (precisávamos comprar baterias para uma GoPro nova que seria usada na viagem) e ter uma ideia geral de Vancouver Downtown. No dia seguinte, pegaríamos o motorhome na Cruise Canada em torno do horário do almoço e começaríamos a nossa longa jornada pelo Canadá e Estados Unidos. Assim, não compensava encher esse primeiro dia de programação.

Aguardando o embarque em Guarulhos
Aguardando o embarque em Guarulhos.

Que bom que reservamos esse dia para descanso, pois a saída do nosso voo no Brasil atrasou bastante e perdemos a nossa conexão em Toronto. Acabamos chegando a Vancouver quase 5 horas mais tarde que o esperado. A previsão era chegarmos às 8h54 e chegamos lá às 14h04.

Aguardando o voo em Toronto
Aguardando o voo em Toronto.

Alugando um carro de última hora

Enquanto esperávamos o voo em São Paulo, no dia anterior, ficamos bem preocupados com a logística de transporte do aeroporto em Vancouver até o nosso hotel no centro da cidade.

É que quando estávamos saindo de casa em São Paulo, pedimos um Uber Bags e a nossa bagagem não coube dentro de um carro, pois o Uber que apareceu era um veículo Sedan. Terminamos tendo que chamar mais um Uber e dividimos a família em dois carros para irmos até Guarulhos. Éramos quatro pessoas, com malas grandes, um carrinho de bebê duplo e um bebê conforto, o que demandaria um carro bem espaçoso em Vancouver.

As crianças no carrinho duplo, enquanto aguardávamos embarque em Guarulhos. Esse carrinho é uma mão na roda.
As crianças no carrinho duplo, enquanto aguardávamos embarque em Guarulhos. Esse carrinho é uma mão na roda.

Ir de SkyTrain até Vancouver Downtown estava fora de cogitação, por causa das malas e das crianças pequenas. Pesquisei em alguns fóruns na internet e descobri que em Vancouver eles têm alguns táxis espaçosos, adaptados para cadeirantes, que dariam conta da nossa bagagem. Porém, as pessoas falavam que às vezes esses táxis demoravam um pouco para chegar. Como já estávamos cansados e a viagem ia durar bem mais que o planejado (àquela altura já sabíamos que perderíamos a conexão em Toronto e que tínhamos sido realocados em outro voo), decidimos alugar um carro grande no aeroporto de Vancouver.

Fiz então a reserva de última hora pelo site da Expedia na Avis, que era a locadora dentro do terminal do aeroporto com o preço mais em conta naquele momento. O preço foi camarada, talvez pelo fato de ter sido de última hora e eles terem o veículo lá sobrando.

Quando fizemos as contas, percebemos que alugar o carro só por um dia seria a opção mais cômoda e que em termos de economia, era uma opção de valor similar a andar de táxi pela cidade. Percebemos que o valor do aluguel de uma mini-van (carro enorme, que daria conta de toda a nossa bagagem com folga) + o valor do estacionamento do hotel, dava quase o valor do táxi do aeroporto até Vancouver Downtown e depois de Vancouver Downtown até a Cruise Canada, que fica na cidade de Delta, perto de Vancouver, onde pegaríamos o motorhome no dia seguinte. Só assim teríamos como ir buscar o motorhome de carro, passar toda a bagagem para o motorhome e depois sairmos juntos, cada um dirigindo um veículo, a caminho do aeroporto para devolver o carro na locadora e seguirmos juntos a viagem no motorhome.

Nossa bagagem muito bem acomodada no porta-malas do Dodge Grand Caravan.
Nossa bagagem muito bem acomodada no porta-malas do Dodge Grand Caravan.

O atendimento na Avis foi eficiente e rápido. O veículo alugado foi um Dodge Grand Caravan novinho e super confortável. Maravilhoso! Fiquei sonhando em ter um desses para mim. Nossa bagagem coube com folga no carro. As crianças adoraram todo o espaço que tinham dentro e as portas que abriam para o lado com o toque de um botão. Muito legal!

Depois de dois longos voos, a Bela continua toda animada, aguardando o carro na Avis do terminal do aeroporto em Vancouver.
Depois de dois longos voos, a Bela continua toda animada, aguardando o carro na Avis do terminal do aeroporto em Vancouver.

Para quem não conhece, esse veículo acomoda sete pessoas. Neste caso, com todos os assentos ocupados, o porta-malas fica pequeno. Mas quando os assentos da última fileira não estão sendo usados (nosso caso), é só rebater o banco traseiro e o porta-malas fica imenso!

Dodge Grand Caravan
Dodge Grand Caravan
O Dodge Grand Caravan é super confortável.
O Dodge Grand Caravan é super confortável.

Nós nunca alugamos GPS nas locadoras, pois sempre levamos o nosso próprio, que atualizamos com os mapas novinhos da América do Norte. Para navegação, também usamos bastante o celular, com o aplicativo Waze, que também dá uma noção do trânsito. O chip da Easysim4u funcionou direitinho, a partir do momento em que pisamos no Canadá. Bastou colocar o chip no celular, ativar o pacote de dados e começar a usar. Então já saímos do aeroporto com internet nos dois celulares, já que tínhamos um plano que permitia que um celular funcionasse como roteador para o outro.

Quanto às cadeirinhas para as crianças, também não alugamos, pois levamos o bebê-conforto do Felipe e o booster (assento de elevação) da Bela.

Dirigir em Vancouver foi muito tranquilo. As ruas são bem lisinhas, os motoristas são educados e o trânsito é tranquilo. Nos horários de pico, a coisa fica um pouco mais carregada, mas nada que não possa ser suportado. Se bem que nesse ponto não somos muito referência, pois estamos acostumados com o trânsito caótico de São Paulo.

Dirigindo pelas ruas de Vancouver.
Dirigindo pelas ruas de Vancouver.

Como se deslocar pela cidade

Mas vejam só, pessoal… A nossa escolha pelo aluguel do carro no primeiro dia foi só por causa de todos os motivos que expus para vocês ali em cima. Nos últimos dias da nossa viagem, nós ficamos em Vancouver “a pé”. O centro da cidade e a área mais turística são pequenos. Se você se hospedar em Downtown, dá para fazer boa parte das coisas a pé, de transporte público, de táxi, de bike ou de ônibus hop-on/hop-off. Os atrativos turísticos mais afastados, como a Capilano Suspension Bridge e a Grouse Mountain têm shuttle grátis partindo de Canada Place e da frente de alguns hotéis de Downtown. Então, dá para se virar perfeitamente bem sem carro. Infelizmente, quando estivemos lá, ainda não existia Uber na cidade e as negociações para liberarem o funcionamento do Uber estavam bem enroladas.

Assim sendo, se a sua dúvida é se Vancouver dá para ser bem visitada sem carro, SUPER DÁ! Aliás… É super gostoso caminhar pelas ruas da cidade e o transporte público dá conta do recado.

O primeiro hotel

O hotel onde nos hospedamos quando chegamos à cidade foi o Century Plaza Hotel & Spa, na Burrard Street. Gostamos muito do atendimento, da estrutura e da localização. Os quartos são um pouco antigos, mas tudo estava limpinho e organizado.

Quarto do Century Plaza Hotel & Spa.
Quarto do Century Plaza Hotel & Spa.
Os dois chegaram ao hotel assim. Derrubados.
Os dois chegaram ao hotel assim. Derrubados.

O nosso quarto era espaçoso, com duas camas de casal e tinha uma vista bonita para o centro da cidade. Pedimos um berço e eles colocaram. No quarto tinha sofá, tv de tela plana com muitos canais (inclusive canais infantis), telefone, mesa com cadeiras, cozinha completa com geladeira, fogão, microondas, pia e máquina de café. Banheiro espaçoso e limpinho.

Cozinha completinha.
Cozinha completinha.

O hotel tem wi-fi grátis, piscina coberta e aquecida, estacionamento (pago à parte – CAD 17 por dia), spa, salão de beleza, restaurante (o café da manhã não estava incluído), academia, bar.

A localização, na Burrard Street, é muito boa. Dá para ir caminhando para os principais pontos de Vancouver. O shuttle para a Capilano Bridge passa pertinho de lá. Muitos restaurantes e lojas no entorno.

Vista da janela no nosso quarto.
Vista da janela no nosso quarto.

Como o café da manhã não estava incluído no hotel, no dia seguinte tomamos café no Breka Bakey & Café, na Davie Street, que fica a dois blocos do hotel. Comida muito gostosa. Sanduíches no croissant deliciosos e caprichados, doces muito saborosos.

Primeiro rolê pelo centro

Quando chegamos de viagem, fizemos check-in, tomamos um banho e depois fomos caminhando do hotel até a Best Buy, que fica na Robson Street, pois precisávamos comprar baterias extras para a GoPro. São só 10 minutinhos de caminhada até lá. Essa rua é super movimentadas e repleta daquelas lojas que amamos. No mesmo prédio da Best Buy tem uma Winners, que é a TJMaxx/Ross do Canadá. De lá, passamos em um mercadinho para comprar água, uns comes e bebes e detergente para lavar os copinhos e mamadeiras do Felipe.

Depois das compras, fomos jantar em um restaurante indiano (quem acompanha o blog sabe que amamos comida indiana), que fica em cima de uma loja da grife Hermès. Ficamos com medo de subir até lá e os preços serem absurdos como os da loja que fica abaixo, mas o restaurante não tem nenhuma relação com a loja. Ufa! A comida no restaurante estava muito saborosa e o atendimento foi muito bom. O nome do lugar é Salam Bombay. Terminado o jantar, corremos para o hotel para dormir. Estávamos exaustos. Nessa época do ano, a diferença de fuso entre São Paulo e Vancouver é de 5 horas, então era como se estivéssemos acordados e batendo perna pelo mundo depois de uma hora da manhã.

 

Roteiro de 20 dias: Canadá e Estados Unidos de motorhome com crianças (British Columbia, Alberta, Montana, Idaho e Washington State)

Começamos hoje a série de posts sobre uma das viagens mais legais que já fizemos: Canadá e Estados Unidos de motorhome. Foram 20 dias de viagem, cinco estados visitados (províncias, no Canadá), um casal e duas crianças (uma de 5, outra de 1 ano), paisagem de outono, mais de 4 mil quilômetros percorridos (entre motorhome, carro e ferry), em um percurso que tinha de praia a montanha, de cidade grande a vila com poucas centenas de habitantes, de passeio de bike a jogo da NFL, de neve a mar. Foi demais! Absolutamente inesquecível.

 

O roteiro

O nosso objetivo era conhecer as Montanhas Rochosas canadenses e as cidades de Vancouver e Seattle. Ficamos de olho nos preços das passagens para os principais aeroportos da região (Vancouver, Seattle, Calgary e Victoria) por meio de alertas no Google Flights (quem ainda não conhece essa ferramenta do Google, vale a pena dar uma olhada).

Para o período da nossa viagem, a passagem mais barata que apareceu foi até Vancouver, pela Air Canada, com escala em Toronto. Na volta, decidimos “quebrar” um pouco a canseira dos dois longos voos e ficar dois dias em Toronto. Assim, teríamos tempo para conhecer as Cataratas do Niágara e descansar um pouco para o voo de volta. Nem pensamos em tentar conhecer Toronto e entorno nesses dois dias, pois achamos que isso merece uma nova viagem. Detalhe interessante: a parada de dois dias em Toronto fez o preço total das nossas passagens cair quase dois mil reais.

Durante a nossa busca, surgiram promoções muito boas chegando ao Canadá via Kelowna, uma cidade bem agradável da British Columbia, e que fica relativamente perto de Vancouver. No entanto, o voo tinha duas escalas e bem demoradas. Chegava ao destino final depois de 35 horas da partida em São Paulo. Sem condições! Muito cansativo para uma viagem com duas crianças pequenas. Outro complicador foi o fato de não termos encontrado empresas grandes de aluguel de motorhome na cidade de Kelowna, o que complicaria um pouco a logística da viagem se ela iniciasse lá.

Um detalhe importante na definição do roteiro foi que não queríamos ir e voltar pelo mesmo caminho. Queríamos aproveitar para passar por outros lugares, conhecer outras paisagens. Se a volta fosse pelos Estados Unidos, ainda melhor, pois as compras por lá são mais em conta que no Canadá. Então decidimos que de Vancouver, partiríamos para as Rochosas e, de lá, retornaríamos para o oeste por baixo, passando pelos estados americanos de Montana, Idaho e então Washington State. De lá, cruzaríamos de ferry para Victoria, em Vancouver Island, Canadá, e depois mais um ferry até Vancouver.

Informação importante: Como íamos sair do Canadá e depois voltar até lá por terra (em Niágara) e por água (em Victoria), precisamos fazer o visto canadense, pois aquela permissão nova (a eTA que custa 7 dólares) só é válida para entradas de brasileiros no país por via aérea. Logo… Para fazer esse roteiro, é necessário ter os vistos americano e canadense.  

Em Montana, queríamos fazer a lendária estrada Going to the Sun Road. Ela é incrível! Cruza o Parque Nacional Glacier e tem paisagens literalmente de cinema (aparece em Forest Gump, em uma das cenas mais emocionantes, por exemplo – confira aqui o Lake McDonald no filme). Infelizmente nossos planos foram por água abaixo quando, ainda no Brasil, recebemos um e-mail da agência de turismo que ia nos levar a um passeio, informando que o parque estava passando por um incêndio há alguns meses e todos os tours da temporada estavam cancelados. Só para vocês terem uma ideia, o incêndio (wild fire) começou em 10 de agosto de 2017 e em outubro, quando passamos por lá, ainda não tinha sido controlado. Saiba mais aqui: https://en.wikipedia.org/wiki/Sprague_Fire . Foi uma pena… Não conseguimos conhecer a estrada dessa vez, mas sabemos que um dia ainda voltaremos lá. De qualquer forma, fica aqui a dica para quem tiver a oportunidade de conhecer esse parque incrível.

Vamos detalhar todo o roteiro bonitinho e mastigadinho nos próximos posts. Agora, só para vocês terem uma noção geral da distribuição das cidades ao longo dos dias, nosso trajeto, meios de transporte e tal, segue o roteiro resumido e o mapinha com o nosso itinerário:

 

Dia 1 – Saída de Guarulhos, São Paulo

Tínhamos muita bagagem, 4 pessoas e um carrinho de bebê duplo. Não coube em um só Uber Bags (mandaram um Sedan), então tivemos que pegar dois carros para esse transfer até o aeroporto de Guarulhos.

Nossa imensa bagagem

Dia 2 – Escala em Toronto e chegada a Vancouver

Escala tranquila em Toronto. Passamos pela imigração e tivemos que pegar as malas e despachar mais uma vez para o voo até Vancouver.

Voo para Vancouver.

Carro alugado na Avis.

Check-in no Century Plaza Hotel & Spa.

Pequenas compras em Vancouver Downtown.

Jantar em um restaurante indiano no centro.

Comprando baterias para a GoPro nova na Best Buy. Tem Best Buy no Canadá. Vivaaaa!!!

Dia 3 – Vancouver (BC, Canadá) – Kamloops (BC, Canadá)

Café da manhã na Breka Bakery & Cafe.

Perrengue: hospital em Vancouver com o Felipe.

Pegamos o motorhome na Cruise Canada.

Devolvemos carro na Avis.

Abastecemos o motorhome com comida no Walmart.

Estrada rumo às rochosas.

Jantar em um restaurante grego, na cidade de Hope.

Dormimos em um ponto de descanso para caminhões e motorhomes na cidade de Kamloops (free camping).

O nosso maior perrengue em viagens ever! O Felipe ficou bem doente,

Dia 4 – Kamloops (BC, Canadá) – Jasper (AB, Canadá)

Café da manhã no Denny’s.

Seguimos para Jasper.

Jasper Skytram.

Passeio pela cidade de Jasper.

Jantar em um restaurante indiano.

Dormimos no Whistler’s Campground.

Vista do alto da montanha, em Jasper.

Dia 5 – Jasper (AB, Canadá) – Banff (AB, Canadá)

Café da manhã no Tim Hortons.

Saga em busca de um antibiótico para o Felipe.

Seguimos rumo a Banff.

Icefields Parkway.

Perdemos o horário para o Glacier Skywalk.

Passeio da geleira (Glacier Adventure).

Dormimos no Tunnel Mountain Trailer Court.

Glacier Adventure

Dia 6 – Banff (AB, Canadá)

Café da manhã no Tim Hortons.

Oramos na igreja de St. Mary, em Banff. Pedimos para o Felipe sarar logo.

Banff Gondola.

Banff Lake Cruise.

Almojanta no Tim Hortons e no motorhome.

Dormimos no Tunnel Mountain Trailer Court.

Passarelas no alto da montanha, no passeio da Banff Gondola.

Dia 7 – Banff (AB, Canadá) – Eureka (USA)

Café da manhã no motorhome.

Dia de muitos lagos: Lake Louise, Bow Lake, Peyto Lake, Moraine Lake, Lake Minnewanka, Hector Lake.

Almoço no motorhome enquanto lavávamos roupa na laundry de um hotel em Lake Louise.

Enchemos o tanque em Banff e seguimos rumo aos Estados Unidos. O combinado: vamos dirigir até onde conseguirmos. Quando estivermos cansados, paramos e dormimos.

Lake Louise, no Parque Nacional de Banff.

Dia 8 – Eureka (MT, Estados Unidos) – Coeur D’Alene (ID, Estados Unidos)

Já passava da meia-noite quando cruzamos a fronteira americana. Dormimos na cidade de Eureka, Montana, em frente a um posto de gasolina / Subway (free camping), por indicação do oficial da imigração.

Estrada rumo a Whitefish.

Dickey Lake.

Café da manhã no Swift Creek Cafe, em Whitefish.

Compras em Kalispell (Target + TJMaxx + Ross, uma vizinha à outra). Só assim nos consolamos por não podermos fazer a Going to the Sun Road.

Almoço no Famous Dave’s, Kalispell.

Flathead Lake.

Seguimos rumo ao Idaho.

Dormimos em Couer D’Alene, Idaho, no Blackwell Island RV Park.

Dickey Lake, Montana

Dia 9 – Coeur D’Alene (Idaho) – Seattle (Washington State)

Café da manhã no motorhome.

Curtir um pouco na beira do lago do camping.

Seguimos rumo a Seattle.

Wanapum Vista Point, Columbia River.

Snoqualmie Falls.

Almoço em um restaurante mexicano de Snoqualmie.

Seguimos rumo a Seattle.

Dormimos no Trailer Inns RV Park of Bellevue, na Grande Seattle.

Coeur D’Alene, Idaho.

Dia 10 – Seattle

Café da manhã no Lil’Jon Restaurant & Lounge.

Tour em Seattle. Dia chuvoso. Aproveitamos para fazer os passeios em lugares fechados. Chihuly Garden & Glass, Museum of Pop Culture. Quando saímos, o dia estava lindo, então curtimos o Playground Artists at Play.

Almoço na praça de alimentação do Seattle Center. Mexicano de novo!

Pôr-do-sol na roda gigante – Seattle Great Wheel.

Compras no Walmart Bellevue. Compramos camisetas para usar no jogo dos Seattle Seahawks que seria 2 dias depois.

Dormimos no Trailer Inns RV Park of Bellevue.

Chihuly Garden and Glass

Dia 11 – Seattle

Café da manhã no motorhome.

Passeio turístico Ride The Ducks of Seattle.

Almoço – hotdog e pipoca no parque.

Space Needle.

Aquário de Seatlle.

Public Market.

Jantamos caranguejos gigantes na orla.

Dormimos no KOA Kent.

Aquário de Seattle.

Dia 12 – Seattle

Café da manhã no Maggie’s On Meeker, Kent.

Compras no Outlet.

Voltamos para o Trailer Inns RV Park of Bellevue. Deixamos o motorhome no camping e pegamos um Uber para o estádio dos Seahawks.

Jogo dos Seahawks, cervejas, hot dogs.

Voltamos de Uber para o camping.

Dormimos no Trailer Inns RV Park of Bellevue.

Jogo de futebol americano dos Seattle Seahawks no Centurylink Field.

Dia 13 – Seattle – Victoria

Café da manhã no motorhome.

Estrada rumo a Port Angeles para pegar o ferry de volta para o Canadá. Passamos por campos de lavanda e uma cidade indígena bem charmosinha (Jamestown S’Klallam Tribe).

Almoço no Kokopelli Grill.

Playground de frente para o mar em Port Angeles.

Ferry para Victoria.

Fomos ao Fisherman’s Wharf e estava fechado.

Dormimos no Salish Seaside RV Haven.

Port Angeles, Washington State,

Dia 14 – Victoria – Vancouver

Café da manhã no motorhome.

Butchart Gardens.

Miniature World.

Royal British Columbia Museum.

Jantar no Fisherman’s Wharf.

Pôr-do-sol no Clover Point.

Íamos dormir perto da fila do ferry e retornar no dia seguinte para Vancouver. Quando chegamos na fila, vimos que tinha um ferry saindo e decidimos embarcar naquela hora mesmo (as vantagens e a flexibilidade de viajar de motorhome).

Cruzamos de ferry para Vancouver.

Dormimos em frente ao Walmart de Delta, perto do Tsawwassen Mills (free camping).

Butchart Gardens.

Dia 15 – Vancouver

Café da manhã no motorhome.

Faxina geral no motorhome, fechar malas, preparativos para devolução do veículo.

Devolução do motorhome na Cruise Canada.

Táxi para Vancouver Downtown.

Check-in no YWCA Vancouver Downtown. Cama de hotel, banheiro. Vivaaa!!!

Passeio a pé até Gastown, região histórica de Vancouver.

Almojanta no The Old Spaghetti Factory.

Compras nas lojinhas de souvenires e na Dollarama.

Gastown, Vancouver

Dia 16 – Vancouver

Tour Hop-On Hop-Off, em Vancouver.

Granville Island.

Almoçamos hambúrguer na ilha. O Gustavo não estava bem, então voltamos ao hotel cedo.

Jantamos pizza no quarto do hotel.

Tour Hop-On Hop-Off, em Vancouver

Dia 17 – Vancouver

Caminhamos até Canada Place e pegamos o shuttle gratuito até a Capilano Bridge.

Capilano Bridge (café da manhã lá).

Shuttle gratuito de Capilano Bridge a Grouse Mountain.

Grouse Mountain.

Almoço no restaurante da Grouse Mountain.

Shuttle gratuito até Canada Place.

Fly Over Canada.

Jantar: comida do Tim Hortons no quarto do hotel.

Capilano Suspension Bridge Park

Dia 18 – Vancouver – Toronto

Táxi até o Stanley Park.

Passeio de bike pelo Stanley Park.

Almoço: fish and chips do parque.

Voltamos caminhando até o hotel.

Tivemos que desocupar os quartos para fazer check-out. O pessoal deixou ficarmos no lounge do hotel até a hora de irmos até o aeroporto.

Táxi para o aeroporto.

Voo para Toronto.

Passeio de bike pelo Stanley Park

Dia 19 – Toronto

Carro alugado em Toronto para irmos às Cataratas.

Chegamos super cedo ao hotel. 6 horas da manhã. A recepcionista fofa do Fairfield Inn & Suites deixou fazermos check-in. Exaustos depois de passarmos a madrugada no avião, dormimos a manhã inteira. Isso não estava nos planos. Acordamos e partimos para as Cataratas do Niágara.

Almoçamos em uma barraca indiana na rua, no lado americano das cataratas.

Passeio Cave of the Wind.

Ida ao supermercado para comprar fraldas e hotel!

Passeio Cave of the Winds, nas Cataratas do Niágara

Dia 20 – Toronto – São Paulo

Dia de Thanksgiving no Canadá! Temos tanto a agradecer…

Café da manhã no hotel.

Almoço no Denny’s.

Descanso no hotel.

Aeroporto.

Devolução do carro alugado.

Check-in e volta para São Paulo.

A super espaçosa mini-van que alugamos em Toronto.

Dia 21 – Chegamos a São Paulo, com a nossa imensa bagagem. Conseguimos um táxi enorme no aeroporto (Doblò) e, dessa vez, coube todo mundo em uma viagem só.

Nosso avião sobrevoando as Montanhas Rochosas Canadenses. Na foto não dá para ver direito, mas o branquinho mais escuro que aparece no meio das nuvens, não é nuvem e sim topo de montanha coberto de neve.

Nos próximos posts, detalharemos essas experiências todas. Vamos falar sobre a nossa experiência com o motorhome, nossos perrengues com o Felipe doente (e depois com o Gustavo), os campings (gratuitos e pagos) onde nos hospedamos, os hoteis, os carros alugados, os passeios (gratuitos e pagos), os restaurantes, as dicas para economizar… Contaremos tudo com detalhes nas próximas publicações.

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Na nossa viagem, nós ficamos o tempo todo conectados na internet porque usamos o chip Easysim4u, que tem internet ilimitada nos Estados Unidos, Canadá e mais de 140 outros países. O chip é enviado para a sua residência no Brasil antes da viagem e, quando você chega ao destino, basta colocar o chip no celular e começar a usar. Você já sai do aeroporto conectado e usando o Waze e a internet à vontade.

Agradecemos pela gentileza da Easysim4u, parceira da RBBV, por ter nos enviado como cortesia o chip e o plano (USA + Canadá) para que pudéssemos permanecer conectados, compartilhando todos os momentos desta roadtrip com os leitores do  nosso blog.

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Agradecemos também aos demais parceiros do blog nesta viagem: Visit Seattle, Seattle City Pass, Ride the Ducks of Seattle, Spokes Bicycle Rentals, Westcoast Sightseeing, Brewster Travel Canada, Jasper Skytram, The Butchart Gardens, Miniature World, Royal BC Museum, Fly Over Canada, Capilano Suspension Bridge, Tourism Victoria e Parks Canada.

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Usou alguma dica do nosso blog? Conta como foi! Gostamos muito de receber o retorno dos nossos leitores. Ficamos felizes quando sabemos que nossas dicas foram úteis nas viagens de outras famílias!

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