Camarillo Premium Outlets: uma parada para compras na Califórnia

O objetivo principal da nossa viagem à Califórnia (que vocês acompanham nesse link), não era fazer compras e sim turismo. Mas é claro que não podíamos ir aos Estados Unidos e deixar de comprar produtos de qualidade com preços imbatíveis.

Passamos o ano inteiro economizando, nos segurando para não gastar à toa pelos shoppings do Brasil, porque infelizmente a carga tributária aqui é absurda e as coisas custam os olhos da cara. Quando entramos em uma loja aqui e perguntamos o preço de uma calça jeans, ficamos com peso na consciência quando pensamos que com aquele dinheiro dá para comprar três calças nos Estados Unidos e de uma marca bem superior. Sendo assim, fazemos uma boa contenção de despesas por aqui para poder aproveitar bem as viagens. Vale muito a pena.

Para comprar coisas para crianças, então, não dá para perder a oportunidade. Como vocês puderam ver aqui nesse post, fizemos o enxoval da Bela em Miami. Nesse outro, falamos sobre as compras das coisas para ela usar entre 1 e 2 anos em Nova York. As compras de 2 a 3 anos ficaram para a Califórnia. Compramos a maior parte das coisas dela no site da Carter’s e OshKosh B’Gosh e mandamos entregar no nosso hotel em San Francisco, como contamos nesse post. Assim, no dia de compras no outlet focaríamos mais nos adultos e em uma ou outra coisinha para a Bela.

Decidimos que o dia especial voltado para as compras seria o dia do Camarillo Premium Outlets. Ele estava bem no nosso caminho e já tínhamos conhecido a rede de outlets Premium na nossa viagem a Nova York e gostamos bastante. Veja aqui em que lugares dos Estados Unidos você pode encontrar um outlet da rede Premium.

O Camarillo Premium fica na US 101, no meio do caminho entre Santa Barbara e Los Angeles (a 45 minutos de SB e a 1 hora de LA). Então, para quem preferir, também dá para fazer bate-volta, embora eu ache que fica um pouco puxado.

Camarillo Premium Outlets, localizado em Camarillo, entre Santa Barbara e Los Angeles (clique para ampliar). Printscreen do Google Maps.

Hospedagem

Optamos por dormir pertinho do outlet, pois imaginamos que estaríamos bem cansados depois de um dia de compras e não seria legal ainda ter que pegar estrada. Além disso, os hotéis em Camarillo são mais baratos que em Santa Barbara ou Los Angeles, então, pra gente, não fazia sentido pagar uma hospedagem cara para um dia que não seria aproveitado em uma dessas cidades.

Sendo assim, decidimos ficar no Best Western Camarillo Inn, pertinho do outlet. O hotel segue o padrão da rede, já nossa velha conhecida, e tem 4 estrelinhas no TripAdvisor. Quarto amplo e limpo com duas camas queen, wi-fi e estacionamento grátis, café da manhã incluído na diária com umas três opções de frutas, iogurtes, sucos, um prato quente (se não me falha a memória, no nosso dia era ovo cozido), waffles, pães, bolinhos, cereais… Enfim, tudo aquilo que estamos acostumados a ver em hotéis americanos. Nada de outro mundo, mas bom o suficiente.

Best Western Camarillo Inn. Créditos: Best Western

Os quartos ficam todos voltados para a área externa do hotel, então, para quem não gosta desse estilo “motel americano” ou acha esse tipo de acomodação pouco seguro, esse hotel não é indicado. Para nós, foi muito tranquilo. Fizemos check-in, paramos o carro em uma vaga bem em frente ao quarto. Cogitamos deixar as compras e as malas no carro (muito loucos!), mas ficamos com medo de perder tudo e subimos a bagagem toda para o quarto, o que nos permitiu dormir tranquilamente. No dia seguinte tomaríamos café da manhã cedo e seguiríamos para San Diego.

Cidade de Camarillo, Califórnia. Créditos: Frantik, CC BY 3.0, http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/

Pertinho do hotel há várias opções de restaurantes de rede, inclusive um Souplantation, para fazer um “detox” de fastfood. Também tem Target, Ross, The Home Depot, Walmart, Gamestop e muitas outras lojas.

Durante a fase de planejamento da viagem, tinha visto que bem ao lado do hotel há um lugar chamado Marie Callender’s Restaurant and Bakery, um restaurante de rede presente em 5 estados americanos.  Vi que quando estivéssemos lá, estaria rolando uma promoção de uma refeição infantil grátis para crianças com menos de doze anos a cada prato adulto que for pedido. Pensei: “Perfeito! Chegaremos cansados e jantaremos lá. Qualquer coisa, se estiver lotado, também tem a Coco’s Bakery bem ao lado do Best Western”. A Coco’s Bakery tem uma grande variedade de pratos infantis por US$ 5,29, com muitas opções saudáveis de grelhados e legumes. Pensei que qualquer dos dois restaurantes seria uma ótima opção, pois eu sabia que estaríamos cansados e o fato de serem “grudados” no hotel nos daria forças para irmos até um deles.

Infelizmente, depois da maratona no outlet, estávamos tão cansados que não encontramos os tais restaurantes. Teria o Google Maps me traído? Em meio ao cansaço, à fome e ao fato de eu não conseguir encontrar o papel com os nomes dos restaurantes para pedir orientações a alguém, um Taco Bell pulou na nossa frente, meu marido desceu, comprou o jantar para viagem e fomos comer no hotel. Então não conhecemos nem o Marie Callender’s, nem o Coco’s, mas fica a dica para quem se hospedar no Best Western ou ali perto. Já chequei de novo e eles existem de verdade, não foi pegadinha do Google não! 😉

Camarillo Premium Outlets

O outlet de Camarillo é imenso e segue aquele estilo aberto e horizontal com estacionamento ao redor das lojas. Chegando lá, paramos o carro em frente ao bloco do Customer Service / balcão de informações e pedimos o nosso livrinho de descontos. Dica importante: o livrinho é grátis se você imprimir um voucher do clube VIP no site do outlet. Na hora, eu não tinha voucher nenhum, pois fazia muito tempo que tinha feito o cadastro no site, mas entrei com o celular no meu e-mail, provei que sou cadastrada e acabei ganhando o livrinho. O cadastro é grátis e pode ser feito nesse link: https://www.premiumoutlets.com/vip/ .

Quanto aos descontos, vale ficar atento, pois muitas lojas dão voucher de desconto para compras em lojas parceiras. Então sempre olhe no seu recibo se há algum cupom junto. Daí compare com o desconto que é dado no livrinho do outlet e veja qual desconto vale mais a pena ou se os descontos são cumulativos.

São muitas as lojas e, se estiver com crianças pequenas, o carrinho de bebê vai ser indispensável. Tanto para a criança descansar, como para ir pendurando as sacolas nele.

A Bela costuma ser uma boa companheirinha, então, quando vou às compras, ela é super colaborativa. Dorme no carrinho ou fica acordada e me ajuda a escolher as roupas, vai comigo ao provador e sempre acha que tudo ficou lindo (deixa a nossa auto-estima lá em cima). Por incrível que pareça, ela não reclama e de um jeito ou de outro consegue se divertir. Claro que não é diversão “nível playground”, mas pelo menos ela não fica entediada. No Camarillo, vez ou outra as lojas eram bem interessantes para ela. Em uma delas, compramos um guarda-chuva de joaninha que ela amou e queria ir para todos os lados com ele aberto. Na Toys R Us, compramos uma caixa que vinha com cinco Equestria Girls e custava o mesmo valor que uma só dessas bonecas no Brasil! Essa coleção era uma exclusividade da loja, mas da marca original da série My Little Pony. Compramos também outros brinquedos com preços bem convidativos. Ela adorou! A partir daí, passou a circular em seu carrinho e se distrair com as novas aquisições. Isso quando não queria sair arrastando a sacola grandona cheia de compras pelas calçadas do outlet. E não havia quem tirasse a sacola da mão dela. Quem via de longe, podia até achar que éramos pais malvados que obrigavam a pequena a carregar suas próprias coisas. Mas ela fazia questão de carregar e seguia numa alegria só.

Eu e o meu marido temos uma dinâmica muito boa nas compras. Gostamos de várias lojas em comum e juntos somamos os gastos para ganhar mais descontos. Às vezes, quando uma loja interessa só a um, o outro fica ajudando a escolher as peças ou entra na próxima e assim seguimos. Sempre nos viramos muito bem nesses outlets, mesmo com criança pequena.

O que mais gostei no Camarillo foi que ele estava praticamente vazio, principalmente se compararmos com os outlets da Flórida (não sei isso se devia ao fato de que era uma segunda-feira). Tivemos um dia muito sossegado e fomos muito bem atendidos em todas as lojas que entramos. Mais um ponto positivo: as pessoas não ficam nos abordando em português oferecendo mil e um perfumes e produtos como acontece em Miami. Confesso que aquela história de “Brasileiro! Brasileiro! Venha aqui!” que rola pela Flórida me incomoda um pouco. Quanto aos preços, não vi muito diferença entre os praticados na Califórnia, em Nova York ou na Flórida. Achei que na média, é tudo muito parecido.

A praça de alimentação não é imensa, nem pequena, mas achei melhor que a do Woodbury de Nova York. No almoço, comemos massa com molho de tomate, almôndegas e salada em um dos restaurantes e a comida estava boa.

Para saber a lista de lojas do Camarillo Outlet, clique aqui: http://www.premiumoutlets.com/outlets/store_listing.asp?id=20

A Bela matando a sede ao lado das sacolas: resultado do nosso dia no Camarillo Premium

Depois de um bom dia de compras, dormimos sossegados em Camarillo e no dia seguinte partimos para San Diego, que é o assunto do nosso próximo post.

Esse relato faz parte de um roteiro maior, de 15 dias, pela costa oeste americana. Para ver o relato completo da viagem, clique aqui.

 

Santa Barbara, CA: uma cidade que vale a parada (com bate-volta em Solvang e Santa Ynez Valley)

Continuando a nossa viagem pela costa da Califórnia, depois de percorrer o trecho do Big Sur, viemos para a nossa próxima parada: Santa Barbara.

Muita gente que faz essa viagem da costa oeste americana passa reto por Santa Barbara ou faz só uma parada rápida por lá. Não sei se isso acontece porque as pessoas nunca ouviram falar da cidade, se é por falta de tempo ou se é porque não se interessam por ela mesmo (o que acho difícil). Acontece que, para mim, ela é uma cidade que vale a parada. Diria até que, pra gente, Santa Barbara é fundamental e cada vez mais gente vem descobrindo essa pequena joia californiana.

Santa Barbara. Foto: Eugene Zelenko, CC BY-SA 3.0, http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/

Escolhemos dormir dois dias lá e não nos arrependemos nem um segundo de termos tomado essa decisão. A cidade é linda, não tem prédios altos, é cheia de casas com um estilo arquitetônico espanhol, com telhados vermelho-alaranjados, que conferem um ar meio mediterrâneo à região. Há até quem a chame de “Riviera Americana”. Foi fundada por uma missão espanhola e as influências hispânicas podem ser vistas, assim como em quase toda a California, nos nomes das ruas e lugares, na comida e nas construções.

Santa Barbara é uma cidade pequena, com pouco mais de 90 mil habitantes (se contarmos com as cidades contíguas, a região tem aproximadamente 220 mil pessoas), boa parte deles estudantes, por causa da University of California, Santa Barbara (UCSB). Então o clima é super alto astral, com um estilo de vida bem “a Califórnia que todos imaginamos”: jovens bronzeados, praia, surfistas, pessoas praticando esportes na orla… Para ter uma ideia, Katy Perry (aquela que canta “California gurls”) nasceu lá. Jack Johnson, que canta aquelas músicas com uma pegada bem praia/surf, estudou na UCSB. E, por qual motivo, se não porque a cidade é mesmo incrível, essas pessoas que vou citar tiveram ou têm uma casa lá? Jennifer Aniston, Marc Anthony, Jeff Bridges, Charlie Chaplin, Julia Child, Kevin Costner, Tom Cruise, Ellen DeGeneres, Kirk Douglas, Jane Fonda, Whoopi Goldberg, Avril Lavigne, Christopher Lloyd, Jennifer Lopez, Brad Pitt, Ronald Reagan, Ryan Reynolds, Kelly Slater, Steven Spielberg, Paul Walker, Oprah Winfrey, entre muitos outros.

Santa Barbara

Ainda não consegui te convencer de que Santa Barbara merece a visita? Pois bem, então some ao charme do ar espanhol/México chique/americano/praieiro um entorno repleto de serras/colinas belíssimas, uma rua bem comercial cheia de shoppings e lojas de grife e pertinho da praia (State Street), uma região produtora de vinho (Vale de Santa Ynez) e uma cidadezinha construída por dinamarqueses que te faz sentir na Europa (Solvang). Acho que agora deu pra entender que vale a visita, né? 😉

Para quem vai até lá saindo de Los Angeles, o tempo de viagem é de pouco menos de duas horas (varia, pois depende do trânsito). Há quem faça Santa Barbara em um bate-volta, tendo LA como local de hospedagem. Se a sua única chance de conhecer Santa Barbara for assim, sugiro que saia de Los Angeles bem cedo e só volte depois do anoitecer, para tentar aproveitar o máximo possível. Ainda assim, será um pouco cansativo.

No nosso caso, estávamos descendo a Highway 1, no sentido norte à sul e chegamos do Big Sur à noite, para fazer check-in no hotel.

Hospedagem

Ficamos hospedados no Brisas del Mar Inn at the Beach, um dos poucos hotéis que não reservamos pelo Hotwire, pois eu não queria correr o risco de pegar um hotel que não tivesse telhadinho laranja e charme espanhol. Fechamos a reserva diretamente no site do hotel, pois eles tinham garantia de melhor preço.

O check-in foi muito tranquilo e os funcionários foram super simpáticos conosco o tempo todo. Ligamos dois dias antes para o hotel para perguntar se receberiam um pacote de uma compra de última hora e eles falaram que o fariam, sem problema algum. Na diária estavam incluídos café da manhã e um lanchinho no final da tarde com direito a queijos e vinho. Também nos presentearam com uma garrafa de vinho produzido na região de Santa Barbara.

Brisas del Mar Inn at the Beach
Brisas del Mar Inn at the Beach
Brisas del Mar Inn at the Beach

Chegamos e o quarto já estava prontinho, com o berço da Bela montado. No banheiro, shampoos, creminhos, sabonetes (em formato de conchinhas) e até removedor de maquiagem. Tudo top.

Como o nosso dia tinha sido muito cansativo, chegamos, subimos a bagagem, tomamos banho e pedimos pizza e uma massa em um delivery para entregar no hotel mesmo. O bacana é que lá, o entregador vai até a porta do quarto, o que é muito conveniente para quem está exausto.

O Brisas del Mar fica bem localizado, pertinho da praia e da State Street, o que significa que deixamos o carro em casa e exploramos a cidade a pé. Uma delícia! Outra boa forma de conhecer a região, seria alugando uma bicicleta. Não fizemos, mas fica a dica.

Santa Ynez Valley e Solvang

No dia seguinte, acordamos cedo após uma revigorante noite de sono, tomamos café da manhã no hotel e seguimos rumo ao Santa Ynez Valley (Vale de Santa Inês), que fica pertinho de Santa Barbara. Levamos uns 40 minutos para chegar de carro até a região, mais conhecida pela produção de vinhos. É lá também que fica a cidade de Solvang, construída por americanos e dinamarqueses que foram parar na Califórnia porque estavam fugindo do clima frio dos países nórdicos.

Solvang
Solvang
Solvang
Solvang

A cidadezinha de Solvang é uma graça. Por um segundo, parece mesmo que você não está mais nos Estados Unidos e sim na Europa. Por esse motivo, a cidade é beeeem turística. Tem muitas opções de hospedagem, restaurantes, cafés e lojinhas. Uma loja bem famosa é a Jule Hus, que vende produtos natalinos o ano inteiro. Sou apaixonada por coisinhas de Natal, então tive que dar uma passada lá para comprar umas coisinhas. Eles falam que seguem o estilo europeu de decoração, com ênfase na cultura escandinava.

Jule Hus, artigos natalinos o ano inteiro – Solvang
Solvang
Solvang
Solvang

Saindo de Solvang, partimos para o tema “vinho”. De acordo com o bureau de viagens do Santa Ynez Valley, existem mais de 120 vinícolas naquela região, a maior parte opera em pequena escala e/ou tem organização de base familiar. Isso é muito bacana!

 

O filme Sideways (Entre umas e outras), vencedor de Oscar e Globo de Ouro, acontece na região das vinícolas do Vale de Santa Ynez, onde dois amigos apreciadores de vinho foram celebrar a despedida de solteiro de um deles. Como não somos entendedores de vinho, ficamos um pouco perdidos na hora de escolher vinícolas para fazer a visita e a degustação. Já de cinema, nós gostamos! Então decidimos visitar uma vinícola que tivesse sido locação para o filme. A eleita foi a Kalyra Winery, uma vinícola bem agradável, localizada a apenas cinco minutinhos de Solvang.

A Bela fazendo amigos na Kalyra Winery
As uvas da Kalyra Winery
Kalyra Winery
Kalyra Winery

Enquanto degustávamos, as funcionárias da vinícola ficaram interagindo com a Bela e ofereceram um copo para ela brindar com a gente (com água) e crackers. Depois de um tempo, chegaram dois “au-aus” lindos lá e a Bela ficou distraída brincando com eles, enquanto a mamãe e o papai degustavam.

Kalyra Winery
Kalyra Winery
Kalyra Winery

Depois demos uma voltinha pela área onde ficam as uvas, pegamos o carro e partimos para procurar um restaurante que tinha sido indicado pelo Ricardo Freire, do Blog Viaje na Viagem, o The Hitching Post, que também aparece no filme Sideways. Quando chegamos lá, demos de cara com a porta. Infelizmente estava fechado e só abria após as 17h. Nunca imaginamos que uma churrascaria estaria fechada em pleno horário de almoço, mas o horário de funcionamento deles é esse mesmo: eles só servem jantar e das 5PM às 9:30PM. A culpa foi nossa de não termos olhado o horário de funcionamento antes. Terminamos voltando para almoçar em Santa Barbara, mas tinha várias opções de restaurantes ali mesmo, na região das vinícolas.

Anota aí: na próxima vez que viermos a Santa Barbara, não podemos esquecer de JANTAR no The Hitching Post.

State Street, Stearns Wharf

Chegando a Santa Barbara, deixamos o carro no hotel e fomos caminhando com a Bela e o carrinho pelo calçadão da praia. Cogitamos comer no Stearns Wharf, o belíssimo píer da cidade, mas, àquela altura, ainda estávamos na pegada de comer carne e, por algum motivos, decidimos subir para a State Street, que lembra muito a Lincoln Road de Miami. É cheia de lojas de grife, shoppings, restaurantes, bares e cafés. Tem todas as lojas que amamos nos Estados Unidos: de Gamestop a Marshalls, de Apple Store a CVs. Para ter uma noção melhor de tudo o que pode ser encontrado na State Street e entorno, clique nesse link: http://www.downtownsb.org/shop .

Pezinho na estrada e olhos atentos no mapa. Bela pelas ruas de Santa Barbara
Pezinho na estrada e olhos atentos no mapa. Bela pelas ruas de Santa Barbara
State Street, Santa Barbara
Stearns Wharf – Santa Barbara
Área sujeita a terremotos e tsunamis – Santa Barbara
Santa Barbara

Almoçamos na Santa Barbara Brewing Company porque o nome nos pareceu mais local. Comemos asinhas e hambúrguer e pedimos uma massa do menu infantil para a Bela.

Depois perambulamos mais um pouco pelas lojas e voltamos para a pousada caminhando. Dessa vez, não mais pela orla, mas por dentro das ruas com casas. Foi intencional. Queríamos ficar admirando as casas brancas com telhados laranjas e palmeiras nas calçadas. Sério: como é linda essa cidade!

Tivemos o prazer de dormir mais uma noite no nosso mui amado Brisas del Mar Inn. No dia seguinte tínhamos que fazer check-out e partir para o nosso dia de compras no outlet de Camarillo. Mas vou deixar essa parte para o próximo post.

Veja aqui mais informações sobre Santa Barbara e região: http://www.santabarbaraca.com/

Esse post faz parte de um roteiro maior, de 15 dias, pela costa oeste americana. Para ver o relato completo da viagem, clique aqui.

 

Monterey, Carmel e Big Sur: paisagens exuberantes e lugares inesquecíveis ao longo da California 1

Depois da nossa passagem por San Francisco, que vocês puderam conferir nesse post, seguimos com destino a Monterey, onde dormimos e no dia seguinte fomos ao aquário, 17 Mile Drive, Carmel e Big Sur.

Esse deve ser, talvez, o trecho mais belo do nosso roteiro de 15 dias. Mas, ao mesmo tempo, sinto que dizendo isso, estou negligenciando as belezas de San Francisco e Santa Barbara e a incrivelmente encantadora La Jolla, em San Diego. Ok, retiro o que disse, mas sintam o drama: o trecho de Monterey/Carmel/Big Sur deve estar, sem dúvida, entre os lugares mais bonitos do mundo e isso inclui tanto as paisagens naturais como aquelas construídas pelo homem. Chego a me emocionar quando lembro o que já vimos e vivemos na costa da Califórnia. Por mais que eu já tivesse visto muitas fotos e vídeos com as belezas da costa oeste, nada me preparou para o quão extraordinária ela é de verdade. Sem exageros! É apaixonante!

Monterey

Hospedagem

Chegamos à cidade no fim da tarde, dirigindo ao longo da costa, passando pelo Fisherman’s Wharf de Monterey e pela baía. Fizemos check-in na Pacific Inn Monterey, que foi reservada por meio de compra às cegas, no Hotwire (clique aqui para saber mais sobre esse site). A região de Monterey e Carmel tem hotéis caros, então a diária por US$ 66,14, já com as taxas, foi um achado.

O hotel já foi um Best Western e hoje é de administração independente. Segue o padrão da maioria das inns americanas. O nosso quarto era grande, limpo, com duas camas queen size e ainda colocaram um berço para a Bela. Tinha micro-ondas, frigobar, máquina de café, secador de cabelo, tábua e ferro de passar. O estacionamento é grátis e a localização é boa. Fica em região comercial e a poucos minutos de carro da Cannery Row e do Fisherman’s Wharf.

Entradinha do restaurante onde jantamos no dia anterior, na Cannery Row, Monterey
Monterey Bay
Cannery Row, Monterey
Cannery Row, Monterey
Cannery Row, Monterey

Cannery Row

Após o check-in, subimos as malas para o quarto, tomamos banho e fomos passear na Cannery Row, que é a rua mais turística da cidade, de frente para o mar. Ela recebe esse nome porque antigamente funcionavam ali fábricas onde as sardinhas eram enlatadas. Hoje é uma rua repleta de restaurantes, cafés e lojinhas. É no finalzinho dela que fica o Monterey Bay Aquarium, que visitaríamos no dia seguinte.

Estacionamos o carro na rua mesmo, na própria Cannery Row, e fomos dar uma volta. A atmosfera da região é uma delícia. Já estava escuro e friozinho, mas, mesmo assim, alguns adolescentes mergulhavam no mar sem sequer usar roupa de borracha. Gritavam por causa do frio e davam risadas, pareciam estar se divertindo na água congelante. Atmosfera vibrante.

Decidimos jantar no The Fish Hopper Seafood and Steaks, que fica praticamente dentro do mar e tem uma vista linda. O atendimento, a comida, a decoração, a iluminação, a atenção que deram para a Bela… Tudo maravilhoso. Vale muito à pena.

Depois do jantar, fomos direto para o hotel e praticamente desmaiamos na cama. Aquele tinha sido um dia muito intenso e cheio de atividades.

Monterey Bay Aquarium

No dia seguinte, acordamos cedo e tomamos café no hotel. Café da manhã típico de hotel americano, talvez um pouco melhor que a média, pois tinha máquina de waffles e uma variedade maior de cereais matinais. Comemos, fizemos check-out e partimos para o Monterey Bay Aquarium, que foi recentemente eleito o melhor aquário do mundo pelo TripAdvisor Travellers’ Choice 2014. Como o nosso carro estava cheio de malas, paramos em um estacionamento pago, quase em frente ao aquário.

Tínhamos comprado as entradas do Monterey Bay Aquarium com antecedência, no próprio site do atrativo, o que nos livrou de uma enorme fila para compra de ingressos. Entramos direto, sem nenhuma fila.

O aquário é uma coisa linda de se ver e encanta adultos e crianças com suas atrações. São vários andares, divididos em dois gigantescos blocos com as mais variadas espécies dos ecossistemas aquáticos e com muitas atividades de educação ambiental. Dá para passar fácil o dia inteiro passeando por lá, mas só tínhamos a manhã para fazer essa atividade, então tentamos aproveitar da melhor maneira possível.

Monterey Bay Aquarium
Monterey Bay Aquarium
Monterey Bay Aquarium
Monterey Bay Aquarium
Monterey Bay Aquarium
Pinguins no Monterey Bay Aquarium
Mergulhadores limpam o aquário, no Monterey Bay Aquarium
Pinguins no Monterey Bay Aquarium
Olha a Dory!!! – Monterey Bay Aquarium
Tubarões, Monterey Bay Aquarium
Tubarões, Monterey Bay Aquarium

Logo na entrada, os funcionários entregam um mapa e dão uma explicação geral sobre o local e os horários das atividades e apresentações agendadas.

Bela “recebe explicações” sobre essa espécie de caranguejo, no Monterey Bay Aquarium. É uma pena ela ainda não entender inglês. rsrsrsrsrs

Em alguns tanques é possível tocar nos animais, sentir a textura e interagir com o ambiente, enquanto os monitores explicam sobre aquela espécie, sua importância no equilíbrio ecossistêmico e seus hábitos. Muito bacana! Em outro espaço, os pássaros de ecossistemas costeiros ficam soltos no espaço onde estão os visitantes.

Nessa parte do aquário, é possível tocar em algumas espécies

Para quem está com crianças, a Splash Zone é imperdível. A Bela curtiu bastante e tinha uma área reservada só para os bebês bem pequenos. Foi difícil conseguir puxar ela de um atrativo para o outro. Ela estava encantada com tudo!

Área reservada para crianças bem pequeninas, no Monterey Bay Aquarium

Nas áreas externas do aquário, os mirantes proporcionam uma vista incrível do oceano e da baía de Monterey.

Um dos mirantes do Monterey Bay Aquarium
Monterey Bay Aquarium

Saímos do aquário um pouco antes do horário do almoço. Foi uma pena termos ficado tão pouco tempo em Monterey. A cidade é apaixonante e acho que, para quem pode, vale reservar pelo menos uns dois ou três dias inteiros para desfrutar daquele lugar sem pressa.

17 Mile Drive

Saindo do aquário, colocamos no GPS o endereço do portão de entrada da 17 Mile Drive, que fica pertinho de Monterey. Chegando ao destino, demos de cara com uma espécie de portão de um condomínio de luxo. Falamos com o funcionário que estava na portaria, pagamos os US$ 10 (preço cobrado por veículo) e recebemos o mapinha do tour pela região de Pebble Beach.

A comunidade de Pebble Beach, como eles se autodenominam, é uma espécie de grande condomínio de luxo, fechado, repleto de campos de golfe, mansões, jardins bem cuidados, mirantes e vistas estonteantes para o mar. No mapinha estão indicados os pontos estratégicos de parada e o caminho é muito bem sinalizado. Os visitantes só podem seguir o caminho do traçado da 17 Mile Drive, pois as demais áreas são privativas e exclusivas para os moradores. Lá dentro também tem hotel, restaurante, área para eventos, spa, lojas e campos de golfe abertos para não-moradores.

Pebble Beach, 17 Mile Drive
Pebble Beach, 17 Mile Drive
Pebble Beach, 17 Mile Drive
Acho que é a 17 Mile Drive
Acho que é a 17 Mile Drive
Acho que é a 17 Mile Drive
Pebble Beach, 17 Mile Drive

Embora possa soar como algo meio esnobe, para ricaços, ou turístico demais, é um passeio rápido e que vale muito a pena, pois o visual é de tirar o fôlego. É aquele tipo de lugar em que rola o papo: “Imagina, amor, ter uma casa bem aqui?” ou “Quanto será que custa uma casa dessas?” ou ainda “Qual será o emprego das pessoas que têm casa por aqui?”.

O final da 17 Mile já te deixa de cara com Carmel e sua não menos bela Scenic Road.

Carmel

Carmel-by-the-sea ou simplesmente Carmel é assim, uma cidade linda, charmosa, graciosa, repleta de casas bonitas com jardins bem cuidados. Parece cenário de um filme. Nem mesmo uma margarida fora do lugar. Os pássaros voam de forma coreografada e muito bem ensaiada, proporcionando uma atmosfera perfeita. E tudo isso montado em frente às belíssimas águas do Pacífico.

O relógio grande no centrinho (da marca Rolex!) entrega o jogo: esse lugar é para ricaços. Mas não se intimide. Entre no clima e curta a cidade.

Carmel
Carmel
Carmel

Quando chegamos lá, começamos com um passeio de carro, percorrendo a Scenic Drive (primeira rua de frente para o mar) inteira e depois subindo para o centrinho. Deixamos o carro em um amplo estacionamento no cruzamento da 8th Avenue com a San Carlos Street e saímos batendo perna rumo ao centro. Difícil é escolher onde parar para comer, pois a cidade é repleta de cafés e restaurantes cheios de charme. Enfim, decidimos almoçar no Nico, um restaurante italiano delicioso, onde fomos muito bem atendidos.

Restaurante Nico, em Carmel
Restaurante Nico, em Carmel

Em Carmel, a vida parece tão surreal que até vimos um consultório de psicólogo para cachorros. Clint Eastwood foi prefeito da cidade! Falam que algumas celebridades como Brad Pitt e Jennifer Aniston têm casas lá.

Terapeuta para cachorros, em Carmel

Estávamos nos divertindo em Carmel e, por esse motivo, o tempo passou voando. Era hora de voltar rapidinho para o carro e seguir em direção ao sul, pelo trecho conhecido como Big Sur.

Papai e Bela tristes porque já temos que deixar Carmel

Big Sur

Esse é o momento auge em termos de belezas naturais de toda a California 1. É o trecho que vai de Carmel a meados de San Luis Obispo. Áreas preservadas (que aqui no Brasil chamamos de Unidades de Conservação), penhascos, vistas estonteantes do oceano…

O Big Sur é uma região onde se deve viajar sem pressa. Primeiro, porque a estrada é cheia de curvas e abismos (algumas quinas até sem guard rail), o que aumenta a chance de acidentes. Então, juízo! Siga devagar. Segundo, porque a graça de pegar a California Route 1 e não a U.S. Route 101 (bem mais reta, duplicada e rápida) é justamente ir curtindo a paisagem, parando nos mirantes, contemplando a paisagem, fazendo fotos pelo caminho (e que fotos!), curtindo cada recanto escondido de uma das estradas cênicas mais belas do mundo.

Big Sur
Big Sur
Passando pela linda Bixby Bridge, Big Sur
Passando pela linda Bixby Bridge, Big Sur
Big Sur
Big Sur
Big Sur

Vale, antes de ir, dar uma pesquisada sobre as paradas que pretende fazer na viagem. Mas chegando lá, na hora, você verá o aglomerado de carros parando ao longo do caminho e sempre que desejar e surgirem mirantes e áreas para estacionar, pare e aproveite que está ali! Seu celular não funcionará na maior parte do caminho, então dificilmente conseguirá fazer alguma pesquisa na hora. Se permita descobrir os recantos desse lugar lindo, independente do que as revistas e blogs te aconselham. Descubra o seu próprio Big Sur!

É dirigindo nesse trecho que você perceberá porque a maioria das pessoas faz essa viagem partindo no sentido norte-sul, ou seja, de San Francisco a Los Angeles/San Diego, “descendo” no mapa. É que a maior parte das áreas para parar o carro ao longo da estrada fica no lado direito da pista, na mão para quem está descendo. Além disso, você segue “mais pertinho” do mar e as pessoas que não estão dirigindo podem seguir fazendo fotos sem que nenhum carro passe na faixa oposta, atrapalhando a vista e o clique. Mas isso é só um detalhe. Se você só tiver como fazer a viagem subindo, faça mesmo assim! Já vi relatos de quem subiu e falam que valeu a pena do mesmo jeito.

Dormindo no colo do papai em pleno Big Sur
McWay Falls, Julia Pfeiffer Burns State Park
Parada para ver a cachoeira, no Julia Pfeiffer Burns State Park, Big Sur
Parada para ver a cachoeira, no Julia Pfeiffer Burns State Park, Big Sur
Big Sur
Nosso carro, em uma das paradas no Big Sur

Uma dica importante: não esqueça de se certificar que o tanque de combustível do carro está cheio. No trecho do Big Sur aparecerão poucos postos de gasolina e os preços são mais altos que nas cidades grandes.

Alguns pontos de interesse ao longo do Big Sur: Point Lobos State Natural Reserve, Whaler’s Cove, Bixby Creek Bridge, Julia Pfeiffer Burns State Park – McWay Falls (imperdível, é aquela cachoeira que deságua na areia da praia), Point Sur Lighthouse, restaurante Nepenthe e Simon Creek Falls.

Depois de percorrer o trecho do Big Sur, muita gente opta por visitar o Hearst Castle, a mansão do magnata americano William Randolph Hearst, localizada na cidade de San Simeon. O “castelo”, com suas coleções de arte, tapetes persas, estátuas, esculturas e mix de estilos arquitetônicos que revelam o gosto duvidoso excêntrico do seu antigo dono, atrai muitos visitantes. Há quem ame o passeio e há quem odeie. Não fizemos esse tour porque o nosso tempo era limitado e demos preferência para passeios que fossem mais a nossa cara. Mas se tivéssemos mais tempo, sem dúvida toparíamos passar por essa experiência para tirarmos nossas próprias conclusões. Li vários posts sobre o castelo, mas achei esse da Maryanne, do Hotel California Blog, bem bacana.

Finalizando o trecho do Big Sur, algumas pessoas optam por pernoitar em San Luis Obispo, onde fica a Mission San Luis Obispo de Tolosa. No nosso caso, preferimos pernoitar em Santa Barbara, então seguimos mais uns 180 quilômetros de estrada até chegarmos a essa cidade linda, que é o assunto do nosso próximo post.

 

Esse post faz parte de um roteiro maior, de 15 dias, pela costa oeste americana. Para ver o relato completo da viagem, clique aqui.